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O Berimbau

A Lenda do Berimbau

Uma menina saiu a passeio. Ao atravessar um córrego abaixou-se e tomou a água no côncavo das mãos. No momento em que, sofregamente, saciava a sede, um homem deu-lhe uma forte pancada na nuca. Ao morrer, transformou-se imediatamente num arco musical: seu corpo se converteu no madeiro, seus membros na corda, sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música dolene e sentimental.

(Conto existente no leste e no norte africano)
(Texto retirado da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia) nº 80 de 1956.

Origem:

A introdução deste instrumento no Brasil foi feita com a chegada dos negros Bantos, mais precisamente pelos Angolanos, cuja a cultura é uma das mais antigas de África.

No entanto, vale a pena salientar que, apesar do Arco Musical ter chegado ao Brasil por intermédio dos negros africanos, isto não implica que tenha sido criado por estes.

Emília Biancardi, na obra Raízes Musicais da Bahia, diz acreditar-se que o arco musical já estava em uso há 15.000 anos antes de Cristo, porquanto aparece em pinturas rupestres da época, como a que foi encontrada na caverna Les Trois Frèmes, no sudeste da França. Albano Marinho de Oliveira, em pesquisa publicada na revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia de 1956, diz que, de entre os instrumentos de corda conhecidos no mundo, os mais antigos são a harpa, o Alaúde e a Cítara.

Estes Instrumentos existem há cerca de 4.000 anos antes de Cristo e foram encontradas gravuras em pinturas e relevos do antigo Egipto. Todos estes três instrumentos retratados, tiveram a sua origem num arco musical, que tinha como característica, uma corda fixada nas suas extremidades e tendo como amplificador de som, uma caixa de ressonância, podendo até mesmo ser um buraco no chão.

O arco musical foi, com toda a certeza, o ponto de origem da Harpa, opinião dominante entre os musicólogos. Hugo Riemann, na sua obra História La Música – 1930, diz acreditar que o som produzido pelo arco de caçador ao disparar a flecha foi, sem dúvida, segundo a lenda, a causa da invenção do arco musical. Teoria esta, contestada por Curt Sachs, na obra História Universal de Los Instrumentos Musicales.
De qualquer forma, torna-se impossível fixar o ponto e época exacta do seu aparecimento, pois a extensão geográfica da sua expansão dificulta certezas. Curt Sachs, anota a sua existência no México, na Califórnia, na Rodésia, no Norte e no Este Africanos, na ilha de Pentecostes, e na Índia; Carlos Vega, entre Índios da parte mais meridional da América do Sul e Ortiz, na ilha de Cuba.

Albano de Oliveira resume que:
“dos instrumentos de corda primitivos, a harpa provém de um arco, semelhante ao de caçador. E como referências antigas dão como a arpa originária do Egito, lítcito é se adimitir que o arco musical dalí partiu, espalhando-se a princípio pelo Oriente Próximo, Sul da Índia, onde Curt Sachs acredita existir a forma mais primitiva do arco musical, Indostão, Oceania, Continente Africano e somente nos tempos modernos, Europa e América.”

O Nome:

Hoje em dia não nos é possível definir com exactidão a origem do vocábulo Berimbau, nem tão pouco sabermos quando este arco musical perdeu o nome de origem e herdou o termo conhecido actualmente.

A ideia mais aceite, é a de que o nome Berimbau venha do termo vindo do quibundo m`birimbau, existem ainda os que defendam sua origem vinda do termo Balimbano, de origem mandinga, ambos os termos estão registados no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado. De outra forma, acredita-se que seja um termo vindo da palavra de origem Ibérica Birimbau, que, no Dicionário da Real Academia Espanhola, é definido como sendo um pequeno instrumento, composto de arame ou madeira, com uma lâmina fina fixa ao meio.
Segundo Albano de Oliveira, em pesquisa na obra “Viagem Pitoresca e Histórica do Brasil” de Jean Baptiste Debret, artista Francês que morou no Brasil de 1816 até 1831, o nome de origem do nosso conhecido arco musical, o berimbau, era Urucungo, termo angolano, comprovando assim a origem angolana do instrumento.

De outra forma, encontramos vários outros termos que definem o berimbau de barriga, são estes Uricundo, Urucungo (este último também registrado por Edson Carneiro, como já referido, sendo de origem Angolana), Orucungo, Oricungo, Lucungo, Gobo, Rucungo (registrados por Arthur Ramos), Bucumba, Macungo, Matungo e Rucumbo, bem como outros termos ainda não conhecidos.

O emprego do Arco Musical:

Segundo a ordem cronológica da história dos instrumentos, os de percussão surgiram primeiro, sendo utilizados pelos povos guerreiros, seguidos dos de cordas e posteriormente, os de sopro.

O arco musical teria nascido no Egipto, ou segundo Curt Sachs, no sul da Índia, em épocas muito remotas, e atravessou tempo e fronteiras, sendo conhecido em todos os continentes. O seu uso deveria ser apenas para a satisfação humana nas horas de lazer, ou ainda para manifestações religiosas, pois segundo consta, toda a história da música, está retratada em registros e documentos religiosos, como as gravuras tumulares egípcias, onde os instrumentos aparecem como forma de reverência aos Deuses, ao que o arco musical não seria excepção.

Provando isso, Curt Sachs, em pesquisa sobre o arco musical, encontrou povos em ainda estágios primitivos de civilização, no qual o arco musical está ligado a religião, misticismo ou lenda, como, por exemplo, a dos povos do Norte e Este Africano, que narram a história da menina que bebia água num córrego, retratada no início desta pesquisa. Povos do México, como os Covas, utilizam um arco musical com uma caixa de ressonância separada. Esta caixa é na verdade o símbolo da deusa da Lua e da Terra, e entre algumas tribos deste mesmo povo, só as mulheres podem tocá-lo. Na Rodésia, o arco musical é tocado na iniciação das meninas. Já os Washam Balás, do Leste Africano, acreditam que o homem não poderá casar se, quando estiver fabricando o instrumento, se partir a corda, pois trata-se de um instrumento sagrado.

O emprego do arco musical com característica religiosa, tende a diminuir entre os povos com níveis diferentes de cultura, é o que acredita Albano de Oliveira. No Tongo, o arco musical é tocado pelos velhos anciãos nativos apenas como forma de recordarem os tempos áureos da juventude. É o que faziam, segundo relato de Alfredo Brandão, quando os negros de alagoas, tocados pelos sentimentos de saudade e tristeza, aproveitavam a calada da noite nas senzalas para tocarem o berimbau.

No Brasil, o berimbau não esteve, nem está ligado, a religiosidade, no entanto, sabemos do emprego do mesmo em missas, ou momentos que relembrem velhos mestres, sendo esta uma prática particular dos capoeiristas. Na bahia, durante as festas de largos em dias santificados, era costume aparecerem tocadores de berimbaus.

Retratado ainda pelos viajantes Rugendas e Debret como instrumento utilizado para atrair fregueses, ou mesmo, como forma de um cego pedir auxílio, o berimbau exercia várias funções.

Hoje em dia, no Brasil, o berimbau é encontrado especialmente nos grupos de capoeira, onde exerce um papel importantíssimo na manutenção do jogo. É ainda usado por músicos e grupos de danças como instrumento de percussão.

A introdução na Capoeira:

Como sempre, esbarrando na carência de documentos que comprovem com exactidão o uso do berimbau na capoeira, pesquisadores e historiadores, baseiam-se em gravuras, desenhos, pinturas, crónicas, anotações e narrativas da época, sendo estas as únicas fontes existentes para a pesquisa, que por si só, não nos garantem certezas.

Sabendo que a capoeira nasceu primeiramente como luta, podemos deduzir que o berimbau não tenha tido, nesta época, relação com a mesma, cabendo este papel aos batuques e atabaques, que possuem uma identificação maior com as lutas e rituais afros, é o que prova a gravura intitulada “Kriegsspiel” (Brincadeira de Guerra), registrada na obra “Viagem Pitoresca Através do Brasil”, livro lançado em 1763, de Jean Maurice Rugendas. Nesta gravura, não se verificou a presença do berimbau, e sim de um pequeno atabaque, e em volta dos lutadores, pessoas animando e a baterem palmas, num local, que, segundo Albano de Oliveira, é provavelmente o trecho onde é hoje Monte Serrate, na Bahia. Outra obra publicada entre 1834 e 1839, do francês Jean Baptiste Debrete, intitulada “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, retrata um arco musical nas mãos de um cego. Temos ainda a ilustração de Joachim C. Guillobel (1787 – 1859), que registra a presença de um berimbau a ser tocado por um vendedor ambulante, como forma de atrair os fregueses, não vinculando assim o instrumento com a capoeira.

Sabemos ainda que as maltas de capoeiras no Rio de Janeiro foram perseguidas, sendo, desta forma, extinta a capoeiragem na antiga capital, e que, no Rio, se desconhecia a presença deste arco musical. Na Bahia, segundo Emília Biancarde, na segunda metade do século XIX, o berimbau foi introduzido na arte, pois a capoeira só se perpetuou graças ao seu uso, e ao dos demais instrumentos, pois, quando alguém estranho ao grupo se aproximava, era fácil transformar o jogo em dança, como por exemplo, o samba de roda. Com o passar do tempo, o berimbau passou a comandar a roda, sendo até hoje indispensável o seu uso. Emília Biancardi diz ainda que, segundo Mestre Pastinha, na década de 40, se costumava ver a presença de uma viola de doze cordas nas rodas, e que a presença do berimbau já se fazia sentir.

Existem, no entanto, aqueles que acreditam que o Berimbau já era usado na arte capoeira desde a época colonial, dentro das senzalas, segundo alguns relatos, como o que Rosangela Peta descreve na matéria sobre capoeira, na revista Super Interesante, lançada no mês de Maio de 96. Henry Koster (Inglês que se radicou em Pernambuco, virou senhor de engenho e passou a ser chamado Henrique Costa), escreveu nas suas anotações de 1816 que, de vez em quando, os escravos pediam licença para dançar em frente as senzalas, e divertiam-se ao som de objectos rudes. Um deles era o atabaque, outro “um grande arco com uma corda, tendo uma meia quenga de coco no meio ou uma pequena cabaça amarrada”, trazendo assim, a utilização do berimbau nos momentos em que os escravos, supostamente, estariam treinando a capoeiragem, em meio a festa.

Os tipos de Berimbaus na capoeira:

Na capoeira, são conhecidos três tipos de berimbaus, que possuem individualmente funções diferentes na bateria, que têm de ser bem executadas de forma a criar uma perfeita harmonia na roda. Na Bateria da capoeira angola usam-se três berimbaus, na charanga da regional, apenas um, sendo este acompanhado pela marcação dos pandeiros.

O Gunga:

É o berimbau que possui o som mais grave, tem como característica possuir uma cabaça (caixa de ressonância) grande. Alguns autores acreditam que o seu vocábulo venha da palavra angolana hungu. É também conhecido por muitos como berra boi. Este tipo de berimbau é mais utilizado no estilo de capoeira angola, onde é normalmente tocado pelo mestre ou capoeirista responsável em manter o ritmo da roda, pois é o gunga quem comanda a base do ritmo, ditando o toque e a cadência a serem executados.

O Médio:

Como o próprio nome refere, é o que possui uma cabaça com tamanho intermediário aos outros dois, tendo no som a mesma característica, tem como função acompanhar a base do toque do berimbau gunga, podendo no entanto, pontualmente, executar algumas variações. É o tipo de berimbau mais utilizado na formação dos instrumentos da Capoeira Regional, porém, é também parte integrante da bateria da Capoeira Angola.

O Viola:

Conhecido também como violinha, é responsável pelo improviso, dando o chamado “molho” ao ritmo. Quando um bom tocador está a manuseá-lo, seu som agudo, é de uma vibração inigualável, fazendo com que a assistência escute o lamento ou mesmo uma saudação alegre e feliz, através de sua música. É dos três tipos o que possui a menor das cabaças.

A constituição do Berimbau:

Um instrumento monocórdio, constituído por uma verga arqueada, um arame estendido, uma cabaça, que tem o papel de caixa de ressonância, uma baqueta de percussão, um dobrão ou seixo, e ainda é acompanhado pelo uso do caxixi.

A Verga:

A madeira que deve ser usada para a confecção do berimbau tem de ser flexível e resistente, a mais usada e conhecida é a Biriba, que deve ser cortada no mato, na lua quarto minguante. Em viagem pela Bahia, perguntei ao Mestre Marinheiro, residente em Feira de Santana, artesão e vendedor de berimbau e caxixi, que se encontrava na capital baiana, se, com tanta extracção de Biriba, ela não correria o risco de se extinguir, ao que ele respondeu que, normalmente quando extraída da mata, passados dois a três anos ela renasce do mesmo ramo cortado.
Alguns artesãos cozinham a biriba, como forma de torná-la mais resistente. O Berimbau ainda pode ser feito com outros tipos de madeiras, tais como o cunduru, o pau d´darco, o pau pombo, a tapioca, o bambu e outras. Em Portugal, como forma de suprir a carência de espécies encontradas somente na Mata Atlântica, usa-se o eucalipto, ou o pau de lodo, sendo este último utilizado no tradicional Jogo do Pau Português. No caso do eucalipto, este deve ser tirado quando ainda está pequeno e verde, e antes de o cortar, deve-se primeiro vergá-lo a fim de não proceder a um corte desnecessário, ficando a verga inutilizável e sem uso. Depois de verificada a resistência e feito o corte, deve-se retirar a casca, quando esta ainda se encontra verde e húmida, logo depois deixa-se secar à sombra durante cerca de uma semana e meia, e só depois se poderá proceder ao trabalho de acabamento.

A Corda:

Em tempos remotos, eram usados como fio para este instrumento, sipó ou vísceras de animais, só muito tempo depois se introduziu o uso do arame comum (recozido), para só depois então, com a chegada dos primeiros automóveis importados a Salvador, segundo mestre Pastinha em relato a Emília Biancarde, os tocadores, que na sua maioria trabalhavam como estivadores nas docas de salvador, descobrirem que o arame temperado existente nos pneus dos carros produziam um som melhor que o sipó-timbó ou arame comum, e passaram a utilizá-lo.

A Cabaça:

(Cucurbita Lagenaria, Lineu) É uma planta rampante. De uso múltiplo e secular entre os utensílios domésticos, herdados da indiaria. Deve ser utilizada quando bem seca, cortada no caule, lixada por dentro a fim de limpá-la das sementes e vestígios de fibras encontrados no seu interior, para depois serem feitos dois furos, onde passará um cordão a fim de fixá-la na verga, esta terá a função de ampliar o som do arame percutido. Mestre João Pequeno, quando do término de sua roda na academia João Pequeno de Pastinha, localizada no Forte Santo António, utiliza-se da cabaça como forma de ampliar a sua voz, para proferir a sua palavras aos capoeiristas e público presente na sua academia.

O Dobrão:

Segundo relato de Mestre Pastinha, nos primitivos berimbaus, os músicos utilizavam as unhas do dedo polegar, como forma de obter efeito sonoro, colocando-a próxima ou distante da corda. O nome dobrão, tão caro ao Mestre Noronha, é tomado da moeda de 40 reis, sendo essa uma peça de cobre com cerca de 5 centímetros. No entanto, muitos capoeiras preferem o uso dos seixos como forma de modular as notas e, segundo Dr. Decânio, os africanos costumam utilizar-se desta mesma pedra. Em Portugal os seixos são encontrados em abundância, nas margens das suas praias com características rochosas, moldados pelo mar, tomando uma forma cilíndrica quase que perfeita, óptima para o manuseio.

A Baqueta:

medindo cerca de 40 centímetros, é utilizada para percutir no arame montado na verga e, dependendo do gosto do tocador, ela pode ser leve ou pesada, tem de ser feita com material resistente, como ticum, lasca de bambu, ou até mesmo eucalipto.

As partes do Berimbau:

Em visita a Associação de capoeira Mestre Bimba, presidida e orientada pelo Mestre Bamba, tive o prazer de conversar com o já citado Mestre Marinheiro, que definiu os nomes das partes do berimbau como sendo:

Birro:

acabamento na parte inferior da verga, onde o arame é fixado, alguns capoeiristas chamam-no de “casa”. Existem diferenças na forma como são encontrados os Birros, na Capoeira Regional, pode ser pontiagudo, e na angola, feito com uma saliência.

Argola:

Extremidade da parte inferior do arame, onde será fixo no birro.

Presilha:

É na verdade, o cordão que serve para prender a cabaça na verga e no arame.

Couraça de protecção ou couro:

É um pequeno disco de cabedal grosso, fixo na extremidade superior da verga, como forma de evitar que o arame penetre na verga inutilizando-a.

Ponteira:

extremidade superior da corda (arame), onde este se encontra moldado como uma argola, e onde é preso um cordão de algodão ou sisal, que irá tencionar o fio de arame, e fixá-lo na verga.

Outras partes do Berimbau:

Verga, cabaça, baqueta, dobrão ou seixo, arame de aço, e ainda como complemento o caxixi.

 

Fonte: Blog Capoeira Alto astral

Dinho Nascimento: Sinfonia de Arame

A Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, formada por capoeiristas, músicos e pessoas da comunidade da Vila Pirajuçara, Butantã, São Paulo, é modelo de inclusão social e sustentabilidade que valoriza a capoeira enquanto manifestação e patrimônio cultural brasileiro. Contar com mestres, contramestres e professores de capoeira caracteriza interpretação própria e singular de ritmos brasileiros como o samba de roda, ijexá, congo de ouro, barravento, além de ladainhas, chulas e corridos, tudo com arranjos arrojados e inéditos de Mestre Dinho Nascimento. A orquestra mostra a versatilidade do berimbau como instrumento musical, já que no seu repertório encontramos tanto toques da capoeira quanto outros gêneros da música brasileira.

 

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Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

Direção e Regência: Dinho Nascimento

O berimbau é um instrumento de resistência cultural que atravessou o Atlântico e, no Brasil, tornou-se símbolo de luta pela liberdade.

A Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, formada por capoeiristas, músicos e pessoas da comunidade da Vila Pirajuçara, Butantã, São Paulo, é modelo de inclusão social e sustentabilidade que valoriza a capoeira enquanto manifestação e patrimônio cultural brasileiro. Contar com mestres, contramestres e professores de capoeira, caracteriza interpretação própria e singular de ritmos brasileiros como o samba de roda, ijexá, congo-de-ouro, barravento, além de ladainhas, chulas e corridos, tudo com arranjos arrojados e inéditos de Mestre Dinho Nascimento.

Os berimbaus são cuidadosamente afinados e agrupados em naipes: berimbau gunga ou berra-boi (som grave), de centro (som médio) e o viola ou violinha (som mais agudo). O “Berimbum”, com som super-grave, é tocado com arco de violoncelo. E o “Berimbau de lata” também tocado com arco, mais parece uma rabeca.

Vozes entoam os versos das ladainhas, corridos e canções. Alguns instrumentos como o guimbarde ou trump (berimbau de boca), agogô, pandeiro, reco-reco, ganzá, triângulo, atabaque, matraca, efeitos diversos e palmas completam a sonoridade.

A orquestra mostra a versatilidade do berimbau como instrumento musical, já que no seu repertório encontramos tanto toques da capoeira quanto outros gêneros da música brasileira.

A capoeira desde o descobrimento do Brasil – A Origem da Capoeira

A CAPOEIRA DESDE O DESCOBRIMENTO DO BRASIL: A CAPOEIRA sem sombras de dúvidas é uma arte genuinamente brasileira, ou seja, uma arte criada no Brasil.

Embora seja uma arte riquíssima que existe nela, música, dança, luta, artezanato, composição, poesia, literatura, história, filosofia de vida e muito mais valores, tem a sua origem despersa, onde estudiosos no assunto buscam respostas para essa questão, A ORIGEM DA CAPOEIRA.

Em várias revistas, livros, sites de grupos de capoeira, podemos observar um texto de autoria desconhecida que diz o seguinte:

“A discussão é interminável: pesquisadores, folcloristas, historiadores e africanistas ainda buscam resposta para seguinte questão: a Capoeira é uma invenção africana ou brasileira? Teria sido uma invenção do escravo com fome de liberdade? Ou uma invenção do indígena?

As opiniões tendem para o lado brasileiro e aquí vão alguns exemplos: no livro A Arte da Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil, do Padre José de Anchieta, editado em 1595, há uma citação de que “os índios tupi-guarani devertiam-se jogando Capoeira”. Guilherme de Almeida no livro Música no Brasil, suatenta serem indígenas as raízes da Capoeira. O navegador português Martim Afonso de Souza observou tribos jogando Capoeira. Como se não bastasse, a palavra Capoeira (Caá-Puera) é um vocábulo tupi-guarani que significa “mato ralo” ou “mato que foi cortado”…”

Fui a campo para pesquisar as referências do texto, e tive acesso a obra original do Jesuita, o livro A ARTE DA GRAMÁTICA DA LÍNGUA MAIS USADA NA COSTA DO BRASIL, editado em 1595, desta primeira edição, impressa em Coimbra por Antonio de Mariz, são conhecidos doze exemplares, lí o livro umas quarenta veses, trata-se de um livro escrito em um portugues muito antigo, além de várias citações em Latim, tem apenas 60 páginas, e trata-se de um livro espécie de dicionário traduzindo e ensinando a língua Tupi guarani, que na época do descobrimento era um dialeto falado pela maioria dos povos indígenas, só que a citação que índios divertiam-se jogando capoeira não existe, algo que me espantou, por eu ser um defensor de que a capoeira seja dos índios brasileiros, e sempre ter usado tal referência em debates sobre a origem. Procurei então pesquisar o navegador Martim Afonso de Souza que também é citado no texto, e descobri que todos os detalhes sobre a primeira expedição colonizadora, fora relatado pelo irmão do navegador e não por Martim Afonso de Souza, e os relatos encontram-se no diário de bordo de Pero Lopez, onde algumas veses é relatado o contato com os índios, mas em nenhum momento ele relata sobre tribos jogarem Capoeira, mas uma vez fiquei espantado pelo que não achei, e então fui até a casa Guilherme de Almeida no bairro de Sumaré em São Paulo/SP para pesquisar o livro Músicas no Brasil, e fui informado que não existe nenhuma obra do autor com esse tema, por fim uma coisa é certa sobre o texto acima, a palavra CAPOEIRA, é sim de origem Tupi guarani, mas preciso descobrir agora além da Origem da CAPOEIRA, o autor de tal texto que usou tais inexistentes referência, como sou um jóvem historiador com apenas 18 anos de pesquisas sobre a origem da capoeira, venho através deste artigo, esclarecer esses fatos citados, e ainda dizer que vestígios indígenas sobre a origem da capoeira, encontrei muitos, mas nenhum com certeza absoluta, e de certeza absoluta, apenas minha opinião de que a capoeira já existia no Brasil na época do descobrimento, essa opinião, é pelo fato de que além de historiador, sou também capoeirista, e quando pesquiso livros antigos, artigos, cartas, tudo que possam me levar a alguma pista, observo com olhar técnico de conhecedor da arte Capoeira, onde encontrei inclusive, no que se diz a certidão de nascimento do Brasil, ou seja, a Carta do escrivão Pero Vaz de Caminha, alguns indícios relatado por ele, que para mim possa ser Capoeira.

Não posso deixar de citar, que houve no Brasil, mais de 200 anos de escravidão indígena, e abolida inicialmente pelo Marques de Pombal, mas no início da colonização do Brasil, os colonos portugueses escravizaram os índios, e de 1556 a 1567, ocorre a primeira grande guerra em terras brasileiras, conhecida na história por CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS, onde a maioria dos Tupinambás, que foram os primeiros índios a serem escravos no Brasil, são dizimados quase que no total, e os poucos índios sobreviventes da guerra foram feitos escravos, e é nessa época que inicia-se a diáspora africana para o Brasil, pois os portugueses achavam que os negros eram mais dóceis para lidar do que os indígenas, e índios e negros são colocados juntos nas senzalas.

Em livros históricos sobre A CONFEDERAÇÃO DOS TAMOIOS, também encontrei vestígios sobre a presença da capoeira, e novamente olhando com olhares técnicos, nota-se isso no livro Duas viagens ao Brasil, escrito por Hanz staden, publicado orinalmente em 1557, Hanz Stadem foi um alemão que ficou refém dos Tupinambás por quase dois anos. este livro conheceu sucessivas edições onde existem descrições de costumes exóticos e rituais antropofágicos.

Por outro lado e lógica quando afirmo que a CAPOEIRA SEJA UMA ARTE GENUINAMENTE BRASILERIA E QUE JÁ EXISTIA NO BRASIL NA ÉPOCA DO DESCOBRIMENTO, a começar é pela própria palavra que é de origem indígena, pois se fosse oriunda da Africa ou de misturas de artes africanas, a lógica é que a CAPOEIRA teria também um nome africano, coisa que não ocorre, outro aspecto muito lógico também, é que as etnias de negros trazidas para o Brasil para serm escravos, também foram levados para vários outros países para também serem escravos, e a capoeira nunca veio a se manifestar em algum outro lugar a não ser no Brasil, além de que nunca existiu CAPOEIRA na Africa, a não ser atualmente que existe, devido a brasileiros terem levados a CAPOEIRA para lá.

Algumas outras lógicas interessantes: Queixada, que é um golpe de capoeira, tem seu nome originado também do Tupi guarani, e significa aquele que corta, bem típico do movimento, IÊ, que é uma palavra muito usada em rodas de capoeira como um alerta, também é uma palavra oriunda do Tupi Guarani, e seu sigificado é o mesmo das rodas de capoeira, significa: Olhe, veja, preste atenção, interessante isso, e além todas estas lógicas, pessoas ainda buscam a origem do berimbau, que é o instrumento principal das rodas de capoeira, onde sua aparição em rodas também não sabe-se ao certo, e muitas teorias surgem sobre a semelhança com o URUCUNGO que é um instrumento africano, mas tocado parecidamente como se toca um violino, então o violino teria que ser oriundo do urucungo e não o berimbau, pois berimbau sempre foi berimbau e nunca derivou de nenhum outro instrumento, e berimbau também é uma palavra Tupi guarani, que significa do morro furado.

Embora as lógicas são tantas, infelizmente ainda ensistem brasileiros com falta de conhecimento e patriotismo, que preferem falar que a nossa rica CAPOEIRA seja oriunda de transformações de culturas vindas da africa.

 

Douglas Tessuto (PROFESSOR PELICANO, Historiador da arte CAPOEIRA)

 

Agradecimentos ao Mestre Wellington pela oportunidade de expôr este assunto tão polêmico que é a origem da CAPOEIRA.

 

Fonte: http://www.rabodearraia.com/capoeira/blog

IV FESTIVAL BATUQUEIRA

OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI – A CONSTRUÇÃO ECOLÓGICA DE UM INSTRUMENTO MUSICAL

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE COIMBRA: 26 DE MARÇO DE 2011

O Festival Batuqueira, é um pequeno evento anual, que serve de agente de promoção a cultura Lusófona, em especial, da cultura brasileira e dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Na 4ª edição deste evento propomos a Oficina do Berimbau e do Caixixi – A Construção Ecológica dum instrumento musical. Com esta proposta incentivamos a curiosidade cultural, social e musical dos participantes aos instrumentos da Capoeira. Esta proposta é dirigida aos praticantes de Capoeira, aos estudiosos da música e ao público em geral, interessados em descobrir a musicalidade e o desporto a que se associa o Berimbau. Por outro lado, aproveitamos a ocasião para sensibilizar o público as questões ecológicas e ao uso criativo de materiais recicláveis.

Aprenda a tocar Berimbau!

Depois do sucesso da 1ª edição da Oficina do Berimbau em que oferecemos um workshop de construção ecológica do Berimbau, propomos em 2011 o ensino dos toques mais comuns da Capoeira.

Caixixi; A Construção Ecológica dum instrumento musical
É uma oportunidade única aos participantes de aprenderem a forma como se constrói um instrumento musical.
O Caxixi é um pequeno chocalho de cesta que é conhecido por ser tocado a acompanhar o Berimbau.

ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO DO PROJECTO:

Proposta: OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI: A Construção Ecológica dum Instrumento Musical

Data e local de realização: 26 de Março, no Conservatório de Música de Coimbra (Escola Quinta das Flores por detrás do Coimbra Shopping)

Valor de pagamento:
Opção 1 – 10€ / atribuído a concretização do curso
Opção 2 – 60€ / opção de compra de berimbau com direito ao curso (O participante que adquirir um Berimbau junto da equipa do Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
fica com direito a participação gratuita na Oficina de Berimbau e do Caixixi)

Público a quem se dirige: Atletas de Capoeira; Músicos (amadores ou profissionais); público em geral (actividades para crianças a partir dos 6 anos)

Actividades:
10h – 13h » Início á construção manual do Caxixi. Apresentação dos materiais usados na sua confecção.
15h -18h » O Berimbau e a Capoeira – A importância do Berimbau no desenvolvimento da modalidade;
» Análise aos vários tipos de Berimbau e iniciação rítmica
» Jogos Didácticos – Desafio colocado aos participantes.

Professor Convidado:
Márcio Cruz Damião “Pena” Professor do Grupo Muzenza de Capoeira (Algarve)

Organização a cargo:
Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Associação Mandinga de Iúna – Associação Desportiva e Cultural de Capoeira

Parcerias:
Conservatório de Música de Coimbra
Instituto Português da Juventude
Câmara Municipal de Coimbra

Contactos:
Tel. (+351) 918 182 024 / 963 412 090
Email: associacao.mandinga.iuna@gmail.com


Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Mandinga de Iuna – Associacao Desportiva e Cultural de Capoeira

Quinta D. João Lt11, 3º Esq.
3030-020 Coimbra
Tlm: 918182024 / 963412090

Onjó Angoma a Casa do Tambor

“A música me ama
ela me deixa fazê-la
a música é uma estrela
deitada em minha cama”
Paulo Cesar Pinheiro

Há muitos, mas não tantos anos, descobri o quanto a música me era importante. Especialmente a música popular, de raiz – aquela criada com caldo de sururu, mugunzá, canjiquinha e feijoada. Música da terra brasileira, da estância, do sertão, do banhado, do alagado, da mata, da serra, da caatinga, do quilombo e da praia.

Onjó Angoma nasceu do prazer, mas também da necessidade e da sorte. O prazer de ouvir o couro rufar, de sentir rolar o rolo, de chocalhar o ganzá, de sapatear na catira e gingar na capoeira. A necessidade de colocar o pão na mesa, rechear o bucho. E a sorte de conhecer o grande artesão que é Fernando Gupiara.

Fernando trabalha construindo instrumentos musicais há quase duas décadas. Atabaques, caixas de folia, pandeiros, berimbaus, xequerês, zabumbas, pandeiros, caxixis, cuícas – com todos eles se entende, a todos eles dá vida.

Onjó Angoma é um lugar para poetizar, e também uma loja. Cada produto exposto está à venda, a menos que explicitamente informado o contrário. Com umas poucas exceções, cada instrumento é feito artesanalmente, e por isso nunca haverá dois iguais.

Aceitamos encomendas de qualquer porte, e despachamos para qualquer lugar do mundo.

Agora deixe de cerimônia, e passeie um bocado. Seja bem-vindo para ver, ouvir e batucar !

Axé,
Teimosia

 

Onjó, s. f. Casa, rancho, cafua. Do umbundo “onjó”, casa. Angoma, s. f. (1) Nome genérico, no Brasil, dos tambores da área banta. (2) Do termo multilingüístico “ngoma”, tambor, através do quimbundo ou do quicongo.

Dia Mundia da Atividade Física: A Capoeira vem mostrar o seu valor

11/04/2010 – DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA: A CAPOEIRA VEM MOSTRAR O SEU VALOR

Atividade tem como objetivo difundir a capoeira, propor uma aula ao ar livre e conscientizar o público presente sobre a importância da capoeira como atividades física.

Estaremos oferecendo atividades culturais de capoeira, maculelê e jongo para todos que freqüentam o Parque Ecológico do Tietê.

Pretendemos reunir cerca de 150 pessoas de diversos bairros da zona leste que participarão das atividades orientadas pelos Instrutores da ABADÁ-CAPOEIRA.

A ABADÁ-CAPOEIRA, responsável por esta atividade, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Seu exercício é um forte instrumento de integração social, pois trabalha com todas as classes e possibilita, também, a recuperação da noção de cidadania. Além disso, tem representação efetiva em todos os estados brasileiros e em 52 países.

Até mais,

Instrutor Lampanche

ABADÁ-CAPOEIRA

Norte-americano escreve livro sobre o berimbau

Em “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, Eric Galm explora a fundo a cultura e música brasileiras.

Uma obra que introduz o berimbau como muito mais do que o símbolo da capoeira. É o livro “The Berimbau: Soul of Brazilian Music”, de autoria do americano Eric Galm. Nas páginas, o professor conta a relação do instrumento baiano com vários ritmos brasileiros, incluído a bossa nova.

A publicação é da editora University Press of Mississipi e foi escrita em inglês. Nela, Galm conta como o berimbau ganhou destaque como símbolo nacional e explora a fundo a história do instrumento de origem africana.

Falando português com sotaque e muita simpatia, o professor explicou que quer mostrar o berimbau como integrante da cultura nacional brasileira. “Através da bossa nova, MPB, música erudita e artes visuais”, disse ele, complementando que o berimbau está mais global. “É um símbolo no exterior, que está mantendo a identidade brasileira”.

Além de retratar o berimbau como este símbolo, a obra expõe o instrumento como herança africana no Brasil inteiro. “Não somente a capoeira”. Os livros para crianças, esculturas e jornais, segundo o professor, também ajudam a mostrar esta herança.

O interesse em escrever sobre o berimbau nasceu em casa. Na década de 70, Eric morou no Brasil por conta do trabalho do pai, o qual foi lecionar percussão de técnica erudita. “Cresci conhecendo o berimbau e a batucada”. Os conhecimentos foram aprofundados na escola, em 1977, e também através do trabalho do pai, que leciona na Universidade do Colorado. Na instituição, criou um programa de percussão e musicologia.

O livro promete surpreender aos músicos e ao público em geral. Mas as boas reações já começaram no ano de 2000, durante a pesquisa de campo, quando o trabalho foi mostrado para um musicólogo de uma universidade brasileira. “Ele ficou surpreso. Naquele momento apoiou muito meu trabalho”. Eric credita grande importância para o músico Naná Vasconcellos. “Foi ele quem trouxe o berimbau para a área do jazz global”.

Segundo o professor, Vasconcellos influenciou também o percussionista argentino Ramiro Musotto, um dos entrevistados de Eric. Apaixonado pelo berimbau, Musotto mudou para a Bahia, onde faleceu aos 45 anos, vítima de câncer no pâncreas.

Música que enche corações

Americano de alma brasileira, Galm está realizado com a publicação. “Me sinto ótimo. É uma coisa muito forte para mim.”. O livro ajudará os próprios alunos dele, muitos dos quais não conhecem nada do Brasil e da música brasileira. “Mas através do aprendizado do ritmo de percussão brasileira e as músicas, estão aprendendo o ritmo da cultura brasileira, tocando o ritmo da vida da cultura brasileira”.

Professor Assistente de Música e Etnomusicologia do Trinity College em Hartford, Connecticut, Galm foi convidado para dar uma palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro, para a série “Música em Debate”. Segundo o professor, a percussão nas universidades brasileiras é mostrada somente dentro do contexto do folclore. “Acho que uma parte do meu trabalho, que é muito forte, é o uso da percussão brasileira como referência ao valor das comunidades que criaram estas músicas e ritmos”.

Eric enfatizou que todas coisas que ensina e gosta estão fazendo a diferença na vida dos alunos. “Está abrindo os olhos e os corações deles para pensar sobre o sentido da letra de uma música”. Como exemplo, citou a famosa “Carinhoso”, do saudoso Pixinguinha.

O professor aproveitou para falar sobre a poesia que vem das favelas, contando as histórias da vida. “Acho que dá muito mais crédito para o próprio povo brasileiro, do que aquilo que sai na imprensa”.
Ainda não houve lançamento oficial do livro, mas ele já está disponível no site amazon.com.

Por: Angela Schreiber – Comunidade News – http://www.comunidadenews.com

Tambor de Crioula e Grupo Gualajo animam o aniversário da Palmares

Músicos do Maranhão e da Colômbia encontram-se para celebrar a FCP

Hoje, quarta-feira, 19/08, a partir das 18h, a apresentação de Tambor de Crioula, grupo vindo do Estado do Maranhão, e do Gualajo, da Colômbia, abrilhantam a festa dos 21 anos da Fundação Cultural Palmares.

Manifestação cultural de raiz africana, o Tambor de Crioula é uma das mais fortes expressões culturais afro no Brasil. Praticada principalmente no Maranhão desde a época da escravidão, a manifestação foi inscrita pelo IPHAN como patrimônio imaterial da cultura brasileira, em novembro de 2007. Salvaguardar o Tambor de Crioula faz parte do projeto do governo federal de reconhecimento das formas de expressão que compõem o amplo e diversificado legado das tradições culturais de matriz africana no país.

Considerada uma das mais belas expressões culturais da dança dos descendentes de escravos, o Tambor de Crioula envolve dança circular, canto e percussão de três tambores e tem como seu santo padroeiro São Benedito – protetor dos negros.

Os tocadores e cantadores são conduzidos pelo ritmo dos tambores e das toadas, acompanhados da punga (ou umbigada): movimento coreográfico no qual as dançarinas, num gesto entendido como saudação e convite, tocam o ventre umas das outras. Cada cântico se inicia com um solista que canta toadas de improviso ou conhecidas, repetidas ou respondidas pelo coro, composto por homens que se substituem nos toques e por mulheres dançantes. Os cânticos possuem temas líricos relacionados ao trabalho, devoção, apresentação, desafio, recordações amorosas e outros. Para saber mais, só vindo até a sede da Fundação Cultural Palmares e assistir de perto a tradição do Tambor de Crioula.

O Grupo Gualajo traz da Colômbia ritmos da marimba.A marimba é um instrumento musical criado há séculos por tribos africanas e é fonte de inspiração de instrumentos de teclado, como o piano, o acordeon e o vibrafone.

O maestro José Antônio Torres Gualajo dedica-se à marimba há mais de 50 anos, estudando os mais variados ritmos que o instrumento pode ecoar. Conta a lenda, que ao nascer, a parteira de José Gualajo colocou-o em cima de uma marimba para cortar o cordão umbilical. Assim, ao ouvir a ressonância do instrumento logo ao nascer, somado à herança musical que seus pais lhe proporcionaram, Gualajo predestinou-se a ser um guardião da preservação de Marimba e de todos os ritmos que ela pode ressoar, como: currulos, aguabajos; jugas; andareles. Além de tocar, o maestro tornou-se um mestre no ofício de construir cada um dos componentes que constituem a marimba.

A iniciativa de trazer o grupo colombiano ao Brasil foi do Programa Regional de Apoio às Populações Rurais de Ascendência Africana da América Latina – ACUA.


Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Jacqueline Freitas
Marcus Bennett
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
www.palmares.gov.br

Oficinas da FCMS utilizam capoeira como ferramenta de inclusão social

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul iniciou ontem nesta quinta-feira (6), através dos Cursos e Oficinas 2009 do Centro Cultural José Otávio Guizzo, um projeto que utiliza a Capoeira como instrumento de terapia e inclusão social.

A oficina Capoeira Inclusiva, desenvolvida pelo educador Josimar Flor de Araújo, utiliza a arte brasileira – tombada como patrimônio cultural – como instrumento terapêutico e educacional para o desenvolvimento de crianças, jovens e adultos, integrando-os com o meio em que estão inseridos e explorando suas potencialidades.

A utilização da Capoeira no atendimento de pessoas com necessidades especiais já acontece há nove anos. Segundo Josimar, já participaram das oficinas alunos assistidos por instituições como o Instituto Sul-Mato-Grossense de Cegos (ISMAC), Pestalozzi, Juliano Varela e Aseadem.

“Graças à eficiência que tem se instalado nesta modalidade muitas são as portas abertas. Principalmente a da família que tem acreditado e investido neste trabalho”, explica.

Serviço: As oficinas de Capoeira Inclusiva acontecem todas as quintas-feiras, das 17h30 às 18h30 e nos sábados, das 8h as 9h30. A duração do projeto será até o mês de dezembro. O valor mensal das oficinas é de R$ 40,00. Outras informações no Centro Cultural, pelo telefone 3317-1792.

Fonte: Portal MS – http://www.portalms.com.br

SP – Curso: Capoeira Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania

Olá Amigos,

É com orgulho que os convidamos para participar do Curso Capoeira Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania,  que será ministrado pelo Mestre Gladson e pelo Professor Vinicius durante o VI Encontro Internacional de Esporte e Atividade Física no dia 22 de Julho de 2009 (quarta-feira), das 18:00 às 22:00h.

Este Curso será mais uma oportunidade de nos encontrarmos para trocar informações e experiências relacionadas ao mundo da Capoeira e aos seus aspectos culturais, educacionais e pedagógicos.

O Encontro Internacional de Esporte e Atividade Física é organizado pela Editora Phorte e é um dos mais importantes eventos da área e serão oferecidos mais de 70 cursos com especialistas do Brasil e do Exterior. Vale a pena participar! E a Capoeira muito orgulhosamente estará representada, mostrando todo o seu valor e diferencial.

Maiores informações sobre conteúdos e formas de inscrição podem ser obtidas no site oficial do evento www .encontrophorte . com .br

Neste curso, abordaremos, entre outros, os seguintes conteúdos:

  • – Estratégias Pedagógicas para o Ensino da Capoeira
  • – Aspectos filosóficos da Capoeira
  • – A Capoeira em Escolas, Clubes, Academias, Universidades e Projetos Sociais.
  • – Programas extracurriculares de Capoeira: como aumentar e manter o número de alunos.
  • – O lúdico da Capoeira: Jogos recreativos adaptados à Capoeira
  • – Capoeira e Relacionamento Humano: Dinâmica de grupo e integração social
  • – Capoeira como instrumento Psicomotor para a Cidadania
  • – Materiais pedagógicos para aulas de Capoeira

Participem! E ajudem a divulgar!

Mestre Gladson

Professor Vinicius Heine