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Câmara de Curitiba aprova moção de repúdio contra humorista por piada com capoeira

Câmara de Curitiba aprova moção de repúdio contra humorista por piada com capoeira

A moção de repúdio ao comediante Dihh Lopes por piadas com a capoeira foi proposta pelo vereador e capoeirista Mestre Pop, do PSC, e aprovada sem unanimidade na Câmara Municipal de Curitiba. De acordo com o parlamentar, o humorista desrespeitou o esporte, que é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial da humanidade.

“A capoeira é reconhecida como patrimônio cultural imaterial da humanidade. Existe toda uma luta para tirá-la da marginalidade. A capoeira chegou a ser proibida no Brasil [até a década de 1930], e precisou ser disfarçada em dança”, declarou. “A capoeira chegou aqui [ao país] dentro de um navio negreiro. Foi arma de resistência contra escravatura. Não aceito, não admito [as piadas].”

“Ele compara a capoeira a fezes, para não usar o termo pejorativo que ele usa”, continuou Pop. No vídeo, Lopes pergunta ao público se tem alguém que “luta ou joga capoeira” e diz ter “vergonha” da prática. “Desculpa, não tem como respeitar”, afirma, em outro trecho. “Dois negões gigantes rebolando, é capoeira ou parangolê? Quem tá [sic] ali quer ver sangue. Juro, a galera queria ver. Capoeira só ameaça. Não consigo respeitar”, declara o humorista. Ele debocha, na sequência, dos nomes dos golpes e da capoeira ser considera uma arte.

“Não fiz para todos assinarem porque 30% não iam assinar, assim como foram pedir para eu retirar. A Confederação Brasileira de Capoeira e outras estão em movimento, para que isso não se repita”, complementou o autor da moção de repúdio, para quem a capoeira “é a maior representação cultural brasileira”. “Arte tem sua liberdade, mas para no momento que você desrespeita alguém. Arte tem limite”, disse Pop.

Câmara de Curitiba aprova moção de repúdio contra humorista por piada com capoeira Capoeira Portal Capoeira

Osias Moraes (PRB) argumentou que também há casos de desrespeito a outros segmentos, como aos evangélicos e a padres. “Já tivemos aqui o Thiago Ferro [PSDB], ridicularizado por um humorista”, acrescentou. “Temos sim que combater esse humorismo, esses espetáculos que têm como fundamento ridicularizar um segmento e pessoas. Me somo ao senhor pela capoeira e vários outros segmentos.” Também declararam apoio a Mestre Pop os vereadores Professor Euler (PSD), Professor Silberto (MDB), Ezequias Barros (PRP) e Oscalino do Povo (Pode).

“Censura”

Contrária à aprovação da moção de repúdio, Julieta Reis (DEM) foi à tribuna debater o requerimento. “Uma coisa é a valorização da capoeira, como patrimônio cultural brasileiro e mesmo internacional. Outra é um pedido de repúdio a um comediante, que nem sei quem é, envolvendo a Câmara como um todo. Uma censura”, avaliou. “A maior parte dos comediantes hoje fala mal dos políticos, faz uma sátira. Nós teríamos que fazer voto [moção] de repúdio todo dia. Temos que pensar bem. Uma coisa é você [Pop] fazer de forma individual, por uma associação”, completou.

“É uma linha tênue entre valorizar a capoeira e os votos de repúdio da Câmara a uma piada de mau gosto, que acontece todo dia. Poderia ser ao balé. Vamos censurar todos os comediantes por piadas de mau gosto, a maior parte delas sobre políticos? Nós [vereadores] não podemos, vai do público não aceitar”, continuou a vereadora. “Não é o momento desta Casa fazer nenhum pronunciamento”, concordou Jairo Marcelino (PSD).

Professora Josete (PT) se absteve e justificou o voto devido à censura. A parlamentar disse concordar com a importância da capoeira e que existe racismo no país, mas alegou que “neste momento de exceção, com intervenção militar [federal] no Rio de Janeiro, tenho grande temor com censura”. “É um debate muito delicado”, completou. Para ela, as associações de capoeira e outras entidades “têm todo o direito de fazer a crítica a esse humorista”.

 

Fonte: Ana Ehlert – http://www.bemparana.com.br

Frede Abreu: O Grande pesquisador da Capoeira

Todos aqueles que amam a capoeira e se interessam em conhecê-la mais a fundo, suas histórias, seus personagens, os fatos importantes, enfim, todos aqueles que buscam compreender melhor essa rica manifestação da cultura afro-brasileira, devem muito àquele que foi um dos maiores, senão o maior pesquisador da capoeira de todos os tempos: Frederico José de Abreu, ou simplesmente Frede Abreu, como era conhecido no meio.

Frede Abreu não está mais entre nós, partiu pras “terras de Aruanda” em julho de 2013, mas deixou como legado uma obra importantíssima, através dos muitos livros, artigos, crônicas e textos que escreveu, além de um enorme e rico acervo organizado por ele composto de documentos, livros, fotografias, filmes, revistas, jornais, etc., que pode ser considerado o maior acervo sobre capoeira existente.

Mas o mais importante, é que Frede sempre foi um sujeito muito generoso. Ele sempre abriu as portas de sua casa – onde todo esse acervo era guardado – pra qualquer um que desejasse pesquisar e se aprofundar no conhecimento sobre a capoeira. Ele sempre acolheu de forma muito amável todos que o procuravam: pesquisadores, estudantes, capoeiristas, historiadores, e contribuiu de forma efetiva para a maior parte de toda a pesquisa produzida sobre capoeira no Brasil e também no exterior. É muito difícil encontrar algum livro, artigo, documentário, tese de mestrado ou doutorado sobre capoeira no qual ele não seja citado ou não tenha colaborado de alguma forma.

Frede viajou por todo o Brasil e também para o exterior, onde sempre era convidado a participar de eventos, conferências, seminários, palestras ou simples “bate-papos” sobre capoeira. E fazia isso sempre com muita boa vontade, prazer, simpatia e bom humor que caracterizavam esse baiano que nunca se recusou a dividir o seu amplo conhecimento sobre a nobre arte da capoeiragem, quando era requisitado, por quem quer que fosse.

Mas a contribuição de Frede Abreu para a capoeira vai ainda mais além: ele foi um dos responsáveis pelo retorno do mestre João Pequeno à capoeira. João tinha se afastado  da capoeira no início da década de 1980, depois da morte de Pastinha, e se dedicava a vender legumes e verduras numa barraca na Feira de São Joaquim, junto com sua esposa, a querida  “Mãezinha” como é conhecida por todos. Frede então articulou a volta de João, e foi o responsável pela organização da sua academia, que foi instalada no Forte Santo Antonio além Carmo, e se constituiu como o centro de todo o movimento de recuperação da capoeira angola, que nessa época passava por um momento difícil, num processo de franca decadência. Pela academia e sob a liderança de João Pequeno, passaram todos os mestres que foram importantes para o movimento de renovação e revigoramento da capoeira angola, desse período histórico em diante.

Há alguns anos, Frede conseguiu apoio do governo federal para enfim organizar o seu vasto acervo, criando o Instituto Jair Moura que durante algum tempo funcionou no bairro do Garcia em Salvador. Mas esse apoio não teve continuidade e todo o acervo voltou para a sua casa, num quarto onde tudo continua a ser guardado com muito zelo pela sua família.

Esperamos que as autoridades se sensibilizem com a importância da preservação e organização desse verdadeiro tesouro sobre a memória da capoeira que Frede reuniu com  tanto carinho e dedicação, durante tantos anos, e está ameaçado de se degradar pela falta de um local adequado sob a orientação de profissionais especializados.

Frede se foi, mas seu sorriso franco, seu fino senso de humor, sua disponibilidade e generosidade, seu carisma como ser humano e seus inestimáveis serviços prestados à capoeira ficarão eternizados entre todos aqueles que valorizam a memória social de um país que sofre de “esquecimento crônico”, como é o caso do Brasil.

Um axé meu amigo, onde quer que você esteja !

Lançamento: Aú o capoeirista

 

Caros amigos,

A capoeira ganha de presente um maravilhoso trabalho, uma forte ferramenta de divulgação e reconhecimento. Este trabalho será de grande relevância para o processo de crescimento desta arte brasileira.

Gostaria de parabenizar o autor, Flávio Luiz Rodrigues Nogueira, juntamente com sua equipe que realizaram um maravilhoso produto.

Confiram o site www.auocapoeirista.com.br

Vamos divulgar!!

SINOPSE

Aú, é um capoeirista adolescente, alegre e hospitaleiro como todos os baianos. Junto com o seu miquinho de estimação, Licuri, nosso herói investiga o desaparecimento de Nathalie, uma garota francesa seqüestrada no pelourinho ao presenciar o início de um incêndio criminoso. Sua investigação o leva à ilha particular do misterioso Armando Confuzionni. Nosso herói encontrará Nathalie? Conseguirá libertá-la?

Numa história cheia de aventura, humor e uma certa dose de romance (por que não?), Aú percorre as ladeiras do Pelô, e outros pontos da cidade de Salvador, com direito a uma eletrizante perseguição de jetskis nas águas da Baía de Todos os Santos.

Aú o capoeirista

Álbum em edição de luxo, capa dura, formato 21,5x29cm, em papel couché.

Preço de capa: R$ 48,00