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Nova Ministra da Cultura & Ciclos de Debates Pró-Capoeira

Prezados Camaradas…!

Depois de um longo e tenebroso inverno, é retomada causa da capoeira pelo Governo da Presidente Dilma, desta feita com uma nova Ministra da Cultura, a Sra. Marta Suplicy…

Esperamos que, depois desse longo tempo de abandono de nossas questões pela Sra. Ana de Hollanda (grande decepção para toda a classa de pessoas envolvidas com a cultura popular, já que essa ministra nos pareceu muito preocupada apenas com a Cultura de elite, teatro, ballet, cinema, etc…) possam os novos atores da política governamental fazer diferença para com a questão de nossa Capoeira, dita eleita como Patrimônio Cultural do Brasil… mas na prática totalmente desprezada até aqui pelos agentes da cultura do governo federal, tanto quanto do Governo do DF…

A intenção nesta mensagem é levantar a informação para o maior número de pessoas que se interessam pela capoeira, mormente, logicamente, os mestres dessa arte…

 

Meu abraço e a esperança de que a gente tenha voz nesse debate…

 

axé!!!

 

Mestre Squisito

Brasilia – DF

61 9514 0459 – claro
61 8225 5578 – TIM

Mestre Brasília: “50 anos sem tirar a mão do chão”

“Antonio Cardoso Andrade”, conhecido como Mestre Brasília, capoeirista e artista de primeira grandeza, é  uma importante figura no cenário de São Paulo. Além de mestre de capoeira, que ensina esta arte de origem negra para muitas gerações, é também pesquisador da cultura e criador de músicas e letras. Baiano de Alagoinhas, de família simples, trabalhou como sacoleiro de feira, transportador de água, sapateiro, funileiro, mecânico, pedreiro, pintor, etc. com 19 anos descobriu a capoeira como missão da sua vida e tornou-se discípulo do famoso Mestre Canjiquinha.

Logo foi convidado por seu mestre para realizar apresentações de capoeira em toda a Bahia e outros estados, atividades que desenvolveu durante seis anos. Em 1965 veio para São Paulo e abriu a Academia Cordão de Ouro com o Mestre Suassuna e,  um ano depois inaugurou o seu próprio espaço cultural, a Associação de Capoeira São Bento Grande, hoje ainsa em pleno funcionamento com o nome Capoeira Ginga Brasília.

A sua arte não ficou restrita ao Brasil, pois, desde a década de 70, tem-se apresentado em vários países e realizado cursos e oficinas no Japão, onde chegou a viver durante 3 anos, retornando várias vezes (1973, 1974, 1975, 1986, 2000, 2002, 2008, 2009, 2010), na Alemanha (1987), nos Estados Unidos (1995, 1997, 2008 ), na Itália ( 1999 ). Em 1990 lançou seu primeiro disco, “Ginga Original”, com músicas e letras de sua autoria. Seguiram-se outros trabalhos como Cds e DVD.

Ao longo da sua carreira tem também preparado atores de teatro, como é o caso da inesquecível peça “Capitães da areia”, baseada no célebre livro de Jorge Amado.

Mestre Brasília é contemporâneo de uma geração  brilhante de capoeiristas brasileiros: do lendário mestre Pastinha, do Mestre Waldemar, capoeirista, cantador e fabricante de berimbau, do Mestre Canjiquinha, seu mestre, que participou do “Barravento” e o “Pagador de promessas”, filmes de Glauber Rocha, do Mestre Caiçara um dos mais famosos mestres de Angola., Mestre Bimba, que criou a regional, e outros.

Mestre Brasília, ao longo de sua vida, tem sido um Mestre na acepção da palavra, pois orienta os seus discípulos não apenas passando seus ensinamentos artísticos e técnicos com regras morais de um bem-viver e conviver em sociedade, valores éticos, traço marcante de sua personalidade e de suas lições.

Uma longa e conquistada trajetória.
Neste ano, comemora 50 anos de capoeira, e realizou o evento “50 ANOS SEM TIRAR A MÃO DO CHÃO”.

O Herói de Damião – A Descoberta da Capoeira

Em livro, garoto procura um herói da sua cor e encontra os mestres de capoeira

Aos sete anos de idade, o menino Damião resolve brincar de herói, vestindo capa, cinto e chuteira. Mas, ao invés de ficar feliz, ele se sente contrariado, pois sente que para ser igual ao herói tem que ficar desbotado. “Não tem herói da minha cor?”, esbraveja.

Essa é a história do livro “O Herói de Damião – A Descoberta da Capoeira”. O personagem principal é um garoto negro que sai pelo mundo atrás de uma figura heróica com a qual possa se identificar. Essa andança acaba dando certo: Damião encontra lutadores de capoeira, o gingado inventado por negros para se defender no século 16.

Envolvido pela brincadeira, Damião começa a ensaiar passos dessa luta que parece dança. O leitor que acompanhar a saga também poderá se encantar com a capoeira e arriscar movientos como ginga, cócoras e arpão, ensinados passo a passo ao longo do livro. Depois de entrar para o esporte, Damião ainda sai todo corajoso e acaba percebendo que, não importa a cor, todas as pessoas podem ser heróis.

Na história, Damião procura um herói negro como eleO Herói de Damião – A Descoberta da Capoeira

Texto de Iza Lotito
Ilustrações de Paulo Ito
Editora Girafinha
R$ 30

Mais informações: UOL Crianças

* DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

* VOCÊ CONHECE O MUSEU AFRO BRASIL?

* DEZ CURIOSIDADES

Fonte: UOL Crianças – http://criancas.uol.com.br

Aconteceu: “Mulher, Educação e Movimentos Sociais”

CAPOEIRA ANGOLA NA UFRGS
No dia 06 de Março de 2007, Obá Oloriobá e Inajara Ramos participaram do Seminário "Mulher, Educação e Movimentos Sociais", realizado pelo DAFE da UFRGS.
Oloriobá falou sobre "Mulheres e manifestações culturais afrodescendentes em uma proposta de educação étnico-social", ao lado de Maria Conceição da ONG Maria Mulher, que explanou sobre as Mulheres negras e a Educação.
 
Ao final das palestras, teve momento artístico-cultural onde Inajara e Oloriobá tocaram berimbau e jogaram capoeira angola em memória à Acotirene, N'zinga, Dandara e a todas as mulheres guerreiras de nosso País.
 
 
ANGOLEIRAS À FLOR DA PELE
 
Poesia criada por Inajahra Ramos
 
"Somos mulheres angoleiras, por natureza guerreiras.
Vivemos no mundo da capoeira angola.
Capoeira angola, que ajuda a contruir identidades, autonomia, respeito ao próximo.
O berimbau comanda a trilha sonora de um vida, onde se aprende a perder e também a ganhar.
Compartilhar os saberes, a respeitar o mais velho ou aquele que possui mais conhecimento, adquirido ao longo de sua trajetória. "O valor dos ancestrais'.
A capoeira nos leva a uma viagem imáginária à África existente dentro de todos nós brasileiras/os.
Com a Áfricanamente conquistamos nosso espaço de mulheres multiplicadoras, expressando linguísticamente e corporalmente os saberes infinitos do universo da capoeira."
Postado por AFRICANAMENTE no AFRICANAMENTE ESCOLA DE CAPOEIRA ANGOLA: http://africanamenteescoladecapoeiraangola.blogspot.com

Pela valorização da cultura negra

A história da capoeira e a linguagem usada nos cânticos estão agora em dicionário. A obra, que foi apresentada no Mindelo durante o 1.º Festival de Capoeira, é da autoria do jornalista e professor brasileiro Mano Lima.
 
Através de mais de mil verbetes, o Dicionário de Capoeira coloca à disposição de alunos e professores factos históricos sobre esta luta-dança, curiosidades e os dados mais recentes sobre a internacionalização da capoeira.
 
Editor da revista “Capoeira em Evidência”, que é publicada em Brasília, Mano Lima observou ao longo dos anos que “as novas gerações querem praticar capoeira, mas não se preocupam muito com a sua história e origem”. Lima decidiu, por isso, produzir um dicionário que servisse de material didáctico tanto para quem ensina como para quem aprende capoeira. São 1.600 verbetes relacionados com factos históricos, nomenclatura de blocos e grupos de capoeira, grandes figuras e gírias desta modalidade.
 
A primeira edição já está esgotada graças a vendas nos quatro cantos do mundo, mas permitiu a Mano Lima constatar um facto interessante: “A prática da capoeira está motivando o estudo da língua portuguesa”. Esta é uma aprendizagem que se faz primeiro de forma informal, através dos cânticos entoados nas rodas de capoeira, e depois em aulas formais. “Em muitos países, entre eles a Austrália e o Japão, há já classes com um professor a ensinar o português nas próprias escolas de capoeira”, afirma Mano Lima.
 
Mas, além de promover a língua portuguesa, a capoeira está também, de acordo com Mano Lima, a derrubar os preconceitos que ao longo dos séculos rodearam os negros e a sua cultura. “A semente da capoeira atravessou o oceano Atlântico a bordo dos navios negreiros e germinou no Brasil. Agora, a semente que foi levada para o Brasil está a ser replantada pelos brasileiros em África e outros cantos do mundo, divulgando e valorizando simultaneamente a cultura do continente negro”, declara o jornalista.
 
Valorização que começa no seio das comunidades negras e/ou mestiças, que passam a assumir as suas origens étnicas e culturais. Porque, alega Mano Lima, “uma das heranças malditas da escravidão é o preconceito não só dos brancos para com os negros, mas também destes contra si próprios. A consequência é uma série de comportamentos de negação da sua identidade”. Negação da cor da pele, textura do cabelo, tipo fisionómico, etc.
 
Um dos episódios mais recentes envolveu o jogador de futebol brasileiro Ronaldinho, quando de uma visita sua ao país natal. Mano Lima conta que “quando Ronaldinho foi questionado se se orgulhava da sua herança negra, ele foi extremamente ríspido com o repórter e respondeu que a pergunta era uma burrice. Ou seja, ele não assumiu as suas origens sociais e étnicas, negou-as”.
 
Mas esses preconceitos, afiança Mano Lima, estão sendo aos poucos dissipados, quanto mais não seja através da capoeira. E, aqui, o jornalista destaca o trabalho que o mestre Carlos Xéxeu está a fazer em Cabo Verde.
TSF
 
Fonte: A Semana Online