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Porto: Encontro “Irmãos de Roda”

Todos DIFERENTES… JUNTOS pelo mesmo… CAPOEIRA

Porto: Encontro “Irmãos de Roda”

“A cada edição o Evento, que tem sido uma referência na Capoeira de Portugal, ganha mais corpo e mais visibilidade… os “Irmãos de Roda” extrapolam o contexto e a essência do que significa capoeiragem… fazendo valer a sua visão da unidade através das diferenças… e que tudo gira em torno da mesma capoeira…

O evento tem início nesta sexta-feira e continua até o próximo domingo, na cidade do Porto em Portugal.

 

 

 

Convidados:

Mestres – Barão, Bozó, Magôo, Ediandro, Caramúru, PernaLonga, Jean Pangolin, Nagô, entre outros…

ContraMestres – Careca, Milani, Fantasma,Sapo, Oria Zambi, Grilo, Kula, entre outros…

Professores – Thiago, Diego, Péle, Lesma, Wiris, Curinga, Filósofo, Carrapeta, Piu,
Stress, entre outros…

 

PARA MAIS INFORMAÇÕES:

julspedro@gmail.com

Tlm: 966883484

https://www.facebook.com/groups/235562903267370/

Porto: 3º Encontro “Irmão de Roda”

Todos DIFERENTES. JUNTOS pelo mesmo…CAPOEIRA

 

Sexta-Feira (29 de Novembro)

Roda de capoeira que marca o inicio do 3º Encontro “Irmão de Roda”, Estação da 
Refer de São Bento – Porto das 20 ás 22 horas.

Sábado (30 de Novembro)

Colégio nossa Senhora da Esperança (Avenida Rodrigues de Freitas, em frente ao 
jardim de São Lazaro)
10:00 ás 18.30 hrs – Oficinas de Capoeira e rodas de Capoeira . Terminando com Roda de Capoeira de 
Encerramento do 2º Dia
20:00 – Jantar na Marina do Freixo, (junto à Rotunda do Freixo).

Domingo (1 de Dezembro)

Academia Rua Duque de Saldanha, nº301
10:00 à 18:00 hrs – Oficina de Capoeira, Papoeira com todos os Participantes. Roda de Encerramento do 3º Encontro 
“Irmãos de Roda” 2013.

Convidados:

Mestres – Barão, Magôo, Caramúru, PernaLonga e Nagô.

ContraMestres – Careca, Milani, Fantasma e Kula

Professores – Sapo, Oria Zambi, Diego, Péle, Salles, Lesma, Wiris, Curinga, Filósofo, Sardão, Carrapeta, Grilo e 
Stress.

 

julspedro@gmail.com

Tlm: 966883484

 

https://www.facebook.com/groups/235562903267370/?fref=ts

Menino Joel vai ganhar filme sobre sua vida

O pequeno capoerista, que morreu dentro de casa por bala perdida, ficou conhecido como garoto-propaganda em uma campanha do Governo do Estado

Lembra do pequeno Joel, que sonhava em ser mestre de capoeira assim como seu pai e morreu, aos 10 anos, dentro do próprio quarto, com duas balas perdidas, possivelmente vindas da polícia militar, no Nordeste de Amaralina? A história comovente deste baianinho, que fez o Brasil chorar com sua morte, vai virar o filme ‘Menino Joel’, assinado pelo cineasta Max Gaggino. No documentário, estão depoimentos do seu irmão e da mãe. 

“Um dia antes de falecer, ele acordou dizendo pra meu pai que ia estudar e que ia juntar a família dele e ia tirar daqui, porque aqui não tava dando pra viver mais; ele não queria crescer vendo o cotidiano da forma que estava sendo levado”, revela o irmão do garoto no filme.

Em um post na página oficial da produtora MaxFilmes, o diretor resume: “Gravação do documentário do Menino Joel…esperamos que seja algo revolucionário!”

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Nota de Falecimento: Mestre Peixinho – Senzala

“Mestre Peixinho: Agora uma Lenda”

Até assim ele foi capoeira, nos deu uma” finta” do seu golpe no dia 15-05-2011, quando da primeira noticia, mas desferiu seu  golpe mortal em todos nós capoeiras, amigos e irmão , nesta madrugada do dia 16-05-2011.

A capoeira chora: Mestre Peixinho, nosso camarada, passa para o plano astral se consagrando definitivamente  uma ESTRELA.

Nosso camarada, ele que sempre conseguiu transitar num mundo de luta sem criar inimigos… com seu jeito de jogar a capoeira técnicamente perfeito, capaz de superar sempre a violência.

Há apenas dois dias num telefonema meu, tive como retorno, uma receptividade de quem sabia dar a volta do mundo na doença que o acomedia.

Mas esse tal de câncer, consegue separar para sempre, Mestre de alunos, amigo de amigo, irmão de irmão.

Agora meu irmão, você tem a grande chance de jogar uma capoeira de alto astral, com mestre Bimba, mestre Pastinha e muitos outros que são iluminados por essa luz que nós mortais chamamos de “ESTRELA”.

Boa viagem meu irmão,  abraços, axé e Salve.

 

Mestre Peixinho nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1947. Iniciou a capoeira em 1964, entrando para o grupo que veio a ser denominado Grupo Senzala, em 1965, sendo um de seus fundadores. Participou do torneio Berimbau de Ouro em 1967, 1968 e 1969. Ministrou aulas de capoeira na UFRJ de 1973 a 1980, na UERJ de 1979 a 1983. Participou de exibições e shows no teatro Municipal (1971) e Sala Cecília Meireles (1969), Festival Internacional na Ilha de Reunion (1977), Projeto Brasil em Preto e Branco, durante seis meses na Europa, em 1987, organizador dos primeiros encontros europeus de capoeira a partir de 1987 e dos Encontros Escandinavos de Capoeira, a partir de 1990.

Mestre Peixinho coordenava um extenso grupo de professores que ensinam em diversas cidades brasileiras, européias e americanas do norte.

 

O Grupo Senzala constituiu-se nos anos sessenta. Cresceu procurando aperfeiçoar-se por meio de contactos com outros capoeiristas, através do treinamento intensivo e na procura dos fundamentos com a “Velha Guarda da Capoeira”, passando vários períodos em Salvador, Bahia.Foi em 1967, que o grupo à procura de outras experiências, se inscreveu no torneio “Berimbau de Ouro”. Para surpresa geral, venceu o torneio, e repetiu o feito por três anos consecutivos. Além de maturidade, ganhou o respeito e destaque nacionais ( Brasileiros ). Mais tarde, o grupo descentralizou-se, com seus membros ensinando em diferentes clubes, academias e universidades, e a reunir-se aquando da formação de novos ‘Mestres” e graduação de alunos.Actualmente, está representado em todo o Brasil e em muitos outros países e apesar de ter tido milhares de alunos durante esse período, formou pouco mais de dez “Mestres”. É esta exigêcia de qualidade e nível técnico, aliada à dedicação consciência dos valores históricos da Capoeira que tem feito e mantido o nome “Senzala”, como grande referência no Brasil e em todo Mundo.

 

Nos do Portal Capoeira assim como toda a comunidade capoeirística deseja a toda a família “Peixinho” e a todos os amigos e parceiros do Grupo Senzala muita força e harmonia para superar este momento tão delicado…

Desejamos paz e muita luz para este grande homem e capoeira: Mestre Peixinho

Mestre Camisa recebe título de Doutor Honoris Causa

A Universidade Federal de Uberlândia entregou , em 5 de maio de 2011, o diploma de DOUTOR HONORIS CAUSA a José Tadeu Carneiro Cardoso, o Mestre Camisa.

Para homenagear meu mestre e registrar seu reconhecimento como DOUTOR também pelos poetas populares da LITERATURA DE CORDEL, escrevi este pequeno poema intitulado “NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR”

 

NA ARTE DA CAPOEIRA MESTRE CAMISA É DOUTOR
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Nesse mundo em que vivemos
É difícil imaginar
Por mais que nos esforcemos
É impossível vislumbrar
As surpresas que Deus guarda
Pro futuro revelar

Na década de 50
No interior da Bahia
O povo de Jacobina
Jamais imaginaria
O destino de mais uma
Criança que ali nascia

Dona Edésia sua mãe
Também não imaginava
O futuro de seu filho
Que no ventre carregava
E os caminhos que o destino
Para ele reservava

Nem tampouco seu Lindolfo
Seu pai podia prever
As estradas que seu filho
Viria a percorrer
E a bela história de vida
Que ele iria escrever

Nem Mari-inha a parteira
Não tinha a real noção
Da responsabilidade
E da divina missão
Que ajudava a vir ao mundo
Tão importante varão

Igualmente não sabia
E jamais faria tino
O próprio José Tadeu
Qual seria o seu destino
Pois brincar era a única
Preocupação do menino

Mas brincar é coisa séria
Foi assim na brincadeira
Que o menino Tadeu
Conheceu a capoeira
Dando seus primeiros passos
Pra uma caminhada inteira

Seu irmão Camisa Roxa
Que muito lhe ensinou
Duvido que àquele tempo
Sequer ele imaginou
Que o seu irmão mais novo
Chegaria onde chegou

E nem mesmo o Doutor Bimba
Como todo o seu reinado
Não acredito que ao menos
Houvesse desconfiado
Que aquele aluno menino
Herdasse seu doutorado

Mas a capoeira foi
Uma espécie de semente
Plantada no coração
De uma criança inocente
Encontrando solo fértil
E brotando lentamente

O menino foi crescendo
O tempo ia passando
Junto dele também ia
Sempre lhe acompanhando
O amor a capoeira
Cada vez mais aumentando

Todo tempo que podia
Estava em treinamento
A arte da capoeira
Carregava em sentimento
Pra onde quer que ele fosse
A levava em pensamento

Na fazenda, na escola
E nas horas de lazer
Quanto mais ele aprendia
Mais queria aprender
E os mestres desta arte
Gostava de conhecer

Deus então o colocou
Nas mãos de um professor
Muito mais que especial
Mais que mestre, um doutor
Manoel dos Reis Machado
Seu guia orientador

E a semente capoeira
Plantada no coração
Daquele jovem baiano
Recebeu a proteção
Regada por Mestre Bimba
Junto a sua plantação

Com sol quente ou chuva forte
Brisa mansa ou ventania
Tudo é vontade divina
Como o vento que um dia
Levou o mestre e o menino
Para longe da Bahia
No vestibular da vida

Passou com pouca idade
Agora o mundo seria
Sua universidade
Calouro inexperiente
Novato na faculdade
Estudante dedicado

Muito atento as lições
No trote do preconceito
Passou por humilhações
Sempre de cabeça erguida
Buscou suas soluções

Convivendo entre estudantes
De áreas convencionais
Medicina, arquitetura
E ciências sociais
Entre outras respeitadas
Carreiras profissionais

Foi cercado por pessoas
Com curso superior
Estudava a capoeira
Por ela tinha amor
E decidiu: – Nesta arte
Um dia vou ser doutor!

E em todas as matérias
Gostava de estudar
A história da capoeira
Muitas formas de treinar
Sua musicalidade
Compor, tocar e cantar

Aprendeu a ensinar
E criou seu próprio jeito
Convivendo entre os bambas
Foi tratado com respeito
Procurando agir certo
E fazer tudo bem feito

E o aluno se tornou
Um professor dedicado
Continuou estudando
Sem ficar acomodado
Tornando-se um grande mestre
Cada vez mais respeitado

E o Mestre Camisa hoje
É uma árvore sagrada
Com sua raiz bem forte
Por toda a Terra espalhada
Sua madeira é de lei
Sua sombra abençoada

Que tem galhos muito fortes
E dá frutos aos milhões
Suas folhas se renovam
Por diversas gerações
Suas flores mais bonitas
Se eternizam em canções

Semente que Deus criou
Ele eternizará
O Jardineiro Sagrado
Da árvore cuidará
Na história da capoeira
Meu mestre é um baobá

Em mais de quarenta anos
Estudando sem parar
Todo tempo a enfrentar
Os preconceitos tiranos
Sofrendo com desenganos
Resistindo com vigor
Com fé, trabalho e amor
À cultura brasileira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Viajando o mundo inteiro
Divulgando a nossa arte
Ensinando em toda parte
Do Brasil e do estrangeiro
É um orgulho brasileiro
Exaltando o valor
Desse povo sofredor
Honrando a nossa bandeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Muitos mestres e doutores
De várias modalidades
Grandes universidades
Solicitam-lhe favores
Enaltecem seus valores
Tratando lhe com louvor
Elogiam seu labor
Por nossa Terra inteira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Luiz Gonzaga no baião
No choro foi Pixinguinha
No Candomblé Menininha
No cangaço Lampião
Zumbi contra a escravidão
Pelé como jogador
Tiradentes foi senhor
Da inconfidência mineira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Gandhi na sabedoria
Garrincha foi no driblar
Jesus Cristo em perdoar
Castro Alves na poesia
Freud em psicologia
Deus é como o Criador
Grande Otelo como ator
Cartola foi da Mangueira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

As forças da natureza
Doutoras em perfeição
O mar em imensidão
As florestas em beleza
O céu doutor em grandeza
Em sutileza é a flor
Sol e fogo em calor
Em água é a cachoeira
NA ARTE DA CAPOEIRA
MESTRE CAMISA É DOUTOR

Rio de Janeiro, 05 de maio de 2011
Autor: Victor Alvim (Lobisomem)

Adeus, adeus: mestre Chico Batista, o Chico Calungueiro

No último dia 10, o Ceará perdeu o talento de mestre Chico Batista, o Chico Calungueiro. Artesão e entusiasta do maracatu, criador de figuras da cultura cearense na versão calunga, como Cego Oliveira, Patativa do Assaré, Muriçoca e Irmãos Aniceto ele será lembrado hoje, às 19h, na Igreja de N. Sra. de Nazaré, no Montese. O pesquisador Calé Alencar dá seu depoimento sobre o artista de múltiplos talentos

Conheci Chico Batista em 1999, quando iniciei minha participação como brincante e membro da diretoria do Maracatu Az de Ouro. Sua figura franzina, lembrando um Dom Quixote cearense, em nada se assemelhava ao seu imenso talento para artes e ofícios na feitura de alegorias, adereços e muitas outras demandas de maracatus, blocos e escolas de samba de relevante presença no carnaval de Fortaleza. Seu porte magrelo logo me chamou a atenção pelo contraste entre o calibre de menino nascido em Senador Pompeu e os afazeres estafantes dos desfiles carnavalescos.

Descobri em Chico Batista um artista para muito além de cocares, saiotes, esplendores, cetros, estandartes, penachos e coroas. A um meu pedido, feito em tom de sugestão com o objetivo de preencher a necessidade de termos, no maracatu, uma representação a nos servir de produto revelador do folguedo, respondeu-me com uma miniatura de rainha, logo seguida de um conjunto completo, representando o figural desta expressão afro-brasileira tão bem assentada no corso carnavalesco. Desde os maracatus do Morro do Moinho, da Apertada Hora, da rua de São Cosme, do Outeiro e do Manoel Conrado, registrados em ´Através dos Folk-lores´ por Gustavo Barroso, passando pelo pioneirismo de Raimundo Alves Feitosa, no corso fortalezense a partir de 1937, até os cortejos atuais.

Exímio jogador de futebol nos rachas dos times de subúrbio, onde fez fama e muitos gols pelos campos do Montese, Itaoca, Jardim América e Bom Futuro, Chico foi também craque na linha de frente do grupo fundador do Maracatu Nação Fortaleza, ocupando cargo na diretoria desde o início das atividades do Nação. E concorrendo com criatividade e suor para construir um abrigo acolhedor do nosso brinquedo, emprestando sua sensibilidade na montagem das exposições de adereços, figurinos, instalações e fotografias do maracatu.

Aos seus diminutos bonecos, confeccionados em madeira, fio de cobre, alumínio, algodão, durepox, tecidos, agulhas, linha, plástico e cola quente, dei o nome de calungas. E aí virou Chico Calungueiro, meu estimado mano Pichico. Criador de figuras representativas da cultura cearense na versão calunga, a exemplo de Cego Oliveira, Patativa do Assaré, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Muriçoca e Dragão do Mar, além de sua marca registrada – o maracatu e os estandartes dos grupos participantes do carnaval de rua.

Amigo, moleque, irmão, companheiro, confidente, presepeiro, camarada, um dia me trouxe um seu irmão, de nome Carlos, meu xará e ainda por cima nascido em 20 de outubro, mesma data de meu aniversário. Colega de café, cajuína, refresco de murici, gomos de ata e tangerina, Maria maluca, sarrabulho e panelada com arroz e muito caldo, em apenas um aspecto divergimos, enquanto estivemos pisando o mesmo chão, com a força de Oxum, Xangô, Oxalá, Pomba Gira, Jurema e Zé Pilintra: em seu coração batia um tambor alvinegro, enquanto o meu não sabe bater outra coisa a não ser um batuque tricolor de aço.

Obras e acervo

Chico Batista, mestre artesão registrado e freqüentador das feirinhas do Sesc, nas praças São Sebastião, Murilo Borges e do Ferreira, tem peças espalhadas por casas de amigos e admiradores. Destacadas personalidades do mundo das artes e da política foram agraciadas com seus trabalhos, a exemplo de Fernanda Montenegro, Matheus Nachtergaele, Ednardo e Raimundo Aniceto. Eu mesmo entreguei ao presidente Lula, na solenidade de outorga da Medalha da Ordem do Mérito Cultural, em 2007, uma réplica da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto.

Outras peças de sua autoria enfeitam estantes no Memorial da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, e em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Olinda, Santana do Acaraú, Nova Iorque, Paris, Buenos Aires, Pequim, Ilha do Sal, Roma, Salvador, Crato e Juazeiro do Norte. O acervo da Casa da Memória Equatorial tem algo em torno de 300 peças, adquiridas desde o início de Mestre Chico na confecção das calungas.

O Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza abriu espaço para exposição de seu trabalho em 2001, época em que Tibico Brasil realizou oportuno registro fotográfico do material exposto. Em 2005, conquistou o primeiro lugar no I Salão Municipal de Artesanato, realizado pela Prefeitura de Fortaleza, ocasião na qual fez jus a um prêmio jamais recebido, apesar de idas e vindas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo concurso.

Despedida

Pai do Alexandre, primogênito herdeiro de seu talento, da Sandra e do Lucas, avô da Maiara e do Pedro Alex, a quem chamo Chico Neto, Francisco Batista de Oliveira, o mestre artesão das calungas, completava seus ganhos levantando paredes, pintando portas, caiando muros, consertando canos, instalando redes elétricas e jogando no bicho, quase todo santo dia. Na quinta-feira, dia 9 de outubro do ano da graça de 2008, cinco dias após haver completado 54 anos, pisou em falso no alto do telhado de uma casa onde trabalhava, no Montese, nas proximidades da igreja de Nazaré, perdeu o equilíbrio e a vida, pelo menos esta vida compreendida no plano material, real e visível. No plano dos encantados, virou luz. Vestiu-se com o estandarte do Maracatu Nação Fortaleza, uma de suas mais belas peças, e foi entrar na morada de Olorum.

Axé, querido amigo. Até um dia. Saravá, meu querido irmão e mestre. Mestre Chico Batista. Prometo a você fazer soarem os tambores como saudação à sua chegada na nova casa. Receba meu abraço musical e alencarino e os aplausos de todos os brincantes do Maracatu Nação Fortaleza, a calunga mais bonita feita com a arte de suas mãos.

P.S.: Quem sabe os organizadores do carnaval de rua em Fortaleza acolham a idéia de trabalhar com a arte de Chico Batista para ilustrar o tema do desfile em 2009. Será uma preciosa oportunidade de fazê-lo permanecer lembrado e presente no ambiente ao qual dedicou a vida.

CALÉ ALENCAR
especial para o Caderno 3
(*) Cantor, compositor, produtor musical, fundador do Maracatu Nação Fortaleza.

REPERCUSSÃO
"A partida de mestre Chico Batista foi uma surpresa pra todos. Ele fazia todo o material do Az de Ouro, junto com Mestre Juca. Tinha um talento enorme, para o maracatu e outros trabalhos".
Pingo de Fortaleza
Cantor, compositor e produtor

"Chico Batista começou no maracatu ainda nos anos 70. Deu uma enorme contribuição com sua inteligência. Era um grande apaixonado pelo maracatu, independente de agremiações"
Marcos Gomes
Presidente do Maracatu Az de Ouro

(Foto: ACERVO CALÉ ALENCAR/KARLO KARDOZO)

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/

Capoeira uma Cultura de Ação Sócio- Educacional

Este projeto tem como objetivo principal a Criação/Fundação do Centro Cultural Irmão Capoeira, para que não seja algo em beneficio próprio mas para toda uma comunidade. Afinal capoeira é cultura e não só "ginga", Mostrar também a comunidade que através da capoeira nossas crianças, adolescentes e adultos, possam exercer sua cidadania como pessoas de bem, junto com disciplina, educação e acima de tudo motivação. Motivar para que acreditem e tenham metas em suas vidas, que nada em nossas vidas vem do nada e sim de muito esforço e luta e muitas mãos dadas por um único propósito, fazendo através da Capoeira muitos projetos sociais, enfim… dar-lhes um bom exemplo de vida e direcionamento. Afinal CULTURA não se ensina, mas se transmite de um para o outro. Hoje uma das grandes lutas da capoeira é não deixar de lado o RITUAL, o RITMO, a EDUCAÇÃO e o RESPEITO. “O surfe, quando deixou de ser apenas um comportamento cultural nascido dos nativos do Havaí e da Austrália, pelo menos conseguiu preservar alguma coisa do comportamental (que muitas vezes nós mesmos confundimos com cultura). E hoje a cultura surf está implantada até em lugares que jamais viram uma praia”¹ e é exatamente isso que queremos que aconteça com a cultura Capoeira, gingando aprendendo e dando lição para o povo e pelo povo, servindo para evoluir, produzindo, colaborando, esclarecendo e educando com Respeito, Humildade & Sabedoria. Que seja bom, agradável, mas que nos identifique na multidão, que represente um modelo de vida e que nos traga bem-estar. Mostrando que a Capoeira é cultura comportamental, vivencial e Socio-Educacional, sendo nas mãos do mestre e contra-mestre um recurso pedagógico para a contribuição de valores humanos e étnicos, baseados no respeito, na socialização e liberdade, valorizando a cultura brasileira.

Abaixo segue as funções que o Centro Cultural exercerá:

1- Proporcionar a crianças e adolescentes (carentes) a prática da Capoeira mostrando que a capoeira é todo um conjunto de ações e pensamentos culturais e educacionais direcionados ao bem do próximo.

2- Incentivar os estudos: Verificando a avaliação semestral do colégio em cada aluno estuda, estando este sob pena de ficar sem participar das atividades do grupo se não tiver um bom desempenho escolar, podendo voltar somente após a certificação de que este tenha melhorado seu rendimento escolar.

3- Promover eventos de responsabilidade social, envolvendo-se em campanhas coletivas como ações de mobilização sócio-educacional e Campanhas:

 

Centro Cultural Irmão Capoeira
Clique para ampliar as imagens

Irmão Sem Fome: promovendo a arrecadação de alimentos não perecíveis para doar a quem precisar

Agasalhe um irmão: promovendo a arrecadação de roupas, sapatos, cobertor, etc…para doação nas entidades carentes ou a quem necessita;

Você Lembrou de Mim – Onde o Grupo se disponibilizará a ir em um asilo e proporcionar a felicidade daqueles que um dia lutaram muito em sua vida. Fazer uma apresentação de capoeira e levar doações.

Teatro nas Escolas – Onde o grupo apresentará uma peça teatral mostrando através da capoeira a história da vinda dos negros e a escravidão no Brasil, resgatará a nossa cultura popular entre outros.

Faça uma Criança Sorrir – promovendo arrecadação de brinquedos para doar as crianças carentes no dia das crianças;

Mulher na Roda – onde as mulheres terão um dia somente para elas, participando de uma roda de capoeira, aprendendo alguns passos dessa arte. Buscar apoio de profissionais estéticos e o equilíbrio entre corpo e mente.

Mãe Exemplo de Vida – Promovendo no mês das mães concursos culturais para que elas participem, elegendo e premiando as participantes, apresentação de capoeira e homenagem as mães.

Um dia de Leitura – Arrecadando livros para todas as idades, para que se tenha uma biblioteca e livro ao alcance de todos, incentivando e promovendo o gosto pela leitura;

Natal solidário – Promovendo arrecadação de brinquedos para as crianças e cesta básica para as famílias necessitadas, apresentação de capoeira e teatro;

Melhor Idade – promovendo aos idosos um dia de exercícios físicos e relaxamento para um corpo saudável e mais cheio de vida.

Promover a Participação de nossos alunos em eventos culturais, fazendo apresentações de capoeira, levando o nome do Grupo a vários lugares e difundindo cada vez mais essa arte/cultura chamada capoeira.

Promover o Batizado do Grupo Irmão Capoeira como um evento cultural, obtendo-se as trocas de cordas, e integração entre famílias e sociedade em si.

– Promover futuramente aulas de dança, musica, teatro e profissionalização.

-Colaborar com os poderes públicos, dando sugestões, participando de eventos, comissões e auxiliando nos eventos Culturais.

Ainda estamos pedido apoio, e digo, não nos referimos a apoio financeiro (claro que bem vindo quando chega) mas nos referimos principalmente ao apoio moral, de incentivo para que nenhum de nós esmoreça e desista deste objetivo tão lindo, outro tipo de apoio é a aquisição de materiais como berimbau, pandeiro, etc, (algum material mesmo usado que queira doar nossas crianças e adolescentes agradecem). Divulguem este e-mail, nos ajude a continuar de mãos dadas por uma boa causa.

A Capoeira não pode e não deve ser só a ginga, a beleza, a luta; ela tem que ser todo um conjunto de ações e pensamentos culturais e educacionais direcionados ao bem do próximo.

Um forte abraço,

Geovana (Mãe de aluno Capoeira)

¹- Parte extraída de uma conversa entre capoeiristas na roda on line (me corrija se eu estiver errada), não me recordo quem escreveu exatamente.

Geovana Jucelia Jorge – geovanajujorge@yahoo.com.br

Notícias “vermelhas” invadem o universo da capoeiragem…

Logo pela manhã ao ler os e-mails me deparo com uma notícia que me chocou: "Mestre de capoeira é morto no Jacintinho. Azul recebeu três tiros" – minha primeira reação foi de susto… e rapidamente fui a fonte para ler a notícia na íntegra… Infelizmente o crime aconteceu e teve como vitima fatal um jovem capoeirista de 22 anos!!!

Vamos refletir sobre o tamanho do sensacionalismo da notícia… que apesar de triste e muita dura para os familiares e amigos, deve ser vista também pelo prisma da capoeiragem e da ética dentro da ginga da informação… e desta forma a informação passada através do artigo publicado no jornal Alagoano: Alagoas 24 horas, fere a ética e a camaradagem da capoeira… (não existem mestres com 22 anos de idade e não devemos ter o conceito de rivais na capoeira e sim parceiros)

O Jornal se faz valer do testemunho do irmão e de um amigo da vitima, ambos fragilizados, para gerar um clima sensacionalista e infundado!!!

É preciso tratar a nossa cultura e a nossa arte-luta com seriedade e respeito!

Desejamos aos amigos e familiares os mais sinceros sentimentos…

Segue matéria para vossa apreciação e reflexão:

Mestre de capoeira é morto no Jacintinho. Azul recebeu três tiros
Alagoas24horas

Mestre de capoeira foi morto em pleno parque de diversão

O mestre de capoeira Leilton Santos Oliveira 22 anos, mais conhecido como “azul”, foi morto agora há pouco no Conjunto José da Silva Peixoto no Jacintinho. Em meio a uma grande movimentação em função das atividades um parque de diversão, dois homens se aproximaram de Leilton e dispararam três tiros, o capoeirista do grupo Candeia, teve morte imediata.

A prima Simone Santos Duarte Oliveira 22 anos, que estava com ele no momento do assassinato não falou sobre o assunto, mas o irmão, Alexsandro Oliveira Marcelino, 29 anos, disse que o irmão era usuário de craque, e que tinha recebido conselhos para que deixasse o mundo das drogas, “Ele disse uma vez, que estava sendo ameaçado por uma pessoa chamada Thiago”, declarou.

Outra versão para o caso, está relacionada a atividade de Leilton, segundo Rossine Carvalho Dantas, 22 anos, amigo de Leilton, o crime pode ter relação com a capoeira, “O azul era um cara muito tranqüilo, mas ele viajava muito para outros Estados com a capoeira, os outros integrantes do grupo Muzenza, ficavam com ciúmes”, disse. Muzenza, é outro grupo de capoeira, que segundo informações, é rival do Candeia.

Integrantes do Muzenza, foram procurados pela nossa repotagem para falar sobre o assunto, mas não foram encontrados, o Sargento Ribeiro da RP, esteve no local, para os primeiros levantamentos.

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=&vCod=37582

Irmãos Guerreiros: Encontro de Capoeira Angola em Jena

Depois de mais um ano de sucesso e muita resistência na Alemanha, mais precisamente em Bremen, o camarada Marcio Araújo (contra mestre Perna) está trazendo para vadiar em seu Cazuá o aluno e amigo Trenel Ciganinho, diretamente de São Paulo, Ciganinho vem para reforçar a família dos Irmãos Guerreiros que já conta com a presença do Professor Cunhadinho que está iniciando um trabalho em Jena, Alemanha.
 
Segue o convite para o evento de Janeiro em Jena, organizado pelos Irmão Guerreiros núcleo Alemanha, que contará com as presenças do Contra mestre Pernalonga, Ciganinho e Cunhadinho
 
 
Para aqueles que estiverem na Europa, fica a dica de boa capoeiragem e alegria garantida!
 
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Pai e filho vadiando no cazua, Bremen – Alemanha.
 
 

Nota de Falecimento Carlos Gonçalves

Informo com pesar o falecimento do Jornalista CARLOS GONÇALVES, ex-capoeirista, foi aluno do Mestre Valdenor e fundador do jornal "ABCAPOEIRA – a voz do capoeirista", ferrenho defensor das causas da capoeira, ocorrido no dia 27/05/06 devido a um infarto do miocárdio.
 
Agradeço carinhosamente se puderem divulgar.
Grata,
Celina Gonçalves (irmã)
Tel. (11) 6919-7113/6115-9081


HOMENAGEM DA MESTRA CIGANA AO AMIGO CARLOS

"DESPEDIDA, DESPEDIDA
FAZ CHORAR MEU CORAÇÃO
COMO É TRISTE A PARTIDA
DE UM AMIGO,  DE UM IRMÃO.
EU NÃO TROQUEI MEU AMIGO
PELO OURO DE SALOMÃO
RIQUEZA SE VAI UM DIA
CARLOS ESTEVE SEMPRE À MÃO.
NAS HORAS DE ALEGRIA
NOS DIA DE SOLIDÃO
É HORA DE DESPEDIDA
LEVE TODA MINHA GRATIDÃO, CAMARADA"

IÊ, É HORA É HORA
IÊ, CHEGOU A HORA
DE VOCÊ IR EMBORA
IÊ, PARTA COM DEUS
IÊ! E NOSSA SENHORA

Mestra Cigana e filiados da FCERJ/ FNC do Br