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Projeto A Cor da Cultura lança 2° pacote pedagógico sobre cultura afro-brasileira

Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lança hoje (11-04-11) a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberão o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.

O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.

PARCERIAS – O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, prestigia o lançamento, que acontece no Rio de Janeiro, e lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, capítulo II), que recebeu a sanção presidencial em 20 de julho de 2010.

A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.

Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.

METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.

O lançamento do conjunto de materiais pedagógicoas A Cor da Cultura acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no Trapiche Gamboa, um dos berços do samba no Rio de Janeiro. Ele faz parte da programação do Comitê Gestor do projeto, que se reúne a partir das 15 horaa, para apresentação dos novos membros, do balanço e do plano de expansão do programa.

SERVIÇO
O quê: Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Quando: 11 de abril
Horário: 19h
Onde: Trapiche Gamboa
Endereço: Rua Sacadura Cabral, n° 155, Saúde – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2293 6522

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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Projeto Pratique Capoeira: “De Pernas pro Ar – Recontando a nossa História”

Pratique Capoeira é um Projeto Cultural aprovado junto ao Programa de ação Cultural PROAC, patrocinado via isenção de ICMS pelas Empresas Belgo Bekaert Arames e ArcelorMittal.

O projeto tem como objetivo apresentar uma ampla proposta para divulgar a capoeira como um símbolo da cultura popular brasileira através da publicação do livro lúdico “De Pernas pro Ar”. E ainda realizar palestras de sensibilização, oficinas práticas e shows nas Escolas de Ensino Fundamental na cidade de Hortolândia.

O livro lúdico, escrito por Josiane Silva, conhecida na capoeira como “Josi” é uma publicação destinada ao público infanto-juvenil, que através da leitura poderão conhecer e aprofundar a história da capoeira, promovendo uma sociedade mais consciente, que cria e recria sua cultura, valorizando a cultura popular. O lançamento do Livro será no dia 07 de setembro de 2010 às 19:00 horas na Câmara Municipal de Hortolândia.

Venha e traga seu axé, sua presença será fundamental para abrilhantar este dia!

 

Tiago de Camargo – Contramestre Formiga
CAPOEIRA IBECA – www.capoeiraibeca.com

 

É com muita satisfação que venho convidá-los para o lançamento do meu livro “De Pernas pro Ar – Recontando a nossa História” este livro é resultado de um trabalho de 2 anos, envolvidos pelo Projeto Pratique Capoeira.

O livro é uma publicação destinada ao público infantil, que através da leitura poderão conhecer e aprofundar a história da capoeira, promovendo uma sociedade mais consciente, que cria e recria sua cultura, valorizando a cultura popular……

Sua presença será fundamental para abrilhantar este dia! Presença Especial Contramestre Formiga

PS: Ajudem também a divulgar vamos mostrar a força do capoeira Ibeca neste dia!

Obrigada Graduada Josi

Downloads da Capoeira

O Portal Capoeira provem uma enorme biblioteca virtual com os mais importantes documentos, manuscritos, músicas, livros, videos e biografias da capoeira. Uma importante e fundamental ferramenta de conhecimento!

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O Brincar na 1ª Infância: Subsídios para sua aula de capoeira infantil

Nas atividades da educação infantil, devemos respeitar e utilizar as sugestões das crianças! São especialistas neste assunto. Esta afirmação é constatada nas mais diversas literaturas e apoiada pelos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. A criança de fato é fonte de sabedoria em brincar, propor atividades e além de tudo explicar esta atividade. Fenômeno ocorrido normalmente dentro do ambiente escolar.

Muitas vezes o professor leva certo tempo tentando esclarecer sobre um jogo ou atividade que irá ser realizada, enquanto a criança consegue expressar de maneira mais clara e objetiva o que se quer propor. E já que a ação do professor na Educação Física Infantil, como citado anteriormente, é decorrente do conhecer e saber sobre o “mundo” das crianças, porque não entrarmos neste universo estando sempre prontos a brincar e falando a língua universal à todos “pequenos” ; a ludicidade.

KISHIMOTO (1998) em relação à brincadeira diz que; se brincar é essencial é porque é brincando que a criança se mostra criativa. Brincar é visto como um mecanismo psicológico que garante ao sujeito manter uma certa distância em relação ao real, fiel, na concepção de FREUD, citado por KISHIMOTO (1998) que vê no brincar o modelo do princípio de prazer oposto ao principio da realidade.

Ou seja, brincar é unidade fundamental para ensinar na primeira infância. É nele que a criança transcende o seu cotidiano e transforma o natural, o simples em maravilhoso e belo. Não precisa de recursos tecnológicos ou modernos programas de computadores, precisa é de sucata, bola de meia, um anel, material reciclável e às vezes não precisa de material algum, somente de uma criança.

Segundo FROEBEL, citado por KISHIMOTO (1998), a brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo da vida natural interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo. A criança que brinca sempre, com determinação auto-ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente torna-se um homem determinado e capaz de auto-sacrifício para a promoção do seu bem e de outros. Como sempre indicamos, o brincar em qualquer tempo não é trivial é altamente sério e de profunda significação.

FREIRE (1996) destacando o poder que a criança possui em relação as suas experiências, pergunta: Por onde poderíamos começar, senão pelo conhecimento que a própria criança possui ao entrar na escola? Não é isso o que dizem a respeito da alfabetização Emilia Ferreiro, autora que conquistou a admiração de muita gente.

O que se vê, na maioria das vezes, é uma quase total desconsideração, por parte da escola, do conhecimento que toda criança com certeza possui.

Além de constituir um importante alicerce para a cultura adulta, as atividades culturais infantis, comportam um espaço livre de pressões adultas para o exercício de componentes não “bem aceitos” pelos mais velhos. Tratam-se especialmente, daqueles aspectos de ordem afetiva e sexual, como os que se vêem nos brinquedos de “casinha” ou “papai e mamãe”, camuflados num cenário de ingenuidade infantil. Em relação a outros aspectos, como o cognitivo ou o motor, basta saber ver o envolvimento em brincadeiras como amarelinha, garrafão ou mãe da rua, por exemplo. Bem mais que a escola, o brinquedo infantil tem cumprido a importante missão de aperfeiçoar o acervo motor, elevando-o ao nível necessário para se dar conta das solicitações, que o ingresso no mundo de amplas relações sociais da escola exige.

E sendo a criança, o melhor engenheiro deste brinquedo, as possibilidades de construção e opiniões que se transformam em realidades são imensas. Basta ao professor, respeitar os conhecimentos do aluno e garantir a sua participação efetiva neste sentido. Abrindo o espaço para oficinas de brinquedos, utilizando-se de sucatas e materiais recicláveis e também trazendo para as aulas, simples materiais como um cabo de vassoura que certamente se transformará num cavalo mágico ou num avião.

A concepção do Brincar de FROEBEL se amarra aos princípios da abordagem construtivista que enxerga no brincar e no lúdico um caminho de sucesso para o desenvolvimento pleno da criança nas aulas de educação física escolar. Com base nestas frentes que enfatizam o lúdico, podemos ainda pensar em diferentes possibilidades como fontes inesgotáveis de possibilidades recreativas. Em manifestações culturais e folclóricas que se tornaram, com o passar da história, objetos de estudo dentro do universo do aprendizado e também do saber.

A cultura é inesgotável, fonte de águas límpidas e que mexe com os sentimentos não só de pesquisadores e historiadores, mas também, e podemos afirmar que; principalmente das crianças.

Ao relatarmos alguns pontos, que consideramos relevantes, dentro da Educação Física Infantil, procuramos nos situar para então dar início nas pesquisas de nosso objeto de estudo: o ensino da capoeira para crianças, especialmente em idade de primeira infância (02 à 06 anos); misto de dança, jogo, e luta. Cultura, arte, expressão, sentimento e paixão declarada na face de seus praticantes.

capoeira infantilSegundo Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, um dos principais mestres de capoeira de todos os tempos, o seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio dos mestres. Algo mutável, conforme a própria realidade nos aponta. Começou nos engenhos ou porões dos navios negreiros e hoje é disciplina em universidades, objeto de estudos, e ferramenta de trabalho para muitos educadores. Já implantada por diversas instituições de ensino e utilizada para se abrir, uma série de outras possibilidades de vivenciar a cultura através da herança dos africanos, trazidos para o trabalho escravo no Brasil.

São estas possibilidades citadas, o maculelê1, o samba de roda2 , a puxada-de-rede3 as danças regionais como o carimbó4, a catira5 e o maracatu6, enfim; uma série de temas trabalhados juntamente com a herança cultural dos africanos e levando ao professor um “arsenal” de brincadeiras e possibilidades.

Propondo tais atividades, o educador poderá adaptar as tradições de danças regionais e o folclore dos índios e escravos, jogos e brincadeiras dentro do universo da educação infantil. Assim, as crianças vivenciam possibilidades de conhecimentos múltiplos dentro de temas culturais, passam a adquirir um caráter crítico e analítico das situações, pois, vão construir os seus pensamentos em relação às atividades propostas e não irão receber algo pronto a acabado, pois; a cultura é inesgotável, abrindo a possibilidade de novas vivências e “pesquisas” sobre o assunto.


1- Dança realizada com bastões simulando a cana-de-açucar e os combates entre capitães-do-mato e escravos dentro dos canaviais; oriundo de rituais indígenas praticados também pelos escravos.
2- O início do samba, também chamado de semba e realizado sempre em rodas em razão das tradições da cultura indígena e escravocrata.
3- Manifestação do povo caiçara que relata o sofrimento e a alegria dos pescadores voltando do mar.
4-5-6- Danças regionais praticadas principalmente no Estado do Maranhão .BR.

SUGESTÕES DE LITERATURA

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O brincar e suas teorias- São Paulo:Pioneira,1998

FREIRE, João Batista; SCAGLIA, José Alcides. Educação como Prática Corporal – São Paulo: Scipione, 2003

COSTA, Caio Martins ;SILVA, Marcelo Barros. Parâmetros Curriculares Nacionais
Ministério da Educação e do Desporto – Secretaria de Educação Fundamental
Terceiro e Quarto Ciclo do Ensino Fundamental

RICARDO AUGUSTO COSTA (PROFESSOR BEIJA-FLOR)
SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP

Maiores informações sobre capoeira infantil e adaptada
http://bfcapoeira.vilabol.com.br
ou e-mail
beijaflor@portalcapoeira.com

 

Comunidade & Capoeira: Os contrastes de um bairro-cidade

Em um complexo emaranhado de contextos e realidades sociais, Cajazeiras, que tem uma população superior à de Feira de Santana – segunda cidade mais populosa da Bahia – e o local é conhecido como o maior conjunto habitacional da América Latina, a capoeira caminha lado a lado com o social, ajudando a educar e ocupar os jovens habitantes do conjunto… como nos ensina um grande Mestre de Capoeira: "A Capoeira é uma escola de Cidadania".

Luciano Milani

 

Os contrastes de um bairro-cidade

Cajazeiras é praticamente uma cidade dentro de Salvador. São mais de 670 mil habitantes dispostos entre as 11 Cajazeiras e as quatro Fazendas Grandes . A população é superior à de Feira de Santana – segunda cidade mais populosa da Bahia – e o local é conhecido como o maior conjunto habitacional da América Latina. São incontáveis setores, quadras e blocos capazes de confundir até mesmo os moradores mais antigos. A região também se confunde com localidades como Águas Claras e Boca da Mata, devido à proximidade geográfica.

Sua construção começou em 1982, no governo de João Durval Carneiro (1983-1987), apesar de a pedra fundamental ter sido colocada no governo de Antonio Carlos Magalhães (1979-1983). As terras, antes ocupadas por três grandes fazendas: Jaguaripe de Cima, Fazenda Cajazeiras, Fazenda Boa União e Chácara Nogueira, foram desapropriadas para dar lugar ao Projeto Urbanístico Integrado de Cajazeiras. Foram erguidas 18.523 habitações populares.

Hoje, quem chega ao bairro se depara com uma grande quantidade de igrejas, estabelecimentos comerciais (supermercados, faculdade, shopping, lanchonetes, lojas de autopeças, hospitais, etc.) e, também, com muitas invasões espalhadas por vales e encostas ao redor dos conjuntos habitacionais. Para o responsável pela Administração Regional (AR XIV), José Miguel dos Santos, essas ocupações “são um sofrimento para Salvador”, pois são construídas sem qualquer ordenamento do solo e contribuem para aumentar consideravelmente o problema de saneamento básico no bairro.

ALEGRIA – Moradora do conjunto habitacional de Fazenda Grande I, Setor III, desde 1985, Telma Rita Salgueiro não enfrenta essa dificuldade. Apesar de reclamar do atendimento nos postos de saúde e da questão do transporte para outras áreas da cidade, ela revela: “Conseguir a casa própria foi a melhor alegria da minha vida”. Hoje, o apartamento de dois quartos funciona também como local de trabalho. É na pequena cozinha que Telma prepara variados doces, tortas, salgados e refeições para atender às encomendas diárias.

Se na quadra onde Telma mora a tranqüilidade comanda, a alguns metros, agitação é palavra de ordem. É na Fazenda Grande I que está localizado o Campo da Pronaica, o maior de Cajazeiras e sede oficial de eventos do bairro, como o Carnaval do bairro, o Cajazeiras Metal Fest III – que reuniu bandas locais de rock’n’roll –, a Parada Gay de Cajazeiras, feiras beneficentes, entre outros.

Além dos eventos culturais na Pronaica, os campos de futebol também se apresentam como opções de lazer para diferentes faixas etárias. Apesar dos vários campos espalhados pelo bairro, o estudante Paulo de Tarso Costa de Jesus, 14, reivindica: “O que mais queria aqui era um campo só pra gente, sem precisar disputar o espaço com os coroas”.

COMUNIDADE – Outro destaque do local é a articulação comunitária. Hoje, o bairro conta com 32 entidades filiadas à União das Associações de Moradores e Entidades Representativas das Cajazeiras e Adjacências, sob a presidência de Evanir de Araújo, 52. Segundo ele, o bairro abriga mais de 100 grupos de capoeira. Mestre Antônio, 45, está à frente de um deles, o Capoeira Zumbi Guerreiro. Aproximadamente 30 meninos e meninas, com idades entre 6 e 20 anos, participam do grupo, cujos treinos e rodas acontecem nas salas do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras IV. “A capoeira tira a gurizada das drogas”, destacou o mestre.

O capoeirista Anailton Correia, 20, concordou: “A capoeira é cultura, é arte e dá uma ocupação para os jovens não ficarem nas ruas”. Para o jovem, o que falta é reconhecimento, por parte da comunidade, da importância da capoeira para o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.

De acordo com Luiz Carlos Pinto, presidente da Associação de Moradores de Cajazeiras IV (Amcaj IV), o apoio da comunidade também é fundamental para fortalecer os projetos sociais executados em Cajazeiras. Um exemplo é o programa Escola Informática e Cidadania, que, de acordo com Evanir de Araújo, já capacitou mais de 400 jovens este ano. “Os alunos que podem contribuem com R$ 10”, disse Araújo.

Outro projeto que contribui para a melhoria das condições de vida dos moradores de Cajazeiras é a unidade da Fundação Bradesco, implantada no bairro há 22 anos. Segundo a diretora Jane Eachimenco, 11.837 jovens e adultos já se formaram nos cursos profissionalizantes da entidade; 3.301 estudantes, nas turmas de ensinos fundamental e médio; e 184 alunos em cursos técnicos.

Fernando Vivas / Agência A Tarde – http://www.atarde.com.br

Teatro – Promoção: “ÁGUA DE BEBER” descontos para capoeiristas

Promoção: "ÁGUA DE BEBER" descontos para capoeiristas:

Desconto de 50% nos ingressos, que podem ser feito através de vouchers que serão entregues aos mestres para distribuir aos alunos ou contato direto via internet com claudio.baltar@terra.com.br ou com intrepidatrupe@terra.com.br

 

A criação é do diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, que há anos faz minuciosa pesquisa sobre a capoeira. Para realizar Água de Beber, Baltar teve como ponto de partida o livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré, pesquisou jornais brasileiros do final do século XIX e fez entrevistas com mestres e estudiosos da capoeira como Mestre Camisa, o antropólogo Bernardo Conde, a neurologista Dra. Rosali Correia e Mestre Nestor Capoeira.

Depois de escolher o elenco (formado por seis capoeiristas) através de exigente teste de habilidades, o espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento, o pensamento e a reflexão sobre a capoeira em todos os seus aspectos. Os capoeiristas são Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto , Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar.

A música ao vivo é fundamental no espetáculo, criando climas e pontuando situações, alem de remeter a outras influências artísticas na capoeira.

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jóckey

De 8 de Setembro a 01 de Novembro
Setembro – Sábados e domingos às 18h

Outubro – Quartas e Quintas às 21 h.

Estréia dia 8 de setembro, no Teatro do Jóquei, ÁGUA DE BEBER, o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo.

Contatos: claudio.baltar@terra.com.br ou intrepidatrupe@terra.com.br

Capoeira, arte, história e educação

Nascida da ânsia de liberdade dos negros escravos que aportaram no Brasil, a capoeira tem como mote ser uma expressão popular brasileira. Sua mistura de dança, luta e música atrai pessoas do mundo todo a conhecê-la e praticá-la.
 
A maioria dos grupos de capoeira – aqueles que são entidades sérias – busca despertar na comunidade o interesse pela arte que veio da África. Há um processo de formação onde os alunos aprendem, além dos movimentos, a entender sua origem, evolução e transformações. Busca-se também resgatar a história e rituais quase esquecidos. Os mestres capoeiristas não concentram seu trabalho apenas no ensinamento da arte marcial ou da dança. Há, paralelamente o aprendizado do maculelê e outras manifestações folclóricas, cujo objetivo é valorizar a capoeira como forma de arte e expressão popular cultural genuinamente brasileira, mas com raízes africanas bem expostas.
 
No âmbito desportivo, o objetivo de quem ensina a arte da capoeira é oferecer a melhor técnica para treinamento da parte acrobática, sempre visando diminuir o risco de lesões e aumentar o rendimento técnico dos capoeiristas.
 
A grande mudança no ensino da capoeira aconteceu após a promulgação da Lei 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. A lei torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileiras nos níveis fundamental e médio. Os currículos devem incluir "o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política (…)".
 
Apesar de alguns educadores e historiadores não serem favoráveis à criação de um dispositivo legal – portanto obrigatório – para o ensino dessa parte importante dos valores de nosso povo, os mestres da capoeira vêem nesta decisão a oportunidade de divulgar seu trabalho e resgatar, ainda que tardiamente, um conteúdo fundamental da história nacional.
 
Há que se colocar nessa conta o viés de educação e formação que a capoeira tem. Ela serve como elemento de integração social e valorização das questões culturais, artísticas e folclóricas, despertando o caráter de identidade cultural em nossas crianças. Hoje, são desenvolvidas e aplicadas metodologias de treinamento da capoeira para crianças onde se busca a melhor resposta às suas necessidades de desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social.
 
Mas, o que é melhor? Discutir a lei ou evitar que se perpetue a ignorância quase generalizada que o povo brasileiro tem – sobretudo as crianças e adolescentes – em relação à participação africana em nossa formação? Essa ignorância é influenciada por preconceitos muito arraigados, que vieram da sociedade escravista e foram mantidos por grande parte da elite nacional.
 
A capoeira é apenas um dos elementos da “africanidade” que devem ser mostrados aos estudantes no longo processo de retificação do solitário papel que foi legado ao homem africano.
 
Existem cantigas e lendas africanas que podem ser trabalhadas com as crianças do ensino fundamental. A rica culinária da África, tão presente em nosso dia-a-dia, pode ser mostrada aos alunos das aulas de Estudos Sociais. Nas aulas de História, o continente africano não deve ser lembrado apenas como aquele de onde vieram os escravos que iriam enriquecer os homens brancos de outras terras. Na África está o Egito e seus cinco mil anos de história contemplados por Napoleão Bonaparte.
 
Este novo enfoque pode proporcionar o debate sobre o surgimento do racismo e, a médio ou longo prazo, permitir que os estudantes entendam e discutam a desigualdade racial brasileira.
 
A exemplo do que é feito há décadas nas aulas de capoeira, muito pode ser feito nas salas de aulas das escolas para diminuir a distância entre a África e o Brasil. Seria uma Pangéia ao revés, o começo da reaproximação entre duas culturas separadas por um Oceano Atlântico de erros históricos e preconceitos.
 
Alex Charles Rocha (Alex Carcará) é Mestre de Capoeira e fundador do Centro Cultural Escola do mundo e também do Grupo Chibata de Capoeira. Formado em Educação Física, foi Campeão Brasileiro de Capoeira em 1999.
 
http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/art/ArtigoCompl.jsp?&Artigo.codigo=1941

Mestre Fernando Rabelo: Vídeo instrucional básico de capoeira

{jgquote}Mestre Fernando Rabelo, enviou para a comunidade capoeiristica registrada no grupo de discussão Capoeira CBC, um email, com um pequeno video onde demonstra alguns movimentos básicos da capoeira, vale a pena conferir…
Luciano Milani {/jgquote}
 
Achei que estava fazendo falta, então fiz um vídeo instrucional do básico do básico.
 
De uma olhada.  Eh!eh!eh!
 
Estou gostando desse negócio.
 
{youtube}gWpgEf8Y-TM{/youtube}
 
abração e até o próximo
 
Fernando Rabelo
Belém-PA

Video Description
 
Educational video about fundamental and basics movements of the
brazilian martial art and sport called Capoeira

Natal: SME realiza Festival de Capoeira

Prefeitura de Natal
Secretaria Municipal de Educação (SME) inicia no próximo sábado (27), com a realização de um Festival de Capoeira, os preparativos para os Jogos Escolares Municipais (JEM’s) 2006, previstos para o mês de setembro.
 
De acordo com o diretor do Setor de Cultura e Desporto, José Maxwell, as escolas têm até quinta-feira, 25, para confirmar a sua participação inscrevendo os atletas que deverão participar da referida competição.
 
O Festival de Capoeira, que envolve alunos do 1º e 2º ciclos e da 5ª a 9ª série do ensino fundamental, será realizado a partir das 8h, na quadra da Escola Municipal Professor Zuza, a rua Miguel Castro, s/n, bairro de Nazaré.
 
Outros festivais, como, por exemplo, de dança, xadrez e futsal, estão previstos para serem realizados pela SME como forma de preparar os atletas para os JEM’s. As novas datas deverão ser divulgadas nos próximos dias pelo Setor de Cultura e Desporto.

Capoeira na Educação Formal

Já não é de agora que o tema: Capoeira e Educação vem sendo debatido nas rodas e nos diversos meios de comunicação… Vários companheiros já tem um trabalho formal dentro deste apecto da nossa capoeira. É inegavél o caracter multifacetado da capoeira assim como é inegavel o seu valor cultural para a sociedade. É dentro desta riqueza de recursos e possibilidades da nossa arte que iremos abordar a matéria sugerida pelo editor do Jornal do Capoeira, apontando para a "Capoeira na Educação Formal".
Luciano Milani


Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 64 – de 12 a 18/Mar de 2006
 
Nota do Editor:
 
        Conheci Mestre Zulu durante do primeiro Seminário Nacional de Estudos da Capoeira (SENECA), em Campinas, maio de 2004, embora tenha acompanhado, a algum tempo, parte de seu trabalho à partir de sua produção científica sobre capoeira (livro, artigos, "papers", entrevistas em revista especializada etc). Seu livro "Idiopráxis de Capoeira" pode ser considerado um ponto de partida para quem está enveredando pela capoeira enquanto "Educação Formal". A obra, é claro, não busca esgotar o assunto, mas servir com referência para quem está iniciando-se na área.
        Tenho convidado boa parte dos mestres e doutores da "Academia" (Universidades, Faculdades de Educação Física etc), sempre argumentando que, infelizmente, a grande maioria dos capoeiras não tem acesso às dissertações de mestrado e teses doutorais produzidas nos cursos de Pós-Graduação em Antropologia, Sociologia, História e Educação Física espalhadas pelo Brasil. A triste realidade é que boa parte desta rica literatura acaba dormindo nas prateleiras das bibliotecas públicas e particulares, e não chega ao principal público que deveria ser atingido: os mestres e praticantes de nossa arte.
        Felizmente alguns mestres e doutores estão se sensibilizando da importância de se tornar mais acessível suas "produções científicas". Alguns disponibilizam por meio de revistas especializadas em capoeira, como é o caso do doutor em Sociologia e Mestre de Capoeira Luiz Renato. Outros estão, a algum tempo, contribuindo por meio deste nosso Jornal do Capoeira, com é o caso da Dr. Letícia Vidor (SP) e do Dr. Falcão (SC).
        Sabemos que ainda não é o ideal. O ideal seria mesmo que um Ministério da Educação publicasse e distribuísse, para toda a rede pública de ensino, e mesmo para as principais bibliotecas e institutos de pesquisa do Brasil e do Exterior, uma espécie de periódico, em forma de revista mensal, democratizando-se por completo a Literatura recente produzida sobre nossa Capoeira. Seria uma tacada de mestre se o próprio Ministério da Educação republicasse algumas obras raras da literatura clássica da capoeira. As obras de Plácido do Abreu, ODC, ZUMA e Inezil Pena Marinho seriam, sem dúvida alguma, as primeiras da lista.
        A seguir apresentamos a primeira de uma série de contribuições que MESTRE ZULU estará publicando em nosso Jornal do Capoeira. O artigo a seguir apresenta trechos da palestra "Capoeira na Educação Formal", proferida pelo Mestre Zulu, no VIII Fórum Nacional de Capoeira, realizado em Brasília no mês de dezembro de 2005, na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Na primeira foto estão Mestres Zulu e Falcão (Santa Catarina).
Miltinho Astronauta

Em 11 de agosto de 1972 iniciei o ensino de capoeira no Colégio Agrícola de Brasília como atividade extraclasse autorizada pela direção daquela unidade.
 
            Senti a necessidade de sistematizar os procedimentos de: ensino-aprendizagem; intercâmbios com outras unidades de capoeira; interação com a escola e com o meio acadêmico; convivência com as artes marciais, as lutas, a educação física e com a dança. À medida que eu acumulava experiências sentia também um desejo cada vez maior de criar, recriar, redimensionar, formular, selecionar, produzir, estudar, discutir, e também ouvir, e muito, os meus alunos.
 
            Inúmeras e variadas foram as minhas iniciativas na busca de alternativas para ampliar e sedimentar o projeto da capoeira na educação formal e mais especificamente nas escolas públicas do Distrito Federal.
 
            Apresentamos à Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal um projeto integrado de capoeira e ginástica brasileira. Durante o segundo semestre de 1981, fiz algumas alterações naquele projeto a fim de atender às exigências e às disponibilidades daquela Secretaria.
 
            No decorrer do mês de janeiro de 1982, após receber as modificações exigidas, o "Projeto Ginástica Brasileira e Capoeira" tramitou por algumas seções, da Fundação Educacional, obtendo parecer favorável, e definição de implantação experimental do referido projeto. Criou-se, a partir daí, um núcleo experimental de capoeira e ginástica brasileira que atenderia aos alunos a partir da 5ª série do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio.
 

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