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Capoeira Sul da Bahia – 4º Encontro Mundial de Capoeira

De 27 de julho a 2 de agosto, Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, será sede do 4º Encontro Mundial de Capoeira, onde são esperados mais de mil capoeiristas de 18 diferentes países. O evento, que conta com oficinas, workshops, batizado, palestras, campeonatos e muitas rodas de capoeira, será realizado no Ginásio de Esportes e em outros pontos famosos da vila.

Segundo o organizador do evento, mestre Railson da Associação de Capoeira Sul da Bahia, o encontro tem como objetivo valorizar e fortalecer o desenvolvimento de atividades culturais e tradicionais, além de conscientizar a sociedade sobre a importância da capoeira.

Um dos destaques da programação é a palestra sobre a origem da capoeira, ministrada pelo historiador Frede Abreu, de Salvador, que abordará as raízes da capoeira, seus fundamentos, tradições e rituais.

Mais informações no site da Associação de Capoeira Sul da Bahia http://www.capoeirasuldabahia.com.br/

; ou pelo telefone (0xx73) 3575-3194.

Do quilombo ao Leblon

Na semana em que comemoramos os 120 anos da Lei Áurea, a coluna “Histórias do Rio” visitou um lugar na Zona Sul da cidade que guarda a marca dos abolicionistas. O repórter Márcio Gomes foi até o Alto Leblon, onde no fim do século 19 foi criado um movimento de resistência à escravidão. ( Para ver o vídeo da matéria, clique aqui )

O som que invade as ruas estreitas e íngremes do Alto Leblon ecoa pelo tempo. O instrutor de capoeira Leonardo Dib Boiadeiro sabe que, mais do que ensinar a ginga, está mantendo uma tradição que começou aqui no século 19.

A história do Quilombo do Leblon veio à tona quando o escritor Eduardo Silva lançou o seu livro “As Camélias do Leblon e a abolição da escravatura – uma investigação de história cultural”. Na ocasião o instrutor de capoeira Leonardo Dib conhecido como Boiadeiro, estava desenvolvendo um trabalho de capoeira e valorização da cultura afro brasileira nas dependências do Clube Campestre da Guanabara. Ao tomar conhecimento do livro percebeu que o espaço onde estava atuando estava intimamente ligado as suas propostas de trabalho. Assim começou o projeto Camélias do Leblon. Em sua primeira edição que foi realizada no dia 13 de maio de 2006 o capoeirista realizou o plantio de uma Cameleira para marcar o retorno das “Camélias da Liberdade”. O evento foi seguido de apresentações de Jongo, Capoeira, Samba de Roda, Maculêlê e uma feijoada, desde então sempre no dia 13 de maio é realizado o “Camélias do Leblon” que este ano homenageou em sua 3ª edição o grande poeta negro, Solano Trindade, que faria 100 anos.

Solano Trindade era poeta, pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife, capital de Pernambuco. Era filho de Manuel Abílio, mestiço, sapateiro, e da quituteira Merença (Emerenciana). Estudou até completar um ano de desenho no Liceu de Artes e Ofício. A partir de então, começa a escrever.

Solano Trindade foi o poeta da resistência negra por excelência.

História:

Quilombo na Zona Sul produzia as camélias, símbolo do movimento abolicionista

Existia no Alto Leblon, no século XIX, um "sítio encantador, de cujo plateau se descortinava um dos mais belos e dos mais empolgantes panoramas (…), em cujo meio vicejavam camélias brancas, aparecidas nas festividades promovidas com escopos liberatórios", na época do movimento da Abolição da escravatura no Brasil. Era na verdade, segundo o depoimento do jornalista Brício Filho, "a afamada chácara – batizada sob o nome de Quilombo do Leblon – benéfico esconderijo dos perseguidos pela ferocidade dos escravocatas". A história desse pequeno, mas fundamental quilombo – criado numa época em que havia centenas de outros no país, formados por escravos que naqueles anos fugiam em massa de seus senhores – é contada pelo historiador Eduardo Silva em As camélias do Leblon e a abolição da escravatura – Uma investigação de história cultural (Companhia das Letras), que será lançado na Bienal do Livro (entre 15 a 25 de maio).

Pela primeira vez, os segredos da camélia, o símbolo do movimento abolicionista, são desvendados. Quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, ganhou de presente dois buquês de camélias: um de flores artificiais, da Confederação Abolicionista, e outro de flores naturais, cultivadas pelos negros do Quilombo do Leblon. Quem a presenteou foi o dono da chácara subversiva, o comerciante de malas José de Seixas Magalhães, um português que mantinha uma loja na elegante Gonçalves Dias. Na sua pesquisa, Silva, historiador da Casa de Rui Barbosa, logo viu que o mistério das camélias nunca seria desvelado se ele não destrinchasse as atividades clandestinas do quilombo que Seixas protegia, na então bucólica Zona Sul do Rio.

– Foi um quilombo fundamental para a assinatura da Lei Áurea – afirma o historiador, que começou a se interessar pelo assunto quando reparou, certo dia, com olhar de suspeita, os três pés de camélias do jardim da casa de Rui Barbosa, até hoje no mesmo lugar onde floresciam, com sua beleza desafiadora, quando o eminente intelectual lá vivia: dois na frente, avistados por quem passa pela São Clemente, e outro embaixo da janela do quarto dele.

Assim como eram uma senha para os abolicionistas se identificarem, exibidas na lapela, as camélias foram a porta que o historiador abriu para se lançar na pesquisa sobre o quilombo, que teve, como conta o livro, uma ligação secreta com a influente Confederação Abolicionista. O jornal A Gazeta da Tarde, chefiado por José do Patrocínio, era o órgão oficial da Confederação, que "por detrás dos panos ajudava a organizar e a manter o Quilombo do Leblon".

– É importante fazer essa ligação entre a elite, que defendeu a Abolição no Parlamento e nos jornais, com a luta dos negros, nos quilombos. A Abolição foi uma conquista, não uma benesse da princesa. Foi a elite e o povão negro que fizeram a Abolição – diz Eduardo Silva.

Sendo flores delicadas e "cheias de melindres com o sol dos trópicos", segundo o historiador, as camélias exigiam técnicas modernas e cuidados especiais: para o seu cultivo, "somente um trabalhador livre de todas as amarras".

– Ninguém tinha levado tão a sério o simbolismo das camélias, a ponto de estudá-lo. Mas, por trás do simbolismo, está o Quilombo do Leblon. Para pesquisar algo tão secreto, só mesmo encontrando uma porta, como foram as camélias da casa de Rui Barbosa no meu caso. É um livro bem pequeno (140 páginas, boa parte de apêndices), mas deu muito trabalho. Para mim, foi também uma revelação – conta Silva.

O quilombo das camélias é mencionado en passant em cartas, como na correspondência entre Seixas e Rui Barbosa, citado em charges de Ângelo Agostini – muitas das quais ilustram o livro -, descrito em depoimentos orais que tiveram alguma forma de registro. Até a literatura ajudou Silva. Em A conquista, Coelho Neto, que trabalhou na Gazeta da Tarde, escreve que "para os lados da Gávea, em frente ao mar, havia um quilombo mantido pela Confederação Abolicionista e, no escritório da Gazeta da Tarde, (…) negros e negras sentados melancolicamente fumavam esperando que lhes dessem destino".

Diferentemente da maior parte dos quilombos, que Silva chama de "quilombos-rompimento", lugares para onde os escravos fugiam para se esconder e morar, o Quilombo do Leblon seria do tipo abolicionista, que contava com a proteção de pessoas influentes. Rui Barbosa, que lançou em 1869 a tese de que a escravidão era ilegal, foi uma dessas pessoas, segundo os indícios levantados por Silva. O livro mostra que a tese de Barbosa fez a Abolição, no Brasil, ser decretada sem indenização aos proprietários de escravos. Outro quilombo-abolicionista seria o de Jabaquara, em Santos, organizado em terras cedidas por um abolicionista, abrigo para milhares de negros.

Nova história do negro muda Brasil pela raiz: Ação de José do Patrocínio e de André Rebouças e o destemor dos escravos foram decisivos para a Abolição

Resgatar a história dos quilombos, segundo Eduardo Silva, é uma maneira de modificar o Brasil pela raiz.

– É humilhante para os negros, na sua condição atual, dizer que eles não tiveram papel na Abolição. Porque eles tiveram um papel preponderante. O lado subversivo do abolicionismo, esse lado secreto, tem de ser destacado. O fim da escravidão foi conquistado. E a elite negra, liderada por José do Patrocínio e André Rebouças (engenheiro que foi tesoureiro da Confederação Abolicionista), desempenhou papel muito importante. Eles influenciaram a princesa Isabel e ela adotou, corajosamente, a causa abolicionista – diz o historiador.

Com o respaldo dos abolicionistas, aumentou o destemor dos negros.

– Os escravos fugiam em massa. As fazendas amanheciam vazias – destaca Silva.

Curiosidade sobre os quilombos cresceu em 1988
A curiosidade sobre os quilombos, no Brasil, tem crescido desde a Constituição de 1988, que reconheceu, no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o direito à posse da terra de remanescentes de quilombos. Em alguns casos, há comunidades negras que vivem há 300 anos em seus lotes. Eram pessoas que permaneciam invisíveis para a sociedade e que passaram a se reconhecer e a se identificar, orgulhosamente, como quilombolas. Sua história, que também estava invisível, começa a ser contada. Nas biografias de Patrocínio, por exemplo, não há referência ao Quilombo do Leblon.

– É uma história invisível, até porque eles não queriam ser descobertos. Mas isso mudou de forma perceptível. É por isso que cada geração precisa reescrever a História. O movimento negro avançou muito, e isso é um sinal da transformação da sociedade brasileira – destaca Silva, que em As camélias do Leblon sugere muitas outras pesquisas a serem feitas sobre quilombos e mocambos.

No momento em que os quilombolas travam batalhas judiciais pela posse de terras, o livro de Eduardo Silva ganha um contorno social.

– Eu tenho esse compromisso. É preciso fazer a política de ação afirmativa no sentido simbólico, porque os negros não entraram na nossa História – destaca o historiador, autor de Dom Obá II d’África, o príncipe do povo, no qual conta a história do príncipe africano que foi um personagem pitoresco do Rio, no fim do Império, muito ativo na conquista da sua liberdade. – O que tento fazer, e isso também no livro sobre dom Obá, é contar a nova história do negro, porque ele foi um agente ativo na História. É impossível, hoje, continuar a se ter a interpretação tradicional. É preciso rever o racismo entronizado na nossa História.

E como sinal de que a releitura do passado pode mudar a cultura popular, a história de dom Obá, embora tenha sido tema de uma tese de doutorado, inspirou o samba da Mangueira de 2000. Se Zumbi é símbolo de luta pela liberdade, não pode ser considerado um símbolo do movimento abolicionista. Já a nova história dos quilombos pode ajudar a compreender o papel dos negros naquele momento crucial da História do Brasil.

Fonte: http://rjtv.globo.com/

4º Mundial Muzenza de Capoeira, Lançamento de Livros e Palestras

O Grupo Muzenza estará lançando no 4º Mundial Muzenza Aberto de Capoeira na cidade de Saquarema – RJ  os Livros:
 
1 – Os Benefícios Psicofisiológico da Capoeira – Autora Professora Criança – RJ
2 – Manual Educacional de Capoeira – Professor Fabinho – Espanha Muzenza
3 – DVD Muzenza no Mundo série 1 – Autor Mestre Burguês.
E haverá também as seguintes palestras :
 
  • Historiador Carlos Eugênio com o tema \" A Capoeira no Rio de Janeiro \".
  • Palestra com Dr. Odilon Góes com o Tema \" A Capoeira a Luz do Direito Desportivo\" ( Lei e incentivo Fiscal nº 9715/98.
Atenciosamente Conto com a Presença de todos. Mestre Burguês

www.mundialmuzenza2007.com.br

Assinatura decreto lei nº156/05 em homenagem a Zumbi dos Palmares

Olá todas e todos
 
A entidade A Mulhereda e O Movimento de Entidades Populares  de Salvador vem através desta comunicar  que a data da assinatura decreto lei  nº156/05  em homenagem a Zumbi dos Palmares lider negro responsável pela libertação dos negros no regime de escravidão do Brasil  através da inauguração  sua estatua na Praça da Sé, foi adiada.
 
O QUE :  Assinatura decreto lei  nº156/05  em homenagem a Zumbi dos Palmares
 
DATA: 25 DE NOVEMBRO DE 2005
 
LOCAL: Gabinete da Prefeitura Municipal de Salvador com a presença do Sr. Prefeito João Herinque, estarão presente nesta solenidade Ubiratã Castro ( Fundação Palmares), Jorge Conceição(Uniran)  Sergio Brtio ( Secretario de Governo), Sergio Barradas  (Vereador), Mônica Kalile (A Mulherada) Lazaro Duarte   (A Mulherada) Vania Galvão ( Vereadora)  João Bacelar(  Vereador), Gilmar Santiago (  Semur) , Valmir Assunção( Deputado Estadual) Walmir Castro ( Sky Reggae)  Jussara Santana  (Aspiral Do Reggae ) Ana (Acbantu) , Raimundo Bujão(Secad) Jaime Sodré(  Professor Historiador ) Gody    (Historiador  entre outras autoridades)
 
    cordialmente
    
    Monica Kalile
    Presidente
    
    www.amulherada.org.br
    7133267166/99259529
 
    Tema: Carnaval 2006 – Capoeira – Herança Africana
    Inscreva se já  carnaval 2006 – Campo Grande – Barra

Frede Abreu, historiador

Frede Abreu, historiador, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
sobre o “Marketing” pessoal de Bimba :

“Mestre Bimba surpreende a sociedade, com um outro tipo de comportamento. O que era a expectativa da sociedade em torno de um capoeirista, ele contraria. Ele aparece como um homem direito, como um homem sério.”


CID TEIXEIRA, historiador

CID TEIXEIRA, historiador, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a cultura negra no Brasil de Bimba :
 
O candomblé, a capoeira, a culinária tudo isso são expressões de
resistência cultural, contra o esmagamento do dominador, senhor, branco
europeu. Então, assim a capoeira leva um tempo de ilegalidade, ilegalidade
formal. Os nomes da capoeira ilegal estão ai: Besouro, Bom Cabelo, tantos
desses assim, que tinham seu quartel general, se é possível dizer assim, no
Mercado do Ouro porque eram na grande maioria trabalhadores braçais.

Ficha Técnica, Equipe e Participantes…

ficha técnica
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada
(Brasil, documentário, 80 min.)
Produção: LUMEN PRODUÇÕES
Co-Produção: PUBLYTAPE
Direção: LUIZ FERNANDO GOULART
Roteiro: LUIZ CARLOS MACIEL
Baseado no livro “Mestre Bimba, Corpo de Mandinga”, de MUNIZ SODRÉ
 
Diretor de fotografia: DODDY AGOSTINHO
Direção de Produção: DIDADO AZAMBUJA
Edição e Montagem: DANIEL NOBRE
Edição de som e Mixagem: FERNANDO ARIANI
Patrocínio: BNDES
Distribuição:
 
depoimentos
DR. ÂNGELO AUGUSTO DECÂNIO – Decânio
ALMIR FERREIRA DA SILVA – Escurinho
RAIMUNDO CESAR – Itapoan
HELIO JOSÉ CARNEIRO DE CAMPOS – Xaréu
JOSÉ TADEU CARNEIRO CARDOSO – Camisa
UBIRAJARA ALMEIDA – Acordeon
FERNANDO VASCONCELOS – Arara
SERGIO FACHINETTI DORIA – Cafuné
FRANCISCO DE ASSIS – Gigante
BOAVENTURA BATISTA SAMPAIO – Boinha
RENATO SOUZA DA SILVA – Sariguê
MANOEL NASCIMENTO MACHADO – Nenel, filho de Bimba
ALICE MARIA DA CRUZ – Mãe Alice, esposa de Bimba
ANITA VALDEMIRA DE SANTANA – Mãe Anita, esposa de Bimba
BERENICE CONCEIÇÃO NASCIMENTO – Mãe Bena, esposa de Bimba
GIOVANI ALEXANDRE DA SILVA – Pequeno mestre
MARINALVA NASCIMENTO MACHADO – Nalvinha, filha de Bimba
 
Participações especiais:
PROF. CARLOS EUGÊNIO LÍBANO SOARES – Historiador da capoeira
PROF. CID TEIXEIRA – Historiador
FREDERICO JOSÉ DE ABREU – Historiador da capoeira
PROF. MUNIZ SODRÉ – Historiador
ANTONIO RIBEIRO DA CONCEIÇÃO (BULE-BULE) – Cordelista

Discussão Temática: Os Mitos da Capoeira

O GPEC & NGOLO, de São José dos Campos, São Paulo, realizará apresentação e discussão do assunto "Os Mitos da Capoeira", neste sábado, 16 de Julho de 2005.
Todos estão convidados.
 


CONVITE
 
O Grupo de Pesquisas e Estudos Culturais (GPEC) do Centro Cultural de Capoeira Angola N"Golo, convida você (s) a participar de mais um encontro, para um momento de discussão, na qual a temática abordada será "Os Mitos da Capoeira".
 
Na ocasião, estarão presentes mestres e capoeiras interessados no assunto. Participação espacial de Mestre Damião – Tenente Esdras Magalhães dos Santos-, discípulo de Mestre Bimba (turma de 1946) e do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, estudioso da cultura e do folclore popular de Sorocaba-SP.
 
 
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br