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Sorocaba: Suspensão de aulas de capoeira provoca manifesto

Projeto da Prefeitura atendia cerca de 5 mil estudantes

Inconformados com a suspensão das aulas de capoeira do programa Oficina do Saber, oferecido em escolas da rede municipal de ensino de Sorocaba, a Associação Sorocabana de Capoeira (Asca) realizou ontem pela manhã, na praça Coronel Fernando Prestes, uma manifestação contra a medida. Ao som de berimbau e músicas típicas, alunos e instrutores fizeram uma apresentação do jogo para sensibilizar a comunidade sobre o impacto negativo que essa suspensão poderá gerar para os cerca de 5 mil estudantes que participam atualmente das atividades. 

O mestre capoeirista Jaime Balbino disse que o fim das aulas de capoeira nas Oficinas do Saber foi comunicado aos instrutores na semana passada sem nenhuma justificativa ou explicação, o que causou uma comoção das crianças que participam do projeto. Ele disse que a atividade da capoeira está integrada às unidades escolares desde 2007, sendo que atualmente 19 oficinas eram ministradas por 10 instrutores, que atendiam cerca de 5 mil estudantes do 1º a 5º ano. “Não se trata apenas de uma atividade de lazer, mas sim uma prática que representa a cultura genuinamente brasileira, que é composta por inúmeros benefícios físicos, psíquicos e educacionais”, disse.

A Asca informou, por meio de manifesto, que para integrar o programa teve o cuidado de se organizar e envolver todos os grupos de capoeira em atividade na cidade para a divisão de aulas e a preparação dos profissionais para que fosse trabalhada a sequência didática, o monitoramento, o planejamento e o seu alinhamento com o corpo docente. A Asca criticou o interrupção do contrato vigente durante o ano letivo, o que interrompeu o vínculo que os instrutores haviam desenvolvido com o alunos. “Essa decisão ao nosso ver é injusta. A nossa indignação é muito grande, pois não entendemos o critério para a exclusão de uma atividade com tanto sucesso.”

Pais reclamam

A manifestação da Asca contou com o apoio de pais de alunos que frequentavam as aulas de capoeira. A dona de casa Valquíria Sampaio, 33 anos, disse que desde o ano passado o seu filho, Richard Sampaio, de 10 anos, frequenta as aulas e desde então ele só vem melhorando a sua convivência social e também a saúde física. “Ele faz tratamento com fonoaudióloga e a atividade tem ajudado muito no seu desenvolvimento. Ele adora as aulas e ficou muito abalado quando soube que iria acabar.” O supervisor de manutenção Ailton Silva, 48 anos, conta que nunca viu a sua filha se interessar tanto por algo como ela faz com a capoeira. 

“Tanto que ela me fez acompanhá-la hoje aqui na praça para que a gente participasse dessa manifestação”, diz. A dona de casa Denise de Souza Leopoldo, 25 anos, também fez questão de participar da mobilização. Mãe de Gabriel, de 9 anos, ela diz que desde que o filho começou a participar das aulas ele passou a se sociabilizar mais com os amigos e se tornou muito mais disciplinado. “Quando souberam que não teriam mais as aulas, eles se sentiram sozinhos, pois já faziam parte de um grupo”, ressaltou.

Essa mesma indignação foi demonstrada pela auditora da qualidade Míriam Moron, 29 anos. O seu filho João Pedro, de 7 anos, começou neste ano com as aulas de capoeira e não perde uma aula. “Não podemos deixar que simplesmente acabe”, criticou.

Remodelação

A Secretaria da Educação (Sedu) informou, por meio de nota, que a estrutura do programa Oficina do Saber foi remodelada para aprimorar os processos de formação escolar dos alunos da rede de ensino, que serão baseados nos eixos da leitura, escrita, formação de leitores, jogos de raciocínio, pensamento científico, educação ambiental, esportes e artes. “Desse modo não houve redução das atividades para os alunos e sim uma remodelação e organização dos conteúdos”, citou. 

Segundo a Sedu, tanto diretores quanto as empresas contratadas para a prestação do serviço foram comunicados com antecedência. “O objetivo da Sedu é a garantia da aprendizagem escolar e, portanto, as atividades culturais e artísticas, caso sejam aprovadas em licitação, se farão presentes na escola aos finais de semana, no Programa Clube da Escola”, finalizou.

 

* Notícia publicada na edição de 25/08/13 do Jornal Cruzeiro do Sul – http://www.cruzeirodosul.inf.br

Ciclo de Debates “Negras Histórias no Sul da Bahia”

CICLO DE DEBATES: NEGRAS HISTÓRIAS NO SUL DA BAHIA convida

Para a Mesa “HISTÓRIAS DE CAPOEIRAS”


Participantes:

Gissele Raline Fernandes Moura

Graduada em História (UESC) e Mestre em História Social (UFBA)

Paulo Andrade Magalhães Filho

Graduado em Comunicação Social (UFMG), Especialista em Educação e Relações Étnico Raciais (UESC) e Mestre em Ciências Sociais (UFBA)

 

Mediadora:

Luiza Reis

Graduada em História (UESC), Mestre e doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA), Professora Assistente da UESC

O Ciclo de debates Negras Histórias no Sul da Bahia é um projeto do Grupo de Estudos do Atlântico e da Diáspora Africana (GPEADA), aprovado no Programa Prodocência, e articula professores e estudantes de Pós-Graduação egressos da UESC com discentes do curso de História para discutir uma revisão historiográfica sobre a presença negra no sul da Bahia.

Dia 09.07.2012, segunda feira, no auditório Jorge Amado (UESC), às 9:00h

 

Haverá emissão de certificados!

 

Venha discutir conosco!

Estudantes do Bengui promovem Caminhada pela Paz

Cerca de 800 estudantes foram às ruas do bairro do Bengui, na manhã desta segunda-feira, 30, para dizer não à violência e pedir mais união na comunidade. A Caminhada pela Paz, que contou com roda de capoeira, fogos de artifício e malabarismo, foi promovida pela comunidade da Escola Estadual Cidade de Emaús, em parceria com as escolas estaduais Waldomiro Rodrigues Oliveira e São Clemente e o Movimemto República de Emaús.

A ação das escolas estaduais foi bem recebida entre os moradores e comerciantes do bairro. “Acho que é importante incentivar os jovens e as crianças para que, desde ‘pequenininhos’, vejam o quanto a paz é importante e também levem isso para casa”, disse Franciléa Sousa, proprietária de uma loja de variedades, na rua Benfica. “Seria bom se todas as escolas também fizessem o mesmo. Esse é um bom exemplo a ser seguido”, acrescentou a moradora Francisca Silva, que passava pelo local.

Foi com pernas de pau e malabares que o estudante Cézar Augusto Nascimento, 24 anos, que cursa o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participou da caminhada. Com o rosto pintado, o jovem esteve a frente da manifestação ‘puxando’ os demais alunos. “A ideia também foi levar alegria para os moradores do bairro, que não têm muita oportunidade de ver esse tipo de apresentação”, explicou o jovem. “Nós todos temos a responsabilidade, cada um dentro do que pode fazer, de chamar atenção para mostrar as coisas boas que temos aqui”, acrescentou o estudante.

De acordo com a diretora da escola, professora Vânia Mendes, a caminhada foi a primeira de uma série de ações ligadas ao tema. Ao longo do mês de fevereiro, a escola promoverá um ciclo de palestras aberta à comunidade. Entre os temas discutidos estão o uso de drogas, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Este é o começo de uma grande ação. Vamos contar com a participação de outras escolas estaduais, representantes do Conselho Tutelar do bairro do Movimento de Emaús e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma)”, explicou a diretora.

De volta à escola Cidade de Emaús, ao encerrar a caminhada, o Padre Bruno Secci falou da importância da mobilização e conclamou a união da comunidade em torno da paz. “É importante buscarmos sempre a construção da paz para que os nossos jovens possam continuar sonhando com um mundo melhor, para que a harmonia prevaleça”, disse.

 

Secretaria de Estado de Educação

Rod. Augusto Montenegro Km 10, S/N. Icoaraci, Belém-PA. CEP: 66820-000

Fone: (91) 3201-5205 / 5005 / 5180 / 5008

Site: www.seduc.pa.gov.br Email: gabinete@seduc.pa.gov.br

 

Mari Chiba – Seduc

Fone: (91) 3201-5181 / (91) 8135-9009

Email: marichiba84@gmail.com

Capoeira reforça intercâmbio cultural entre Brasil e Líbano

O Líbano recebeu, entre os dias 19 e 24 de abril, a visita do capoerista Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado), filho do legendário Mestre Bimba  (Manuel dos Reis Machado – 1900-1974), um dos mais célebres capoeristas brasileiros e considerado o pai da capoeira regional, que ele criou em 1928 – uma mistura de batuque com capoeira Angola.

 

Mestre Bimba recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia em 1996. Seu filho, Mestre  Nenel, criou a fundação “Filhos de Bimba”,  em 1986,  com o objetivo de guardar os ensinamentos do seu pai. Viaja sempre pelo Brasil e exterior para visitar as escolas que seguem a tradição de seu pai. No exterior, há escolas nos EUA, na Europa e no Líbano, a primeira do Oriente Médio.

 

Em 2009, o jovem Nassib El-Khoury, libanês, após ter estudado e praticado capoeira da tradição de Mestre Bimba, criou uma escola em Beirute, com a assitência dos capoeristas e professores brasileiros Roberta Cecilia Meireles Santana e Ricardo Santos de Jesus. A escola conta com aproximadamente 40 jovens, rapazes e moças, libaneses que praticam a capoeira. Além disso, a escola ensina a língua  portuguesa e a cultura brasileira, um dos princípios dos Filhos de Bimba é transmitir também a cultura no exterior.

 

Meste Nenel visitou o Líbano para avaliar os estudantes capoeristas libaneses, e esteve também no centro de estudos e culturas da América Latina, na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (CECAL-USEK, diretor Roberto Khatlab), com o qual já vinha mantendo correspondência. A tradição de Mestre Bimba, conservada por seu filho, Mestre Nenel, transmite  não só uma técnica esportiva, mas tambem uma cultura e trabalho para o desenvolvimento da pessoa como um todo. Os Filhos de Bimba também têm como objetivo um trabalho junto aos estudantes, sendo que o princípio de Mestre Bimba, a capoeira, é a formacao do cidadão.

 

A escola dos Filhos de Bimba está em contato com a Universidade e vários estudantes já praticam a capoeira. A Escola também está em contato com o Grupo infantil de tradições brasileiras Alecrim, ligado ao Conselho de Cidadãos Brasileiros do Líbano, e que iniciará um programa com as criancas de Baalbeck, no Vale do Bekaa.

 

Fonte: www.fbeclebanon.com – http://www.icarabe.org/noticias/

Estrangeiros visitam a Bahia para aprender Capoeira

A cidade de Salvador está recebendo 15 estudantes universitários que estão na cidade para conhecer um pouco mais da Capoeira de Angola. O grupo foi trazido pelo Departamento de Estudos Afro-Americanos da faculdade de Oberlin College, de Boston (EUA) e fazem parte do curso de sociologia e neurologia. Além dos americanos, outro grupo, com sete colombianos, também visita a cidade para aprender mais sobre o esporte. Os visitantes fazem parte do Grupo de Capoeira Volta ao Mundo, de Bogotá.

“A Capoeira Angola está bem representada aqui, por isso sempre tivemos a Bahia como referência. Além disso, a cidade tem uma agenda cultural muito rica e o lugar é muito gostoso. Vamos ficar para aproveitar mais a cidade e conhecer o Carnaval”, disse o colombiano Juan Pablo, 25 anos.

 

De dança ou luta proibida pelas autoridades, a Capoeira virou patrimônio cultural brasileiro, tornou-se grande atrativo da Bahia e tem seduzido turistas de todos os lugares do mundo, como o grupo de estudantes norte-americanos, da Oberlin College, que veio a Salvador aprender os segredos da Capoeira Angola.

Há duas semanas na capital baiana, os estudantes aproveitaram para conhecer alguns dos principais pontos turísticos de Salvador como o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda. Segundo o coordenador da Acanne, Mestre Renê Bitencourt, as aulas se dividem em teoria e prática.

“Temos a aula teórica sobre história da Acanne, do samba de roda e do mestre Paulo dos Anjos, que inspirou a criação da associação. Nós trabalhamos o movimento em torno da ginga que o baiano tem para deixar o corpo solto, além de aula de berimbau”, explica Bitencourt.

Já os primeiros passos no esporte estão sendo iniciados com os mestres da Acanne, grupo que há 25 anos leva a Capoeira Angola e os ensinamentos do mestre Paulo dos Anjos a alunos de Minas Gerais e  do Rio Grande do Sul, no Brasil, além da França e Estados Unidos.

Sete colombianos também visitam a cidade e estão aprendendo mais sobre a capoeira. Eles fazem parte do Grupo de Capoeira Volta ao Mundo, de Bogotá, vieram à Bahia de forma independente participar de um evento em dezembro, mas, encantados com a cidade, resolveram permanecer até o Carnaval.

“A Capoeira Angola está bem representada aqui. Por isso sempre tivemos a Bahia como referência. Além disso, a cidade tem agenda cultural muito rica. Vamos ficar para aproveitar mais a cidade e conhecer o Carnaval”, disse o colombiano Juan Pablo, 25 anos.

 

Dança, canto e sagacidade

 

Para a superintendente de Serviços Turísticos da Secretaria de Turismo da Bahia, Cássia Magalhães, a Bahia, conhecida internacionalmente como a ‘Meca da Capoeira’, contribui de forma importante para o fluxo turístico do Estado.

“A Capoeira –  ao lado do Candomblé – é o principal elemento cultural e étnico capaz de disseminar a cultura baiana. É um sistema de valores que mistura dança, canto e sagacidade. E, por isso, um instrumento turístico muito significante para o estado”, diz.

 

Fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/ – http://www.nordesturismo.com.br

África por ela mesma

Em parceria com a Unesco, governo brasileiro lança programa de ensino da história do continente baseado na primeira obra de referência escrita por especialistas africanos

A história da África contada pelos próprios africanos. Esse é o ponto de partida dos novos projetos pedagógicos que pretendem mostrar aos estudantes brasileiros como a trajetória de nosso país está ligada à dos povos que habitam a outra margem do Atlântico.

Em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o governo federal está lançando um programa de ensino baseado na História geral da África, coleção em oito volumes lançada pela Unesco em 1981. A obra coletiva foi escrita por mais de 350 especialistas, dois terços deles africanos, e é o mais completo estudo sobre o passado do continente já publicado. 

A série já foi traduzida integralmente para o inglês, o francês, o árabe e o espanhol. Uma versão resumida foi lançada no Brasil entre 1982 e 1985, mas a edição está atualmente esgotada no país. Para suprir essa carência, os oito volumes da coleção estão sendo traduzidos e reeditados no Brasil e não serão vendidos, mas distribuídos para bibliotecas, universidades públicas e outras intituições de ensino. Uma versão digital da obra em breve estará disponível na internet. 

A coleção vai servir de fonte para a formação de educadores responsáveis por difundir o conhecimento sobre o assunto para estudantes brasileiros desde a educação básica até o ensino superior. “A obra é de grande importância e peculiaridade”, diz Marilza Regattieri, oficial de projetos em educação da Unesco. Ela lembra que a Lei 10.639, que tornou o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana obrigatório nas escolas, foi sancionada em 2003.

 

* Heloísa Broggiato é jornalista, tradutora, cientista política e mestre em política internacional e segurança pela Universidade de Bradford, na Inglaterra

I Encontro de Música Percussiva

O I Encontro de Música Percussiva é uma iniciativa do Núcleo de Música Percussiva da UFC com o apoio dos estudantes, professores do curso de Música e PET, envolvidos na temática percussiva da cultura, da arte e da educação musical na cidade de Fortaleza.

O evento contará com palestras, mesas-redondas, oficinas e aulas-shows, tendo a participação especial do mestre de cultura Descartes Gadelha artista plástico, ritmista e colaborador dos grupos de maracatus e escolas de samba na cidade. Além da presença privilegiada de professores, grupos percussivos, profissionais e estudantes que compartilham desta formação contínua.

Aberto ao público interessado em Refletir, Debater, Fazer e Tocar a Música Percussiva, sendo esta a proposta de cultivarmos no espaço acadêmico aliado as manifestações culturais já existentes, uma propagação legítima e sonora dos Nossos Tambores de Cada Dia.

 

  • Datas: 08 a 10 de dezembro.
  • Horário: 08:00 as 18:00.
  • Local: Auditório da PROGRAD- PICI e Curso de Música – PICI.

 

Informações:

Catherine Furtado 8793 2601

batherine84@hotmail.com

 

OFICINEIROS:

Notação para Percussão- Erwin Schrader

Construção de Instrumentos- Tauí e Equipe

Percussão Corporal- Alessandra Araújo

Ritmos do Maracatu- Catherine Furtado

Bateria- João Luís

 

*ESPAÇO PARA RELEASE NA PROGRAMAÇÃO

Qualidade de vida que vem pelos trilhos

O som do pandeiro e do berimbau e o bater de palmas sincronizado pode representar apenas uma animada reunião de roda de capoeira, mas para um grupo de 35 crianças de seis a 12 anos, que moram no Bairro Passagem, em Tubarão, significa o começo um futuro promissor e distante dos problemas sociais na comunidade.

No Projeto Tração, idealizado pela Ferrovia Tereza Cristina, as crianças recebem uma alternativa de lazer que agrega dança e cultura.

As propostas são oferecer o aprendizado de uma cultura interessante e deixar as crianças longe dos problemas. Escolhemos esse bairro porque os trilhos passam perto – explicou a técnica em gestão social da empresa Fernanda Ramos.

A aula inaugural de dança e capoeira reuniu, no centro social do bairro, as crianças, pais e professores. Como o projeto foi iniciado em outubro para os ensinamentos práticos, os pequenos estudantes deram uma boa demonstração de afinidade com a capoeira.

A gente tem que lutar e se esforçar, mas também respeitar as outras pessoas da roda – ensinou Sara Stefani, 10 anos.

De acordo com o professor Frank Ribeiro Medeiros, as aulas de capoeira serão úteis para a formação moral das crianças beneficiadas:

A capoeira transmite valores para a formação de uma pessoa de bem.

As 35 crianças beneficiadas estudam na Escola de Educação Básica Martinho Guizzo. Pelo menos 15 vagas estão abertas para estudantes do bairro. Além da capoeira e da dança, também são trabalhadas a destinação correta ou reciclagem do lixo e noções de segurança em torno da ferrovia.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/

Cultura afro é destaque em feira etnomatemática

Estudantes do ensino médio e fundamental da Escola Estadual Alberto Torres, no bairro de Bebedouro participaram no último sábado (13), da I Feira Afro Matemática, realizada a partir do projeto Pérola Negra Brasileira: História, importância e lutas do povo negro. Conheça e se orgulhe!, idealizado pelo professor da disciplina Allex Sander Porfirio. O evento também se estendeu para as disciplinas de física, religião e história e contempla a Lei Federal 10.639/03, que obriga a inclusão da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo educacional.

Abordando uma temática diferente da qual estão acostumados em sala de aula, sete turmas, divididas em cinco equipes: música afro; búzios e capoeira; África: O berço da matemática; Eu tenho um sonho (Sobre Martin Luther King); e poemas de matemática demonstraram, por meio de peças teatrais, danças e paródias a relação que os assuntos têm com o continente africano, ressaltando os equívocos que existem até mesmo no ensino escolar.

A matemática também foi retratada através de poemas de Millôr Fernandes, em seqüências musicais africanas – que comemoravam boas colheitas e nascimentos – e ainda, em instrumentos como o reco-reco, utilizado por negros e índios.

Segundo o professor Alex, os sistemas de numeração, probabilidade e até de engenharia tiveram origem no continente africano, a exemplo da construção das pirâmides do Egito. "Os estudantes se mostraram entusiasmados para a realização da feira e tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a verdadeira história da matemática".

A estudante Jeisiane Milane, do 2° ano do ensino médio, mostrou junto com os colegas de turma, a relação numérica implícita no jogo de búzios e na capoeira e disse que antes não sabia que a matemática também fazia parte da cultura afro. "A capoeira tem passos que simbolizam figuras geométricas, como o triângulo e o círculo e nos búzios existe uma relação de probabilidade. Alguns dos estudantes tiveram até medo de pegar neles, por causa da forma como a religiosidade é ensinada, mas atividades como essa servem para acabar com o preconceito", conta a estudante.

Já o estudante do 1° ano, Igor Fernando disse que o trabalho serviu para que ele conhecesse mais sobre a matemática, que é discriminada e tida como difícil de aprender. "Ela não surgiu na Grécia, porque antes os africanos faziam traços com ossos, que serviam como calendário lunar e também davam uma quantidade de nós em cordas, para lembrar quando emprestavam alguma coisa, explica.

Para a professora de religião Heloísa Lima, que ministra a disciplina há três anos na escola Alberto Torres, mostrar que a religião afro é diferente do que as pessoas estão acostumadas a aprender tem sido uma tarefa difícil, porque existe grande resistência por parte de alguns alunos, pais e até de professores, que são evangélicos ou católicos.

"No último ano, devido a estarem mais acostumados com o tema os estudantes tiveram facilidade para aceitá-lo, já que na disciplina abordamos a história das religiões e mostramos que algumas Deus têm vários nomes e símbolos. Mas, ainda existe um contexto histórico que faz predominar a discriminação e esse é um trabalho de conscientização, ressaltou Heloísa.

A etnomatemática surgiu na década de 70, com base em críticas sociais acerca do ensino tradicional da matemática, como a análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Pode ser entendida como um programa interdisciplinar que engloba as ciências da cognição, da epistemologia, da história e da sociologia.

 

Fonte: www.cojira-al.blogspot.com

Mato Grosso do Sul: Lança projeto capoeira nas escolas na Reme

A partir da segunda quinzena do mês de março, os alunos das escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Ladário poderão praticar gratuitamente a capoeira com aulas práticas e teóricas. A iniciativa tem como objetivo socializar os estudantes, tirando-os das ruas.
 
O projeto vai trabalhar os alunos das quatro escolas municipais, na faixa dos 8 aos 10 anos de idade. Meninos e meninas terão aulas regulares que serão ministradas no Centro Múltiplo de Esportes ao lado do paço municipal da pérola do pantanal.
Até agora cerca de 250 estudantes da Reme já estão cadastrados no projeto. Além da capoeira, o próximo projeto que será lançado diz respeito a natação, ministrando aulas gratuitas da modalidade na piscina do Centro Múltiplo.