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Capoeira ajuda a “Integrar Jovem na Sociedade”

Líder comunitário, Davison Coutinho discorre sobre a importância do esporte na inserção social de jovens moradores de favelas, em texto publicado pelo Jornal do Brasil. “A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. O esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime”, argumenta. O autor cita projetos bem-sucedidos como o grupo Acorda Capoeira e a escolinha de futebol de Condy Ximenes

Favela 247 – Membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, Davison Coutinho destaca a importância do esporte na integração na sociedade de crianças e jovens oriundos de favelas. Em artigo publicado na coluna Comunidade em Pauta, do Jornal do Brasil, na última quinta-feira (dia 19), o líder comunitário apresenta o trabalho sociocultural desenvolvido na Rocinha pelo grupo Acorda Capoeira, com mais de 60 participantes, e pela escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes.

“A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, argumenta Coutinho.

 

Esporte e educação: caminhos para transformação e inclusão social

A educação que uma criança recebe em seus primeiros anos é um legado que é levado por toda sua vida. Cada ensinamento, por mais simples que seja, é a semente que irá brotar no coração dos futuros cidadãos de nossa sociedade. O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo. Uma criança que pratica esporte apende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social.

O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos. A prática esportiva faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente. Quando um jovem sente-se fracassado na busca por um emprego, ou no aprendizado escolar, representa uma porta aberta para os caminhos errados, e o esporte, juntamente com a educação, evita que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano.

O grupo Acorda Capoeira desenvolve um trabalho sociocultural na Rocinha e em comunidades parceiras, desde sua formação em 2004. No entanto a capoeira já é ensinada as crianças da comunidade há mais de 30 anos pelo percussor e fundador do grupo Mestre Manel que chegou da Bahia, ainda jovem e despertou o afeto da criançada ensinando capoeira. As aulas acontecem na Escola Municipal Paula Brito, são mais de 60 participantes, muitos alunos já viraram multiplicadores desta ação e levaram a capoeira para outras comunidades e até mesmo para Noruega, China e Itália.

“Comecei dando aula no Centro Comunitário da Rua 02, há 34 anos e depois o projeto foi crescendo e indo para outros locais. Eu fazia muitas rodas no largo do Boiadeiro e quase toda galera da Rocinha foi meu aluno. Tenho alunos viajando para fora do Brasil, levando capoeira. Estou formando aqui professores e cidadãos para vida. A capoeira é uma riqueza para esses jovens, aqui ele aprende falar inglês, tocar instrumentos e aprendem nossa cultura. Meu sonho é poder ter uma sede aqui dentro para ministrar diversos cursos para criançada, com lanche e almoço, um espaço com diversos saberes”, diz Mestre Manel, fundador do Acorda Capoeira.

Entre os participantes mais antigos o grupo tem o mestrando Caixote que aprendeu a capoeira com o Mestre Manel há mais de 20 anos e hoje está a caminho de ser mestre na área. “Eu conheci a capoeira, aqui no local onde a gente treina, eu tinha oito anos, quando o mestre Manel fez um trabalho voluntário na escola… continuei treinando e estou com ele até os dias de hoje, são mais de 20 anos. Sou aluno que virou professor. Graças a Deus nosso trabalho vem sendo reconhecido não só no Brasil, mas em outros países. Com todo esforço do nosso trabalho a capoeira proporciona a esses jovens a disciplina, educação, saúde e incentiva o esporte”, diz mestrando Caixote do Grupo Acorda Capoeira.

A Escolinha de futebol liderada pelo morador Condy Ximenes também é um projeto esportivo que tem oferecido muitas oportunidades aos jovens da comunidade. São diversos os campeonatos e participações que os alunos fazem. O futebol promove uma integração entre jovens de diversas classes sociais, o que rola dentro do campo é algo único, onde o preconceito e as diferenças ficam de lado e dão lugar ao espirito esportivo, onde o trabalho em equipe é fundamental.

A libertação por meio do esporte e educação vem como resultado de um viver criativo e cheio de emoções, permitindo o esquecimento das grandes dificuldades, dando esperança ao amanhã. Quando se transforma o indivíduo através dessa associação, se muda o todo, permitindo assim que ele possa ampliar sua capacidade de percepção e potencializar seus conhecimentos.

O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde, sua potencialidade, pelo contrário ele ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá comunidade, vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor.

*Davison Coutinho, 24 anos, nasceu e mora na Rocinha. Bacharel em Desenho Industrial, mestrando em Design, funcionário da PUC-Rio, membro da Comissão de Moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária

Jornal do Brasil

Aracajú: Atleta da PMA brilha na capoeira sergipana e brasileira

O atleta bolsista da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Elivelton José de Oliveira Santos, 20 anos, é um dos grandes nomes da capoeira sergipana e brasileira. Em setembro, o capoeirista disputará o Campeonato Brasileiro, em Salvador-BA.

“Sinto-me um privilegiado no esporte, porque já conquistei alguns títulos importantes na minha carreira. Fui campeão dos três últimos campeonatos nacionais e já venci alguns estaduais. Este ano, por exemplo, fui bicampeão sergipano e garanti a vaga para o Brasileirão”, afirmou o jovem atleta.

De acordo com Elivelton, os treinamentos têm sido planejados e incluem a parte funcional, academia e rodas de capoeira. “Sempre estou motivado para treinar e trazer mais títulos para a cidade da qualidade de vida e para Sergipe. Agradeço a todos que me ajudam e que incentivam a difundir o esporte”, explicou.

Segundo ele, hoje a capoeira está em ascensão em Aracaju e no estado. “É óbvio, que está muito melhor do que já foi, principalmente, depois do apoio também da prefeitura e da Semel, com o Programa Bolsa-Atleta. Nuca teve algo parecido no desporto sergipano . Na capoeira, esse benefício nos proporciona mais motivação para seguir em frente”, ressaltou.

O secretário de Esporte do Município, Antônio Hora Filho, disse que ter um atleta bolsista jovem, como o Elivelton, que se destaca nacionalmente,fortalece bastante. “Desejo que ele sirva de exemplo para tantas outras crianças e adolescentes que passem a praticar também a capoeira,como expressão natural da nossa cultura e prática esportiva com a finalidade de incentivar aos hábitos saudáveis e melhoria da qualidade de vida”, declarou.

“Este esporte é reconhecido como um patrimônio cultural brasileiro e, de certa forma, os praticantestêm uma maneira de fazer com que a nossa cultura não seja apagada”, salientou o secretário.

 

Início de carreira

“Comecei nesta prática esportiva em 1996 e não parei mais. Quando nasci meu pai era contra mestre, ou seja, uma graduação anterior a mestre. Por isso, despertou em mim a vontade de sempre está competindo”, enfatizou Elivelton.

O jogo foi criado aqui mesmo no Brasil, mas a origem cultural veio de Angola, um país da África. A capoeira vem do Tupi e significa Mato Ralo de pequenos arbustos, lugar preferido dos negros e escravos para o jogo. No Brasil, Zumbi, que era um negro guerreiro do Quilombo dos palmares, foi o primeiro mestre. A arte marcial despertou os brasileiros na época da escravidão, quando os escravos eram massacrados pelos patrões e utilizavam o esporte como uma autodefesa.

 

Fonte: Ascom Semel

Aconteceu: Projeto Jovem Cidadão & Batizado de Capoeira

Porto Murtinho (MS) – A Associação Cultural de Capoeira Escravos Brancos, em parceria com a Prefeitura de Porto Murtinho, por meio da Secretaria de Assistência Social, promoveu no último fim de semana, o batismo de Capoeira feito por mestres e contra mestres de Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Maranhão e do Piauí.

O evento teve uma grande receptividade do público, que lotou o Cine Teatro Ney Machado Mesquita, até o Prefeito Nelson Cintra Ribeiro entrou na roda para abrilhantar o evento.

Ao todo, 27 participantes do projeto Jovem Cidadão, promovido pela Secretaria de Assistência Social, receberam cordas verdes ou amarelas. O batismo foi feito pelos professores Samurai (Campo Grande) e Cachorrão (Jardim); A graduada Zangada (Timon/MA), os mestrandos Hiato (Bela Vista) e Jardel (Caracol) e dos mestres Kbça, Acidente e Barnabé (Campo Grande), Gordinho (Ponta Porã), Ratinho (Aquidauana), Guerreiro (Dourados), Albino e Kelson (Teresina/PI) e Ulisses (Olinda/PE).

Além de fazer o batismo e troca de cordões, os mestres visitantes tiveram ainda, passeio pela cidade, rodas de capoeira para divulgação do evento, papoeira (batepapo) com mestres e convidados, e por fim, um passeio de barco pelo Rio Paraguai.

Estudantes do Bengui promovem Caminhada pela Paz

Cerca de 800 estudantes foram às ruas do bairro do Bengui, na manhã desta segunda-feira, 30, para dizer não à violência e pedir mais união na comunidade. A Caminhada pela Paz, que contou com roda de capoeira, fogos de artifício e malabarismo, foi promovida pela comunidade da Escola Estadual Cidade de Emaús, em parceria com as escolas estaduais Waldomiro Rodrigues Oliveira e São Clemente e o Movimemto República de Emaús.

A ação das escolas estaduais foi bem recebida entre os moradores e comerciantes do bairro. “Acho que é importante incentivar os jovens e as crianças para que, desde ‘pequenininhos’, vejam o quanto a paz é importante e também levem isso para casa”, disse Franciléa Sousa, proprietária de uma loja de variedades, na rua Benfica. “Seria bom se todas as escolas também fizessem o mesmo. Esse é um bom exemplo a ser seguido”, acrescentou a moradora Francisca Silva, que passava pelo local.

Foi com pernas de pau e malabares que o estudante Cézar Augusto Nascimento, 24 anos, que cursa o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participou da caminhada. Com o rosto pintado, o jovem esteve a frente da manifestação ‘puxando’ os demais alunos. “A ideia também foi levar alegria para os moradores do bairro, que não têm muita oportunidade de ver esse tipo de apresentação”, explicou o jovem. “Nós todos temos a responsabilidade, cada um dentro do que pode fazer, de chamar atenção para mostrar as coisas boas que temos aqui”, acrescentou o estudante.

De acordo com a diretora da escola, professora Vânia Mendes, a caminhada foi a primeira de uma série de ações ligadas ao tema. Ao longo do mês de fevereiro, a escola promoverá um ciclo de palestras aberta à comunidade. Entre os temas discutidos estão o uso de drogas, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Este é o começo de uma grande ação. Vamos contar com a participação de outras escolas estaduais, representantes do Conselho Tutelar do bairro do Movimento de Emaús e da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma)”, explicou a diretora.

De volta à escola Cidade de Emaús, ao encerrar a caminhada, o Padre Bruno Secci falou da importância da mobilização e conclamou a união da comunidade em torno da paz. “É importante buscarmos sempre a construção da paz para que os nossos jovens possam continuar sonhando com um mundo melhor, para que a harmonia prevaleça”, disse.

 

Secretaria de Estado de Educação

Rod. Augusto Montenegro Km 10, S/N. Icoaraci, Belém-PA. CEP: 66820-000

Fone: (91) 3201-5205 / 5005 / 5180 / 5008

Site: www.seduc.pa.gov.br Email: [email protected]

 

Mari Chiba – Seduc

Fone: (91) 3201-5181 / (91) 8135-9009

Email: [email protected]

Encontro de Capoeira para a Juventude

Ao som de cantoria e berimbau, jovens e crianças descobrem a alegria e o gingado

Muito à vontade, o estudante Felipe da Silva Santos, 9 anos, entrou na roda de capoeira com o mestre Jaiminho, para mostrar toda sua habilidade. “É mais ou menos difícil”, tenta explicar, ao lado do amigo Wendell da Silva, 9, também um iniciante bem interessado na atividade que mistura esporte e cultura. Juntos na quadra da Escola Municipal Avelino Leite de Camargo, no bairro Nova Esperança, os amigos e mais cerca de 400 jovens e crianças participam do Encontro de Capoeira para a Juventude.

O evento, que continua neste sábado, tem como destaque a participação especial de Vivaldo Rodrigues Conceição, o Mestre Boa Gente, que veio especialmente de Salvador (BA) para o evento de Sorocaba.

O ensino de capoeira faz parte da rede pública municipal de ensino. A prática também estimula os jovens, a partir de 12 anos, nas unidades do Território Jovem.

“A capoeira só traz benefícios. Muda a postura do jovens”, aponta o  coordenador do Território Jovem do Nova Esperança, Luiz Antonio de Lima. Além de estimular a prática de atividade física, a capoeira promove a socialização. Mesmo os mais tímidos são contagiados pelo som do berimbau e do pandeiro, e convidados a entrar na roda. “Foi muito legal participar”, diz Rafaela dos Santos, 10.

Todos os alunos das oficinas de capoeira, de 11 escolas da rede municipal, participaram do evento.

Mestre traz experiência de 51 anos
Mestre Boa Gente, 65 anos e 51 de capoeira, é um dos principais divulgadores da capoeira angolana. Sexta-feira (13), em Sorocaba, ele elogiou a participação das crianças. “Estamos repetindo aqui um trabalho que faço em Salvador. Vejo todas estas crianças aqui, participando, fora das ruas”, diz.

Segundo Mestre Boa Vida, Sorocaba é exemplo na organização do evento e também no estímulo à capoeira. “Aqui a gente não vem só para ensinar, mas também para aprender”.

Boa Gente, membro importante da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angolana), dedica-se à divulgar a arte para o resto do mundo, com apresentações nos Estados Unidos e em países da Europa.

Alegre e bem disposto, ele brinca ao falar dos benefícios da atividade que, segundo ele é praticada na Bahia por mestres com mais de 90 anos. “Eu tenho 65 anos e também jogo”, diz.

Neste sábado o dia é reservado para os atletas de capoeira de maior graduação. O curso vai das 10h às 12h e das 13h às 16h, no Território Jovem do Nova Esperança.

Terremoto impede campeão mirim de Capoeira de ir a evento no Chile

Dentinho, que mora na Vila Irmã Dulce e tem 11 anos, já conquistou inúmeros títulos brasieiros de capoeira.

“Apanha a laranja, menino
Apanha a laranja do chão
Defenda o seu reino sozinho
com a força do seu coração”

A cantiga das rodas de capoeira incentiva um garoto a lutar por seus objetivos. É exatamente isso que faz o jovem Antônio Daniel Avelino Bittencourt, de 11 anos, morador da Vila Palitolândia, conjunto da Vila Irmã Dulce, zona Sul de Teresina. Batizado nas rodas como “Dentinho” desde que quebrou um dos incisos quando começou a treinar, o garoto já conquistou diversos campeonatos pelo Brasil e só foi impedido de mostrar sua habilide no Chile, por causa do terremoto que destruiu o país.

Em 2003, quando tinha apenas cinco anos, Dentinho deu suas primeiras meia-luas em um grupo na escola onde estudava e a partir de então não parou mais. Incentivado pelo pai, o motorista Alderico da Silva, o garoto foi crescendo e mostrando ginga e malemolência na arte do lendário Mestre Bimba. Aos oito anos, já no Raízes do Brasil, ele começou a participar de campeonatos do grupo que testam a habilidade, destreza, técnica e perspicácia dos jogadores. Até o momento, o garoto esteve em 15 competições, ganhou 13, e ficou em 2º em uma e em 3º na outra. “Isso só aconteceu porque eu não pude acompanhar ele, porque estava trabalhando”, garante Alderico.

Isso bem pode ser verdade, já que o pai do jovem capoeirista também é seu maior incentivador. Para conseguir que o filho fosse a competições nos estados vizinhos do Ceará, Maranhão, no interior do Piauí e até em Brasília, Alderico precisou arrumar patrocínio e inventou uma estratégia: “Eu gravo videos dele em todos os campeonatos onde ele vai então montei um DVD que eu mostrava pra os empresários”. A ideia deu certo e atraiu benfeitores como o proprietário da empresa Só Ferro, Pedro Mota, que posa orgulhoso na foto abaixo ao lado de seu atleta.

Gunga

Mesmo sendo tão jovem, Dentinho sabe que a capoeira está em seu plano de vida. “Meu sonho é ser mestre”, diz, e parece estar mesmo indo pelo caminho certo. Ele é bicampeão dos Encontro das Américas de Capoeira (2008-2009). Aliás, no ano passado em Brasília, seu mestre Tucano, o inscreveu em três categorias neste campeonato: iniciante, intermediário (um nível acima do seu) e solo (competida com capoeiristas de todas as idades). O garoto foi vencedor nas duas primeiras e vice ao exibir seu jogo ao lado dos grandalhões.

O desempenho chamou a atenção do Mestre Chocolate, que representa o grupo Raízes na Venezuela e o apresentou ao mestre Moicano, do grupo Nagô, do Chile. Este convidou Dentinho para participar de seu evento na terra de Neruda, que teve de ser adiado por conta do terremoto que atingiu o país. “Já estávamos até com o passaporte comprado. Agora vamos ter que esperar que as coisas melhorem por lá”, descreve Alderico, pai de Dentinho.

Atualmente o garoto está na 8ª de 11 cordas da categoria infantil e deve fazer o mesmo percurso entre os adultos quando completer os 13 anos para começar sua batalha até chegar a mestre. Enquanto isso, ele continua treinando duro para realizar o sonho de colocar seu nome ao lado de grandes da Capoeira Regional como Mestre Bimba, Itapoan, Acordeon e Suassuna. Se ele continuar seguindo as palavras de humildade do grande Mestre Pastinha “Na roda da capoeira, grande pequeno, sou eu”, certamente estará na trilha correta.

Carlos Lustosa Filho
[email protected]

http://www.cidadeverde.com/

Capoeirista “Besouro” leva lenda de herói negro ao Festival de Berlim

Berlim, 15 fev (EFE).- A lenda do capoeirista Besouro, herói da tradição negra brasileira pela luta em favor dos ex-escravos, chegou hoje ao Festival Internacional de Cinema de Berlim pelas mãos do cineasta João Daniel Tikhomiroff.

O filme “Besouro”, estreado na seção Panorama, fora de competição, chegou ao festival após ter sido um sucesso no Brasil, com bilheteria de mais de 500 mil espectadores.

“Para mim era importante mostrar esta história primeiro aos brasileiros, dos quais 95% não sabe que Besouro existiu de verdade e não é apenas um mito. Depois preferi ensiná-la ao resto do mundo”, explicou Thikomiroff à Agência Efe.

A história do lendário capoerista, apelidado de “Besouro”, chegou ao cineasta pelo romance “Feiojada no Paraíso” de Marcos Carvalho sobre a figura de um homem que se transformou em herói popular por seu empenho em praticar a capoeira, embora estivesse proibida, e em defender à população negra das discriminações.

“É um personagem fantástico que, além disso, permite refletir sobre a realidade social do início do século XX. Embora a escravidão já tivesse sido abolida, os negros ainda eram marginalizados e discriminados”, apontou.

Manoel Henrique Pereira, conhecido como “Besouro”, nasceu em 1897 em Santo Amaro da Purificação (Bahia) e passou ao imaginário popular como valente capoerista que enfrentava os armados patrões dos engenhos de açúcar com base em força e habilidade na luta.

O filme opta por um duplo enfoque: o da lenda, com um super Besouro capaz de se transformar em besouro e voar – estimulado pelos deuses da natureza dos Orixás – e o clássico, com dois amigos enfrentados pelo amor de uma menina, um malvado pistoleiro e uma terrível traição.

“Quis transitar entre esses dois mundos, entre o real e o imaginário. É o que faz esta história fascinante, a dúvida de se o que um está vendo é sonho ou realidade. Essa é a beleza do filme”, apontou o cineasta.

Para o papel protagonista, Thikomiroff escolheu Aílton Carmo, um jovem professor de capoeira, sem experiência interpretativa, mas a quem podia “ensinar a viver” a transição do jovem, de rapaz rebelde a fonte de inspiração para outros, mas que tivesse aptidões reais para a dança e para a luta.

Segundo o cineasta, é uma “pena” que nos últimos 20 anos não se tenham feito filmes sobre a capoeira, declarada bem cultural, que neste caso está “no coração” da história.

Carmo decidiu embarcar no projeto porque, desde criança, sonhava em demonstrar a sua mãe que podia fazer um filme de ação com um protagonista negro e que lutasse a ritmo de capoeira, igual aos filmes de Arnold Schwarzenegger, explicou à Agência Efe.

Jessica Barbosa atua no filme como Dinorá, a amiga de infância do protagonista, e na Orixá Iansã, deusa do vento e da chuva. “Em outros países existem o Batman e o Homem-Aranha. No Brasil, temos o Besouro, que é nosso próprio herói nacional”, ressaltou.

Para o cineasta, quase 100 anos depois da história, a realidade brasileira tem 55% de população negra “que continua vivendo algum tipo de discriminação”.

“Este filme mostra uma bela história sobre esse coletivo”, acrescentou. EFE

 

Fonte. O Globo – http://g1.globo.com

Jovem com deficiência visual mostra talento

No Encontro Raízes de Capoeira, o público parou para Bárbara Rocha, 15 anos. A jovem de Itaperuçu é deficiente visual, e há dois anos prática capoeira.

Bárbara entrou na roda com o mestre Carvoeira, mostrando muito talento e qualidade.

“É muito bom praticar, não tenho nenhuma dificuldade”, afirmou Bárbara. Aos 10 anos, ela perdeu a visão completamente, conseqüência de um acidente doméstico que sofreu com três anos de idade.

Mas com força de vontade e dedicação, Bárbara passou por cima de todos os obstáculos.

Fonte: Jornal de Colombo – www.jornaldecolombo.com.br
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Capoeirista curitibano é convocado para mundial na Coréia do Sul

O capoeirista João Otávio Xavier, de Curitiba, vai integrar a delegação brasileira no Mundial de Artes Marciais e Culturais, na Coréia do Sul, em dezembro. João Otávio, 18 anos, treina capoeira graças a um projeto da Fundação de Ação Social (FAS), no Cajuru.

“Sempre tive vontade de fazer capoeira, mas minha família não tinha condições de pagar a mensalidade”, diz João Otávio. “Minha oportunidade surgiu quando a FAS levou o projeto para o meu bairro. Agora vou representar o Brasil no outro lado do mundo”

João Otávio garantiu sua vaga no mundial ao ganhar medalha de ouro no 12.º Campeonato Brasileiro de Capoeira, que foi disputado no início de setembro, em Goiânia. Ele foi campeão na categoria aspirante juvenil.

De origem humilde, o adolescente precisou superar dificuldades além das competições de capoeira para garantir sua vaga. Após sete anos de muita dedicação a jovem revelação começa a colher os frutos de seus esforços.

A capoeira não representou apenas uma oportunidade esportiva para João, mas uma nova forma de enxergar o mundo. “Ter acesso às aulas mudaram minha vida pra melhor. Antes eu era bastante encrenqueiro, mas com a capoeira, a gente muda e passa a contemplar uma nova filosofia, a de exercícios e disciplina”, afirma.

Oito jovens atendidos pela FAS disputaram o Brasileiro de Capoeira e por muito pouco João não ganhou a companhia de alguns de seus amigos na viagem à Coréia.

Poliana Gonçalves Leite e Daniele Gonçalves Garcia, de 15 anos, terminaram na segunda posição em suas categorias. Jéferson Juarez da Silva, de 17 anos, e Priscila Jeanine Gonçalves Leite, de 16 anos, terminaram na terceira colocação, contribuindo para que o Paraná alcançasse o terceiro lugar no quadro geral de medalhas.

“João e os outros conseguiram bons resultados graças a sua própria determinação. Eles realmente entraram no espírito das aulas e do programa, desenvolvendo suas habilidades e percebendo a importância da dedicação e da disciplina”, afirma o instrutor Saulo Fábio Gomes, que ensina capoeira no Centro da Juventude Iniciativa Jovem do CRAS Iguaçu, unidade da FAS na Vila São Domingos, no Cajuru.

“Estes jovens encontraram na capoeira a possibilidade de crescimento pessoal, que envolve uma melhora significativa no contexto social e familiar”, afirma a presidente da FAS,Fernanda Richa.

Jéferson Juarez da Silva, que desde 2005 participa de atividades socioeducativas promovidas, pela FAS, tem opinião semelhante. “Antes eu vivia na rua, não me dava bem com minha família e não frequentava a escola”, diz. “Depois que comecei a fazer as atividades, eu percebi o que estava fazendo de errado e que aquela vida de rebeldia não ia me levar a lugar nenhum”.

Fonte: http://www.parana-online.com.br

Ibicuitinga: Fundação Arte Brasil de Capoeira realiza o II CAPOARTE

A Fundação Arte Brasil de Capoeira realizou na noite deste sábado no ginásio de esportes de Ibicuitinga o II CAPOARTE com a troca de corda e batizado de jovens capoeiristas.

O Evento teve o apoio da Secretaria de Cultura, Secretaria da Educação e do Governo Municipal de Ibicuitinga, que incentivam o esporte que nas administrações anteriores não tinham nenhum incentivo. e que agora são usados como forma de inclusão do jovem a atividades esportivas.

Lideranças políticas do município estiveram prestigiando o evento e também trazendo a sua palavra de apoio a todos os jovens capoeiristas, assim como fizeram os vereadores Júnior Girão e Fábio Santana da câmara municipal de Ibicuitinga.

O Secretário de Esportes Nonato Saraiva também falou da importância de se tirar os jovens das ruas e lhes incluir dentro de atividades esportivas. A Secretária de Cultura Virginia Freires esteve presente ao evento e tem se mostrado forte colaboradora no incentivo a este esporte.
Grandes Mestres da capoeira como Mestre Pedro de Fortaleza, Mestre Gerson do Grupo Zumbi estiveram presentes ao ginásio de esportes como forma de incentivar os jovens a praticarem cada vez a capoeira. Foi registrada ainda a presença dos Contra Mestres Macaco também vindo da cidade de Fortaleza, juntamente com o Contra Mestre Galo Preto.

O Contra Mestre Oswagner aqui de Ibicuitinga, também esteve fazendo a entrega de cordas e certificados aos capoeiristas. Ao lado do Jovem Narcélio que tem estado frente ao trabalho de capoeira aqui em nossa cidade. Logo após a entrega de Cordas ocorreu o Batizados assim como chamam os adeptos a Capoeira.

Reportagem: Adriano Silva

http://ibicidadenoticias.blogspot.com