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Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

  • Leia Mais : Mestre João Pequeno de Pastinha

Projeto Pequenos do João “capoeira em outras rodas”

Projeto Pequenos do João “capoeira em outras rodas” dia 18 na casa do mestre João Pequeno de Pastinha

18 de junho inicio as 14hs teremos:

  • Abertura com um bate papo
  • Oficinas para as crianças
  • Exibição de um video
  • Roda de capoeira ao comando do mestre João Pequeno
  • Confraternização com as tracas de frutas das crianças

 

toda criança tem que trazer uma fruta confira no cartaz em anexo

 

festa em homenagem as crianças, na casa do mestre João Pequeno no bairro da fazenda coutos  em salvador onde fica localizado o Projeto Pequenos do João. Compareças  traga sua fruta e comtribua e perticipe da nossa festa.

Local: Projeto Pequenos do João Bairro: Fazenda Coutos III Subúrbio, Casa do Mestre João Pequeno

Tel: 8833-1469/9635-5433/9680-6902

Email:nanidejoaopequeno@hotmail.com – nanidejoaopequeno@gmail.com

E-mail do mestre: mestrejoaopequeno@gmail.com

http://nanidejoaopequeno.blogspot.com/
http://joaopequeno.portalcapoeira.com/

São Gonçalo: JICAP – Jogos Infantis de Capoeira 2010

Rio de Janeiro: Fazenda Columbandê recebe Jogos Infantis de Capoeira.

Os Jogos Infantis de Capoeira 2010 (JICAP) serão realizados neste sábado, a partir das 9h, na Vila Olímpica da Fazenda Colubandê, em São Gonçalo.

Logo após a abertura oficial, os presentes poderão assistir a um aulão de capoeira com a participação de todos os inscritos. Só então, começa a competição, com os atletas divididos por faixa etária em três categorias :

  • A atletas de até 16 anos
  • B atletas de até 12 anos
  • C atletas de até 7 anos

Os Jicap tem como objetivo a cooperação entre os participantes e não a disputa competitiva tradicional dos demais esportes. Também por isso, a capoeira é uma atividade que promove forte integração social, com a participação de todas as classes sociais e visa o respeito e a amizade dos atletas.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/

IV Permangola: IV Reunião Agropercologica

IV Permangola: IV Reunião  Agropercologica  (agricultura, permacultura, construcao ecológicas e Capoeira Angola)

27 de janeiro a 7 de fevereiro de 2010

Kilombo Tenonde – Rodovia Valenca – BA 524 – KM 23 (Bomfim)

Investimento para  Residentes no Brasil : R$ 350
Investimento para não   Residentes no Brasil :$ US 300 dólares

O pagamento pode ser facilitado em até 3 vezes.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail e com o depósito de R$ 160,00 em conta corrente com comprovante de pagamento scaneado. O restante deverá ser pago no curso. O pagamento da inscrição garante a vaga no curso. As vagas sao limitadas

E-mail: cobramansa@hotmail.com

Depósito em Nome de  Cinezio Feliciano Pecanha
Banco -Bradesco
Agencia  03666-8
Conta corrente n. 0523008
cpf 3571278335-68
por favor me avisar assim que for depositado obrigado

(Inclui  3 refeições diária e área de acampamento)

*Transporte ate Valença não estar incluído

Acompanhantes: (Trazendo 3 pessoas, todas recebem 10 % de desconto). 4 ou mais pessoas, cada uma recebe 15 % de desconto. Grupos de 10 pessoas, oferecemos 2 bolsas integrais.

– Sugestões: Traga barraca ou fique em quarto de residência de nossos parceiros R$ – 15 a 30.00/dia).. Barraca necessita de colchonete, roupas de cama, toalhas, canga, protetor solar, lanterna ou lato-vela, quem vir de carro pode trazer ainda rede, panelinhas, alimentos pessoais, instrumentos de música, etc Traga sua barraca para camping otenha ainda colchonete, lençóis, pequeno e leve cobertor, toalhas, roupas para calor e frio e capas e lonas para chuvas ocasionais;

Haverá aulas de Capoeira Angola com os Mestres Cobra Mansa, Valmir e Jurandir da FICA – Fundação Internacional de Capoeira Angola, confecção de Caxixis e Berimbaus e rodas de capoeira

Organizadores

  • Scortt: Permacultor, capoeirista (USA)
  • Serelepe-Permaculto r,capoeirista (IPOEMA)
  • Lua Santana: Aglofloresta Mestre de capoeira (Morro do Chapeu .BA
  • Isabel Modenci:apícultora, capoerista( Salvador. BA)
  • Paulo Feliciano: (Contrutor, Padeiro, Horticultor. RJ)
  • Paula Elaine (Capoeirista, Fotografa, Filmemaker. RJ.)
  • Dona Eliane Comida natural. (Salvador, BA)
  • Do’:Agricultor ,permacultor. (Valenca, BA)
  • Mestre Cabelo e Tiza: Capoeirista ,Produtor e animador cultural  Agricultor (Itacare,Bahia)
  • Mestre Cobra Mansa (Permacultor Mestre de capoeira Angola)

Contatos
Site: www.kilombotenonde.com
E-mails: cobramansa@hotmail.com
kilombotenonde@yahoo.com.br
Tels.: Fazenda Kilombo tenonde 00 55 (71) 9931-6868,
Cobra Mansa Cel 00 55 (71)9128-8028
Centro Cultural Coutos  00 55 (71) 3217-4946

Sites Interessantes:
www.permacultura-bahia.org.br
www.ocabrasil.org.br

– Tenha vontade em aprender, ensinar, servir e a evoluir. Este curso pode significar um salto quântico em sua vida

O Kilombo Tenondé  é um Quilombo moderno, que busca resgatar a filosofia e a importância histórica dos quilombos brasileiros.

Reconhecendo a existência de novas formas de opressão na sociedade moderna e industrializada, ele proporciona às todos  oportunidades de fuga desse sistema. Promove a regeneração da criatividade, do pensamento e de ideais;busca a reconstrução da estrutura comunitária, hoje enfraquecida.

Seu objetivo maior é estimular a criatividade, o pensamento construtivo e resgatar os verdadeiros valores de convivência humana e harmonia com a natureza, que cada vez mais vêm sendo esquecidos pela sociedade.

Estaremos desvendando os primeiros passos para a sustentabilidade com a proposta de angariar a participação e o envolvimento de todos os interessados em contribuir no desenvolvimento e no andamento dos projetos ecológicos e culturais.

Com séde no Estado da Bahia, o Kilombo Tenondé tem dois componentes:

1. Centro Cultural Kilombo Tenondé :É um centro comunitário, localizado em Coutos, no subúrbio de Salvador, que oferece atividades culturais e educacionais para a comunidade local e internacional .

O Centro Cultural é equipado de uma pousada no local para acomodar estudantes de Capoeira e participantes de oficinas e trabalhos nos projetos socias e  
comunitários.

Tem como objetivo proporcionar programas culturais , educacionais e artísticos para
a comunidade.

Encorajamos todas as pessoas com habilidades em diferentes áreas (mesmo sem relação com construção), como oferecer aulas de idiomas, de arte
ou outros tipos de cursos, a participar conosco. Até mesmo aqueles com pouca ou nenhuma experiência e sem habilidades específicas podem participar.

Sempre existe alguma coisa para fazer no Kilombo Tenondé   

2) Fazenda Agropercologica Instituto Kilombo Tenondé: É uma área de 60 hectares,localizada no município de Valença, Bahia, com base em uma concepção orgânica do trabalho e nos princípios de sustentabilidade e construção natural.
Através de oficinas e projetos os participantes desenvolvem habilidades como

Conhecimentos e técnicas de cultivo consorciado das anuais e bianuais como criadores de florestas complexas compostas por espécies frutíferas e florestais;
Planejamento da agrofloresta a curto, médio e longo prazo;
Análise de espécies de plantas presentes como indicadoras;
Observação e entendimento das funções das plantas e dos seres vivos na sucessão;
Plantio direto com sementes e estacas;
Planejamento e plantio de hortas sucessionais
Trocas de experiências entre os participantes,a prática e a experiência com
a natureza nutrem e dão força à nossa linha de trabalho
e espírito ..

No momento, as oficinas estão focadas na Permacultura e Agrofloresta, com propostas de bioconstrução utilizando materiais naturais e reciclados. Um dos objetivos é criar estruturas sustentáveis para o apoio de oficinas
educacionais e artísticas ;

Atividades:

Ação no Kilombo :  São uma série de práticas e palestras sobre sistemas alternativos de construção, agricultura e energia.
O Permangola : são atividades agropercológicas que acontece duas  vez por ano na Fazenda agropercologica  Kilombo Tenondé. Durante cada evento, são oferecidas atividades que enfocam técnicas de madeiras, bambu, adobe, mosaico e o uso de materiais recicláveis. Tais atividades oferecem uma
oportunidade ideal para todos terem uma experiência prática com a Permacultura e a Capoeira Angola.

Contatos
Site: www.kilombotenonde.com
E-mails: cobramansa@hotmail.com
kilombotenonde@yahoo.com.br
Tels.: Fazenda Kilombo Tenondé: 00 55 (71) 9931-6868,  
Cobra Mansa : Cel 00 55 (71)9128-8028  Centro Cultural Coutos: 00 55 (71) 3217-4946

Caruru e Capoeira na Fazenda Grande!

Evento de Mestre Virgílio comemorou seus 55 anos de capoeira angola

Uma grande festa marcou o aniversário de Mestre Virgílio, e a comemoração dos seus 55 anos de capoeira angola. Realizado no domingo, 20 de dezembro, na Fazenda Grande do Retiro, o evento contou também com o lançamento do CD “Capoeira Angola na Travessia do Mar”, gravado na Austrália em parceria com Mestre Roxinho.

Os trabalhos foram abertos com uma oficina de capoeira angola ministrada por Mestre Roxinho. Edielson da Silva Miranda, iniciado na capoeira angola em 1979 por Mestre Virgílio, é fundador e presidente da Ecamar – Escola de  Capoeira Angola Mato Rasteiro, e reside desde 2006 em Sydney, na Austrália, onde desenvolve o projeto Bantu com crianças e jovens refugiados africanos e aborígenes.

As atividades continuaram com um debate sobre “A Tradição da Capoeira Angola como Educação e Resgate Social”. Iniciada com uma exposição do Mestre Roxinho, a roda de conversa contou com a participação dos mestres Virgílio, Moraes, Jaime de Mar Grande e Gildo Alfinete. A necessidade de preservação das tradições ancestrais, com os sentidos de ritualidade, continuidade e hierarquia, foi ressaltada por todos, que lembraram seus tempos de criança, quando o respeito aos mais velhos era um valor fundamental instituído pela família. As dificuldades para ensinar jovens com famílias desestruturadas, que desrespeitam seus pais e familiares; a resistência que estas crianças e adolescentes têm em relação à disciplina e o papel do Mestre de capoeira angola no resgate e fortalecimento destes valores ancestrais foram consenso entre os mestres. A difícil relação com o Estado, que registrou a capoeira como patrimônio sem ouvir os seus guardiões (que no dia da festa não foram convidados para a mesa, reservada para acadêmicos) também foi apontada pelos presentes, cientes de que a histórica repressão aos capoeiristas continua de outras formas (mais sutis e disfarçadas).

A roda de capoeira angola foi animada e contou com a participação de mais convidados, dentre eles os mestres Pelé da Bomba, Caboré, Uildes, Faísca, Boa Gente, Nal e os contramestres Neguinho e Gutinho. Um delicioso caruru deu força aos presentes para continuar a festa com a participação de músicos convidados.

Virgílio Maximiano Ferreira foi iniciado na capoeira angola por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, na década de 50, na Jaqueira do Carneiro, atrás do Retiro. “Ele não tinha escola de capoeira, tinha um quiosque e dia de domingo todos os amigos dele iam lá jogar”, relata Mestre Virgílio. Tendo treinado brevemente com Mestre Caiçara, Virgílio recebeu o título de Mestre de Capoeira Angola das mãos do finado Mestre Paulo dos Anjos, discípulo de Mestre Canjiquinha. Após o falecimento de seu pai, ele começou a dar aulas de capoeira na comunidade da Fazenda Grande do Retiro, na Escola Profissional 1º de maio.

Atualmente, Mestre Virgílio é o presidente da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola), entidade fundada em 1987 que reúne os antigos mestres, guardiões desta tradição ancestral. Desde 1998 a ABCA promove anualmente sua Roda da Paz, com o objetivo de promover a união entre os praticantes desta arte-luta. A 12ª Roda da Paz da ABCA será realizada no dia 29 de dezembro de 2009, terça-feira. Após uma breve concentração a partir das 18:00 na sede da entidade (Rua Maciel de Baixo, em frente ao Teatro Miguel Santana) os capoeiristas sairão em cortejo até o Largo de São Francisco, onde será realizada a tradicional roda de capoeira angola. Tod@s estão convidados para esta grande festa. Axé!!!

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

Feliz Aniversário: MESTRE VIRGÍLIO DA FAZENDA GRANDE

VIRGÍLIO MAXIMIANO FERREIRA (MESTRE VIRGÍLIO DA FAZENDA GRANDE)

Nasceu em 03.12.1944 em Salvador-Bahia e começou na capoeira angola em 1954 com o seu pai Mestre Espinho Remoso

O mestre Virgílio como seu pai, é um grande baluarte da capoeira e zelador da arte no bairro da Fazenda Grande do Retiro, onde ensina aos seus alunos na Academia de Capoeira Angola Primeiro de Maio, onde forma a mais de trinta anos uma roda de capoeira aos domingos.

Atualmente faz parte da Diretoria da ABCA

Fonte: CapoWiki

PERDÃO POR DIVULGAR TÃO EM CIMA DA HORA

Mas amanhã DOMINGO FINAL DA TARDE será comemorado os 64 aniversários de Mestre Virgilio; filho do famoso Espinho Remoso uma figurinha carimbada da capoeira da Bahia.

Em breve vamos mandar para todos um texto sobre a vida do mestre Virgilio na capoeira.

Em breve vamos comemorar também sua posse na PRESIDENCIA DA HISTÓRICA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CAPOEIRA ANGOLA QUE está sendo reconstruída com a elegância e equilibrio do mestre da Fazenda Grande e mais uma equipe de mestres fundamentais na capoeira angola da Bahia, como Mestre Nô, Mestre Augusto Januário, Boca Rica, Odilon, Pelé da Bomba e do Tonel; Angelo Romano; Zé do Lenço e tantos mestres que fazem parte da história da entidade como Moraes, Curió, Rene, Moa sem falar do primeiro presidente mestre João Pequeno.

ENDEREÇO RUA JOSÉ DANTAS DE OLIVEIRA Nº 05 – É UMA ESCOLA Fim de Linha de Fazenda Grande. referência: Rua proximo a EGBA – gráfica do Estado e a escola fica perto da padaria IRARÁ.

FONE DO MESTRE: 9133.1238

Lucia Correia Lima

Bahia: Capoeira & Projeto em mar Grande

O Projeto do Capoeira Viva com as crianças do Alto do Campo Formoso em Mar Grande, na Ilha de Itaparica começou em setembro e jà esta contando com uma boa participação da criançada.

Nessa época do ano a brincadeira que mais anima os meninos do morro é empinar arraias, e com a perspectiva de um “Festival de Arraias” no dia das crianças, o ánimo esta em alta.

As reuniões acontecem dias de quarta-feira e sábado. As idéias sobre como organizar o Festival estão surgindo, intercaladas com momentos percussivos e movimentos de capoeira.

As meninas também estão animadas com a perspectiva das aulas de dança africana, de confecção de xêquêrês e oficinas de pintura de máscaras.

28 de outubro na Ilha de ITAPARICA: FESTA DE SÃO SIMÃO NA FAZENDA DE PARAPATINGA

Uma das fazendas mais antiga da Ilha de Itaparica com registro do século XVII. Alí se produziu matéria prima como o dendê, o coco, a lenha e a piaçava e muita fartura de frutas.
28 de outubro marca o dia do padroeiro da fazenda, São Simão. Na ocasião da festa as comunidades de cada localidade vizinha se faziam presentes : as marisqueiras, os saveiristas, os pescadores, os catadores de piaçava, os tiradores de lenhas etc… ao som do batuque e do samba de roda ….. e de muito fogos….
A capoeira, também, fazia parte das diversões nesse dia de festa. Vamos resgatar a historia do povo da ilha e fazer dessa festa um encontro cultural.

10 HORAS – MISSA DE SÃO SIMÃO

seguida de :

RODA DE CAPOEIRA – SAMBA DE RODA – MACULÊLÊ – FEIRA CULTURAL

Compareçam – Participem !

TEXTO RETIRADO DO BLOG DO Atelier Lua Rasta

MESTRE LUA RASTA
rua Inacio Acioli, no 3 Pelourinho Salvador 71 3322 67 50 atelierlua@hotmail.com

Mestre Virgílio: Meio Século de Capoeira

Virgílio Maximiano Pereira, o popular Mestre Virgílio, recebeu nesta segunda-feira 15-09-08, na Câmara Municipal de Salvador, uma homenagem aos seus 50 anos de capoeira. A Sessão Especial será realizada a partir da 18:00 no auditório do Centro Cultural da Câmara e contará com a presença de diversos mestres antigos da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola). Fundada em 1989, a ABCA atua na defesa a promoção da capoeira tradicional baiana, e tem Mestre Virgílio como seu presidente.

Mestre Virgílio foi iniciado na capoeira angola por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, na década de 50, na Jaqueira do Carneiro, atrás do Retiro. ‘Ele não tinha escola de capoeira, tinha um quiosque e dia de domingo todos os amigos dele iam lá jogar’ relata Mestre Virgílio. Tendo treinado brevemente com Mestre Caiçara, Virgílio recebeu o título de Mestre de Capoeira Angola das mãos do finado Mestre Paulo dos Anjos, discípulo de Mestre Canjiquinha. Após o falecimento de seu pai, ele começou a dar aulas de capoeira na comunidade da Fazenda Grande do Retiro.

Há mais de 30 anos, desenvolve um trabalho social na Escola Profissional 1º de maio, na Fazenda Grande do Retiro. Em relação à homenagem, alegria e reservas: ‘Homenagens são boas, mas passam. Eu preciso hoje é de uma aposentadoria honesta pra levar o resto de minha vida’. A fala de Mestre Virgílio denuncia a sina dos antigos mestres de capoeira, reverenciados em seu auge e abandonados na velhice. Mestre Pastinha, em 1980, seu penúltimo ano de vida, cego, já denunciava: ‘A capoeira de nada precisa. Quem precisa sou eu!’. O registro da capoeira angola como patrimônio cultural brasileiro fortalece uma antiga bandeira de luta da ABCA, a aposentadoria especial para os antigos mestres, além do reconhecimento do seu notório saber para que possam dar aulas em escolas e universidades.

Quem quiser ver mestre Virgílio jogar a capoeira tradicional, que depois da criação por mestre Bimba da capoeira regional, em 1930, passou a ser chamada de capoeira angola, vá à sede da ABCA, na Rua Gregório de Mattos, 38, no coração do Pelourinho. Virgílio com seus velhos companheiros, como mestre Bigodinho, Nô, Boca Rica, Ângelo Romano, Pelé da Bomba, Augusto Januário, Pelé do Tonel, Raimundo Dias e tantos outros, mantém a tradição dos cantos e dos toques de berimbau, na formação da bateria e nos rituais da capoeira-mãe. Todas as SEXTAS FEIRAS ÀS 19 HS.

Paulo A. Magalhães Fº – DRT 11.374
Lucia Correia Lima – DRT 1046

Comunidade & Capoeira: Os contrastes de um bairro-cidade

Em um complexo emaranhado de contextos e realidades sociais, Cajazeiras, que tem uma população superior à de Feira de Santana – segunda cidade mais populosa da Bahia – e o local é conhecido como o maior conjunto habitacional da América Latina, a capoeira caminha lado a lado com o social, ajudando a educar e ocupar os jovens habitantes do conjunto… como nos ensina um grande Mestre de Capoeira: "A Capoeira é uma escola de Cidadania".

Luciano Milani

 

Os contrastes de um bairro-cidade

Cajazeiras é praticamente uma cidade dentro de Salvador. São mais de 670 mil habitantes dispostos entre as 11 Cajazeiras e as quatro Fazendas Grandes . A população é superior à de Feira de Santana – segunda cidade mais populosa da Bahia – e o local é conhecido como o maior conjunto habitacional da América Latina. São incontáveis setores, quadras e blocos capazes de confundir até mesmo os moradores mais antigos. A região também se confunde com localidades como Águas Claras e Boca da Mata, devido à proximidade geográfica.

Sua construção começou em 1982, no governo de João Durval Carneiro (1983-1987), apesar de a pedra fundamental ter sido colocada no governo de Antonio Carlos Magalhães (1979-1983). As terras, antes ocupadas por três grandes fazendas: Jaguaripe de Cima, Fazenda Cajazeiras, Fazenda Boa União e Chácara Nogueira, foram desapropriadas para dar lugar ao Projeto Urbanístico Integrado de Cajazeiras. Foram erguidas 18.523 habitações populares.

Hoje, quem chega ao bairro se depara com uma grande quantidade de igrejas, estabelecimentos comerciais (supermercados, faculdade, shopping, lanchonetes, lojas de autopeças, hospitais, etc.) e, também, com muitas invasões espalhadas por vales e encostas ao redor dos conjuntos habitacionais. Para o responsável pela Administração Regional (AR XIV), José Miguel dos Santos, essas ocupações “são um sofrimento para Salvador”, pois são construídas sem qualquer ordenamento do solo e contribuem para aumentar consideravelmente o problema de saneamento básico no bairro.

ALEGRIA – Moradora do conjunto habitacional de Fazenda Grande I, Setor III, desde 1985, Telma Rita Salgueiro não enfrenta essa dificuldade. Apesar de reclamar do atendimento nos postos de saúde e da questão do transporte para outras áreas da cidade, ela revela: “Conseguir a casa própria foi a melhor alegria da minha vida”. Hoje, o apartamento de dois quartos funciona também como local de trabalho. É na pequena cozinha que Telma prepara variados doces, tortas, salgados e refeições para atender às encomendas diárias.

Se na quadra onde Telma mora a tranqüilidade comanda, a alguns metros, agitação é palavra de ordem. É na Fazenda Grande I que está localizado o Campo da Pronaica, o maior de Cajazeiras e sede oficial de eventos do bairro, como o Carnaval do bairro, o Cajazeiras Metal Fest III – que reuniu bandas locais de rock’n’roll –, a Parada Gay de Cajazeiras, feiras beneficentes, entre outros.

Além dos eventos culturais na Pronaica, os campos de futebol também se apresentam como opções de lazer para diferentes faixas etárias. Apesar dos vários campos espalhados pelo bairro, o estudante Paulo de Tarso Costa de Jesus, 14, reivindica: “O que mais queria aqui era um campo só pra gente, sem precisar disputar o espaço com os coroas”.

COMUNIDADE – Outro destaque do local é a articulação comunitária. Hoje, o bairro conta com 32 entidades filiadas à União das Associações de Moradores e Entidades Representativas das Cajazeiras e Adjacências, sob a presidência de Evanir de Araújo, 52. Segundo ele, o bairro abriga mais de 100 grupos de capoeira. Mestre Antônio, 45, está à frente de um deles, o Capoeira Zumbi Guerreiro. Aproximadamente 30 meninos e meninas, com idades entre 6 e 20 anos, participam do grupo, cujos treinos e rodas acontecem nas salas do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras IV. “A capoeira tira a gurizada das drogas”, destacou o mestre.

O capoeirista Anailton Correia, 20, concordou: “A capoeira é cultura, é arte e dá uma ocupação para os jovens não ficarem nas ruas”. Para o jovem, o que falta é reconhecimento, por parte da comunidade, da importância da capoeira para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.

De acordo com Luiz Carlos Pinto, presidente da Associação de Moradores de Cajazeiras IV (Amcaj IV), o apoio da comunidade também é fundamental para fortalecer os projetos sociais executados em Cajazeiras. Um exemplo é o programa Escola Informática e Cidadania, que, de acordo com Evanir de Araújo, já capacitou mais de 400 jovens este ano. “Os alunos que podem contribuem com R$ 10”, disse Araújo.

Outro projeto que contribui para a melhoria das condições de vida dos moradores de Cajazeiras é a unidade da Fundação Bradesco, implantada no bairro há 22 anos. Segundo a diretora Jane Eachimenco, 11.837 jovens e adultos já se formaram nos cursos profissionalizantes da entidade; 3.301 estudantes, nas turmas de ensinos fundamental e médio; e 184 alunos em cursos técnicos.

Fernando Vivas / Agência A Tarde – http://www.atarde.com.br

Luísa Mahin séc XIX

Escrava liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram articulados por ela, em sua casa, que tornou-se quartel – general destes levantes. Luísa era quituteira e passava mensagens escritas em árabe para outros rebeldes, através de meninos que fingiam comprar produtos em seu tabuleiro de vendas e levarem os bilhetes aos outros articuladores. Foi uma das articuladoras da Revolta dos Malês em 1835. Ficou conhecida pela valentia e insubmissão. Foi articuladora também da Sabinada em 1837/38. Descoberta é perseguida e consegue fugir para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, presa e degredada para a África, Angola. No entanto, nenhum documento foi encontrado lá em Angola, comprovando seu degredo. Acredita-se que ela tenha fugido e instalado-se no Maranhão, onde o tambor de crioula foi desenvolvido e parece que houve sua ajuda para tal. Deixa um filho aqui no Brasil, fruto da união com um português rico e fidalgo boa vida viciado em jogos de azar. Mais tarde este pai vende o próprio filho com 10 anos para pagar uma dívida de jogo. Recusado em uma fazenda em Campinas por ser baiano e os baianos tinham fama de rebeldes ele é arrematado por uma fazenda em Lorena, interior paulista. Este menino cresce e sete anos mais tarde é alfabetizado por um hóspede da fazenda que se chamava, Antônio Rodrigues do Prado Júnior. O hóspede o ensina a ler e escrever, com os documentos que provam sua alforria foge para um quilombo perto de Lorena e torna-se poeta abolicionista, jornalista importante para o Brasil. Em 1854 é expulso do exército por responder a uma ofença de um superior. Segue trabalhando como escriturário, organizando bibliotecas e criando escolas gratuitas para crianças e cursos noturnos de alfabetização dos adultos. Autodidata cursa Direito conseguindo através da maçonaria autorização para advogar, consegue libertar 500 escravos, defendendo no tribunal que : …_”Aquele que mata quem quer o escravizar age em legítima defesa.” Seu nome, Luiz Gama.