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Londrina: 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira

5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira termina com música neste domingo em Londrina

Este domingo (25) é o último dia para aproveitar as atrações do 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina. Ao longo do dia, músicos, artistas e roda de capoeira prometem complementar a agenda cultural de Londrina.

O destaque fica para a parte musical do evento no Aterro do Lago Igapó, das 16h às 20h. Banda Ziriguidum,Grupo Vozes Barrocas, Projeto Ovelha Negra Rock Nacional, Mc Rei, Dj Fran, Joaquim Braga e Banda Ensaio de Blues sobem aos palcos.

Está programada também a apresentações da Capoeira Angola no Espaço Cultural Vila Brasil e no Calçadão, no período da tarde. A Vila Brasil também abrigará um sarau cultural com muitas atrações.

Haverá ainda um espetáculo de hip hop “O uso negro e ourso branco”, na Gibiteca Zona Norte, e várias outras atividades no mesmo local e o culto afro na nona Igreja Presbiteriana Renovava, localizada na Rua Francisco Gabriel Arruda.

Durante os 15 dias, o 5º Simpósio de História e Cultura Afro-brasileira em Londrina promoveu experiências diversificadas ao público participante, como visitas a quilombos, palestras em escolas, visitas à terreiros, projeções de filmes, oficinas de estética negra na periferia, apresentações musicais em homenagem a Clara Nunes, discussão da temática violência e juventude e a realização do segundo Cortejo Afro.

Ainda neste domingo, será realizado o 5º Encontro Municipal da Rede de Mulheres Negras de Londrina DST, HIV, AIDS, DOENÇA FALCIFORME. O evento ocorre na Rua Astolfo Nogueira, 191.

 

http://londrina.odiario.com

TCC: “Ensaio de Capoeira”

“Ensaio de Capoeira” é um documentário que busca a capoera além do esporte.

Ao Longo da história, os capoeiristas passaram de geração em geração o sentido profundo da capoeira e atransmitiram através de suas tradições a importância do pensamento crítico, da reflexão sobre a vida e da luta pelo que se acredita.

O filme da voz à mestres de capoeira e compartilha com o público experiências e reflexões acerca dessa arte.

 

Video enviado por Marcella Nogueira, recém formada em Rádio e TV e que apresentou este Vídeo/Documentário como Trabalho de Conclusão de Curso.

 

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Academia de João Pequeno de Pastinha – CECA: QUÃO NEGRO SOMOS

Camaradas, Divulgo a todos o evento em S.Carlos que a Teia das Culturas (ponto do cultura onde temos o nucleo da Academia de João Pequeno de Pastinha sob coordenação do Mestre Pé de Chumo) está realizando junto com seus parceiros.
Compareçam…
Abraços
Dedê

Academia de João Pequeno de Pastinha – CECA


ENCONTRO DE FORMAÇÃO “QUÃO NEGRO SOMOS”
Módulo I

Este encontro de formação visa reunir diversas ações direcionadas à valorização dos saberes da cultura popular afro-brasileira, objetivando estabelecer um diálogo entre diferentes atores envolvidos com a transmissão destes saberes no município de São Carlos, bem como contribuir para a troca de experiências e interlocução entre os conhecimentos transmitidos no ambiente escolar e os saberes da cultura popular afro-brasileira. É direcionado ao corpo docente da rede municipal de ensino, estudantes, pesquisadores e demais interessados da comunidade são carlense.

PROGRAMAÇÃO

18.03 – Quinta-Feira
Local: Paço Municipal
19h – Mesa de abertura: Cultura Afro-Brasileira na Educação: Parcerias e Possibilidades. Presença de representantes: Ministério da Cultura, Prefeitura Municipal de São Carlos, NEAB/UFSCar e Teia – Casa de Criação
20h30 – Apresentação Cultural: Grupo Girafulô

19.03 – Sexta-Feira
Local: Paço Municipal
19h- Mesa: Perspectivas na relação entre saberes populares e escolares. Presença de representantes dos Grupos Culturais: Urucungus, Ação Griô, Teia das Culturas e da Câmara Técnica de Educação das Relações Étnico-Raciais, do Conselho Municipal de Educação de São Carlos.
20h30 – Cortejo: Grupo Rochedo de Ouro / São Carlos

20.03 – Sábado
Manhã – SESC São Carlos
9h00 – 10h30 Mostra de Trabalhos da Cultura Popular Afro-Brasileira (exposição de painéis com ações, experiências e projetos desenvolvidos em São Carlos).
10h30 – 12h- Roda de Conversa: Cultura Afro-Brasileira: Ações Locais e Troca de Experiências (troca de experiências entre professores-autores dos trabalhos apresentados, grupos de cultura popular, sociedade civil organizada e comunidade).

Tarde – SESC São Carlos
14:30h – 18:00
Oficina I: Formação de Pedagogia Griô (com o grupo Ação Griô) Público-alvo: professores e educadores (Ação Griô)
Público-alvo: professores e educadores

Oficina II: Práticas Culturais com o Grupo Urucungus – Campinas
Público-alvo: estudantes

Noite – Teia – Casa de Criação
19h – 22h Hora Feliz
Encontro Aberto de Confraternização

21.03 – Domingo
Local: Centro da Juventude Elaine Viviane – Monte Carlo
15h – 22h Festival Cultura
Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia João Pequeno de Pastinha; Companhia de Santo Reis Estrela Guia, Grupo Rochedo de Ouro, Grupo de Pesquisa e Prática em Danças Brasileiras – Girafulô, Ala Show da Escola de Samba Rosas Negras, Jamil e o Grupo de Catira Pés Palmas e Coração, Mc Teddy paçoca e Beat Majester’s CPP São Carlos, Urucungos Puítas e Quijêngues. Alimentação e Feira de Economia Solidária

INSCRIÇÕES

As inscrições para participação no evento só serão aceitas via e-mail: educacao@saocarlos.sp.gov.br

Dados a serem encaminhados para Inscrição:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Telefone:
Título do Trabalho
(caso queira apresentar trabalho no dia 20.03):
Instituição em que trabalha:
e-mail:

Importante: Só serão emitidos certificados aos participantes que estiverem presentes em todas as atividades dos dias 18, 19 e 20. O módulo II desta formação será oferecido no 2º. semestre. Serão emitidos certificados totalizando 30h aos participantes dos módulos I e II.

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS

Serão aceitos trabalhos como relatos de experiências, atividades, projetos em andamento ou concluídos na área de Cultura Popular Afro-Brasileira. As inscrições são gratuitas e o período para envio dos trabalhos é de 26 de Fevereiro a 12 de Março de 2010. As inscrições serão efetivadas por meio do encaminhamento dos dados de inscrição, juntamente com o resumo do trabalho anexado ao e-mail para o seguinte endereço: educacao@saocarlos.sp.gov.br Só serão aceitas as inscrições encaminhadas por e-mail.

INFORMAÇÕES

Informações sobre inscrições, resumos, formato dos painéis: educacao@saocarlos.sp.gov.br ou na Secretaria Municipal de Educação 3373-3223 c/ Lucelina.

Saiba mais sobre a Programação: www.teia.org.br

Évora, O Nosso Encontro

Foi com muito prazer que participei nos últimos dias 11, 12 e 13 de setembro, na bela cidade de Évora, na região do Alentejo em Portugal, de um encontro de capoeira muito peculiar e também muito especial. Não por caso, esse evento foi batizado de “Nosso Encontro” e chegou agora à sua décima edição.

São 10 anos de uma idéia que surgiu do Mestre Beija-Flor e tornada realidade através da competência e esforço do nosso querido Mestre Umoi, no qual mestres, contra-mestres, professores, alunos ou simplesmente “capoeiras” de Portugal e de vários países da Europa, se reúnem num local belíssimo, para se confraternizarem, trocarem idéias e experiências, jogar muita capoeira – de todos os estilos e matrizes – fazer samba e enfim, recarregar suas baterias para continuar na luta cotidiana pela preservação e valorização da capoeira, na qual todos ali estão firmemente envolvidos.

Évora é uma cidade muito antiga, com registros no século II D.C., provavelmente fundada pelos Celtas e depois conquistada pelos Romanos, que deixaram ali belíssimas marcas da sua civilização como o Templo de Diana, a Grande Muralha que protege a cidade ou o imponente Aqueduto. Posteriormente foi tomada pelos Mouros e depois reconquistada pelos Cristãos no século XII. A cidade tem algo de especial e logo na chegada, o visitante percebe uma certa “magia” no ar, o que levou o grande escritor português José Saramago a dizer que “…Evora é principalmente um estado de espírito, aquele estado de espírito que, ao longo da sua história, a fez defender quase sempre o lugar do passado sem negar ao presente”.

E é nesse belo e mágico lugar, que todos os anos acontece o “Nosso Encontro”, que além dos mestres que há muitos anos são responsáveis pela disseminação da capoeira em terras européias, teve como convidado especial o Mestre Plínio do Grupo “Angoleiros Sim Sinhô” de São Paulo, que fez uma palestra muito envolvente e esclarecedora, principalmente para os praticantes de outros estilos, sobre o universo da capoeira angola, suas tradições e peculiaridades. E demonstrou também suas habilidades de um bom sambista, entoando pérolas do Samba-de-Roda do Recôncavo Baiano, enquanto tocava o seu pandeiro, regado com aquela boa “espremidinha”, na qual tive o prazer de acompanhá-lo.

Encontros como esse, permitem um interessante diálogo e uma rica convivência entre os participantes, e mais do que isso, permite uma conscientização cada vez maior sobre a importância de se conhecer a capoeira com mais profundidade, de se respeitar sua diversidade, de compreender e valorizar as tradições dessa arte, sem ignorar as transformações pelas quais a capoeira também passa, pois capoeira é cultura e como tudo que é cultura, é dinâmico e se transforma constantemente. Por isso vale aqui lembrar novamente as sábias palavras de Saramago: “…defender o lugar do passado, sem negar o presente“.

Fica aí  a sugestão: em 2010, vamos todos à Évora !!!

Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Globo Repórter exibe reportagem sobre capoeira na terceira idade

A capoterapia estará em foco na edição do Globo Repórter (Rede Globo), que vai ao ar no dia 3 de abril, depois da novela das oito. A experiência de capoeira adaptada para a terceira idade foi desenvolvida por Mestre Gilvan, capoeirista brasiliense, e também foi tema do livro “A ginga dos mais vividos”, escrito pelo jornalista Mano Lima (colunista do Portal Capoeira) e lançado no dia 14 de março, em Guarapari (ES).
 
A publicação reúne depoimentos de capoeiristas, médicos e idosos que participam de experiências de capoeira adaptada para a terceira idade no DF e nos estados de SP, PA, GO, PI, MS, MG, CE e TO. Quem quiser receber o livro em casa, basta entrar em contato com o autor, (61) 8407 7960 ou manolima@portalcapoeira.com. O custo do livro + despesa de correio é de R$ 20,00.

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA

 

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA: CONSTRUINDO A UNIDADE NA DIVERSIDADE

Mais do que um sonho, o III Mosaico Integrado de Capoeira (MIC) é fruto de experiências articuladas por diversos grupos de Capoeira de Santa Catarina que ousaram realizar essa forma diferente de fazer um evento de Capoeira. A iniciativa coloca em prática – pelo terceiro ano consecutivo – a filosofia da Confraria Catarinense de Capoeira (TRIPLO-C), que é promover a integração e o intercâmbio entre praticantes de Capoeira de diversos grupos, no sentido de contribuir com o processo de democratização e socialização do conhecimento produzido em relação a esta manifestação da cultura afro-brasileira.

Participaram do III MIC os grupos Beribazu (Mestre Falcão), Camará Capoeira (Mestre K.B. Lera), Cordão de Ouro (Contra Mestre Habibis), Gunganagô (Mestre Kadu) e Irmão Capoeira (Contra Mestre Cascão). Seus integrantes já mantêm uma convivência significativa e o MIC é conseqüência direta desse convívio. A organização do evento certamente contribuiu para democratização das relações entre os grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

 

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA

O Mosaico Integrado de Capoeira visa cumprir com seu objetivo de conclamar todos e todas capoeiras a se integrarem cada vez mais, difundir os trabalhos realizados pelas diversos grupos de Capoeira buscando contribuir para o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à necessidade de organização da comunidade da Capoeira. Nossas ações engajadas estão sintonizadas com experiências concretas cujas linguagens emanam de experiências em extensão e profundidade de sujeitos históricos situados no tempo e no espaço e moldam a forma como vemos e agimos no mundo, com o mundo e sobre o mundo, dando sentido às nossas vidas.

O evento iniciou com a Roda de abertura na sexta feira (14/11) à noite no Barracão da Capoeira da UFSC. No sábado pela manhã (15/11), a partir das 10h00min, aconteceu a Cerimônia de Batismo, realizada no Teatro da UFSC (Igrejinha). No mesmo local, às 19h00min foi dado prosseguimento à programação com a realização do Show Cultural e a Cerimônia de Graduação e Formatura de professores de Capoeira.

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRAO Show Cultural do III Mosaico Integrado de Capoeira mostrou claramente como, com muita arte e manha, o que antes era motivo de sangue e castigo se transformou em Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Na oportunidade, além das apresentações com recursos multimidiáticos, foram encenadas algumas das diversas formas de linguagens que a Capoeira possibilita, como o Batuque, a Dança do Fogo e o Maculelê; apresentação de músicas (inéditas) de Capoeira com arranjos e instrumentos inusitados; Orquestra de Tambores; demonstração de uso de armas (facas, bengala e porretes) pelos capoeiras de outrora, e o emocionante jogo entre capoeiristas cegos.

Em seguida, a Roda de Graduação e Formatura de professores de Capoeira foi um momento de celebração ao verdadeiro espírito da Capoeira, onde o Ritmo, o Ritual e o Respeito caminhavam lado a lado com a malícia e a luta. Mestres, Contra-Mestres e Professores vindos de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e de toda Santa Catarina proporcionaram um espetáculo de malícia e camaradagem que jamais será esquecido.

  • Mestre Falcão – Grupo Beribazu
  • Mestre Kadu – Centro Cultural Gunganagô Capoeira
  • Mestre K.B. Lera – Centro Cultural Camará Capoeira
  • Contra Mestre Habibis – Grupo Cordão de Ouro
  • Contra Mestre Cascão – Grupo Irmão Capoeira

 

Mestre Valdenor – Homenagem de Aniversário

Mestre Valdenor – Homenagem de Aniversário Portal Capoeira:

Desejamos ao Mestre Valdenor e todos os seus, muita saúde, paz e hamonia sempre acompanhado de muita capoeiragem!

MESTRE VALDENOR Renome Internacional na Roda da Capoeira Melhores Momentos Profissionais

DADOS PESSOAIS

Nome: Valdenor Silva dos Santos Nascido em 09 de Setembro de 1951 Natural de Mairí – Estado da Bahia Formação: Estudante Universitário. GESTÃO EM ADMINISTRAÇÃO ESPORTIVA Endereço: Rua Rio Grande, 263 – Bairro Homero Thon – Santo André – SP. CEP: 09110-420 – Fone Celular: 0xx. 11.9309-1698 – E-mail: mestrevaldenor@yahoo.com.br

Iniciou e formou-se na Capoeira com: MESTRE ANDRADE CAPOEIRA SANTO ANDRÉ – Santo André – SP. Treinou também com Mestre JOÃO FERREIRA (em memória), ASSOC. DE CAPOEIRA REGIONAL PRIMITIVA – São Caetano – SP.

Tabela de conteúdo CapoWiki:

 

Prêmio Território Quilombolas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou em Goiânia, a edição 2008 do Prêmio Territórios Quilombolas, durante a realização do V Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros. Participaram da cerimônia representantes do MDA, Incra, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Associação Brasileira de Antropologia, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) e Associação Brasileira de Pesquisadores Negros.

Serão distribuídos 15 prêmios para a produção de ensaios e redações em três categorias: ensaios acadêmicos, para pesquisadores ligados às áreas de Ciências Humanas, Sociais, Jurídicas, Agrárias e Afins; ensaios para técnicos que trabalham com as comunidades quilombolas e redação com relatos de experiências e memórias. A edição 2008 do Prêmio traz como novidade a inclusão da categoria experiências e memórias, voltada aos participantes quilombolas.

Além da premiação em dinheiro, os contemplados terão os trabalhos publicados e receberão, ainda, um kit com publicações. Os textos deverão ser inéditos e entregues até 15 de janeiro de 2009. O edital, o formulário de inscrição e demais informações podem ser acessados nas páginas eletrônicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Os premiados serão conhecidos até o dia 21 de março de 2009 e a entrega da premiação acontece em maio de 2009.

Mais informações

Letícia Núñez Almeida
Núcleo de Políticas Públicas para o Povo Negro
Coordenação de Direitos Humanos
SMDHSU- Prefeitura de Porto Alegre
Tels: 51 32897037, 32897049, 32897017

Nova coluna: Capoeira sem fronteiras…

Estamos inaugurando uma nova coluna no Portal Capoeira: Capoeira sem fronteiras: A Capoeira para Portadores de Deficiência.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas portadoras de necessidades especiais (PPNEs) já são + de 23 milhões de brasileiros (as).
 
O número de capoeiristas envolvidos com este belo processo tem aumentado a cada dia… o trabalho tem se especializado… passando da esfera das experiências… para algo comprovado… É a nossa capoeira como arma de INCLUSÃO, como uma magia… como algo sem fronteiras e barreiras… é o ser humano… é a prática da cidadania!!!

Capoeira: O lazer da indústria do turismo em Salvador

          Refletir sobre as experiências de lazer na atual sociedade tem se tornado um dos grande assuntos nos últimos anos. A maioria dos estudos e das pesquisas voltadas para o campo do lazer, nos tem fornecido discussões que colaboram para reflexões acerca das diversas experiências culturais desenvolvidas na atual sociedade, identificando assim, diversos problemas no qual temos que compreender, identificar e refletir de maneira consciente e crítica.
            Neste sentido, não podemos negar que tal reflexão se apresenta e se torna necessária quando observamos que na maioria das experiências culturais de lazer, e principalmente as que envolvem algumas manifestações da cultura popular brasileira como é o caso da capoeira, do samba e do futebol estão sendo desenvolvidas de maneira pejorativa e exacerbada e se aproximando a cada dia da lógica capitalista.
            Na maioria das vezes, as pessoas que estão à frente dessas experiências culturais não apresentam nenhum tipo de informação, entendimento e o pior de tudo, não compreendem os fundamentos, as tradições, os rituais e o processo histórico que a constituíram e a reconheceram como manifestações populares do nosso Brasil.
            Sendo assim, acreditamos que a capoeira uma manifestação de origem afro-brasileira no qual tudo nos levar crer ter sido criada e desenvolvida pelos negros africanos como um grito de liberdade no Brasil deva ser reconhecida como uma manifestação que expressa em sua particularidade e em seu ritual um misto de jogo, dança e luta de resistência do negro contra todo tipo de opressão.
            Tal característica de resistência apresentada pela capoeira, possibilita que a mesma expresse um aspecto de conformismo e resistência capaz de reverter determinada lógica, passando a ser compreendida e observada como um movimento revolucionário, que proporcionou aos escravos subsídios necessários para lutarem e alcançarem melhores condições de igualdade e liberdade, se é que podemos falar nisso nas atuais condições da sociedade brasileira.
            Porém, procuraremos relatar no desenvolvimento deste estudo algumas experiências vividas e observadas no período de 14 a 21 de novembro de 2004, na cidade Salvador/BA, período em que ocorreu a realização do XVI Encontro Nacional de Recreação e Lazer " ENAREL, evento que teve como tema "O lazer como cultura: o desafio da inclusão social".
            Ressaltamos que iremos apontar, em nossos próximos textos, apenas os pontos relevantes sobre os fatos ocorridos e que, ao nosso olhar, fornecem dados interessantes para uma intervenção crítica no campo do lazer, pois a capoeira uma manifestação da cultura popular que vem, a cada dia, conquistando mais adeptos, precisa ser compreendida como uma atividade que possibilita desenvolver a autonomia e a consciência crítica das pessoas acerca dos diversos problemas encontrados na atual sociedade e não apenas torna-se uma atividade a ser utilizada como válvula de escape dos turistas e das pessoas que querem desfrutar das riquezas do nosso país, da nossa cultura e enfim, de toda nossa sociedade numa visão geral.
            Acreditamos que devemos intervir de maneira consciente, buscando e desenvolvendo uma perspectiva crítica e transformadora de lazer que seja possível compreender, reconhecer os conhecimentos e os saberes proporcionados pelas manifestações populares brasileiras, valorizando o processo histórico de cada uma, o quanto elas representam o nosso país, pois caso contrário, estaremos passando uma borracha em todo um processo histórico de luta, resistência, conformismo e de superação.
            Portanto, a pesquisa que encontra-se em andamento tem como objetivo refletir, na particularidade prático-social do lazer, como a capoeira se intera por meio do seu aspecto de conformismo e de resistência das transformações que vem ocorrendo na atual sociedade do consumo e como articula respostas a esse processo globalizante.

MARCELO LAMPANCHE é formado em Educação Física (Bacharelado e Licenciatura plena) pela UNICSUL, desde 2004. Atualmente, é coordenador do Projeto Sócio-Cultural Cenlep Capoeira e um dos responsáveis pelo Grupo de Estudo sobre Capoeira e Lazer – GECAL e integrante (Monitor) do Grupo CapuraGinga em São Paulo-SP.
THELMA POLATO é Mestra em Educação Física na área de concentração Lazer, professora e praticante de Capoeira o Grupo CapuraGinga em São Paulo-SP.
 
Web site: www.capuragingacapoeira.com
Autor: Marcelo Lampanche e Thelma Polato
Fonte: www.capoeira.jex.com.br – Jornal do Capoeira