Blog

estas

Vendo Artigos etiquetados em: estas

Africa: A Capoeira ajuda as crianças de rua em Kinshasa

Na praça do centro de Limete, um bairro popular de Kinshasa, a capoeira encontrou praticantes inesperados: as crianças de rua.

A capital da República Democrática do Congo, com seus 12 milhões de habitantes, é a segunda cidade do mundo, logo atrás do Rio de Janeiro, em número de crianças abandonadas.

As estimativas variam de uma fonte à outra, mas a ONG francesa Médecins du Monde (Médicos do Mundo, MDM) estima que são cerca de 20.000. Algumas largaram as famílias, outras foram abandonadas.

Estas crianças são chamadas de “shégués” (crianças de rua em lingala), um nome que é sinônimo de “ladrão”, já que elas vivem essencialmente de roubos e furtos. Elas recusam a ajuda de dezenas de ONG e acabam muitas vezes caindo na prostituição, na desnutrição e na violência.

Algumas, porém, deram sentido às suas vidas graças à disciplina e a energia da capoeira.

As crianças a praticam na rua com Yannick N’Salambo, um técnico em computação congolês de cerca de 30 anos de idade que se apaixonou por esta luta misturada com dança ensinada por um viajante brasileiro. Três vezes por semana, ele vai a Limete e encontra um lugar no meio dos comerciantes de carvão e de legumes, dos engraxates e dos vendedores de crédito para celular.

Munidos de um berimbau e de um reco-reco, Yannick e seus assistentes começam o aquecimento. Em seguida, dois de cada vez, eles começam. Fortes e atléticos, eles exibem seus movimentos plásticos.

Às vezes, um dos participantes acaba entrando no ritmo do adversário e atingindo-o. “Malembe!” (cuidado!), avisa o mestre, que toma seu lugar e mostra como se deve agir sem machucar o companheiro.

Em volta, cerca de dez crianças, entre 5 a 13 anos, assistem com atenção.

Descalços, vestindo roupas comuns como camisetas e calças largas, os dois param após alguns minutos, sendo imediatamente substituídos por outros dois parceiros que tentam mostrar que aprenderam como se faz.

A aula dura duas horas e termina com a lembrança do que se espera dos jovens alunos: seguir as obrigações escolares, ter um comportamento digno, respeitar as funções de cada um perante o grupo e ser pontual.

“Eu vi uma grande evolução”, diz Yannick. “Eu tinha crianças que não obedeciam, eram agressivas, mal-educadas. A capoeira reestruturou seus lados psicológicos”.

A capoeira ensina os jovens de rua o que nem a escola, nem a família conseguiu ensinar.

Um dos assistentes, Ninja, de 30 anos, saiu das ruas graças à esta prática. Fechado, tímido, ele viveu sem lar por 20 anos.

“A capoeira permitiu a ele se expressar”, explica Yannick, que ganha um pouco de dinheiro dando aulas aos estrangeiros.

“É um esporte que nos ensina a amizade”, diz Jérémie Tchibenda, de 14 anos. Francis, de 9 anos, “se sente bem” quando pratica capoeira.

Nem todos vem da rua, alguns têm família e moram por perto. Alex Karibu, de 25 anos, tinha quinze anos e já era órfão quando começou.

O jovem embaixador do Brasil no país, Paulo Uchoa, se sente orgulhoso de ver esta atividade brasileira encontrando público no Congo e ajudando estas crianças.

“Vou fazer de tudo para ajudar”, garantiu o diplomata, lembrando que o Brasil e a África vêm se aproximando. Em des anos, as trocas comerciais do Brasil com o continente africano saltaram de 5 para 26 bilhões de dólares, e o número de embaixadas brasileiras em solo africano subiu de 15 para 38.

É praticamente uma volta para casa, já que a capoeira, mesmo tendo sido criada no Brasil, tem as raízes na África.

Metade dança, metade luta, a capoeira se desenvolveu no século XIX na clandestinidade, em meio às populações escravas vindas da África. Como eram proibidos de lutar, os escravos escondiam sua luta com a dança.

 

Fonte: AFP – Agence France-Presse

A Evolução da Capoeira no Mundo

A Evolução da Capoeira no Mundo: Caminhos de “esterilização” da arte para “fertilização” do negocio

O reconhecimento da capoeira na atualidade se depara com seu mais difícil paradigma, pois a mesma precisa conviver com um processo de transformação que, na maioria das vezes, só justifica-se por parâmetros que negligenciam princípios de ancestralidade, oralidade, aprender fazendo, dentre outros, que são encarados por seus praticantes como ultrapassados e/ou utilizados unicamente nos discursos eloqüentes dos “tiranos comandantes“ disfarçados de mestres. Neste sentido, nos propomos a refletir sobre algumas questões que tentarão nos aproximar de alternativas para dialogarmos com a tão famigerada “evolução“ da capoeira, apelidada em nosso tempo equivocadamente de Capoeira Contemporânea.

Inicialmente quero tratar especificamente da terminologia, que já de inicio apresenta-se erroneamente, pois faz referencia, considerando a grande maioria de capoeiras de senso comum, a um estilo que se distanciaria da Angola e da Regional, propondo uma mescla dos dois estilos anteriores, mesmo convivendo no mesmo período histórico, ou seja, representando uma pretensa evolução técnica e etc. Assim, se desta forma for encarada, seu nome correto talvez devesse ser Capoeira Futuro, Avançada, Espacial…..  Sei la….  E não Contemporânea, pois isso representa algo que convive em mesmo período.

Um outro ponto contraditório apresenta-se quando definimos esta nova capoeira “moderna“ como algo inusitado, futurístico, pois sua própria origem esteve sempre atrelada no discurso de que a mesma foi forjada a luz da Angola e da Regional baiana e sendo assim, o correto seria dizer que a mesma simplesmente tentou juntar o que vivia separado, fato que representaria uma grande incoerência, pois sabemos que quando investigamos a capoeiragem mais detalhadamente e criticamente, percebemos que o trabalho capitaneado por Bimba e por Pastinha possuíam muito mais semelhanças do que diferenças, pois os mesmos foram fruto da historia de um determinado local em um tempo especifico.

Sobre a técnica desta capoeira evoluída, o que temos visto são conseqüências desastrosas, considerando o grande numero de lesões, a violência com pouca belicosidade e ainda as atrocidades com relação à biomecânica dos movimentos, pois estes alem de não respeitarem os limites articulares e fisiológicos, ainda propõem uma pratica completamente distanciada da estética ancestral da capoeira, visto que os capoeiras deste estilo “evoluído“ mais se aproximam de ginastas ou acrobatas de circo com pretensões de luta, transformando o jogo em um espetáculo grotesco, pois não conseguem fazer bem nem a ginástica nem tão pouco a luta.

A musicalidade na capoeira tem papel fundamental, pois dela se desencadeia boa parte do processo “ritualístico”, ou seja, é a partir da musicalidade que os movimentos são executados, os instrumentos são tocados e as cantigas entoadas, contudo atualmente nos grupos intitulados de Capoeira Contemporânea, observamos uma linearidade melódica que não contempla as variantes ancestrais africanas, com letras ceifadas de seu conteúdo para reflexão, que já não cumprem tão bem o papel da oralidade e sua documentação da historia humana por contos e cantigas. Assim temos percebido que os instrumentos e as cantigas pouco a pouco tem perdido sua função ritual na roda, pois os praticantes alem de não valorizarem e desenvolverem esta parte do aprendizado, não conseguem decodificar a influencia da musicalidade na pratica, negligenciando o papel fundamental desta no desenvolvimento da roda.

A ladainha não arrepia mais, o cantador não se emociona, as cantigas não tratam do universo simbólico da capoeiragem e ainda a forma de cantar tem sido “plastificada“ e embalada para vender, criando um exercito de cantadores “copias de alguém famoso“, e se não bastasse isso, as pessoas ainda não conseguem perceber que o mesmo acontece por toda parte no modo de produção capitalista, pois todos querem parecer com os modelos vendidos pela mídia, idiotizados pela propaganda e aumentando o lucro dos “grupos produto“, como um grande Big Mac vendido na esquina de qualquer grande centro.

Em relação aos aspectos filosóficos, temos nosso maior abismo, basta observar os bonecos de vídeo game que representam os capoeiras, sempre musculosos, com movimentos robóticos, com uma negritude estereotipada, e ainda com golpes previsíveis e não característicos, negando os fundamentos difundidos pelos antigos mestres da Bahia.

Soma-se também a este conflito simbólico uma serie de situações organizacionais nos grupos de capoeira, aproximando-os administrativamente de empresas e distanciando cada vez mais das praticas humanas e necessidades da capoeiragem em sua trajetória, pois os mestres se transformaram em patrões, as rodas em shows, o conhecimento em produto de venda, as pessoas em números de matricula e sua filosofia em trabalhos acadêmicos de pessoas que nunca sujaram as mãos fazendo Au…..

Lamentável, mas esta tem sido a realidade que tenho encontrado em muitas partes do mundo em nossas viagens com a capoeira, e para piorar, se não bastasse tudo isso, tenho percebido, com o passar dos anos, que os poucos cabelos que ainda me restam estão ficando brancos e que a grande parte dos capoeiras acreditam que nossa arte esta em seu curso natural, como se alguma força alienígena controlasse estas mudanças, não sendo necessário refletir sobre as mesmas e só segui-las.

Quero propor com estas palavras, que não são verdades absolutas e sim um desabafo ingênuo de um capoeira da Bahia, que existem sim alternativas e estas estão ao alcance de todos aqueles que investigarem a matriz ancestral da capoeira e seus representantes mais antigos, observando a forma como jogam, sua fala, como lidam com os instrumentos, seus códigos filosóficos e acima de tudo como vivem, mesmo não fazendo parte do espetáculo futurístico da Capoeira Contemporânea.

Sugiro uma busca na década de trinta e seus princípios metodológicos para trato com a Educação Física, pois la encontraremos as bases desta dita capoeira evoluída, comprovando que a mesma não possui nada de moderno e sim uma adaptação mal feita para na atualidade atender as demandas do capital, considerando a dicotomia corpo/mente e o processo de adestramento pelas seqüências de ensino idiotizantes, atrofiando o senso critico e favorecendo o negocio dos mega grupos e seus mestrões.

Despeço-me pedindo força ao Grande Arquiteto do Universo e perdão pela possibilidade de minhas palavras ofenderem camaradas ainda não despertos para as armadilhas desta capoeira mercadorizada, espetacularizada e muito distante das necessidades de aprendizado para evolução da humanidade.

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
Nemo Nox

Jean Adriano Barros da Silva
www.guetocapoeira.org.br
Tel: 55 71 8109 2550 / 3363 4568 / 3366 4214
75 9168 7534 / 75 3634 2653
Bahia – Brasil

LIVRO BRASIL, NEGRO POR DECENDÊNCIA

Esta obra, visa levar ao conhecimento dos leitores, acontecimentos que marcaram nossa cultura, durante o período escravista e visa esclarecer o comportamento estabelecido pelos colonos portugueses, políticos, e ate mesmo pela igreja. Atos e conseqüências que levou a construção de projetos de leis, algumas aprovadas e cumpridas, outras vetadas. Leis estas contraditórias que gerou atos enlouquecentes para com a sociedade constituída por afro-descendentes.

Povo guerreiro, enviado ao Brasil como escravos, foram vendidos como mercadoria, procedentes de países como Angola, Benguela, Cabinda e Moçambique entre tantos outros. Ao chegar aqui, construíram historia, incrementaram a culinária brasileira, trouxeram alimentos como; a manga, o coco, o jerimum, a galinha d’angola, o azeite de dendê entre tantos outros que constitui necessários ao padrão de vida do consumidor brasileiro. Inovadores e criativos eles foram. Adaptaram aqui, formas de sobrevivências, como por exemplo: as vendas ambulantes, de verduras, peixes, roupas, calçados e artesanato. Costumes que ainda podem ser vistos pelas ruas do Brasil. Tudo isso se da devido à herança cultural deste povo.

Colaboradores da colonização do país, e com a miscigenação dos brasileiros, a constituição do mulato, cor em que o brasileiro é identificado quase em toda sua maioria. Introduziram palavras dos dialetos africanos na língua portuguesa, herdada da presença dos portugueses no Brasil em seu descobrimento no século XV.

Salve! Salve! Os índios, importantes edificadores de nosso país, grande influenciadores na culinária brasileira, com diversos alimentos como; a mandioca, o milho, a batata-doce, o cará, pinhão, cacau, amendoim, palmito, mamão e o caju, estas são parte das influências indígenas na alimentação brasileira.

Foram escravizados antes dos negros africanos, forçados ao trabalho escravo, no período do pau-brasil. Grandes contribuintes com nossa cultura brasileira, suas danças, lutas, costumes, culinária e até mesmo a língua, titulada “tupi-guarani”, que nomeou uma das maiores expressões culturais brasileira, hoje reconhecida internacionalmente, a caa-pu-eera (mato ralo) hoje introduzida como “a capoeira”.

Axé a todos os capoeiras, que bravamente escreveram sua historia no cenário brasileiro, em meio as dificuldades impostas pelo império, e mais tarde, pelo próprio governo, ainda sim sobreviveram e enrriqueceram a nossa cultura, hoje patrimônio do nosso Brasil, e de todos os que se orgulham de ser brasileiros.

Salve! A todos que lutaram bravamente em todas as guerras, como a do Paraguai, e em todas aquelas que passaram despercebida pela sociedade, e que nunca foram reconhecidas pelo poder público. Guerra essa travada entre si próprio, pelo fato de ser descendente de uma classe social menos favorecida, parabéns a todos os brasileiros, índios , africanos e descendentes, que moram nas favelas, nos morros, e que com unhas e dentes, sobrevivem a guerra do dia a dia e da descriminação.

 

Darcy Junior de Aguiar (Cascão)

Dica de Navegação: “Capoeira de Saia”

Chegou o site do “Capoeira de Saia – Programa de Capacitação em Capoeira” … www.capoeiradesaia.com.br

… Lá você encontra a HISTORIA do evento;

… um BLOG para publicarmos notícias e comentários;

… FOTOS das duas edições já realizadas em 2008 e 2009, edição baiana e nacional respectivamente;  

… VIDEOS do Capoeira de Saia, desde os oficiais produzidos pela produção do evento até as reportagens em TV, os vídeos postados no youtube, etc; 

… REPORTAGENS feitas pelos sites de noticia que divulgaram as edições do evento (site do Diário Oficial do Estado da Bahia, Portal Capoeira, UNEB, IPAC etc;

… PLANO DE MIDIA produzido e vendido pelo evento nas edições anteriores (cartazes, folders, camisas etc); 

… PARCEIROS que acreditam neste programa auxiliando financeiramente e logisticamente na edificação do evento;

… DUVIDAS, estas são inéditas pois vêem com diversas perguntas e respostas feitas pelas participantes, mestres e parceiros do evento !!! e por fim o contato, para que vocês possam nos contactar !!!

 

Enfim agora dá uma espiadinha e se puder deixa um recado ou uma sugestão! 

 

Axé,

Comissão Organizadora

Projeto reúne sambistas em homenagem a Geraldo Filme

Passados 13 anos da morte de Geraldo Filme, um dos mais importantes sambistas brasileiros e expoente do samba paulistano, o Centro Cultural Banco do Brasil reúne, em São Paulo, a partir de 6 de janeiro até o dia 3 de fevereiro 12 grupos e cantores no projeto “É tradição e o samba continua”.

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

A cantora Fabiana Cozza, acompanhada do Quinteto em Branco e Preto, será a primeira da programação. Nos outros dias, os participantes serão acompanhados de uma banda fixa e todos os shows vão terminar com sambas de Filme.

O projeto, cujo nome saiu de um verso de seu clássico Tradição (Vai no Bexiga pra Ver), vai mostrar diversas modalidades, como o samba de terreiro e o samba de bumbo, típico do interior paulista, onde Filme nasceu e cresceu influenciado pelo canto dos escravos, que conheceu com a avó.

Integrante do Samba da Vela, padrinho de algumas e militante em outras comunidades, Chapinha assina a direção musical. “Sem bairrismo, bato sempre na mesma tecla para que se valorize mais o samba de São Paulo: Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Oswaldinho da Cuíca e outros que são menos lembrados”, diz Chapinha.

O samba de comunidade é uma das características marcantes do que se faz em São Paulo atualmente e que ganha mais visibilidade no projeto do CCBB. Além da Comunidade Samba da Vela (que divide o programa do dia 13 com Oswaldinho da Cuíca), tem também o Berço do Samba de São Matheus (dia 20, com Dona Inah), o Samba da Laje (dia 27, com Teroca e a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco) e o Pagode da 27 (dia 3/2, com Graça Braga e Chapinha).

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

Mais informações podem ser obtidas na página do CCBB.

http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33107&cod=4

Crônica: Capoeira, um caminho para a vitória pessoal

Todos nós trazemos "marcas" emocionas, advindas de nossas experiências corpóreas. Na jogo da capoeira, estas vivências ajudam a moldar a nossa personalidade e a desenvolver nossas emoções. É através de desafios, fantasias, aventuras e competições que conhecemos a tão almejada vitória ou a frustrante derrota, duas vertentes da qual vivenciamos a cada "volta ao mundo" e que é responsável pela formação da nossa poderosa representação mental.

O jogo da capoeira alimenta as nossas emoções, proporcionando a mente uma idéia viva e concreta de conquista, quando conseguimos dar um salto, fazer uma parada de mão ou quando simplesmente jogamos capoeira, desenvolvemos soberanamente um verdadeiro êxtase de crença em nossa capacidade de realização e habilidade, assim impregnamos em nossa mente e materializamos, através do corpo físico, alicerces emocionais para o sucesso e a vitória. Porém não devemos esquecer o outro lado, onde fracassos e derrotas também ficam gravados. A derrota se bem administrada pode ser o nosso trampolim para a vitória, já que é através dela que podemos perceber e refletir sobre as nossas dificuldades e assim trabalhar para que elas sejam sanadas e nossos objetivos sejam alcançados. Assim estaremos encontrando soluções para que a tão gratificante e almejada vitória seja alcançada.
 
Tudo que vivenciamos no jogo da capoeira fica arquivado em nossa mente. Podemos utilizar este arquivo a qualquer momento, percebendo as experiências vitoriosas que obtivemos através das conquistas obtidas pelo corpo durante a prática da capoeira. Estas vivências com certeza alimentam e reforçam a nossa capacidade de acreditar em nós mesmos e são transferidas para outros contextos como trabalho, escola, família etc. Se eu consigo me esquivar de uma meia lua de compasso em alta velocidade, fica fácil se esquivar de pessoas mal intencionadas ou de qualquer forma de opressão que venha anular a nossa capacidade de conquista, se eu canto e me expresso na roda de capoeira, fica fácil falar em público e transmitir minhas idéias, se eu coopero com meu parceiro de jogo eu coopero nas minhas relações pessoais, se eu perder o emprego, não irrei ficar depressivo e desistir dos meus objetivos, pois aprendemos que levar uma rasteira pode parecer uma derrota, mais ensina a grandeza de cair sem se machucar e a levantar com elegância e continuar o jogo.
                             
Além disso, a riqueza de movimentos da capoeira, é de relevante importância para o desenvolvimento da nossa inteligência, durante o jogo adquirimos o conhecimento de espaço, tempo, distância, visão espacial e agilidade de raciocínio. Para conseguirmos realizar todas estas façanhas, exigimos mais do nosso cérebro, resultando na dilatação e ampliação da nossa mente.
 
Como isto acontece: nós capoeiristas somos privilegiados, já que a capoeira é um dos poucos “esportes” considerados individual e coletivo ao mesmo tempo, recebendo os benefícios de ambos. A Capoeira como prática individual fornece a crença e a perseverança, gerada através da luta solitária e pela busca da auto-superação, assim é reforçada a capacidade de acreditar em si. Esta capacidade é materializada para o plano emocional, fazendo com que venhamos a apreender a lidar com os problemas de nossas vidas e a resolvê-los da melhor maneira possível. Como prática coletiva a capoeira é extremamente eficaz para a integração social, uma roda de capoeira é uma aula de sociedade, onde existem regras, e leis. Todos se revezam em suas funções, em quanto uns cantam outros batem palmas, outros jogam ou tocam, assim nos submetemos a um grupo, a um ritual e desta forma nos aprimoramos como ser social
 
Dento deste contexto o mestre de capoeira deve perceber e valorizar o talento individual de cada um. Promovendo, estimulando e reforçando cada conquista obtida pelo aluno, por menor que seja. A prática do elogio faz com que o aluno reconheça que uma pequena evolução, é uma grande vitória. Enfim, é durante muitas “voltas ao mundo”, e jogando com diversos capoeiristas que construiremos o nosso caráter e desenvolveremos a nossa personalidade.
 
Devemos apenas tomar cuidado para que a capoeira não se torne uma vilã, sendo responsável pela construção de homens sem valores, e sem o sentido intrínseco de educação. E pior, fazer com que ela deixe de ser sinônimo de alegria, festa, saúde, brincadeira e poesia, visando apenas à competição e a vitória a qualquer custo. Portanto, a capoeira deve se tornar um meio para que venhamos a explorar o extraordinário potencial humano que existe em cada um de nós.
 
Um grande Axé a todos.

Professor Renato e DavidRenato Bendazzoli é Professor de CAPOEIRA do Grupo Mar de Itapuã, iniciou nos mistérios dessa arte, em 1994, com MESTRE PEQUENO, vindo a se formar, em 1998. Em 1999 começou a lecionar, em 2003 se formou em Educação física. Durante todos esses anos de dedicação a capoeira, à atividade física e ao esporte, atendeu a muitos alunos, colocando em prática meu método de ensino, que utiliza o corpo como ferramenta para o desenvolvimento físico, intelectual e emocional. Assim, procura implementar o potencial de cada pessoa que passa por suas mãos. Atualmente, leciona capoeira em colégios, academias e treinamento individual.
Contato:
renato.prof@uol.com.br

Pesquisa sobre o Maculelê

Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.

 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi – nucleodenegocios@atarde.com.br

Aconteceu: Goiás – Festival de Capoeira da Mulher

Festival de Capoeira da Mulher, Goiás em Ação…
 
 
A Liga Grande Goiania de Capoeira realizou o Festival de Capoeira da Mulher, em homenagem ao dia Internacional da Mulher.
Iniciativas como estas são importantes para a capoeira, pois demostram a força e a inclusão da mulher dentro do universo da capoeira…
 

A Capoeira Como Atividade Terapêutica: Novas Possibilidades de Reabilitação.

O Professor Acúrsio Esteves, nos envia esta importante matéria onde o autor da ênfase a importância da capoeira como ferramenta de inclusão social e arma de cidadania e reabilitação…
Gostaria de deixar uma ressalva à importância dos trabalhos que diversos Mestres "educadores" vem desenvolvendo dentro desta abordagem: Capoeira na 3ª idade – Capoeira para deficientes – Capoeira Cidadã…
 
Luciano Milani

Read More