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Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

RJ: Capoeira volta ao Valongo

Após mais de um século enterrado, cais onde escravos aportavam no Rio de Janeiro vira ponto de encontro de roda de capoeira com projeto de difusão cultural e ensino de História

Cultura africana, memória dos escravos, arqueologia e ensino de história. Tudo isso reunido em uma roda de capoeira em uma das áreas mais representativas para os negros da região Sudeste, o Cais do Valongo. Essa é a proposta do Grupo Kabula, que realiza neste sábado (17), às 10h30, sua quinta roda na zona portuária do Rio de Janeiro.

Partidários do estilo de capoeira Angola, os participantes promovem o trabalho desde junho, em parceria com outras rodas que já aconteciam no Centro da cidade. Carlo Alexandre Teixeira da Silva, mestre de capoeira e organizador do evento, explica o cunho educativo e cultural das rodas, que acontecem mensalmente: “A gente decidiu pensar a ocupação do espaço público, pensar o Rio e este momento desenvolvimentista que estamos vivendo”.

“A roda é importante para falar sobre a história da cidade, especialmente as descobertas arqueológicas”, diz, referindo-se aos diversos artefatos e sítios que vêm sendo encontrados na zona portuária por causa das obras para a Olimpíada de 2016. Um desses locais desenterrados é o próprio Cais do Valongo, onde aportavam os escravos que chegavam ao Brasil até o século XIX.

Outras rodas tradicionais do Centro do Rio que se uniram à do cais foram a da Cinelândia e a da feira do Lavradio. “Queremos transformá-la em um pontão cultural, que integre vários grupos de capoeira. Um pontão onde possamos continuar esse movimento, oferecer oficinas paralelas e trazer a consciência crítica sobre o que está acontecendo na cidade”, comenta o mestre. O grupo Kabula tem uma ONG sediada em Londres, onde promove o intercâmbio cultural, levando as nossas raízes africanas para a terra da rainha: durante o verão, algumas rodas movimentam a capital inglesa.

 

Roda que vem de longe

A capoeira Angola, jogada nas rodas do Valongo, guarda fortes conexões com as raízes africanas: tem foco maior na dança e na ludicidade em detrimento à luta. É possível notar que o movimento é peculiar, diferente do estilo mais popular, conhecido como ‘Regional’. “Mal comparando [os dois estilos], é como se fosse o samba do morro e o pagode. O do morro é mais tradicional, usa elementos mais próximos às raízes africanas, assim como a capoeira Angola. Ela tenta não utilizar recursos de outras tradições, não usa lutas marciais orientais”, explica Mestre Carlo Alexandre. Segundo ele, isso a torna mais próxima da prática dos escravos na época do surgimento da dança. “Muda a forma de cantar, de jogar. Todo o ritual é mais complexo. Há um equilíbrio da parte dançante, teatral, marcial, cultural. Ela não é só luta”, conclui.

Mas a capoeira Angola não recebe este nome por ser originária do país africano. Mestre em História Social pela USP e integrante do Grupo Capoeira Santista, Pedro Figueiredo da Cunha lembra que o estilo só ganhou este nome em meados do século XX. E no Brasil mesmo.

Em 1928, Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, decidiu adaptar a capoeira e focar mais na vertente marcial, anunciando a criação da Luta Regional Baiana. Assim surgiu o estilo. “Ele queria mostrar a eficiência da capoeira em relação a outras artes marciais que estavam ganhando fama no Brasil, como o jiu-jitsu”, lembra o pesquisador. Antes disso, segundo ele, não havia um ensino metódico. As lições passavam de mestre para discípulo e podiam variar. “Ele enxergou uma necessidade de melhorar a metodologia de ensino para valorizar a capoeira como luta”, afirma. Em resposta ao movimento de Mestre Bimba, Mestre Pastinha – Vicente Joaquim Ferreira Pastinha – institucionalizou a capoeira tradicional com o nome de ‘Angola’, em 1941. Ele também criou Centro Esportivo de Capoeira Angola, que hoje é uma referência para os seguidores do estilo.

Mas não é preciso se prender a um estilo para praticar a dança ou luta. “Assim como em cada região tem um sotaque diferente, a gente também percebe isso no corpo. Muitas pessoas, para tentar se encaixar em um estilo, acabam ignorando o seu ‘sotaque corporal’. O principal seria cada grupo valorizar as suas raízes e procurar desenvolver um trabalho bem fundamentado para não virar nem uma cópia malfeita de outro estilo nem uma deturpação do que é a capoeira”, aponta Figueiredo.

Se no passado o Cais do Valongo foi considerado um lugar de sofrimento para os negros que chegavam acorrentados para uma vida de penúria no Brasil, agora se torna um ambiente de confraternização e celebração da cultura africana.

O cais fica na Avenida Barão de Tefé, Centro. Se chover, o evento acontecerá sob o elevado da Perimetral, na esquina da avenida. O tema da roda que acontece neste sábado será “O batismo de africanos adultos no recôncavo do Rio de Janeiro”, com apresentação pela professora Denise Vieira Demétrio, pesquisadora do assunto e doutoranda em História pela UFF.

 

Serviço:
Onde: Cais do Valongo, Avenida Barão de Tefé, Centro. Rio de Janeiro
Horário: 10h30

 

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br

Niterói: Festival Estilo Livre de Capoeira

Mais uma vez Niterói será presenteada com o Festival Estilo Livre de Capoeira, organizado pelo Mestre Zezeu e equipe. O evento será em dois dias e em lugares diferentes. No dia 02 de março, às 16h, o local de concetração será no ponto das Barcas de Niteróie, no dia seguinte (03 de março), às 8h30m será no SESC-Niterói. Participe!
Niterói, SESC, 2 e 3 de março de 2012
Niterói será palco entre os dias 2 e 3 de março — sexta e sábado — do Festival Estilo Livre de Capoeira, uma promoção da Federação Internacional dos Profissionais de Capoeira (FIPC) e do Instituto Brasileiro dos Profissionais de Capoeira (IBPC) em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio).
Este Festival Estilo Livre de Capoeira servirá de preparação para a 1a. COPA ESTILO LIVRE DE CAPOEIRA que será realizada no mês de junho de 2012 — evento do Calendário Esportivo Anual da Secretaria de Esportes do Município de Niterói.
PROGRAMAÇÃO DE SEXTA-FEIRA, DIA 2
Dia 2 de março (sexta-feira)
Caminhada Ecológica e Paisagística
(Concentração às 16:00h em frente à Estação das Barcas)
Os participantes terão ocasião de conhecer e fotografar, se desejarem, as obras do arquiteto e construtor de Brasília, Oscar Niemayer, emolduradas pelas belíssimas paisagens da Baía de Guanabara e participar de rodas de capoeira em lugares históricos, como a Praça Araribóia, São Domingos (Cantareira), Alto da Boa Viagem (Museu de Arte Contemporânea, MAC), e Praias de Icaraí, São Francisco e Charitas.
Esta atividade (Caminhada Ecológica e Paisagística Pelo Caminho Niemayer, Alto da Boa Viagem e Praias de Niterói) é gratuita e aberta aos capoeiristas, seus familiares e a quem quiser participar (basta aparecer na concentração).
A caminhada e as rodas de capoeira se encerrarão na Praia das Charitas, junto à Estação Hidroviária projetada pelo grande arquiteto e de onde se descortina uma das mais belas vistas da Baía de Guanabara — que, para muitos, trata-se da mais linda baía do mundo.
PROGRAMAÇÃO DE SÁBADO, DIA 3
Toda a programação deste dia será nas dependências do
SESC-NIterói (com exceção do almoço). Parte da Manhã:
Às 8:30h — Café da Manhã com Mestre Zezeu e convidados, aberto aos participantes.
Às 10:00h — Finalizações dos Cursos de Árbitro, Mesário e Ritmista.
Das 12 às 14:00h — Tempo livre para almoço, que correrá por conta dos participantes, com cardápio e restaurante à sua escolha.
Parte da Tarde
Às 14:00h — Competição Estilo Livre de Capoeira (Labora-tório)
Às 16:00h — Desfile e Escolha da Musa da Capoeira 2012
Às 17:00h — Entrega de Troféus e Encerramento
O SESC-Niterói fica no centro de Niterói, à Rua Padre Anchieta, 56 — Rink (atrás do Plaza Shopping). Os participantes deste evento poderão guardar os seus veículos no estacionamento do Plaza Shopping (pago) ou no estacionamento da Concha Acústica de Niterói (sem pagar nada). Coordenação de Mestre Zezeu e Mestra Borboleta.

Capoeira Angola e Regional: Fugindo da aparência e ressaltando a essência

O dialogo que propomos aqui faz referencia ao universo das aparências no mundo da capoeira, ou seja, queremos tratar sobre os equívocos em relação à tradição herdada da obra de Bimba e Pastinha, que vez ou outra, são citados como forma de justificarem ou validarem praticas que em muito se distanciam da realidade dos estilos desenvolvidos no processo histórico da capoeiragem.

Iniciaremos falando um pouco sobre o conceito de Tradição em Capoeira, pois este tem sido mal compreendido e utilizado de forma errônea para validar posturas que em nada se relacionam com os ensinamentos básicos da arte. Neste sentido, precisamos entender que a tradição não pode ser encarada como algo imutável e/ou verdade única, pois a mesma sempre estará se desenvolvendo como fruto de cada tempo histórico e suas necessidades. Assim, em se tratando da capoeira, a grande maioria das coisas que chamamos de tradição atualmente foram inventadas por volta da década de trinta, fato que comprova a mutabilidade do tradicional, contudo,  não podemos negligenciar o valor destas transformações, ainda que recentes, para justificar inovações atuais incoerentes com os princípios capoeiristicos, pois ai estaríamos cada vez mais nos distanciando do potencial educativo simbólico de nossa arte.

Grupos intitulados atualmente de Angola ou Regional, tem apresentado um disparate metodológico e de fundamentos, quando investigamos a matriz do estilo que se dizem defensores, pois estes tentam fundamentar suas praticas em uma simbologia superficial e negligenciam princípios fundamentais dos estilos, ou seja, temos observado situações absurdas que estão paulatinamente confundindo os mais jovens e ainda criando paradigmas e verdades absolutas que em nada se relacionam com os trabalhos de Bimba e Pastinha.

No caso da Regional, temos observado a redução deste estilo a simples utilização das seqüências, da bateria com um berimbau médio e dois pandeiros surdos, balões, uso da marca alusiva ao signo de Salomão numa camisa e principalmente ao abuso em relação aos ensinamentos de Bimba e outros fatores, fato que consideramos lamentável, pois não vemos os mesmos grupos preocupados em desenvolver os laços afetivos entre seus membros da mesma forma fraterna e respeitosa da tradição Regional, sendo seus praticantes apenas “peças“ da engrenagem de negocio no mundo atual. Os capoeiristas desta “New Regional“ esquecem de investigar a sistematização do estilo e a relevância oral dos mais antigos que fizeram parte da convivência para construção deste processo, desconsiderando que cada símbolo estrutural da Regional só ganhara sentido se considerado num determinado contexto e quando associado a todo o conjunto da obra, ou seja, usar a bateria não basta, usar as seqüências não basta, falar de Bimba todo o tempo não basta, pois a verdadeira forma de revitalizar seu legado seria, em minha humilde opinião, considerar toda a complexidade daquilo que não ta descrito no manual da Luta Regional Baiana e sim na subjetividade das relações sociais dos praticantes e nos fundamentos iniciaticos ancestrais mantidos por Manoel dos Reis Machado.

Na Angola, o processo não esta muito diferente da Regional, pois se vestir amarelo e preto, mesmo sem saber de onde vem estas cores, jogar de forma acrobática e sem gingar muito, cantar de forma difícil de decifrar a letra e ainda ficar com trejeitos exóticos com “caras e bocas“, talvez só assim você seja considerado um “New Angoleiro“ e possa vender o seu “produto“ para alguém alienado por sua propaganda falaciosa. Absurdo, mas este tem sido o retrato da Angola no mundo, salvo os grupos sérios existentes e seus grandes mestres, que na maioria das vezes não estão no circuito internacional espetacularizado dos mega grupos.

Alguns grupos de angola, tem se comportado metodologicamente, como aqueles ditos “contemporâneos“, espetacularizando a pratica, mercadorizando as vivencias sob a forma de seqüências, que de tempos em tempos são modificadas como uma aeróbica na academia de ginástica, garantindo aos mestres/mercado o dinheiro do circuito internacional. Assim, pouco a pouco, a arte capoeira tem perdido lugar para uma pratica “DENOREX“, ou seja, aquilo que parece ser e não aquilo que de fato representa, pois hoje existe uma “industria“ estereotipada de modelos de mestres e praticantes, que tem transformado tudo e todos em algo possível de ser consumido, desvalorizando o aprender-fazendo, o respeito a diversidade e a valorização do Ritmo, Respeito e Ritual como princípios geradores da vadiagem.

Queremos ressaltar que nossa intenção não se articula com a depreciação da capoeira Angola e Regional, mas sim pela reafirmação da beleza e contribuição destes estilos para capoeiragem, pois acreditamos que o potencial simbólico da capoeira tem sido negligenciado pelas armadilhas da busca desenfreada por notoriedade e concorrência de mercado de grupos perdidos/encontrados na total obscuridade das perspectivas transformadoras para um mundo mais critico, criativo e autônomo.

Acreditamos que existem sim possibilidades a luz dos mais antigos e da obra dos que já se foram deste plano de existência, pois trabalhos como da FUMEB, do Mestre João Pequeno, Lua de Bobo e muitos outros, ainda representam um repositório dos fundamentos de nossa arte e neste sentido convocamos toda comunidade para um pensamento critico e investigativo sobre as “verdades“ da capoeira e seus falsos detentores, que lamentavelmente tem se multiplicado pelo mundo, considerando principalmente nossa inércia subserviente e desinformação sobre os princípios da capoeiragem na Bahia.

Jean Adriano Barros da Silva
www.guetocapoeira.org.br
Tel: 55 71 8109 2550 / 3363 4568 / 3366 4214
75 9168 7534 / 75 3634 2653
Bahia – Brasil

Pinda tem campeão mundial de capoeira Estilo Contemporâneo

O estilo Capoeira Contemporâneo tem no pindamonhangabense Elthon Luiz de Souza Rocha o novo campeão mundial.

No Rio de Janeiro, de 19 a 21 de agosto, Elthon conseguiu o título mundial na categoria juvenil, enfrentando competidores do mundo inteiro. Foi o 6º Campeonato Mundial de Capoeira Muzenza, que aconteceu no Teatro da Universidade estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Eu consegui essa vitória, sem nenhum patrocínio, mas estou feliz, tive uma recepção muito legal. Nessa semana iniciei uma atividade em Taubaté, estou com um trabalho lá todas as terças e quintas e estamos com um trabalho aqui em Pinda, de segunda a quinta.”

O jovem capoeirista nasceu no dia 20 de fevereiro de 1988 e reside no Parque das Nações, em Pindamonhangaba. Começou as atividades na luta de roda quando tinha sete anos, quando tinha como instrutor professor Chakal. Era o projeto ‘Gingando para o Futuro”.
A referência no estilo é o Mestre Busca Longe, nascido em Pindamonhangaba. Contra-Mestre ‘Busca Longe’ vive hoje em Guarulhos onde busca sua evolução profissional e pessoal. “Ele foi pra fora, tornou-se bicampeão mundial e está conseguindo seu espaço. E quando se fala em estilo Contemporâneo, a grande referência mundial, o grande nome do estilo, é o contra-mestre Busca Longe..

A Capoeira Contemporânea é voltada para mais para a arte da luta, não deixando de lado suas tradições e tem uma proposta de evolução. “Aqui em Pindamonhangaba,  a gente empunha essa bandeira e nosso grupo tem o fundamento de propor a profissionalização do capoeirista, incentivando a pessoa a estudar e com o estudo propor um trabalho para a capoeira. “Eu mesmo estava fazendo Administração e consegui fazer um trabalho sobre a capoeira… Tem como você ganhar dinheiro hoje, com a capoeira.”

Atualmente, Elthon está envolvido no projeto do Grupo Muzenza de Capoeira, do Contra-Mestre ‘Busca Longe’.
O projeto trabalha com pessoas, desde crianças na faixa de idade de 2 anos, e sem limite de idade. No Crispim, a escolinha de capoeira do projeto funciona segunda e quarta, das 19h30. Já no Ouro Verde, as atividades ocorrem na segunda e quarta, das 20h45 às 21h45; e terça e quinta no Santa Cecília, das 18h30 às 19h30.

Em Taubaté, o capoeirista auxilia no desenvolvimento de atividades sociais na Academia Vida Ativa, às terças e quintas, das 20h00 às 21h00, em Quiririm.

 

Fonte: http://www.agoravale.com.br/

Tradições, Rituais e Estilos

Mestre Oto Malta, com mais de 50 anos de capoeira, começou a treinar com Mestre Bimba na Rua das Laranjeiras, em 1958, com 14 anos de idade. Nenel, hoje Mestre Nenel, filho de Bimba, não era nascido e Nalvinha, a filha, tinha um ano de idade. “Carreguei-a ainda de fralda mijada”, relembra Oto. “Tenho o privilégio da amizade de alguns alunos do Mestre Bimba que se formaram pouco tempo depois de mim, dedicaram-se ao ensino da capoeira e hoje são os Mestres Acordeon, Itapoan, Camisa Roxa, Saci, Xaréu e Salário”, declara. Mestre Oto continuou treinando capoeira regularmente até os 25 anos quando as “atribuições da vida”- profissão, família, viagens – foram reduzindo o tempo disponível para os períodos de treino. Deu aulas de capoeira em academias de amigos e na década de 1970 na sua própria residência, em Barra Grande, na ilha de Itaparica. No final da década de 1980 foi para São Paulo de onde só retornou em 2004 quando fez contato com o Mestre Nenel, voltando a jogar capoeira na Fundação Mestre Bimba. Para ele “a capoeira em si já é muito abrangente (arte, luta, dança, filosofia, visão de mundo) e no caso da Regional (capoeira regional) não é possível sintetizar o que os ensinamentos do Mestre Bimba significaram para todos os seus alunos. Mestre Oto é graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Marketing com Mestrado em Gestão Empresarial. Atualmente ensina na Faculdade IBES – ISEC.

 

TRADIÇÕES, RITUAIS E ESTILOS.

 

Antes de tudo, é necessário estabelecer o ordenamento conceitual.

As polêmicas, divergências e contradições que sempre surgem quando se trata de analisar origens e evolução da capoeira poderiam ser evitadas, existindo definição objetiva do que é tradição, ritual e estilo.

 

TRADIÇÕES.

São maneiras de pensar e agir relacionadas com a essência da capoeira, suas razões de ser:

1º A SOCIALIZAÇÃO – os africanos trazidos pelos portugueses para o Brasil eram de várias etnias (bantos, sudaneses, mandingas, malés, etc), não falando a mesma língua, com costumes e religiões diferentes; sem direitos de cidadania e em terra estranha surgiu a tendência do relacionamento e convivência para fortalecimento do grupo heterogêneo em defesa dos interesses comuns.

Até hoje, os capoeiristas de diversas procedências tendem a criar “irmandades” nos seus relacionamentos de aprendizado.

2º A RESISTÊNCIA À DOMINAÇÃO – não se trata do confronto aberto, que seria suicídio, mas da não aceitação da condição de escravo. Sobreviver na situação de dificuldade estrema, pensar a longo prazo nas próximas gerações, miscigenação, sincretismo religioso, quilombos, capoeira.

Hoje o afro descendente está integrado à sociedade e fica o exemplo para todo cidadão, independente da cor da pele, para a não aceitação de qualquer tipo de dominação, seja social, econômica ou política.

3º O DIVERSIONISMO – mais fácil de entender em campo de batalha: o exército menor cria uma estratégia de fuga ou falso ataque em um local para atrair o exército maior adversário a uma emboscada. A capoeira com suas gingas e negaças está sempre tentando iludir o oponente para levá-lo à derrota.

OBSERVAÇÃO:

Todo o processo cultural – do qual a capoeira faz parte – é evolutivo.

Afirmar que as tradições não mudam não está inteiramente correto. As tradições não mudam em função do Mestre, da Escola ou Academia, de ser Regional ou Angola.

As tradições se mantêm na sua essência e evoluem em função do tempo, como a socialização entre os colegas de capoeira e a resistência à dominação que sempre vão existir. A capoeira defensiva, a comunicação e o relacionamento que antes ocorriam entre os escravos nos engenhos, evoluíram para os contra ataques dos tripulantes das embarcações e os trabalhadores dos cais dos portos e espalhou-se pela zona urbana com maior iniciativa de ataque.

A troca de idéias e experiências de forma secreta na senzala, passou a ser feita hoje em eventos, conferências, publicações literárias, via internet.

Mas a essência do companheirismo, da camaradagem, bem como o propósito de repelir qualquer tentativa de manipulação ou dominação continuam sem alteração.

 

RITUAIS.

O ritual consiste em uma série de atitudes e ações sucessivas e pré estabelecidas, criadas para orientar um evento, cerimônia ou “rito”.

Mudam em função dos criadores e praticantes que podem ser o Mestre, o grupo que coordena uma escola, os discípulos mais antigos, os seguidores de um estilo, etc.

Entende-se como ritual o “batizado” a “formatura” a “troca de cordão”, a “chamada” de Angola, o jogo de formados com toque de Iúna da Regional.

 

ESTILOS.

Regional, Angola, Abadá são estilos.

Cada capoeirista também pode desenvolver um estilo próprio. A maneira de gingar, a forma de mover os braços, a altura da cintura, o ângulo do tronco com a cintura, tudo faz parte de uma maneira individual, um estilo próprio de jogar capoeira.

OBSERVAÇÃO:

A “sequência” da Regional não é ritual nem estilo, trata-se de uma metodologia, uma sistemática de ensino desenvolvida por Mestre Bimba.

 

* Elaborado por: Mestre Oto

FESTIVAL MAMA ÁFRICA E BRASIL DE CAPOEIRA ESTILO LIVRE

REUNIRÁ GRANDES MESTRES DA CAPOEIRA NO SESC-NITERÓI

Niterói — As assessorias de comunicação social do  Instituto Zezeu Capoeira Estilo Livre (IZC) e do IBPC — Instituto Brasileiro dos Profissionais de Capoeira acabam de confirmar para o dia 26 de junho (sábado) com concentração às 8:00h., a realização do Festival Mamma África e Brasil de Capoeira Estilo Livre, em parceria com o SESC Rio e com apoio da Federação Fluminense de Capoeira, da Liga Niterói de Capoeira, da Secretaria de Esportes de Niterói, da Fundação de Atividades Culturais do Município (FAN) e da Ouvidoria Municipal de Niterói.

O QUE É “ESTILO LIVRE”

A Capoeira é identificada como a arte marcial brasileira, e espalhou-se pelo mundo mais como atividade lúdica e exercício do que como luta. O Instituto Zezeu de Capoeira Estilo Livre propõe uma capoeira mais solta, que reúne movimentos e golpes dos dois estilos tradicionais de capoeira: a Capoeira Angola e a Capoeira Regional. Seu número de participantes cresce a cada dia, mas a finalidade deste encontro não é o de localizar tendências ou delimitar caminhos, e sim apontar para as necessidades que o ser humano tem de interagir com seu semelhante através do esporte, da cultura e da arte brasileira.

SESC-NITERÓI APÓIA ATIVIDADES POPULARES

O Serviço Social do Comércio, que proporciona múltiplas atividades em Niterói aos seus associados e à comunidade, apóia atividades de arte e cultura popular, por princípio. No dia 26 de junho, a partir das 8 horas da manhã, o FESTIVAL MAMMA ÁFRICA E BRASIL DE CAPOEIRA ESTILO LIVRE apresentará as seguintes atividades: apresentação de Capoeira de Angola, Regional e Estilo Livre, Maculelê, Jongo, Puxada de Rede, Pernada Carioca e Samba de Roda.

MAMA ÁFRICA HOMENAGEARÁ  CAPOEIRISTAS

Além destas apresentações, o conclave contará ainda com clínica e oficina de instrumentos musicais, mesa redonda entre Mestres e convidados e ainda Jogos Ecológicos, terapias alternativas e orientação odontológica.

Aproveitando o momento de confraternização, o Festival e seus parceiros — o Instituto Zezeu de Capoeira Esilo Livre,  Federação Fluminense de Capoeira, o SESC Rio, a FAN, a Ouvidoria Municipal de Niterói, etc. — homenagearão os profissionais que lutam pela valorização desta arte, que receberão troféus alusivos ao evento. Serão homenageados ainda com o troféu “Ämigos da Capoeira” aqueles que se distinguiram no apoio a essa tradicional manifestação de cultura genuinamente brasileira.

EVENTO MÚLTIPLO SERÁ ABERTO E GRATUITO

Esta promoção tem entrada gratuita e se estenderá pela maior parte do dia, terminando às 16:00h com Roda Aberta, onde todos os capoeiristas presentes terão a oportunidade de jogar com os Mestres que estarão presentes ao festival. — “Contamos com a presença da população que ama e pratica esportes, lutas, danças; pessoas interessadas em cultura popular e de todos aqueles que desejarem passar algumas horas curtindo as apresentações, participando das clínicas e convivendo conosco no alegre e saudável ambiente da capoeira. Neste evento não se paga nada, é tudo de graça. Estão todos convidados desde já”, conclui Mestre Zezeu, presidente do Instituto Brasileiro dos Profissionais de Capoeira e coordenador geral do Festival Mama África e Brasil de Capoeira Estilo Livre.

PROGRAMAÇÃO:

– 8h = Concentração (no ginásio);

– 8:30h = Abertura “Hino Nacional”;

– 9 às 10h = Oficina de Capoeira Infantil com os Professores Camelo, Tatu e Ângelo folha Seca (no ginásio);

– 9 às 10h = Mesa Redonda com tema livre com Mestre Machado como mediador, Mestre Chita, Mestre Travassos, Dr. Amadou Diop entre outros (no restaurante);

– 10h = Oficina de Jongo com a Profª. Darlene Costa (no ginásio);

– 10:30h = Oficina de Pernada Carioca e Samba de Roda com o Mestre Derli da Silva Costa (no ginásio);

– 11h = Oficina de Maculelê com o Mestre Chita;

– 11:30h = Oficina de Capoeira Regional com o Mestre Antônio Affonso;

– 12h = Oficina de Capoeira Angola com o Mestre Cobrinha;

– 12:30h = Apresentações de Jongo, Pernada Carioca, Samba de Roda, Capoeira Regional, Capoeira Angola e Capoeira Livre;.

Capoeira Gospel

Já faz um tempo que eu queria saber o que é Capoeira Evangélica, mas em uma primeira tentativa, não encontrei muito sobre o assunto. Ao ler alguns dias atrás no site Bem Paraná sobre um encontro de Capoeira Gospel, lembrei dessa curiosidade e fui novamente atrás de informação.

Não encontrei nenhum texto destinado a dizer com todas as letras o que é a Capoeira Gospel, como surgiu e quais suas características, então resolvi eu mesma criar um texto sobre o assunto, o mais esclarecedor possível.

Para isso contei com a ajuda dos mestres Chocolate e Pantera, com quem conversei via e-mail, além de informações espalhadas por esse mundão que é a internet. O resultado vale a pena conferir.

Mas afinal, o que é a Capoeira Gospel?

A Capoeira Gospel, Capoeira Evangélica ou Capoeira Cristã não é um novo estilo de capoeira, mas um movimento de evangelização. Como disse Altair José dos Santos, o Mestre Chocolate, a capoeira é e sempre será capoeira, a forma de uso é que pode ser diferente. Neste caso, trata-se da capoeira que nós conhecemos, usada para os fins cristãos de evangelizar e louvar à Deus.

Não sendo um estilo, também não há como definir características específicas. Cada grupo cristão tem a sua forma de adaptar a capoeira à finalidade de evangelização, alguns de forma mais radical, outros de forma mais cuidadosa, com a preocupação de manter ao máximo as tradições da capoeira, mas sem ferir os princípios religiosos do praticante.

De uma forma geral, as músicas são o principal foco de mudanças, mas enquanto alguns grupos trocam as cantigas de capoeira por cânticos evangélicos, outros apenas excluem da roda músicas que citam santos e orixás. Obviamente não são utilizados sinal da cruz nem qualquer símbolo ritual ao entrar na roda e, em alguns casos, até mesmo as chamadas são evitadas.

História

É difícil definir com precisão quando surgiu a Capoeira Evangélica pois, ao que tudo indica, o movimento não teria originado de um único criador e se espalhado, mas teria surgido e se desenvolvido em locais, grupos e igrejas diferentes, conforme alguns capoeiristas foram se convertendo mas sem abandonar a nossa arte. Uma história nascida da soma de histórias pessoais.

Citado como um dos precursores do movimento pelo site da Eclésia – A Revista Evangélica do Brasil, Mestre Chocolate já era capoeirista quando se converteu em 1988, mas abandonou a capoeira por nove meses pois não via coerência entre o que viveu e o que presenciava no meio da capoeira e a nova vida que estava vivendo.

Mas Mestre Chocolate conheceu o ex-piloto de fórmula 1 Alex Dias Ribeiro, que na época era o líder da Atletas de Cristo, e com ele aprendeu a ver o esporte e a capoeira de uma forma diferente, como um presente de Deus.

No final de 1988, depois de procurar sem êxito algum grupo no Brasil com o qual se identificasse em seu novo modo de vida, começou seu trabalho ensinando capoeira e falando e Deus a garotos rebeldes e drogados.

No início, sem infra-estrutura e enfrentando muitas dificuldades dentro e fora do meio evangélico, mas logo em janeiro de 1989, já com academia, seu trabalho foi oficializado, nascendo assim a Associação de Capoeira Nova Visão.

Por coincidência, foi também em 1988 que José Pereira, o Mestre Pantera se converteu.

Pantera já treinava capoeira desde 1978 no Grupo Angolinha, onde continua até então, mas foi em 1995, graças ao interesse e a curiosidade de amigos evangélicos, que foi criado o Filhos de Jahveh, um núcleo gospel que faz parte do Grupo Angolinha e treina nas dependências da Primeira Igreja Batista de Santo André.

Quem souber mais sobre a origem da Capoeira Gospel ou tiver qualquer informação sobre este movimento, antes de 1988, não pense duas vezes: deixe seu comentário, ou envie via e-mail ([email protected]), para compartilhar-mos conhecimento.

Polêmica

Pelo que pude perceber pesquisando, a Capoeira Gospel vive no meio de um “campo de batalha”, sendo atacada por ambos os lados. Tanto o lado da capoeira, sob acusação de abandono às tradições, quanto pelo lado da Igreja, que ao que me parece pode ser até mais dura.

No site Vivos!, entre definições sobre a capoeira e citações de textos bíblicos se entende claramente uma interpretação de que a Capoeira Gospel estaria fazendo a “comunhão da luz com as trevas”.

Mas a Capoeira Gospel é uma semente plantada que, aos poucos, deve gerar cada vez mais tolerância e respeito entre capoeiristas e evangélicos.

 

Neila Vasconcelos – Venusiana – http://capoeiradevenus.blogspot.com

Mestre Pinatti 80 Voltas ao Mundo

O internacionalmente conhecido Mestre Djamir Pinatti, um dos veteranos da capoeira paulistana, irá comemorar no próximo dia 13 de abril sua 80ª Volta do Mundo.
A roda-festa terá lugar no Terreiro de São Bento Pequeno. Sua roda de aniversário já se tornou tradição na cidade.
A cada ano que passa mestre Pinatti faz questão de jogar com um número maior de convidados. Neste ano, por completar 80 anos de vida, Pinatti irá realizar 80 jogos ininterruptos, sendo alguns na base da malandragem, outros na base do jogo mesmo.

Luciano Milani


Caro amigo Milani, quero lembra-lo que faço em 13/04, terça feira, a noite, com inicio as 19 horas, uma grande roda, para comemorar meus 80 anos, e quando jogarei com 80 convidados, como é já tradicional na minha Academia, sita a rua Vergueiro, 2684, metrô Ana Rosa. Gostaria que voce colocasse no seu famoso PORTAL. Por outro lado aproveito o ensejo para lhe desejar muita saude e muito sucesso nesse seu trabalho incessante pela nossa CAPOEIRA.!!! Pinatti

 

Pinatti, Capoeira Paulista… Sim Senhor!!!

Mestre Pinatti, que no próximo mes irá completar oitenta anos de “estrada” e cerca de meio século de Capoeira.

Pinatti, Nasceu em Orlândia, interior de Sâo Paulo, em 13 de abril de 1930.

Em meados de 1948 foi jogador de futebol semi-profissional jogando como meio campo em várias equipes da zona sul da capital de São Paulo, destacando-se o Estrêla da Saúde.

Entre os anos 50 e 60, foi fisiculturista (halterofilismo) no auge dessa modalidade. Nesta mesma época chegou a faixa prêta de Karatê, estilo Shotokan, integurando a primeira turma de Mestres formados da América Latina.

A partir de de 1962, motivado pela obra de Lamartine Pereira da Costa, em um livro sobre a prática da Capoeira, iniciou-se nessa arte. Fruto da nova paixão esportiva, cultural e marcial, foi um dos criadores da ACADEMIA DE CAPOEIRA REGIONAL DE ELITE DE SÃO PAULO.

Conta ainda em seu histórico o fato de ter fundado e presidido a FEDERAÇÃO PAULISTA DE CAPOEIRA nos anos 70, realizando e participando de diversos campeonatos estaduais e brasileiros. Citado em várias obras sobre capoeira, além de inúmeras revistas do gênero. Por ser um dos nomes mais respeitados da modalidade, é constantemente chamado para homenagens e participações em eventos da capoeira em todo o Brasil e exterior.

Em 1969 fundou a ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA SÃO BENTO PEQUENO juntamente com Mestre Limão, evidenciando o estilo de jogo CAPOEIRA ANGOLINHA, eclético entre os estilos Regional e Angola.

Até hoje por sua sua academia, Mestre Pinatti já formou mais de 180 alunos, por sete gerações, que encontram-se espalhados pelo Brasil e exterior.

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Reflexão: Capoeira Angola: Uma idéia, não um estilo!

Entendo que a capoeira angola, finalmente, seja uma idéia, não um estillo!

Agrega valores que a define como um caminho, um ideal, uma causa, uma ação ligada diretamente para causas sociais, o sindicato dos excluidos, o grito dos humildes, a voz da plebe e de todos que necessitam de discernimento, independente de estilos, que já é próprio, inerente, sendo que expressamos em movimentos o que somos.

Precisamos mudar o conceito atual, que a capoeira angola é o estilo dos velhos, dos lentos, da capoeira sem combatividade, do jogo embaixo, somente, é tudo isso e muito mais.

É a idéia dos velhos sim, não o estilo.

Estamos herdando toda essa idéia dos velhos, e estamos deixando essa idéia se perder por falta de discernimento, responsabilidade, compromisso, atitude.

Temos que treinar, estudar, treinar, ler, treinar, vivenciar, treinar e treinar, para mudar esse conceito ridículo que está levando todos para outras vertentes.

Temos que fazer da capoeira angola realmente uma filosofia, compromisso para que possamos moralizá-la. Chega a ser desleal, sendo a capoeira angola a que embate ao sistema, somos naturalmente excluídos das mídias, tornando nossas idéias ainda mais ocultas.

Penso que seje essa a identidade da capoeira da Ilha, capoeira angola, agregada a todos esses valores, onde jogamos em baixo, em cima, no meio, voando, onde os berimbaus arrepiam os pêlos, onde a ladainha cala fundo em que ouve, onde o Mestre ainda tem autoridade sem ser autoritário, sem excluir as pessoas por não estarem de cintos ou sapatos, com malandragem, revide, educação, combatividade, resistência discernimento cultural, compromisso e muito treino para que possamos estar nas ruas com a nossa idéia moralizada, para que possamos dar visibiliade e atrair pessoas para compartilharem dessa idéia chamada angola.

Sinto que alunos e até alguns mais velhos não sentem orgulho da vertente, acabam por desistirem e desistimulam futuros angoleiros. Rodas ecléticas, cada qual com seu estilo dentro de uma idéia chamada angola, onde cada qual leva o que tem e trás o que precisa para sua vida.

Sem esteriotipar os sentimentos, os movimentos,os pensamentos.

Essa idéia que chamo de angola é a força é o meio, e não devemos distorcer nem permitir que deturpem, criando outro conceito que nada irá contribuir para o esclarecimento de toda essa estrutura escravista que está aí nos oprimindo.

Temos que ter orgulho do que somos, sou angoleiro, sim sinhô!!!

 

QUILOMBOLA CAPOEIRA ANGOLA

Mestre Pinoquio – [email protected]