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Revelação e Zezé Motta – Aglomerado

O Aglomerado recebe o grupo Revelação, formado em rodas de pagode em Engenho de Dentro e Pilares, no subúrbio carioca durante a década de 90. Junto com MV Bill e Nega Gizza, abrem o programa com a canção Pai, que fala das transformações ambientais e políticas da nossa atualidade.

O personagem do quadro ‘Guerreiros e Guerreiras’ é o Mestre Garrincha, fundador do grupo Senzala, que, desde os anos 60, vem lutando e moldando a forma de ensinar Capoeira no Brasil.

Já Nega Gizza percorre alguns becos do bairro mais tradicional da boêmia carioca, a Lapa , e confere a ‘Boa da Noite’: o Beco do Rato . Lá, ela encontra um verdadeiro ‘aglomerado’, juntando muito samba de raiz, pastel de angu e animação.

MV Bill vai até as pistas de atletismo da Vila Olímpica de Santa Cruz , zona oeste do Rio de Janeiro, para conhecer as expectativas e perspectivas de um jovem atleta : Marcos Vinicius.

O Aglomerado faz uma singela homenagem a uma figura feminina que, com força e graça, luta para que os artistas negros tenham espaço, oportunidade e tratamento igual nas mídias e meios de comunicação: a atriz e cantora Zezé Motta.

No Centro da cidade do Rio de Janeiro , no Largo São Francisco , houve um encontro internacional de palhaços . O Aglomerado esteve lá para trazer em matéria a história e tentar entender a alma do que é ser Palhaço.

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3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

A cultura está em festa: Festival no CDM marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

O toque dos berimbaus, as palmas e os cantos darão o ritmo da programação de hoje à noite, no Centro Desportivo Municipal (CDM). A partir das 20h30min, a capoeira tomará conta do local em um festival que marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria. O evento é uma promoção da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, e faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Desde sábado, estão sendo realizadas oficinas gratuitas de capoeira em diversas escolas e centros comunitários de Santa Maria. Nas aulas, voltadas principalmente para crianças da periferia da cidade, foram ensinados, além das técnicas da capoeira regional e de angola, toques de berimbau e danças típicas da cultura afro-brasileira, como maculelê e jongo. A iniciativa, explica um dos coordenadores da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, Luiz Antônio Loreto, o mestre Militar, ajudou a difundir a capoeira em todos os cantos de Santa Maria.

– As oficinas foram bem-aceitas nas comunidades, até porque tivemos a preocupação de descentralizar as atividades. Nossa intenção é levar a capoeira às comunidades mais marginalizadas, porque ela tem uma linguagem mais próxima daquelas pessoas. Cada vez mais percebemos que a capoeira funciona como um bom instrumento de educação – avalia o mestre Militar, com a experiência de quem pratica a capoeira há 20 anos.

De graça – Para quem quiser conferir o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria, a entrada no CDM é de graça. E as atrações serão muitas. Além da participação de 10 grupos de capoeira do Rio Grande do Sul, o evento definirá os campeões do 1º Festival de Toques de Berimbau, concurso realizado durante as oficinas. Também haverá um grande batizado, iniciação de quem pratica a capoeira. A previsão é que 70 alunos sejam graduados esta noite.

– Será uma grande festa. Vamos reunir novos e velhos capoeiristas de Santa Maria – ressalta Militar, que é discípulo do mestre Biriba.

A Associação Capoeira de Rua Berimbau conta com cinco núcleos de atuação na cidade – CDM, Centro Comunitário Perina Morosini, em Camobi, ocupação da gare, Vila Maringá e Escola Municipal Darcy Vargas. A ideia é ampliar as atividades para 10 núcleos em 2010.

Capoeira cidadã

 

Ricardo Mourão, 17 anos, conta que era bagunceiro demais. ?… Eu ficava brigando o dia inteiro na rua… Sempre tinha reclamação lá em casa, minha mãe brigava comigo… Eu não tinha nada pra fazer!?

Ao passar pela porta da Associação de Capoeira Ladainha, a ladainha da rua, a vida cheia de erros, tudo fica para trás. Weverton Couto, 11 anos, é um bom exemplo: ?depois de começar a fazer capoeira eu aprendi que não é na porrada que se resolve tudo… É na conversa?, conta o garoto.

Arte, luta ou esporte? A capoeira é tudo isso e mais um pouco. Música, força, ginga… Tudo muito sedutor para quem não tinha um objetivo. De acordo com o mestre Gilvan, a capoeira como instrumento pedagógico é contagiante. ?Cada criança que entra aqui, não tem vontade de sair… Nós colocamos na escola, o comportamento do aluno melhora…?

Em 14 anos, mais de 15 mil alunos já passaram pelas oficinas. Paulo Henrique, 23 anos, começou aos nove. Hoje, participa do projeto como instrutor de capoeira. ?Pra mim, isso aqui é tudo. Coisa melhor não tem?, confessa.

Atualmente, 300 crianças e adolescentes aprendem capoeira de graça. Cada um contribui como pode. O galpão funciona no quintal da casa de mestre Gilvan. Os uniformes foram doados e as aulas são dadas por ex-alunos.

Edílson Lima é um ex-aluno que para se formar precisou dar aulas de graça durante o estágio. Caso contrário, nada de diploma. Ele gostou tanto da experiência que depois de formado, continua ajudando. ?A gente faz um bem à sociedade. Tira a criança de onde ela estava aprontando e, com a capoeira, mostra o outro lado da vida?.

A idéia é ensinar outras crianças, mas falta estrutura. A meta é ambiciosa: passar de 300 para duas mil jovens até o final do ano. O projeto ?Gingando para o Futuro? está à procura de parcerias com empresários. Com 15 reais por mês, dá para adotar um aluno. Quem quiser participar, pode entrar em contato pelo telefone 475-2511.

Imagens: Romildo Gomes

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