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Casal de Itaúna comemora união com capoeira

No Dia dos Namorados, casal de Itaúna comemora união com capoeira. Filipe Carvalho e Pamela Sousa, de Itaúna, namoram há oito anos e fazem da arte da ginga um elo para a relação. Casal relata experiências envolvendo o esporte

O esporte é aliado quando o assunto é unir casais apaixonados. Afinal, um carinho entre um jogo e outro é um incentivo a mais para se sair bem nos combates. Filipe Carvalho, de 28 anos, e Pamela Sousa, de 26, sabem bem o que é construir uma relação unida não só pelo amor, mas também pelo esporte. O casal de Itaúna faz da ginga da capoeira um elo a mais entre os dois, Filipe é o professor de capoeira da amada há oito anos e foi através do esporte que os dois já viveram belos momentos juntos.

Foi na faculdade, em 2006, que eles se conheceram. Ela, estudante de Engenharia de Produção; ele estudando Educação Física. Olhares nos corredores fizeram com que Filipe procurasse saber mais sobre aquela jovem e então ele contou com a ajuda de uma amiga para apresentar os dois e dar início ao romance.

No começo, ao começarem a namorar, Filipe já era adepto a capoeira. Ele conta que nos passeios com Pamela sempre surgiam assuntos relacionados ao esporte e que isso a incentivou conhecer a arte da capoeira.

– Pratico a capoeira há 14 anos e quando conheci minha namorada já dava aulas dessa arte, então não tinha como fugir. Era até engraçado, pois a gente saía para tomar um sorvete, falava de capoeira, saía para jantar, o assunto era capoeira. Até em festa com amigos novamente a capoeira era nosso assunto principal. Não tem jeito, o esporte nos uniu e une até hoje – comentou.

Após tanta propaganda positiva que Filipe fazia da capoeira, Pamela decidiu conhecer mais sobre a arte um mês depois do início do namoro. Porém ela não foi sozinha, levou os irmãos para fazerem parte do mais novo desafio. A irmã praticou durante três meses, o irmão durante um ano e ela está há a oito anos fazendo da capoeira uma filosofia de vida.

– São amores paralelos. Fiquei encantada pelo Filipe, e ele me fez apaixonar pela capoeira. Meu avô já praticava o esporte, mas foi por influência do meu namorado que conheci todas as maravilhas que essa arte envolve. – contou Pamela.

Não bastasse apenas namorado, Filipe também é o professor de Pamela, e ele admite que ela é mais cobrada que os outros alunos e que pega firme nas aulas com a namorada.

– Eu sei que as pessoas já vão jogar com ela sabendo que ela é a namorada do professor, então intuitivamente já imaginam que ela tenha um bom jogo, por isso pego firme com ela nas aulas. A Pamela reclama por ser mais duro com ela, mas só faço isso porque sei que ela é uma excelente aluna e tem muita facilidade de pegar as novidades de movimentos sequências – explicou.

E como em toda relação, a do casal de capoeiristas também é feita de altos e baixos. Entretanto eles têm uma “carta na manga” e fazem do esporte uma bela desculpa para se verem e se unirem novamente. Pamela conta já foi necessário dar um tempo na relação. Durante seis meses eles ficaram separados, mas os encontros nas rodas de capoeira continuavam, o que foi crucial para se reaproximarem.

– Durante o tempo que ficamos separados ele continuou sendo meu professor e sempre nos encontrávamos nos eventos de capoeira e foi através de um desses encontros que reatamos. Acho que a partir dessa história dá para as pessoas perceberem o quanto o esporte é importante na nossa relação – analisou.

HOMENAGEM ROMÂNTICA

Em abril deste ano, o casal conquistou a graduação na capoeira juntos. As graduações no esporte têm várias etapas. Primeiro, a formação de aluno, depois instrutor, professor, contra-mestre e mestre.

Na ocasião, Pamela se tornou formou como aluna e Filipe como instrutor. Mas para serem nomeados, eles tiveram que programar uma apresentação com danças e ritmos relacionados ao esporte como maculele, puxada de rede, congado, chorinho, samba e samba de roda.

Filipe aproveitou a formatura e fez uma homenagem à amada. O capoeirista romântico passou o seu cordão, um grande símbolo na capoeira, para a namorada. Pamela diz que foi um dos momentos mais emocionantes da sua vida.

– Foi lindo! Uma surpresa e tanto quando recebi o cordão que ele conquistou. É um dos melhores presentes que Filipe já me deu, tudo isso tem um grande significado para nós e tenho certeza que sempre ficará marcado na nossa história – recordou emocionada a jovem.

*Colaborou Bárbara Almeida sob supervisão de Vanessa Pires

 

Fonte: GloboEsporte.com*Divinópolis, MG

A Literatura de Cordel e a Música na Capoeira

 

Pensando em tudo isso, fui buscar a origem de algumas cantigas que mais gostava e cheguei até a poesia de cordel. A história do Valente Vilela e o ensinamento contado na vida de Pedro Cem, ambos personagens presentes na literatura de cordel, foram os meus iniciais. Assim como ainda acontece hoje em dia, principalmente no Nordeste do país, acredito que os folhetos de cordel sempre foram muito divulgados e, devido ao preço de centavos, muito acessíveis. Conta-se inclusive, que antes da chegada da Televisão, o nordestino do interior aguardava a chegada do Poeta de Cordel para saber em versos, os acontecimentos do mundo, sempre numa linguagem oral, popular.

Alguns anos atrás, ouvindo CD de mestre Waldemar, me perguntei: Será que a poesia da capoeira foi um privilégio dos nossos avós de capoeira? Talvez não. Mas e a malícia em organizar as idéias de um modo “não tão direto”, aquela mandinga nas palavras, que mestre Jerônimo lá da Austrália sabe tão bem desenvolver?
O assunto é interessante, e por vezes já foi citado e comentado por diversas pessoas. Na verdade, pessoas com muito mais bagagem e conhecimento no assunto. Mas o que me faz escrever algumas linhas sobre a relação entre a literatura de cordel e as canções na capoeira, é justamente a necessidade que sinto de uma melhora nas músicas que são compostas e cantadas hoje em dia. É verdade que ainda hoje, em diversas rodas pelo Brasil e mundo afora, reinam canções de mais de um século de idade, numa mostra de resistência da cultura da capoeira. Mas são algumas canções “modernas” que preocupam. Canções pobres de conteúdo, vazias.

 

Vida de Pedro Cem

Vou narrar agora um fato

Que há cinco séculos se deu,

De um grande capitalista

Do continente europeu,

Fortuna que como aquela,

Ainda não apareceu.

(…) Diz a história onde li

O todo desse passado

Que Pedro Cem nunca deu

Uma esmola a um desgraçado

Não olhava para um pobre

Nem falava com criado

(…) A justiça examinando

Os bolsos de Pedro Cem,

Encontrou uma mochila

E dentro dela um vintém

E um letreiro que dizia:

Ontem teve e hoje não tem.

* Rafael Augusto de Souza

 

 

Pedro Cem

Lá no céu vai quem merece

Na terra vale quem tem

A soberba combatida

Foi quem matou Pedro Cem

(…) Ele dizia nas portas

Uma esmola a Pedro Cem

Quem já teve hoje não tem

A quem eu neguei esmola

Hoje me nega também

(…)A justiça examinando

Os bolsos de Pedro Cem

Encontrou uma muchila

Dentro dela um vintêm

E um letreiro que dizia

Já teve, hoje não tem

* Mestre Waldemar

 

O cordel tem origem na península ibérica, em Portugal e Espanha, no século XVI, onde as estórias se apresentavam em versos e prosas. Até hoje não se sabe bem quando os folhetos entraram no Brasil, mas muito provavelmente vieram com os colonizadores. Outra característica interessante, é que aqui no Brasil, a literatura de cordel sempre esteve ligada à cultura oral e popular, e escrita em versos.

E de onde vem a ligação com a capoeira? De maneira clara e intuitiva esse é mais um dos argumentos para a interpretação da capoeira como cultura popular. Na verdade não há algo que as ligue, e sim ambas fazem parte da tão rica cultura popular brasileira. E a cumplicidade não é só com o cordel, mas também com o samba de roda e todos os demais ritmos populares, quase todos de origem africana. Assim como os cantadores e repentistas, o capoeira deve estar atento ao que acontece ao seu redor. Deve ser um responsável pela divulgação de informações e opiniões.

Como escutei do amigo Miltinho Astronauta certa vez… “Todo capoeira é, ou deveria ser, um poeta, um cronista social e um sócio-crítico dioturno…”. Pensando dessa forma, embolando as idéias entre o passado e o presente, passando por críticas e homenagens, aproveitando o que foi criado e dando liberdade à nossa criatividade, devemos também mandar nosso recado, prestando atenção para essa característica tão marcante, interessante e importante da capoeira.

Sagu – [email protected]

São Carlos – Maio/2006

Fontes consultadas:

1. Jangada Brasil. www.jangadabrasil.com.br

2. ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel. www.ablc.com.br

Salvador: 29 Grupo Internacional de Capoeira Topazio

29º Batizado de Capoeira acontece durante Encontro Internacional

A 29ª edição do Batizado do Grupo Internacional Capoeira Topázio acontece no Teatro do Isba, em salvador, no próximo dia 21 de dezembro, em meio ao Encontro Internacional Capoeira Topázio, que este ano, comemora os 25 anos do grupo nascido na capital baiana e que chegou a 25 países com cerca de 15 mil alunos.

Com passagens pelo Grupo Terra Samba; pelo show americano Q’Viva!the Chosen, apresentado por Jennifer Lopez e por Marc Anthony, com direção de Jamie King e pelo Cirque Du Soleil o Grupo Internacional Capoeira Topázio segue com o seu Encontro iniciado hoje, 19, até o próximo dia 22 de dezembro, em diversos pontos de Salvador.

O grupo também é o responsável pela montagem do Show Folclórico Topázio, que já levou o folclore brasileiro para países da Europa, Ásia e Oceania e fica em cartaz, até a Copa do Mundo de 2014, no O Coliseu, localizado o pelourinho, em Salvador.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

Capoeira e Shakespeare moldaram Loki

Capoeira e Shakespeare moldaram Loki, diz ator que faz vilão de Thor

Ao G1, Tom Hiddleston cita vilões favoritos e justifica fama de ‘showman’. – Inglês interpreta personagem pela 3ª vez em ‘Thor: o mundo sombrio’.

Tom Hiddleston surgiu como o invejoso e traidor Loki em “Thor” (2011), mas se tornou uma das maiores estrelas dos filmes da Marvel após enfrentar todos os super-heróis de “Os vingadores” (2012), filme dono da terceira maior bilheteria da história. E esse sucesso, que o ator garante ter sido “algo totalmente além e acima” de suas expectativas, deve aumentar ainda mais a partir de sexta (1º), quando ele poderá ser visto pela terceira vez no papel do “deus da trapaça” e elemento chave no roteiro de “Thor: o mundo sombrio”. Em entrevista por telefone ao G1, concedida enquanto estava na Alemanha divulgando o filme, o inglês de 32 anos não só declarou seu amor pelo personagem, mas também explicou como suas aulas de capoeira e sua experiência com Shakespeare ajudaram a compor sua versão de Loki. “Pensei em como a capoeira é tão elegante… e se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento”, justificou, logo depois de citar as características dos vilões shakespearianos que o influenciaram.

Shakespeare, aliás, é uma das figuras mais importantes na carreira do ator, que já foi premiado por sua atuação em peças do dramaturgo, interpretou Henrique V em uma série da BBC no ano passado e se prepara para voltar aos palcos como protagonista de “Coriolanus”. E, indiretamente, foi também Shakespeare que o levou aos filmes da Marvel, já que o também shakespeariano Kenneth Branagh, diretor de “Thor”, foi quem fez questão de tê-lo no elenco.

Mas, além de falar sobre Loki e sua versátil carreira, que inclui papéis como F. Scott Fitzgerald em “Meia-noite em Paris”, de Woody Allen, um capitão em “Cavalo de Guerra”, de Steven Spielberg, e um vampiro no ainda inédito “Only lovers left alive”, de Jim Jarmusch, o ator justificou ainda porque se tornou um dos novos favoritos também da imprensa.

Extremamente atencioso e gentil, explicou que não se incomoda nem um pouco ao atender todos os pedidos para que cante, dance ou faça alguma de suas já famosas imitações durante entrevistas. Além disso, ensaiou algumas palavras em português e se revelou nitidamente sem graça ao falar sobre ter sido o segundo colocado na lista de “100 astros de cinema mais sexy” da revista “Empire”.

G1 – “Thor” precisava apresentar ao público o universo de Asgard e mesmo seus atores, já que você e Chris Hemsworth ainda não eram tão famosos. E em “Thor: o mundo sombrio”, qual foi o maior desafio?
Tom Hiddleston –
Acho que o maior desafio foi trazer algo novo e empolgante. Pessoalmente, foi o ponto no qual mais me esforcei. Queria ter certeza que apresentaríamos algo que soasse inovador, diferente e cativante, algo que o público ainda não tivesse visto.

G1 – E a familiaridade do público com os personagens facilita ou faz com que exista mais pressão?
Tom Hiddleston –
Em certo nível fica mais fácil, porque tenho mais confiança no personagem, ele já está estabelecido, todo mundo sabe quem ele é. Então posso me divertir com isso, porque posso fazer certas coisas mais afiadas e com cores mais brilhantes, mas também posso mudar e surpreender as pessoas, tentar descobrir todas as características que ainda não mostrei. E acho que isso é uma das coisas mais empolgantes deste filme. Loki é o mesmo cara de “Os vingadores”, mas ele está um pouco diferente, ele é perigoso de uma forma diferente, engraçado de uma forma diferente. Eu amo interpreta-lo, espero que as pessoas consigam perceber o quanto me divirto.

“Pensei em como a capoeira é tão elegante, quase um tipo de balé. Se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento, meio que dançando ao redor”Tom Hiddleston, ator de ‘Thor'”

G1 – A cada vez que vemos Loki ele parece mais confiante. Agora que, tentando não revelar spoilers, podemos dizer que ele consegue algo que desejava, como você imagina que será seu futuro? O que ainda podemos esperar de Loki?
Tom Hiddleston –
Acho que é interessante perguntar o que acontece quando você ganha um jogo, porque acredito que Loki é um personagem que se satisfaz mais em jogar do que em ganhar ou perder. Estou interessado em saber o que vai acontecer a seguir e tenho algumas ideias malucas para ele… mas, em geral, acho que existe uma frase chave neste filme, que é quando ele diz “satisfação não faz parte da minha natureza”. Satisfação não o fará feliz. Ele nunca fica parado. Ele é como mercúrio, como um elemento, e sempre que você pensa que o pegou, ou sempre que pensa que Loki é algo sólido, ele muda sua forma e te engana. E ele é um encrenqueiro nato.

G1 – Ao aceitar o papel, você imaginava que Loki seria tão querido pelo público? E por que você acha que isso acontece?

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Tom Hiddleston –
Eu não fazia ideia. Foi algo totalmente além e acima das minhas expectativas e tem sido extraordinário. Sempre que você assume um personagem espera que ele vá estabelecer uma conexão com o público, mas nunca tive nada parecido antes. As pessoas costumam me perguntar sobre isso, e nunca tenho muita certeza sobre qual a resposta. Acho que talvez seja porque existe tanta diversão inerente ao personagem. Thor é o deus do trovão, Loki é o deus da trapaça, e se você procurar a palavra “mischief” no dicionário vai ver que está escrito algo como “inclinação para travessuras, brincadeiras”. Então é minha tarefa surgir e me divertir. E ele é muito charmoso, é um rebelde. Loki gosta de provocar o caos, mas, ao mesmo tempo, é também muito vulnerável e motivado por fraquezas humanas. Ele é furioso e solitário e triste, disfarça sua mágoa e seu coração partido. Espero que, mesmo que o público não tenha uma simpatia profunda por ele, ao menos entenda porque ele é quem é.

G1 – Loki pertence a uma classe de vilões queridos pelo público. Quais são seus vilões favoritos do cinema? E quais vilões te influenciaram?
Tom Hiddleston –
Amo os dois Coringas, Jack Nicholson e Heath Ledger são extraordinários interpretando o mesmo personagem de formas diferentes, eles estão certamente no topo da lista (veja no quadro acima os outros vilões favoritos do ator). Mas, acho que minha inspiração veio, em sua maior parte, de vilões shakespearianos. Loki tem muito de minha experiência acumulada com Shakespeare. Ele é obsessivo pela ambição, o que é bem “Macbeth”. É manipulador e dissimulado, como Iago em “Otelo”. É um filho que tem inveja de seu irmão mais velho, como Edmund em “Rei Lear”. E tem muito de Cassius em “Julio Cesar”, com seu olhar faminto. Acho todas essas coisas muito inspiradoras, elas foram uma espécie de ponto de partida. Mas Loki tem seu próprio repertório de truques.

Ele é como mercúrio, como um elemento, e sempre que você pensa que o pegou, ou sempre que pensa que Loki é algo sólido, ele muda sua forma e te engana”Tom Hiddleston, ator de ‘Thor’

G1 – É verdade que você treinava capoeira e usou isso quando estava se preparando para o papel? Como foi?
Tom Hiddleston –
Sim, eu treinei, foi maravilhoso. Acho que é uma arte marcial extraordinária. Eu pratiquei pela primeira vez quando estava na escola de teatro, quando tinha vinte e poucos anos. Tinha um amigo que adorava capoeira e íamos treinar em uma academia em Londres para manter a forma. Então, quando comecei a imaginar o estilo de luta de Loki, pensei nisso. Chris Hemsworth estava treinando boxe com pesos-pesados, você pode ver que Thor gira seu martelo como um boxeador, um peso-pesado, ele tem um estilo de luta muito atlético, forte, firme, e eu queria ser diametralmente oposto a isso. E pensei em como a capoeira é tão elegante, quase um tipo de balé. Se Thor é como um bloco de granito, Loki é como o vento, meio que dançando ao redor. Então sim, eu quis usar um pouco de capoeira.

G1 – E você é bom nisso?
Tom Hiddleston –
Er…não (risos). Eu era apenas ok. Mas, de qualquer forma, quando tive que vestir o figurino percebi que “hmm… é, acho que não vou conseguir mais jogar capoeira” (risos).

G1 – Embora Loki seja um personagem tão popular, você conseguiu não ficar marcado apenas por ele, fazendo filmes de vários gêneros e com diretores como Woody Allen e Steven Spielberg. Qual seu critério na hora de escolher seus trabalhos?
Tom Hiddleston –
Bem, eu sempre tento buscar uma experiência nova, todas as vezes. E acho que isso é bastante útil, já que significa que estou sempre procurando, sempre sendo curioso e aprendendo. Então tento escolher coisas que sejam completamente diferentes, porque, na verdade, não há nada que eu adore mais do que aprender algo novo, estudar uma nova pessoa, uma nova história. E, no final, é sempre uma coisa instintiva. Leio um roteiro e simplesmente sei que quero ou não explorar aquela possibilidade. Em meu próximo trabalho eu vou voltar aos palcos, serei Coriolanus (mais um personagem de Shakespeare) no teatro, em Londres. Depois, vou trabalhar com Guillermo del Toro em um romance gótico (“Crimson peak”), uma história muito, muito sofisticada sobre uma casa assombrada.

G1 – Em “Crimson peak” você vai fazer um papel que inicialmente seria de Benedict Cumberbatch, um dos atores mais requisitados atualmente por Hollywood. E, assim como você, ele tem esse perfil tão tipicamente britânico. Você acha que este é especificamente um momento de “alta” para os ingleses?
Tom Hiddleston –
(risos) Talvez. Mas acho que sempre há atores britânicos por aí, não penso que seja algo específico em relação a mim e Benedict, que, aliás, é meu amigo desde que fizemos “Cavalo de guerra” juntos. No próprio “Thor: o mundo sombrio” temos Anthony Hopkins e ele é brilhante e tem sido há tanto tempo. E eu já trabalhei também com Jeremy Irons e Kenneth Branagh, e temos ainda pessoas como Alan Rickman, Hugh Laurie, Andrew Lincoln, Tom Hardy e Michael Fassbender (nascido na Alemanha, mas criado na Irlanda). Então acho que sempre há atores ingleses fazendo trabalhos brilhantes. Mas, se é que este é realmente um momento especial, fico feliz por fazer parte dele, juntamente com Benedict. Não sei o que estão colocando na água, mas está funcionando (risos).

G1 – Mas são você e ele os dois primeiros colocados na lista “100 astros de cinema mais sexy” da  “Empire”.
Tom Hiddleston –
(risos) Sim, eu sei, isso é muito embaraçoso (risos). Vai servir como combustível para incendiar a zombaria das minhas irmãs para o resto da minha vida.

G1 – Bem, há alguns leitores contestando a escolha de Benedict, mas não me lembro de ver ninguém reclamando sobre você.
Tom Hiddleston –
(risos) Sério? Não sei o que dizer sobre isso (risos).

G1 – Suas imitações tem feito sucesso na internet, e existem vídeos com você cantando, dançando e falando outros idiomas em entrevistas e, aparentemente, se divertindo em todos eles. Mas, agora que isso se tornou uma espécie de tradição, não se cansa do fato de as pessoas sempre te pedirem alguma “gracinha”?
Tom Hiddleston –
Bem, aí é que está. O que eu mais amo em relação a atuar é criar uma conexão. Talvez eu acredite na velha escola do entretenimento, adoro entreter as pessoas. Então acho que não, não me incomoda. Tudo que você pode desejar como ator é se conectar com as pessoas e parte da diversão proporcionada pelas turnês de divulgação é que você tem a chance de conhecer o público. E eu tenho mesmo essa coisa de tentar aprender o idioma das pessoas com quem estou falando. Então é por isso que falo em francês e espanhol nesses vídeos (risos). Mas meu português não é assim tão bom, sabe… sei dizer “obrigado” (risos). Lembro-me de que meus avós moravam em Portugal e eles costumavam dizer “dois mais” (ele fala com o sotaque de um português de Portugal) quando queriam mais dois copos de vinho ou algo assim. Mas, sabe, amo aprender idiomas, é realmente uma grande curiosidade que eu tenho. E a razão pela qual adoro fazer imitações é que sou interessado em gente, me interesso pelo modo como as pessoas se sentam, caminham e falam, e isso é parte da razão pela qual amo ser um ator.

Fabiana de CarvalhoDo G1, em São Paulo

Fonte: http://g1.globo.com

Grupo Cativeiro entrega alimentos arrecadados em Charqueada

O Grupo de Capoeira “Cativeiro” que iniciou suas atividades em Charqueada em Maio deste ano, realizou um importante trabalho social no município.

Por intermédio  de seu instrutor Reginaldo “Marrom” e sob a coordenação do contramestre Rodrigo “Fofão” o grupo de capoeira, reuniu seus alunos e arrecadou alimentos para serem doados  à  famílias carentes do município.

O resultado foi mais de 100 kg de alimentos de diversos tipos arrecadados e entregues para as representantes e assistentes sociais do CRAS de Charqueada, que irão distribuir os produtos para famílias necessitadas e cadastradas na entidade. Já a prefeitura, por meio  do próprio CRAS, doou nove uniformes para capoeiristas carentes do grupo, ou seja, uma grande parceria.

Para os interessados em fazer parte do Grupo de Capoeira “Cativeiro”, as aulas são gratuitas e ministradas às Terças e Quintas -feiras das 19:00h as 21:30h no NAPE do Jd. Bandeirantes, situado a Rua João Baptista Calegaro, n° 225.

 

Fonte: http://www.folhadesaopedro.com.br

Bahia – Histórias de Resistência: Mestre de capoeira enfrenta desafios para preservar herança africana

João Carlos Lopes Almeida é o cordão branco do grupo Kilombolas, nome que faz referência a outro tipo de resistência do povo negro

João Carlos Lopes Almeida, 47 anos, funcionário público, ou simplesmente João do Morro, mestre de capoeira. O cordão branco do grupo Kilombolas abriu as portas de um dos seus núcleos, na escola Madre Judite, no Alto da Bola, no bairro da Federação, para o iBahia e contou as dificuldades que enfrenta todos os dias para manter o projeto social e fazer com que uma das maiores heranças africanas no Brasil resista ao tempo.

“Nasci no bairro da Fazenda Garcia e tive pais linha dura. Só pude praticar capoeira quando tive meu primeiro emprego, já que, enquanto eu era dependente deles, era regulado para onde eu iria. Minha liberdade eu só conquistei quando passei a trabalhar”, apresentou-se.

Para a capoeira, ele se apresentou aos 18 anos e, desde então, não se vê sem a roupa branca. O agente de fiscalização de meio ambiente já está à frente do projeto Kilombolas há 23 anos, mas tornou-se mestre apenas em 2013. Segundo João do Morro, o trabalho é árduo e por vezes já pensou em desistir, mas a consciência e a necessidade de resistir sempre falou mais alto. “Eu fui convidado por alguns amigos para participar de uma lavagem aqui no Alto da Bola, que existia na época. Dessa lavagem, o pessoal gostou e quis colocar a capoeira em um patamar mais sério dentro da comunidade, por não existir nenhum tipo de cultura do gênero. Eu aceitei e fui ficando, ficando. Não vivo da capoeira, o que é até bom para mim. Se eu vivesse talvez não desse para fazer isso com o amor que eu faço. Saio da minha casa todos os dias para dar aula às crianças às 18h e só retorno às 22h, então é cansativo, mas é gratificante”, diz.

Para João, o tempo no projeto foi importante para ele entender a importância da sua presença na vida dos seus alunos. O mestre do Morro viu de tudo em seu centro cultural — nome dado por ele mesmo —, mas graças a sua persistência e resistência, pôde participar ativamente da formação de jovens que hoje já cursam o nível superior. 

“A estrada foi longa e encontrei muitas pedras. Comecei novo com esse trabalho e foi muito difícil porque a área aqui é muito violenta. Perdi alunos por causa das drogas, com os policiais agindo, às vezes, até de forma truculenta. Isso me fez pensar por vezes em desistir. Muitas vezes, eles se envolvem [com o crime] porque dá o que a capoeira não dá, que é a parte financeira, aí o aluno cai no erro. Isso me deixava muito triste, então foi difícil segurar isso. Hoje, sou feliz porque tenho alunos que estão em faculdade federal, estadual. Para mim, isso é gratificante porque quer dizer que mudei um pouco a visão da comunidade aqui”, revelou.

Consciência x Preconceito

Para João, o Dia da Consciência Negra representa mais um dia de reflexão e resistência aos preconceitos e dificuldades enfrentados pelo povo negro até aqui. “A consciência está na cabeça de cada um. Temos que ter consciência do que é certo e do que é errado, mas no geral, só é certo quando não afeta negativamente uma outra pessoa. É uma data simbólica, que está aí para a gente lembrar e está cada vez mais alerta. A gente precisa refletir. Não é só esse momento de euforia, de festa, como muitos estão vivendo a data. É o ano todo, todos os dias, temos que ter consciência e buscar fazer sempre o melhor. Se todos buscarem o seu objetivo, como eu tive o da capoeira, não tem preconceito que derrube”, analisa.

“A capoeira me fortaleceu muito em relação ao preconceito, pois é o local onde eu sinto que tenho mais valor. Onde eu chego sou respeitado. Ganhei um título através da capoeira e me sinto potente por causa dela. Sempre que presencio uma atitude racista eu penso: ‘poxa, sou um mestre de capoeira’. Isso tem valor para mim, então preconceito nenhum me abate”, acrescentou. A luta do Mestre João do Morro não acontece dentro da roda de capoeira. Na opinião dele, uma das grandes brigas que ele tem é com o preconceito de outras classes sociais à prática: “eles gostam do esporte, da luta, da dança, mas tem medo da origem. O que gera medo ou receio é de onde a capoeira vem”, opina.

Dificuldades

Sem muitos recursos para melhorar o projeto, João conta que a união sempre fez a força no grupo. “O projeto é de graça para todos os alunos. O pessoal não paga nada, mas muitas vezes arrumei um parceiro que arrumava as calças, as camisas. Hoje em dia, treinam filhos de ex-alunos meus e eles têm uma consciência. Eles viraram homens aqui, começaram a trabalhar. Não vou dizer que eles pagam, mas colaboram sempre para manter a escola. O que a escola nos oferece é apenas o espaço físico. Tudo o que temos é com o nosso próprio custo. Tem a manutenção no banheiro, água para os meninos beberem, instrumento para eles aprenderem a tocar e tudo isso é com o nosso próprio bolso. Eu, quando posso, compro, mas geralmente chamo os meus alunos mais antigos, fazemos uma vaquinha e compramos os materiais”, revelou.

O mestre acredita que o esporte pode tirar as pessoas da criminalidade e das drogas, mas finalizou a conversa com o iBahia fazendo uma crítica à falta de apoio do poder público aos projetos sociais. “A capoeira já está no mundo todo. Fiz um evento que a Bahia toda estava lá, mas isso ainda não foi visto pelos órgãos públicos. Acho que está faltando um apoio. O povo criou uma consciência aqui de que eu estou contribuindo para a formação desses jovens, mas eu não sei até quando eu vou aguentar isso. Tenho a minha vida particular, que às vezes fica até à parte. Posso até não chegar em casa porque, infelizmente, a violência está aí, mas sinto que se eu não estivesse aqui seria pior. Então queria que existisse um apoio dos órgãos públicos, para que isso se torne maior e melhor ainda”, pediu.

Mestre João do Morro segue em frente com duas certezas: o trabalho desenvolvido por ele é de fundamental importância para os jovens da comunidade e tem papel fundamental na preservação da cultura negra ao resistir a qualquer tipo de dificuldade financeira e ao mais perverso preconceito. Mais um exemplo de resistência e consciência a ser aplaudido.

*Sob a orientação de Diego Mascarenhas e Rafaele Rego.

Fonte: http://www.ibahia.com/

Aulas de capoeira auxiliam na educação de jovens da LBV

Crianças e adolescentes que integram os programas socioeducativos da Legião da Boa Vontade (LBV) em João Pessoa estão participando de aulas de capoeira, ministradas voluntariamente pelo mestre Lucivan Laranjeira no Centro Comunitário de Assistência Social da Instituição.

A atividade é utilizada como ferramenta educacional para auxiliar no desenvolvimento motor, cognitivo, socioafetivo e do espírito de cooperação dos alunos e, ainda, para incentivá-los a valorizar a cultura brasileira e a prática esportiva.

Sobre a ação, o professor e mestre de capoeira, Lucivan Laranjeira, fala da satisfação de realizar a atividade com crianças e adolescentes da instituição. “Quando fiquei sabendo da possibilidade de desenvolver esse projeto na LBV, eu fiquei muito feliz. É mais uma oportunidade de contribuir. A minha recompensa maior é a de saber que um aluno meu poderia estar na rua fazendo o que não deve e hoje está aqui aprendendo sobre a cultura brasileira”, ressaltou.

A modalidade é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, sendo uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música. O pequeno Pedro, de 7 anos, destacou o que já aprendeu participando das aulas de capoeira. “Já sei cantar as músicas que o professor ensinou e estou aprendendo os movimentos para um dia ensinar para outras pessoas”, concluiu.

Em João Pessoa, PB, o Centro Comunitário de Assistência Social, da Legião da Boa Vontade, está localizado na Rua das Trincheiras, 703 — Jaguaribe. Para outras informações, ligue: (83) 3198-1500.

 

http://www.ararunaonline.com

Africa: A Capoeira ajuda as crianças de rua em Kinshasa

Na praça do centro de Limete, um bairro popular de Kinshasa, a capoeira encontrou praticantes inesperados: as crianças de rua.

A capital da República Democrática do Congo, com seus 12 milhões de habitantes, é a segunda cidade do mundo, logo atrás do Rio de Janeiro, em número de crianças abandonadas.

As estimativas variam de uma fonte à outra, mas a ONG francesa Médecins du Monde (Médicos do Mundo, MDM) estima que são cerca de 20.000. Algumas largaram as famílias, outras foram abandonadas.

Estas crianças são chamadas de “shégués” (crianças de rua em lingala), um nome que é sinônimo de “ladrão”, já que elas vivem essencialmente de roubos e furtos. Elas recusam a ajuda de dezenas de ONG e acabam muitas vezes caindo na prostituição, na desnutrição e na violência.

Algumas, porém, deram sentido às suas vidas graças à disciplina e a energia da capoeira.

As crianças a praticam na rua com Yannick N’Salambo, um técnico em computação congolês de cerca de 30 anos de idade que se apaixonou por esta luta misturada com dança ensinada por um viajante brasileiro. Três vezes por semana, ele vai a Limete e encontra um lugar no meio dos comerciantes de carvão e de legumes, dos engraxates e dos vendedores de crédito para celular.

Munidos de um berimbau e de um reco-reco, Yannick e seus assistentes começam o aquecimento. Em seguida, dois de cada vez, eles começam. Fortes e atléticos, eles exibem seus movimentos plásticos.

Às vezes, um dos participantes acaba entrando no ritmo do adversário e atingindo-o. “Malembe!” (cuidado!), avisa o mestre, que toma seu lugar e mostra como se deve agir sem machucar o companheiro.

Em volta, cerca de dez crianças, entre 5 a 13 anos, assistem com atenção.

Descalços, vestindo roupas comuns como camisetas e calças largas, os dois param após alguns minutos, sendo imediatamente substituídos por outros dois parceiros que tentam mostrar que aprenderam como se faz.

A aula dura duas horas e termina com a lembrança do que se espera dos jovens alunos: seguir as obrigações escolares, ter um comportamento digno, respeitar as funções de cada um perante o grupo e ser pontual.

“Eu vi uma grande evolução”, diz Yannick. “Eu tinha crianças que não obedeciam, eram agressivas, mal-educadas. A capoeira reestruturou seus lados psicológicos”.

A capoeira ensina os jovens de rua o que nem a escola, nem a família conseguiu ensinar.

Um dos assistentes, Ninja, de 30 anos, saiu das ruas graças à esta prática. Fechado, tímido, ele viveu sem lar por 20 anos.

“A capoeira permitiu a ele se expressar”, explica Yannick, que ganha um pouco de dinheiro dando aulas aos estrangeiros.

“É um esporte que nos ensina a amizade”, diz Jérémie Tchibenda, de 14 anos. Francis, de 9 anos, “se sente bem” quando pratica capoeira.

Nem todos vem da rua, alguns têm família e moram por perto. Alex Karibu, de 25 anos, tinha quinze anos e já era órfão quando começou.

O jovem embaixador do Brasil no país, Paulo Uchoa, se sente orgulhoso de ver esta atividade brasileira encontrando público no Congo e ajudando estas crianças.

“Vou fazer de tudo para ajudar”, garantiu o diplomata, lembrando que o Brasil e a África vêm se aproximando. Em des anos, as trocas comerciais do Brasil com o continente africano saltaram de 5 para 26 bilhões de dólares, e o número de embaixadas brasileiras em solo africano subiu de 15 para 38.

É praticamente uma volta para casa, já que a capoeira, mesmo tendo sido criada no Brasil, tem as raízes na África.

Metade dança, metade luta, a capoeira se desenvolveu no século XIX na clandestinidade, em meio às populações escravas vindas da África. Como eram proibidos de lutar, os escravos escondiam sua luta com a dança.

 

Fonte: AFP – Agence France-Presse

Amazonas: Capoeirista vende “quase” tudo para competir no Brasileiro

Lucas (centro) vendeu eletroeletrônicos para viajar – foto: arquivo pessoal

Algumas pessoas cometem loucuras para ir a um show, comprar ‘aquela’ roupa ou realizar a viagem dos sonhos. No caso de Lucas Urquizes, 18, vender quase tudo o que tem foi a saída encontrada para representar o Amazonas no 16˚ Campeonato Brasileiro de Capoeira, de quinta-feira à sábado (5 a 7), em Belém (PA).

“Já vendi celular, notebook e emprestei dinheiro dos familiares. Até agora, arrecadei R$ 500 para as passagens (ida e volta), que custam R$ 1.600 por causa do feriado prolongado”, disse. Além dele, mais dez atletas de Manaus estão classificados para a competição, porém, esbarram na falta de recursos para garantir presença.

“Não vamos nem pela premiação, mas pela vontade de representar o Amazonas, que nunca ficou fora dessa competição”, disse o pentacampeão estadual.

Segundo o diretor-técnico da Federação Amazonense de Capoeira (FAC), mestre ‘Chaguinha’, 61, a pretensão era levar o grupo completo de capoeiristas. “A capoeira é um patrimônio cultural brasileiro e somos bicampeões (2008 e 2012). Já conseguimos passagem para mais longe. Não acredito que não iremos conseguir, pelo menos, duas para ir ao Estado vizinho”, lamentou.

Fonte: http://www.emtempo.com.br/

Entrevista: Mestre Adilson

 

Mestre Adilson concede entrevista a Mestre Kadu, no I Encontro Interno do Grupo Gunganagô, em dezembro de 2012.

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