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Aconteceu: Projeto Capoeira, História e Musicalidade

Projeto Capoeira, História e Musicalidade faz apresentação na Rua do Lazer

O Projeto Capoeira, História e Musicalidade realizou na noite de sexta-feira (28), na Rua do Lazer, uma apresentação do grupo de capoeira Legião Brasileira.  O evento que está sendo desenvolvido através de uma parceria com a Fundação Antônio dos Santos Abranches (FASA)  e que foi idealizado por Andersom Fernando e Maresa Rebecca, ambos do curso de História da Católica, busca difundir essa expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música, e que é originária dos povos formadores da nossa cultura, como os índios, negros e escravos.

Andersom Fernando falou que a ideia em lançar o projeto, nasceu de uma experiência fora do Brasil, através de um intercâmbio cultural do qual ele participou na Noruega. Além disso comentou sobre o preconceito que essa arte carrega aqui no país. “O projeto nasceu da experiência fora do Brasil, pois foi onde encontrei o ambiente perfeito para propor esse tipo de atividade pedagógica. Lá, eu realizei algumas apresentações culturais e pude perceber o imenso valor que as pessoas deram, ao contrário do Brasil. Então, esse foi o fator predominante, foi o que me motivou a trazer para a Universidade a capoeira e quebrar com esse estigma de que ela é marginalizada apenas por representar culturalmente a periferia”, destacou.

O projeto ao todo conta com quatro grupos de capoeira. O grupo Capoeira Gerais, do Curado I, o grupo Raízes de Angola, de São Lourenço da Mata, a Escola Perna Pesada, de Recife, além do grupo Legião Brasileira, de Camaragibe que se apresentou esta noite. O professor do grupo Legião Brasileira, Traíra, comentou sobre os objetivos e os benefícios que a prática da capoeira permite. ” Nosso maior objetivo é o de educar e socializar nosso alunos. Como boa parte moram de regiões de risco, ou seja, são de áreas periféricas, buscamos livrar todos eles do caminho das drogas, do álcool e do tráfico”, afirma.

A aluna de Jornalismo Daniele Monteiro conta sobre a importância do evento. “Eu acho muito importante a propagação dessas atividades, pois elas resgatam e valorizam a nossa cultura, que por sinal é muito rica”, diz.

Fonte: http://www.unicap.br

Onjó Angoma a Casa do Tambor

“A música me ama
ela me deixa fazê-la
a música é uma estrela
deitada em minha cama”
Paulo Cesar Pinheiro

Há muitos, mas não tantos anos, descobri o quanto a música me era importante. Especialmente a música popular, de raiz – aquela criada com caldo de sururu, mugunzá, canjiquinha e feijoada. Música da terra brasileira, da estância, do sertão, do banhado, do alagado, da mata, da serra, da caatinga, do quilombo e da praia.

Onjó Angoma nasceu do prazer, mas também da necessidade e da sorte. O prazer de ouvir o couro rufar, de sentir rolar o rolo, de chocalhar o ganzá, de sapatear na catira e gingar na capoeira. A necessidade de colocar o pão na mesa, rechear o bucho. E a sorte de conhecer o grande artesão que é Fernando Gupiara.

Fernando trabalha construindo instrumentos musicais há quase duas décadas. Atabaques, caixas de folia, pandeiros, berimbaus, xequerês, zabumbas, pandeiros, caxixis, cuícas – com todos eles se entende, a todos eles dá vida.

Onjó Angoma é um lugar para poetizar, e também uma loja. Cada produto exposto está à venda, a menos que explicitamente informado o contrário. Com umas poucas exceções, cada instrumento é feito artesanalmente, e por isso nunca haverá dois iguais.

Aceitamos encomendas de qualquer porte, e despachamos para qualquer lugar do mundo.

Agora deixe de cerimônia, e passeie um bocado. Seja bem-vindo para ver, ouvir e batucar !

Axé,
Teimosia

 

Onjó, s. f. Casa, rancho, cafua. Do umbundo “onjó”, casa. Angoma, s. f. (1) Nome genérico, no Brasil, dos tambores da área banta. (2) Do termo multilingüístico “ngoma”, tambor, através do quimbundo ou do quicongo.

Mestre Bimba e a “Capoeira Iluminada”

110 anos de dedicação ao mais brasileiro patrimônio cultural

O De Lá pra Cá deste domingo (21), que sucede ao dia da Consciência Negra, traz uma homenagem ao mestre da capoeira, o Mestre Bimba.

Luta ou jogo? Dança ou esporte? Ou tudo junto? Não existe uma definição absoluta do que é a capoeira. Mas sabe-se que é uma manifestação cultural genuinamente brasileira e que tem em mestre Bimba o homem que a reinventou. Foi Bimba quem tirou a capoeira da marginalidade e a transformou numa cultura física, praticada por milhões de pessoas em todo o mundo. Há 300 anos que é dos maiores símbolos do Brasil e foi tombado como patrimônio cultural brasileiro desde julho de 2008.

Participam deste programa dedicado aos 110 anos de Mestre Bimba, o jornalista e presidente da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré; o professor de História da UFBA, Carlos Eugênio; Mestre Camisa e diretor Luiz Fernando Goulart.

 

Apresentação Ancelmo Gois e Vera Barroso

Direção geral José Araripe Jr

Direção Carolina Sá

Livre

Horário: domingo, 18h

Reapresentação: sexta, 20h30

 

Fonte: http://www.tvbrasil.org.br/

Centro Esportivo de Capoeira Angola: 120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

Evento comemorativo realizado em 05/04/2009

CECA / AJPP (Centro Esportivo de Capoeira Angola / academia de João Pequeno de Pastinha)

Forte da Capoeira / Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Largo de Santo Antônio Além do Carmo / Salvador, Bahia. 

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) nasceu em 05/04/1889. Era filho de José Señor Pastinha (descendência espanhola) e de Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (há quem diga oito anos), começa a aprender capoeira com o velho Benedito. Aos 12 anos entra para a Escola de Aprendizes da Marinha e lá já ensina capoeira aos colegas. Desde 1941, assumiu – e levou adiante, até quase a sua morte em 13 de novembro de 1981, com 92 anos – o CECA (Centro Esportivo de Capoeira Angola), hoje comandado por seu ex-discípulo Mestre João Pequeno de Pastinha – que está situado no Forte da Capoeira (Forte de Santo Antônio Além do Carmo), em Salvador, Bahia.

Mestre Pastinha, tanto quanto Mestre Bimba (criador da capoeira Regional Baiana), foram e ainda são os maiores expoentes da capoeira, hoje praticada em mais de 130 países do mundo. 

Programação realizada:  

• 13:30h às 15:00h – Oficina de confecção de caxixí 

• 15:00h às 17:30h – Bate Papo:

• Mestre Pastinha e sua árvore genealógica e Viagem à África em 1966 – p/ Mestre Gildo Alfinete

• Dia a dia do Ceca, na década de 60 e M. Pastinha e o “balão” – p/ Mestre Vermelho de Pastinha

• Os ensinamentos de Mestre Pastinha – p/ Mestre Boca Rica

• Mestre Pastinha e o amarelo e preto – p/ Mestre Moraes

• Porque os João (J. Grande e J. Pequeno) não usam o amarelo e preto –  CECA (Forte Santo Antonio)

• Para quem Mestre Pastinha deu o “pulo do gato”? – p/ Mestre Bola Sete

• Outros temas – por Mestres: Ciro, Fernando, Faísca, Brandão, Felipe, Lampião, Joel, Adol 

• 17:30h às 19:30h – Roda de Capoeira dos sucessores de Mestre Pastinha e convidados, sob o comando de Mestre João Pequeno de Pastinha (91 anos), que inclusive entrou na roda e “vadiou”, para deleite dos presentes. 

• Presenças:

Além do grande número de convidados e do “público em geral”, participaram do evento Mestres e alunos de várias academias de capoeira de Salvador e outras cidades baianas, como também de outros estados, dentre os quais:

João Pequeno de Pastinha, Gildo Alfinete, Vermelho de Pastinha, Bola Sete, Fernando, Boca Rica e Moraes (estes, ex-discípulos de Mestre Pastinha).

E mais: Mestres Pelé da Bomba, Zoinho, Faísca, Bigodinho, Ciro, Serginho do Pero Vaz, Zé Pretinho e ainda, vindos de outras cidades e estados: Mestres Felipe, Lampião e Adol (Santo Amaro da Purificação), Fernando (Saubara), Joel (São Paulo), entre outros. 

Ficou reforçada a intenção de todos os mestres e alunos presentes, de com “União, Paz, Fraternidade, Fé e Trabalho”, não medirem esforços na luta pela valorização do legado de Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha, como da consolidação da própria arte da Capoeira.   

Após o evento, houve uma confraternização, quando foram servidos pratos típicos, sucos e refrigerantes.

Fonte: ajppastinha@hotmail.com

DVD de Mestre Bimba nas lojas para o Natal

Caros Amigos,

A DISCMEDI, distribuidora do DVD MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA acaba de informar que o DVD já está nas lojas de quase todos os países da Europa, para o Natal. Para mim foi a realização de um sonho, que certamente abrirá caminho, nas prateleiras das lojas formais de DVDs, para novos produtos da capoeira.

Para quem não conseguir achar em sua loja preferida, a discmed também está vendendo o DVD em seu site:

http://www.discmedi.com/resultados-de-la-busqueda?discos_general=mestre%20bimba  

Exportacion-DISCMEDI
rda guinardo, 59 bis baixos
08024 Barcelona
tel : 34- 93 284 95 16
fax : 34-93 219 85 10
e-correo : exportacion2@discmedi.com
http://www.discmedi.com

Um forte abraço a todos e um FELIZ NATAL, com muita PAZ e HARMONIA, além de muita GINGA em 2009.

Luiz Fernando Goulart

Aconteceu: Belém-PA – Mestre Pelé da Bomba

A capoeiragem de Belém-PA estes dias, de 17 a 24.02.07, foi brindada com a presença do Mestre Pelé da Bomba o Gogó-de-ouro-internacional e sua Contramestre que conheço por Dona Neca.  Ele minstrou aula de movimentos, cantoria, ritmo e, principalmente, mostrou, pelo exemplo, como devem ser conduzidos trabalhos de Capoeira.

Não bastasse isso,o Prof. Luiz Augusto Pinheiro Leal apresentou seu recém lançado livro "A política da capoeiragem". Mais informações podem ser vistas no "Jornal do Feio":

Mas não pararam por aí os momentos de alegria da galera da Capoeira de Belém-PA. Durante minha presença lá foram realizadas atividades de convivência com os Mestres Romão e Bezerra, pioneiros, além de Mestres da geração que os segue: Walcir, Laíca, Silvério, Bimba, Carlinhos, Paulo, Docinho, Ferro-do-Pé, Romildo, Fernando Rabelo e outros que não pude identificar.

Estiveram presentes, também, contramestres, mais de uma centena de alunos e alunas, outros docentes e simpatizantes. Enfim, uma grande festa.

O evento teve como tema "Homenagem aos Educadores da Capoeira" e foi realizado pelos grupos:

Asociação de Capoeira Senzala – Assocase – Mestre Walcir;
Associação Aruã Capoeira – Mestre Silvério;
Centro Cultural e social Zambo Capoeira – Mestre Laíca.

Slogan do evento: "Paz e união para todos"

Abraço

Fernando Rabelo

DVD Mestre Bimba a Capoeira Iluminada

MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada

A vida de Manuel dos Reis Machado, o MESTRE BIMBA (1899-1974), que iluminou a prática da capoeira, tornando-se o seu mais conhecido e admirado nome em todo mundo.

Uma história com muita capoeira, contada por alguns dos seus mais importantes alunos, seus familiares e pelos que se dedicaram a estudar sua genial personalidade.

DVD Mestre Bimba a Capoeira Iluminada

The life of Manuel dos Reis Machado, known as MESTRE BIMBA (1899-1974). The master that enlightened the art of capoeira, becoming the most known and admired name of it’s practice around the world.

History and stories of capoeira, told by his most important disciples, his family and by the ones who devoted studying his genius personality.

(DVD + Poster)

Legendas: Portuguese, English and French.

 

EXTRAS

01 Uma Visita ao Mestre Decanio
02 Uma auyla completa de Bimba, por seu filho Mestre Nenel
03 Como se faz um berimbau, por Mestre Nenel
04 Novos "causos" da Academia de Bimba
05 Rodas depois das filmagens

Créditos

Roteiro: Luiz Carlos Maciel
Fotografia: Rivaldo "doddy" Agostinho
Pesquisa: Antônio Venancio
Montagem: Daniel Nobre
Sonorização e Mixagem: Fernando Ariani
Direção de Produção: Didado Azambuja
Direção: Luiz Fernando Goulart

UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Gerente de Produto: Martinho Filho
Assitente de Produção: Luciene Caruso

CAPOEIRAS e CAPOEIRISTAS

Como meio de comunicação especializado, o Portal Capoeira tem publicado diversas notícias, artigos e matérias com uma dinâmica bastante interessamte. São em média mais de 10/12 artigos publicados semanalmente.
 
Todo este enorme leque de informações tem como pano de fundo a "nossa capoeiragem", seus personagens, causos, histórias e estórias, enfim um complexo emaranhado de temas e assuntos.
 
Foi com enorme prazer que recebemos uma carta de Marieta Borges Lins e Silva, Coordenadora do "Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha", na qual busca fazer um esclarecimento sobre a informação publicada na matéria "Fernando de Noronha: festa, Batizado & Trabalho Social", publicada no dia 28/08/07 e ainda de "quebra" nos brindou com a publicação de um trabalho sobre o assunto publicado no no Jornal da Capoeira (Miltinho Astronauta) e na Revista da Academia de Artes e Letras de Pernambuco.
 

Em anexo segue a carta e o trabalho de Marieta Borges Lins e Silva

Luciano Milani

Prezados senhores,

A respeito da matéria "Fernando de Noronha: festa, Batizado & Trabalho Social", publicado nesse Portal em 28/08/07, que registra o "SEGUNDO BATIZADO DE CAPOEIRA – FERNANDO DE NORONHA", ocorrido em 17/08/07, há uma afirmativa que: "a capoeira já existe a muitos anos no meio da comunidade, muitos dos capoeiras do Brasil da década dos anos 40 foram aqui aprisionado, a exemplo de Manduca da Praia, um dos capoeiristas mais temido da época", eu gostoria de informar que o envio de todos os capoeiristas do Brasil para o Arquipélago ocorreu em 1890, como 1º Ato da recém-instalada República no Brasil e, sobre o assunto, já publiquei artigos no Boletim de Capoeira, aos cuidados de Miltinho Astronauta, resgatando a verdade dos fatos.

Minha luta em favor do resgate da verdade dos fatos ocorridos em Fernando de Noronha tem três décadas de existência. Nesse tempo, procurei e identifiquei todos aqueles ligados à Capoeira, a partir do prof. Sérgio Luiz, de Guaruilhos/SP e de todos os que se dedicam ao tema, como André Lacé (RJ) e Leopoldo Vaz (MA).

Gostaria que a informação correta fosse divulgada. Ou seja, aquela que situa no final do século XIX a presença, na ilha, de todos os capoeiristas do Brasil, como medida disciplinar do governo republicano, que nomeou o Sr. Campaio Ferraz para "caçar" os capoeiristas todos e os embarcou em navios, rumo à prisão insular.

Para esclarecer o fato (que tenho divulgado sempre na ilha, junto aos três grupos de Capoeira hoje existentes, como fiz com todos os grupos que já existiram ali) envio, em anexo, o trabalho que fiz publicar no Boletim da Capoeira e na Revista da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, em duas versões: o texto integral e o mesmo resumido.

Grata pela correção que venha a ser feita.

MARIETA BORGES LINS E SILVA
Coordenadora do "Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha"

 

 
 
CAPOEIRAS e CAPOEIRISTAS.
Marieta Borges Lins e Silva

Sempre se falou muito sobre a Capoeiras e Capoeiristas. Em diferentes tempos e por razões diversas aplicaram-se penas aos praticantes dessa modalidade de desempenho físico, olhando-a como luta, como contravenção, como origem de danças populares – o frevo, por exemplo – como arte e, finalmente, como prática desportiva.
Estudiosos debruçaram-se em jornais e livros, de muitos tempos, à cata de razões que explicassem o fascínio que a Capoeira exercia sobre os homens, sobretudo os jovens, levando-as a aprendê-la e exercitá-la mesmo quando isso ocorria na marginalidade.

 
Artigos, reportagens, charges, estudos acadêmicos registraram esse saber que ia sendo identificado, construindo a história dessa forma de destreza corporal, tanto nos seus aspectos lúdicos ou conflitantes, como na grande repressão que gerou, estimulando debates em muitos níveis, tendo o tema como centro das atenções.
 
O que se sabe sobre essa prática? Como essa forma de luta atravessou os tempos, resistindo, mesmo perseguida?
No tempo da Monarquia, quando a Capoeira era praticada principalmente entre escravos, o castigo para quem assim procedesse era de 300 chibatadas (em 1820) e prisão em calabouço e cem açoites (em 1825). Já se dizia então que “os capoeiras infernavam as ruas da cidade de um modo escandaloso”. Os incidentes se multiplicavam em cada década. Os castigos, também. Os jornais destacavam a participação de homens brancos livres (não cativos) dentre os “magotes de capoeiras” que promoviam arruaças pela cidade… A capoeiragem era comum para muitas pessoas, livres ou escravas e era praticada em festas tradicionais, com correrias e insultos que abalavam a tranqüilidade das ruas.

No século XIX, a prática continuava a parecer ser maior entre a população preta e pobre. Esses eram dois condicionantes importantes, para atribuir ao povo mais carente o gosto pela Capoeira e, nele, considerar que somente os de cor negra eram praticantes. A realidade não era bem essa… Muitos filhos de família abastada, brancos na cor, também se deixavam envolver pela magia da Capoeira e tornavam-se membros de grupos, muitas vezes no anonimato.

 
Nos primeiros tempos de República instalou-se no Brasil o mais organizado processo de perseguição policial à Capoeira, por considerarem que sua prática seria uma “arma” nas mãos das classes “perigosas”, Na época, as cidades passavam por uma “limpeza urbana” e, de forma ostensiva, olhavam com desconfiança para aqueles que “formavam rodas e, com berimbaus, pandeiros e reco-recos, vadiavam freneticamente no jogo da capoeira”. A meta do poder era “exterminar totalmente os vadios e turbulentos capoeiras”. Eles nem precisavam ser autuados em flagrantes…Em decorrência dessa odiosa perseguição o Código Penal de 1890, deu à Capoeiragem um tratamento específico no seu artigo 402, preconizando: “Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação capoeiragem será o autuado punido com dois a seis meses de prisão”. No rastro desse primeiro instrumento jurídico outros foram surgindo, com Decretos de efeitos complementares, que buscavam as maltas de capoeiras e lhes davam voz de prisão.
 
A República recém-proclamada foi contaminada pela má vontade em relação aos capoeiras. Em reuniões oficiais, o assunto foi incluído para discussão e adoção de medidas coercitivas. E em janeiro de 1890, menos de dois meses depois do 15 de novembro de 1889, e motivado pelas acirradas discussões dos que integravam o Conselho de Ministros do Governo Provisório Republicano, o Chefe de Polícia Sampaio Ferraz, com apoio do Ministro da Justiça, Campos Salles, foi designado para executar a missão de exterminar os capoeiras de todo o Brasil. E ele – temendo as lutas que precisaria enfrentar para executar tal ordem, diante do envolvimento de gente graúda na prática da Capoeira – conseguiu sossegar Deodoro da Fonseca, recebendo dele a promessa de que teria “carta branca para agir como quisesse, desde que limpasse o país daquela gente”. Estava selado o destino desses “subvertores da ordem”: ficou combinado que “todos os capoeiras, sem distinção de classe e de posição, seriam encarcerados no xadrez comum da Detenção, tratados ali severamente e, pouco a pouco, deportados para o presídio de Fernando de Noronha, onde ficariam certo tempo, empregados em serviços forçados,”
 
As maiores perseguições ocorreram em 1890, 1891 e 1904. Muitos desses “subversivos” foram deportados para lugares distantes, como o Acre e a Ilha das Cobras, A maioria foi mesmo para Fernando de Noronha, onde funcionava uma Colônia Correcional para presos comuns de Pernambuco, desde a sua definitiva ocupação em 1737 e, naquela época, estava temporariamente subordinada ao Ministério da Justiça (entre 1877 / 1891).
 
Todos os envolvidos na trama para exterminar os capoeiras reconheciam que “a prática era uma arte, uma verdadeira instituição mas, radicada nos costumes, resistindo a todas as medidas policiais – as mais enérgicas e mais bem combinadas – esse flagelo dava eternamente uma nota de terror às próprias festas mais solenes e ruidosas, de caráter popular.” Em nota, no trabalho “Actas e Actos do Governo Provisório”, organizado por João Dunshee de Abranches Moura, publicado em 1907, fica evidente o medo que cercava a realização de quaisquer festividades, patrióticas ou religiosas, nos conturbados tempos pós-República, sobretudo à noite – quando a multidão de apinhava pelas ruas e praças – de que não ocorressem cenas sangrentas e aviltantes de confronto entre policiais e capoeiristas… Isso viria a culminar com a deportação daqueles considerados “indesejáveis” de todo o Brasil para o arquipélago distante, como medida saneadora de distúrbios públicos. E como, na arte da capoeiragem, desde os tempos da Monarquia, não somente os das “classes baixas” estavam envolvidos, mas também personagens ilustres e até políticos, achou-se por bem atingir logo esses homens no nascedouro da República, livrando o povo daqueles indivíduos que atentavam contra a ordem estabelecida.
 
A polícia, na época, conhecia bem quem eram os praticantes da capoeira. Facilmente organizou-se uma “lista” dos “facínoras que infestavam as cidades”, não atendendo a nenhum dos pedidos de condescendência e considerações para com nenhum deles… E muitos problemas advieram da rigidez na execução dessa tarefa.. A imprensa acirrou os posicionamentos. Os Ministros se dividiram em opiniões contra ou a favor das medidas que estavam sendo tomadas. Deodoro da Fonseca não recuou dos seus propósitos. E poucos meses depois começava a remessa, de homens de muitas classes e com muitos “padrinhos”, para o distante arquipélago, onde viveriam sua vida reclusa e submetida a trabalhos forçados.
 
Quem era o CAPOEIRA, naquele final do século XIX e começo do século XX?. Qual o seu padrão racial, onde vivia, que nível de escolaridade tinha, qual o seu ofício e faixa etária? Surpreendentemente, era no Rio de Janeiro que estava a grande maioria dos homens perseguidos. E muitos também havia na Bahia e em Pernambuco.
 
Marcos Breda e Mello Moraes, estudiosos da Capoeira, trouxeram luz sobre o assunto, relacionando os homens assim denominados como 1) oriundos – na sua maioria – das classes populares; 2) quase todos com trabalhos fixos (temendo prisão por vagabundagem); 3) a maioria negra ou mestiça, embora brancos fossem presos também; 4) o principal palco de conflito era o Rio de Janeiro – capital da República, embora até imigrantes fizessem parte desse “elenco marginal”; 5) as roupas eram facilmente identificadas nos pequenos detalhes.
 
É incrível reconhecer-se hoje – em tempos de liberdade – que essa prática tenha sobrevivido, impondo sua marca cultural nos séculos seguintes, como se uma “transição cultural subterrânea“ permitisse essa continuidade até os nossos dias e o reconhecimento até como Arte.
 
Olhada como uma forma de “luta corporal”, a Capoeira tem seus heróis em todos os tempos. Alguns nomes são mencionados com respeito, mesmo que tenham eles sofrido a dureza dos porões penitenciários e o exílio obrigatório. Manduca da Praia, Juca Reis. Ciríaco Francisco da Silva Thomas, Chico Carne Seca, Aleixo Açougueiro, Capitão Nabuco, são alguns deles.
 
Holloway, professor da Universidade Cornell, de Nova York, publicou nos “Cadernos Cândido Mendes” – estudos Afro-asiáticos, em 1989, um artigo que avalia a ação dos capoeiristas ao longo do século XIX e começo do século XX, com informações importantes para a compreensão desse esporte / luta / arte (seja como for hoje considerada), fazendo um importante “passeio” pelas ruas do Rio de Janeiro, identificando acontecimentos que levaram a Capoeira a ser extremamente perseguida.
 
Para Fernando de Noronha essa foi uma página da história que parece ter sido propositalmente ocultada, fazendo com que a presença, na ilha, de todos os capoeiristas brasileiros e estrangeiros, passasse desapercebida dos relatos que se sucederam, ainda que saibamos hoje que, até 1930, continuaram a ser enviados para lá esses homens marginalizados, por serem praticantes de uma forma de condicionamento físico. E, no entanto, nenhum lugar do Brasil tem um diferencial tão precioso e tão importante do que o arquipélago “perdido em meio a lindos tons de azul”. E por isso, em nenhum outro lugar do Brasil a Capoeira merece ser escrita com o brilho dos feitos do passado, mesmo que tenham sido dolorosos.
 
Bibliografia
 
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SILVA, Maria José (Marieta) Borges Lins e Silva & MELO, Roberto Salomão do Amaral e. Fernando de Noronha: a produção e o consumo de um espaço insular para o turismo histórico-cultural. In: Revista Espaço e Geografia. Depto de Geografia / Programa de Pós-Graduação em Geografia – ano 3, nº 1 (2000) – Brasília-DF: Instituto de Ciências Humanas, Universidade de Brasília, 1999
SITE “a Capoeira e seus personagens” – Anjos da Capoeira. 2002. s/autor. Rio de Janeiro.
VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Atlas das Tradições & Capoeira e Capóeirage, no Maranhão. In: Jornal do Capoeira, nº 64, mar.2006. www.capoeira.jex.com.br
___. Sobre a matéria “Segredo não é pra qualquer um”, Juca Reis & Fernando de Noronha. In: Jornal do Capoeira, nº 63, mar.2006. www.capoeira.jex.com.br
 
* Marieta Borges Lins e Silva é pesquisadora, coordenadora do “Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha”

Fernando de Noronha: Festa, Batizado & Trabalho Social

SEGUNDO BATIZADO DE CAPOEIRA – FERNANDO DE NORONHA
 
Foi realizado o segundo Batizado de Capoeira do Arquipélago de Fernando de Noronha, no dia 17 de agosto no Centro Cultural Clube das Mães.
 

O grupo MEIA LUA INTEIRA que já existe a seis anos desenvolvendo um trabalho social na ilha pelo professor Rogério (Cueca).

Na festa do Batizado foram formados novos capoeirista Principalmente crianças,que receberam do Mestre do Grupo Birilo e Contra Mestre Mula a Primeira graduação na capoeira.

 
Foram formados alunos mais antigos e houve troca de cordas.
 

O evento teve vários momentos emocionantes um deles foi a formatura do professor do grupo Fernando (Cabeção).

A comunidade compareceu em massa para ver a festa do Batizado,a capoeira já existe a muitos anos no meio da comunidade, muitos dos capoeiras do Brasil da década dos anos 40 foram aqui aprisionado, a exemplo de Manduca da Praia, um dos capoeiristas mais temido da época. Não só a comunidade mas também os turistas que na ilha estavam puderam ver de perto uma expressão corporal tão forte e bonita que é a CAPOEIRA,muitos se emocionaram com lagrimas e sorrisos.

 

grupo MEIA LUA INTEIRAA festa teve como intuito resgatar as raízes da capoeira que aqui já existia.
Foram Batizados,36 crianças e 6 adultos.
Com o feito a História da capoeira foi mais uma vez fortalecida no Arquipélago.

Por Cosme Johnny (Assessor de impressa do grupo) e Professor Cueca.

Veja mais FOTOS deste evento na galeria de fotos do Portal Capoeira (clique aqui)

Lançamento do Filme: Mestre Bimba a Capoeira Iluminada em Portugal

LANÇAMENTO ESPECIAL DO FILME:
MESTRE BIMBA A CAPOEIRA ILUMINADA EM PORTUGAL

Caros Mestres e Capoeiristas

Na esperança de um novo ano repleto de realizações, muita capoeiragem, paz e união, estamos propondo um Encontro de Amigos, onde será exibido em seção especial de lançamento, o filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA com a presença do Diretor Luiz Fernando Goulart, que nos brindará com uma fantástica palestra sobre todo o processo de criação e desenvolvimento do filme e toda a magia que cerca a figura "iluminada" de Manoel dos Reis Machado.

O Encontro, que contará com a presença de diversos grupos de capoeira será uma ótima e única oportunidade em Portugal para mostrarmos a força e a UNIÃO da capoeira e darmos a ela uma grande visibilidade nas mídias nacional e internacional.

Convocamos todos os capoeiristas que nesse período possam estar em Portugal para que compareçam às sessões do filme. Será um excelente momento para levarmos ao mundo a mensagem dos Grandes Mestres do passado, representados no filme pelo inesquecível MESTRE BIMBA.

Depois da exibição do Filme teremos uma grande
RODA DE CAPOEIRA DE MESTRES E PROFESSORES
É fundamental para o sucesso deste evento a participação e cooperação de todos.
Mestres, Contra Mestres e Professores: Organize grupos e ganhe o seu convite!
O filme será exibido nos dias :

19 – Janeiro de 2007 (Sexta-Feira) 19:00 horas – Porto:

Auditório da Paróquia do Padrão da Légua
Travessa Padre Manuel Bernardes, 20 – Padrão da Légua
São Mamede de Infesta
Mapa do local (Versão para impressão)

20 – Janeiro de 2007 (Sábado) 16:00 horas – Lisboa:

Auditório Natália Correia
Rua Rio Cavado, nº3 – Bairro Padre Cruz – 1600-702 Lisboa
Autocarros Carris: 29, 47, e 115
Mapa de Localização (Google Earth)
Programação:

Abertura
Exibição do Filme: Mestre Bimba A Capoeira Iluminada
Palestra com o Diretor – Luiz Fernando Goulart

Debate / Mesa Redonda com o Diretor do Filme e Mestres presentes
Roda de Encerramento (Mestres, Contra mestres e professores)

 

Mestre Bimba a Capoeira IluminadaMestre Bimba a Capoeira IluminadaMestre Bimba a Capoeira Iluminada

Clique nas imagens para ampliar…
Telefone para reservas: +351 969309755 com Luciano Milani

email de contato: mail@portalcapoeira.com

Reservas Online: Mestre Bimba A Capoeira Iluminada, clique aqui.

Não perca tempo reserve já o seu ingresso – promoções para grupos
*** Porto Jantar opcional 5,00€ Self-Service
Lista de Mestres, Contra Mestres e Professores confirmados:
Lisboa

Mestra Jerusa
Mestra Pitu
Mestre alexandre Batata
Mestre Birrila
Mestre Cotta
Mestre Leonã
Mestre Nilson
Mestre Nilson Limão
Mestre Nininho
Mestre Tucas
Mestre Ulisses
Mestre Perna

C.Mestre Betão
C.Mestre Marco Antonio
C.Mestre Perna

Prof. Brancão
Prof. Pedro Pacheco
Prof. Coelho

Porto

Mestre Bandeira
Mestre Barão
Mestre Canhoto
Mestre Chapão
Mestre Chorão

Mestre Pinhochio
Mestre Magoo
Mestre Sanhaço

C.Mestre Caramuru
C.Mestre Pernalonga

Prof. Pelé
Prof. Teté
Prof. Cascão
Prof. Iran
Prof. Lesma
Prof. Milani
Prof. Papagaio
Prof. Regina
Prof. Uiris

Organização:
Portal Capoeira
Apoio Cultural:
Turivisa – Agência de Viagens, Junta de Freg. de Leça do Balio e Câmara Municipal de Lisboa

Visite o site do filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA :
www.mestrebimbaofilme.com.br
Mestre Bimba a Capoeira Iluminada
Um forte abraço em meu nome, no de toda a equipe do filme e do Portal Capoeira e até lá,
Luiz Fernando Goulart e Luciano Milani
Trechos do discurso “Brasil, Paz no Mundo” proferido em Genebra, na ONU em 19 DE AGOSTO DE 2004,
pelo Ministro da Cultura do Brasil Gilberto Gil :
O nosso país celebra a arte do encontro, da resistência cultural e da fraternidade. É por isso que trago hoje à ONU capoeiristas de todo o mundo para homenagear a Sérgio Vieira e seus companheiros e companheiras. Afinal, ninguém luta só, ninguém dança só. Capoeira é atitude brasileira que reconhece uma história escrita pelo corpo, pelo ritmo e pela imensa natureza libertária do homem frente à intolerância.
(…)
Anunciamos aqui, neste palco da Organização das Nações Unidas, as base de um futuro Programa Brasileiro e Mundial da Capoeira. Agora, quem dá a “volta por cima” é o Estado brasileiro, que vem ao mundo reconhecer a capoeira como uma das mais nobres manifestações culturais. O Ministério da Cultura do governo do presidente Lula passa a reconhecer essa prática como um ícone da representatividade do Brasil perante os demais povos.