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Évora – PT: Nosso Reencontro

Caro capoeira, mestre, contramestre ou professor,

se aproxima a data do nosso reencontro de Évora. Será nos dias 13, 14, 15 e 16 de Setembro e a ideia é fazer dessa data, um momento dedicado à capoeiragem que une, de forma não tendenciosa, as diferentes correntes existentes na arte da Capoeira.

Esse ano, teremos a presença do jornalista e escritor Mano Lima que estará, junto com o professor Luciano Milani, fazendo a cobertura jornalística do evento e lançando seu mais novo livro “Eu, Você e a Capoeira”. O Jornalista Mano Lima é o idealizador e escritor do Dicionário da Capoeira, já em segunda edição.

O mestre Ousado também estará presente lançando o livro que fala da sua trajetória na capoeira. O mestre Ousado, hoje, vive e trabalha em Singapura.

Teremos a participação de muitos capoeiristas do Leste Europeu, Europa Central, além dos já habituais participantes vindos de países mais próximos a Portugal. Contaremos também com uma delegação do Brasil dos Estados de São Paulo, Goiás e da nossa capital Brasília.

De Portugal, esperamos receber um número significativo que já abraça e encara o Nosso Encontro, como um evento feito por e para todos nós, sem a defesa de nenhuma estampa que simboliza alguma entidade.

Estamos reunindo esforços para termos, também, uma representação cabo-verdiana e angolana no nosso Reencontro.

Temos a confirmação, pra esse ano, de dois representantes asiáticos vindos de Singapura e de Macau. Isso será muito importante na medida em que teremos, unidos pela capoeira, representantes das Américas (Brasil e Canadá), Africa (Angola e Cabo Verde), Europa e Ásia.

Peço a você que realize a divulgação junto aos seus alunos e demais conhecidos capoeiristas, informando-lhes o endereço de inscrição online que dou à seguir: www.nossoreencontro.portalcapoeira.com


Com um abraço amigo, me despeço e fico na expectativa do nosso reencontro.
Umoi Souza

Ministro recebe lideranças da Capoeira no Rio de Janeiro

Eles discutiram projeto que visa regularizar categoria e que está em tramitação no Senado

Brasília, 29/07/2009 – Durante visita a sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (24), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se encontrou com cerca de 100 mestres de Capoeira do estado. Eles pediram ajuda ao ministro no sentido de agilizar junto ao Senado a aprovação de um projeto que visa regularizar a categoria, já em tramitação.

Lupi disse aos esportistas que não medirá esforços e já pediu a seus assessores empenho na articulação junto aos senadores. A expectativa é que o projeto seja aprovado até dezembro deste ano. Dessa forma, os capoeiristas ocuparão um lugar na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do MTE.

Os mestres estão otimistas. Eles vêem na regularização da categoria o reconhecimento do trabalho que eles já prestam a crianças, jovens e adolescentes, desenvolvendo a disciplina e, muitas das vezes, tirando-os da marginalidade. O projeto visa reconhecer como profissão o capoeirista, passando a ser considerado atleta profissional, apto a participar de eventos públicos ou privados mediante remuneração, de acordo com a Lei Pelé.

Entre os presentes ao encontro estavam o superintendente regional, José Bonifácio Ferreira Novellino, e cerca de 100 capoeiristas de várias partes do estado representando associações e federações ligadas a modalidade. A Capoeira se tornou patrimônio cultural pátrio em julho de 2008.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br

Ceará: Nota de falecimento – Mestre Soldado

A CAPOEIRA ESTÁ DE LUTO

Faleceu na última sexta-feira, dia 24 de julho de 2009 em Fortaleza-Ce, uma das maiores referências da Capoeira Mundial, Everardo Carlos Pereira, o Mestre Soldado, representante da Cia. Terreiro do Brasil. Mestre Soldado lutava contra um câncer, desde março deste ano.

Nasceu no dia  23 de outubro de 1964 e iniciou na capoeira no ano de 1978, com o Mestre Everaldo Ema, no colégio Júlia Jorge em Fortaleza. Em 1982, trabalhou em parceria com o Fundo Cristão para Crianças – CCF, realizando um trabalho de cunho social com crianças de áreas de risco através da prática da Capoeira. Desenvolvendo a partir daí seu primeiro Grupo de Capoeira na comunidade do Km-5 via férrea e Reino Encantado. No mesmo ano filiou-se ao Mestre Skysito e passou a ser integrante da Terreiro Capoeira do Brasil. Em 1984 desenvolveu trabalho junto a comunidade do Carlito Pamplona, no Centro Comunitário daquele bairro, sempre com a Capoeira. Em 1986 assumiu a Terreiro Capoeira, nesse mesmo período consagrou-se vice-campeão do Festival Praia Verde em Brasília,  representando o Ceará. Em 1988, implantou a Capoeira no Município de Caucaia-Ce, começando pelo Conj. Nova Metrópole e posteriormente integrou os quadros da Prefeitura junto ao Centro Comunitário de Caucaia. Em 1989 desenvolveu trabalho de implantação da capoeira no estado do Tocantins, recentemente criado naquela data, onde esteve presente por quinze anos. Em 1990 recebeu o Prêmio de Celebridade que mais contribuiu para a Cultura no Estado do Tocantins, promovido pelo Governo do Estado. Em 1991 consagrou-se Campeão dos Jogos Abertos de Brasília representando o Tocantins e foi homenageado com a graduação de Mestre, integrando a 1ª turma da Associação Brasileira dos Professores de Capoeira – ABPC. Em 2008 retornou a Fortaleza, assumindo novamente a Terreiro do Ceará, coordenou a realização do IV Simpósio Internacional de Capoeira contando com a participação direta de mais de 150 pessoas e público rotativo durante os três dias do evento de mais de 500 participantes. Também integrou a Comissão de Trabalho da Semana Municipal da Capoeira de 2008 no Município de Fortaleza-Ce, conforme Lei Municipal nº 9.041/05.  Compôs a mesa de debates da 3ª Audiência Pública na Câmara Municipal de Fortaleza de 2008, tratando dos temas: Profissionalização do Professor de Capoeira e alteração da nomenclatura da profissão junto ao CBO – Código Brasileiro de Ocupação.

Durante sua trajetória sempre desenvolveu trabalhos de cunho filantrópico com a Capoeira, visando o crescimento, reconhecimento e inclusão social das comunidades carentes e desprivilegiados, tendo notório reconhecimento junto a comunidade capoeirística dos Estados do Ceará e Tocantins, sendo ainda um Mestre de renome nacional e internacional.

Atualmente desenvolvia trabalho de Formação de Graduados (educadores de capoeira) junto a UFC- Faculdade de Educação – FACED.

Durante o período de 1982 até 1989 realizou vários eventos, batizados, cursos, simpósio, cursos de reciclagem em Fortaleza em benefício da capoeira do estado do Ceará.

Pessoa serena, paciente, batalhador. Excelente esposo, pai exemplar, um Mestre respeitado, amigo e dedicado, um grande homem de fé, esse era meu Mestre Soldado.

Professora Claudinha
Terreiro Capoeira do Ceará.
27/07/09

Bahia: Grupos de capoeira fazem caminhada pela paz

Aproveitando o dia primeiro de janeiro, Dia da Paz Mundial, diversos grupos de capoeira de Feira de Santana fazem hoje, a partir das 16h, uma caminhada em direção à praça de alimentação da Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana, 2º maior município da Bahia.

Com a palavra de ordem “Vista-se de branco e jogue limpo”, a reunião dos grupos termina numa Grande Roda de confraternização com a presença de capoeiristas de todas as idades e estilos.

Esta é a segunda edição da Campanha Cultura da Paz Capoeira, uma iniciativa do Instituto Odu Odara, ONG que trabalha com capoeira e educação em Feira de Santana.

Segundo o Instituto, a campanha é uma ação junto à comunidade capoeira da cidade para construir uma cultura de paz e diminuir as distâncias entre os grupos.

Entendemos que ações como esta são capazes de remover as barreiras para o desenvolvimento da capoeira integrando os capoeiristas entre si e com a comunidade – dizem os coordenadores da entidade.

A ONG espera que, a partir do sucesso da ação, grupos de capoeira de outras cidades reproduzam a iniciativa.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br

Expansão da capoeira

A capoeira junto ao candomblé e o samba é uma das mais importantes manifestações de nossa cultura. Trazida pelos escravos africanos, que aqui chegaram para a cultura canavieira, desempenhou um forte papel na resistência cultural dos afro-brasileiros. Seus praticantes exerceram função preeminente em episódios da história do Brasil, como na guerra do Paraguai; na luta pelo abolicionismo e na transição do Império para a República. A luta-arte, já surge internacional, pois é o encontro das nações: congos, angolas, bengelas, moçambiques, minas, rebolos e cassanges.

No contexto pós-abolicionista, a capoeira foi perseguida e sua prática considerada crime. Assim como o candomblé, sobreviveu e recontextualizou-se. Hoje é elemento referência da cultura brasileira. Capoeiras de todos os continentes chegam ao Brasil, para beber na fonte dos velhos mestres e vivenciar sua filosofia, que nos remete ao caráter da sociedade brasileira, formado por tolerância, hospitalidade, pluralidade e originalidade.

Sua expansão para o mundo, teve início com dois gênios da Bahia: mestres Bimba e Pastinha que era filho de um espanhol com uma negra e que recebeu em sua academia no Pelourinho, o escritor Jorge Amado, o francês Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Caribé, Mário Cravo. As vozes dos pioneiros baianos entraram nos corações dos jovens de esquerda, que buscavam na cultura popular, as justificativas de seus ideais políticos.

Meio século depois, o mundo se africaniza com a capoeira. Milhares de praticantes negros, brancos e amarelos; católicos e mulçumanos; judeus e árabes, do velho e novo mundo, chegam ao Brasil falando e cantando em português as ladainhas e corridos da capoeira. Os discípulos de Pastinha, João Grande e Jelon Vieira de Bimba, tiveram seus trabalhos, que realizam há duas décadas em Manhattan, reconhecidos pelo governo da Casa Branca. Lá receberam o National Heritage Fellowship Award. A mais importante homenagem da cultura estadunidense.

O ex-ministro Gilberto Gil, depois de encontrar dezenas de mestres nos aeroportos internacionais de todos os continentes, disse que “a capoeira se espalhou pelo mundo sem nenhuma ajuda governamental”. Iniciou então o processo de reparação desta dívida, criou o primeiro edital de apoio a projetos, grupos e pesquisadores. Contribuiu junto com a Fundação Palmares, para que a arte afro-brasileira fosse reconhecida como patrimônio cultural.

Mas Pernambuco saiu na frente e aprovou uma pensão vitalícia, para os velhos mestres. Devolvendo a eles, muito pouco, comparado ao que produziram com sua arte, para divulgar positivamente o país. A Bahia, a “Meca da capoeira”, ainda está timidamente se mobilizando, para o reconhecimento destes lutadores, que levaram ao mundo um Brasil alegre e solidário; criando um mercado de trabalho de difícil mensuração.

Lucia Correia Lima é jornalista, fotógrafa e autora do roteiro de documentário “Mandinga em Manhattan” – premio DOCTV 2005 do MinC.

Diretora de Projetos e Comunicação da Associação Brasileira de Capoeira Angola – luciacorreialima@hotmail.com

Fonte: A Tarde de 27 do 12 pagina do editorial coluna Opinião

FALC derruba edital que excluiu capoeira de processo seletivo

FALC E FENAL derrubam edital da SEE – CORAC/AL que excluiu a capoeira do processo seletivo para agentes culturais.

Caros camaradas,

Nos últimos quatro dias, a Federação Alagoana de Capoeira (FALC) e representantes do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (FENAL) travaram uma luta histórica junto a uma das instâncias do poder institucional do Estado de Alagoas.

Através do edital 03/2008, da Secretária Estadual da Educação e do Esporte, fomos surpreendidos com a abertura de concurso público para agentes culturais da Coordenadoria de Ação Cultural (CORAC), do qual a capoeira foi excluída das atividades realizadas por esta coordenadoria.

Nos últimos sete anos, a pratica da capoeira vem sendo ensinada em escolas públicas alagoanas, através de contrato verbal com a CORAC. O mesmo acontece com a música, o teatro, balé, folguedos populares, artes plásticas, cinema, maestro de bandas. Neste tempo, a capoeira revelou-se peça fundamental na inclusão da cultura afro-brasileira nas escolas.

Diante de tal situação que caracterizou a exclusão por questões étnico-racial e descumprimento às Leis 10.639 e 6.814 a FALC com apoio do FENAL articulou as seguintes ações:

* Formação de comissão para contato direto e urgente com a CORAC e com a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas. Os contatos foram feitos com Suely Cavalcante, diretora da CORAC e com Márcia Valéria Lima Santana, Secretária Estadual da Educação.

* Elaboração de carta e encaminhamento para a secretaria Márcia Valéria Lima Santana, solicitando a anulação ou aditamento do edital n° 03/2008, no intuito de incluir a capoeira no processo seletivo desta coordenadoria.

* Solicitação de estudo e viabilidade junto ao advogado da FALC e do advogado Betinho, para impetrar Mandato de Segurança no sentido de impedir a realização do processo seletivo;

* Contato com a Gerência de Educação Étnico-Racial – Arísia Barros, para solicitar a participação na reunião com a diretoria do CORAC;

* Reunião com a diretora do CORAC, exposição dos fatos, solicitação de cumprimento às leis, requerimento de inclusão da capoeira neste processo seletivo como ação inegociável, visão da capoeira dentro do processo de inclusão social, e disseminadora da cultura afro-brasileira no Brasil e no mundo.

Como resultado da nossa articulação e comprometimento pela igualdade de direitos e ocupação de espaços pela cultura afro-descendente tivemos:

* Reconhecimento que a capoeira, na sua prática e seu contexto histórico-social, muito tem contribuído no auxílio da educação dentro das premissas da CORAC;

* Entendimento da Secretaria do equivoco cometido na elaboração do edital;

* Comprometimento em abertura de vagas, neste processo seletivo, para capoeira com as mesmas cargas horárias dos últimos trabalhos;

* Correção do edital e republicação incluindo as vagas para agentes culturais de capoeira e ampliação do prazo de inscrição;

* Documento de compromisso do cumprimento das ações definidas junto à comissão formada pela FALC e a Gerência de Educação Étnico-Racial.

Esta é uma conquista histórica que representa, por uma lado, a força dos seguimentos afro-brasileiros quando unidos e conhecedor dos seus direitos, por outro lado, que os poderes institucionais tendem, se solicitado, a atender as nossas reivindicações pautadas nas leis e necessidades socias.

Mostrou também que, com urgência, se faz necessário a buscar constante da aplicação das Leis 10.9639 e 6.8114. E isto depende muito de nós, seguimentos do FENAL no sentido de buscar soluções e caminhos para que isto aconteça. Uma oportunidade está na capoeira como forma de ensinar a história e cultura Afro-Brasileira nas escolas, mas muitas outras deverão participar.

Como capoeiristas afirmamos a posição desta arte, movimento de luta legitima, rico no seu contexto histórico-social.

Quem é afro-descendente, quem é capoeirista, quem se identifica com a causa do nosso herói nacional – ZUMBI DOS PALMARES – Acredita e não abre mão da crença que: quando em situações adversas, não pudermos dar um passo à frente, é questão de vida, não darmos um passo atrás. Resistir sempre.

Agradeço a todos que direta ou indiretamente participaram desta conquista.

Comissão:

* Contra-Mestre Marco Baiano, Mestre Dumel, Professor Denis, Contra-mestre Leto, Professor Marcão, Professor Devagar, Prof. Arísia Barros –(Gerência de Educação Étnico-Racial), Dr. Reginaldo Gomes, Dr Alberto (Betinho)

Um grande abraço a todos.

Marco Baiano.

PRESIDENTE DA FALC

Mestre Ananias lança seu 2º CD com samba de roda

 

A tradição e o ritmo do “samba de umbigada” da Bahia, acontece em festa aberta ao público no SESC Ipiranga em São Paulo no dia 12/12

Mulheres já podem preparar suas saias rodadas. No dia 12 de dezembro, tem samba de excelente qualidade no Sesc Ipiranga. E os homens também não poderiam ficar de fora da roda. Afinal, Mestre Ananias (vestindo como de costume camisa e terno muito brancos, chapéu panamá, sapato bicolor e colar para o Orixá) vai lançar, aos 83 anos, seu 2º CD próprio em São Paulo. O álbum é o volume II do Projeto Documental sobre o trabalho do Mestre, produzido pela Uirapuru Assessoria Cultural. Antes da roda de samba, os discípulos, alunos de Seu Ananias e os principais capoeiristas do Brasil, incluindo outros Mestres, participam de uma roda de capoeira, dando a todos um show de agilidade e brincadeiras, embalados pela famosa bateria de Mestre Ananias.

Conhecer a cor do samba, o “cheirinho” da Bahia e o dendê presente no ritmo do exímio capoeirista rebento de São Felix (Recôncavo Baiano) é mesmo um programa imperdível para toda a família. Mesmo porque as crianças também devem ser privilegiadas com uma rica vivência junto ao Mestre mais antigo e respeitado em São Paulo. Todos podem brincar com um ícone vivo da capoeira no Brasil. Com simplicidade, ele compartilha com todos os dispostos a “brincar” a herança ancestral africana que desde pequeno viveu na Capoeira, no Candomblé e no Samba de Roda, reconhecido em 2005 pela UNESCO como patrimônio imaterial e oral da humanidade.

Além disso, todo brasileiro sabe que “quem não gosta de samba, bom sujeito não é”. Então, prepare-se para chacoalhar as cadeiras e afinar a voz no coro. Mestre Ananias, à moda característica dos antigos mestres, vai comandar mais um samba e fazer a festa dos paulistanos.

 

Para ouvir uma das faixas do novo CD do Mestre Ananias
com exclusividade no Portal Capoeira, clique aqui

Dica: Samba de roda na Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Tradições Baianas, localizada no Bixiga (rua Conselheiro Ramalho, 945), bairro de tradição afro-descendente

Breve histórico de Mestre Ananias

Quando jovem, em busca de trabalho, Ananias Ferreira foi acolhido em Salvador por um dos grandes mestres da capoeira, Valdemar da Liberdade. Grande ritmista, cantador e comandante de roda, Valdemar Rodrigues da Paixão é considerado um dos capoeiristas mais completos. A convivência com ele aconteceu junto aos mais expressivos nomes da capoeiragem: os mestres Pastinha, Traíra, Caiçara, Nagé, Onça Preta, Zacarias, Bom Cabelo e Canjiquinha, de quem Mestre Ananias recebeu seu diploma de mestre.

Em 1953, Mestre Ananias chegou a São Paulo, convidado pelos produtores Wilson e Sérgio Maia. Foi quando sacudiu os teatros paulistanos com o dramaturgo Plínio Marcos e Solano Trindade, junto aos sambistas Geraldo Filme, Toniquinho Batuqueiro, Zeca da Casa Verde, Talismã, Jangada, Silvio Modesto e João Valente, entre outros batuqueiros.

Mestre Ananias ensina toques de berimbau
na Praça da República, onde fundou a roda
de capoeira que existe desde a década de 50

Entre suas participações no teatro e cinema brasileiros estão: a peça Jesus Homem e Balbina de Iansã, de Plínio Marcos; os filmes Pagador de Promessas; Brasil do Nosso Brasil; Fronteira do Inferno e Ravina, de Anita Castelane. Também fez apresentações teatrais com Ari Toledo no Teatro de Arena e gravações com o músico Jair Rodrigues.

Mestre Ananias foi um dos primeiros capoeiristas a estabelecer residência na terra da garoa. Consolidou junto a seus conterrâneos a Roda de Capoeira da Praça da República “para alegrar o povo que ali passava”. Há mais de 50 anos nessa roda, que representa um tradicional ponto de encontro de capoeiras em São Paulo, ainda a comanda com dedicação e muito respeito dos freqüentadores. Durante esse meio século, conviveu com grandes capoeiristas baianos que viveram e passaram por São Paulo, como Evaristo, Zé de Freitas, Limão, Silvestre, Paulo Gomes, Suassuna, Brasília, Joel e muitos outros.

Aos 80 anos, Mestre Ananias lançou seu 1º CD original de capoeira: Capoeira Documento Inédito. No começo do ano de 2007, com o apoio do edital federal Capoeira Viva, reabriu sua escola, para dar continuidade à história paulistana da capoeira tradicional (Angola). Com muito entusiasmo, comanda semanalmente as rodas que ali acontecem, com a presença de vários capoeiristas de São Paulo e do Brasil, às terças-feiras, a partir das 20h.

samba de roda do Recôncavo Baiano

O samba é, indiscutivelmente, símbolo de brasilidade, uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva das mais significativas do país. E o samba do Recôncavo Baiano, bem como a capoeira e o candomblé, fazem parte da matriz dessa identidade. São elementos de um mesmo universo na cultura popular brasileira.

Fazer o samba de roda em São Paulo, cidade de migrantes nordestinos, de filhos e netos de baianos é uma retomada de nossas referências sócio-culturais e históricas. São mais de cinco milhões de praticantes de capoeira no país, sendo que a capital paulistana tem o maior número deles. Mestre Ananias é o guardião desse universo em São Paulo, onde vive desde 1953 perpetuando esse legado.

A tradição da festa popular foi mantida inclusive na gravação do CD, aberta ao público no começo do ano. Enquanto o coro respondia ao Mestre, homens e mulheres brincavam na roda de samba formada especialmente para o evento. “A mulher corre a roda e escolhe outra [outro] pra entrar, com uma umbigada. Um só de cada vez”, explica o mestre.

Agora, mais uma vez com festa, uma nova roda vai apresentar o trabalho produzido. Todos podem experimentar de perto a corporeidade, musicalidade, sensualidade, poesia, o belo, lúdico e sagrado do samba, pois a alegria vai contagiar o coletivo e integrar as pessoas de forma plena e harmoniosa.

Mestre Ananias lança seu 2º CD com samba de roda Roda de samba formada especialmente para a gravação do CD do Mestre Ananias,o qual será lançado oficialmente agora, com outra comemoração e também muito samba

Grupo Garoa do Recôncavo

Formado por discípulos, capoeiristas e sambadores, o grupo é um retrato do samba do Recôncavo Baiano liderado por um remanescente, com influências regionais na execução dos instrumentos e, é claro, no sotaque paulistano.

Formado por 10 integrantes, apresenta viola de 10 cordas, violão, cavaco, dois pandeiros, atabaque, percussão e coristas dançarinas caracterizadas.

SERVIÇO

LANÇAMENTO: CD VOLUME SAMBA DE RODA AO VIVO – DOCUMENTO INÉDITO

LOCAL: SESC IPIRANGA

DATA: 12/12/2007, das 18h às 21h30

PRODUÇÃO: Uirapuru Assessoria Cultural – Rodrigo (11) 5072 – 6579

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Brígida Rodrigues (11) 8116-1429

Fotos: Brígida Rodrigues

Espanha: Reencontro da Senzala

Salve para quem é de Salve !
Axé para que for de Axé !
O Capoeira velejando contra a maré.
Venho trazendo informações sobre o nosso  "Reencontro da Senzala" do dia 14 ao 22 de Julho em Costa Brava na Espanha.  Esse apelo que faço aqui atravéz desse informativo é sem intenção financeira.   Pela minha vontade propria e com a benção do nosso Mestre Sombra, eu conto com os meus Camaradas dessa familia Senzala que aqui estão na Europa.Juntos daremos a ocasião de reecontrar aquilo que sempre fez de nos uma familia Senzala de Santos. Graças a  nossa amizade, nosso respeito, nossa confiança, nossa adimiração que temos pela pessoa de  Mestre Sombra.
 
A Capoeira nos abriu os caminhos das nossas vidas até o dia de hoje. E cada um de nos temos o futuro traçado por ela. Porem é hora de abrir nossos corações . Para que num futuro proximo voltemos a compartilhar o que nos uniu ao redor do nosso Mestre Sombra.
 
Esse Reencontro vai ser feito num Acampamento.  Esses valores estão incluindo o Café da manha, almoço, hospedagem no Camping e o Estàgio de Capoeira.
 
                                                    Tarifa    Não rembolsavel Data limite de pagamento
Pré inscrição antes do dia 15 de abril    350€    100€                   15 de Junho
Pré inscrição antes do dia 15 de Maio    375€    100€                   15 de Junho
Pré inscrição antes do dia 15 de Junho  400€    100€                     1° de Julho
Inscrição apartir do dia 16 de Junho      450€                                1° de Julho
 
 
O preço para os responsaveis dos grupos é de 200€, esse valor minimo serve para cobrir as despesas de cada um. Os que são acompanhados de filhos com menos de 5 anos seram alojados em apartamentos. (Para o bem estar das Crianças). Contamos com o bom senso de cada um.
 
As inscrições ficam à critério de cada responsavel das associações para com o seus alunos. Ao final das datas limites, por favor, entrem em contato por telefone ou por e-mail  para mantêr-me informado de quantos ja estao inscritos em suas associaçãoes. Temos um limite de participantes. Por esta razão, conto com todos a me  manter informado até as datas limites de inscrição.
 
Junto a esse informativo vai uma ficha de inscrição que cada um deve pré-enchê-la e nos entregar junto do pagamento dos seus alunos ao chegar no dia 14 de julho na Espanha.
 
Se por acaso as informações não foram suficientes, entrem em contato por e-mail ou telefone.  
 
Agradeço a todos pela atenção e conto com a presença de todos.
 
Axé para quem for de Axé !
 
MESTRE BEIJAFLOR

Fidelidade às raízes negras em “Besouro Cordão-de-Ouro”

Sucesso no Rio, sucesso em Curitiba, a montagem que trás o lendário Personagem de "Besouro Cordão-de-Ouro" conquista e agrada por onde passa…
É a magia do universo da Capoeira!!!
 
Luciano Milani
Fidelidade às raízes negras em "Besouro Cordão-de-Ouro"
por GISELE ROSSI – GAZETA DO POVO ONLINE
O musical “Besouro Cordão-de-Ouro” encerrou sua participação no 16º Festival de Teatro de Curitiba (FTC), deixando saudades. No início da última sessão, na noite de domingo (25), quem estava dentro da Casa Vermelha, pôde ouvir os gritos de “Queremos assistir! Queremos assistir!”, das pessoas que ficaram de fora, porque não conseguiram a entrada para assistir ao espetáculo. Os ingressos, para a pequena temporada, se esgotaram antes do início do Festival. Quem garantiu a entrada, passou por uma vivência interessante, de reconhecimento da cultura negra no Brasil.  Ricardo Sodré/JLM Produções 
    
A música “Lapinha”, que possui um refrão de autoria de Besouro (personagem que inspirou a montagem), “Quando eu morrer/Não quero choro nem vela/ quero uma fita amarela/ gravada com o nome dela”, é o ponto de partida para o musical, escrito e concebido por Paulo César Pinheiro, compositor de “Lapinha”, em parceria com Baden Powell, entre outras músicas. A canção ganhou novos versos para o espetáculo. Ao todo o musical apresenta dez canções, cantadas ao toque do berimbau e que apresentam nas letras, um pouco da história de Besouro e da vida dos negros no Brasil. As músicas são cantadas resgatando os seguintes toques do berimbau: Jogo de Dentro, Jogo de Fora, São Bento, Angola, Cavalaria, Benquela, Barravento, Iúna, Samango, Santa Maria e Besouro. Assim os cantos, que pareciam de uma tradicional roda de capoeira, ganharam ares de uma primorosa MPB.
 
A experimentação na ambientação também apresentou um resultado positivo. Ao entrar no ambiente a impressão é de que íamos assistir uma roda de capoeira no Barracão do Waldemar, endereço famoso de Salvador (BA), na década de 1950, onde aconteciam rodas de capoeira. Mas logo se descobriu que a peça começava com um velório e após alguns minutos o público foi convidado a entrar em outro ambiente, que lembrava uma senzala, onde as pessoas se acomodaram em cadeiras, almofadas e cestos. Visualmente, o espetáculo apresentou um cenário simples e monocromático, como era a vida dos negros recém-libertos, no início do século 20. Os atores, espalhados pelo espaço, iam relatando a vida do valente capoeirista, através da música e das histórias que ficaram conhecidas e chegaram até os dias de hoje apenas pelo boca-a-boca, das pessoas que o conheceram ou ouviram falar de Besouro Preto. No fim, o público foi convidado à participar da roda de capoeira.
 
Foi uma experiência bacana e fiel ao que se fala do famoso personagem. Destaca-se a direção de João das Neves, que estava na cidade junto com a equipe da peça. Diretor de teatro consagrado, que trabalhou com o grupo Opinião, na década de 1960; dirigiu shows de artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento, Baden Powell; realizou a Missa dos Quilombo, no Rio de Janeiro em 1988, e também dirigiu o Tributo a Chico Mendes com o Grupo Poronga, no Acre, entre outras atividades, Neves levou o público a passear pelo espaço até chegar à roda da capoeira, onde tudo se passa, deixando o espetáculo leve e agradável. Junto com Pinheiro, apresentaram a figura humanizada de um homem que era tido como desordeiro, mas que na verdade usava de sua valentia para se defender, e apesar da fama de mal era uma boa pessoa.
 

Aconteceu: Aula especial de capoeira no Mercado Municipal de Santos

Aconteceu sábado (10) uma aula especial de capoeira no Mercado Municipal, ministrada pelo professor Márcio Santos, com a presença do mestre Parada, das 14h às 16h30 (duas turmas), gratuitamente. O mestre é responsável pela inclusão desta modalidade na faculdade de educação física da Unimes e por sua remodelação, tendo aberto a primeira academia no Gonzaga, atraindo também muitas mulheres para suas aulas.
 
Todo sábado, Márcio dá aulas gratuitas para crianças e adultos e, principalmente, para portadores de deficiência, dentro do projeto Capoeira Escola, da Secretaria de Governo. Formado em educação física, ele ressalta os benefícios proporcionados pela capoeira, como a melhora da coordenação motora, do equilíbrio, força e resistência, além da reorganização neurológica. Outro fator importante é o aumento da auto-estima e a sociabilização.
 
Há também a ‘matroginástica’, que as mães fazem junto com os filhos, melhorando a afetividade e o carinho entre eles. Ainda há vagas para as aulas no Mercado e basta levar um comprovante de residência e o RG ou certidão de nascimento. Mais informações: 9772-0996, com Márcio.