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Poupa tempo sim… no Tendal NÃO!!!

Olá Rui, olá a todo o pessoal que ocupa um espaço tão nobre, repleto de cidadania e cultura… 
O Tendal é assim!
No final da década de 90 e inicio de 2000 tive o imenso prazer de fazer parte desta "turma" fui membro da Escola Paulista de Circo e o Tendal funcionava a todo vapor.
É uma pena que o governo esteja a pensar em transformar o Tendal no Poupatempo da Lapa…
Abaixo segue o texto apresentado pelo amigo Rui Takeguma, responsável por ministrar aulas de Capoeira no Tendal. ( vale aqui fazer uma observação: As aulas, assim como as demais atividades oferecidas pelo Tendal da Lapa são para a comunidade… e inteiramente grátis! ), o texto aborda uma solução alternativa que ao meu ver serve com sobras e muito mais objetividade à implantação do Poupa tempo…
 
Luciano Milani


POUPATEMPO NA REGIÃO OESTE … POR QUE NÃO NA BARRA FUNDA?
De acordo com a Superintendência Poupatempo, do governo do Estado, uma pesquisa por eles realizada aponta a necessidade de um Poupatempo na região Oeste, mais precisamente na Lapa de Baixo. E os motivos que levaram à escolha do Espaço Cultural Tendal da Lapa para "sediar" este  novo Poupatempo são os seguintes:
 
• Proximidade com as estações de trens, Mercado da Lapa e terminal de ônibus.
• Área mínima de 6.500 m², com terreno disponível para vistoria de veículos.
 
Desta maneira, o futuro Poupatempo poderá atender não somente os moradores da região oeste, como também municípios vizinhos, e moradores de baixa renda servidos pelo transporte público da região.
Outro motivo que justifica a desativação do Espaço Cultural para a implantação do Poupatempo, ainda segundo a Superintendência Poupatempo, é o alto investimento. Seria dada a preferência para a recuperação de um patrimônio público, podendo assim contribuir com sua preservação, ao invés de um imóvel da iniciativa privada.
 
As informações prestadas pela Superintendência, via e-mail de sua ouvidoria, finaliza informando saber da importância das atividades culturais do Tendal da Lapa, e da garantia que tiveram da Subprefeitura Lapa, de que estas seriam mantidas em outros equipamentos públicos, nas proximidades do Tendal.
Apresentamos agora argumentos que de monstram claramente que, caso o Poupatempo seja instalado ao lado do Terminal Intermodal Barra Funda (que fica a menos de 3Km do Tendal), todos os quesitos acima serão contemplados e ainda se ganhará outras vantagens.
 
O Poupatempo Barra Funda estará ao lado das mesmas linhas de trens que na Lapa.
 
O Poupatempo Barra Funda estará ao lado da Av. Francisco Matarazzo, onde passam os ônibus que passam no terminal Lapa. E também estará ao lado de um terminal de ônibus (Terminal Barra Funda) com várias outras linhas, ou seja, mais linhas além daquelas que teria à disposição na Lapa.
O Poupatempo Barra Funda estará ao lado do Metrô, por onde passam mais de 140 mil pessoas por dia, o que não ocorre na Lapa.
 
O Poupatempo Barra Funda estará ao lado de um terminal rodoviário intermunicipal e interestadual, o que também não ocorre na Lapa. De acordo com o site do Metrô são 168 linhas de ônibus que atendem a 466 cidades.
 
Ou seja, na Barra Funda, o Poupatempo além de poder atender um número muito maior de cidadãos e cidadãs, não somente da cidade (trens, ônibus e metrô), como de municípios vizinhos e distantes, e também (porque não?) de outros estados, servidos pelos ônibus interestaduais do terminal.
Quanto à área disponível: exatamente ao lado do Terminal Barra Funda, existem terrenos ociosos dos Governos Estadual e Municipal com metragem superior a 6.500m². Outros terrenos públicos não ociosos mas explorados por empresas de estacionamento, também estão ao lado do Terminal. O que é preferível, desativar um estacionamento privado, ou uma casa de Cultura que oferece dezenas de cursos, shows e exposições para a população, sempre gratuito?
 
Na Barra Funda, poderá ser construído o prédio do Poupatempo com as características adequadas ao cotidiano do trabalho que lá será desenvolvi do, diferente do Tendal, onde o prédio terá de ser adaptado tendo que respeitar as limitações impostas pelo processo de tombamento pelo qual o Tendal passa. Pode ser que se gaste um pouco mais para construir o prédio na Barra Funda, mas será mais funcional, mais adequado.
 
Outras vantagens do Poupatempo Barra Funda, pensando no licenciamento de veículos, é que existem muito mais rotas de acesso na Barra Funda que no Tendal da Lapa. Na Barra Funda temos acesso pelos viadutos Antártica e Pacaembu, Avenida Marquês de São Vicente, Av. Francisco Matarazzo, Av. Pacaembu, além de maior proximidade com a Marginal Tietê. Já no Tendal temos a R. Guaicurus extremamente saturada e constantemente congestionada, infelizmente.
 
Na Barra Funda, o Poupatempo terá uma visibilidade política muito mais interessante!! Estará ao lado do Terminal Intermodal Barra Funda, do Memorial da América Latina, do Parque da Água Branca, do Espaço das Américas, Villa Country, Porto Alcobaça e Univer sidade Nove de Julho.
 
Com relação à mudança das atividades da casa de cultura para outro(s) local(is), isto é bem improvável. Primeiro é importante frisar que um Espaço Cultural não é um aglomerado de atividades. Existe o intercâmbio, a vivência com a diversidade, algo que ocorre no Espaço Cultural por excelência. Os demais espaços existentes próximos não têm condição de abraçar as atividades culturais do Tendal. Primeiro porque são muitas e com público numeroso. Segundo porque certas atividades lá acontecem justamente porque o local propicia seu desenvolvimento. Sair de lá é desaparecer. Mesmo assim é importante lembrar que as duas bibliotecas infanto juvenis são pequenas e já têm suas programações e especificidades. O Teatro tem sua programação e é de responsabilidade de Secretaria Municipal de Cultura. De qualquer forma lá não caberá as atividades do Tendal. A Biblioteca Francisco Pati está com seu auditório totalmente inutilizado, virou um depósito de inservíveis. Isso sem contar com a constante falta de verba e interesse pela Cultura.
 
Por fim, uma questão sempre levantada, mas nunca discutida: as enchentes no Tendal da Lapa. Como ficarão o Poupatempo e os carros vistoriados durante as enchentes? Boiando?
Nada melhor que termos na região um Poupatempo – na Barra Funda – e um Espaço Cultural, onde já está.
Viva o Tendal!
Movimento contra a desativação do Espaço Cultural Tendal da Lapa
 
visite o site: www.vivaotendal.cjb.net
vivaotendal@uol.com.br

A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em “soltar os golpes” que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


“Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


“O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


“…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


“… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


“…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.

A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em "soltar os golpes" que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


"Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


"…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


"… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


"…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.