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Jovens pacientes superam limites em aulas de capoeira inclusiva na AACD

Inclusão através do esporte para a superação de muitos limites. Essa é a fórmula para um grupo de 35 jovens pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), na Ilha Joana Bezerra, Zona Central do Recife. Todas as segundas, das 14h às 15h, eles têm encontro marcado com o mestre de capoeira voluntário Severino Santos de Almeida Júnior, o Mestre Júnior, responsável por levar ao universo das crianças a adaptação, do jogo, da luta, da tradição da Capoeira, criada pelos escravos africanos e trazida ao Brasil na época em que o País era uma colônia portuguesa.

O projeto, chamado de capoeira inclusiva, foi levado à entidade em Pernambuco pelo mestre em 2006, após um evento sobre a prática da capoeira na AACD de São Paulo, focada em pacientes amputados. “O que começou meio suspeito é, hoje, uma verdade”, comemora Mestre Júnior, de 44 anos, também professor de educação física e história, com 35 anos voltados à prática desse esporte e sua história, onde ele cita a seguinte máxima dita pelo Mestre Pastinha: “Capoeira é tudo que a boca come”. Confira videorreportagem do NE10:

A dinâmica da aula é desenvolvida após análise da ficha médica de cada aluno, assim como as atividades fisioterapêuticas desenvolvidas com a equipe da AACD. A partir dessa avaliação, o professor trabalha o lado lúdico do esporte e o enriquecimento muscular, já que a Capoeira trabalha o sistema Cardiovascular, Sistema auditivo que por sua vez aguça os reflexos do paciente e o Sistema Neurológico, através da música com os instrumentos da Capoeira (berimbau, pandeiro, atabaque e etc.) e ao som mecânico com CDS de Capoeira, associado aos valores desenvolvidos nos atletas: disciplina, superação e motivação. Apesar das diferentes especificidades, mestre Júnior garante: “A aula de um é para todos”. Para um dos alunos, Pedro Lucas, de 9 anos, conseguir entrar nas aulas, há três anos, foi a realização de um desejo. Entre risos envergonhados, o jovem afirma: “Eu queria muito entrar nesse grupo e minha mãe conseguiu”, conta. Quando questionado sobre de qual parte gosta mais, é taxativo: “Gosto mais de cantar”.

A capoeira inclusiva, além de desenvolver a habilidade social, auxilia na fisioterapia recomendada para cada aluno e contribui com a reabilitação do paciente. É o caso de Brenda Carlla, uma das mais velhas do grupo. “Eu percebi que desenvolvo mais. Antes da capoeira, eu caía muito quando pegava carona em bicicleta, agora não caio mais”, conta a jovem de 17 anos, que desde os dois anos de idade faz tratamentos na AACD e começou as aulas com o mestre Junior há seis anos. As aulas semanais são aguardadas ansiosamente não apenas pelos alunos, mas também por suas mães. Para Jacira Muniz, 45 anos, mãe de Thiago, de 14 anos, os resultados são gratificantes. “A gente que é mãe vê a evolução. A questão que ele faz de vir. Ele até mostra os movimentos que aprendeu. A capoeira faz a diferença”, comemora Jacira, que se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho.

Marília Lima, 31 anos, mãe de José Ricardo, 7 anos, chegou a pensar em desistir de acompanhar os filhos na aula. O pequeno é portador da Síndrome de Lesch-Nyan, uma doença hereditária e metabólica rara que causa disfunção neurológica, cognitiva e alterações de comportamento. “Eu queria desistir, mas o mestre não deixou. Com a continuidade, ele melhorou bastante. Antes de entrar na capoeira, quase não tinha contato com outras pessoas. Agora, ele até pede para vir”, conta.

“Para mim foi muito importante. O pouco que eu consegui é muita coisa”

O outro filho, Matheus Guilherme, de apenas um ano e nove meses, também é portador de Lesch-Nyan. Se depender da mãe, será o mais novo paciente a ser apresentado ao poder de reabilitação da capoeira inclusiva.

Pedro Lucas já participa da capoeira inclusiva há três anos. O que mais gosta nas aulas é de cantar

AULAS – Para participar das aulas, o aluno precisa ser paciente AACD e enfrentar uma fila de espera com cerca de 70 pessoas. O requisito para começar o tratamento na entidade é a apresentação de um laudo médico que comprove a necessidade do paciente em realizar procedimentos de reabilitação física.

 

Além das aulas semanais, a instituição promove o Encontro de Capoeira Inclusiva. O evento marca o batismo e a troca de cordas das crianças e adolescentes que formam o grupo de capoeira da AACD. “Temos desde a graduação infantil especial, que são seis cordas, até a graduação adulta, com nove cordas”, explica Severino Júnior.
A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) é uma instituição sem fins lucrativos que atende crianças e jovens de 0 a 16 anos com deficiência física e adultos amputados e lesionados.

Inaugurada em 1999, a AACD Pernambuco já ultrapassou 149 mil consultas clínicas e 833 mil terapias realizadas para crianças de todo o Norte e Nordeste. Atualmente, é mantida através de parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e realização de projetos com venda revertida à instituição.  Para marcar a triagem específica para cada patologia na AACD, o paciente ou seu responsável deve apresentar ao setor de Serviço de Atendimento Médico e Estatístico (Same) um relatório médico que descreva o diagnóstico e tratamento realizado na fase aguda ou inicial da doença, além das condições atuais em que o paciente se encontra. Após avaliação de uma equipe multidisciplinar, será elaborado o tratamento de reabilitação na AACD. Se por acaso a patologia não for tratada na associação, o paciente e família são orientados a realizarem o tratamento em instituições especializadas na deficiência relatada.

 

AACD Pernambuco
Endereço: Avenida Advogado José Paulo Cavalcanti, 155, Ilha Joana Bezerra Recife  Telefone: 3419.4000

Mestre Junior: (81)977018889/86192109

Foto: Malu Silveira / NE10

 

APAE: Capoeira promove a inclusão social

Há 12 anos o professor Josimar percorre escolas e instituições de alunos especiais para ensinar a técnica da capoeira. “Eu queria fazer algo novo e me ofereci como voluntário na Apae. Eu nem tinha formação na época”, conta.

O trabalho voluntário o encorajou a procurar especialização na prática. “Eu me encantei com a resposta, dedicação e alegria dos alunos. Decidi investir toda minha vida nisso”, relata o professor, que hoje tem formação como neuropsicopedagogo. “Você precisa de várias ferramentas para fundamentar o atendimento”.

O próximo projeto de Josimar é lançar um livro sobre a fundamentação da capoeira inclusiva, a partir de todas as suas experiências ao longo dos anos. “Não basta oferecer capoeira, é preciso ter percepção profissional para entender onde está a necessidade de cada aluno, e qual o remédio da capoeira”, afirma.

 

PROGRAMAÇÃO


O Festival Arte Capoeira e Capoeira Inclusiva é aberto a toda comunidade e não é necessário fazer inscrição. “É só chegar. Estudantes, acadêmicos, a sociedade civil, familiares, amigos. Quanto mais gente, melhor”, brinca Josimar.

O evento também irá atender os alunos especiais de instituições como a Sociedade Educacional Juliano Fernandes Varela e a Escola Clínica Raios de Luz.

O professor Josimar destaca a participação de professores de capoeira de São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje, às 18h15min, haverá o Festival de Cantigas “Essa Capoeira é Pra Quem Vê”. “Os alunos cegos transcreveram músicas para o braile, irão discutir o conteúdo das letras e depois cantar”, explica Josimar.

Às 19h, o professor irá fazer a Entrega de Graduação para as crianças, adolescentes e adultos especiais. “É o momento mais importante”, afirma. “Eles irão receber a primeira gradução por mérito de todo o trabalho que fizeram e de tudo o que aprenderam”.

 

http://www.correiodoestado.com.br

Santos: Capoeira Inclusiva

Acontece hoje, grande evento que contará com a graduação de crianças do Grupo Amigo do Lar Pobre, Escola Especial 30 de Julho, portadores de deficiência visual do Lar das Moças Cegas, Escolas PArticulares, fazendo parte da Extensão Comunitária da FEFIS UNIMES.

A capoeira teve origem da necessidade do negro escravo,no Período do Brasil-Colonial em se libertar e buscar uma igualdade social, no decorrer do tempo transformou-se em dança, esporte e hoje é um grande processo educacional que pode oferecer a formação corporal e do caráter dos eeducandos, mais de 150 países desenvolvem a nossa cultura que aqui em Santos conta com uma referência inclusiva, pois tivemos a honra de ministrar curso “Capoeira Para Todos” na USP, durante o Congresso Nacional de Capoeira Escolar. São 16 anos contribuindo para a inclusão e o resgate sócio-cultural brasileiro. Hoje ministramos aula desde aEducação Infantil até o Ensino Superior onde a Capoeira é disciplina do curso de Educação Física da UNIMES, incluindo todos os poprtadores de necessidades especiais.

 

Data: Sexta, 11/11/2011 as 19h pontualmente

Local: FEFIS UNIMES Av Conselheiro Nébias, 536 32283400 – Ginásio 4.º andar

 

Por favor o ingresso são donativos de alimentos ou produtos de higiene para o Grupo Amigo do Lar Pobre, conto com a colaboração de vocês.

 

www.capoeiraescola.com.br

Associação Pestalozzi & “Ginga Terapia”

Ginga Terapia é um evento promovido pela Associação Pestalozzi de Maceió em parceria com o Grupo Muzenza e tem o objetivo a inclusão de pessoas com deficiência e idosos em atividades culturais e esportivas, alem de dar visibilidade a capoeira como instrumento de inclusão social desde 2004.

Esse ano o encontro será organizado por mim Monitor Bujão e pelo meu irmão Monitor Daniel que foi contratado esse ano para trabalhar a capoeira com os jovens e adultos com deficiência intelectual e múltiplas da Pestalozzi.

O Ginga Terapia será dividido em cinco etapas com públicos detentos:

Oficinas praticas de manutenção de instrumentos musicais de capoeira e capoeira adaptada para pessoas com deficiência.
publico: professores de capoeira, educação física e Pessoas interessadas;

Roda de Capoeira na praça do centenário.
Público: todos os participantes do evento;

Seminário ” Incluir, Integrar e oportunizar”.
Público: profissionais da educação e saúde;

Festival infantil de capoeira.
Público: Crianças com e sem deficiências que praticam capoeira;

Batizado e Troca de cordas.
Público: Alunos do Projeto Ginga Terapia.

O projeto Ginga Terapia atende 330 crianças, jovens e adultos em duas unidades escolares e mais de 150 idosos em cinco unidades de saúde da Associação Pestalozzi de Maceió.

 

25 E 26 DE NOVEMBRO DE 2011

 

A Associação Pestalozzi de Maceió tem a honra de convidar Vossa Senhoria para participar do 8º Ginga Terapia: Encontro Nacional de Capoeira Inclusiva, que se realizará no período de 25 a 26 de Novembro.

O evento tem como tema principal “Incluir, Integrar e Oportunizar – As Contribuições da Capoeira na Educação Inclusiva”.

 

 

PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira – 25/11/2011

Abertura do Evento

Curso: “Construção e Manutenção de instrumento de Capoeira”

Mestre Ron – Santos – São Paulo

 

Curso: “Capoeira Inclusiva”

Mestre Beija-Flor – Aracaju – Sergipe

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 13:00 às 16:00h

 

Roda de Divulgação

Local: Praça do Centenário – Farol

Horário: 16:00 às 17:00h

 

Seminário Nacional de Capoeira Inclusiva

 

Palestra: “Adaptações para a inclusão escolar”

Prof. Silvana Paula M. de Alcântara Lima – Psicóloga FEJAL/CESMC

 

Palestra: “Capoeira Inclusiva”

Mestre Heraldo Gabriel (Beija-Flor) – Aracaju – Sergipe

 

Palestra: “Capoeira na Terceira Idade – Promovendo a Saúde e a Inclusão Social”

Prof. Antônio Sérgio de Araújo Mendonça (Bujão) – Pestalozzi de Maceió

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 19:00 às 21:00h

 

Sábado – 26/11/2011

Festival Infantil de Capoeira

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 08:00 às 12:00h

Batizado e Troca de Cordas

Local: Centro Inclusivo Genilda Porto

Horário: 14:00 às 17:00h

 

 

LOCAL: Associação Pestalozzi de maceió –

Centro Inclusivo Genilda Porto,

Av. Santa Rita de Cássia Nº 140,

em frente a Igreja de Santa Rita,

Farol – Maceió – Alagoas.

 

INFORMAÇÕES: (82)8831-5750 (SERGIO) (82)8824-1035 (DANIEL)

gingaterapia@hotmail.com

http://gingaterapia.blogspot.com

Aconteceu: III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos

Encontro de capoeira reúne portadores de necessidades especiais, em Santos

Conscientizar instituições, professores e familiares de pessoas com necessidades especiais sobre a importância da prática de atividade física para o desenvolvimento motor e mental, melhoria da auto-estima e integração social dos portadores. Esse é o principal objetivo do III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos, que será realizado na próxima quinta (22), das 14 às 17 horas, no Complexo Esportivo Rebouças, na Ponta da Praia, em Santos.

Cerca de 120 crianças, jovens e adultos, de seis entidades que trabalham com educação especial, participarão do evento: Capoeira Inclusiva Semes/Rebouças; Apae/Santos; Escola de Educação Especial “Eduardo Ballerini (Cerex); Escola de Educação Especial “30 de julho”; Napne/Santos e Caec João Paulo II/ Vicente de Carvalho – Guarujá.

O evento inicia com a apresentação de uma performance de dança afro pelos alunos da Apae/Santos, e segue com uma  aula inclusiva, onde os participantes jogarão capoeira, numa grande confraternização. Serão formadas cinco rodas, cada uma delas com dois professores para monitorar e orientar os participantes. Uma grande festa com pizza, doces, refrigerantes e muitos brindes encerrará o encontro.

A ideia do evento, que nasceu há três anos, foi do professor de Educação Física e mestre de capoeira Cícero França. MestreTatu, como é mais conhecido, desenvolve há seis anos um trabalho com crianças e adultos portadores de necessidades educacionais especiais nas cidades de Santos e Guarujá.

“No grupo que tenho, a Capoeira Aruanda, sempre apareciam alguns portadores de necessidades especiais. E vi como a capoeira ajudava essas pessoas. Em 2005, resolvi que me dedicaria com mais afinco a esse trabalho, que é muito gratificante”, explica.

O III Encontro da Capoeira Inclusiva de Santos evento tem o apoio da Prefeitura de Santos, Kokimbos Pizzas e Picanha; Menina Flor, Hautte Cabelo e Estética; Studio Click (Juara Prado) -, Programa no Ar – TV Santa Cecília, Ateliê Amália Marcheto, Track Filmes  e MGNNET Hospedagem e Desenvolvimento.

Semana da Educação Especial é comemorada por técnicos da Semed

Técnicos que integram a Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação (Semed) celebram nesta terça-feira, 9, o início da ‘Semana da Educação Especial´, que vai até a próxima sexta-feira, 12. Eles estão participando do VI Encontro de Educação Inclusiva ‘Incluir Pode e Deve Ser Real´, que acontece no Centro Recreativo Gonçalo Prado, no município de Estância. O evento integra o programa nacional de educação inclusiva e terá como público alvo profissionais da educação especial. Na ocasião será proferida palestra pelo especialista em gestão de pessoas, Erik Penna, e ofertado diversos minicursos, entre eles sobre softwares educacionais para a prática do ensino inclusivo.

De acordo com Jailma Rezende, que integra a Coordenadoria de Educação Especial da Semed, este encontro será uma boa oportunidade para ampliar o conhecimento na área da educação inclusiva. As atividades do evento servirão de base para futuras capacitações promovidas pelos profissionais da educação especial. Além da oportunidade de participar de cursos voltados especialmente para nossa área, iremos discutir temas sobre orientação para profissionais especializados, informou.

A rede municipal de ensino de Aracaju está cada vez mais atenta às questões que envolvem a educação especial e, por isso, vem capacitando seus profissionais ao promover cursos e acompanhar o dia a dia dos alunos em sala de aula. O secretário municipal da Educação, Antônio Bittencourt Júnior, tem nos dado total apoio com suas visitas às escolas, observações dos espaços e obtenção de recursos, fortalecendo cada vez mais as ações de nossa coordenadoria, justifica a técnica Jailma Rezende.

Capoeira inclusiva

Alunos com deficiência atendidos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), da Prefeitura de Aracaju, foram estimulados a aderir a capoeira na prática educativa e puderam aprender os primeiros passos do esporte deixando de lado suas limitações físicas. Na aula experimental realizada na última quinta-feira, 4, a interação entre os alunos e o interesse dos mesmos poderão ser fatores indispensáveis para o desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva pioneiro em Sergipe.

De acordo com professor especialista em capoeira inclusiva, Eraldo Gabriel, mais conhecido por Beija-flor, a capoeira trabalha dentro das possibilidades de cada um, equilibra as tensões musculares crônicas bastantes comuns em pessoas com deficiência e ajuda a ter consciência corporal ao desenvolver noções de locomoção, lateralidade e força. A capoeira vai somar, dando mais equilíbrio, trabalhando elevação da autoestima, noção de espaço e tempo, sociabilidade e questões psicomotoras, explicou. Ainda segundo o professor, 17% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. São quase 30 milhões de pessoas no país. Não podemos fechar os olhos para essa realidade.

Infraestrutura

De acordo com a Lei de Acessibilidade e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação (MEC), é necessário garantir o acesso tanto para pessoas com deficiências permanentes, quanto com deficiências provisórias. As salas de recursos multifuncionais disponibilizadas em unidades de ensino da rede municipal são importantes itens no processo de cumprimento da Lei e foram criadas para dar condições ao aluno com deficiência de se preparar e frequentar a sala de aula junto com os outros alunos.

As condições de infraestrutura das escolas também devem estar relacionadas à perspectiva inclusiva. Aproximadamente, R$1,2 milhão foram investidos na obra de construção da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Drº Fernando Guedes, localizada no bairro América. A unidade, que tem capacidade para atender 110 crianças com idade entre 0 e 3 anos, funciona das 6 às 18 horas, e tem três entradas que contam com rampas para cadeirantes. Além disso, a escola foi equipada com piso tátil, barras, portas maiores que as tradicionais e banheiros adaptados.

Acessibilidade

As obras de reforma e ampliação da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Tenisson Ribeiro, orçadas no valor de R$ 916.019,75, também evidenciam o interesse da Prefeitura de Aracaju em promover a acessibilidade. Com esse recurso, foi instalado um elevador para pessoas com necessidades especiais e construídas 10 salas de aula, todas com mais de 50 m². A escola ganhou também laboratório de informática, biblioteca, sala de recursos, áreas para recreio coberta e descoberta, refeitório, cozinha, dispensa, depósito e um amplo setor administrativo.

Com obra orçada em R$ 2,2 milhões, a Emef José Antônio da Costa Melo e a Emei Profª Neuzice Barreto, localizadas no bairro Getúlio Vargas, passaram por diversas transformações.  Das novas portas e maçanetas colocadas à troca do piso e manutenção da parte hidráulica e elétrica, os alunos com deficiência física também passaram a contar com uma quadra poliesportiva coberta reformada, com a recuperação e ampliação de banheiros e com a instalação de dois elevadores no prédio para facilitar sua locomoção.

Unidades

Outras unidades de ensino da rede municipal serão entregues às comunidades em plenas condições de atendimento aos alunos com deficiência. Entre elas estão as Emeis Dom Avelar Brandão Vilela, no bairro Olaria; Drº José Augusto Arantes Savazine, no Japãozinho; as Emefs Alencar Cardoso, no José Conrado de Araújo e Elias Montalvão, no Mosqueiro. A perspectiva da Prefeitura de Aracaju é de investir também nas obras de construção de novas unidades de ensino nos bairros Coqueiral e 17 de Março, também com a intenção de oferecer o melhor atendimento aos alunos com deficiência.

Alagoas: Capoeira será tema de Sessão Especial na CMA

Foi convidado para o debate o mestre sergipano de capoeira Beija-flor que irá falar sobre o projeto “Capoeira Inclusiva”

A Câmara Municipal de Aracaju (CMA) realizará nesta segunda-feira, 27, uma Sessão Especial em homenagem a Capoeira. O tema foi sugerido pela vereadora Rosângela Santana (PT) e tem como objetivo apresentar aos parlamentares a beleza deste esporte que está acessível a todo e qualquer público, seja criança, idoso ou portador de necessidade especial.

Foi convidado para o debate o mestre sergipano de capoeira Beija-flor que irá falar sobre o projeto “Capoeira Inclusiva”, baseado na sociabilização e elevação de auto-estima dos alunos, que passam a superar seus limites.

Outro tema será a inclusão da capoeira na grade curricular das escolas, que será debatido no plenário da Casa pelo mestre Robson. A sessão terá ainda a presença do presidente da Federação Sergipana de Capoeira, mestre Papuá. Os grupos de capoeira Mangangá, Negaça, Novos Irmãos, Filhos da África, Irmãos Unidos e Arte Brasil também foram convidados a participar.

“A capoeira alcançou reconhecimento internacional, ela se tornou o mais novo Patrimônio Cultural Brasileiro. Ela significa uma herança cultural calorosa, por isso os grupos de capoeira precisam de apoio e de espaço para poder incentivar mais a nossa raiz brasileira”, explicou a vereadora Rosângela.

Ceará: 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores

Este ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade, além de palestras, espetáculos e oficinas

A tradicional roda de capoeira cedeu espaço para palestras, espetáculos e oficinas, na 3ª edição do Tribos, Berimbaus e Tambores, que acontece de 12 à 18 de julho, no Centro Cultural Água de Beber (Cecab). Numa mistura de culturas e ritmos, o evento está promovendo um verdadeiro intercâmbio cultural em Fortaleza. São mais de 300 participantes de países como Venezuela, Holanda, Hungria, Espanha, Irlanda, Itália e Alemanha, além da presença de alguns estados brasileiros.

Sexta-feira, na oficina de danças populares, a presença de pessoas da melhor idade, da Capoeira Mundi, de Sobral, chamou atenção. Alegremente eles dançavam e cantavam, abrilhantando a roda e dando uma verdadeira lição de vida aos mais novos. “Eu vim para brincar, para me divertir. Antes eu era uma mulher muito doente, vivia internada, depois que entrei na capoeira nunca mais senti nada. Me sinto feliz, com saúde”, contou Lucimar Sousa, 54 anos, que veio à Fortaleza para o evento acompanhada da mãe, de 74 anos, também capoeirista.

Esse ano, a novidade do Festival é a capoeira inclusiva e a da melhor idade. Mestre Ratto, organizador do evento, conta que depois de alguns estudos os capoeiristas perceberam que a capoeira é uma atividade verdadeiramente de inclusão. “O próprio círculo, a roda, já é um momento de inclusão”, disse.

A 3ª edição do Festival conta com um convidado especial, o mestre Itapuã, de Salvador.

Hoje, todo os participantes vão se reunir para fazer uma grande confraternização na barraca Marulho, na Praia do Futuro, para festejar e encerrar o evento com um grande aulão de capoeira.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

Ceará: Capoeira é usada para a inclusão social

Um projeto utiliza a capoeira para melhorar a coordenação motora e a inclusão social de portadores de necessidades especiais

Uma roda de capoeira muito especial. Crianças, adolescentes, jovens e adultos não perdem um lance. Acompanham, muito atentos, os movimentos dos braços e pernas de quem está no jogo. Cantam, batem palmas, sorriem. A prática do esporte é um momento de socialização, de integração de autista, portadores de Síndrome de Down, de deficiência visual, com paralisia e deficiências múltiplas. Essa turma tão familiarizada com o esporte, mora em Guaiúba e é assistida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Há um ano, a Apae enviou um projeto solicitando o apoio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). E conseguiu implantar o Projeto de Capoeira Inclusiva com a orientação de Eraldo Gabriel de Sousa, o Mestre Beija-Flor, que há 12 anos desenvolve o projeto no Brasil, e do professor Edy Oliveira, mestre em capoeira que está se especializando em educação inclusiva.

O resultado está sendo tão positivo que, segundo o professor Edy, o aluno Josivan, 23, que tem dificuldades de aprendizagem, está quase pronto para ser mestre da capoeira e dar continuidade à prática aos 35 alunos da Apae. Edy Oliveira, 24, também dá aulas para crianças e adolescentes, em Guaiúba, através de projeto desenvolvido com a Secretaria da Cultura. “São mais de 200 alunos”, diz e acrescenta que a capoeira está sendo iniciado em Redenção.

“A inclusão é um processo sem volta”, diz Edy Oliveira e com ele concorda o sergipano Eraldo Gabriel de Sousa, o Mestre Beija-Flor, que já implantou o projeto em outros estados como São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Maranhão e Pará. “A inclusão é uma grande arma para diminuir o preconceito e as barreiras sociais. Amplia os horizontes das pessoas portadores de necessidades especiais, além dar mais equilíbrio ao corpo e elevar a sua autoestima”, diz o mestre Beija-Flor.

Os resultados da capoeira inclusiva para os que são atendidos pela Apae de Guaiúba também são ressaltados pela conselheira Fátima Maria Leitão Araújo. Ela cita o exemplo de um paciente de 30 anos que não conseguia andar direito e, com a prática da capoeira, adquiriu confiança, melhorou sua expressão corporal e coordenação motora.

“Já houve até apresentação da turma de capoeiristas na cidade de Pacoti. É um projeto que contribui muito para a inclusão social”, constata Fátima Leitão. O mestre Beija-Flor também pretende levar o projeto para Portugal e países da América Latina.

V Fórum de Capoeira e Cidadania e II Festival de Capoeira Inclusiva

Nos dias 13 e 14 de novembro, o Núcleo de Formação Cidadã (NFC) da Metodista realizará o V Fórum de Capoeira e Cidadania e o II Festival de Capoeira Inclusiva, coordenados pelo Prof. Ms. Eduardo Okuhara.

Nesta 5ª edição, o evento abordará a história da capoeira e contará com a presença do Prof. Dr. Carlos Eugênio Líbano Soares, professor adjunto da Universidade Federal da Bahia, que destaca em seus trabalhos a história da escravidão africana no Brasil e atua principalmente nos temas Capoeira e Escravidão.

A entrada é franca. Confira abaixo a programação:

Dia 13 de novembro

Horário: das 19h30 às 22h
Local: Auditório Sigma
Capoeira: mitos e fatos – Prof. Dr. Carlos Eugênio Líbano Soares
Homenagem ao mestre Capoeirista Cidadão 2009
Participação do Grupo Capoeirando na Metô

Dia 14 de novembro

Horário: das 10h às 14h
Local: Ginásio do Complexo Esportivo
II Festival de Capoeira Inclusiva
Cerimônia de Batizado dos integrantes do grupo Capoeirando na Metô.

Não é necessário realizar inscrição antecipada.

Parceiros:

Núcleo de Artes, Assessoria Pedagógica para Inclusão, Cátedra Gestão de Cidades, Projeto Capoeirando na Metô, Espaço Consciência Negra, V.I.V.A Capoeira e Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo.

Local: Universidade Metodista de São Paulo
Campus Rudge Ramos
Rua Alfeu Tavares, 149 – Rudge Ramos
São Bernardo do Campo-SP.

Mais informações:
Núcleo de Formação Cidadã
Telefones: (11) 4366 5968 / (11) 4366 5216