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TV Globo: “Esquenta!” tem Capoeira

‘A gente vai gingar!’, promete Regina sobre Esquenta com roda de capoeira

Deborah Secco e Paula Fernandes também participam da festa

O ‘Esquenta!’, do dia 22, trouxe ao palco o universo da capoeira. “Hoje, a gente vai gingar! Se você sabe dar uma meia lua de costas, um rabo de arraia, uma chapa de chão, está ótimo. Se você não sabe, vai aprender!”, convoca Regina Casé, antes de revelar a presença dos mais de 300 capoeiristas, de diferentes nacionalidades, que vieram especialmente para a plateia.

Beth Carvalho chega para abrilhantar ainda mais a roda de samba do programa. A atriz Deborah Secco e os cantores Paula Fernandes, Rodriguinho e MC Marcelly também participam da grande festa deste domingo. No quadro ‘Calourão’, crianças que adoram pesquisar sobre dinossauros imitam alguns animais jurássicos.

Pegando carona na decoração do programa, repleto de pinturas rupestres e figurinos inspirados nos primórdios da humanidade, a apresentadora anuncia mais um assunto do dia: o mundo das cavernas. A arqueóloga e fundadora do Museu do Homem Americano, Niede Guidon, comenta a importância das pinturas dos nossos ancestrais e descreve como é feita a leitura das imagens que revelam os hábitos da época.

http://tvg.globo.com

Roda de capoeira toma conta do Esquenta! (Foto: Globo/João Januário)

Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

Mestre de Capoeira Marajoara fala sobre cultura afro-brasileira no japão

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia (Pará), e jogou capoeira com os japoneses

O jogo começa cadenciado com um canto que quase sempre fala da escravidão. Assim é o estilo de Angola, muito próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Além de história, hoje ela carrega projetos sociais. “A gente não trabalha só a movimentação do corpo, que dá a estética na visão externa. OS elementos que existem na capoeira fazem a gente estudar um pouco da história, de onde a gente veio, onde estamos e para onde vamos”, explica o mestre Bira Marajó.

Através da capoeira de Angola, ele ajuda as comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravos, que no passado fugiram dos engenhos para formar pequenos vilarejos.

A oficina de capoeira é uma parte do trabalho. “Eu acredito muito na capoeira, no trabalho que a gente vem fazendo, na socialização, lição de vida, espírito, respeito e meio-ambiente também”, conta. As crianças aprendem a fabricar seus próprios instrumentos e recebem lições de preservação do meio ambiente e respeito aos mais velhos.

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia, e jogou capoeira com os japoneses. “Quando a gente vê eles praticando, a gente não consegue ver uma diferença, a gente consegue ver uma integração só. Eu quando estou aqui, na prática da capoeira, é como se estivesse no Brasil”, finaliza. Ele também deve participar de uma oficina para crianças brasileiras neste domingo, dia 17. Começa 12h30 no prédio Lounge de Tsurumi, em Yokohama, Kanagawa.

http://www.ipcdigital.com

O Modismo da UFC e a Capoeira

Hoje em dia só se fala em UFC (Ultimate Fighting Championship). Essa luta oriunda do Jiu-Jitsu e outras formas de luta-livre foi criada pelo brasileiro Rorion Gracie nos Estados Unidos e por lá se desenvolveu. Atualmente vemos UFC em todos os lugares: horário nobre da televisão, jornais, telenovelas, capas de revista, transmissões ao vivo, comerciais de TV, outdoors espalhados por todo o país. Até um filme para o cinema foi produzido e tem estréia marcada para breve.

Todo mundo já conhece e sabe o nome dos golpes, as finalizações, o mata-leão, a gravata, os socos e pontapés. Já temos os nossos heróis – Minotauro, Anderson Silva e outros “brucutus” – que espancam os seus adversários sem dó nem piedade num espetáculo tão dantesco de brutalidade, que chega a respingar sangue das telas de LCD que assistimos confortavelmente de nossos sofás.

É incrível a capacidade que a mídia possui nas chamadas “sociedades da informação”, de criar modismos, heróis, gostos e preferências. Até há pouco tempo essa luta era apenas mais uma atração esportiva perdida entre milhares de outras nos canais fechados de televisão a cabo e, de repente, de uma hora para outra, passa a ser a nova “paixão nacional”. Alguém – certamente muito poderoso – decide de seu gabinete de gerência de alguma grande rede de televisão que o UFC é a bola da vez e pronto !

Todo um esquema é montado para que essa luta apareça em tudo quanto é programa, novela e comercial de TV. E como o nosso pobre país é totalmente influenciado por tudo que a telinha resolve mostrar (vide a mediocridade do Big Brother Brasil – um insulto à inteligência e à dignidade nacionais), rapidamente o UFC é incorporado ao nosso cotidiano, às conversas de bar e de salão de beleza, ao noticiário, aos sonhos infantis de futuros campeões da modalidade.

Aí chegamos naquela pergunta que não quer calar: por que não a capoeira ? Por que essa esquizofrenia de exaltar uma luta que apesar de ter sido criada por um brasileiro, tem toda a sua formatação e organização influenciada pela cultura norte-americana do show business ? E por que ao invés disso, não se criam os mesmos espaços na mídia e mecanismos de divulgação para a capoeira, que é uma das expressões mais legítimas da nossa cultura ?

Será que os responsáveis pela televisão e pela mídia em geral do nosso país ainda possuem aquela velha mentalidade colonizada, que procura supervalorizar expressões culturais que vem de fora (leia-se Estados Unidos da América) em detrimento daquilo que vem das tradições da nossa cultura e do nosso povo ? Ou será que trata-se de uma atitude deliberada de alienar cada vez mais o nosso pobre e sofrido povo brasileiro, afastando-nos a possibilidade de valorizarmos e conhecermos melhor nossa própria cultura, nossas tradições, nossos verdadeiros heróis ? Ou será que é tudo isso junto, somado ao desejo desenfreado pelo lucro fácil ?

Recentemente perdemos um dos grandes baluartes da capoeira aos 94 anos de idade – o Mestre João Pequeno de Pastinha que faleceu em dezembro último, e qual a repercussão desse fato na mídia ? Nos jornais locais da Bahia houve uma pequena cobertura e nada mais. A grandeza desse homem, o seu significado para a cultura brasileira que se espalhou pelo mundo através da sua capoeira angola, sequer tiveram um mínimo espaço de divulgação no noticiário nacional.

Boa parte dos cidadãos comuns, brasileiros de todas as idades e classes sociais, hoje em dia sabem o que é o UFC e quem são Minotauro ou Anderson Silva. Mas quantos desses sabem que foi o mestre João Pequeno ? Quantos sabem quem foi Pastinha ou Bimba ? Quantos conhecem a história da capoeira ? Quantos sabem dizer as diferenças entre a capoeira angola e a regional ? Ou quem foi Besouro Mangangá ? Ou ainda Zumbi dos Palmares ? Ou o mestre Salustiano da Rabeca ? Ou Cartola ? Ou Batatinha ? Ou Chico Mendes ? Ou Clementina de Jesus ? assim como tantos e tantos outros personagens da nossa cultura popular, heróis que deram dignidade à história desse pais.

Urgente se faz recuperar nossa auto-estima, exigir que nossa dignidade, nossa memória, nossas histórias, nossos verdadeiros heróis sejam valorizados e respeitados. Nada contra o UFC, nem seus lutadores, eles que tenham o seu espaço e seu público ávido por violência. O que precisamos exigir é que nossa cultura seja tratada pela mídia, com a mesma dignidade e valorização com a qual são tratados esses modismos que vez por outra invadem nossas casas, através da imposição sem critérios de uma programação medíocre e indecente que nos empurram goela abaixo.

Precisamos dispor de alternativas para elegermos aquilo do que gostamos e que valorizamos. Se só nos apresentam um tipo de música, de filme ou de programa de TV, é só disso que podemos gostar. Ninguém pode gostar daquilo a que não tem acesso, que não conhece. A gente quer ver a nossa cara na TV, ouvir música boa, assistir a filmes que nos façam pensar. A gente quer jogar e entender de capoeira. A gente não quer só comida !

Jogadores do Palmeiras saem fortalecidos da AACD

O sorriso do atacante Luan, ao se deparar com uma roda de capoeira formada por crianças com deficiências físicas, nesta quinta-feira, na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), teve uma espontaneidade comovente. A julgar pela temporada complicada do time, não é difícil imaginar que, neste ano, foram poucas as vezes em que os jogadores do Palmeiras se sentiram tão queridos.

Algumas das crianças não têm braços ou pernas. Mas todas têm o sorriso que comoveu Marcos Assunção, Maurício Ramos, o gerente César Sampaio, o vice-presidente Roberto Frizzo e os garotos Bruno Dybal e Lucas Taylor, campeões paulistas sub-17 pelo clube.

Na semana  em que jogam um importante clássico contra o seu maior rival, o Corinthians, no Pacaembu, os jogadores do Palmeiras que participaram da ação promovida pelo clube certamente ganharam um motivo extra para se dedicarem. Solicitações de fotos se misturavam a agradecimentos e pedidos de gol na partida de domingo. E os jogadores, sempre solícitos, faziam questão de atender a todas as crianças.

Marcos Assunção, entusiasta assumido de ações sociais, era o mais procurado. Foi um hábito adquirido na Europa. Em mais de um momento, foi possível notar a alegria do camisa 20. Neste ano, o jogador já havia dado uma palestra na Fundação Casa. Às vésperas do  Dérbi do primeiro turno, Assunção também já havia doado uma camisa autografada, a ser leiloada pela AACD, a pedido do DIÁRIO (veja abaixo).

“O contato com essas crianças faz com que a gente valorize mais as nossas vidas”, disse. “Eu, que sou pai, imagino como deve ser a dor de alguém que vê seu filho deficiente, impossibilitado de fazer o que quer. É nossa obrigação, como jogadores, fazer esse tipo de visita”, disse, com olhos marejados.   Além de dar atenção aos pacientes, os jogadores, em nome do Palmeiras, fizeram a doação de oito próteses para a AACD.

Houve, claro, espaço para provocações e brincadeiras. Alguns gritos de “Corinthians” foram ouvidos. E até o presidente da entidade, João Octaviano, com alguma incoveniência, fez brincadeiras com os jogadores. Mas tudo em tom amistoso e com bom humor. Como tudo que envolve o futebol deveria ser, sempre.

“Volto para casa mais feliz hoje”, diz Assunção

O capitão Marcos Assunção aproveitou sua visita à AACD para entregar pessoalmente a camisa que doou à entidade para leilão, antes do primeiro Palmeiras X Corinthians  do Brasileirão, em 28 de agosto, a pedido do DIÁRIO. A camisa do Corinthians na foto ao lado foi doada por Chicão para promover o jogo como o “Clássico do Bem” (veja reprodução da capa do caderno de esporte desta data ao lado).

Angelo Franzão, superintendente da AACD, grato pela ação, enalteceu a importância da visista dos palmeirenses. “ A gente sempre  incentiva este tipo de ação porque situações como essas permitem que mostremos os  avanços da AACD e a maneira ciomo trabalhamos em prol da inclusão social do deficiente físico”, disse ele. “O esporte é uma válvula de mobilização muito importante. Ter atletas aqui mexe com as crianças. ”

Se depender da vontade de Marcos Assunção, Franzão e a AACD vão sempre contar com o auxílio de atletas. “Faço com o maior prazer e incentivo os demais. É bom para as crianças, mas também é  bom para mim”, afirmou. “As crianças estão mais felizes, sem dúvidas, mas eu também volto para casa mais feliz hoje. ”

Fonte: http://www.diariosp.com.br

Rio Capoeira 2011 – 1º Forum Internacional de Capoeira

Capoeira tenta mudar regras para se transformar em esporte olímpico: Em fórum realizado no Rio de Janeiro, mestre afirma que mudança é essencial para que a luta ‘não fique para trás’ na busca por patrocínios

Quando inventaram a capoeira os escravos brasileiros não podiam imaginar até onde ela iria chegar. O que inicialmente surgiu de uma necessidade de libertação transformando o corpo em arma se tornou uma arte praticada em 150 países. Mas, hoje, os praticantes enfrentam o desafio de organizar o esporte para que ele seja reconhecido como modalidade olímpica. Uma mudança fundamental para o futuro da luta segundo o mestre Beto Simas (assista ao vídeo).

– Se nós não tivermos a organização de sermos um esporte olímpico a gente fica para trás. Hoje, todo mundo está patrocinando os esportes olímpicos.

No Rio de Janeiro, o Fórum Internacional de Capoeira reuniu representantes de diferentes países para discutir como a arte pode ser modificada a fim de participar das Olimpíadas. O mestre Djamir Pinatti explica os objetivos do encontro.

– Esse fórum serve para tentar uma união psicológica da classe, para tentar resolver todas essas questões problemáticas e variáveis da capoeira.

As alternativas são competições com contato físico ou como apresentação individual através de avaliação da técnica feita por um júri, como na ginástica olímpica.

– A gente só não pode perder a essência porque se não fica limitado, não fica a arte da capoeira – diz Simas.

A discussão sobre novos parâmetros para capoeira surge também de uma preocupação com o futuro de jovens atletas, como Gabriel Maia, de 9 anos, que revela praticar a arte há bastante tempo.

– Quando a minha mãe estava grávida ela tocava berimbau e eu já chutava a barriga dela.

 

  • Com o intuito de fortalecer e divulgar a capoeira como uma das maiores manifestações culturais do Brasil, o evento aconteceu de 13 a 17 de julho.

 

Fontes: http://sportv.globo.com

III Festival Alagoano das Palavras Pretas

A 3ª edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas acontece no Dia Internacional de Luta Contra o Racismo, o 21 de março, como um prosseguimento da experiência de plantar espaços mais amplos e democráticos, para a palavra despir-se da roupagem convencional, invadindo continentes alheios ao nosso conhecimento cotidiano, criando sinergias, articulando as muitas e diversas gentes que gostam de gostar da emoção do encontro com poesia.

Será mais uma noite especialmente poética de uma segunda-feira, 21 de março, com o cheiro e sabor das palavras despindo as amarras: “minha-mãe-não-deixa-não”, rasgando alguns silêncios sociais.

III Festival Alagoano das Palavras Pretas conta com o “apadrinhamento artístico” do ator e militante do movimento negro, Milton Gonçalves e experimenta algo novo. 
O novo assusta?

O Festival tem a intenção de criar uma maior intimidade com os diversos mundos existentes na palavra-poesia. Mundos que quebram barreiras,promovem a abolição de códigos caducos, racistas e sexistas, renovam a arte de poetar.

Mundos que propõem formas alternativas de “pensar” o racismo brasileiro, potencializando a diversidade de poemas africanos e afro-brasileiros ou de gente que escreve sobre a questão afro alagoana ou brasileira.

Quantos poemas africanos ou afro-brasileiros você conhece?

Ficou na dúvida? Pois é, está aí um momento ímpar para conhecê-los.

Como estamos em marçoIII Festival Alagoano das Palavras Pretas terá o sugestivo título de “Palavras com Cor e Gênero” e nesta noite a grande protagonista é a mulher que cerze o verbo, bordando histórias de determinação, possibilidades, oportunidades, continuidade… 
Poetisas que em seu lugar e tempo, são marcos de referência.

Você escreve sobre a temática?

Manda seu poema para gente divulgar no Festival, ou caso não, venha participar da oportunidade de raptar a palavra do papel dando-lhe voz e vida.
O palco do III Festival das Palavras Pretas: Palavras com Cor e Gênero é o Teatro Abelardo Lopes/SESI- Galeria Arte Center. Av. Antonio Gouveia, 1113, Pajuçara.

Ah! nessa terceira versão teremos um olhar especial para os poemas estrategicamente espalhados ao longo do Teatro para serem colhidos por você. É que no II Festival eles simplesmente sumiram.

Após uns dias de encucação-o-que-foi-que-aconteceu?-uma senhora nos ligou agradecendo pelo convite, teceu elogios e afirmou que graças ao II Festival ela agora tinha um “monte” de poemas africanos e afrobrasileiros colados em um caderno.
Como um livro!

Que bom!

Para inscrever-se basta enviar um e-mail para raizesdeafricas@gmail.com dizendo: quero-participar-do-III-festival-das-palavras-pretas, com os seguintes dados: nome, instituição, celular, endereço.

Até lá!

 

http://www.cadaminuto.com.br/blog/raizes-da-africa

Ciência, paternidade e ação social

Dono de um currículo impressionante, Sidarta Ribeiro, do Instituto de Neurociências, tem uma personalidade instigante, além de um telentoso neurocientista e pesquisador, Sidarta é também capoeirista*…

Sidarta Ribeiro é um pai coruja. Sim, Sidarta Ribeiro, o neurocientista com mestrado, doutorado e pós-doutorado, que tem experiência na área de neuroetologia, neurobiologia molecular e neurofisiologia de multieletrodos, adora cuidar do filho, dar banho, brincar, trocar fralda. Bem, trocar fralda não é a atividade preferida como pai, mas ele jura que faz com prazer. Ernesto tem sete meses e chegou para mudar a rotina do pai. “Antes, eu dormia às 5h da manhã, agora tem dias que eu acordo neste horário”, disse. A paternidade também trouxe mudanças na forma como esse cientista obstinado vê a vida.

“Com a paternidade, eu fiquei mais tranquilo e mais nervoso. Quando você não tem filhos, você calcula os riscos no limite, e quando você tem filhos, você pensa ‘eu não posso correr riscos'”. Com os olhos brilhando e um sorriso tímido no rosto, Sidarta diz que gostaria de passar mais tempo com o filho, mas a dura rotina de trabalho o impede. “Minha rotina é acordar cedo, ficarcom a família, e depois que meu filho vai para a creche eu vou ou para a UFRN ou para o Instituto de Neurociências. Trabalho o dia todo e, às vezes, à noite também. O bom de ser cientista é que não tem horário e o ruim é que não tem horário”, brinca.

Outra paixão do neurocientista é a capoeira. Ele conta que tentou fazer capoeira em Brasília, quando tinha 21 anos, mas achou que estava velho demais para isso. Em Nova York, ele se rendeu aos encantos do esporte e acabou se tornando instrutor. Quando chegou a Natal, começou a dar aulas para crianças carentes da favela Via Sul, localizada nas proximidades do instituto. “Quando eu cheguei aqui no instituto ainda não tinha equipamentos, eu fiquei mais de um ano sem equipamento, então o que eu mais fiz foi trabalhar com essas crianças, era uma miséria horrorosa, todo mundo doente, todo mundo se xingando, uma neurose, e eu comecei a me dedicar a isso”.

A iniciativa acabou se tornando um projeto de extensão da UFRN, o Projeto Semente, que hoje envolve capoeira, música, e alcança um número maior de crianças. “A gente chama de socialização científica, não é iniciação científica, não é que o menino vai trabalhar no laboratório, mas sim usar a ciência para querer se vestir melhor, se limpar, melhorar a auto-estima, começar a perceber que ele não precisa pedir esmola. Tem algumas crianças que estão com a gente há vários anos e as melhoras são impressionantes”, relata.

Sidarta conta que as crianças têm verdadeiro fascínio por ciência, computadores e música clássica. “São coisas muito distantes da realidade deles e por isso mesmo fascina. A capoeira é muito importante para aproximar essas crianças, porque tem símbolos bem populares, de fácil reconhecimento. Mas depois em geral eles preferem o violino ao berimbau, talvez porque o violino simboliza uma outra realidade. A gente investe muito na formação do senso crítico, a ciência ajuda muito, porque na ciência você não acredita em nada a não ser que você tenha uma demonstração, então a gente está treinando os alunos a terem esse senso crítico. Mais do que ter os fatos científicos na ponta da língua, mas saber como é que você chega ao fato, como é que que você testa um fato. Vai acreditar em alguma coisa por quê? Baseado em quê? A gente trabalha isso”.

 

Fonte: http://www.diariodenatal.com.br/

* Inserção: Luciano Milani

Cubatão: Projeto Ágora – Arte na Praça

Dezenas de pessoas participaram do Projeto na praça Princesa Isabel neste sábado (22/1)

Muita gente aproveitou o sábado de calor (22/1) sentado na praça e escutando boa música, lendo poemas em um varal de poesia e até acompanhando apresentações de hip hop ou capoeira Tudo isso, em plena praça Princesa Isabel, no centro de Cubatão. É o Projeto Ágora – Arte na Praça, que reuniu poetas, músicos, dançarinos, contadores de histórias, artistas plásticos, em uma miscelânea cultural pra lá de proveitosa. “Adorei a ideia, está aprovadíssima”, disse a aposentada Ivanir Carlos de Souza.

A programação teve início ainda no fim da manhã, com performances musicais em piano, violão e voz e até banda completa. Cantores e instrumentistas como Baeta, Dan Lisboa, Jackson e Pajé levaram muita Música Popular Brasileira ao público. O coreto da praça serviu de palco e inspiração para esses artistas. A Afrobanda também se apresentou com seus ritmos e swing inconfundíveis, fazendo muita gente dançar.

A Cia Pedro Paulo Academia de Hip Hop arrancou aplausos com as performances de hip hop e break. Dançando sobre um pequeno tapete de espuma, os jovens improvisavam passos, onde pareciam desafiar a gravidade, demonstrando bastante técnica e bom condicionamento físico. A Capoeira também foi representada através do Grupo Meninos Guerreiros, formado por pessoas de várias idades.

Além das apresentações no coreto, foram montadas pelo menos seis tendas, espalhadas pela praça. Em cada uma delas era oferecida uma atividade diferente. Havia espaço para a criançada ler histórias em quadrinhos, pintar e fazer bonecos de massinha. A Oficina de Origami – dobradura japonesa feita em papel, ministrada pela Tia Nalva Leal, ficou lotada de meninos e meninas que ao fim da atividade, saíram felizes da vida, com seus passarinhos confeccionados com papel.

Em outro espaço, os visitantes podiam ter seu rosto desenhado através da sensibilidade do artista plástico Coitim. Algumas tendas abrigaram lindas peças elaboradas com a fibra de bananeira, como os trabalhos do pessoal da Cooperativa “Mãos de Fibra”. Para as artesãs, o Projeto Ágora é uma ótima oportunidade de divulgarem seu ofício e comercializarem os produtos, que incluem bolsas, descansos e arranjos de mesa, objetos de decoração, porta-guardanapos e colares.

O artista plástico Giovane Nazareth também participou expondo as esculturas que faz, onde utiliza metal e refugo de peças de motocicleta. São peças bastante criativas. Um pedaço de corrente, aço e poucos parafusos se transformam em um abajur ou, quem sabe, um pássaro. “A praça ficou bastante movimentada o dia inteiro. É muito importante pra gente ter esse retorno da população”, afirmou o artista plástico.

Os escritores da Sociedade Amigos da Biblioteca, a SAB, emprestaram seu talento, montando um varal de poesias e declamando poemas durante toda a tarde. Dessa maneira, muita gente soube que em Cubatão há pessoas que gostam de escrever. O ator Tótila realizou performances como palhaço, para alegria da criançada.

De acordo com Welington Borges, secretário de Cultura, o objetivo é que Projeto Ágora percorra diferentes praças, em vários bairros da cidade, oferecendo um sábado de lazer e Cultura para adultos e crianças, valorizando os artistas cubatenses. O lançamento foi um sucesso, reafirmando o nome que recebeu – Ágora – inspirado na palavra grega de mesma grafia, que quer dizer: espaço em que povo se reúne para dialogar e trocar ideias.

 

Texto e fotos: Morgana Monteiro

Link para fotos:

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Encontro de Capoeira para a Juventude

Ao som de cantoria e berimbau, jovens e crianças descobrem a alegria e o gingado

Muito à vontade, o estudante Felipe da Silva Santos, 9 anos, entrou na roda de capoeira com o mestre Jaiminho, para mostrar toda sua habilidade. “É mais ou menos difícil”, tenta explicar, ao lado do amigo Wendell da Silva, 9, também um iniciante bem interessado na atividade que mistura esporte e cultura. Juntos na quadra da Escola Municipal Avelino Leite de Camargo, no bairro Nova Esperança, os amigos e mais cerca de 400 jovens e crianças participam do Encontro de Capoeira para a Juventude.

O evento, que continua neste sábado, tem como destaque a participação especial de Vivaldo Rodrigues Conceição, o Mestre Boa Gente, que veio especialmente de Salvador (BA) para o evento de Sorocaba.

O ensino de capoeira faz parte da rede pública municipal de ensino. A prática também estimula os jovens, a partir de 12 anos, nas unidades do Território Jovem.

“A capoeira só traz benefícios. Muda a postura do jovens”, aponta o  coordenador do Território Jovem do Nova Esperança, Luiz Antonio de Lima. Além de estimular a prática de atividade física, a capoeira promove a socialização. Mesmo os mais tímidos são contagiados pelo som do berimbau e do pandeiro, e convidados a entrar na roda. “Foi muito legal participar”, diz Rafaela dos Santos, 10.

Todos os alunos das oficinas de capoeira, de 11 escolas da rede municipal, participaram do evento.

Mestre traz experiência de 51 anos
Mestre Boa Gente, 65 anos e 51 de capoeira, é um dos principais divulgadores da capoeira angolana. Sexta-feira (13), em Sorocaba, ele elogiou a participação das crianças. “Estamos repetindo aqui um trabalho que faço em Salvador. Vejo todas estas crianças aqui, participando, fora das ruas”, diz.

Segundo Mestre Boa Vida, Sorocaba é exemplo na organização do evento e também no estímulo à capoeira. “Aqui a gente não vem só para ensinar, mas também para aprender”.

Boa Gente, membro importante da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angolana), dedica-se à divulgar a arte para o resto do mundo, com apresentações nos Estados Unidos e em países da Europa.

Alegre e bem disposto, ele brinca ao falar dos benefícios da atividade que, segundo ele é praticada na Bahia por mestres com mais de 90 anos. “Eu tenho 65 anos e também jogo”, diz.

Neste sábado o dia é reservado para os atletas de capoeira de maior graduação. O curso vai das 10h às 12h e das 13h às 16h, no Território Jovem do Nova Esperança.