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Da Espiral à Roda

Nas redes sociais tenho visto com frequência publicações alusivas a uma nostalgia dos anos 80 (sim, esses que foram considerados pirosos!) acerca dos brinquedos, das brincadeiras, dos desenhos animados… o brincar na rua !!! Ah, que saudades! E tem-se falado sobre como as crianças crescidas nesses tempos estariam mais bem preparadas para enfrentar obstáculos ao longo da vida do que possivelmente estarão as crianças que hoje em dia primam pela tecnologia e pelo isolamento mais do que pela criatividade e o vínculo social.

Surge também nos últimos anos uma frequência mais elevada de diagnóstico de hiperatividade e défice de atenção do que nesses anos. Hiper = grande, atividade = criança? É suposto que as crianças sejam ativas, que se mexam, que sejam curiosas, aventureiras… não é isso ser criança? Mas ter essa atividade toda e não ter como a gastar pode ser altamente nocivo. E atenção, não pretendo minimizar os diagnósticos feitos nem o impacto que isso trás na vida da criança e da família, porque são situações extremamente complexas que têm que ser avaliadas com critérios rigorosos. Apenas pretendo pensar um pouco a hiperatividade na sua expressão mais lata, do senso comum, a hiper-atividade, a atividade em excesso.

Provavelmente nos anos 80 gastavam-se as energias numa apanhada, numa macaca ou num jogo de futebol e quando se chegava a casa, com fome e cansados e com apenas dois canais de televisão, poucas opções sobravam.

Pois, não era uma era tecnológica mas era uma era de ir para a rua. Mas os tempos mudam e não existem apenas efeitos secundários nocivos desta era tecnológica. Os miúdos tratam a tecnologia por tu. Ensinam os pais, os avós, os professores. Encontram músicas, jogos e histórias, chegam a todo o lado com um clique. A tecnologia está para as crianças de hoje em dia como as brincadeiras na rua estavam para as crianças dos anos 80. Sem dúvida que existem benefícios e perigos em ambas as épocas. Mas como em tudo, no meio é que está a virtude.

Uma das vantagens deste fácil acesso é que o longe está sempre mais perto do que nos anos 80. E tudo o que se fazia lá fora e nós só sabíamos 20 anos depois, agora é quase em tempo real. E isso não é necessariamente mau. Faz-nos sentir ligados. Faz-nos sentir menos sós. Parte de algo. Capazes.

A grande questão, na minha humilde opinião, é como conjugar isso. E aí, caros pais dos anos 80, a bola é nossa. Cabe-nos a nós fazer essa ligação. Sim, a nós que apanhámos a transição. As cassetes, os vinis e VHS, os CDs DVD’s DIVX, Nintendos, Spectrums, Playstations, Gameboys…nós conhecemos ambos os lados.

E a nós cabe a tarefa de ajudar as nossas crianças a tirar partido de estar com os outros, estar na rua, jogar esses jogos saudosistas, navegar na Internet, ver os programas mais adequados…enfim, sermos responsáveis por ajudar os nossos filhos a estar, a crescer e ser feliz nesta era.

A hiper-atividade é a expressão máxima da inquietação. Dentro e fora. E ainda não é pacífica a sua definição em termos etiológicos. É genética, é do meio, é daqui e dali… mas é. E a forma com lidamos com essa questão é que terá mais impacto do que o rótulo ou a origem.

Com isto, proponho um pequeno olhar por uma atividade já bem implementada em Portugal desde o final dos anos 80, mas ainda desconhecida para muitos de nós: a capoeira.

Muitos desportos, nomeadamente as artes marciais, visam o auto controlo, respeito das regras, capacidade de concentração, resiliência, competência…mas todas estas tarefas podem parecer hercúleas aos olhos de uma criança cujo nervoso miudinho é quem manda. Saber que se tem que estar atento pode ser por si só catalisador de maior agitação!

Mas existem atividades que podem juntar uma série de elementos que beneficiam de forma imensa as crianças (especialmente as hiper-ativas, ansiosas e introvertidas). A capoeira é sem dúvida uma dessas atividades.

Porque transmite noção de eu no mundo, através da passagem histórica das raízes interligadas (e nem sempre felizes) de Portugal e Brasil. Conhecimento histórico e geográfico, multiculturalidade, expressão física e artística, pertença do grupo, autoestima, atenção e motivação são alguns dos ganho imediatos da prática desta atividade. E porquê?

Porque o fator competição é preterido ao da inter ajuda, porque os grupos são habitualmente heterogéneos (em género e faixa etária), porque tem que se ser rápido e enérgico (valorizando os aspetos considerados tóxicos na hiperatividade), mas ao mesmo tempo atento para se esquivar de um golpe. Porque nunca se perde o outro de vista, porque se canta e se aprende a tocar instrumentos. Porque se valoriza o grupo em detrimento do indivíduo, porque existe a possibilidade de renascer através do batismo de uma alcunha de capoeira.

Porque se pertence. Porque se é. Porque se está ligado. E não é através da Internet. É ali, ao vivo e a cores!

E então, porque não, antes de mandarmos os meninos e meninas distraídos, impulsivos e inquietos para dentro de um cubo gigante e opressor de um medicamento que apenas faz bem aos cuidadores (que têm menos desgaste), mas que mata a criatividade e a possibilidade de encontrar alternativas, se mandasse para uma roda de capoeira?

 

NOTA: Apesar de considerar que as crianças com TDAH de acordo com o DSM IV-TR estão igualmente aptas a entrar para uma atividade física e desportiva como a capoeira, essa indicação deve ser dada criteriosamente em contexto clínico, de acordo com a avaliação da situação individual. E não se esgota na prática de uma atividade, a sua leitura é sempre multidisciplinar tal como a intervenção. Em caso de dúvida, contacte um especialista. A Psicronos em Setúbal tem um serviço dirigido a crianças e adolescentes, bem como o aconselhamento parental que pode e deve caso exista suspeita da criança ou jovem se enquadrar neste diagnóstico.

 

Carla Ricardo

Carla Ricardo é licenciada em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) de Lisboa, desde 2002. Exerce clínica privada na delegação de Setúbal da Psicronos e tem formação base em Psicoterapia Psicanalítica, EMDR e terapia cognitivo-comportamental.

Email: carla.ricardo@psicronos.pt

Contactos: 213 145 309 / 918 095 908

Imagem: © Turma da Mónica / Maurício de Sousa

Boa Nova – Bahia: Prefeitura proíbe rodas de capoeira em espaços públicos

A Prefeitura da cidade de Boa Nova-BA voltou ao tempo, mais precisamente na década de 20 quando os capoeiristas eram proibidos de praticarem sua arte por que a capoeira era considerada crime, quem a praticava era só os negros. Um ofício da Prefeitura de Boa Nova, datado de 6 de maio de 2013, “está proibindo o uso de espaços públicos (praça, ruas, avenidas, clubes, quadra poliesportiva e ECT), só será permitido mediante a autorização do Poder Executivo.” Esse ofício foi assinado pelo Secretário de Administração, Rubens Souza Andrade, encaminhado para o Mestre de Capoeira Amado de França.

A Associação de Capoeira Netos do Mestre Canjiquinha, sob a coordenação do Mestre Amado, atualmente no município de Boa Nova, há 16 anos vem desenvolvendo um trabalho social sério que através do esporte tem mudado para melhor a vida de crianças, adolescentes e jovens. A Constituição Federal diz que todos temos “o direito a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Prefeitura não informou os motivos da proibição. Esse crme já foi denunciado no Conselheiro Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e ao CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural).

 

Fonte: http://giroemipiau.com.br

Cabo Verde: Ginga e debate de Capoeira, em S. Vicente

A ginga, ao som do berimbau, voltou a invadir as ruas de Mindelo, no passado fim-de-semana. O 21º Encontro Nacional de Capoeira mobilizou mais de cem capoeiristas das escolas de S. Vicente Santo Antão e Sal, além de um praticante cabo-verdiano residente na Bolívia. “Este foi um dos encontros mais bem organizados que já fizemos. Recebemos os patrocínios solicitados e cumprimos toda a nossa programação. Estendemos o nosso convite aos capoeiristas da ilha de Santiago, mas, infelizmente, devido a problemas de ligação aérea, não puderam estar presentes”, afirma Djê, professor da academia Liberdade de Expressão, anfitriã do evento que costuma acontecer no mês de Dezembro.

Além das habituais aulas colectivas nas escolas e na rua, a reunião dos capoeiristas foi o momento escolhido para a graduação de 56 alunos, bem como, para o debate sobre o desenvolvimento desta expressão cultural e desportiva em Cabo Verde e a visualização de vídeos. “Foi também uma oportunidade para fazermos um balanço de 2012 e perspectivarmos 2013”, acrescenta o professor, que enalteceu o trabalho que a sua academia tem em curso na ilha de S. Vicente envolvendo um grupo considerável de crianças que estão a ser iniciadas na arte da ginga, uma aposta no futuro da Capoeira. Para o próximo mês de Abril está marcado um encontro internacional que deve assinalar mais um aniversário da academia Liberdade de Expressão.

Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul: Encontro “Resgate da Capoeira de Angola”

FCMS apoia realização do encontro “Resgate da Capoeira de Angola”

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), apoia a realização do encontro “Resgate da Capoeira de Angola” com o Mestre Jogo de Dentro da Bahia (Jorge Egídio dos Santos). O evento acontece de 14 a 16 de setembro, no Centro Cultural José Octávio Guizzo.

A oficina é destinada a todos os capoeiristas, simpatizantes e profissionais da área. Segundo o promotor do evento mestre Liminha (Antônio Lima), o encontro vai agregar os capoeiristas do Estado. “Além disso, ainda terão a oportunidade de fazerem uma reciclagem, tendo contato com um mestre de capoeira renomado”, ressaltou.

O Mestre Jogo de Dentro da Bahia (Jorge Egídio dos Santos) já passou por vários países difundindo a prática da capoeira. No Canadá desenvolve oficina há dezesseis anos. Também ministrou cursos em Israel. No Brasil desenvolve um trabalho na periferia de Salvador há vinte anos.

Será realizado no dia 16 de setembro, no encerramento do projeto, das 9h30 às 11h30, a Roda Fundamentada, que irá promover a finalização do curso.

 

Capoeira

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira. No entanto, a grande maioria da população desconhece suas raízes. Tratada por alguns segmentos como esporte, por outros como dança e até arte marcial, a capoeira pode ser classificada também como uma expressão folclórica devido ao seu conteúdo histórico de preservação de uma cultura que foi massacrada durante séculos no Brasil.

Mesmo discriminada e perseguida pela classe dominante, essa manifestação conseguiu se manter viva graças ao movimento de luta e resistência das comunidades negras, principalmente quilombolas, chegando aos dias atuais como expressão de força e determinação de um povo oprimido.

Em Mato Grosso do Sul, há cerca de dez mil capoeiristas. No entanto a maioria não conhece a história e os fundamentos desta arte, muitas vezes focando apenas como uma técnica de defesa pessoal. A capoeira vem conquistando espaço em todas as camadas sociais em nosso país e conquistando crianças, jovens e adultos por sua beleza e agilidade. Além disso, a prática da capoeira faz bem a coordenação motora, estimula a circulação e a flexibilidade dos alunos a ainda exercita o convívio social e trabalha o ser humano enquanto grupo.

 

Serviço

Para participar da oficina os interessados devem levar dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a entidades filantrópicas de Campo Grande. As vagas são limitadas. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas com o Mestre Liminha através do telefone (67) 9233-4249.

 

http://www.midiamax.com

Bauru – SP: Prefeitura inaugura a Praça Mestre Bimba

O Prefeito Rodrigo Agostinho e os Secretários de Obras, Eliseu Areco Neto e do Meio Ambiente, Valcirlei Silva, inauguraram domingo (28/08), às 10 horas, a Praça Mestre Bimba, no jardim Contorno.

A praça, construída pelas Secretarias de Obras e Meio Ambiente, conta com área total de 4.970m², sendo 2.207m² de jardim, 1.115m lineares de mini-guias, 285m lineares de guias e sarjetas, 116,90m² para playground, 275,80m² para a pista de bicicross. O espaço recebeu 20 bancos de concreto, 16 rampas de acessibilidade, 16 lixeiras, 05 bebedouros, áreas de descanso e de capoeira.

A proposta da praça é a composição de equipamentos em formato circular (roda de capoeira, play-ground e área de descanso), que convidam para o diálogo e convivência, forma bem característica das construções tribais africanas e indígenas. A responsabilidade do projeto é da Arquiteta Elaine Fernandes, que doou o trabalho para a municipalidade.

O projeto da praça foi idealizado pela comunidade do Jardim Contorno, sob a liderança da Fundação Casa da Capoeira de Bauru. O projeto de denominação da praça foi de iniciativa do vereador Roque Ferreira. Mestre Bimba é considerado o fundador da Capoeira Regional.

Em razão da inauguração da Praça, a Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Casa da Capoeira de Bauru realizam uma programação especial, que começa neste sábado, 27 de agosto, às 20 hs, com apresentação de filme sobre o Mestre Bimba e apresentações de capoeira com mais de 25 representantes de diversos estados brasileiros. As apresentações terão continuidade na manhã de domingo, às 9hs.

A praça fica no cruzamento das ruas Cristiano Pagani, Sebastião Pregnolato, Elias Murback e Dionísio de Aguiar, no Jardim Contorno.

O local tem espaço playground, pista de bicicross e área específica para jogar capoeira

 

Mestre Bimba

Manuel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, nasceu em 23 de novembro de 1900, na cidade de Salvador, Bahia.

Com 12 anos de idade Mestre Bimba começou a aprender a capoeira com um africano chamado Bentinho. Mestre Bimba tornou-se um mestre na arte de tocar o Berimbau, um grande cantador e lutador, mesmo sendo a capoeira uma atividade ainda proibida naquela época. Após treinar por alguns anos com Bentinho, Mestre Bimba começou a dar aulas.

Frustrado com a forma limitada com que muitos capoeiristas percebiam e tratavam a capoeira, sua falta de respeito pela arte e seu valor enquanto cultura afro-brasileira, ele decidiu unir as habilidades de capoeirista e de lutador, aprendidas com seupai, para desenvolver a Capoeira Regional, um jogo mais rápido, onde técnica e estratégia eram elementos-chave. Junto com seu novo estilo, Mestre Bimba procurou também mudar a imagem ruim do capoeirista na sociedade da época e estabeleceu um novo padrão para a arte.

Ele foi o primeiro a realizar uma apresentação de capoeira, como uma forma de expressão da cultura brasileira, para empresários estrangeiros, a convite do então Governador do Estado da Bahia, General Juracy Magalhães.

O Ministério da Educação reconheceu a capoeira como esporte nacional nos anos 30. Em 1932, Mestre Bimba abriu sua primeira academia de capoeira, no Engenho de Brotas, em Salvador – Bahia. Em 1937, a capoeira sai do código penal e Mestre Bimba ganhou, da Secretaria de Educação, o título de professor de educação física e começou a ensinar capoeira para o exército e a polícia No Estado da Bahia.

O Centro de Cultura Física Regional, como era chamada a academia de Mestre Bimba, era conhecido não apenas como uma escola de capoeira Regional, mas também como um centro de cultura, onde a capoeira era ensinada como uma expressão cultural da herança africana e como uma possível profissão para muitos.

Após a morte de Mestre Bimba, seu filho, Mestre Nenel (Manoel Nascimento Machado) assumiu a academia do pai. Mestre Nenel é ainda o responsável pelo legado do pai e presidente da Escola de Capoeira Filhos de Bimba, em Salvador – Bahia.

Atualmente, Mestre Bimba é reconhecido como um revolucionário, por sua luta para legitimar a capoeira como um esporte e uma valiosa expressão da herança cultural africana no Brasil. Para capoeiristas em todo o mundo, Mestre Bimba é sinônimo de inovação, perseverança e determinação.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br e Fundação Casa da Capoeira de Bauru (Alberto Bauru)

Belo Horizonte vai sediar Encontro Nacional de Capoeira Angola

 

Contribuir com as orientações que norteiam as políticas públicas culturais, sociais e educacionais de Belo Horizonte. Este é um dos objetivos do 3º Encontro Nacional de Capoeira Angola, que acontece de 05 a 09 de abril na capital mineira, e vai discutir a participação da Capoeira Angola na formação cultural e na educação de crianças e jovens e, ainda a Capoeira como Patrimônio Cultural.

O encontro é promovido pelo Grupo Iúna de Capoeira Angola, com patrocínio do Fundo Municipal de Cultura e apoio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Funarte e Grupo Sant’Angelo, da Itália. Será um fórum para discutir e trocar informações sobre o papel cultural e social da capoeira na atualidade, reafirmando a importância de ações de reconhecimento da diversidade étnica e de valorização da cultura afro-brasileira. Nas mesas de debate serão
sistematizadas as demandas e ações que serão propostas no Encontro Nacional Pró-Capoeira que acontecerá em julho, em Salvador.

A realização do 3º Encontro Nacional de Capoeira Angola vai trazer para capital mineira a ginga, as cantigas, os instrumentos e toda beleza desta arte brasileira, com a participação de grupos de capoeira, pesquisadores e mestres capoeiristas de diversos lugares do Brasil, admiradores da prática, interessados na história dessa rica forma de expressão.

Estarão reunidos nomes de destaque nacional e internacional, como os baianos Mestre Felipe, Mestre Ivan e Mestre Lua, os mineiros Mestre Índio e Mestre João, além de representantes da Secretaria Municipal de Educação, Fundação Municipal de Cultura e da Superintendência do Iphan em Minas Gerais, educadores, estudantes, professores, artistas, músicos, bailarinos, lideranças comunitárias, ONG’s, pontos de cultura e centros culturais, que participarão das oficinas, mesas-redondas e rodas de capoeira. Toda a programação é gratuita. Em 2008, o 2º Encontro contou com a participação de três mil pessoas, entre capoeiristas, autoridades, alunos e público em geral.

O 3º Encontro, a Capoeira Angola fará uma homenagem aos mestres da Capoeira Regional pioneiros na capital mineira: Mestre Cavalieri, Mestre Dunga e Mestre Boca. Entre os convidados estão Corina Moreira do Iphan – MG, a pedagoga Rosa Margarida da Secretaria Municipal de Educação, Michelle Arroyo da Fundação Municipal de Cultura, a cientista política Diva Moreira, o historiador Marcos Cardoso, o professor José de Sousa Miguel Lopes, e o antropólogo e professor José Márcio Barros, coordenador do Observatório da Diversidade Cultural (ODC) e do Programa Pensar e Agir com a Cultura.

Capoeira na sala de aula

Educadores têm discutido e visto na prática das escolas que inseriram a capoeira como atividade no currículo, a contribuição desta e de outras manifestações culturais no ambiente escolar, com reflexos positivos na disciplina, na auto-estima e na maior integração do aluno no ambiente escolar. Por isso, o 3º Encontro vai discutir também essas novas formas de renovação pedagógica que procuram qualificar o atendimento educacional, considerando o aluno como um todo e centro do processo educativo, que precisa receber uma formação ampla e plena.

Capoeira: patrimônio cultural brasileiro

Praticada em mais de 150 países, desde julho de 2008 a Capoeira foi registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O Ofício dos Mestres de Capoeira está inscrito no Livro dos Saberes, e a Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão.

O Registro foi uma iniciativa do IPHAN e do Ministério da Cultura e fez da capoeira a 14ª expressão artística do Brasil registrada como patrimônio imaterial. A Capoeira figura, assim, ao lado do samba de roda, do acarajé baiano, das panelas de barro do Espírito Santo e do frevo pernambucano, como um bem cultural brasileiro, reunindo harmonia, arte, música, poesia, folclore, artesanato, esporte, diversão, dança, jogo, luta, rituais e tradição, em uma das mais genuínas expressões da nossa cultura popular.

Programação:

3º Encontro Nacional de Capoeira Angola – 05 a 09 de abril de 2011
Data: 05 de abril de 2011
Horário: das 16h00 às 18h00
Local: Funarte Casa do Conde
Rua Januária, 68, Floresta / Belo Horizonte / MG

Homenagem aos Mestres Cavalieri, Boca e Dunga

Data: 09 de abril de 2011
Horário: das 14h00 às 19h00
Local: Em frente à sede do IUNA
Rua Dr. Brochado, 1.500, Saudade / Belo Horizonte / MG

Com informações da Assessoria de Comunicação/Iphan

http://www.noh.com.br

Capoeirista do Teatro do Boi participa de encontro em Recife

A roda se forma ao som da percussão. No centro, eles ajeitam o abadá e conferem se a corda está bem amarrada. A cantoria começa, ecos de Zumbi e os dissidentes de Palmares. Logo, tem-se início a ginga, primeiro movimento para enganar o adversário. A princípio, trata-se de apenas uma luta dançante como o intuito de celebrar as raízes negras e o próprio corpo. Até uma ponteira bem dada mostrar o quanto a capoeira pode ser também uma luta de verdade. Essa a cena formada mentalmente após uma conversa com Mestre Diogo, capoeirista piauiense que está de malas prontas para participar do Encontros Pró-Capoeira, de 8 a 10 de setembro.

Reconhecida pelo IPHAN em 2008 como patrimônio cultural, a capoeira vem ganhando destaque não só lá fora como também em nosso Estado. Aqui, a Associação Cultural de Capoeira Ginga Piauí, criada por Mestre Diogo há 10 anos e apoiada pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Monsenhor Chaves, desenvolve atividades e oficinas no Teatro do Boi com grande êxito. Coroando esse sucesso, Mestre Diogo parte quarta-feira, dia 8, para Recife, levando o nome do Piauí aos olimpianos capoeiristas que se reunirão para discutir os caminhos dessa arte secular.

O Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira, realizado pelo Ministério da Cultura, tem como objetivo geral promover condições para a implementação de uma política participativa visando à manutenção dos sistemas culturais e dos elementos relevantes para as diversas possibilidades de prática dessa forma de expressão. A primeira fase do Encontros Pró-Capoeira acontece na capital de Pernambuco, voltado exclusivamente para os capoeiristas da região Nordeste, sendo um deles Mestre Diogo.

Segundo o Mestre, a importância do Piauí participar desse encontro vai além do reconhecimento das atividades desenvolvidas por aqui perante a comunidade capoeirística. Estar no centro das discussões acerca de políticas públicas para inserir a capoeira em instituições educativas, culturais e de lazer é um atestado do bom trabalho realizado pelo Ginga Piauí em todos esses anos de fomentação e difusão dessa arte de expressão do corpo. “Além disso, serão debatidos temas como respeito à diversidade cultural, transmissão de conhecimentos, difusão de produção intelectual, acadêmica e audiovisual sobre a capoeira, intercâmbio entre praticantes e estudiosos de capoeira do Brasil e de outros países”, explica Mestre Diogo.

E quem disse que um bom gingado não consegue unir os quatro cantos do país em prol do desenvolvimento da cultura e do espírito humano?

FCMC
http://45graus.com.br

Capoeira e Arte

A capoeira como expressão da cultura afro-brasileira é considerada por muitos também como arte. Uma manifestação que reúne tantos elementos estéticos como a música, as artes do corpo (dança, expressão corporal, acrobacia, etc…), a teatralidade, o artesanato, a pantomima entre outros, sem dúvida nenhuma reúne características suficientes para ser considerada uma atividade artística.

Como não reconhecer um verdadeiro artista, naquele capoeira que toca um berimbau com requinte e talento; naquele que canta com extrema afinação, expressando profundo sentimento através da voz; naquele que constrói os próprios instrumentos baseados nos conhecimentos passados de geração em geração; naquele capoeira que faz do seu corpo uma obra de arte e se transforma num virtuoso dançarino ao movimentar-se; ou ainda naquele que dramatiza com perfeição durante um jogo, cenas quase teatrais, que arrancam gargalhadas e aplausos da platéia ?

A arte busca, entre outras coisas, alcançar o belo, o deleite, o prazer, a reflexão, a sensualidade, a emoção, e encontra na capoeira uma interessante forma de expressão, que se baseia nos conhecimentos ancestrais e na tradição, construindo todo um universo de sentidos e significados que acabam, em última instância, atingindo muitos dos objetivos que uma atividade artística procura, seja para os capoeiristas que a praticam, seja para o público que a assiste.

Além disso, a capoeira é também retratada como tema de várias atividades artísticas. Na pintura, as obras de Carybé são a sua maior expressão, na fotografia, não há quem não admire o belo trabalho de Pierre Verger e na literatura, as obras de Jorge Amado descrevem com precisão cenas e personagens da capoeiragem de outrora. Mas também a capoeira é tema de uma grande quantidade de espetáculos de dança já há várias décadas. Tantas e tantas músicas do nosso cancioneiro popular falam da capoeira, e outras tantas peças de teatro, em muitas ocasiões já retrataram a capoeira direta ou indiretamente.

Porém de todas as artes, o cinema tem sido o que mais tem dado espaço para a capoeira. Temos uma grande quantidade de filmes que marcaram época e que retratam essa manifestação, seja como tema central ou como pano de fundo. Desde os clássicos “Veja o Brasil” (1948) de Alceu Maynard; “Vadiação” (1954) de Alexandre Robatto, “O Pagador de Promessas” (1962) de Anselmo Duarte, “Barravento” (1963) de Glauber Rocha, “Dança de Guerra” (1968) de Jair Moura, e “Jubiabá” (1984) de Nelson Pereira dos Santos, até os mais recentes “Pastinha, uma vida pela capoeira” (1998) de Toninho Muricy, “O Velho Capoeirista” (1999) de Pedro Abib, “A Capoeiragem na Bahia” (2001) de José Umberto; “Mandinga em Manhattan” (2004) de Lázaro Farias, “Leopoldina, a fina flor da malandragem” (2006) de Rose La Creta; “Mestre Bimba: a capoeira iluminada” (2007) de Luis Fernando Goulart; “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” (2008) de Pedro Abib e “Besouro: da capoeira nasce um herói” (2009) de João Daniel Tikhomiroff, só para citar alguns, pois atualmente, uma quantidade muito grande de documentários sobre capoeira têm sido produzidos. Até produções internacionais tem retratado a capoeira, como no caso dos filme norte-americanos “Besouro Preto” (2001), um documentário de Salim Hollins ou “Esporte Sangrento” (1993) de Sheldon Letich, se bem que esse último traz uma visão um tanto deturpada da nossa arte, como é de costume dos filmes comerciais feitos nos Estados Unidos, ao retratarem realidades que não fazem parte de sua cultura.

Por todas essas razões, sem nenhum receio, todo capoeirista pode se considerar também, um artista !!!


Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

 

Texto Recomendado:

O pulador de facas da Praça Dante

A Ginga e a sabedoria do Capoeira: Antônio  Martins  usa de toda a sua mandinga e carisma para sobreviver…de praça  em praça  e utilizando os recursos adquiridos na escola da vida e na capoeiragem o baiano  é mais um “Brasileiro” lutador e criativo!!!

Luciano Milani

Espanha: Projeto Reeducando a Capoeira

REEDUCANDO A CAPOEIRA
 

Este projeto nasce da colaboração do Mestre Madeira (Capoeira Movimento e Expressão) com a Fundação Ser, Esta Fundação dedica-se a ajudar a pessoas com incapacidade intelectual, e há vários meses o Mestre colabora com eles como voluntário.

 

Desde o princípio tanto os alunos como o Mestre conectaram de maneira muito especial e isso ajudou a que as classes sejam mais amenas e produtivas.

Os alunos conhecem e executam os movimentos básicos da capoeira e acompanham com as palmas e o coro as músicas que vão aprendendo, e inclusive os que podem, pesquisam sobre a capoeira e lhe trazem textos e desenhos para que o Mestre os veja.

 

 

Espanha: Projeto Reeducando a Capoeira

 

 

Eles mesmos reconhecem que a capoeira lhes ajudou a ser mais flexíveis, mais expressivos, mas, sobretudo, a confiar em sua própria capacidade de aprender e ter mais confiança em si mesmo.

 

Por todo isso, o Mestre, o Grupo Movimento e Expressão e a Fundação Ser quiseram lhes dar o reconhecimento que eles se merecem como alunos iniciantes, preparando um batizado onde receberão a sua 1º corda.

 

É por isso pelo que elegemos o titulo de Reeducando a Capoeira, porque através dela e tudo o que a envolve (esporte, música, cultura etc.) todos os que fazemos parte deste projeto aprendemos que na roda de capoeira todos somos iguais.

 

Todos os que vocês queiram estão convidados a participar neste evento do domingo 28 de Junho.

 

Muito obrigado

Esportivização de Práticas Corporais

Hoje ainda vivemos numa sociedade capitalista onde a população é dividida em classes sociais. Elas lutam por seus interesses buscando seus objetivos

O objetivo da classe trabalhadora, das camadas populares, tem origens históricas e uma conotação pela sobrevivência, ou seja, pelo direito ao emprego, ao salário, alimentação, habitação, saúde, educação, etc. São objetivos de condições  básicas  de   vida.

A classe proprietária tem como objetivo o de acumular riqueza, ampliar a margem de lucro, o patrimônio e de garantir sua posição privilegiada através do domínio do poder, estabelecida por uma ideologia dominante conquistada pela exploração. Não abre mão de seus interesses e nem pretende transformar a sociedade para uma mais justa onde todos tenham um tratamento digno de vida.

 

 

O domínio da classe proprietária é estabelecido por sua ideologia que nada mais é uma forma de alienação social que tem uma razão de pensar impondo seus interesses, seus valores, sua ética e sua moral a todos os indivíduos, desrespeitando as diversas culturas, os percursos históricos de cada etnia e suas posições sociais que se encontram. Nas escolas, nas universidades e toda a mídia faz a transmissão desta ideologia onde todos passam a assimilar esta consciência dominante e, o pior, a reproduzi-la.

 

 

Hoje, a razão estabelecida por esta ideologia dominante é apenas de ter lucro, de ampliar o lucro, que está à cima das questões básicas de sobrevivência onde todos, independentes de classe social, se comportam numa ótica individual soterrando o coletivo, o espírito comunitário, o próprio equilíbrio da natureza.

 

 

Desta forma, tudo que possa render lucro é absorvido neste sistema se transformando em mercadoria, em negócio, mesmo que tenha que se distanciar dos objetivos históricos, sociais e culturais que a gerou. Não escapa nada até mesmo o nosso corpo, nossa alma e nossas raízes.

 

 

O esporte que encontramos hoje tem uma conotação muito forte com o lucro, com o rendimento, para se sustentar na lei do comércio. Sua sustentabilidade esta diretamente relacionada com a amplitude do seu consumo.

 

 

Este processo que se encontra o esporte vem de uma concepção de uma prática corporal ocidental, traduzindo uma expressão de máxima produtividade mecânica do corpo incitada pela mente que está separada deste corpo, atendendo as regras de rendimento.

 

 

A partir desta ótica, as práticas corporais de outras culturas quando surge na sociedade tende a adecuar-se as regras de rendimento para sobreviverem no comércio das modalidades corporais, ou seja, a esportivização.

 

 

A esportivização de práticas corporais de outras culturas molda seus movimentos dando um caráter competitivo, mecanicista, distanciando-se de suas origens e de seus objetivos sócio-culturais.

 

 

É claro que tem outras maneiras de se fazer o esporte como por exemplo o esporte participativo, o educacional, tão bem colocado pelo professor Manoel José Gomes Tubino, em seu livro – Dimensões Sociais do Esporte; mas o que predomina na sociedade é o esporte de rendimento mesmo fora de seu contexto. Mesmo assim não se pode transformar qualquer prática corporal seja qual for o esporte desejado, pois se corre o risco de despoja-las de seus significados culturais.

 

 

O movimento do corpo nada mais é uma expressão com gestos, com ritmos, de sentimentos, de adornos e cores que significam a cultura e visão de mundo de cada povo construído ao longo do percurso histórico de cada um. Com muita certeza as práticas corporais da cultura ocidental são bem diferentes da cultura oriental, da africana, da indígena, etc. Todas elas têm sua importância pois traduzem visões de mundo diferentes com seus saberes e que estão presentes na composição da sociedade. Devem ser respeitadas porque formam a identidade de cada nação.

 

 

Um grande exemplo é a capoeira que já faz parte do currículo do curso de Educação Física. Mas quais capoeiras estão transmitindo nas Universidades ? A capoeira de Federação que almeja as Olimpíadas ? Ou a capoeira de academias que já mesclaram com outros fundamentos de artes marciais ? Ou a capoeira com a sua linguagem de resistência histórica que faz parte de uma totalidade cultural africana ?

 

 

Segundo Muniz Sodré “… a capoeira define-se como um jogo. Este termo não designa aqui simples distração, mas um conjunto ritualístico de procedimentos, voltados tanto para o combate contra um adversário como para a expressão do júbilo corporal, dentro do quadro histórico e mítico da etnia dita negro-brasileira, cujos valores são também ditos de tradição. Para o homem de tradição, ser não significa simplesmente viver, mas pertencer a uma totalidade, que é o grupo. Cada ser singular perfaz o seu processo de individualização em função dessa pluralidade instituída (o grupo), onde se assentam as bases de sustentação da vida psíquica individual”.

 

 

A capoeira faz parte de uma cultura africana onde o mundo visível (aiye) está entrelaçado com o mundo invisível (Orum) e que tramitam os ancestrais, as forças da natureza representadas pelos Orixás, compondo assim uma visão de mundo diferenciado que faz parte do sistema universal, no qual seu saber é muito transmitido pela  corporalidade.

 

 

A corporalidade faz parte da comunicação oral pois abrange varias formas de transmitir o saber. Marco Aurélio Luz descreve que : “dessas formas de comunicação, destaca-se a dramatização, que se compõe de diversos outros sistemas simbólicos que se combinam entre si, tais como  um sistema gestual que se exprime nas invocações, nas danças, cumprimentos, etc., num sistema musical polirítmico, composto também nos cânticos, KORIN, e dos poemas de louvação, ORIKI, dos sistemas de cores, do vestuário, das jóias e emblemas, das esculturas, etc., etc”.

 

 

A capoeira está concebida dentro desta cultura afro-brasileira. Sua construção vem destas raízes que estão presentes na alma do povo brasileiro. É preciso preservar a cultura popular porque ela traduz a vida, formada com o povo e com ele aprender seu sentido temporal, ajustado às várias etapas históricas do nosso caminhar.

 

 

Adulterar práticas corporais, com suas culturas, adequando por  forças externas, estranhas às suas origens e alheias às condições históricas que ajustam permanentemente sua expressão, significa soterrar nossas raízes.

 

 

Cláudio Accurso nos alerta para o risco destas adulterações: “É simplesmente, o de perda da identidade nacional, caminho inevitável à subordinação e ao desaparecimento da personalidade de um povo. Adulterar uma cultura com tudo que tem de tradição e forma de ser de uma coletividade significa nada mais nada menos que arrancar-lhe a memória. Quem perde a memória perde a capacidade de julgar conveniências; perde, portanto, a faculdade de estabelecer propostas que consultem seus interesses. Perder a memória é aceitar tutelas e suas conseqüências”.

 

 

Assim entendemos que existem várias práticas corporais e que deve ser respeitadas suas origens e seus significados. Não admitimos uma cultura dominante e que todas devam estar sob sua tutela, atendendo um sistema que visa apenas o lucro e convive com a exclusão social.

 

 

Referência Bibliográfica

  • Accurso, Anselmo da Silva. Capoeira: Um Instrumento de Educação Popular. Edição
    Independente. Porto Alegre, 1995.
  • Coletivo de Autores. Metodologia do Ensino de Educação Física. Cortez. São Paulo, 1992
  • Brandão, Carlos Rodrigues. O que é Educação. Brasiliense. São Paulo 1985.
  • Freire, Paulo. Educação e Mudança. Paz e terra. São Paulo, 1988.
  • Luz, Marco Aurélio. Agadá – Dinâmica da Civilização Africano-brasileira. SECNEB- Universidade Federal da Bahia. Salvador, 1995.
  • Rego, Waldeloir. Capoeira Angola – Trabalho Sócio-etnográfico. Itapuã. Salvador, 1985.
  • Santin, Silvino. Educação Física – Outros Caminhos. Ed. Da Escola Superior e Espiritualidade Franciscana . Porto Alegre,1990 .
  • Santin, Silvino. Da Alegria do Lúdico a Opressão do Rendimento. EST – Edições. Porto Alegre, 2001.
  • Sodré, Muniz. Mestre Bimba – Corpo de Mandinga. Manati. Rio de Janeiro 2002.
  • Sodré, Muniz. Capoeira e Identidade (Texto). Esporte com Identidade Cultural – Publicações INDESP. Brasília, 1996.

 

 

Anselmo da silva Accurso, professor de Educação Física, pós-graduado em Educação Popular.

Professor da disciplina de Capoeira da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS- RS,

Professor de Capoeira da Secretária Municipal de Esporte e Lazer – SME – POA/RS.

Professor da Associação Cultural de Capoeira Angola Rabo de Arraia – ACCARA.