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Festa de capoeira no Vale do Ribeira fortalece cultura quilombola

A 1ª Festa de Capoeira no Quilombo de Pedro Cubas, em Eldorado, no Vale do Ribeira (SP), aconteceu no último final de semana (1º e 2/9)e girou em torno da entrega das graduações de capoeira para 26 alunos do projeto Ponto de Cultura Socioambiental. A comemoração marcou ainda a fase final do projeto desenvolvido por quase três anos nas comunidades quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima.

As associações quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima organizaram a festa, cujos preparativos começaram duas semanas antes com a participação de alunos, pais, do ISA e da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Nossa Senhora da Guia (Adecc ). Os 26 alunos do projeto, adolescentes e jovens fizeram a decoração e organizaram as rodas.

Entre os convidados estavam grupos de capoeira como a Associação de Capoeira Quilombo dos Palmares, de Guarulhos/SP; o Grupo de Capoeira Nagolo, de Pedro de Toledo/SP; a Associação de Capoeira Liberdade Camará, de Araçatuba/SP; o Grupo Bernardo Furquim, do Quilombo São Pedro, a Orquestra de Berimbau do Morro do Querosene, situado bairro do Butantan em São Paulo, além das comunidades quilombolas vizinhas à Pedro Cubas. Também participaram da festa dois componentes do Grupo Angoleiros do Sertão (Marcos e Molejo) de Presidente Prudente/SP, Kleber Macaquinho que veio da Bahia e representantes da Eaacone (Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras do Vale do Ribeira).

No sábado, os grupos começaram a chegar ao quilombo de Pedro Cubas por volta das 19 hs. Tochas e uma fogueira foram colocadas para a realização de uma roda de confraternização e do jogo da capoeira Angola.

O instrutor Leleco, que treinou o grupo nesses quase três anos, apresentou os convidados e as lideranças quilombolas, Diva e Antonio Jorge, deram as boas vinda a todos expressando a alegria e o orgulho da comunidade em ser o cenário de um momento de intercâmbio cultural e de graduação de seus jovens. Esse encontro foi uma representação da amizade entre os grupos presentes. Depois começou a roda que só terminou às 11 da noite.

Na manhã do domingo (2), os convidados foram recepcionados com um café tradicional quilombola, com cuscuz de arroz, coruja, bolo de mandioca e pão caseiro.

Depois foi a cerimônia de graduação dos alunos do Ponto de Cultura em Capoeira Regional de Bimba no galpão de sapê do quilombo. Seguindo o protocolo da atividade, na abertura, cada mestre foi apresentado (Mestre Marco Lima, Mestre Peixe, Mestre Bililico, Kleber Macaquinho) e cada um deles apresentou seus alunos e formados. Neste momento os convidados foram saudados e a comunidade de Pedro Cubas e o ISA agradeceram a presença de todos. Em seguida, cada graduando fez um jogo com os mestres e formados e recebendo a sua corda colorida. Cada cor corresponde a uma graduação, um estágio de evolução dentro da capoeira.

O último a receber a graduação de cor verde e branca foi o orientador dos alunos de Pedro Cubas, Leleco, que foi homenageado pela comunidade e pelos alunos pelo trabalho desenvolvido no Ponto de Cultura.

Em seguida, a Orquestra de Berimbau do Morro do Querosene, comandada por Dinho Nascimento, encerrou a festa.

O trabalho conjunto de preparação da festa dos jovens e adolescentes com as associações quilombolas foi o destaque do evento. Atividades de integração como esta revelam a diversidade da expressão cultural da capoeira, os diferentes tipos e jeitos de jogar e o respeito pela cultura de cada grupo. A festa foi ainda uma oportunidade de troca entre grupos e pessoas convidadas vindas de outros pontos de cultura, além de contribuir para o fortalecimento da juventude quilombola e de suas expressões culturais.

 

Fonte: ISA, Raquel Pasinato – http://www.socioambiental.org

Ciclo de Debates “Negras Histórias no Sul da Bahia”

CICLO DE DEBATES: NEGRAS HISTÓRIAS NO SUL DA BAHIA convida

Para a Mesa “HISTÓRIAS DE CAPOEIRAS”


Participantes:

Gissele Raline Fernandes Moura

Graduada em História (UESC) e Mestre em História Social (UFBA)

Paulo Andrade Magalhães Filho

Graduado em Comunicação Social (UFMG), Especialista em Educação e Relações Étnico Raciais (UESC) e Mestre em Ciências Sociais (UFBA)

 

Mediadora:

Luiza Reis

Graduada em História (UESC), Mestre e doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA), Professora Assistente da UESC

O Ciclo de debates Negras Histórias no Sul da Bahia é um projeto do Grupo de Estudos do Atlântico e da Diáspora Africana (GPEADA), aprovado no Programa Prodocência, e articula professores e estudantes de Pós-Graduação egressos da UESC com discentes do curso de História para discutir uma revisão historiográfica sobre a presença negra no sul da Bahia.

Dia 09.07.2012, segunda feira, no auditório Jorge Amado (UESC), às 9:00h

 

Haverá emissão de certificados!

 

Venha discutir conosco!

380 idosos são batizados na capoeira e recebem graduação no próximo dia 07 de julho

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, dois anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 16 anos e professora da turma.

 

Batizado

O primeiro batizado da turma de idosos aconteceu no dia 30 de abril de 2011, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, reunindo um total de 360 alunos.

Esse ano o evento acontecerá no dia 07 de julho, das 9h às 12h, no SESC Itaquera. Serão batizados 180 alunos com a segunda graduação, corda amarela; e 200 alunos com a primeira graduação de cor verde.

O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

“Nosso primeiro evento ocorreu em um espaço público e agora estamos dentro de uma instituição que prima pelo respeito aos idosos, pela prática de esportes e pela manutenção e fomento da cultura tradicional. Só posso estar feliz” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Batizado dos 380 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

 

Data: Dia 07 de julho

Horário: das 09h às 12h00

Local: Sesc Itaquera – Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 100

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

Márcia Moura prestigia graduação de capoeira em Três Lagoas

A prefeita Márcia Moura (PMDB) participou na noite deste sábado (17) da graduação de diversas crianças, jovens e adultos que fazem parte da escola de capoeira “Filhos da Coral”. A iniciativa é de André Luiz Feitosa dos Santos, conhecido como: professor Mangueira.

Há cerca de 10 anos, André tinha o sonho de desenvolver uma atividade que englobasse crianças e jovens. Seu objetivo era tira-los das ruas e dos riscos aos quais estão expostos diariamente. “Este projeto nasceu da minha preocupação com o futuro das crianças. Quero levar conhecimento, que vai desde os cuidados com higiene até a orientação sobre uma conduta correta diante da sociedade”, comenta.

As aulas capoeira estão presente nos bairros Paranapungá, Vila Verde, São João e São Carlos, e atende 180 pessoas, com idade a partir dos 4 anos. Igor Henrique da Silva, de 19 anos afirma gostar de participar do grupo de capoeira. “Estando aqui, evito estar nas ruas. Este é um importante aprendizado para a minha vida”, complementa.

Matheus Alexandre dos Santos Dias, de 11 anos, diz que aproveita os ensinamentos passados. “O professor nos fala que não devemos ficar andando pelas ruas. Quando saio da capoeira vou direto para casa”, enfatiza.

O projeto não tem custa mensal para os alunos, e a iniciativa conta com o apoio de patrocínios. “O único gasto que se tem é anual para realizar este evento em que o graduando recebe sua corda, camiseta, certificado e o jantar para duas pessoas, no valor de R$ 50”.

Durante o discurso Márcia Moura comentou sobre como ações deste tipo colaboram no cotidiano de uma cidade como Três Lagoas. “Projetos como este valorizam a sociedade, afinal ajuda a forma cidadãos. Costumo dizer que tudo é importante, mas a auto-estima também é fator necessário e isso só se consegue com cidadania e todos estes conhecimentos que são passados por meio da capoeira. Sociedade e Poder Público têm o dever de trabalharem juntos para a melhora na qualidade de vida das pessoas”, diz.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A cerimônia contou com apresentações de danças africanas, jogo de capoeira, exposição de objetos usados na época da escravidão e a graduação de alunos e professores. Dentro da hierarquia os alunos puderam ser graduados com cordões: verde, amarelo, azul, preto, vermelho, vermelho e preto – para instrutor, e preto e branco para professor.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

 

PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS/MS

A capoeira, o poder público e o fantasma dos maus capoeiras…

A cada nova experiência que vivenciamos em nossas tratativas de interface com o poder público, vemos sempre a capoeira ser testada em sua mais emotiva visão: a de se fazer representar perante tais poderes e não buscar evidenciar suas limitações, reais ou imaginárias, enquanto comunidade organizada que é um pressuposto nesse tipo de relação.

Essas inúmeras vezes em que vimos esse diálogo acontecer, ficou patente que temos sempre um problema que vagueia o subconsciente coletivo dos capoeiristas, que é a existência constante de uma referência e da busca da punição, controle ou simples extirpação desse contexto dos maus capoeiristas…

Esses personagens consomem uma energia incrível de nossos esforços na busca de dialogar com os órgãos públicos e representam o nosso mais inevitável e lamentável subconsciente coletivo, que é para onde sempre enviamos ou resgatamos esse personagem, produto principalmente de nossas limitações enquanto organização ou instituição capoeiristica.

É óbvio que em qualquer grupo humano existem os bons e os maus profissionais.

Não se trata de negar isso.

O que temos que perceber é o quanto nos custa essa luta constante com eles, aliás, sempre ausentes nesses debates… por razões óbvias também sabemos porque eles estão sempre ausentes:

  • primeiramente porque, caso estejam presentes irão, obviamente, se identificar como parte dos que são do bem
  • também por ser muito difícil fazer uma acusação frontal, do tipo: você é do grupo dos maus capoeiras… obviamente se isso acontecer iremos ter um outro tipo complicado de situação, que será de um desequilibrado bate-boca entre os participantes de qualquer reunião;
  • devemos e precisamos perceber que enquanto não houver um esclarecimento público a respeito da ética capoeiristica, ficará sempre muito difícil decidir quais serão os bons e os maus… por exemplo, os capoeiristas mais tradicionais e conseqüentemente menos violentos ou agressivos em seus estilos de jogo e didática, são hoje taxados de sarobeiros, que na verdade é algo de significado impreciso, provavelmente servindo antes para discriminar estilos e condutas menos performáticas;
  • se detivéssemos a clareza suficiente para identificar quais seriam os maus capoeiras, estaríamos aí diante de um outro dilema: quais os elementos para se fazer um julgamento deles…? ou seja, se estiverem incorrendo em alguma forma de crime, como assédio sexual, exploração sexual de menores, lesões corporais, etc., eles

estarão devidamente enquadrados como criminosos, passivos de punição pela legislação penal… a comunidade da capoeira não tem que substituir esses códigos e essas leis para resolver esses problemas, obviamente isso seria uma inocente tentativa de fazer justiça com as próprias mãos;

  • supondo que se chegue a conclusão de que se trata, enfim, de um mau capoeirista, segundo critérios mais clássicos de se avaliar as condutas tradicionais da capoeira, como questões de auto-graduação; sistemas de treinamento; tratamento agressivo com alunos ou capoeiristas de outros grupos (diversas formas de incentivo à xenofobia relativamente comum dentro dos grupos de capoeira). formas presunçosas de se auto proclamar detentor deste ou daquele mérito; uso indevido de conhecimentos e patentes de movimentos, toques, músicas, técnicas, etc.; ou mesmo o incitamento de alunos ao estilo de jogo mais agressivo ou violento… quem, na representatividade da capoeira irá julgar esses casos?? Segundo que critérios?? Quem pode se dizer detentor dessa verdade e dessa norma??
  • Em caso de admitirmos que não podemos julgar esses eventos dentro da capoeira, por que levar esses dilemas para um foro envolvendo terceiros? no caso o poder público nada pode fazer quando nós mesmos temos dúvidas sobre o que é legitimo e o que não é.
  • Há um outro aspecto que fica muito patente nessas discussões que é quanto ao desgaste que as reuniões sofrem por causa desse tema… é incrível como os capoeiristas deixam que esses fantasmas roubem nossa energia quando estamos diante de uma oportunidade inédita (como nos fóruns do pró-capoeira, nos congressos realizados pelo Ministério do Esporte, entre outros). Vale nesse caso a sabedoria de grandes mestres que sempre disseram: não fale do diabo porque ele aparece… em outras palavras nós os valorizamos quando permitimos que ocupem nosso tempo dentro de tão raras oportunidades.

Fica claro para nossos interlocutores do poder público que a capoeira tem um grande problema por causa de seus maus representantes e, no entanto, sabemos que isso representa uma minoria que sequer deveria ser tão considerada, senão vejamos:

  • Sabemos que a estatística de problemas graves envolvendo a capoeira é muito menor do que muitos outros esportes;
  • Sabemos que mesmo os ditos maus são tantas vezes responsáveis por grandes projetos dentro da capoeira e tantas vezes produzem grandes atletas, os quais acabam por perceber que estão no lugar errado e buscam outros espaços para seu aprendizado e crescimento, ou mudam de atitude por seus próprios critérios;
  • Sabemos ainda que estamos hoje diante de uma série de estímulos do mercado de lutas, que levam muitos mestres e professores a buscarem a marcialidade da capoeira como seu principal interesse… muitas vezes exclusivamente por uma questão de sobrevivência econômica e financeira… quem pode, de sã consciência, punir por isso ou condená-los? Temos que ter em conta a liberdade de escolha de estilo e de prioridade de foco de cada um;
  • Quanto aos sistemas de graduação que possam parecer a alguns sem mérito ou sem sentido, não cabe a nenhum de nós questionar, a menos que seja dentro de fóruns íntimos da própria capoeira, onde esse assunto possa ser discutido, de preferência dentro da mesma entidade a que pertençam os atores da discussão, sempre lembrando que isso é uma das mais históricas polêmicas dentro da capoeira e que ninguém pode se considerar o detentor da verdade ou da razão inquestionável, pois se trata de um tema delicado e impreciso, já conhecido de todos nós, cuja solução é, além de muito difícil, um eterno pomo da discórdia entre pessoas que muitas vezes partilham visões e interesses comuns, imagine num sentido mais amplo como cheguei a ver durante uma reunião do Pró-Capoeira do Ministério da Cultura, um dos grupos temáticos incluiu que o governo devia “implantar um sistema de graduação unificado”… será que estamos pedindo ao governo para nos impor algo assim?
  • Vale lembrar que não faz diferença praticamente nenhuma para uma questão cultural que envolva a capoeira a  questão da “graduação”, esse conceito foi introduzido pelo Mestre Bimba em um determinado contexto histórico e isso nos foi legado por ele como uma recurso de organização de nossa instituição capoeirista, seja por razões administrativa, econômica ou mesmo hierárquica, isso jamais deveria ter se tornado um cavalo de batalha onde tanta energia já se perdeu, a livre manifestação cultural da capoeira é uma de suas premissas, e direitos;
  • Vista sob a ótica desportivizante, a graduação tampouco é uma exigência de nenhum comitê olímpico ou marcial, onde são considerados, apenas, categorias compostas de idade e peso… no máximo estilos…  ou seja, mais uma vez sabemos que essa discussão é estéril e desnecessária… a não ser, claro, para grupos que partilhem de uma mesma organização, seja uma associação, federação, liga, escola, etc…
  • Muitos poderão entender que estejamos defendendo o caos na capoeira, perdoe-me os que assim pensam, mas estou apenas defendendo a razão no lugar de uma emoção infantil e estéril que a nada serve, mormente em locais e na presença de representantes do governo, muitas vezes interessados apenas em entender como podem ajudar a capoeira.

 

Fato é que temos que amadurecer nossa capacidade de dialogar com o poder público, seja porque temos antes de mais nada um direito de fato relacionado com essa relação entre a capoeira e ele (o poder público), seja porque muitas vezes as pessoas que estão participando de uma reunião conosco – a maioria das vezes técnicos-burocratas do governo, não possuem a mínima condição seja de resolver nossas questões históricas e muito menos de encontrar para nós os nossos fantasmas do mau…

Se não tivermos essa consciência e essa maturidade, qualquer diálogo será muito difícil e as nossas expectativas de participação no bolo do orçamento público será algo que teremos que esperar muito mais tempo até que possam se materializar como algo sólido para nós, os capoeiristas, os mestres, os professores, os estudiosos do assunto, os produtores, os patrocinadores, os alunos, os parceiros, os interessados em nosso trabalho dentro de escolas e outros espaços públicos.

Enfim a nossa maturidade profissional é um requisito para uma negociação mais racional e menos emocional com qualquer instituição ou poder público.

 

Mestre Skisyto (skisyto@gmail.com)

São Paulo: Seleção de Professores/Grupos de Capoeira

Seleção de Professores/Grupos de Capoeira

A academia Portal Saude situada nas imediações da estação Santa Cruz do Metrô (São Paulo – Capital) está abrindo o processo para seleção de um grupo/associação de Capoeira para administração e gerenciamento de aulas no período da noite para alunos de diversas faixas-etárias, de ambos os sexos em sua maioria iniciantes.

Os grupos/associações interessados em enviar um representante devem encaminhar seu projeto para diego@academiaportalsaude.com.br ou entregá-lo pessoalmente na Rua Luis Góis, 877 (segunda a sexta das 06:00 às 23:00 horas). 

contendo os seguintes itens.

  • Breve Histórico do Grupo/Associação:
  • Símbolo que representa o grupo:
  • Federação que Representa:
  • Linhagem dos Mestres até o professor interessado:
  • Sistema de graduação (carência em cada graduação):
  • Currículo do(s) professor(es) com foto:
  • Projeto pedagógico para o ensino de Capoeira:
  • Estratégias  adotadas para promover retenção e fidelização de Alunos:
  • Comparando-se com outros grupos. Quais são seus diferenciais?
  • Proposta para lançamento/inauguração da representação do seu grupo em nosso espaço:
  • Dias e horários que possui disponibilidade:
  • Pretensão Salarial:
  • Telefone:
  • E-mail:
  • Site:

Os projetos deverão ser encaminhados dia 13 de Abril de 2010, os projetos recebidos após esta data serão desconsiderados.

No dia 14 de Abril , os representantes dos grupos serão convidados para entrevista.

Publicado em  http://www.academiaportalsaude.com.br/selecao.htm

Diego Lima
Coordenador Geral
CREF: 73460-G/SP

Contramestre e não mestrando:Mestrando em Capoeira?

Historicamente a Capoeira vem se estruturando, saindo do mágico ao marcial. E buscando dar finalidades acadêmicas a Capoeira. Sendo a Capoeira valorizada até como a própria educação física no século passado, antes da própria organização da educação física no país. Outro cuidado que devemos ter é os termos “luta” e “arte marcial”, ambos são diferentes entre si, mas não entraremos em detalhes aqui, pois o tema é o termo “mestrando” e “contramestre”.

Não se deve esquecer que sempre estamos em continua aprendizagem. Muitos eram chamados de “professores de capoeira”, quando começavam seu trabalho ensinado a outros, em seguida por um período de pratica eram chamados de mestres e eram respeitados e temidos por todos, mas historicamente não havia qualquer graduação na Capoeira.

O primeiro a criar um sistema de graduação foi Mestre Bimba, onde usava lenço para graduar seus alunos. Este lenço era a maneira do mestre homenagear os capoeiristas do passado que utilizavam um lenço de esguião de seda no pescoço para evitar o corte da navalha do inimigo. A graduação máxima era lenço branco. Segundo Mestre Edinho, os únicos a receberem o título de Mestre da Regional Baiana pelas próprias mãos de Mestre Bimba foram, Jair Moura, Miranda, Decânio e o próprio Edinho.

Na década de 70, quando a Capoeira passa a ser aceita como “Esporte Nacional”, para que fossem possíveis as competições, e introduziram-se as Graduações de Capoeira no Brasil. Ainda por aprovação não-formal pelo próprio Mestre Bimba, o Mestre Mendonça adota a corda (cordel) de capoeira, organiza o sistema de graduação seguindo o sistema oficial desportivo do país, onde a graduação era baseada na Bandeira brasileira. Outros grupos adotaram outros sistemas, cordas ou cordões, filosofias de cordas e cores diferentes.

Depois de muita polemica com o termo “professor de capoeira”, que passa na risca por ser de tradição pelos praticantes antigos de capoeira e não fere a docência dos profissionais da educação. Mas agora o termo “mestrando” está mostrando a desvalorização da tradição, um termo que não soou bem, onde depois de “Professor de capoeira” o profissional da capoeira passa a ser “Contra-Mestre de capoeira” e futuramente “Mestre de capoeira”. Muitos Profissionais das Universidades perguntam, quando foi que a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) aprovou o “mestrado em Capoeira”? Daqui a pouco vão está substituindo o Grão-mestre por “Doutorando” e logo “Doutor em Capoeira”.

O estágio de “Contra-Mestre de Capoeira”, é o titulo alcançado pela busca do crescimento e do reconhecimento popular. Essa “graduação de capoeira” simboliza a fase da malicia, do carisma capoeirístico e da transmissão dos segredos da capoeiragem, seja na roda ou na vida. É uma etapa alcançada, que antecede a formação do futuro “Mestre de Capoeira”.

Segundo CAPOEIRA LUTA DO BRASIL, “Originalmente, não havia graduação na capoeira. O próprio Mestre Bimba, somente quando considerava um aluno APTO, ou seja, realmente sabedor do que lhe fora ensinado, é que o considerava formado e, seguindo uma tradição, dava-lhe um lenço de seda azul que deveria ser usado amarrado ao pescoço sempre e somente quando o capoeirista ia para a roda jogar. Atualmente, a graduação é usada para distinguir as várias fases do aprendizado do aluno, sendo que cada grupo ou associação adota o critério e as cores que mais lhe convierem seguindo suas preferências em fitas, cordéis, cordas, faixas ou lenços de seda em conformidade com o sistema de cores da Bandeira Nacional, das religiões Afro, do Candomblé, dos elementos da natureza (fauna, flora, etc.). Hoje existem diferenças inclusive na nomeação da graduação. Onde alguns chamam de CORDA e alguns de CORDÃO”.

Na Capoeira Angola não existe um sistema de cordas, alguém depois de aluno alcança seu titulo, de professor, de contramestre ou de mestre de acordo com seu trabalho na comunidade, acompanhados pelos mestres antigos. Por sua vez na Capoeira Regional existe um sistema de graduação onde as cores das cordas/cordéis/cordões variam de entidade para entidades capoeirísticas e sendo decretado por sistemas de graduações, variando os números de estágios e programas propostos pelos seus mestres superiores.

Nossa inquietude foi à tentativa da mudança do termo contramestre (Contra-Mestre) para mestrando, onde não tem nenhum tipo de coerência ou fundamentos concretos ou capoeirísticos, onde fomos bastante criticados pelo meio acadêmico universitário, que faziam gozação de nossas pessoas e diziam que nós não tínhamos leitura, para isso que resolvi dar esta resposta e mostrar que temos fundamentos e tradição e cada dia através de nossas pesquisas mostramos os valores dos profissionais da capoeira, somos cientistas da capoeira e pesquisadores.

Vamos entender melhor os termos e não ficar dando equívoco, motivos de irrisão, mostramos que temos leitura e somos profissionais qualificados em nosso meio acadêmico-capoeirístico. Então, o mestrado é o primeiro nível de um curso de pós-graduação Stricto Sensu, que tem como objetivo, além de possibilitar uma formação mais profunda, preparar professores para lecionar em nível superior, seja em faculdades ou nas universidades. Um curso de pós-graduação se destina a formar pesquisadores em áreas específicas do conhecimento. Seu passo seguinte será o doutorado, onde se capacitará como um pesquisador, assim como as suas especializações, o Pós-Doutorado e/ou a livre-docência.

Note-se, entretanto, que o mestrado não é pré-condição obrigatória para o ingresso no doutorado, alunos com um desempenho muito bom na graduação podem ser aceitos diretamente no doutorado. Esta aceitação depende da legislação particular de cada Universidade. Mesmo assim, não existe um titulo de “mestrando” específico e sim Mestre em qualquer área do conhecimento.

Mestrando não é um título. Como alguém poderá receber um diploma de Mestrando? Se ao final de um Curso de Mestrado se receber o Diploma de Mestre. Existe diploma de Contramestre de Capoeira (Contra-Mestre) reconhecida por todas as entidades capoeirísticas, com incentivo até por instâncias governamentais e não-governamentais, como um profissional, sendo acima do grau de “Professor de Capoeira” (este por sua vez, deve-se ter a docência).

No Brasil se organiza da seguinte forma: Os cursos de mestrados, assim como os de doutorado, são formados exclusivamente por professores doutores, com suas respectivas linhas de pesquisa e profunda experiência na sua área. O aluno propõe um projeto de pesquisa para ser aceito num determinado programa de seu interesse.

Sem pesquisa, podemos ser levado ao erro, temos que está sempre embasado em pesquisas teóricas e nas bibliotecas vivas que são os mestres antigos da Capoeira. Na qual devemos respeitar suas opiniões e manter viva seus ensinamentos e as sabedorias deixados pelos pioneiros da Capoeira, desde a época de Zumbi até Mestre Bimba.

No mestrado, além de freqüentar disciplinas avançadas, que incluem uma parcela significativa de pesquisa bibliográfica individual, de leitura e de trabalho de interpretação, é desenvolvido um trabalho de pesquisa científica, que deve ser apresentado em forma dissertativa. Esta pesquisa pode ser realizada através de estudo de caso, de pesquisa de campo, em laboratório, etc. Através dela, acompanhando as últimas informações sobre o assunto, o aluno irá se introduzir em determinado tema.
Este deverá ter sido aceito e considerado relevante pelos professores do curso de pós-graduação que esteja cursando, assim como deve estar em consonância de interesse com as linhas de pesquisa dos professores pesquisadores do curso e estar informado das principais conquistas do campo do estudo a nível internacional, o que exige o conhecimento de mais uma língua.

Além das disciplinas, o final do processo é marcado por uma avaliação na qual o candidato ao “título de mestre” deverá apresentar seu trabalho a uma banca examinadora, em geral de três professores, que o julgará medindo se o aluno adquiriu capacidade de desenvolver um trabalho autônomo, seguindo as regras da pesquisa e se desenvolveu um trabalho de destaque no campo escolhido.

A banca examinadora é formada pelo professor orientador e dois professores convidados, especialistas no assunto tratado. Necessariamente um deles deverá ser de instituição de ensino superior distinta daquela em que se está cursando. Poderão ser convidados especialistas no assunto que não tenham título de Doutor, mas que tenham evidente contribuição naquele campo.

O tema aqui em questão é a polemica entre o termo Contramestre e Mestrando. Na Capoeira usa-se o termo Contramestre para designar alguém com uma graduação inferior a de um Mestre e Superior a um Professor de Capoeira. Segundo o Dicionário on-line Wikipédia <<a href=”http://pt.wiktionary.org/wiki/contramestre”>http://pt.wiktionary.org/wiki/contramestre>, a palavra contramestre (con.tra.mes.tre), masculino (feminino: contramestra), tem como definição: “1. O imediato ao mestre ou ao seu substituto; 2. Abaixo do mestre ou do chefe.” Sendo que, tradicionalmente é um grau abaixo de Mestre, um título, uma graduação, uma etapa alcançada, uma conquista. Não podendo ser substituído por mestrando, que é alguém que está estudando o mestrado em qualquer área científica, não podendo ser um título, sendo no final o título de Mestre (MSc).
Outro exemplo do contramestre, “o contramestre mais antigo, encarregado da limpeza e conservação e da disciplina da tripulação do convés de embarcação mercante, Marinha Mercante (fonte: Decreto-Lei nº 280/2001, de 23 de Outubro).” Mesmo porque a Capoeira teve sua propagação nos Cais de vários portos do Brasil, sendo os capoeiras, que eram tripulantes de embarcações, atrações de rasteiras e vadiação dos grandes portos no século passado, ficando o titulo aos capoeiras respeitados tradicionalmente como um grau maior ao “Professor” de Capoeira e abaixo do Mestre de Capoeira.

Por muitos anos, os Contramestres de Capoeira vem sendo diplomado nas entidades capoeirísticas pelos seus Mestres e não podemos mudar de uma hora para outra, um titulo sem fundamentos teóricos ou tradicionais. Este nível de graduação na capoeira é concedido quando é reconhecida no praticante sua capacidade técnica, seu conhecimento sobre a capoeira, sua atuação no universo da capoeira, na comunidade na qual está inserido e só pode ser efetivado pelas mãos de Mestres de Capoeira.

A lista dos programas de pós-graduação no Brasil, com seus respectivos conceitos se encontra na página da CAPES. Ao iniciar os estudos, sob a orientação de um doutor na área escolhida e durante um período, usualmente de dois a dois anos e meio, o aluno realiza pesquisas que deverão resultar em uma dissertação sobre um determinado assunto escolhido, com metodologia adequada ao desenvolvimento do trabalho.

Para aprofundar melhor os termos com referencia ao curso de pós-graduação, apresentaremos de maneira compreensiva para não confundir o nosso profissional da capoeira com graduações afins. Os cursos de pós-graduação se dividem em duas categorias: latu sensu, na qual se enquadram os cursos de especialização e boa parte dos MBAs ofertados no Brasil, e stricto sensu, que são os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, como veremos a seguir:

LATO SENSU: Os cursos de pós-graduação lato sensu, oferecidos por instituições de ensino superior ou por instituições especialmente credenciadas para atuar nesse nível educacional, independem de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento e devem atender ao disposto na Resolução CNE/CES 01/2001. Incluem-se nesta categoria os cursos designados como MBA (Master Business Administration) ou equivalentes. A duração mínima é de 360 horas.
ESPECIALIZAÇÃO: Curso com carga horária superior a 360 horas/aula. Destinado ao aperfeiçoamento profissional, tem uma abordagem específica. Para obter o diploma de especialista, o aluno deve apresentar, ao final do curso, uma monografia ou um trabalho de conclusão do curso (TCC).
MBA Júnior: O MBA Júnior é destinado a pessoas que estão saindo da universidade e precisam associar o conhecimento teórico à prática profissional. Algumas instituições oferecem estes cursos em dois anos – um deles quando o aluno ainda está no último período da graduação.
MBA: Destinado a profissionais de diversas áreas interessados em aprofundar seus conhecimentos na área de gestão empresarial. A diferença dos cursos de especialização está na metodologia adotada, uma vez que o MBA abrange várias áreas do conhecimento. Os MBAs norte-americanos equivalem a um curso de mestrado, por se enquadrarem na categoria stricto sensu.
STRICTO SENSU: Os cursos de pós-graduação stricto sensu, compreendendo programas de mestrado e doutorado, são sujeitos às exigências de reconhecimento e recredenciamento previstas na legislação.
MESTRADO ACADÊMICO: Voltado à qualificação de professores universitários, tem como objetivo estimular a pesquisa acadêmica. Para obter o título de mestre, os alunos devem apresentar uma dissertação sobre um tema que se enquadre em seus interesses e ainda nas linhas de pesquisa da instituição. Tem duração média de dois anos.
MESTRADO PROFISSIONAL: É destinado a profissionais que estão no mercado de trabalho e querem aprofundar seus conhecimentos em uma determinada área, conciliando-os à sua atividade profissional. Ao final do curso, o aluno deve apresentar uma dissertação, abordando um tema específico. Tem duração média de dois anos.
DOUTORADO: É o aprofundamento da pesquisa científica sobre um determinado tema – que, muitas vezes, já pode ter sido estudado no mestrado – só que com um enfoque inédito. Ao final do curso, o aluno apresenta uma tese sobre o assunto pesquisado. Dura, em média, quatro anos.
PÓS-DOUTORADO: É uma forma de permitir ao pesquisador atualizar, consolidar ou ampliar seus conhecimentos ou, ainda, rever sua pesquisa. Esse trabalho é feito com um grupo de pesquisa consolidado na área de especialização do candidato.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que concedem bolsas para o financiamento dessas pesquisas, estabelece uma série de exigências para concessão dessas bolsas. Além do título de doutor, o pesquisador deve se dedicar integralmente às atividades programadas na instituição de destino.

Com toda essa gama de informação agora poderemos compreender a veracidade da confusão feita por influencias de modismo sem fundamentos teóricos. Apesar de nosso Dicionário Capoeirístico não oferecer este termo, não soou bem aos amantes da Capoeira e nem sentido do uso por parte de nossos antigos mestres.

Não podemos esquecer que Mestre Bimba é hoje o mestre mais reconhecido entre todos, em 1996 tendo recebido o tardio titulo de Doutor Honoris Causa, concedido pelo corpo universitário da Bahia. Seu nome é conhecido no mundo inteiro, pois é a primeira coisa que qualquer calouro aprende, em qualquer lugar do mundo em que se ensine a capoeira regional.

Vale apenas salientar que só existem dois estilos, Angola e Regional, o resto é complemento para embelezar a capoeira, exemplo, o miudinho criado por Mestre Suassuna, bem como outros não são estilos, são complementos, como as acrobacias e etc. Não existe um estilo contemporâneo, termo sem fundamentação teórica que querem implantar. A regional perdeu sua essência mais continua sendo a base dos que praticam o lado marcial da capoeira, apesar da sua descaracterização.

Até a própria Confederação Brasileira de Capoeira vem cometendo erros em querer divulgar outros nomes como criadores de novos estilos, onde por tradição não existem linhagens fundamentadas por todo o Brasil, onde a ultima aceita é a Regional Baiana de Mestre Bimba. Sendo uma confusão da Capoeiragem, uma técnica da capoeira sem rotulo ou estilo, fazendo da capoeira uma arte cheias de diversidades, fazendo ela a própria diversidade local-nacional, um pouco de cada região.

Portanto, devemos respeitar os títulos de Doutor Honoris Causis dados pelas Universidades aos grandes nomes da Capoeira, aos Grandes Mestres de Capoeira de nossa História, isso não quer dizer que aderimos o Curso de Doutorado e que estes Mestres não foram doutorandos, não passaram por doutoramento e nem defesas de alguma tese ou descobertas cientificas, simplesmente foram ou são magníficos. Enfim, A Capoeira é muito mais que isso tudo e tem seu valor científico e cultural para seus verdadeiros praticantes que buscam na pesquisa cientifica dar qualidade a capoeira e não se prender ao puro modismo ou rótulos influenciados pela mídia.

1. Estudante de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física na Universidade do Estado do Amazonas; Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas. Ativista e Pesquisador de Relações de Fronteira pelo Núcleo de Estudos Estratégicos Pan-Amazônicos. Conhecido no mundo da Capoeira como Mestre Dedão (AM), com 24 anos de pratica em 2009, sendo 14 anos educando mentes e formando cidadãos comprometidos com a comunidade, tendo discípulos espalhados pela Colômbia, Peru e Amazônia Brasileira, transmitindo sua filosofia. É uma representação da Associação de Capoeira Ave Branca, discípulo do Grão-Mestre Kall (DF).

Referência

CAPES. Disponível em: <<a href=”http://www.capes.gov.br”>www.capes.gov.br>. Acessado em: 11 de setembro de 2009.
CAPOEIRA, Nestor. Capoeira, Pequeno Manual do Jogador. Rio de Janeiro: Record, 1992.
CAPOEIRA LUTA DO BRASIL. Graduação. Disponível em: <<a href=”http://www.capoeiralutadobrasil.hpg.ig.com.br/capoeira_Graduacao.htm”>http://www.capoeiralutadobrasil.hpg.ig.com.br/capoeira_Graduacao.htm>. Acessado em: 11 de setembro de 2009.
DICIONARIO WIKTIONARY – WIKIPEDIA. Contramestre. Disponível em: <<a href=”http://pt.wiktionary.org/wiki/contramestre”>http://pt.wiktionary.org/wiki/contramestre>. Acessado em: 10 de setembro de 2009.
KOSTER, Henry. Viagens ao Nordeste do Brasil – Tradução e notas de Luís da Câmara Cascudo. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1942, [p.316-7,333]. In: REGO, Waldeloir. Capoeira Angola. São Paulo: Itapoã, 1968.
MACHADO, José Pedro. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa – Com a mais antiga documentação escrita e conhecida de muitos dos vocábulos estudados. Lisboa: Editorial Confluência, 1956 [v. I, p.461]. In: REGO, Waldeloir. Capoeira Angola. São Paulo: Itapoã, 1968.
MENDONÇA, Renato. A Influência Africana no Português do Brasil. 4a. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972. [p.49]

Fonte: http://redenacionaldacapoeira.ning.com/profiles/blogs/contramestre-e-nao-mestrando

Por: Edney da Cunha Samias (Mestre Dedão)*
E-mail: edney_cunha@hotmail.com

*Artigo de minha inteira responsabilidade.

Portugal: Organização e União em busca de uma Identidade

Mestres, Contramestres, Professores e responsáveis de Grupos, Associações e escolas de capoeira de Portugal,

Segundo Lei que regulamenta a prática de atividades físicas em Portugal (onde se inclui a capoeira), Dec. Lei 272 de Outubro de 2009, lei esta que obriga todo profissional que queira dar aulas ter um curso superior em Educação Física ou um registro federativo em órgão competente e reconhecido pelo Estado Português sob pena de não pode exercer, profissionalmente, a atividade.

Em função dessa nova realidade surge a necessidade da existência de uma Federação de Capoeira em Portugal, legitimada pelos mestres, contramestres e professores que aqui residem e trabalham, independentemente do grupo, estilo, graduação e indumentária, afim de que possamos, em parceria e transparência, garantir, perante as leis de Portugal, o pleno exercício de uma atividade que transcende, a todos nós capoeiristas, as barreiras limitantes do simples desporto.

Com cariz de urgência foram realizadas anteriormente três reuniões com o intuito de debater a lei vigente e a possível criação de uma Federação de capoeira.

Nesta reuniões estiveram presentes:

  • Mestre Nininho – G. Agbara
  • Mestre Sargento – G.Muzenza
  • Mestre Tucas – GUC
  • Mestre Umoi – GUC
  • Contramestre Marco Antonio – A.Astral
  • Contramestre Nago – GUC
  • Contramestre Neguinho – G.Gingarte
  • Contramestre Nil – G.Muzenza
  • Contramestre E.T Arte Pura
  • Prof. Birita – G.G.Brasil
  • Prof. Papilon – GUC
  • Formado Carcará – E.B.
  • Formado Cogumelo – A.Astral
  • Instrutor Goiaba – G.C.Brasil

Foram, ainda, informados e são conhecedores da situação os seguintes responsáveis:

  • Mestre Alexandre Batata – G.G.Contemporânea
  • Mestre Barão – G.L.Saudade
  • Mestre Caramuru – G.P.Barra
  • Mestre Chapão – A.Capoeirarte
  • Instrutor Cangaceiro – G.G.Brasil
  • Prof. Luciano Milani – Capoeira Mogadouro

Está marcada uma próxima reunião para o dia 06 de dezembro às 15:00hs, na Escola Preparatória de Alfornelos para que possamos definir estratégia da criação e modelo de funcionamento dessa possível Federação de capoeira de Portugal com a seguinte ordem de trabalho:

a) Preenchimento de formulário para se dar inicio, formal, à criação da Federação;

b) Escolha do nome;

c) Elaboração do Estatuto (pedimos que quem tenha conhecimentos de causa, leve, se possível, algum modelo de estatuto para servir de base);

d) Possível escolha de um pequeno grupo de trabalho para elaboração, com data a ser marcada, de departamentos e modelos de funcionamento da Federação como por ex.: departamento desportivo, técnico, jurídico, patrimonial, de pesquisa, cultural, outros.

De acordo com três reuniões anteriores, que deram origem a essa próxima e mais importante, ficou-se, antecipadamente, definido que:

1. A Federação não será um órgão fiscalizador de grupos de capoeira em Portugal;

2. Não existirá ingerência nos grupos de capoeira, reservando aos seus representantes a definição e manutenção de seus uniformes, graduações e filosofia.

3. Cada grupo de capoeira facultará à direção da federação informações sobre o sistema de graduação, estatutos existentes (monitores, instr. Prof. Etc.), requisitos para obtenção de cada estatuto existente no grupo e também fará chegar à direção da federação o currículo de todo aluno que aspira a um registro técnico, expedido pela federação.


Com os melhores cumprimentos,

Grupo (provisório) de trabalho

Umoi Souza – coord.

Copa Real Sport Clube – Massamá 2009

Como acontece todos os anos, nos próximos dias 4 e 5 de Dezembro iremos realizar a Copa Real Sport Clube – Massamá / 2009. O evento terá lugar na sede do Real Sport Clube, em Massamá, conforme a programação.

Programação:

4 de Dezembro – Sexta-feira

21h às 22h30 – Roda

5 de Dezembro – Sábado

10h às 12h – Aulas com os convidados (confirmar com o seu professor)

14h30 às 18h – Campeonato

18h – Entrega de prémios

 

Categorias Mistas: Iniciados (até 2ª graduação) e avançados (3ª a 5ª Graduação) Livre (atletas acima da 6ª graduação)

Infantil e adultos e livre:   –  as categorias serão mistas mas as premiações serão feitas separadas (feminino e masculino)

– serão 2 jogos (1 de Benguela, 1 S. B. G. Regional) e 1 Solo

– nas categorias INICIADO INFANTIL participarão alunos de “projectos”, e com “dificuldades de aprendizagem” sendo respeitadas as suas diferenças, podendo participar alunos com menos experiência nessa categoria mesmo tendo uma graduação superior (ex: aluno com corda crua-verde que tem aulas num projecto com crianças com dificuldades motoras…)

– poderão ser aceites inscrições de alunos com uma graduação menor numa categoria acima (ex: aluno com corda crua-amarela que participa em treinos superiores a 3 vezes por semana, com participações em campeonatos, rodas, apresentações…)


Observações

1-Ficará ao critério de cada professor as inscrições dos alunos nas categorias infantil, adulto e livre (qualquer dúvida contacte M. Sargento ou até mesmo na hora da inscrição)

2-O objectivo será valorizar o atleta que treina e estimular aqueles que não têm muita expriência ou não podem ter mais participação

Todos os participantes terão direito a fazer as aulas com os convidados e receberão um certificado de participação no evento.

Contamos com a presença de todos!

Nota: para participar nas actividades os alunos deverão usar o uniforme completo (calças e t-shirt oficiais). Para o campeonato todos as 14h para receber o número e confirmar participação

Aos professores e graduados: na oportunidade será realizado o treinamento, e reunião e informações (do Mestre Burguês) e dúvidas sobre:

1- Mundial,

2- Europeu,

3-Troca de graduação acima de corda verde,

4-Federação,

5-Calendário 2010 (traga sugestões)

Para mais informações contacte: Mestre Sargento – 96 354 82 83.

Sede do Real Sport Clube: R. Firmina Celestino Cardoso, 10. Massamá – atrás da telepizza

Supervisão Mestre Burguês

Maringá: Grupo Muzenza promove encontro de capoeiristas

Mestres e alunos de diferentes Estados prestigiam o 11° Maringá Open de Capoeira, realizado pelo Grupo Muzenza de Maringá; evento vai batizar mais de 40 alunos

“Vamos jogar capoeira, vamos tocar berimbau”. O chamado para a roda vai reunir neste sábado (10), a partir das 17 horas, mestres, professores e alunos do Grupo Muzenza de várias cidades e diferentes Estados no 11° Maringá Open de Capoeira, no Teatro Reviver. Promovido e organizado pelo Grupo Muzenza de Maringá, o evento é tradicional e aguardado pelos novos alunos, que serão iniciados na arte da capoeira e pelos mais antigos, que vão trocar a graduação.

Quarenta e dois alunos, de Maringá e Apucarana, vão participar do batizado e subir a graduação que possuem no grupo. As atrações que antecedem a roda de mestres e o batizado incluem a apresentação da sequência de desenvolvimento com movimentos da capoeira contemporânea, pelo professor Antena e seus alunos, dança do ventre com o grupo Mahaila Zayn, de Presidente Prudente, e acrobacias.

O Mahaila Zayn é o único grupo de dança do ventre da Terceira Idade a se apresentar do Brasil. Coordenado pela professora Shaia Zurah, o grupo foi formado há cinco anos a partir do curso de dança oferecido na Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), da Universidade Estadual de São Paulo (Unoeste). As dançarinas têm entre 60 e 82 anos.

Uma delas, Ana Maria Azevedo de Aquino, pratica capoeira e, em agosto, foi batizada pelo Mestre Narizinho, um dos coordenadores do Muzenza em Maringá em evento realizado na cidade paulista. “Tanto a capoeira quanto a dança do ventre contribuem para estimular a coordenação dos movimentos, principalmente entre as pessoas com mais de 60 anos. Sem contar que a prática de qualquer atividade física é muito importante para a autoestima”, diz ele.

Ao meio-dia, para dar as boas-vindas aos convidados que vêm de São Francisco do Sul, Florianópolis, Marília, São Paulo, Presidente Prudente, Itapevi, Curitiba, Itaipulândia, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu, São Mateus do Sul, Ponta Grossa e Ivaiporã e aquecer para o encontro do final da tarde, os capoeiristas farão uma roda de rua na praça Raposo Tavares.

O 11° Maringá Open de Capoeira tem o apoio das academias Máxima, Movimento, Centro de Treinamento Muzenza, Antenas Aquário, Alternativa Esquadrias de Alumínio e Vidraçaria e Team Fest.

 

Juliana Daibert
daibert@odiariomaringa.com.br

Fonte: http://www.odiariomaringa.com.br