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Portugal, Leiria: Ginga e Camaradagem

Capoeira: o exercício que é mais difícil ver do que fazer

O espetáculo vai começar. A roda está formada e a bateira dá sinal para que os berimbaus e atabeques começem a soar. O ritmo tem três tempos e todos acompanham ou com instrumentos ou a cantar e bater palmas. Para o centro da roda vão dois capoeiristas que fazem o jogo. É assim que se faz a festa da capoeira.

Em Leiria, a modalidade desportiva que oferece simultaneamente uma experiência cultural, música e dança, existe há 11 anos. Primeiro em ginásios e desde 2009 com espaço próprio, 100 por cento dedicado à modalidade, na Academia Ginga Camará (“ginga” significa movimento + “camará” significa camaradagem = a movimento de camaradagem).

O grupo assinalou o quarto aniversário do espaço, localizado em Gândara dos Olivais, a 19 de dezembro.

Papagaio e Pastilha

Desenvolvida no Brasil, a capoeira surgiu como um sistema de defesa entre os escravos africanos. Contudo, a prática era proibida e os capoeiristas introduziram movimentos de dança à luta para disfarçar. O mesmo acontecia com as alcunhas que adotavam para escapar às autoridades. Hoje em dia, a tradição continua a existir.

Jimmy Papagaio, isto é, “Contramestre Papagaio” é o fundador do grupo. Natural do Brasil, desde cedo conviveu com a modalidade e, em Portugal, procurou sempre alimentar este mix de desafio-desporto-experiência-tradição. “Normalmente, ninguém acha que é capaz de fazer, porque é mais difícil ver do que fazer”, considera. Não é preciso uma preparação física perfeita, já que os exercícios se adaptam às idades e capacidades de cada um e a perfeição também se conquista.

Pedro Sintra, o “Instrutor Pastilha”, por exemplo, acompanha os mais pequenos, desde os 4 anos. Nesta categoria a principal dificuldade está na concentração, algo próprio da idade, enquanto nos adultos se trabalha mais a coordenação dos membros inferiores e superiores com os movimentos do resto do corpo e o ritmo.

Apesar de ser considerada uma arte marcial, “na base da capoeira não há contacto físico entre quem joga. Há um movimento base, a ginga, e depois um movimento de ataque e um de defesa, em que os adversários interpretam o gesto contrário e respondem com outro movimento. Há ainda os movimentos de floreio, onde estão as acrobacias e mortais”, justifica o instrutor. E tal como no judo e no karaté, a graduação do capoeirista depende da cor da corda que usa à cintura. A atribuição acontece uma vez por ano, no batismo, e depende da prática e empenho de cada um.

Além do espaço de Leiria, frequentado por 40 atletas, o Ginga Camará tem também delegações em Alcobaça, Condeixa, Lisboa e em Pescara, Itália, num projeto de dois antigos alunos.

 

Fonte: http://www.regiaodeleiria.pt

Marina Guerra
[email protected]t

Aconteceu: Projeto Capoeira, História e Musicalidade

Projeto Capoeira, História e Musicalidade faz apresentação na Rua do Lazer

O Projeto Capoeira, História e Musicalidade realizou na noite de sexta-feira (28), na Rua do Lazer, uma apresentação do grupo de capoeira Legião Brasileira.  O evento que está sendo desenvolvido através de uma parceria com a Fundação Antônio dos Santos Abranches (FASA)  e que foi idealizado por Andersom Fernando e Maresa Rebecca, ambos do curso de História da Católica, busca difundir essa expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música, e que é originária dos povos formadores da nossa cultura, como os índios, negros e escravos.

Andersom Fernando falou que a ideia em lançar o projeto, nasceu de uma experiência fora do Brasil, através de um intercâmbio cultural do qual ele participou na Noruega. Além disso comentou sobre o preconceito que essa arte carrega aqui no país. “O projeto nasceu da experiência fora do Brasil, pois foi onde encontrei o ambiente perfeito para propor esse tipo de atividade pedagógica. Lá, eu realizei algumas apresentações culturais e pude perceber o imenso valor que as pessoas deram, ao contrário do Brasil. Então, esse foi o fator predominante, foi o que me motivou a trazer para a Universidade a capoeira e quebrar com esse estigma de que ela é marginalizada apenas por representar culturalmente a periferia”, destacou.

O projeto ao todo conta com quatro grupos de capoeira. O grupo Capoeira Gerais, do Curado I, o grupo Raízes de Angola, de São Lourenço da Mata, a Escola Perna Pesada, de Recife, além do grupo Legião Brasileira, de Camaragibe que se apresentou esta noite. O professor do grupo Legião Brasileira, Traíra, comentou sobre os objetivos e os benefícios que a prática da capoeira permite. ” Nosso maior objetivo é o de educar e socializar nosso alunos. Como boa parte moram de regiões de risco, ou seja, são de áreas periféricas, buscamos livrar todos eles do caminho das drogas, do álcool e do tráfico”, afirma.

A aluna de Jornalismo Daniele Monteiro conta sobre a importância do evento. “Eu acho muito importante a propagação dessas atividades, pois elas resgatam e valorizam a nossa cultura, que por sinal é muito rica”, diz.

Fonte: http://www.unicap.br

Rodrigo Simas conta como a capoeira o ajuda a dançar

Rodrigo Simas no Fashion Rio Verão 2013

Com samba no pé e sua experiência com a capoeira, Rodrigo Simas supera um pequeno ferimento dos treinos para a Dança dos Famosos e se prepara para mostrar que é pé de valsa neste domingo, 27

Filho de capoeirista e em contato com a luta desde muito pequeno, o ator Rodrigo Simas (20) tem utilizado suas habilidades marciais para aprender melhor os passos de suas apresentações da Dança dos Famosos, quadro do programa Domingão do Faustão do qual participa – e o que não falta é animação para dançar bem em seus números.

Estou ansioso para amanhã. Gosto de dança, mas não tinha experiência. O que tenho é samba no pé, adoro carnaval. E a capoeira dá flexibilidade, noção corporal”, afirmou durante passagem pelo Fashion Rio / Verão 2013 na noite deste sábado, 26, na cidade maravilhosa.

Depois de um pequeno acidente durante os treinamentos para sua apresentação na Dança dos Famosos, Rodrigo Simas se considera preparado. “Machuquei o joelho esquerdo, mas foi só uma raladinha, faz parte ficar roxo. Não desistiria da competição por causa disso. Todo mundo entra pra ganhar, mas os outros também são bons e ainda estou ensaiando, então não quero falar muito”, fez mistério.

Fonte: http://caras.uol.com.br

Audição para capoeiristas e dançarinos/as

Audição

Dançarinos (as) com treino em Ballet Clássico, Dança Moderna, Dança Contemporânea, e noções de Dança Afro, Hip-Hop e Capoeira, para a turnê de 2012.

Dia: Segunda & Terça-feira, 16-17 de Janeiro de 2012

Local: Espaço Xisto Bahia

Horário: 09:00 horas 

Bairo dos Barris

Salvador, Bahia

*Inscrições pode ser feita via e-mail [email protected] ou a partir das 08:00hs. no mesmo dia e local
Interessados devem levar Currículo e fotos  (rosto e corpo – que não serão devolvidas) para cadastro.

 

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PS: Capoeiristas com experiência em dança, Hip-Hop e bom floreio, seja bem vindos.  
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http://www.youtube.com/watch?v=2uGbmQMfh_U&NR=1
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=EHbxsIfVJKs
http://www.youtube.com/watch?v=rCeRDUcKt-E&feature=player_embedded

— 
DanceBrazil
246 West 38th Street, 8th floor
New York City, NY 10018
Tel – 212/382-0555
Fax – 212/278-8555
[email protected]
www.dancebrazil.org
www.capoeiraluanda.com

Capoeira piauiense vai a São Tomé e Príncipe

O projeto beneficiará 270 jovens em São Tomé, por meio da transferência de conhecimento técnico, teórico e metodológico sobre a arte da capoeira, sua utilização pedagógica, artística e cultural.

São Tomé – O Mestre de Capoeira e Educador Físico, George Fredson, o professor Touro, que também ministra aulas de capoeira na Faculdade CEUT, embarcou para a África, no dia 11 de setembro deste ano. 

No continente africano, sua missão é dar continuidade ao projeto de cooperação técnica, intitulado “Capoeira: formação técnico-profissional e cidadania – nível básico”, firmado entre a Agência Brasileira de Cooperação – ABC, o Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil e o Governo de São Tomé e Príncipe, país situado a 300 km da costa ocidental da África.

O projeto beneficiará diretamente 270 jovens em São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, por meio da transferência de conhecimento técnico, teórico e metodológico sobre a arte da capoeira, sua utilização pedagógica, artística e cultural. Para o Secretário de Juventude e Desporto de São Tomé e Príncipe, Abnildo do Nascimento Oliveira, a capoeira tem grande transformação social.

“Seu poder de formação oferece aos jovens uma ocupação e, também, auxílio na solução de problemas que afetam a juventude, como alcoolismo, gravidez precoce, HIV, drogas e evasão escolar”, esclarece.

O grupo de Capoeira Raízes do Brasil, existente há 30 anos, será o responsável pela transmissão dos conhecimentos. O professor mestre Touro, membro do grupo, foi indicado para coordenar a terceira equipe que irá ao país. Junto com ele, o contramestre Corujito, um piauiense que desenvolve um trabalho com a Capoeira em Imperatriz (MA), estará atuando como instrutor do projeto.

“Estamos preparados. Pesquisamos sobre o País e sabemos que, apesar da experiência que temos na área, encontraremos alguns desafios. Trata-se de um País muito carente, com dificuldades sociais e econômicas. A África tem uma história com o Brasil. Será uma troca de experiência e conhecimento cultural muito positiva”, relata mestre Touro.

As atividades do projeto tiveram início no mês de abril e se estendem até 2014. Outros quatro países receberão as equipes do grupo de Capoeira Raízes do Brasil. Presente em 16 estados brasileiros e em 23 cidades de seis países, o grupo é formado por 10 mestres capoeiristas e 11 contramestres e desenvolve mais de 20 projetos de responsabilidade social em 50 comunidades brasileiras e estrangeiras.

“Vamos tentar despertar nos capoeiristas uma visão ampla da capoeira, valorizando a cultura destes países e a brasileira, o intercâmbio cultural e a integração social”, afirmou mestre Ralil Salomão, presidente do grupo e idealizador do projeto. Nesta missão, serão preparados mais 750 alunos iniciantes e 15 instrutores.

 

As informações são do portal Cidadeverde.com.

O Mestre e sua função

Ao falarmos sobre capoeira é quase inevitável pensarmos logo na figura do mestre. O mestre que também é uma figura muito comum na maioria das manifestações das culturas populares de todo mundo, é aquele considerado o guardião da memória, da tradição, dos saberes e fazeres de uma determinada comunidade.

É aquele que é respeitado por todos como alguém que com o tempo foi assumindo essa função, herdada de outro mestre mais antigo que delegou a ele essa responsabilidade. Mas sobretudo, é aquele que é reconhecido pela sua comunidade como alguém que tem a sabedoria de exercer essa função. E esse reconhecimento é algo adquirido ao logo do tempo, pacientemente, mais ou menos na mesma época em que vão chegando também as rugas no rosto e os primeiros fios de cabelos brancos.

O verdadeiro mestre é aquele que não tem pressa, que sabe que o tempo é quem vai dar-lhe as condições de exercer essa função quase sagrada, com toda a sabedoria que ela exige. E é muito difícil que isso aconteça antes que esse sujeito tenha uma experiência de várias décadas envolvido com essa manifestação.

Por isso é que ele não pode queimar etapas, ser afoito e precipitado. “A fruta só dá no tempo”, como diria mestre Pastinha, mas, no entanto, vemos hoje em dia uma disseminação de jovens capoeiristas na faixa dos 20 ou 30 anos, se auto-intitulando mestres de capoeira, que mal começam a adquirir experiência de vida, e já assumem a responsabilidade de exercer essa sagrada função de mestre perante jovens e adultos em todas as partes do mundo por onde a capoeira se espalhou.

Isso é preocupante, pois acaba ferindo alguns princípios muito valiosos da tradição e da ancestralidade da capoeira, que tem no mestre o seu principal veículo de transmissão e que se baseia, sobretudo, na experiência do mais velho, que é quem tem a autoridade e o reconhecimento para exercer tal função. Citando novamente o filósofo Vicente Ferreira Pastinha, ele dizia que “o mestre guarda segredos, mas não nega explicação”. A capoeira tem segredos, que só os mais velhos sabem decifrar. E é preciso muita paciência e sabedoria para alcançar essa condição.

Vivemos um tempo em que o mercado e a profissionalização do capoeirista, fazem com que sejam queimadas etapas muito importantes no processo de formação do mestre de capoeira. Muitas vezes a ganância e o desejo de lucro por parte de alguns grupos fazem acelerar demasiadamente esse ciclo, dando margem a uma proliferação de mestres de capoeira sem nenhum requisito, experiência, nem capacidade para exercer essa função, o que tem resultado num empobrecimento muito grande na capoeira que se tem visto por aí, mundo afora.

É preciso recuperar a dignidade da função do mestre de capoeira. Ele deve ser um exemplo de vida para seus discípulos, deve conhecer profundamente a capoeira em todos os seus aspectos, e não apenas ter a musculatura mais desenvolvida e ser aquele que salta mais alto. Tem que saber sentar e aconselhar com sabedoria àqueles que estão sob sua guarda, como faziam os velhos griôs* africanos.

Isso só se adquire com o tempo, com bastante tempo.

 

*Vem de griot, da língua francesa, que  traduz  a palavra  Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan  habitante do  território  do  antigo  império  Mali  que  hoje  está  dividido entre varios  países do noroeste da África. Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade. Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país.

SEMECA – 2010: Seminário de Estudos em Capoeira

SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM CAPOEIRA – SEMECA 2010 – 04/09/2010

Cronograma

9:00

Mesa Redonda: ” A Capoeira no Século XXI”

Profª Drª Letícia Vidor de Souza Reis

É Editora de História-didáticos e paradidáticos da Editora FTD. Tem experiência na área de Antropologia. Atuando principalmente nos seguintes temas: polissemia do samba, simbologia popular, pacto político republicano, identidade nacional e mestiçagem, legitimação do samba, é autora do livro, O mundo de pernas pro ar: a capoeira no Brasil.

Profª Drda Simone Gibran Nogueira

É doutoranda em Psicologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos ligada ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFSCar) e ao Grupo de Pesquisa do CNPq Práticas Sociais e Processos Eudcativos. Participa do grupo de Capoeira Angola – Academia João Pequeno de Pastinha. Faz parte do corpo Técnico da ONG Teia – casa de criação ligada ao projeto Ponto de Cultura – TEIA DAS CULTURAS (2007), financiado pelo MINC, no qual é coordenadora Pedagógica em Educação das Relações Étnico-Raciais. É Assessora em Psicologia e Educação do projeto de extensão da UFSCar Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação, que em 2009 foi contemplado com o edital PROEXT Cultura / MEC em parceria com MINC. Tem experiência e trabalho com as seguintes áreas de conhecimento: Psicologia Social, Educação das Relações Étnico-Raciais, Desenvolvimento Humano, Processos Educativos da Capoeira Angola e Formação Universitária.

Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

Cursa o doutorado em Educação Física pela Universidade Gama Filho, é professor universitário atuando na UNISUAM, coordenador do CIAM/FAETEC e professor da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Foi idealizador e coordenou o curso superior em técnicas de capoeira 1999 – 2001 na Universidade Gama Filho. É presidente e fundador da Companhia Brasileira de Capoeira – CIA.CAPOEIRA. Possui experiência na área de Educação Física e cultura, com ênfase em capoeira, folclore e lutas.

Moderador – Profº Esp. Ronaldo dos Reis “Sonyc”

Professor de Educação Física da Escola de Aplicação da FEUSP, membro do Grupo de Pesquisas em Ed.Física Escolar da FEUSP/CNPq, Responsavel pelos núcleos CIA.CAPOEIRA em São Paulo, Proprietário da Espaço Capoeira & CIA – Escola de Capoeira. Tem experiência em Ed. Física e Capoeira atuando na Educação Básica.

 

14:00

 

Oficinas abertas de Capoeira**

 

OFICINA 01. – “A CAPOEIRA NO CURRÍCULO ESCOLAR NA PRÁTICA”

Oficina voltada à professores da rede pública e particular de ensino.

– Profº Drd Jorge F. F. Moreira “Mestre Columá”;

 

OFICINA 02. – “MOVIMENTAÇÃO BÁSICAS DE CAPOEIRA”

Aberta à todos interessados.

– Contramestre Bill – CAPOEIRA LIVRE/RJ

 

15:00

 

– VII Encontro e troca de graduações CIA.CAPOEIRA – SÃO PAULO

 

*Inscrições de trabalhos/ posters até 21/08;

** No ato do credenciamento para o evento;

 

LOCAL:

Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo

Av. da Universidade, 220 – Travessa Onze – Cidade Universitária

 

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

 

www.ciacapoeirasp.blogspot.com

www.espacocapoeira.blogspot.com

www.semeca-2010.blogspot.com

[email protected]

11 – 7745 6421 – ID. 121*113318

11 – 3924 0113

Iguatu: Projeto Arte Criança promove inclusão social

Adolescentes e crianças de Iguatu estão tendo oportunidade de mudar suas vidas com trabalho social de ONG

Iguatu Um sonho de dois artistas populares transformou-se em realidade e há quase duas décadas está mudando a vida de crianças e de adolescentes nesta cidade, localizada na região Centro-Sul do Ceará. O Projeto Arte Criança (PAC) oferece oficinas de artes e trabalha com o público em situação de vulnerabilidade social.

As oficinas de teclado, capoeira, informática, teatro de ator e de boneco, dança e contação de história têm por objetivo contribuir para a inclusão social das crianças e adolescentes. Além das atividades culturais, há exercícios de complementação escolar, que contribuem para uma melhor aprendizagem.

Um dos fundadores do PAC, o artista plástico Cleodon de Oliveira, observa que a arte contribui para o desenvolvimento das habilidades individuais, melhoria da autoestima, cidadania e confiança pessoal. “Os alunos passam a ter uma formação crítica, solidária transformadora por meio da arte e da cultura”, observa. “Nosso trabalho deverá favorecer situações de aprendizagens, educando o aluno conforme os princípios de auto-liberdade consciente”.

A experiência tem demonstrado que a utilização desses princípios pode levar a criança e o adolescente a adquirirem habilidade para analisar criticamente o mundo que o cerca, enfrentar novos desafios e conviver com os outros de modo cooperativo e participativo.

A educadora do projeto, Lúcia Morais, disse que a experiência dos alunos têm participação ativa nas situações de aprendizagens, e estão sempre numa posição reflexiva permanente. “Queremos formar indivíduos, cidadãos conscientes por meio da prática social, cultural e educativa”, frisou. “A arte possibilita mudanças de comportamento e propicia a inclusão social”.

Em quase duas décadas de atividades, o PAC já enfrentou momentos de crescimento e de dificuldades, em face da escassez de recursos financeiros. Mas, durante esse período, contabilizou bons frutos. “Temos vários alunos que se tornaram professores, músicos”, disse Lúcia Morais. Um exemplo é o do músico percursionista, Henrique Siqueira. Ainda criança começou a participar do projeto e hoje é monitor de oficinas de música e integra a bandinha do município. “Cresci no projeto e aprendi ser um cidadão e um profissional”, disse.

Esse mesmo caminho seguem os atuais participantes. Tainá Cavalcante, 13 anos, aluna da oficina de teclado, ainda tímida, diz que quer aprender música e dedicar-se aos estudos. “Estou gostando”, disse. “Fiz novas amizades”. O professor Michael Prudêncio confirma que a turma é dedicada e quase ninguém falta às aulas. “Trabalhamos em áreas carentes, mas conseguimos incluir as crianças e adolescentes”.

O computador fascina e mexe com a inteligência dos jovens. Com facilidade eles aprendem as noções básicas de inclusão digital. A sala está sempre lotada.

Diferente é o ritmo da oficina de capoeira. Crianças e adolescentes praticam com afinco os exercícios da dança de origem africana que simula luta de defesa pessoal. Ao som dos instrumentos próprios, os jovens capoeiristas se exibem na arte do contorcionismo e dos saltos. “Ensinamos as noções básicas, mas quem começa não quer parar”, observa o professor Wilton do Nascimento.

Neste ano, o PAC está com inscrições abertas para 150 alunos. Os recursos para o projeto “Socializar e educar através da arte” vêm da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), embora liberados com atraso são muito bem vindos, pois asseguram a continuidade das atividades.

A cada ano, o Projeto Arte Criança contribui a partir da oferta de oficinas artísticas para o surgimento de uma nova geração de jovens capaz de compreender melhor a vida, superar dificuldades, ser solidários, introduzir a arte no cotidiano, resgatar a cultura local e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos participantes.

EXPERIÊNCIA EXITOSA
Trabalho começou a partir de uma colônia de férias

O Projeto Arte Criança com oficinas culturais foi realizado, inicialmente, nos núcleos da extinta Febemce

Iguatu O Projeto Arte Criança (PAC) surgiu a partir de uma experiência desenvolvida pelos artistas José Cleodon de Oliveira e Nonato de Moura, durante a realização da colônia de férias Programa Recreio, do Governo Federal, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Filgueiras Lima, no Bairro Veneza, em Iguatu, em 1990.

A colônia ofereceu oficinas de danças, teatro de ator e de bonecos, artes plásticas, música, recreação e jogos educativos. Após essa experiência, foi criado o Projeto Arte Criança com oficinas culturais realizadas nos núcleos da extinta Fundação Estadual do Bem Estar do Menor do Ceará (Febemce).

Ampliação

Nos anos seguintes, o PAC foi ampliado e a partir de 1992, tornou-se uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos. A ideia básica sempre foi trabalhar com assistência às crianças e aos adolescentes, de 7 a 17 anos. Sempre houve como critério de participação, a exigência de matrícula na rede pública de ensino.

Maioridade

Neste ano, o PAC está alcançando a maioridade. O projeto tornou-se referencia na região Centro-Sul do Estado, por meio de um trabalho sério, dedicado, com finalidades sócio-culturais e educativas.

Ao longo de sua existência o PAC teve parcerias a antiga Febemce, o Unicef, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), Prefeitura Municipal de Iguatu, Fundação Abrinq, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Itaú Cultural.

O PAC participou de diversas premiações: Prêmio Itaú Social-Unicef, 5ª edição, em Recife em 2003, Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getulio Vargas, em 2004. Possui representatividade nos conselhos municipais de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente.

A partir do ano de 2005, o Projeto Arte Criança ampliou suas ações para o município de Assaré, resultando na participação do Prêmio Ceará Vida Melhor, promovido pelo Governo do Estado do Ceará.

Parcerias

A instituição ampliou parcerias incluindo a Associação das Mulheres Iguatuenses, Igreja Nossa Senhora das Graças, Fundação de Apoio aos Jovens de Iguatu, Núcleo de Arte e Cultura, Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e SESC.

O PAC fundamenta suas atividades culturais nos artigos 3º e 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e tem como princípio possibilitar oportunidades e facilidades para crianças e adolescentes. O objetivo do projeto, a partir daí, é para lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Prioridade

Além disso, assegurar, também, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária.

A instituição é reconhecida de utilidade pública Municipal e Estadual e obteve a aprovação pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura no município de Iguatu.

Honório Barbosa
Repórter

Enquete
Transformação

Beatriz Façanha
Estudante

“Eu Estou mais disposta para os estudos e para a aprendizagem musical. Esse projeto é muito bom para a gente”

Dayson Sena
Estudante

“Fiz novos amigos e acho bom vir participar das aulas com os meus colegas. Tudo aqui é bom legal”

Bráulio Amorim
Estudante

“As aulas de capoeira me deram mais segurança e venci o medo. O projeto nos dá muita autoestima”

Ian de Souza
Estudante

“Antes só brincava na rua, mas, agora, eu estou estudando mais e aprendendo coisas novas. É muito bom”

MAIS INFORMAÇÕES

Projeto Arte Criança
Rua Cel Mendonça, 45
Centro, Iguatu
(88) 9618.5530
[email protected]

 

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

I Seminário Memória e experiência – Elementos de formação na capoeira angola

O evento propõe problematizar as relações de produção do conhecimento no universo cultural da capoeira angola, com o objetivo de elaborar subsídios para compreender os elementos de formação presentes em manifestações culturais de matriz afro-brasileiras. Ampliar o debate sobre a capoeira é, para além de atual, um desafio que instiga lançar luz para compreensões mais complexas do tema, desafio este, já sugerido, quando percebemos a contradição entre as condições de vida dos mestres responsáveis pela preservação e manutenção dos elementos de tradição da capoeira com o status alcançado pela capoeira em cenário mundial. Por isso, refletir a importância da memória e experiência como elementos de formação dos sujeitos envolvidos na capoeira, mas também os limites de cada uma delas como possibilidades explicativas do conhecimento da capoeira sugerem o seminário em questão.

O I Seminário será organizado através de mesas de debates e oficinas teórico-práticas. O evento, terá a participação de Reinaldo Santana – Mestre Bigodinho – Salvador/Bahia; contando também com mestres e praticantes de capoeira da grande Florianópolis e de Santa Catarina. O evento é gratuito, e pretende atender praticantes de capoeira, pesquisadores(as) e comunidade em geral.

Esta é uma realização NEAB/UDESC em parceria com Associação Cultural Ilha de Palmares. Apoio: Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED, Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Comunidade – PROEX, Governo do Estado de Santa Catarina, UniAfro e Ministério da Educação – Brasil um Pais de todos e todas.

Maiores informações podem ser encontradas no site www.ilhadepalmares.com.br, ou pelo telefone (48) 9616-8967. Segue em anexo a programação

Entre os dias 17 e 26 de outubro deste ano.

Att
Associação Cultural Ilha de Palmares
Sev Antônio Barranco n° 97
Fortaleza da Barra Florianópolis/SC
(048) 3232-7565
[email protected]
www.ilhadepalmares.com.br

Capoeira é luta de bailarino, é dança de gladiador!

DanceBrazil é uma Cia de dança composta por artistas de diferente formação: reúne profissionais de dança e profissionais de capoeira.

Foi fundada em 1977 em New York e em 1993 mudou para Salvador com objetivo de manter um contato mais forte com suas origens para depois traduzi-las no palco em uma linguagem contemporânea e expressiva.

Os trabalhos do coreógrafo e Mestre de capoeira, mais conhecido como Mestre Jelon, tem uma forte influencia da capoeira e se tornam uma mistura bem interessante de dança e de acrobacias típicas da capoeira.

Ritmos é o trabalho mais recente da Cia, no palco se misturam os rimos tradicionais brasileiros entre os quais samba e capoeira, tocados ao vivo pôr músicos baianos.

A tournée já foi pra varias cidades dos EUA e voltará em agosto em New York.
Nesse ano de 2008 Mestre Jelon foi reconhecido como “Patrimônio Nacional”, recebendo o premio “Tesouro Nacional” do National Endowment for the Arts.

Essa homenagem as artes tradicionais premia artistas que se destacam para sua excelência e sua contribuição ao patrimônio artístico da nação.

Por: Raphael Silva de Novaes (Graduado Fogo)

Como foi participar da montagem de um espetáculo?

Participei da criação de alguns espetáculos, como: “Retratos da Bahia” 2005, ”Desafio” 2006, “Ritual” 2007 e “Ritmos“ que foi criado recentemente em 2008.
É sempre bom ter a experiência de estar participando de novos espetáculos e novas criações, pois a coreografia acaba vestindo na gente e ficando natural do nosso corpo.
Nunca é fácil!

É sempre um trabalho intenso, sutil e bem elaborado para obter bons resultados, para isso a capoeira me ajudou com a disciplina, a concentração e o trabalho do corpo.
Vivo uma experiência única, pois incluir a capoeira em uma outra área é muito interessante.
Por min o mais importante é manter a raiz e a essência da capoeira sempre viva, ou seja, continuar sendo capoeirista em todo momento!

Por: Paulo Edson da Silva (prof. Chuvisco)

Como vive o fato de ser um capoeirista dentro de uma Cia de dança?

A experiência tem sido boa e valida. Meu inicio foi muito difícil por não ter no meu corpo a linguagem da dança (contemporânea, moderna, balê ou afro). Mas essa fase com tempo passou, porque fui adquirindo conhecimentos através das aulas de dança que temos que fazer todos os dias antes dos ensaios. Paralelamente as minhas dificuldades com a dança, vi os dançarinos passando pelo mesmo processo que passei mas com a Capoeira. Como a dança foi muito difícil para min, a Capoeira foi para os dançarinos que estavam entrando na mesma época no DanceBrazil.

Como foi seu encontro com a dança?

Em 2002 ao reencontrar o mestre Jelon (hoje meu mestre), em Goiânia, no evento de Capoeira, fui convidado para ir a Salvador para participar de umas aulas de dança com o DanceBrazil.
Ele queria ver como eu assimilava movimentos de dança com capoeira. Confesso que no inicio não fui tão bem, mas o mestre acreditou em min dizendo que eu precisava de muito trabalho para mudar meu corpo. Então, continuei indo a Salvador por dois anos para participar dos ensaios e continuar meus treinos de dança com o DanceBrazil. Depois de três anos indo e voltando a Bahia entrei no DanceBrazil (2005) para participar da minha primeira tournée nos EUA, com a coreografia "Retratos da Bahia" de autoria do mestre Jelon. Mas infelizmente, meu visto foi negado e só consegui viajar em 2006 participando de "Retratos da Bahia” e "Desafio".

DanceBrazilComo é processo de formação do show ?

A única experiência que tenho com dança é com o DanceBrazil.
O mestre sempre nós da espaço para ajuda-lo com idéias de movimentos. E agora sou o professor de Capoeira do DanceBrazil portanto tenho uma grande responsabilidade: ensinar capoeira para os dançarinos e trazer movimentos novos para que sejam explorados por eles dentro do trabalho que está sendo criado.

A idéia sempre vem do mestre: ele que escolhe o tema, sempre que termina uma coreografia já está falando de outra!

O processo de criação do mestre é muito interessante: a primeira semana ele faz muitos laboratórios com os dançarinos e capoeiristas usando os movimentos de dança e da capoeira. Para ele, tudo tem que fazer sentido, os movimentos não podem simplesmente só ser “um movimento”: eles tem que significar algo dentro do tema que ele visualizando.
Por exemplo o balé "Ritmos" mostra exatamente o que Dias Gomes fala na poesia dele "…simbiose perfeita de força e ritmo, poesia e agilidade, única em que os movimentos são comandados pela música e pelo canto…"

Para o mestre criatividade é como uma estrada, onde nela viajamos com destino á perfeição.
A Capoeira e a dança percorrem um caminho diferente, pra chegar, no final, ao mesmo lugar!

(Fotos gentilmente cedidas por Mestre Jelon)

Maiores informações sobre show:

[email protected]

Buffalo Dance Festival
http://www.buffalo.edu/community/ub_on_the_green.html

Central Park SummerStage
http://www.summerstage.org/index1.aspx?BD=20534

Santa Fé, New Mexico
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html

Aspen Dance Festival
http://www.aspensantafeballet.com/3/3d.html