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Uma Roda de Capoeira à Francesa…!??

Uma Roda de Capoeira à Francesa…!??

No meu Caminho do Berimbau, a vida vai se desdobrando em grandes saltos, onde o aprendizado sobre nossa Arte vem o tempo todo em grandes e densas doses de surpresas e novos entendimentos dessa que parece ser uma Arte de infinitos saberes: a Capoeira!

Uma das ultimas e inusitadas paradas foi na pequena e linda Cidade de Albi, ao Sul da França, mais conhecida por sua imensa Catedral, feita há mais de trezentos anos, toda em tijolos de barro, uma obra surpreendente, sem dúvida. Fica a oitenta quilômetros de Toulouse, uma das grandes cidades francesas.

Nessa cidade fui surpreendido por uma incrível experiência, onde muitos conceitos em que acreditava se desmoronavam irremediavelmente…!

Até então, fui sempre acometido de um paradigma nacionalista e limitante (hoje admito!) de que a Capoeira depende de nossos obstinados, fortes e dedicados professores e mestres, que emprestam sua energia de maneira quase invisível aos olhos menos atentos, para que a Capoeira ande e se instale mundo afora, pelos quatro cantos do planeta!

Nunca alguém poderia lhes tirar esse mérito: o de serem os grandes protagonistas da expansão e da explosão que a capoeira teve nas últimas décadas, se incorporando aos mais estranhos e exóticos lugares e culturas do mundo!
É incrível, verdadeiramente, que possamos ter chegado tão longe!

Em outros artigos, já cheguei a comparar – e fiz essa afirmação perante a comunidade angolana de capoeiristas e escritores, que a Capoeira se tornou a Nova Diáspora da mensagem afro-brasileira pelo mundo, se incorporando aos costumes de comunidades instaladas em lugares inimagináveis, com temperaturas baixíssima, como na Noruega, ou na Finlândia, se tornando uma opção de povos que não conseguem – no primeiro momento – falar uma única palavra em Português – mas que vão se envolvendo de maneira irreversível às nossas palavras, nossos gestos, nossa História, numa simbiose impressionante, onde após algum tempo, não mais se reconhece as pessoas que originalmente se iniciaram na Capoeira e a incorporaram, tornando-a sua própria forma de vida.

Nesses recônditos lugares, quase sempre, até então, eu sempre via ou soube de um guerreiro e incansável capoeira, seja uma pessoa que já circula há longos anos, ou outros mais jovens, que se aventuraram pelo mundo, levando no coração uma missão, na mente uma ideologia e na alma um guerreiro sem medo de abandonar suas raízes e se atirar no desconhecido de outras culturas levando seu berimbau, sua Arte e sua vontade de levar as mensagens que aprendeu com seu mestre.

Conheci e a cada dia conheço inúmeros desses inveterados e obstinados guerreiros, mensageiros de nossa Capoeira. Sempre e com toda razão, cheios de orgulho de sua própria História de vida e do sucesso de seu trabalho e de sua missão.

Esses capoeiras são, com absoluta e irrefutável razão, os grandes responsáveis pelo fato de a Capoeira ter se espalhado como uma grande malha humana que une culturas e povos, elimina barreiras, supera dificuldades como idiomas, como limitações financeiras e se tornam, via de regra, grandes e consagrados representantes de nossa Capoeira por onde andam.

Após conhecer inúmeras realidades até aqui, sentia e via sempre associado ao sucesso da difusão da Capoeira, esses brasileiros mencionados, aos quais jamais será negado esse mérito.

Mas, como é um velho hábito dos pensadores, sempre acredito em perguntas mais do que em respostas…!
Por isso, me ocorreu uma grande questão: onde e como ficaria a nossa Capoeira, após sua assimilação profunda pelos nossos queridos estrangeiros? Será que eles teriam sempre a dependência de algum brasileiro que os mantivessem alinhados com nossos ideais e velhos rituais de roda?

Teriam eles a competência de organizar um evento de Capoeira sem perder nenhum dos inúmeros detalhes exigidos para tal, como seja: o lugar adequado; instrumentos afinados e suficientes; uma programação capaz de manter os participantes ocupados e animados com o evento; alegria e axé em volume e distribuição pelos três ou quatro dias que durasse o evento, etc.

E o mais difícil para nós, mesmo no Brasil ou mesmo na presença de muitos e diferentes mestres: fazer uma roda com a grandeza que esperamos dela…!?

Essa roda teria que ter muitos elementos para atender a tantos requisitos que nós, capoeiristas, nos acostumamos a medir: musicalidade, volume de jogos, nível vibracional, nível técnico, participação de todos os presentes, equilíbrio emocional – para segurar os ânimos quando alguém se exaltasse – e enfim, teria o axé que a sustentaria todo o tempo do evento!?

Quem não está acostumado a conviver com capoeiristas, não tem ideia da quantidade de critérios que eles trazem no seu alforje de especialista! Um capoeirista vê e distingue vários e distintos tons de jogo, os diferentes níveis técnicos dos participantes, o axé, como genericamente a gente se refere ao padrão de uma boa roda!

Mas esses são apenas os mais óbvios questionamentos de um bom Capoeira! Os Mestres tem outros tantos níveis de percepção das coisas e mesmo o grau de entrosamento dos participantes não lhe escapa aos olhos.
Enfim, ali estava um capoeirista com uma bagagem de mais de quarenta anos de estrada, em sua humilde tranquilidade de nunca exigir muito de ninguém, ou seja, não ser muito critico com as diversas realidades já conhecidas. Não tentar corrigir gratuitamente ninguém, ou interferir sem a devida vênia dos presentes, em nada que não fosse absolutamente necessário. Ouvir muito mais e falar muito pouco. As palavras são nosso maior risco. Um observador discreto e despretensioso.

Por costume e pelo pequeno aprendizado dessa vida, tenho a mania de chegar em terra alheia e me colocar bem longe de qualquer pretensão minha de julgar, ou seja, pisar sempre devagar!

Além de ter aprendido também que em casa alheia, como o que me derem, como já ouvi muitos sábios dizerem, na voz corrente da sabedoria e da ciência de vida, ensinada pela Capoeira.

Uma primeira e agradável surpresa, foi a infinita gentileza com que as pessoas me cercaram nessa Petit Ville, como dizem os franceses. Eu recebi tanta atenção e tanto acolhimento por todos que tive o meu coração invadido por uma gratidão extrema! Logicamente isso veio acompanhado da minha grande vontade de também ser generoso e de me doar totalmente àquelas pessoas, aquele povo simples, sem opulências, sem nenhum traço exterior de riqueza material… Apenas aqueles abraços e aqueles olhos me enterneciam de um sentimento de grande emoção e de uma gratidão imensa.

 

Começa o evento…! 

 

É noite de sexta-feira e será feita uma roda de recepção apenas, para as boas vindas aos participantes, como é de praxe nos eventos. Muita gente chegando e a festa começa a ganhar seu tom…! Cada novo participante que chegava trazia sempre um sorriso… e oferecia um forte abraço aos que ali já estavam.

Começa a roda, inicio do entrosamento e preparação para os três dias que se seguiriam. A roda teve bons momentos e uma energia tranquila e equilibrada.

Para aquele primeiro momento era mais que o suficiente. Muita gente ainda chegaria no dia seguinte, pessoas que trabalhavam ou tinham outros compromissos.

Até a manhã de sábado as coisas estavam ainda mornas, como é costume em todo evento. Seguir os passos do aquecimento. A revelação dos talentos, até então contidos na expectativa de um clima que os liberte, assim como dizia sempre o Mestre Decânio, da segunda turma da Capoeira Regional de Mestre Bimba, esperar para que o transe capoeirano possa acontecer em cada um.

Não havia um plano muito rígido a ser seguido, explicava o promotor do evento, denominado WEC2k17, ou seja, Week-end Capoeira 2017, um simples fim de semana prolongado.

No sábado as coisas já foram mais animadas e, como todo bom evento, as pessoas foram se entrosando enquanto o dia corria, entre um treino, uma aula, um lanche, e o normal entrosamento cada vez mais sólido.
Então tudo seguiu seu rumo como tradicionalmente acontece no andar dos eventos.
Até então tudo pareceu seguir o mais tradicional andamento da maioria dos eventos que já estive (aproximadamente uns setecentos, nos meus quarenta e tal anos de estrada).

As rodas começaram a me chamar a atenção.

Ficava curioso com a ideia de que ali não havia outro brasileiro que não a minha pessoa.
Então comecei a prestar mais atenção ao que acontecia durante o andamento das rodas que iam acontecendo durante aquele evento, que contou com mais de uma centena de pessoas, sendo todos eles aculturados na língua francesa e a grande maioria de nacionalidade também francesa.

Como é uma roda com tanta gente, onde não há nenhum capoeirista brasileiro?

Até que ponto eu estaria vendo uma manifestação verdadeira e inquestionável da nossa Velha Arte, da Capoeira?
Aquelas pessoas teriam o domínio de todos os elementos que compõem, no minimo, uma roda?

O ritmo cresceria ao ponto de exigir um grande esforço para manutenção do equilíbrio daquela energia que pulsava no acelerar do ritmo do berimbau na execução do São Bento Grande, de Angola?

Aqueles capoeiristas, teriam o domínio da energia da roda suficiente para segurar os ânimos quando alguém se perdesse no axé da roda e quisesse se confrontar?
Não. Ninguém tinha ideia de que tudo aquilo se passava pela minha cabeça…! Nem eu!
Não estava julgando ninguém…!

Essas perguntas me ocorreram agora, enquanto escrevo o que vi, me lembrando o máximo possível dos detalhes.
Tais perguntos, eventualmente, poderia ser feitas por quem, diante de alguma incredulidade, tentasse julgar todo aquele movimento dos cidadãos franceses para com a capoeira…!

Alguns, certamente, com a intenção de emitir algum tom de crítica ao que aconteceu ali!
Nós, os brasileiros em geral e os capoeiristas em particular, temos uma vocação horrível de falar sempre só a parte ruim das coisas!!

Aquele clima, aquelas pessoas,aquela experiencia, não teria nada que ver de ruim!
Nada pode ser mais importante do que a parte boa das coisas. Eu acredito nisso.
Não só por isso, as impressões que ficaram em mim foram maravilhosas!

Aquelas Capoeiristas todos, vivendo de uma maneira integra e completa para e da Capoeira, uma das nossas mais importantes culturas populares dos últimos tempos, que tem nos transportado para nos tornar uma cultura da humanidade, como decretou a própria Unesco… Esse momento poderia ser uma boa hora para se perceber o porque dessa aclamação.

Por que a Capoeira se tornou um Patrimônio Cultural da Humanidade!?

Por que todos esses anos de sua história ela não foi devidamente desvinculada de nossa cultura popular brasileira, então?!

Mal podemos imaginar que seria possível uma unica roda acontecer sem a presença de um capoeirista brasileiro para coordenar as coisas fazer acontecer o clima que esperamos de uma roda!!
Muitos de nós mantem estrangeiros cativos de sua presença, intimidando-os para não tenham competência própria para se organizar e crescer…!

Mas a Capoeira é Mágica!
Ela chega onde é chamada!
Dialoga com qualquer realidade!

Se os franceses não tem os nossos problemas para justificar algumas coisas que fazermos acontecer através da Capoeira, como reintegrar socialmente pessoas, ajudar pessoas de comunidades pobres,, tornando a Nossa Arte uma das esperanças que essas pessoas precisam, para dar sentido a suas vidas!

Ou se nós temos hoje uma quantidade tão grande de mestres e de graduados na capoeira, que os eventos são praticamente feitos  para eles!

Desde há muitos anos, tenho falado na pirâmide social da capoeira, no Brasil pelo menos, onde a maioria dos presentes são mestres ou graduados.. onde isso cria uma estranha competição entre tantas pessoas importantes naquele momento, naquela roda!

Por isso muitas disputas acontecem. Muitas vezes em desequilibro emocional visível.
Mas não se trata da ausência de alguém para ensinar!!!

Se trata de dizer até mesmo que esses capoeiristas tiveram excelentes professores e mestres!!
Alguns já bem antigos na prática da Capoeira se tornam naturalmente os lideres daquele evento, destacando-se os indiscutíveis méritos do organizador daquele evento, o Furrupa, uma pessoa que merece um capitulo a parte, que vamos tratar mais abaixo.

Estou falando de um grupo de capoeiristas mais antigos que ali estavam, todos eles empenhados e dando o seu melhor, para que a Capoeira estivesse à altura de qualquer outra roda no Brasil… ou em qualquer outro lugar!
O evento, como qualquer outro, teria que ter uma sustentação de capoeiristas mais graduados. Essa foi uma das coisas mais incríveis que presenciei:
– espontaneamente, as pessoas foram se envolvendo e os mais graduados, independente o titulo que tivessem – professor, monitor, instrutor, etc;
– os papéis existentes numa roda de Capoeira, normalmente representados por uma única pessoa, que coordena e cobra as ações que deem suporte ao momento, são inúmeras, pois a Capoeira é uma cultura coletiva, inclusiva e integrativa…! todo mundo vai ocupando seus lugares em volta da roda, dentro dela, fora dela, jogando ou simplesmente fazendo o coro para que outras pessoas possam jogar, alguém precisa preparar os instrumentos, outros precisam cuidar da retaguarda, outros da limpeza, da administração, dos microfones, do lanche, do almoço, etc… são infinitas pessoas que cuidam de tudo que é necessário para que aconteça uma boa roda, um bom evento.

Ali eu presenciei todos esses papéis acontecerem sem nenhum comando aparente…!

O organizador do evento, Furrupa, parecia mais um grande incentivador do clima todo e da alegria ali reinante, além, é claro de usufruir bastante também naquelas rodas todas que aconteceram!

Sua parceira e também capoeirista, conhecida como Cha-Chá, era uma das forças invisíveis que operava o milagre de todo aquele evento!

Ela era discreta e efetiva! Trazia sempre alguma solução debaixo do braço e não parecia perder nada do que acontecia, ou seja, as rodas as aulas, os números que foram preparados e depois apresentados e que encantaram a todos os presentes, inclusive me tocando profundamente… era uma grande presença… suave e constante! Acordando super cedo para ir buscar pessoas que chegavam… organizando espaços para acomodar todos os convidados… fazendo compras e organizando as refeições dos participantes…!

Outros destaques só foram percebidos, porque fiquei o tempo que pude como observador, depois que me dediquei a resgatar da memória todas essas perspectivas que aqui coloco.

Capoeira de corpo e alma, que joga vivendo e vive gingando

Os capoeiristas, em geral, são apaixonados por essa Arte e se dedicam a ela longos anos de sua vida, alguns a sua vida todas. Isso pode ser verificado com inúmeros casos de mestres que entregaram sua vida à prática e a divulgação da capoeira, além de muitas outras formas de sua produção, como músicas, textos, instrumentos, palestras, livros e, principalmente, ensinar outras pessoas.

No entanto, existem pessoas que, mais do que amar, se tornam a si mesmos, a própria Capoeira!
Essas pessoas são tão estritamente associadas à capoeira, que transformam suas vidas em uma dedicação extensiva à Capoeira. Pessoalmente conheço muitas pessoas assim e admiro profundamente a capacidade de se doar a própria vida para aprender e serem porta-vozes da Capoeira. Essa arte parece cativar de modo irremediável incríveis personalidades, fortes, criativas, dedicadas, disciplinadas, expressivas, artistas, poetas, pensadores, estudiosos, enfim, pessoas que entregam toda sua energia vital a essa Arte.
E elas não recuam diante de dificuldades… nem restrições… nem competições… nem falta de apoio… nem nada…!!!
Essas pessoas ampliam ainda mais o seu carisma, quando impregnadas da capoeira em seu corpo e em sua alma!
No Brasil existem muitos capoeiristas assim!

O que foi uma grande e grata surpresa foi encontrar pessoas com essa personalidade capoeirista tão absolutamente destacada, cidadãos não brasileiros, que falam corretamente o idioma, dominam a arte, se entregam sua vida a aprender e a divulgar a Capoeira…!

Encontrei diversas dessas pessoas durante esse tempo na França!

Quero deixar registrado aqui o nome de alguns deles, me perdoem os que eu não mencionar, o que se dá exclusivamente pela limitação da minha memória…!!

Entre eles quero destacar:
Furrupa, um capoeirista de corpo e alma! Grande responsável pelo evento e que se tornou o pivô de toda a grandiosidade do mesmo! Gratidão e reconhecimento! Furrupa dedica sua vida totalmente à capoeira! Tornou-se Capoeirista independente desde quando percebeu que estava limitado em sua necessidade de crescer e de se integrar com outros movimentos e outras escolas de capoeira. É pilhado ao extremo e tem uma hiperatividade visível! Tem uma veia critica e criativa e não admite erros básicos como o desrespeito aos alunos, assédio ou outras formas de macular a Capoeira, como uma Arte de Família, de todas as idades. Furrupa é super produtivo e tem diversas atividades dentro da Capoeira, como dar aulas, criar músicas, manter um programa na internet, um vídeo-blog onde ele debate abertamente, em francês, as questões da capoeira que ele percebe e que vive (ver link abaixo).
Ferrugem: um grande capoeirista, grande pessoa e que tem um dom em particular o de manter o equilíbrio das energias na roda… Toda vez que um pequeno desequilíbrio começava a se formar, o Ferrugem rapidamente comprava o jogo, impedindo a evolução para um problema maior! Grande pessoa, bem-humorado e gente boa!
Porco-Espinho: capoeirista sério, com um grande domínio do ritmo e do axé da roda, sempre que pegava o berimbau fazia as coisas ganharem novo fôlego na roda. Excelente capoeira. Longos anos de aprendizado.
Mestre Bem-ti-vi: Um dos primeiros mestres estrangeiros que conheço! Tem um português perfeito, ao ponto de eu perguntar se ele era brasileiro! Um dos maiores exemplos que o Bem-ti-vi deu durante o evento, foi se manter tranquilamente, exatamente como eu, sem interferir nas coisas! Essa atitude é difícil de se ver, pois quase sempre nossos graduados tentam dominar as coisas e se tornarem os grandes responsáveis pelos eventos!
Medusa – um capoeirista excelente, de uma presença forte e segura, que foi muito presente nas rodas, nas aulas e que apresenta uma grande e natural liderança por onde chega e onde anda!
Esses e outros tantos que ali estavam mantiveram uma incrível atmosfera durante todo o evento e me pareceram muito próximos entre eles!

Alunos e participantes do WEC2k17: todos merecem o meu aplauso, mas escolhi alguns dos momentos foram emocionantes durante o evento! Um deles estou compartilhando o link abaixo, quando as capoeiristas apresentaram um lindo teatro da capoeira no contexto da escravidão no Rio de Janeiro e depois fizeram uma linda interpretação de músicas de capoeira usando um violoncelo, um teclado e um acordeon! simplesmente sensacional! Confiram no link!

Conclusão…

Após tantas percepções aqui registradas, posso afirmar que a Capoeira cumpre seu papel onde ela chega! Destaco, novamente, o papel das pessoas que ensinaram essas pessoas foi cumprido! Eles transpiram capoeira da maneira mais nobre, mais fiel, mais entusiasmada, mais dedicada e mais contagiante!
Posso perceber que uma roda à Francesa, é uma roda de capoeira de valor!

Posso ainda, para finalizar, me apropriando da percepção de meu amigo Mestre Jean, com quem comentei esse texto, que os franceses encontraram uma saída á francesa para os problemas que enfrentamos na capoeira no Brasil! Gente graduada demais disputando as rodas, os comandos, os jogos, onde os egos se multiplicam e competem entre si para ver quem fica mais em evidência, pois nossos camaradas da França fazem o melhor de dois mundos: tem uma capoeira excepcional, um clima amigável e rico, ao tempo em que eleva o axé até onde podem, se que haja nenhum desequilíbrio por animosidades desnecessárias!
Obrigado pela oportunidade, amigo Furrupa!

Obrigado galera presente no WEC2k17, foi uma honra estar presente num momento tão lindo desses para a nossa Arte…!

À tout à l’heur, France!

Reginaldo Silveira Costa – Mestre Skisyto

https://www.facebook.com/mestre.squisito

 

Veja também: Nosso Encontro Évora 2017 – Presença do Mestre Skisyto confirmada

Uma Roda de Capoeira à Francesa...!?? Geral Portal Capoeira

RJ: espetáculo “Água de Beber”

Selecionado para o 8º Festival Premiers Pas, em Paris, o espetáculo “Água de Beber” volta ao Rio de Janeiro, de 12 de outubro a 4 de novembro, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea.

Baseado no livro “Santugri: contos de mandinga e capoeiragem”, de Muniz Sodré, seis atores-músicos-capoeiristas levam ao palco música ao vivo, dança e teatro, encenando pequenas histórias que giram em torno de fatos históricos sobre a marginalidade no Rio de Janeiro no final do século XIX como um convite à reflexão sobre os mitos e segredos da capoeira e sobre a nossa identidade cultural.

Endereço:Teatro Maria Clara Machado – Planetário da Gávea – Rua Padre Leonel Franca – 240 – – Gávea

Horário:Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h.

Faixa de Preço:R$ 20,00.

maiores informações:
Conheça mais em nossa pagina do Facebook:  https://www.facebook.com/aguadebebercamara

curta e compartilha nossa capoeira não pode parar…. Axé!!!!

Aconteceu: Evento internacional de Capoeira em Matosinhos e Porto

Matosinhos e o Porto foram palco de 8 a 10 de Junho do 6º Evento Internacional de Capoeira, que contou com a participação de convidados e professores de países como Portugal, Espanha, França e Brasil.

O encontro iniciou na sexta-feira (8 de Junho), pelas 18 horas, com uma “Roda de Abertura”, que decorrerá em frente à Câmara Municipal de Matosinhos.

O Pavilhão da Escola Augusto Gomes, em Matosinhos, será palco, no dia seguinte, de um “Aulão”, que decorrerá das 9,30 horas às 14 horas. A partir das 16 horas, terá lugar na Praça D. João I, no Porto, uma exibição de capoeira. Depois das 18 horas e até escurecer, terá lugar no “Calçadão” de Matosinhos, em frente à Praia do Titã, uma roda e muita diversão. No domingo, terá lugar o Evento Internacional propriamente dito, a partir das 11 horas, no Mar Shopping, que incluiu o “batismo e graduação”, estando o encerramento marcado para as 15,00 horas.

Entre os convidados, contam-se o Mestre Macaco (Brasil), o Mestre Pernalonga (Porto), o Mestre Barão (Porto), o Mestre Neguinho (Lisboa) e o Contra-Mestre Fantasma (Porto). Participam também os Professores Lesma e Papilon (Lisboa), o Professor Stress (Porto), o Professor Oriazambi (Espanha), o Professor Tijolo (Porto), o Professor Zezinho (Lisboa), o Formado Gavião e o Instrutor Gerbinho (França), o Graduado Jamanta (França), entre outros.

Capoeira é uma verdadeira Arte Marcial Mista com múltiplos aspetos: desportivos, educacionais, lúdicos, terapêuticos, artísticos, culturais, místicos, filosóficos e folclóricos. Distingue-se de outras artes marciais pelo processo de formação e estruturação que abrange características de um sistema de defesa e ataque. É uma Arte que pode ser utilizada como luta, jogo ou dança.

É a única modalidade de luta marcial que se faz acompanhada por instrumentos musicais. O ritmo a flexibilidade, agilidade e destreza que estão sempre presentes nesta arte desportiva proporcionam a quem a pratica um alegre prazer e a quem assiste, um verdadeiro espetáculo.

O grupo Zumbi Portugal, que organiza este evento internacional, tem sede em Matosinhos e tem vindo a fazer um trabalho de divulgação da Capoeira organizando diversas apresentações por todo o país, promovendo a interação com outros grupos desportivos e dando a conhecer a todos uma “nova” forma de estar no desporto e na vida.

http://grupozumbi.com/

Acão Roda Mundo Promoverá Oficina de Caxixi na Vila Nenzim

Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda II

A comunidade da Vila Nenzim, em Barra do  Corda, nos dias 11, 12 e 13 de junho, será o   palco de  um importante evento da Capoeira   maranhense, o II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda que este ano terá como tema:  “E o caxixi….??? …A gente faz!!!! E a Capoeira… ??? ..  .Dança guerreira da paz!!!!

O Encontro  faz parte das atividades do Trabalho Educacional da Secretaria Municipal de Educação,  AÇÃO   RODA  MUNDO    – CAPOEIRA ANGOLA”  , e   oferecerá aos participantes   do Projeto e aos demais capoeiras      cordinos,   oficinas     de   confecção de caxixi, ministrada pelo Professor Werti Silva, o Cabeludo  do Grupo Mandingueiros do Amanhã, e de Capoeira Angola, regida pelo Mestre Antonio da Conceição Ramos, o mestre Patinho.

O II Encontro, que conta a colaboração do Grupo Angoleiros da Barra, coordenado pelo Professo Irapuru Iru Pereira,  a colaboraç onta   Encontro rti Silva do Grupo Mandigueiros do Amanh  acontecerá  na Escola Nilva Silva de França e   contará também com a participação de capoeiras de outras cidades do Maranhão.

O II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda, tem  como objetivo oferecer aos alunos beneficiados pelo  AÇÃO RODA MUNDO  da  Vila Nenzim, o contato com saberes práticos e teóricos com a Capoeira Angola, no caso específico a confecção do caxixi ( pequena cesta de vime, acessório do berimbau), como também dar  continuidade  ao intercâmbios dos capoeiras cordinos  com  os demais capoeiras maranhenses da Angola, iniciado em 2005 com a fundação do Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira Angola.

A iniciativa  tem o  apoio de  órgãos públicos e privados de Barra do Corda e de São  Luis, e terá a seguinte programação;

Dia 11/06/2010 – Sexta-feira

☻Das 15 às 17 horas –  Papoeira  com  Mestre Patinho : “O velho no novo, sem molestar a raiz”; – Escola Nilva Silva de França;

☻17 horas – Capoeira Angola e Musicalidade – Regência de Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;


Dia 12/06/2010 – Sábado

☻ Das 8  às 11  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França

☻ Das 9 as 11  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França

☻ Das 14  às 17  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França
☻ Das 15 as 17  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;

☻20 Horas – Roda de Capoeira Angla –  Praça Melo Uchoa – Centro.

Dia 13/06/2010 – Domingo

☻ Das 11  horas às ?????? –  “Tambor rufô” –   vadiação dos participantes do evento , na Chácara Sapucaia, Av. Beira Rio, ao lado do Bar Taboca, Bairro Incra com a participação especial da Banda Irmandade;

As vagas para oficinas são limitadas.  Inscrições com o Professor Irapuru – (99) 9643-9989 ou (99) 8145-2852; e-mail  angoleirosdabarra@hotmail.com

Deram a maior força  nessa história:

– Açougue 3 Irmãos;
– Audiolar;
– Auto Escola Brandãos;
– Azevedo Transportes;
– Churrascaria Oliveira;
– Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barra do Corda;
– Deputado Rigo Teles;
– Deputado Tatá Milhomem;
– Dr. Carlos Moraes;
– Dr. David Feller;
– Dr. Weurik;
– Escola de Natação Aquabarra;
– Fazenda Chapada;
– Fernanda Milhomem;
– Funerária Santa Terezinha;
– Instituto José Orleans;
– Junho do Nenzim;
– Kumon;
– Loja Catu Biju;
– Olímpio e Sandra;
– Padaria Patrícia;
– Padaria Tocantins;
– Prazeres;
– Professor Inácio;
– Projeto;
– Raimundo Neto;
– Ritrama – Guindastes e Transportes;
– Roberto;
– Rudakof
– Ricardo Capoeira;
– Sacolão Brasil;
– Servidores da Apae;
– Vereadora Nilda Barbalho;
– Unilar
– Zeca do Juá;
– Todos os meios de comunicação de Barra do Corda e de outras cidades que estão divulgando o evento.

Fonte: http://www.barradocorda.ma.gov.br/secretarias/secretaria_educacao.php

SARAU do Quilombo do Leblon

O Centro Cultural Quilombo do Leblon, localizado nas dependências do Clube Campestre da Guanabara – Alto Leblon – RJ, lançará no próximo dia 28 de março às 11hs, o projeto “Sarau do Quilombo do Leblon”, um evento de preservação e divulgação das culturas populares. Em sua primeira edição o tema será a “Viola e o Cordel”.

Teremos a participação de poetas, cantadores e violeiros, além de uma exposição de Cordéis.

O projeto acontecerá sempre no ultimo domingo de cada mês com entrada franca.

Venham participar e não deixem de conhecer o restaurante Café do Alto, um excelente representante da culinária pernambucana.

Até lá.

Leonardo Dib (Boiadeiro)

Fotógrafo paranaense expõe na França imagens da Festa de Iemanjá

O fotógrafo e jornalista André Zielonka abre na próxima terça-feira (10/11) a exposição “Festa de Iemanjá”, na Maison de L’Amérique Latine de Rhône-Alpes, em Lyon, sudeste da França. As imagens documentais apresentam a celebração à Iemanjá da comunidade de Arembepe, na Bahia. A exposição é parte da programação do Festival Zoom Brasil, organizado pelas associações francesas Grupo de Capoeira Angola Cabula (GCAC France) e Casamarela. O evento pretende valorizar a pluralidade da cultura brasileira por meio de uma programação que inclui artes plásticas, cinema, dança, teatro, música e fotografia. “As 17 imagens que vou expor são parte de uma documentação maior que venho desenvolvendo há 10 anos sobre a Capoeira Angola. Estou feliz com o convite e a oportunidade de apresentá-las fora do Brasil e espero que o trabalho seja bem aceito pelo público francês”, afirma Zielonka.

As fotos que serão expostas, segundo Zielonka, fazem uma narrativa cronológica da celebração à Iemanjá que ocorre em Arembepe, comunidade com cerca de 4 mil habitantes localizada a 45 km de Salvador. A festa acontece todos os anos no dia 2 de fevereiro e os preparativos envolvem centenas de moradores que desde a madrugada preparam as oferendas que serão levadas para o mar ao amanhecer. Iemanjá, a rainha dos oceanos, é uma divindade cultuada pelas religiões afro-brasileiras, mãe de todos os orixás e protetora dos lares e das famílias. Nossa Senhora dos Navegantes é sua representação católica. De acordo com o fotógrafo, ao contrário da festa em Salvador, na praia de Rio Vermelho, que atrai uma multidão de turistas, em Arembepe o ritual ainda conserva características muito antigas e tradicionais.  “É totalmente organizado pelos moradores e algumas pessoas participam da celebração há mais de 40 anos”, relata.

As imagens captadas por Zielonka documentam a festa nos anos de 2002 a 2006. “A maioria das fotos que levarei para a França já foi apresentada em exposição em Arembepe. Os quadros foram depois presenteados às pessoas da comunidade”, lembra. “Estabeleci uma relação de respeito e confiança com os moradores, que me convidaram para acompanhar o cortejo de barcos que levam as oferendas para o alto-mar,” ressalta. Como presente, Iemanjá recebe flores, perfumes, alfazema, colares, sabonetes, pentes, espelhos, bijuterias, entre outras oferendas. “A comunidade de Arembepe se prepara o ano todo para essa celebração. Tive o privilégio de ter o aval para documentar um ritual com tantos significados para a vida dessas pessoas”, conclui Zielonka.

Serviço:
A exposição acontecerá na Maison de L’amerique Latine
De 10 a 22 de novembro
Lyon – Rhône Alpes
France

Sobre André Zielonka:

Natural de Curitiba, André F. Zielonka é fotógrafo profissional há dez anos. Jornalista, trabalhou em jornais e revistas e, em 1999, mudou-se para os Estados Unidos em busca de estudo e de novas experiências fotográficas. Ao retornar para o Brasil, estabeleceu-se como fotógrafo profissional independente. É professor da Escola de Fotografia Omicron e da PUC-PR desde 2001. Durante esses anos, além de suas atividades como fotógrafo e professor, desenvolve os projetos Roda de Angola e a Mostra Caixola – projeções audiofotográficas.

Site/Blog do Fotógrafo: http://andrezielonka.blogspot.com

Fonte: http://www.paranashop.com.br/

Capoeira inclui Piauí no ano da França no Brasil

O Ano da França no Brasil, que começou em abril e vai até dezembro, em várias cidades do país, inclui agora Teresina, com a vinda ao Piauí de 22 integrantes franceses da Associação de Capoeira Viola, de Paris. A abertura solene da programação, com recepção do grupo, aconteceu nesta manhã, na Sala Torquato Neto, do Clube dos Diários. As atividades de intercâmbio cultural serão cumpridas nesta terça-feira (18) e quarta-feira (19), tanto no Clube dos Diários como no Espaço Trilhos do Teatro, do Ponto de Cultura nos Trilhos do Teatro.

O intercâmbio cultural Piauí-França é promovido pela Fundação Cultural do Piauí (Fundac), juntamente com o Ponto de Cultura nos Trilhos do Teatro, com a Associação de Capoeira Cordão de Ouro, do Piauí, e a Associação de Capoeira Viola, da França. As atividades do Ano da França no Brasil se concentram mais no Nordeste, sobretudo em Salvador (BA) e São Luís (MA). Em Teresina, o evento é parte do calendário oficial e é o único agendado para Teresina, segundo informações de Francisco Pellé, coordenador do Ponto de Cultura nos Trilhos do Teatro.

A abertura solene teve participação da presidente da Fundac, Sônia Terra, da coordenadora da Associação de Capoeira Viola, mestra Joagnes Brocaedi; do coordenador da Associação de Capoeira Cordão de Ouro, contramestre Silvan César. Também participou a vereadora Rosário Bizerra.

Integração entre os povos

Joagnes Brocaedi disse que, assim como no Brasil, a capoeira tem cumprido papel importante, incluindo jovens da periferia das grandes cidades francesas na sociedade. “A Europa vê essa prática como um elemento artístico que une percussão, a dança e o corpo e por isso é valorizada. Além disso, proporciona a integração cultural entre comunidades estrangeiras na França, ajudando as pessoas a se aceitarem melhor”, afirmou.

Para Sônia Terra, o Ano da França no Brasil e, em especial, em Teresina é um momento importante, por ser fruto das ações dos pontos de cultura, especificamente do Ponto de Cultura nos Trilhos do Teatro. Ela acrescentou que a Fundac tem um carinho especial pela capoeira. “É uma atividade que está nas raízes culturais do país e está além das fronteiras nacionais, integrando a juventude”, afirmou. Ela levou o abraço do governador Wellington Dias e dos piauienses aos franceses.

Ainda participou como membro do grupo francês o percussionista piauiense, de Teresina, José Mendes dos Santos, o Pizeca, que se radicou na França há 6 anos e há um ano e meio integra a Associação de Capoeira Viola. Também participaram da abertura alunos da Unidade Escolar Presidente Vargas, escola fundamental que desenvolve programa educativo com aulas de capoeira. Após a abertura, capoeiristas franceses e teresinenses fizeram um animado jogo no salão do Clube dos Diários.

SESC Niteroi – Capoeira Infantil

A Federação Fluminense de Capoeira realizará, em 09 de maio de 2009, das 09 às 17 horas, o Festival Estadual (RJ) de Capoeira Infantil.
Local: SESC Niterói/RJ.
Rua Padre Anchieta, 56 – Centro – Niterói/RJ, Brasil.
Todos os capoeiristas e simpatizantes estão convidados a participar do evento.

 

Entrada franca – Apoio SESC-Niterói/RJ

 Oficinas:

  • – História da capoeira
  • – Confecção de instrumentos com material reciclável
  • – Aulão de capoeira
  • – Rodas de capoeira infantil
  • – Apresentação dos profissionais de capoeira
  • – Recreação

Mais informações: (21)9589-1358
Realização: Federação Fluminense de Capoeira

Mestre Zezeu

Paris: Lançamento Europeu do DVD “Mestre Bimba a Capoeira Iluminada”

O LANÇAMENTO EUROPEU DO DVD DE "MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA" NO FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE PARIS .

Foram 3 sessões lotadas, no CINEMA LATINO de PARIS. De diversas cidades francesas chegaram capoeiras para ver o filme. Além disso, o público presente à décima edição do festival, brasileiros e simpatizantes franceses da cultura brasileira, já havia assistido a documentários como "OPERAÇÃO CONDOR", "SIMONAL, NINGUÉM IMAGINA O QUE EU PASSEI" "GINGA"e tantos outros. Para mim, era um momento que sempre esperei, de colocar um filme sobre capoeira em uma sessão oficial de um festival internacional, mostrando-o principalmente a pessoas que pouco sabem da nossa capoeira. Um sentimento de passar para os outros a mesma emoção que tive, há apenas 5 anos, ao entrar em contato com essa maravilhosa arte brasileira mas que se torna universal. Foi um grande prazer apresentar meu filme a esse público e um prazer maior ainda quando me perguntavam onde poderiam ver mais e aprender capoeira em Paris. É, eu pensava, mais um que o virus da capoeira pegou. Do palco, onde apresentava o filme, pude ver alguns amigos que fiz na estrada da capoeira, entre eles estava a IGUANA, uma capoeirista francesa, que veio de GRENOBLE especialmente para a sessão do filme e já tinha feito o mesmo se deslocando até o Rio de Janeiro, em um gesto que muito me comoveu e aumentou a minha crença em uma capoeira espalhada pelo mundo todo, sem qualquer distinção de credo, cor, origem étnica ou qualquer outra forma de diferenciação da raça humana. Uma PANGEA CAPOEIRA, onde o único elo de ligação se faz através dos sentimentos que são comuns a toda a humanidade.

Bem, pensava isso enquanto procurava usar o meu fraco francês para me fazer entender. Após a sessão, tivemos um pequeno coquetel, com caipirinhas e pão de queijo e fomos. Foi boa a festa, principalmente porque serviu também para que fosse anunciado o lançamento do DVD do filme em toda a Europa, a começar pela França, ainda nesse mês de junho. Tive reuniões com o pessoal da DG DIFUSION, que se responsabilizará pelo lançamento na França, em versão francesa e da Exportacion-DISCMEDI, de Barcelona, que comandará a operação Europa, para a colocação do DVD nos países europeus. Uma operação especial está sendo tramada para ocuparmos espaços no verão da Grécia, com exibições do filme ao ar livre, seguidas de muita capoeira, nas ilhas gregas. Outras ações estão sendo pensadas, o que me deixa bastante animado quanto à meta de fazer pelo menos 1 milhão de pessoas descobrirem a capoeira através do filme, em todo o mundo. Se a operação verão europeu der certo, partiremos para outros continentes.

Em Paris houve ainda uma sessão para estudantes do primeiro grau que, entre todos os filmes do Festival, escolheram o MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA para ver. Foi mais uma sessão lotada, com um público entre 10 e 12 anos, dos quais a maioria não conhecia mas já ouvira algum amigo falar. Uns poucos praticam ou já praticaram a capoeira, segundo uma pesquisa que me mandaram. Foi outro momento inesquecível para mim, ver o interesse deles, principalmente dos que estavam ali descobrindo essa magia sensacional da arte da nossa gente. Um grupo de portugueses, onde apenas uma menina fazia capoeira, também estava entre os mais animados. Foram quase meia hora de fotos com eles. Tenho certeza que muitos, depois do filme, irão procurar aulas de capoeira. Se isso acontecer, tudo terá valido a pena.

Luiz Fernando Goulart

Paraná: Cinemateca exibe filmes de capoeira, com entrada franca

A mostra inédita, que acontece até o dia 13 de março, na Cinemateca de Curitiba, tem classificação livre e reúne dez filmes, que tem como tema comum a Capoeira.

A Cinemateca de Curitiba exibe, a partir desta quinta-feira (6), filmes brasileiros de diferentes estados do país que têm um tema comum – a capoeira. A 1ª Mostra Nacional Capoeira no Cinema é promovida pelo Centro Cultural Humaitá e tem o apoio da Cinemateca de Curitiba e Riofilme. A mostra inédita, que acontece até o dia 13 de março, tem classificação livre e reúne dez filmes, dos quais sete são documentários. A entrada é franca. A Cinemateca é um espaço cultural de Prefeitura de Curitiba.

O documentário Mestre Bimba, a capoeira iluminada abre a Mostra e terá pré- estréia no dia 6, às 20h. Do dia 7 ao dia 13, as exibições acontecem à tarde, sempre às 16h.

De acordo com o representante do Centro Cultural Humaitá, Adeguimar José da Silva, conhecido na capoeira como Candeeiro, cinco milhões de pessoas praticam a capoeira no Brasil. "Cada vez mais, a capoeira é valorizada pelo seu potencial pedagógico, onde se trabalha a dança, a música, as acrobacias, misturando diferentes linguagens artísticas", afirma o integrante do Centro Cultural. Por causa do interesse de algumas escolas, haverá uma sessão especial para crianças da Região Metropolitana.

O filme que abre a programação da Mostra – Mestre Bimba, a capoeira iluminada – entra em cartaz na programação regular da Cinemateca a partir do dia 7, sexta, até o dia 13. As sessões são às 19h e 20h30.