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Baixo orçamento do Ministério da Cultura ainda é um problema

 

Apesar de administrar um dos orçamentos mais modestos da Esplanada dos Ministérios – cerca de 0,6% de participação nas contas do Estado – o ministro da Cultura, Juca Ferreira, avalia que 2008 foi um período de muito crescimento e importantes realizações na área cultural.

“Nós compensamos as deficiências estruturais do ministério com muita dedicação, mas tem limite”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

O ministro está otimista para 2009: “será o melhor ano do ministério”. Outra expectativa de Juca para o ano que chega é a aprovação, pelo Congresso Nacional, ainda no primeiro semestre de 2009, de uma nova Lei Rouanet que vai modificar os mecanismos de financiamento cultural.

Em um ano marcado pela saída de Gilberto Gil da pasta e por algumas polêmicas, como a discussão sobre a instituição de cotas para a meia-entrada de estudantes, a última agenda de Juca foi uma reunião com o recém-empossado presidente da Funarte, Sérgio Mamberti. Um forte indicativo do que será prioridade para a pasta a partir de janeiro: “A Funarte está fraca, precisa de recursos e nós vamos dar atenção especial a ela”, adiantou.

Agência Brasil: Qual avaliação que o senhor faz sobre a atuação do Ministério da Cultura neste ano que se encerra?

 

Juca Ferreira: O ministério vem em um processo crescente, construindo várias políticas públicas na área de patrimônio, na área de memória. Em 2008 a gente teve muitas conquistas, concluímos o processo de reformulação da Lei Rouanet. O Plano Nacional de Cultura já fez todos os debate públicos e as consultas para ser avaliado pelo Congresso no início do próximo ano. E conseguimos ainda no final do ano aprovar a criação do Instituo Brasileiro de Museus (Ibram), que vai nos possibilitar ter uma gestão setorizada. Tivemos ainda o tombamento da capoeira como patrimônio imaterial, o reconhecimento do saber dos mestres e de outras manifestações culturais.

ABr: O ministério se dedicou muito em 2008 ao processo de substituição da Lei Rouanet pelo Programa Nacional de Fomento e Financiamento de Cultura. O senhor acredita que em 2009 o projeto será aprovado pelo Congresso Nacional?

Ferreira: Eu espero que saia no primeiro semestre de 2009. Nós não demos entrada agora porque os próprios parlamentares nos disseram que não era conveniente. Há uma disputa pela presidência das duas Casas e isso poderia envolver uma proposta que tem tudo para ser um grande consenso. Mas o projeto já está pronto. Já fechamos com a Fazenda, com a Receita, com o Ministério do Planejamento.

ABr: Qual é a importância da aprovação desse projeto no cenário atual?

Ferreira: É fundamental porque a gente está com um modelo caduco que gera distorções e que tende a apresentar uma nova debilidade com essa crise econômica, na medida em que há uma possibilidade de cair a adesão das empresas porque há um clima subjetivo de crise. Isso pode redundar em um rebaixamento da capacidade de patrocínio, então a reforma vem possibilitar que a gente faça frente a essa situação.

ABr: Ao deixar o cargo, o ex-ministro Gilberto Gil reclamou dos problemas orçamentários do ministério. Essa questão ainda é um problema?

Ferreira: É um problema. Com esse orçamento final [aprovado pelo Congresso], a gente cresce em 2009 para quase 0,7% [em relação ao Orçamento Geral da União]. Mas ainda é pouco, muito pouco. O ministério precisa ter recursos para desenvolver as políticas de cultura, gerar acessibilidade, apoiar os produtores culturais na sua capacidade de produção e irradiar por todo o Brasil. Tudo isso custa dinheiro.

ABr: Entre os brasileiros não há o costume de frequentar museus, qual será o papel do recém-criado Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para impulsionar o setor?

Ferreira: Criou-se uma instituição cujo foco é a gestão desses museus, o que gera uma capacidade de desenvolver expertise na área. A gente fez um investimento de mais de 1000% na área de museus em relação ao que encontramos, mas ainda estamos longe de uma situação perto do ideal. Só 5% dos brasileiros entrou em um museu alguma vez na vida.

ABr: E há previsão de programas para incentivar esse hábito?

Ferreira: Claro, cada museu deve ter um programa. Primeiro com as escolas e depois um programa geral com a sociedade envolvendo a mobilização.

ABr: Outro debate importante em 2008 foi o projeto de lei que estabelece uma cota de 40% para ingressos vendidos como meia-entrada. A matéria já passou pelo Senado, qual é a expectativa do ministério?

Ferreira: O projeto está caminhando rápido porque tem uma base consensual. Os estudantes querem ordenar a emissão de carteiras o que é muito justo porque essa crise foi gerada por uma MP [Medida Provisória 2208 de 2001] do governo passado que liberou a produção de carteiras para qualquer entidade. E muitas que não são idôneas passaram a produzir essas carteiras o que gerou uma inflação que desorganiza toda essa área de espetáculos. E os produtores querem um mínimo de estabilidade. A extensão do benefício para a terceira idade agrava ainda mais o problema. A cota de 40% é razoável, tem condições de garantir o benefício e, ao mesmo tempo, dar estabilidade à economia dos espetáculos e às salas de exibição.

ABr: Há algum setor que o ministério pretende priorizar em 2009?

Ferreira: A gente não gosta dessa coisa de foco porque temos um sistema complexo para administrar, mas eu diria que a Funarte vai ser um foco, as políticas de arte. Ela [Funarte] está fraca, sem recursos, sem uma missão muito clara. Hoje mesmo estou saindo de férias, mas a minha última reunião foi sobre a Funarte. Ela vai ter uma atenção especial, a gente vai ter que suplementar recursos, vamos fazer todo um esforço para desenvolver a área.

Fonte: Agência Brasil

Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007

 Seminário de Estudos e Pesquisas em Capoeira – Capoeira Viva 2007.
 Esse resultado também será divulgado via internet e imprensa.
 O evento será aberto ao público.

Programação:

9h – Mesa de abertura

10h – Mesa redonda – Capoeira, Educação e Comunicação
Muniz Sodré (Rio de Janeiro)
Luís Felipe Machado (Pernambuco)
Pedro Abib (Bahia)
Anselmo Accurso (Rio Grande do Sul)
Álvaro Malaguti (Distrito Federal)

14h – Mesa redonda – Capoeira, História e Cultura
Flávio Gomes (Rio de Janeiro)
Oswald Barroso (Ceará)
Luiz Augusto Leal (Pará)
Luiz Renato Vieira (Distrito Federal)
Letícia Vidor (São Paulo)

17h30 – Pronunciamento do Secretário Executivo Juca Ferreira

18h – Lançamento do livro: A Política da Capoeiragem, de Luiz Augusto Leal

Local:
Sol Victoria Marina – Salão Ilha de Maré
Av. Sete de Setembro, 2068 – Vitória.
Salvador – BA

Minc destina R$1,2 milhão para projetos de capoeira

Ministério da Cultura lança edital, homenageia João Pequeno e anuncia bienal na Bahia

O Ministério da Cultura (Minc) lançou, ontem pela manhã, o novo edital do programa Capoeira Viva, que distribuirá um total de R$1,2 milhão a projetos de todo o Brasil que tenham como vértice a mistura de luta, dança e rito trazida ao Brasil pelos negros escravos, no final do século XVIII. Realizada no Palácio Rio Branco, a solenidade homenageou o mestre capoeirista mais antigo ainda vivo, João Pequeno. Ele completa 90 anos em 27 dezembro. O ministro interino Juca Ferreira anunciou ainda que Salvador sediará, em 2008, a Bienal Mundial da Capoeira, além de ser palco da festa de tombamento da arte como patrimônio cultural brasileiro.

 

O Minc premiará projetos ligados à capoeira em quatro linhas: ações socioeducativas de mestres capoeiristas com foco na recuperação da auto-estima, que podem receber de R$8 mil a R$18 mil cada um; projetos inéditos de pesquisa e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira no Brasil e exterior, no valor máximo de R$20 mil; apoio a acervos documentais, cujo aporte chegará até R$50 mil; projetos de utilização de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, que podem receber até de R$30 mil.


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“Este projeto faz parte do intento do Minc em transformar a capoeira como instrumento de políticas públicas”, afirma o presidente da Fundação Gregório Matos, Paulo Costa Lima. O órgão coordenará o processo do edital. As inscrições abrem em 22 de outubro. O resultado da seleção sai em fevereiro. O valor destinado nesta edição é 29% superior ao anterior, quando foram premiados 74 projetos.

 

A solenidade de lançamento do programa Capoeira Viva congregou sábios capoeiristas de várias gerações, mas o homenageado, mestre João Pequeno, não pôde comparecer, por conta de problemas de saúde. Foi representado por uma neta. “Eu cumpri a missão que o mestre Pastinha me deu. Ajudei a manter o nome da capoeira angola e o dele que será eterno, graças a Deus”, disse à reportagem do Correio da Bahia, em casa, no bairro da Fazenda Coutos.

Patrimônio – A capoeira já é praticada em mais de cem países, mas o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, admite que o estado brasileiro peca em apoiá-la. “Temos que reconhecer que em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, nossos capoeiristas são melhores tratados e recebidos do que no Brasil. Queremos mudar isso”.
Ferreira informou que o processo de tombamento da capoeira como patrimônio cultural brasileiro estará concluído até o fim do ano. “Nós devemos esperar o fim do Carnaval para fazermos o anúncio oficial que ocorrerá em Salvador”, explicou Ferreira. Mais informações sobre o edital no site www.capoeiraviva.org.br.

 

 

Universidade quer criar centro da arte-luta

Entre os projetos que concorrerão ao edital do Capoeira Viva, estará o da Universidade Federal de Bahia (Ufba), que pretende criar um centro de cursos, oficinas e memorial da capoeira. O núcleo será batizado de Aruandê – corruptela de Aruanda, que remete a Luanda, capital de Angola.

 
O pró-reitor de extensão da Ufba, Ordep Serra, informa que, além de professores da instituição, mestres de capoeira e o governo participaram do projeto. “É responsabilidade da universidade atuar neste processo de difusão da capoeira”.
 

A Ufba pretende outorgar o título de mestre de ofícios e saberes populares a capoeiristas. O Minc planeja fazer o mesmo. “É preciso reconhecer os saberes dos mestres para que eles possam ensinar nas universidades e nas escolas públicas sem a necessidade de um título acadêmico”, afirmou o ministro interino Juca Ferreira. Para o mestre Nenel, filho de mestre Bimba, existe ainda uma dificuldade na sociedade em reconhecer o conhecimento aprendido na rua pelos capoeiristas.

Flávio Costa
Correio da Bahia – Salvador,Brasil
http://www.correiodabahia.com.br

Jornal do Capoeira – Matérias da Edição 63

O Jornal do Capoeira, sob a regência do competente e grande camarada, Miltinho Astronauta, traz as seguintes matérias na edição desta semana:
 
1. Capoeira Alabe, de São Paulo, comemora seu 9o. aniversário
2. Quem Inventou a Corda? Crônica por Irapuru Irú, Maranhão
3. Mestre Joga: Angoleiros em Porto Alegre e Floripa
4. Dia Internacional da Mulher, em especial à capoeirista
5. Conversando com Mestre Patinho, capoeira de São Luis (MA). Crônica por Leopoldo Vaz
6. Revista Praticando Capoeira # 33 nas bancas
7. Beribazu : Encontro Feminino de Capoeira em Varsóvia, Polônia
8. Centro de Treinamento de Capoeira, SP: Curso de ILÚS
9. Instrutora Bia: Capoeira em Bournemouth, Reino Unido
10. Juca Reis e Fernando de Noronha: Viagem de pesquisa
 
O Jornal pode ser acessado pelo endereço www.capoeira.jex.com.br
 
MULHERES CAPOEIRA
O Portal Capoeira dedica esta semana à todas as mulheres do mundo. A elas, capoeiras ou não, nossos sinceros agradecimentos e gratidão.