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Emancipação, inclusão e exclusão. Desafios do Passado e do Presente

Exposição traz fotos de negros escravos no Brasil

Até o ano de 1888, negros trazidos da África e seus descendentes viviam no Brasil como escravos. Eles trabalhavam sem receber salário e eram submetidos a compra ou troca, como se fossem objetos.

A exposição “Emancipação, Inclusão e Exclusão. Desafios do Passado e do Presente”, no Museu de Arte Contemporânea da USP, traz 72 imagens feitas entre 1860 e 80, de escravos e ex-escravos. A mostra, em parceria com o Instituto Moreira Salles, fica em cartaz até o dia 29 de novembro de 2013.

Na época em que as fotos foram tiradas, já circulavam entre os intelectuais críticas ao trabalho forçado.

Pelas lentes de brasileiros e estrangeiros, os negros –livres, escravizados ou libertos– foram retratados de diferentes formas: como modelos exóticos para análise científica, como parte do cenário ou como figuras principais.

Acervo Instituto Moreira Salles

PARA CONFERIR

Emancipação, inclusão e exclusão. Desafios do Passado e do Presente
QUANDO até 29/10; terça a domingo, das 10h às 18h
ONDE MAC Cidade Universitária (r. da praça do Relógio, 160; tel. 0/xx/11/3091-3039)
QUANTO grátis

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Matéria sugerida por: Nélia Azevedo

1ª Semana de Integração Cultural Internacional de Capoeira

Grupo Abadá Capoeira e Fundação de Cultura contam a história do esporte

Até domingo, o grupo Abadá Capoeira seguem com a as atividades da 1ª Semana de Integração Cultural Internacional de Capoeira. O evento é em parceria com a Fundação de Cultura e acontece sempre na gare da Estação das Artes, que abriga diversas atividades culturais promovidas pelo grupo, entre elas aulas de rítmo e rodas de capoeiras com alunos de outras cidades da região e com integrantes da terceira idade.

A Estação das Artes também mantém aberta a visitação a exposição ‘E o negro chegou…’, que pode ser visitada até o dia 25 de agosto, de segunda à sexta-feira, das 10 às 18 horas. Aos sábados de 9 às 15 horas.

Durante toda a semana serão contadas histórias de capoeiristas, projeto denominado ‘Livro Vivo’. “Muita gente entrou na capoeira para se livrar das drogas e do mau caminho. Temos histórias lindas de vida e o grupo Abadá leva a cultura brasileira para vários lugares do mundo. Temos projetos em 56 países”, contou Luíz Carlos Rocha, o professor Pretinho, um dos responsáveis pelo grupo Abadá Capoeira.

Segundo o prefeito Jonas Marins, a capoeira não é apenas diversão e começa a ser mais valorizada no município. “Estamos dando apoio a esse evento, mas queremos fazer muito mais. Já estamos montando um projeto, em parceria com o grupo Abadá, com o objetivo de fazer de Barra Mansa a Cidade da Capoeira e montar um centro cultural, com um ‘capoeiródromo’”, anunciou Jonas, que já jogou capoeira na adolescência.

PROGRAMAÇÃO

Hoje

8 horas – Aulão da melhor idade

9h30min – Treinamento de jogos

14 horas – Apresentação do Livro Vivo

15 horas – Palestra ‘Desenvolvimento da Capoeira no mundo’ com professor Pretinho

15h30min – Apresentação de Taekwondo – Professor José Luiz

16 horas – Roda de capoeira dos Super Heróis

17 horas – Sorteio de brindes

18 horas – Apresentação de cinema

Amanhã

8 horas – Roda de capoeira caipira

9h30min  às 11 horas – Exposição de capoeira

14 horas – Roda de capoeira

16 horas – Sorteio de brindes

18 horas – Sopão da capoeira

Sábado

8 horas – Espetáculo teatral ‘No tempo da escravidão’ – ao lado da biblioteca municipal

Domingo

10 horas – Aulão de capoeira – Parque Centenário (Parque das Preguiças)

 

http://www.avozdacidade.com

Bahia: Capoeira é tema de atividades educativas no Solar Ferrão

Apresentação de berimbaus e contação de histórias estão na programação

Duas atividades marcam o mês de encerramento da exposição fotográfica itinerante “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”, em cartaz até 30 de setembro, na Galeria Solar Ferrão. Na próxima terça-feira (11), às 15h30, a etnomusicóloga Emília Biancardi e a Orquestra Museofônica da Diretoria de Museus, fará uma apresentação de Berimbaus, instrumento característico das rodas de capoeira.

Já nos dias 13 e 20 de setembro, às 10h e às 14h, acontece o projeto “Contação de Histórias”, sob coordenação do arte educador Ubirajara Santos. Com o tema Capoeira, a atividade é voltada para crianças com idade entre 6 e 12 anos e deve ser agendada previamente no Setor Educativo do Solar Ferrão ou pelo telefone: (71) 3116-6740.

 

Sobre:

Composta por fotografias de André Cypriano acompanhadas de ilustrações de Debret e Auguste Earle, a exposição Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade conta a história da capoeira no Brasil, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social. A mostra é uma realização da Aori Produções Culturais e tem o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.


Serviço:

O que: Programação educativa da exposição fotográfica “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.
Onde: Solar Ferrão – Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho – Centro – Salvador. Telefone: (71) 3116-6740.
Quando: Até o dia 30 de setembro. Visitação: terça a sexta, das 12h às 18h, e sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h.

 

Fonte: http://www.ibahia.com

FCP promove a exposição “Arte e Cultura Africana”

Com abertura agendada para a próxima segunda-feira (27), às 17h30, a exposição Arte e Cultura Africana traz 130 peças, entre artefatos, quadros, móveis e esculturas do acervo de 19 embaixadas do Continente Africano no Brasil. A mostra, que também marca o 24º aniversário da FCP, é um dos eventos da instituição na preparação da Década dos Povos Afrodescendentes, que terá início em dezembro deste ano, conforme Resolução Organização das Nações Unidas (ONU). Até o dia 6 de setembro, as obras podem ser vistas no Salão Negro do Ministério da Justiça.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, a mostra consegue reunir o encanto e a criatividade da cultura africana. “A exposição fará com que a distância física imposta pelo Atlântico seja superada, aproximando assim as identidades que valorizam as culturas brasileira e africana”, afirma, “Com certeza, os visitantes vão ficar maravilhados”, garante.

O curador da exposição, Carlos Eduardo Trindade, explica que a exposição levará o público a um passeio panorâmico sobre as bases constitutivas da vida comunitária, do trabalho, do lazer, das relações familiares, da religiosidade e do cotidiano dos vários povos que formam a África. “A heterogeneidade das práticas culturais existentes em solo africano é marcante e, talvez, a principal contribuição ofertada pelos seus habitantes à humanidade”, conta.

A exposição Arte e Cultura Africana foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares e contará com peças que retratam a cultura de África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Botsuana, Cabo Verde, Cameroun, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Sudão, Zâmbia e Zimbábue.

Arte africana – A arte africana reproduz os usos e costumes dos povos africanos. Nas pinturas, como nas esculturas, a caracterização da figura humana mostra uma preocupação com os valores morais e religiosos. A escultura, forma de arte muito usada pelos artistas africanos, utiliza-se de ouro, bronze e marfim como matérias primas. As máscaras são as mais conhecidas da plástica africana e constituem uma síntese dos vários elementos simbólicos. São confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira.

 

Serviço

Exposição Arte e Cultura Africana

Onde: Salão Negro do Ministério da Justiça – Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede

Quando: De 27 de agosto a 6 de setembro de 2012

Visitação: Segunda à sexta-feira, das 9h às 18h – Entrada franca

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Bahia: Exposição resgata a história e as origens da Capoeira

Solar Ferrão, a exposição itinerante Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade

Entre os dias 14 de julho e 19 de agosto, estreia no Solar Ferrão a exposição itinerante ‘Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade’, que resgata a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje. A mostra já esteve em cartaz no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo e apresenta fotografias de André Cypriano e comentários de textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta. A entrada é gratuita.

Composta por 40 fotografias e 10 ilustrações de autoria de Debret e Auguste Earle, entre outros, ‘Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade’ revela faces da rica manifestação cultural brasileira, uma das mais pesquisadas no mundo. Além da exposição, será oferecida, entre 30 de julho e 03 de agosto, das 8h30 às 11h30, aos alunos da Escola Municipal Vivaldo Costa Lima e da Escola Criativa Olodum uma Oficina de Capoeira. A atividade será coordenada pelo Grupo N’zinga de Capoeira.

 

Serviço

Exposição ‘Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade’

Local – Solar Ferrão (Rua Gregório de Mattos, 45 – Pelourinho)

Temporada – 14/07 a 19/08, sempre de terça a domingo

Horário – Terça a sexta, das 12h às 18h/ Sábado, domingo e feriado, das 12h às 17h

Informações – (71) 3116-6743

Entrada franca

 

Fonte: IBahia

Luanda: JMPLA realiza exposição da arte de capoeira na Samba

Luanda – Uma exposição sobre a arte da capoeira decorre desde sábado no calçadão da Samba, em Luanda, no âmbito dos cinco anos da legião em Angola, numa promoção da JMPLA.

De acordo com o primeiro secretário municipal da JMPLA, Job Vasconcelos, que falava hoje, segunda-feira, à Angop, o acto que visa sensibilizar a juventude daquela circunscrição para a prática desportiva, será marcado pela demonstração de aulas ao vivo de capoeiras, entrega de certificados e outros.

Para o responsável, proporcionar momentos de lazer e desportivos a juventude é uma das acções daquela organização juvenil, no âmbito do programa de combate à delinquência e à prostituição.

Outro propósito deste evento é aproveitar de maneira correcta, as infra-estruturas que o governo vem proporcionando em prol do bem-estar da sociedade angolana.

http://www.portalangop.co.ao

Expressões Africanas: espelho da história e cultura brasileiras

Teve início na tarde da última quinta-feira (13), a exposição Expressões Africanas realizada pela Fundação Cultural Palmares, que segue até 20 de outubro, no Salão Branco do Congresso Nacional. A iniciativa faz parte das ações da instituição no Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, intitulado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A mostra conta com 70 peças de 15 embaixadas africanas no Brasil.

Durante a cerimônia de lançamento Eloi Ferreira, presidente da Fundação Palmares, afirmou que com o ano comemorativo, a ONU impõe a compreensão sobre a importância da África na formação de povos em diversos países, especialmente no Brasil, onde se encontra a segunda maior população negra do mundo. Para ele, a exposição significa uma forma de valorização da cultura africana, uma das maiores heranças brasileiras. “Trata-se de uma troca que nos fortalece, há séculos, por meio dos valores culturais”, disse.

Paulo Cordeiro, subsecretário geral do Ministério das Relações Exteriores, alertou que o esforço tem papel ainda maior: ensinar aos visitantes a não enxergar africanos como um grupo negro, mas a distinguir as regiões e identidade de cada um dos 54 países que compõem a África. Cordeiro ressaltou ainda que cada peça exposta é uma janela para a diversidade de cada país e representa a maneira de ser de cada nascido no Brasil.

A África brasileira – O Brasil tem oficialmente 51% de sua população autodeclarada afrodescendente. Mãe Neuza de Oyá é presidente da Casa Afrocultural Tenda de Oxalá, localizada em Planaltina. Em visita à exposição, reforçou a importância de se fortalecer a africanidade na identidade brasileira. “Tudo o que desmistifica a matriz africana é válido. Precisamos fugir da imagem de uma áfrica sempre associada a diferença, a fome e a miséria e termos orgulho de nossa origem tão rica”, alerta.

Apesar de um passado onde Brasil e África eram ligados pela escravidão, existe atualmente um envolvimento de união entre os países. Segundo Isidore Benjamin Amédé Monsi, embaixador do Benin, o Brasil é hoje um país admirado, especialmente pela África com quem tem fortes ligações, mas dessa vez o foco está no desenvolvimento. Vitor Ortiz, secretário executivo do Ministério da Cultura (Minc), acrescentou dizendo que a exposição Expressões Africanas é uma demonstração de unidade entre esses países. “É símbolo de compromisso entre povos que têm tanto em comum. Por isso queremos acolher a África cada vez mais em nossas ações”, afirmou.

De acordo com Anhamona Brito, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a montagem da mostra no Salão Branco do Congresso Nacional foi muito oportuna. Para ela o espaço é mais que um centro de tomada de decisões, é local de passagem de representações de todos os níveis da sociedade. “Nele, a exposição espelha nossa história, nossa cultura e a semelhança que existe entre nossos cotidianos, onde podemos ver o quanto de África está emaranhada em nossa brasilidade”, conclui.

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Palmares promove exposição de arte africana

Em comemoração ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a Fundação Cultural Palmares promoverá, de 13 a 20 de outubro, a exposição Expressões Africanas, com o acervo de 15 embaixadas do Continente Africano. Serão expostas peças artesanais, artefatos, quadros, móveis e esculturas que retratam a cultura da África do Sul, Angola, Botsuana, Benin, Cabo Verde, Cameroun, Costa do Marfim, Egito, Gana, Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau, Mauritânia, Moçambique, Namíbia e Quênia.

O curador é o professor do Instituto de Artes e Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília, Nelson Inocencio. Segundo ele, as peças que compõem a exposição foram escolhidas de acordo com o que cada objeto representa para o seu país e o significado de cada uma. A intenção é explorar o sentido dos objetos para cada uma das sociedades representadas.

“Existe uma ideia de que a arte africana é uma arte primitiva. Nosso propósito é defender um outro olhar, proporcionar uma perspectiva didática e educativa com suas características e referências estéticas”, disse.

Além de celebrar o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, a exposição pretende mostrar que a África não é uma referência somente para os africanos. “Divulgar a África é promover a pluralidade, a diversidade e importância da Diáspora Africana, que tanto contribuiu para a formação da identidade de vários países”, explica Inocencio.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Araujo, a exposição se destaca por ser uma das principais ações da Palmares, dentro do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, e conta com a participação do Ministério da Cultura (MinC), da Câmara dos Deputados e das Embaixadas dos países africanos no Brasil. “ Esta mostra terá a riqueza, a beleza, a criatividade de artistas africanos, cuja criação encanta e sensibiliza povos de todos os matizes”, destaca.

A exposição Expressões Africanas foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares e será aberta no dia 13 de outubro, às 17 horas, no Salão Branco do Congresso Nacional, em Brasília.

Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes – Essa proposta está de acordo com o fato de que o ano de 2011 foi eleito pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, com o objetivo de erradicar a discriminação racial contra o africano e seus descendentes, que são os povos mais vitimados pelo racismo. Neste ano, ganham destaque as medidas relacionadas à maior participação do negro nas políticas públicas, bem como as ações que têm por objetivo fornecer uma maior informação cultural sobre os povos, as tradições e a diversidade cultural da África e seus descendentes.

Serviço

O quê: Exposição Expressões Africanas
Onde: Salão Branco do Congresso Nacional
Quando: de 13 a 20 de outubro
Visitação: A partir do dia 14/10 (Segunda à sexta-feira, das 9h às 19h / Sábados e domingos, das 9h30 às 17h30. Entrada Franca)
Mais informações: (61) 3424-0165/ 3424-0166

Exposição: Origem da Capoeira

Cinco séculos de capoeira

“Capoeira é, acima de tudo, companheirismo, união e respeito. Ela sintetiza nossas origens e nossa cultura”, explica Mestre Arrepio, no centro da roda formada por crianças e adolescentes na galeria de arte Newton Navarro. Atentos, eles acompanham a destreza dos capoeiristas que exibem sincronia e gingado marcados pelo som do berimbau, do atabaque e do pandeiro. Em cartaz até o próximo dia 5 de outubro, na Fundação Capitania das Artes, a exposição “Origem da Capoeira” faz um retrospecto educativo, artístico e sociocultural sobre a origem desta arte marcial genuinamente brasileira.

Funcionando em horário estendido, das 9h às 21h de segunda à sexta-feira, a galeria abre as portas para visitantes interessados em manter contato com a capoeira não apenas através das performances esportivas do Grupo Cordão de Ouro, mas também a partir de maquetes, exibição de vídeos, aulas teóricas e pinturas especialmente produzidos para a ocasião pelos artistas plásticos Francisco Eduardo, Paixão, Carlos Sérgio Borges, Fernando Galvão, Roberto Medeiros e Guaraci Gabriel.

Ao todo são trinta obras, cinco de cada, que contam cronologicamente os vários momentos da capoeira, desde o século 16 até a expansão mundial nos dias atuais. “Para entender a origem da capoeira, que se espalhou por mais de 200 países, temos que conhecer a própria história do Brasil, desde o tempo da colônia. Só assim podemos compreender por que, desde 2008, ela é reconhecida pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro”, garante o pedagogo e arte-educador potiguar Nivaldo Freire, 34 anos, batizado na capoeira como Mestre Arrepio. Com 25 anos de experiência, ele diz que essa é a primeira vez que a capoeira é abordada sob vários aspectos em uma mesma exposição.

PINTURAS CRONOLÓGICAS

O desafio de retratar a trajetória da capoeira, desde sua origem nas senzalas, passando pela proibição de sua prática que durou até o início da década de trinta, desembocando no reconhecimento mundial como arte marcial, em telas, materializado pelos artistas, traça um panorama eclético com seis visões diferentes para o mesmo tema. 

A CRONOLOGIA ARTÍSTICA

Francisco Eduardo, por exemplo, ficou incumbido de retratar o período pré-escravidão. Seus trabalhos, em tons pastéis, a figura do negro ainda não está presente. Já Paixão destaca a chegada do escravo e Carlos Sérgio adentra as senzalas e retrata o período dos castigos nas fazendas coloniais. Fernando Galvão mostra o início do desenvolvimento da capoeira, enquanto Roberto Medeiros aborda a abolição da escravatura e difusão da capoeira no meio urbano. A última fase fica por conta do artistas Guaraci Gabriel. Conhecido por suas megaesculturas de metal, ele explora a pluralidade de povos “contaminados” pela arte da capoeira. Seus desenhos, com detalhes furta-cor, desembarcam no século 21 e apresentam a globalização da arte marcial tupiniquim.

“Estamos aqui para reforçar essa história. As pessoas precisam conhecer a origem da capoeira, saber que ela foi criada aqui no Brasil, tirar a ideia da cabeça que existem vários tipos (Angola e Regional): tudo é capoeira! O que define é o ritmo”, disse Mestre Arrepio. Ele comentou que a desmarginalização por completo da capoeira ainda está em andamento, mas acredita que “o processo está cada vez mais rápido. Quando imaginaríamos que a capoeira ocuparia uma galeria de arte?”, questiona.

ESPANHA

“Em março do próximo ano, essa exposição será exibida na Semana de Arte da Universidade de Barcelona, na Espanha. O evento reúne manifestações culturais de mais de 80 países, e nós seremos os únicos representantes brasileiros”, comemora Arrepio, que recebeu o apelido de Mestre Suassuna de São Paulo, um costume entre os adeptos da capoeira. Ele disse que a intenção, após retornar da Europa, é chegar no Recife (PE), Salvador (BA) e no Rio de Janeiro – cidades onde a arte marcial foi inicialmente desenvolvida. “Acertado mesmo, até agora, temos Mossoró e Pau dos Ferros em novembro”, informa.

A viagem para Barcelona foi acertada a partir de um aluno da universidade espanhola que conheceu Mestre Arrepio durante temporada de férias em Natal. “Temos hospedagem e alimentação garantida para uma equipe de 16 pessoas, incluindo os seis artistas que colaboraram doando os quadros”, disse. A única pendência para o grupo são as passagens aéreas, e ele espera receber apoio do poder público para representar o Brasil e o RN. “É o reconhecimento de um trabalho sério e comprometido”, garante.

ESCOLA CORDÃO DE OURO

A escola Cordão de Ouro mantida no bairro de Cidade Nova por Arrepio faz de uma rede homônima, que no RN é coordenado pelo Mestre Irani, sediada em São Paulo, com filiais filiais espalhadas por todo o Brasil e em outros 28 países. “Natal aparece com destaque por ser a sede do centro cultural e de pesquisa. Inclusive estou com a missão de criar o primeiro memorial da capoeira”, orgulha-se.

Vale registrar que a mostra “Origem da Capoeira” foi viabilizada com investimento pessoal do Mestre Arrepio, mais apoio das Fundações Joaquim Nabuco (vídeo), Palmares, José Augusto (camisas e banners), Capitania das Artes (pauta da galeria, cartazes e contato com artistas pláticos ) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-Iphan.

Serviço:

“Origem da Capoeira”, de segunda a  sexta-feira, das 9h às 21h, até dia 5 de outubro, na galeria da Funcarte. Av. Câmara Cascudo – Centro.

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

Brasília: Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade

Patrimônio cultural brasileiro – ao lado do frevo, do samba e do ofício das baianas do acarajé -, a capoeira recebe o foco da lente de André Cypriano.  O resultado do trabalho do fotógrafo, acrescido dos textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta, compõe a mostra “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.  A exposição, montada nas Galerias Piccola I e II da CAIXA Cultural Brasília, tem abertura para imprensa e convidados no dia 08, quarta-feira, às 19h. A visitação vai de 09 de dezembro a 16 de janeiro de 2011.

Com patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra é composta de 11 fotografias em preto e branco, 29 fotos coloridas e 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle), além de textos explicativos. Revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países.

Cypriano uniu-se aos pesquisadores Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta para lançar, em 2009, o livro homônimo. A publicação resgata a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se -; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira -; os instrumentos musicais utilizados; tecidos e pinturas em cores fortes, sempre presentes na Capoeira Angola e uma ambientação sonora típica das rodas.

A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto.

Serviço:

Quando: De 09/12 a 16/01/2011, de terça a domingo, das 9h às 21h.

Onde: CAIXA Cultural – SBS Quadra 4 lote 3/4 – anexo do Edifício Matriz da CAIXA.

Local: Asa Sul

Preço: Grátis.

Informações: 3206-9448


  • Veja Também: http://www.andrecypriano.com/

 

Fonte: http://cerradomix.maiscomunidade.com