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Aconteceu: 1º evento de Capoeira Corpo e Ginga

O 1º evento de Capoeira Corpo e Ginga aconteceu dia 20 de maio na cidade de São João do Manhuaçu. Vários capoeiristas das cidades de Manhuaçu, Matipó, Divino e de São João do Manhuaçu prestigiaram o evento de entrega e troca de cordas.

O mestre Wederson Zói e os responsáveis pelo evento e pelas aulas na cidade professor Gilberto Apache e graduado Jairinho Dentinho envolveram todos os presentes com grandes saltos acrobáticos, muita ginga e alegria. O maculelê e demais apresentações afoguearam e atraíram olhares de curiosos que conheceram um pouco mais da cultura brasileira.

Estiveram presentes no evento Pastor Edilson Marcos Araújo – presidente do Instituto Educacional Restaurart – grande parceiro da capoeira na cidade e pastor na Igreja Batista Nacional Betel onde acontecem as aulas de capoeira, os apoiadores Simone e Renato também do Restaurart, Chiquinho, Gil e Cleusa, o soldado da PM Cristiano Fonseca.

A organização ainda destacou o apoio dos alunos Marco Aurélio “Esquilo” e Wilson “Tartaruga” pelo apoio no evento e ao trabalho realizado na cidade.

Carlos Henrique Cruz – portalcaparao@gmail.com – Portal Caparaó

Margareth sobe ao palco com Gilberto Gil, no AfroPop Brasileiro

A segunda etapa do Movimento AfroPop Brasileiro, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, começa nesta quinta-feira, dia 21. Margareth Menezes recebe no palco Gilberto Gil, o grupo afro Filhos de Gandhi, Gerônimo e Roberto Mendes, e ainda uma manifestação cultural com ‘As Ganhadeiras’. O show começa às 20h no Cais Dourado, em Salvador (BA). A temporada estreou na primeira quinta-feira de janeiro, dia , com casa cheia e presença de artistas e autoridades no camarote “Espaço Palmares”.

O projeto que além de música inclui ação social, traz, na sexta-feira, 22, o tema Sexualidade sem preconceito para o  Giro Cultural, que reunirá cerca 200 jovens e adolescentes na sede do Projeto Adolescente Aprendiz (IBCM). Além de Margareth e Zulu Araújo, da Palmares, os convidados para conversar com a garotada são Andréa Elia, atriz e diretora de teatro e Maria Paquelê, pedagoga e especialista em educação sexual. Andrea Elia fecha a atividade com uma dinâmica teatral. O encontro será na escola Municipal Marques de Maricá, em Pau Miúdo, na cidade de Salvador.

O Giro Cultural é uma ação de inclusão social e visa a troca de experiências entre os jovens e os convidados de Margareth sobre temas variados. No último encontro Zezé Motta, Vovô do Ilê e a vereadora de Salvador, Olívia Santana (PCdoB), além de Margareth e Zulu Araújo conversam com  jovens de 16 a 24 anos do bairro da Liberdade e da ONG Fábrica Cultural, mantida por Margareth Menezes.

“Sempre enfrentei os desafios, não me deixei intimidar, mas nunca tive ninguém para me dar incentivo, por isso criamos este espaço, o Giro Cultural, para que seja um momento de reflexão”, explicou Margareth.

Na Palmares, a iniciativa é coordenada pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afrobrasileira, comandado por Elísio Lopes. 

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Palmares
Ministério da Cultura
(61) 3424 0166 / 0162
www.palmares.gov.br

Memorial da Capoeira Pernambucana

” A idéia de um projeto surge de uma percepção, de uma visão – Gil Cavalcanti, o Mestre Gil Velho “

Prezados amigos,

Bem-vindos ao Memorial da Capoeira Pernambucana, uma iniciativa de mestre Gil Velho, patrocinada pelo Ministério da Cultura através do seu programa Capoeira Viva/Petrobras.

O Memorial cumpre a sua meta: não ser apenas um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado, e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica; mas, sim, mostrar a força sócio-cultural da capoeira do séc. XIX, nas cidades do Rio de Janeiro e Recife e criar estratégias de resgate desta relação, para os personagens e seus espaços de atuação da capoeira atual.

Desta forma, o Memorial Pernambucano confirma sua intenção de desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira como vetor sócio perceptivo; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida.

Em síntese: a proposta deste projeto, ressalta a riqueza e a singularidade da cultura de um determinado contexto sócio cultural, ao se direcionar para construção da capoeira baseado nas informações da memória genética do indivíduo.Com isto, abre-se a possibilidade, através de seus ritmos sócio culturais, de resgate dos hábitos e valores das comunidades locais integradas na sociedade contemporânea. Desta forma, estimula o elo entre ações culturais e ações inclusivas sócio ecológicas, ao por em foco; registros que têm como essência a valorização da sobrevivência dessas comunidades ligadas a seus valores e a suas perspectivas identitária e territoriais.

O levantamento dos registros e interpretação feita pelo projeto, sobre a capoeira pernambucana do séc. XIX é um grande subsídio ao processo de inventário do pedido de registro da Capoeira como Patrimônio Imaterial Brasileiro e em simultâneo é, também, um grande subsídio para criação do Centro de Referências da Capoeira pernambucana, virtual e de caráter transdisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e audiovisuais, dentre outras.

Esta pesquisa, junto aos seminários que foram realizados, subsidiou o planejamento das oficinas sócio-perceptivas ao juntar a comunicação gestual da capoeira aos ritmos sócios culturais pernambucanos, como podemos ver no Link “Ações do Memorial”.

Saudações do mestre Gil Velho e do Memorial da Capoeira Pernambucana.

 

  • Visite o site do Memorial : http://www.memocapoeirapernambucana.com.br

 

Sobre o Memorial

O projeto da criação do Memorial da Capoeira Pernambucana foi desenvolvido, no prazo estabelecido pelo Projeto Capoeira Viva. Memorial cumpriu, a sua meta de não ser um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica Mas sim, mostrar a força sócio Cultural da capoeira de Pernambucana do séc. XIX, e criar estratégia de resgate, desta relação, nos personagens e seus espaços de atuação, da capoeira atual.

A meta principal: aproximar a capoeira à realidade sócio cultural pernambucano, como estratégia de maior penetração desta, no contexto sócio cultural, foi o que direcionou projeto E, neste sentido, se complementa a ação do inventário, pois, ao associar, na construção da comunicação gestual da capoeira, elementos do universo rítmico do contexto sócio cultural pernambucano, se atingem as informações da memória genética dos indivíduos. E, com isto, além do resgate do processo e forma que estruturou a capoeira de outrora dos Brabos e Valentões, temos o resgate do indivíduo na percepção de sua participação, na construção de seu contexto sócio cultural.

Desta forma, o projeto do Memorial Pernambucano confirma sua intenção em desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira numa perspectiva sócio perceptiva; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida. Foi proposta a criação do Centro Nacional de Referências da Capoeira no Brasil, que será virtual, de caráter multidisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e sobre a capoeira.audiovisuais, dentre outras. Espera-se que essa iniciativa possa facilitar consulta de referências existentes .

Brasil: Gilberto Gil confirma saída do Ministério da Cultura

Gilberto Gil, foi sem dúvida um dos políticos da história recente do Brasil, que mais lutou pela nossa CAPOEIRAGEM.

Podemos referir a criação do Projeto Capoeira Viva, o celebre discurso em Genebra (ONU) e o registro da Capoeira como patrimônio imaterial brasileiro.

Em nome de toda equipe do Portal Capoeira, agradecemos e desejamos todo o axé do mundo para nosso querido Artista-Ministro Gilberto Gil…

Ministro se reúne com Lula à tarde para definir data de saída; Gil não disse se vai indicar substituto

SÃO PAULO – O ministro da Cultura, Gilberto Gil, confirmou nesta quarta-feira, 30, que vai deixar o comando do ministério, segundo informações da Agência Brasil. Ele disse que vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde para discutir a data de sua saída. Na agenda oficial do presidente, o encontro está marcado para as 16h30. O anúncio foi feito, no Rio, durante a abertura de um seminário sobre direito autoral.

Gil, no entanto, não quis antecipar quando pretende deixar o cargo ou se vai indicar o substituto. "A notícia será notícia no tempo certo", disse. O ministro avaliou como positivo seu mandato, mas exaltou o trabalho de toda a equipe. Segundo ele, esse período foi "importantíssimo no Ministério da Cultura, por acaso, com o ministro Gil à frente".

Ainda de acordo com o ministro,outro aspecto positivo no comando da pasta foi o reconhecimento como Patrimônio Cultural Brasileiro de elementos da cultura regional como a capoeira, o frevo, o samba de roda e a pintura corporal dos índios.

Gil está no ministério desde o primeiro mandato Lula, em 2003. Desde a semana passada, aumentaram os rumores sobre sua saída. Não é a primeira vez que o cantor diz que vai deixar o governo. No fim do ano passado, ele havia anunciado sua saída, mas voltou atrás a pedido de Lula.

O ministro interino, Juca Ferreira, chega nesta quarta-feira, 30, da Bolívia, após encontro com ministros da Cultura do Mercosul. O interino em exercício é Alfredo Manevy. Gil também acaba de chegar de sua turnê pela Europa e retoma as atividades artísticas no dia 2, quando fará show em Itaipava (RJ). No dia 8, vai a Curitiba (PR), e no dia seguinte toca em Florianópolis (SC).

Gil argumenta que quer voltar à carreira artística e já disse que os discursos prejudicam suas cordas vocais. "Treinei minha voz para o canto, e não para discursos", afirmou na primeira tentativa de deixar o governo. Em outubro do ano passado, Gil foi submetido a uma cirurgia nas cordas vocais para a retirada de dois cistos.

O Estado de S.Paulo – http://www.estadao.com.br

Memorial da Capoeira Pernambucana

A CAPOEIRA LIBERTÁRIA E REVOLUCIONÁRIA

MEMORIAL DA CAPOEIRA PERNAMBUCANA

A capoeira na sua gênese, no século XIX, foi um dos elementos representativos da cultura de um espaço como o da cidade de Recife; tão diverso e mestiço sob o ponto de vista da origem e etnia de seus elementos componentes. Sua forma de expressar esta relação se deu através de uma comunicação gestual, onde os elementos deste cenário eram provenientes da interação entre as diversas categorias que criavam o tecido deste contexto cultural.

O memorial da capoeira Pernambucana, convida para seu seminário de abertura, dia 24 de fevereiro as 10 horas.
Seus coordenadores, Mestre Gil Velho e Mestre Mulatinho, apresentarão as ações e objetivos do projeto, com ensaios de capoeiragem pernambucana.

Programação

10:00 horas

Oficina: Musicalidade e comunicação gestual da capoeira Pernambucana
Mestre Gil Velho

13:00 horas

Mesa Redonda: A capoeira como regate contexto cultural do indivíduo. Mestre Gil Velho, Mestre Mulatinho e Mestre Corisco.

14:30 horas

Almoço e festa

Local: Rua Maria Digna Gameiro 237 Candeias.

Informações:

Tel: 99906174 33261221

e-mail: gilvelho@yahoo.com.br

Documentário Brasil Paz no Mundo: Capoeira & Homenagem ao Diplomata morto

Brasil Paz no Mundo: Filme em homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello será exibido pela Radiobrás

Será exibido no próximo domingo, dia 19 de agosto, às 19h, na Radiobrás, o documentário Brasil Paz no Mundo. Realizado com o apoio do Ministério da Cultura, o filme documenta uma homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado terrorista no dia 19 de agosto de 2003, em Bagdá, na sede local da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documentário – que apresenta cenas de um ato em homenagem ao embaixador brasileiro realizado no Victoria Hall Theatre, em Genebra, um ano após o atentado – destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica. Por ocasião do evento, o ministro Gilberto Gil relacionou a ação diplomática e a manifestação cultural como capazes de construir espíritos de camaradagem, inclusão, diálogo e paz no mundo.

"O nosso país celebra a arte do encontro, da resistência cultural e da fraternidade. É por isso que trago hoje à ONU capoeiristas de todo o mundo para homenagear a Sérgio Vieira e seus campanheiros e companheiras. Afinal, ninguém luta só, ninguém dança só", destacou Gil.

Ainda durante o encontro, o ministro da Cultura propôs a criação do Programa Nacional e Mundial da Capoeira: um projeto participativo que, além de levar em conta as demandas e necessidades dos capoeiristas, pretende difundir e valorizar a prática em todos os seus aspectos.

Leia o discurso que o ministro da Cultura proferiu em Genebra.

Documentário

Ao longo do filme também são exibidos depoimentos de alunos e mestres de capoeira que descrevem a importância que ela possui em suas vidas como fator de integração em suas comunidades. De acordo com o secretário executivo do MinC, Juca Ferreira, "é necessário fazer um movimento no sentido de resgate, de recuperação, de mudança de postura; e reconhecer a capoeira como uma manifestação cultural das mais importantes".

Juca também destacou o dever de preservar o saber dos mestres da capoeira ao invés de desapropiá-lo de suas verdadeiras origens. "A capoeira esta indissoluvelmente ligada ao saber de seus mestres. Devemos fortalecer esse saber e reconhecer a sua importância cultural", completa.

Brasil Paz no Mundo: Filme em homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello será exibido pela Radiobrás Combate permanente à violência

Sérgio Vieira de Mello foi um diplomata brasileiro que dedicou 34 anos da sua vida ao serviço das Nações Unidas. 
 
Sua atividade profissional foi relacionada à reconstrução de comunidades que sofreram as conseqüências de guerras e de violências extremas. O caráter humanista de sua formação associado ao talento para a negociação e defesa da democracia foram responsáveis pelo sucesso de muitas de suas iniciativas.

Seu desempenho é hoje a maior fonte inspiradora da perpetuação de sua memória e do permanente debate do seu pensamento. No site www.usp.br/svm/tnp é possível conferir vários artigos, pronunciamentos e entrevistas do diplomata, em vários momentos de sua carreira.

 

Fonte:

http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=28824&more=1&c=1&pb=1

(Renato Paiva)
(Comunicação Social/MinC)

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.

Revista Praticando Capoeira número 34

A Revista Praticando Capoeira NÚMERO 34, ANO III já está nas bancas. Esta edição traz para os leitores as seguintes matérias:
ARTIGOS E ENTREVISTAS:
   – Entrevista com Mestre Pinatti;
   – Mestre Cabo JAI e a Capoeira no Vale Tudo
   – Mestre Acordeon, há mais de 40 anos difundindo a Capoeira Regional
   – Manuel Raimundo Querino – O Sábio do Povo (por M. Tonho Matéria)
   – O Berimbau Regional (por M. Cafuné)
   – Entrevista com a contramestra MARA, do Grupo Herança Cultural
   – XII Batizado e VI Encontro Internacional do Grupo Topázio
   – Brasil Internacional Capoeira Muzenza
   – A Capoeira e o Jogo da História (por M. Luiz Renato)
   – Augusto Mário Ferreira, um Mestre Jornalista (por Miltinho Astronauta)
   – Lembrando Seu Bimba (por M. Acordeon)
ACONTECEU:
   – Festival Internacional de Capoeira, Brasilia/DF
   – Dez anos do Grupo Topázio em Itabuna/BA
   – VII Encontro Nacional de Capoeira e I Copa Aberta – Herança Cultural
   – IV Encontro Mangangá de Capoeira, Salvador/BA
   – XVI Batizado do Grupo Caravelianos
   – Encontro de Capoeira do Grupo Força das Raças
   – V Encontro do Centro Cultural Sucena, Maringa/PR
   – XI FACA – SP
   – Apresentação de Capoeira no Ministério da Cultural – M.Onça (Beribazu) entrega berimbau ao Ministro Gilberto Gil (foto)
   – II Encontro Intermunicipal de Capoeira Muzenza, Concórdia/PA
   – I Encontro Baiano de Capoeira, Vitória da Conquista/BA
   – Paranauê – Capoeira na Itália
LANÇAMENTOS:
   – Livro Capoeiragem, Expressões da Roda Livre (M.Russo)
   – CD Roots of Bahia – Mestre Val Bpa Morte
   – CD Mestre Roxinho Capoeira Angola

 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 63 – de 05 a 11/Mar de 2006

Capoeira, comunicação gestual, controvérsia e modernidade…

 Pesquisando sobre o Mestre Gil Velho, à pedido de uma colega, acabei encontrando este texto, que confesso achei bastante interessante.
Fica aqui a dica para a leitura do texto e do "contexto"


(Cevtradg-L) ENC: resposta ao Cobra Mansa – Me. Gil Velho
 
To:  <cevtradg-l@xxxxxxxxxx>
Subject:  (Cevtradg-L) ENC: resposta ao Cobra Mansa – Me. Gil Velho
From:  "(marina)" <vinha@xxxxxxxxxxxxxx>
resposta ao Cobra Mansa – Me. Gil Velho

Caro Cobrinha Mansa.
 
Gostei de seu comentário a respeito de meus ensaios sobre, "identidade e território na capoeira", e gostaria de esclarecer que no que foi colocada, a subjetividade é a grande relação que mapeia a minha percepção. A capoeira, hoje, no que diz respeito a sua identidade e territorialização, não tem nada de subjetivo, pois é um processo construído por indução. Digo isto porque participei deste processo, no momento mais forte de sua construção, que é a década de 60. Neste período, os arquitetos de sua fase original, sai de cena, o ideário nacionalista da fase original, ganha uma nova roupagem e novos discursos e mitificação. Salvador deixa de ser o centro da capoeira moderna, Bimba caí no ostracismo. O eixo passa a ser o Rio e São Paulo.´Foi deste eixo que se irradia o processo de massificação da capoeira. O estilo de movimentação gestual que implementa esta revolução é o próximo a regional do Bimba, repetindo o que ocorreu em Salvador na época de 30.Onde o grande Mestre edifica a base da capoeiragem moderna, logo copiado por todos em Salvador, a ponto de ser o grande divisor, pois quem não era Bimba era a outra, chamada de Angola.
 
A partir desta época é que se cria um movimento que se aprende por pacotes estabelecidos e aí que entra o que a baixo transcrevo do meu recente artigo.  
 
Na capoeira, a falta de uma identidade que caracterize sua personalidade é o marco da controvérsia contemporânea. A capoeira só se estabelece quando cria uma identidade social. Este fato ocorreu no século XIX, na cidade do Rio de Janeiro. Neste cenário ela territorializa-se e personaliza estes ambientes. O fator de construção deste espaço cultural foi à diversidade de seus componentes, oriundos de um contexto, tão diverso e mestiço, sob o ponto de vista da origem e etnia, que compunha a realidade urbana carioca.
 
A forma de expressar esta relação se deu através de uma comunicação gestual, onde na teatralidade das interações entre seus elementos, a trama do tecido cultural era visualizada.Na sua contemporaneidade, a capoeira perde a sua identidade social, pois é desfeita sua estrutura coletiva, desfaz-se dos territórios e com isto acaba sua magia. Todo o universo da riqueza de sua invisibilidade, produto do espontâneo, é quebrado ao formalizar sua relação.
A diferença entre a capoeira moderna e a original está exatamente na construção do espontâneo da segunda e no procedimento induzido da arquitetura da primeira. As controvérsias, geradas na mitificação e discursos na capoeira moderna, são frutos de seu artificialismo, onde o indivíduo some do seu espaço construtor, sendo um mero copiador de sua comunicação gestual engessada em pacotes formais.
 
A territorialização de um contexto é feita no espontâneo (espontaneamente). A leitura desta realidade só é possível através de uma perspectiva antropológica vivenciada, ou seja, os atores tecem no espaço a estrutura que dará forma a sua realidade. O que exige uma consciência, deste atores, de que são personagens da construção deste contexto.
Os discursos, étnicos, nacionalistas, da repressão, corporativista iniciativa e o classista, mostram bem a necessidade de estabelecer uma idéia carregada de verdades e tradições que os qualifique, como a linha que contempla a identidade social, na contemporaneidade da capoeira.Identidade que a capoeira hoje não tem, porém necessita criar, mas não no artificialismo dos discursos e mitos, procedimento usual no sistema atual, mas sim na interação entre a realidade do indivíduo e do contexto do qual está inserido.
 
A ótica da comunicação gestual se coloca para os discursos e mitificação, como divisor entre ser capoeira e fazer capoeira. Enquanto um procura criar referências, o outro é em si a própria referência, pois as relações são construídas na própria vivencia, criando uma unicidade entre indivíduo e contexto. A ótica da construção de referência mostra a sua relação direta com a racionalidade, onde toda perspectiva é fragmentada e, por conseguinte não interativa. Não sendo interativa não há troca, sem troca não se constrói contexto, sem contexto não existe identidade.
 
O retorno a organicidade, no ato de vivenciar um contexto é, de fato, o único elemento plausível de restaurar, na capoeira, sua identidade social ao proporcioná-la ser elemento da construção do espaço onde se insere.A identidade cultural é dinâmica, pois é construída no processo interativo que forma um determinado espaço. Seus elementos estão em constante troca e com isto produzindo mutação na organização da forma de um contexto. Ao desenvolver a consciência do momento vivenciado, o indivíduo, percebe sua identidade com o contexto, o que lhe confere percepção do espaço que está inserido.
Na fase embrionária de sua modernidade, o gestual é engessado pela construção de um padrão funcional e estético, voltado para ter um lugar nas artes marciais. Foram selecionados, dentro do gestual espontâneo, os elementos com as características mais próximas da forma globalizada da arte marcial.
 
O indivíduo, corpo estranho na modernidade, some do cenário da capoeira, passa a ser um elemento de enfeite, sua personalidade não é interessante na construção do tecido gestual. A necessidade do retorno do indivíduo na construção do contexto por ele vivenciado é de extrema importância na sustentabilidade da capoeira. A construção de um contexto capoeira se faz por informações gestuais personalizadas, as quais ao interagir com as demais existentes neste ambiente, produz no espaço vivencial, uma forma única tanto em termos de tempo como espaço, ou seja, uma unicidade.
Ao conferir identidade ao processo capoeira, o que passa pelo indivíduo, cria-se na capoeira um movimento de legitimação, pois a capacita edificar identidade social no contexto que se insere.
 
Parte destes comentários são de trechos de meu artigo, porém  mostram a minha preocupação em ver a capoeira se massificar no Brasil e agora no Mundo, porém muito mais como produto de entretenimento do que algo que venha contribuir  com  a  edificação de identidade do indivíduo, para este se perceber construtor de seu contexto e não um mero boneco repetido de uma realidade virtual induzida. Nesta perspectiva, podemos restaurar os princípios da capoeira original e dá a capoeira moderna uma sustentabilidade para sua continuidade.