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Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA” e bronzeada mostrar seu valor…

Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA”
e bronzeada mostrar seu valor…

Homenagem de Natal à toda comunidade de capoeiras que esta longe do seu país… A todos aqueles que de forma direta ou indireta, disseminam a nossa arte luta, nossa cultura, nosso legado… pelos 4 cantos do mundo, com carinho, amor e respeito a ancestralidade afro-brasileira.

 

Vídeo revela compositores, cantores e instrumentistas populares que interpretam uma versão criativa do clássico ‘Brasil Pandeiro’ na primeira edição do projeto Quatro Cantos, inspirado no americano “Playing For Change”

 

Que o povo brasileiro é um poço de diversidade cultural, musical e criatividade, ninguém pode negar!

Então, um viva pra nossa terra e também pra quem sambe diferente noutras terras, noutra gente, num batuque de matar…

 

Esse vídeo foi gravado com músicos dos quatro cantos do país e é parte integrante do DVD exclusivo do projeto Quatro Cantos da marca Luigi Bertolli. A primeira edição do projeto lançou essa versão do clássico do cancioneiro popular nacional “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente (que já era uma lindeza só na interpretação dos Novos Baianos e que aqui ganhou uma nova cara com a nossa gente brasileira, talentos espalhados pelos quatro cantos do país).

Produzido pelo pesquisador e produtor musical Betão Aguiar, o vídeo conta com a participação de cerca de 25 artistas e atrações dos quatro cantos do país.

A proposta da ação, idealizada pela marca Luigi Bertolli e concebida por Betão (que também é filho de Paulinho Boca de Cantor, um dos membros dos Novos Baianos) e Dipa Di Pietro (Diretor de branding da LB), é dar espaço e visibilidade para artistas pouco conhecidos do grande público ou até mesmo anônimos, como artistas de rua, ligados à cultura popular nacional.

O vídeo ‘Brasil Pandeiro’ oficializa o apoio do grupo GEP – responsável pelas marcas Luigi Bertolli, Emme + Estúdio Emme e Cori – às práticas de valorização da cultura nacional.

 

Confira a lista dos artistas participantes do projeto Quatro Cantos:

  • Orlando Costa (Bonfim, Salvador/ Bahia): pandeiro e tamborim de dedo
  • Di Freitas (Juazeiro do Norte/ Ceará): rabecão
  • Marinez e Marias do Coco Frei Damião (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e coro
  • Luê Soares (Belém do Pará/ Pará): voz
  • Wem (São Paulo/ SP): voz e violão
  • Samuel Macedo (Nova Olinda/ Ceará): violão
  • Bule Bule (Salvador/ Bahia): voz e prato
  • T-Kaçula (Casa Verde, São Paulo/ SP): voz e cavaquinho
  • Calixto (Campo Limpo, São Paulo, SP): voz e dança
  • Renato Dias (Vila Madalena, São Paulo/ SP): voz e caixa de fósforo
  • Guilherme Kastrup (São Paulo/ SP): percuteria reciclada, MPC, cajon, galão e tamborim
  • Abará (Salvador/ Bahia): surdo ruber nose
  • Dú e Jô (Salvador/ Bahia): pandeiro e xequeré
  • Percussionistas do Candeal (Candeal, Salvador/ Bahia)
  • Mestre Bigode e Antonio Contramestre (Juazeiro do Norte/ Ceará): ganzá e pandeiro
  • Mestre Cirilo do Maneiro Pau (Vila Padre Cícero/ Ceará)
  • Lívia Mattos (Salvador/ Bahia): voz e sanfona
  • Didi Moraes (Fortaleza/ Ceará): cavaquinhoPalhaça Rubra (São Paulo/ SP): voz e carrinho de brinquedos
  • Juninho Costa (Salvador/ Bahia): guitarra
  • Maneiro Pau do Mestre Raimundo (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): coro e bastão
  • Trio de Sopros (São Luiz do Paraitinga/ SP)
  • Ciço Gnomo (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e violão
  • Zé Matias do Cavaco (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e cavaquinho elétrico

Reflexão: Sobre o Estatuto da Igualdade Racial…

SOBRE O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL,
Mestre João Coquinho,  Andre Pessego
Capoeira Berimbau Brasil – SP.SP
 
A pá de cal – “… julgo de indispensável necessidade indicar-vos que é conveniente facilitar a entrada de BRAÇOS ÚTEIS”,  trecho do texto da fala do trono de 3-5-1830.
            Aquela visão exprime a Doutrina de Estado do Estado Brasileiro, (ainda hoje).  E, sob ela se deram as tratativas para o fim da escravidão africana entre nós.  
            O embate abolicionista se dera de todo em desvantagem para o negro, vejamos: o negro chegara ao Sec. XIX contando apenas com a “graça” da biologia; então tudo se resumiu em discutir o modelo europeu, de indenização ao senhor; desprezando o norte americano de melhor estágio econômico social  do escravo;  –  é só comparar!.     
            Do trabalho, os EUA utilizou o trabalho escravo,  de baixo custo, como atrativo na política de imigração; feita a imigração/colonização sem custos monetário, ao Estado.
           no Brasil, foi proibido ao estrangeiro a utilização do escravo;  foi criada a lei  885, de 4-10-1856, para bancar a imigração/colonização, que avança pela república.  
          No Séc. XIX o conhecimento do negro estava restrito ao manejo da terra. Do manejo das oficinas do ferro a grande maioria perdera, ante as proibições.  Portanto, o seu único meio de sobrevivência tinha de ser a terra: como proprietários de pequenas glebas; ou via serviços prestados. As glebas não lhos foram dadas; da prestação de serviço ao estrangeiro foi proibido;  do nacional foi sendo  retirado e jogado nos monturos urbanos.

            De concreto somente duas proposições:  a de José Bonifácio, e a de  Montezuma.  Ambos encaminhando  a solução para a Terra, em forma de indenização.

            DO MOMENTO DA INDENIZAÇÃO
            A história do Brasil se confunde com indenização. Indenização aos que não fizeram, aos mal sucedidos, aos sem feito, iniciando com o fracasso de alguns dos titulares de Cias Hereditárias. Quanto a indenização do negro, há como que um pacto do diabo que proíbe a todos – brancos e negros – de ao menos ventilarem do assunto.
            O Sen. Paulo Paim, apresentou o projeto que lhe foi possível, acreditamos mesmo com o fito de que viesse a abrir o leque. Um programa de quota deverá ser um dos caminhos para a travessia – no antes, durante e algum tempo após a indenização.
            Indenização requer mais que um acordo, um abraço nacional, a que se junte as duas  bandas da Nação. Uma   consciência em torno de um entendimento e um postulado:
a)      para o Brasil ganhar alguém terá de "perder" algo; este alguém não poderá ser o negro;
b)      será necessário, um acordo que rompa, na brevidade de um dado instante, dentre as chamadas  cláusulas pétreas a  "cláusula do direito adquirido”, com relação à terra.
 E, sem a Terra tudo o mais é tolice,  e é preciso que não haja mais    e n g a n a ç ã o.
Não haverá igualdade, integração do negro sem a posse da terra. Toda imigração européia se deu no compromisso terra; a imigração japonesa, nos dois momentos principais – começo do Sec. XX e no pós guerra se deram e só se deram em cima da posse da terra. Um e outro contingente só se integrou por terem tido as suas sesmarias.
DA HISTÓRIA DAS QUOTAS:  da educação

            O que foram  as cotas educacionais nos EUA? Ora,  abolição se consolida após uma guerra entre o Norte, abolicionista e o Sul escravocrata. Aquela guerra veio  deixar claro a separação de convivência entre brancos e negros. Que fez o Governo? separou – escolas para brancos e para negros, ao invés de ficar com filosofice, – cada um com sua cota. Assim,  já em 1866,  um ano após o fim da Guerra., torna obrigatória a criação de escola para a “gente de cor”, (colored schools). Em 1867, somente na Geórgia, elas eram 143 unidades. Na Pensilvânia, muitas eram móveis, sobre rodas.

            O Estado Brasileiro, hoje não dispõe destas condições, há de haver um arranjo. As cotas, se não for o ideal é o possível. Mas, o SENAI do início da industrialização não houve cotas, nem discriminação. Foi o único momento em que houve ganho para o negro.   

            É bom que se diga já existem estruturas e programas variados com dotações orçamentárias, que são cotas, somente não contemplam ao negro, por falta de um “quê de vontade”. Falta disciplinar. E sempre existiram –  O que são, sempre foram os programas de incentivo regionais, setoriais, etc? – Quotas para  indo-europeus.

DE OUTRAS  QUOTAS EXISTENTES.
            A quota emprego, para esta o tesouro não precisará empregar um só tostão, basta  constar de lei tornando obrigatória a divisão dos cargos de Direção nas empresas e organismos públicos, como Banco do Brasil; universidades; nas Forças Armadas, notadamente a quota dos oficiais generais,  etc .etc,  em todos os níveis. Adotadas nelas as empresas privadas as adotarão de imediato, sem custo, sem incentivo, naturalmente.
   DAS LEIS DE INCENTIVO À CULTURA.
            As leis de incentivo às manifestações culturais, como estão são meramente fonte de enriquecimento ilícito. Se cotizada será de enorme utilidade na restauração das origens culturais, históricas, do negro. A guisa de exemplo.
Será necessário  esquartejar os recursos na sua concessão, de qualquer fonte,

(empresa): 50% para as manifestações urbanas, sendo 25%  via empresas organizações; 25% via amadores, os próprios artistas, etc; 50% para as manifestações de cunho rural, interioranas, do mesmo modo, 25% via entidades, empresas; 25% de modo amadores, avulsos; organizações informais. O Mesmo aplicar-se-ia aos patrocínios de esportes.

   DA QUOTA ÁGUA ( água de beber camará). (O mesmo vale para a “Luz”).
            A miséria institucionalizada, gera a indiferença, o alimentar da miséria…
            Neste instante,  MAIS DA METADE da população negra brasileira, nas grandes cidades, para beber tem de furtar a água. E todos sabemos disto. E todos fechamos os olhos. “Nos acostumamos” – os que furtam,  os que sabem, os que vêem; os que dizem não saber.
            Que seja instituída uma cesta água de 15 m3, mês, por família não alcançada no Imposto de Renda e aposentados, já. Dando amparo legal à quota que já existe de fato.
            DAS FORÇAS ARMADAS,
            A abolição  da escravidão nos EUA se concretiza, em último momento, pela intervenção das suas Forças Armadas, custando-lhes uma guerra intestina de 5 anos,  custando-lhes, de perdas em vidas e patrimônio, ainda o assassinato do Presidente Lincoln, em 14-4-1685, um dia antes do fim da guerra norte-sul, 15-4-1685.
            Das Forças Armadas Brasileiras basta que se diga – a segunda maior devedora do negro brasileiro, atrás do cristianismo: a maior desgraça do negro – em todas as épocas, em todos os lugares.
            Não tenhamos ilusão, é preciso o engajamento, a participação ativa das Forças Armadas para que se possa concretizar a indenização, (integração),  do negro brasileiro.