Blog

luis

Vendo Artigos etiquetados em: luis

Pernambuco: 1ª tese de doutorado sobre capoeira

Aconteceu, no dia 19/12/2012, na Sala 12 do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco, a defesa da 1ª tese de doutorado sobre capoeira defendida em território pernambucano. Tese intitulada “Educação e capoeira: figurações emocionais na cidade do Recife-PE-Brasil”, de autoria do Prof. Henrique Gerson Kohl “Tchê”-UFPE e orientada pelo Prof. Dr. José Luis Simões-UFPE. A tese foi avaliada por uma banca examinadora composta pelos seguintes nomes: Dr. José Luis Simões (Presidindo os trabalhos), Dr. Edilson Fernandes de Souza (Avaliador Interno), Drª Maria Eliete Santiago (Avaliadora Interna), Dr. Vilde Gomes de Menezes (Avaliador Externo) e Drª Auxiliadora Maria Martins da Silva (Avaliadora Externa). Tese aprovada e recomendada para sua publicação. Na ocasição, referências da comunidade da capoeira e do âmbito acadêmico estiveram presentes celebrando parcerias após o rito de defesa. iador Externo) e Drª Maria Auxiliadora (Avaliadora Externa).

Sobre a banca, só posso agradecer pelas considerações e desejar tudo de bom para vocês.

Sobreleva dizer que tive muita ajuda ao longo dos anos (Exs.: familiares, amigos/as da capoeira, amigos/as da UFPE, amigos/as doutras IES, amigos/as do cotidiano e amigos/as de outras figurações não menos importantes). Destarte, agradeço de coração e desejo a mesma felicidade que tenho para todos/as.

Lula e Luís Marinho: Capoeira e Cidadania

Em recente inauguração da residência terapêutica em São Bernardo do Campo, para adolescentes usuários de substâncias psicoativas, o Presidente Luis Inácio Lula da Silva e o prefeito do município de São Bernardo do Campo Luís Marinho interagiram com os adolescentes e reconheceram a força das  práticas da capoeiragem dentro da área da saúde pública; durante a roda  realizada  pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com a participação dos jovens beneficiados pelo serviço de saúde mental (CAPS Alcool e Drogas Infanto Juvenil da PMSBC) sob a supervisão do Professor Beija-Flor e de toda equipe multiprofissional formada por psicólogos, psiquiatras, professores de educação física, enfermeiros, auxiliares de enfermagem,terapêutas ocupacionais e arte educadores da Secretaria de Saúde da PMSBC . As oficinas de capoeira auxiliam na construção da autonomia, equilibrio físico e mental e beneficiam os seus praticantes nos diferentes aspectos biopsicossociais.

 

Trata-se de uma poderosa ferramenta no auxílio das terapias em atenção aos usuários de substâncias psicoativas e portadores de comorbidades psiquiátricas. Na apresentação, a vivência foi reconhecida pelas autoridades, dentre eles o Ministro da Saúde  José Gomes Temporão e o Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo Arthur Chioro , como um trabalho sólido e de importante valor terapêutico.

 

Presidente Lula no Berimbau

Mais informações sobre as vivências de capoeira na saúde mental acesse o blog bfcapoeira.vilabol.com.br ou deixe seu comentário no portal capoeira.

Ricardo Costa
Professor Beija-Flor
Capoeirista, Jornalista e Professor de Educação Física
Colaborador do Portal Capoeira

Mestre brasileiro impressionado com desenvolvimento da modalidade em Angola

Luanda   – O director-geral do Instituto Internacional Terreiro Capoeira, Reginaldo Costa “Squisito”, disse hoje (sábado), em Luanda, estar impressionado com a forma como os jovens angolanos estão a desenvolver a capoeira.

O mestre, que falava à Angop, na cerimónia de baptismo e graduação dos novos capoeiristas, no ginásio Team Elite, afirmou que a capoeira tem origem em Angola e se desenvolveu no Brasil

“Digo isso porque aquando da escravatura, foram levados muitos negros angolanos para as Américas, que se divertiam com estes passos. É por este motivo que o Brasil, em homenagem a Angola, criou o estilo que se denominou capoeira Angola, já praticada em todo mundo”.

Por outro lado, o mestre de estilo capoeira Angola, Luís Marinheiro, disse que o estilo Angola é o mais antigo que o Brasil pratica.

O mestre com mais de duas década de capoeira no Brasil, com lágrimas nos olhos e  emocionado pela forma como foi acolhido na sua primeira visita ao país, afirmou que não tem dúvidas que a capoeira seja cultura de Angola.

Felicitou os mestres angolanos pela preservação da cultura e pelo trabalho que têm vindo a desenvolver na modalidade em Angola.

 

Fonte: http://www.portalangop.co.ao

SÃO LUÍS: Escolinhas recebem kits esportivos e Material para prática da Capoeira

SÃO LUÍS – Alunos das 76 escolinhas de esporte, mantidas pela Prefeitura em vários bairros de São Luís, receberam materiais esportivos adquiridos com recursos do Projeto Movimento e Resgate Esportivo, premiado em 2007 pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA). Os kits foram entregues nesta segunda-feira (22) pelo prefeito Tadeu Palácio, em solenidade que reuniu, no Parque do Bom Menino, instrutores e alunos das escolinhas e pais das crianças e dos adolescentes. O projeto foi novamente aprovado este ano pelo Conselho para aquisição de kits em 2009.

Durante o evento o prefeito Tadeu Palácio anunciou para este mês a inauguração de quatro academias de ginástica, no Parque do Bom Menino e na Via Park Rio das Bicas (Avenida dos Africanos). Serão duas academias para adultos e duas para pessoas da terceira idade, todas equipadas.

O Projeto Movimento e Resgate Esportivo foi selecionado pelo CMDCA e recebeu recursos no valor de R$120 mil do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente para a aquisição de materiais esportivos para a escolinhas que atendem hoje cerca de 4.500 nas modalidades de futebol de campo, futsal, handebol, vôlei, basquete, karatê, natação, judô, capoeira e atletismo. Os kits possuem bolas para as várias modalidades, coletes, calções, meiões, chuteiras e redes. As escolinhas também receberam cones e as de capoeira, instrumentos de percussão para as aulas.

O secretário da Semdel, Miguel Pinheiro, destacou a parceria mantida com os instrutores das escolinhas para o sucesso do projeto que, a partir da prática esportiva, promove a proteção integral de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos. Com o desesvolvimento dessas ações, o índice de repetência nas escolas públicas da rede municipal de ensino, cujos alunos participam do projeto, reduziu de 50% para 4%.

Para o instrutor de karatê da escolinha da Vila Palmeira, mestre e faixa preta Rubens Almeida, com a participação nas atividades esportivas os alunos tiveram melhor desempenho na escola formal. "Os pais nos procuram para contar o quanto os filhos melhoraram. O karatê desenvolve não apenas a técnica, mas também o equilíbrio emocional e a disciplina, por isso o aluno passa a ter melhor rendimento em tudo que faz", afirmou o instrutor. "Sempre quis fazer karatê, mas meus pais não tinha condições financeiras de pagar uma academia. Quando soube da escolinha no meu bairro pedi para minha mãe me inscrever. Como para freqüentar as atividades esportivas precisava estar bem na minha escola, me dediquei muito mais", contou o estudante Lucas Saraiva, 13 anos, morador da Vila Palmeira e aluno da 6ª série da Unidade de Educação Básica Rio Grande do Norte.

A presidente do CMDCA, Ilvaneide Keila Ferreira, explicou que dos 18 projetos selecionados pela entidade no ano passado, 16 foram da sociedade civil e dois da Prefeitura que ganhou o concurso também como o projeto "Vincular: um lugar em família", desenvolvido pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). A secretária do órgão, Leila Brandão, disse que a iniciativa beneficiou o Lar Dom Calábria e o Educandário Santo Antônio, ambos conveniados com o município. "Lugar de criança é na família, pois o abrigo é um local para a criança ficar de forma temporária e excepcional", afirmou. Leila Brandão disse que por meio do projeto, que foi novamente selecionado pelo CMDAC para 2009 e que vai atender quatro abrigos, os técnicos da secretaria procuram fortalecer os vínculos familiares das crianças para que retornem para suas famílias.

Aracaju e São Luis recebem oficina do Prêmio Capoeira Viva 2007 nos dias 19 e 20

A Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura (RR/NE MinC) está realizando oficinas gratuitas de capacitação e estímulo à participação no Prêmio Capoeira Viva 2007 nas capitais do Nordeste. Na próxima segunda (19), a oficina de capacitação para participar do Prêmio Capoeira Viva acontece em Aracaju (SE), e no dia seguinte (20), em São Luis (MA). A capacitação é destinada a capoeiristas, mestres, contra-mestres, pesquisadores, gestores públicos, produtores culturais organizações não-governamentais, pontos de cultura, instituições culturais sem fins lucrativos e demais interessados no edital.
 

Em Aracaju (SE), a oficina será ministrada por Mauro Lira (RR/NE MinC). A atividade acontece das 14h às 17h, no Centro de Criatividade Gov. João Alves – Rua Saturnino de Brito, s/n, Bairro Getúlio Vargas. Em São Luís (MA), a oficina será ministrada por Vinicius Pacheco, assessor do Secretário Executivo do MinC, Juca Ferreira. A atividade acontece das 14h às 17h, na Casa da Festa no Auditório Rosa Mochel – Rua Giz, 221, Centro.

 

Já foram realizadas capacitações sobre o edital no Recife (PE), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Natal (RN). A caravana termina no próximo dia 26, em Maceió (AL).

 

O edital Capoeira Viva, que está na segunda edição, foi idealizado pelo Ministério da Cultura (MinC), e está sendo promovido pela Fundação Gregório de Mattos (BA) com patrocínio da Petrobrás. O objetivo do edital é fomentar políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro. O valor total da premiação será de até R$ 1, 2 milhão, a ser distribuído de acordo com os critérios estabelecidos pela comissão de avaliação. As inscrições vão até 17 de dezembro.

 

Podem concorrer as premiações indivíduos e organizações e instituições sem fins lucrativos com propostas de projetos sócio-educativos; centros de referência; estudos, pesquisas, inventários e documentação; e produção, difusão e registro por meio de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, incluindo filmes, vídeos, exposições, instalações, sítios, portais e jogos eletrônicos, software livre e produtos correlatos. O edital está disponível na página www.capoeiraviva.org.br.

 

Outras informações podem ser obtidas na RR/NE MinC pelo telefone (81) 3224-5562. Contatos locais: Aracaju: (79) 3179-1930 | 8811-4957 e São Luis: (98) 3218-9910 (ramal 243) | 8843-0200

 

Ascom RR/NE MinC

Beribazu Brasília realiza Formatura

O Centro de Capoeira Beribazu, Núcleo Universidade de Brasília (UnB), realiza em novembro a sua solenidade de Formatura, Graduação e Batismo. O evento acontece nos dias 9 e 10, sob a coordenação do mestre Luis Renato Vieira, mestrando Igor e professor André Reis.

O encontro marca a comemoração dos 30 anos de capoeira do mestre Luis Renato, colunista da revista Praticando Capoeira, membro do conselho de mestres do programa Capoeira Viva e autor do livro “O jogo de capoeira: corpo e cultura popular no Brasil” (Ed. Sprint, 1995).

Confira a programação:

9/11

12h às 14 h – Oficina com Mestre Jorge (Beribazu-SP), no Centro Olímpico UnB
19h às 21h – Formatura de Mestre Dignificador, no Anfiteatro 9 Minhocão da UnB

10/11

10h30 às 12 h – reunião de docentes Beribazu e roda de capoeira, no Centro Olímpico UnB
15h às 18h – Formatura, Graduação e Batismo
22h – Festa de confraternização, em local a confirmar

Informações:

Mestre Luiz Renato – luizrenatovieira@uol.com.br – (61) 9989 5184
Mestrando Igor – igorfcunha@bol.com.br – (61) 9637 3370
Prof. André Reis – andreluiz_reis@hotmail.com – (61) 96498780

 

Visite o site oficial de Mano Lima, colunista do Portal Capoeira.

Tambor de Crioula do Maranhão é reconhecido como patrimônio imaterial

Maranhão: Um show de cultura…
 
Cultura são todos os traços, os costumes, as práticas, e também o folclore. A formação cultural do Maranhão está bem servida, pois tem influência das raças indígena, negra e branca (predominantemente portugueses).
 
O Maranhão conserva muitas tradições folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi e o Tambor-de-Crioula, mas não deixa de assimilar o moderno: São Luís é considerada a capital brasileira do reggae.
 
O Convento das Mercês,situado na Praia Grande, é uma grandiosa obra da arquitetura religiosa mercedária inaugurada em 1654 pelo Padre Antônio Vieira.
 
O Convento abriga a Fundação da Memória Republicana, o Memorial José Sarney, o Centro Modelador de Pesquisa da História Republicana e o Instituto da Amizade dos Povos de Língua Portuguesa.
 
O Convento abriga a Fundação da Memória Republicana, o Memorial José Sarney, o Centro Modelador de Pesquisa da História Republicana e o Instituto da Amizade dos Povos de Língua Portuguesa.
 
O Maranhão abriga o primeiro teatro multimídia do país, equipado com aparelhos de som, iluminação e vídeo de última geração. Estamos falando do Teatro Arthur Azevedo, um dos maiores espetáculos de São Luís. Restaurado e todo reformado, sua fachada é digna do rico projeto arquitetônico clássico.
 
Este é o Maranhão, um Estado onde o passado se confunde com o presente e o progresso não apaga o brilho da tradição.

Manifestação popular é executada há mais de 300 anos por dezenas de grupos maranhenses
 

 

Brasília – O Maranhão está em festa, dia 18 de junho, o Tambor de Crioula, uma das manifestações culturais mais antigas, autênticas e originais do Estado e do País, passa a ser reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
"Será a realização do sonho de nossos antepassados", afirma Paulinho di Maré, presidente da Associação Cultural de Tambor de Crioula do Estado do Maranhão (Actasema), criada em janeiro deste ano.
 
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participará da solenidade de entrega do registro aos grupos de Tambor de Crioula pelo Iphan. Também estarão presentes no evento, que acontece a partir das 15 horas na Casa das Minas: o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida; o governador do Maranhão, Jackson Lago; o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio; e representantes de mais de 80 grupos da capital maranhense e do Estado.
 
Os mestres mais antigos de São Luís vão apresentar o Tambor de Crioula na solenidade. Na ocasião também será lançado pelos Correios um selo comemorativo ao reconhecimento.
 
Após a cerimônia, 62 grupos realizarão cortejo em homenagem a São Benedito – os tocadores e dançarinos são devotos desse santo – na Rua de São Pantaleão. O local será fechado e estará decorado com flores, chita e 50 painéis fotográficos com os principais mestres e integrantes dos grupos do Tambor de Crioula.
 
Em seguida, as autoridades vão visitar o Centro de Referência Azulejar e a Oficina-Escola São Luís, onde estudam jovens em situação de risco social, entre 18 a 25 anos. Ao longo de dois anos, esses jovens recebem bolsa mensal de R$ 300, formam-se no ensino médio e tornam-se profissionais de marcenaria, carpintaria, azulejaria e alvenaria. Depois de receber o certificado, começam a trabalhar na restauração do centro histórico da capital maranhense.
 
Raízes africanas – Fruto do sincretismo religioso, o Tambor de Crioula é uma louvação a São Benedito no Maranhão, praticada há mais de três séculos pelos descendentes dos negros, sob a forma de canto, toque de tambor e dança. Os ritmos e as danças têm identidade e estilo próprios. As variações rítmicas ocorrem entre os grupos, que são compostos por 'coreiros' – os tocadores de tambor e as dançarinas.
 
Costuma-se dizer que seus integrantes 'brincam', em vez de tocar, cantar e dançar. A data tradicional da homenagem a São Benedito é a segunda-feira de Aleluia, isto é, depois do domingo de Páscoa. Devido ao sucesso do Tambor de Crioula, os grupos têm sido contratados para apresentações a turistas e em eventos diversos.
 
Para alguns membros dos grupos, receber dinheiro é uma profanação. Foi preciso tempo para aceitarem pagamento pelas apresentações fora da época da festa de São Benedito. Muitos grupos surgiram como parte de promessa feita por seus fundadores ao santo.
 
Novos negócios e mais renda – O Sebrae no Maranhão apóia e trabalha para fortalecer os grupos de Tambor de Crioula.
 
Nos últimos três meses, eles foram mapeados pelos técnicos da Instituição. Estima-se que, somente em São Luís, existam 86 deles, integrados por 3,6 mil pessoas.
 
Inicialmente, o Projeto de Cultura do Sebrae/MA capacitará 28 grupos da ilha, composta pelos municípios de São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Grupos de Alcântara, localizado no continente, também serão apoiados.
 
A partir de julho, a Instituição vai levar oficinas sobre cultura, artesanato, turismo, história do Tambor de Crioula, empreendedorismo e gestão de negócios aos 'coreiros', tanto nas cidades como no meio rural.
 
"Nosso objetivo é apoiar os empreendimentos que vão surgir e gerar renda para as comunidades de Tambor de Crioula", explica Keila Pontes, gerente do escritório regional do Sebrae em São Luís. As apresentações da dança para turistas, a venda da indumentária (saias, blusas, turbantes) e do artesanato em cerâmica, feito nas comunidades, são alguns dos produtos a serem organizados e comercializados.
 
"O apoio do Sebrae é promissor. Acredito que novas fontes de renda vão surgir nas comunidades apoiadas", prevê o presidente da Actasema, Paulinho di Maré. Nas oficinas da Instituição, será possível formar novos produtores dos tambores de madeira. Atualmente os instrumentos são feitos apenas no interior do Estado.
 
A confecção das saias coloridas e blusas das 'coreiras' (dançarinas) para venda é outra atividade produtiva a ser desenvolvida nos grupos com a consultoria do Sebrae/MA. As saias são em chita florida. As blusas brancas, com seus babados e acabamentos em finas rendas de bilro e bordado richelieu, encantam as platéias. Os turbantes usados pelos integrantes dos grupos de Tambor de Crioula também são desejados pelos que conhecem a dança. Segundo Paulinho di Maré, esses produtos já são demandados, principalmente pelos turistas.
 
Mestre Felipe – Mestre Felipe será um dos que vão se apresentar na solenidade desta segunda-feira. Ele é o segundo mais velho dos mestres de São Luís. Com 83 anos, está muito feliz devido ao reconhecimento do Iphan à cultura negro-maranhense. Conta que 'brinca' de Tambor de Crioula desde os três anos. "Aprendi com minha avó, meu pai e minha mãe", revela.
 
Ele revela que foi carpinteiro e lavrador durante toda a vida. Criou sete filhas e um filho e nunca ganhou dinheiro com o Tambor de Crioula. Havia só nove grupos em São Luís até alguns anos atrás, lembra o mestre, que fica surpreso ao saber que, atualmente, existem mais de 80.
 
Hoje Mestre Felipe só canta, por causa da idade. "Não bato mais", comenta, explicando que não toca mais tambor. Em sua casa, no bairro Vila Conceição, se reúne o grupo União de São Benedito, um dos mais antigos da capital maranhense.
 
"Meu ritmo é de São Vicente de Ferro, da baixada maranhense", informa, referindo-se a sua cidade natal. Mestre Felipe ensinou sua arte para tanta gente, que perdeu as contas. Antigamente o Tambor de Crioula só podia ser tocado, cantado e dançado por afro-descendentes.
 
"Hoje é tudo misturado, branco e preto tocam. Tem branco que toca melhor do que preto", observa. O mestre fala que já ensinou o ritmo do seu grupo até para duas japonesas e uma suíça.

Segundo o mestre, outra diferença dos dias atuais é a participação feminina. Antes, os homens cantavam e tocavam tambores e as mulheres cantavam e dançavam. "Agora, tem umas mais salientes que batem tambor", conta, admirado. "As coreiras também eram mais graúdas", comenta. "Elas rodavam as saias coloridas com tanta força, que se a gente encostasse, era capaz de nos derrubar". "Hoje, as mulheres são miúdas", compara.
 
Iphan/MA – (98) 3231-1388 / 1295| Por: Vanessa Brito/Sebrae Nacional
 
Fonte: Revista Fator – Sao Paulo

Maranhão, terra Mandinga

Mandinga (ou mandinka) refere-se a uma língua, uma região e um legado cultural. Hoje, vários dialetos Mandinga são falados por quase um milhão de pessoas na Guiné-Bisssau, no Senegal e na Gâmbia. A herança cultural remonta ao Império do Mali, um dos mais antigos grandes Estados no Ocidente Africano, que existiu entre aproximadamente 1200 e 1465……
Universidade de Essex, na Inglaterra
 
A etnicidade dos escravos africanos e de seus descendentes nas Américas é um tema amplo, complexo e polêmico. Amplo devido ao volume do tráfico negreiro (ao redor de 14 a 15 milhões, segundo os cálculos mais recentes) e à multiplicidade dos grupos étnicos deportados para as Américas. Complexo porque a etnicidade dos escravos e de seus descendentes crioulos, longe de constituir identidades imutáveis e fixas, foi submetida a processos constantes de re-elaboração dos dois lados do Atlântico. Assunto polêmico, finalmente, porque essas identidades constituem, até hoje, referências importantes na vida dos afro-descendentes e nas culturas do "Atlântico Negro".
 
A intenção deste artigo é tentar contribuir com o debate em torno das etnicidades afro-maranhenses, procurando resgatar a importância da cultura Mandinga, que, ao meu ver, foi até agora bastante desdenhada tanto por estudiosos quanto pela comunidade afro-maranhense. Inicio com alguns comentários introdutórios a respeito das "nações" e do tráfico negreiro para, em seguida, apresentar as primeiras evidências que demostram que o Maranhão é, talvez, mais do que qualquer outro estado brasileiro, uma terra Mandinga.
 
Mesmo constituindo consenso entre estudiosos, não é ainda bem divulgada entre o público mais amplo o fato que as "nações" africanas no Novo Mundo não derivaram necessariamente de "tribos" africanas de contornos bem definidos, mas, muitas vezes, das vicissitudes do tráfico, do interesse comercial dos negreiros e das necessidades dos cativos de reinventar uma identidade. As ‘nações’ podiam resultar, dessa maneira, do nome de uma entidade política (um reino), de uma língua comum a vários grupos étnicos ou simplesmente de um porto de embarque no litoral africano. A "nação" Angola, por exemplo, tem sua origem no porto e feitoria de Luanda, capital do reino de Angola, onde eram embarcados escravos procedentes das diferentes etnias e estados ao redor dessa colônia portuguesa. Como compartilhavam uma base cultural e lingüística comum, os Angolas, como os Cabinda e os Benguela, acabaram constituindo uma "nação" no Brasil. Mas trata-se de uma etnicidade nova, colonial.
 
Igualmente complicado e polissêmico é o significado do termo Mina. O termo deriva da feitoria e forte de El-Mina, no atual Ghana. Negros Minas eram todos os escravos embarcados nesse porto, independentemente de sua real origem étnica. Podia incluir negros oriundos de centenas de quilômetro mais ao Leste, do litoral da atual Nigéria e do Benin, como também de regiões situadas mais ao interior, incluindo a zona subsaariana do Sahel, residência dos fulas e peuls.
 
Não é de se estranhar, portanto, que estudiosos que trataram do assunto tenham incluído, debaixo do termo genérico Mina, grupos étnicos na circunferência do famigerado forte. Nina Rodrigues foi o primeiro a sugerir que muitos negros Mina fossem originários dos reinos Fanti e Ashanti, no atual Ghana, devido à sua proximidade geográfica.( Nina Rodrigues, Os africanos no Brasil, 5. ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977, p. 147.) Nisso foi seguido por Artur Ramos, que dedicou uma seção aos ‘Fanti-Ashanti’ na sua discussão das culturas negras no Brasil, apesar de constatar que da cultura espiritual e material dos Fanti-Ashanti "nada ficou entre nós", com a exceção do termo Bosum.( Artur Ramos, As culturas negras no Novo Mundo, 4. ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1979, p. 209. )
 
Pesquisas mais recentes, no entanto, têm questionado essa asserção. Segundo Maria Inês Cortes de Oliveira, os portugueses, quando senhores de El-Mina, decidiram não vender negros desse litoral nem 10 milhas para o interior:
 
"Como posteriormente a Costa de Ouro passou sucessivamente para o controle dos holandeses e ingleses, a importação de cativos de origem Fanti e Ashanti ficou fora do raio de ação do tráfico português e brasileiro, que continuava a ser feito nos portos da Costa a Sotavento da Mina. Esses fatos mostram que, pelo menos desde o início do século XVII e durante o século XVIII, havia razões de sobra para que as populações da Costa do Ouro não fizessem parte dos contingentes africanos transferidos para o Brasil. O que podemos concluir é que o embarque de cativos dessa procedência, nos portos da Costa do Leste, se existiu, foi em tão pequena quantidade que nesse fato residiria a explicação dos pequenos vestígios que ficaram de sua passagem".( Oliveira, M. Inês Cortes de, "Quem eram os ‘negros da Guiné’? A origem dos africanos na Bahia". Afro-Ásia, no. 19-20, 37-74, 1997, aqui p. 62-63.)
 
Essa pequena revisão de dois autores clássicos dos estudos afro-brasileiros poderia não ter maiores conseqüências. Acontece, porém, que essa idéia sugerida por estudiosos, ou seja, de que numerosos escravos de procedência Fanti e Ashanti teriam desembarcado nas praias brasileiras e trazido com eles suas crenças e culturas, encantou líderes de comunidades religiosas influentes e passou a integrar um processo poderoso de reinvenção das tradições no Maranhão. Em São Luís, o terreiro Fanti-Ashanti, do Pai Euclides, é uma referência fundamental no universo do Tambor de Mina e do Candomblé do Maranhão, de maneira que podemos considerar Fanti-Ashanti uma "nação" afro-maranhense. Esse exemplo mostra como a cultura popular e a pesquisa acadêmica entretêm relações de influência mútuas, que vão além da simples dicotomia objeto de estudo – pesquisador.
 
Mas o que nos dizem as fontes históricas a respeito das etnias dos escravos maranhenses? Uma série de pesquisas monográficas, realizadas nas últimas décadas, contribuiu para um conhecimento mais preciso sobre o tráfico transatlântico de escravos.( Para uma síntese recente, ver Klein, Herbert S., The Transatlantic Slave Trade, Cambridge, Cambridge University Press, 1999. ) Esses estudos analisaram a organização do tráfico, as sociedades africanas, a viagem dos tumbeiros (o "middle passage") e o impacto do tráfico do lado americano. Tais estudos acabaram renovando a visão que tínhamos desse comércio. Mostram, por exemplo, que os traficantes europeus não eram todo-poderosos nas suas transações no litoral africano, mas tinham que negociar de maneira permanente com os reis e chefes africanos as condições do comércio e da aquisição de escravos. Estes não se contentavam com algumas bugigangas de pouco valor, mas exigiam produtos sofisticados como, por exemplo, armas, ferro produzido na Suécia ou tecidos da Índia.( Klein, Atlantic Slave Trade, p. 86-87; Thornton, John, Africa and Africans in the Making of the Atlantic World, 1400-1680, Cambridge, Cambridge University Press, 1992, p. 57-71.) Os europeus não estavam em condições de impor nem o sexo nem a idade dos cativos que adquiriram. Assim, a razão principal pela qual a maioria dos escravos deportados para as Américas era de sexo masculino reside não na procura do lado americano, como foi freqüentemente afirmado, mas na oferta do lado africano.
 
Infelizmente, o tráfico de escravos para o Maranhão não foi ainda objeto de maior atenção, com a exceção dos trabalhos de Manuel Dias e Antônio Carreira sobre o período da Companhia de Comércio.( Dias, Manuel Nunes, A Companhia Geral do Grão Pará e Maranhão, 1755-1778, Belém, Universidade Federal do Pará, 1970; Carreira, Antônio, As Companhias Pombalinas de Grão-Pará e Maranhão e Pernambuco e Paraíba. Porto, Editorial Presença, 1983. Ver também MacLachlan, Colin M., "African Slave Trade and Economic Development in Amazônia, 1700-1800", In: Toplin, R. B. (ed.), Slavery and Race Relations in Latin America. Westport, p. 112-145, 1974.) Destarte, apesar do Maranhão ser a quinta província escravista na época da Independência – depois da Bahia, Minas, Rio de Janeiro e Pernambuco -, onde residiam então 8,9 % de todos os escravos no Brasil, não foi realizado, ainda, nenhum estudo monográfico sobre o tráfico de escravos para essa região. Tampouco há estatísticas fidedignas para todo o período do tráfico.( É significativo a este respeito que a compilação recente de Eltis, David, et. al., The Transatlantic Slave Trade. A Database on CD-Rom (Cambridge University Press, 1999) não contém nenhum dado sobre o tráfico negreiro para o Maranhão do período 1779-1818.) Além dos referidos estudos sobre a Companhia, existem somente estatísticas contemporâneas para os anos 1812-1828, repetidas ad infinitum pelos historiadores subseqüentes. Juntando as estatísticas e estimativas disponíveis, cheguei ao número global de 114.000 africanos deportados para o Maranhão.( Ver Matthias Röhrig Assunção, Pflanzer, Sklaven und Kleinbauern in der brasilianischen Provinz Maranhão, 1800-1850, Frankfurt, Vervuert, 1993, pp. 78-80.) Como esses dados não levam em consideração o tráfico clandestino e o tráfico por terra vindo da Bahia, é possível que esse número tenha chegado a 140 mil.
 
Em relação às origens étnicas, as melhores informações são da época da Companhia de Comércio do Maranhão e Grão Pará, que gozava de um monopólio real de comércio não somente no Norte do Brasil, mas também nos rios da Guiné. Esse monopólio estava longe de ser absoluto, pois o título "Senhor de Guiné", que o rei português ostentava, não significava um domínio português de fato sobre a região.(Carreira, António, Os portugueses nos rios de Guiné, 1500-1900. Lisboa: Litografia Tejo, 1984, p. 61, 63. Ver também McLachlan, "African Slave Trade", p. 120.) A Companhia pagava um tributo no valor de um conto por ano aos soberanos de Cacheu e Bissau para que estes permitissem o funcionamento de feitorias na área.( Carreira, Os portuguêses, p. 30.)
 
Em Angola, pelo contrário, a Companhia era obrigada a competir com outros negreiros portugueses ou mesmo de outras nações. Miller estima que a Companhia não embarcou mais de 8.000 escravos angolanos durante o período inteiro de sua atividade nessa região, de 1756 a 1782.( Miller Joseph C., Way of Death. Merchant Capitalism and the Angolan Slave Trade, 1730-1830. London: J. Currey, 1988, p. 574.) Como resultado, a grande maioria dos escravos levados para o Maranhão nos porões dos navios da Companhia durante o período 1757-1777 provinham da Guiné: 44 % deles foram embarcados em Cacheu, 43% em Bissau, e apenas 12% em Angola.( Dias, Fomento, I, p. 468.) Nos anos subseqüentes ainda foi significativo o número de escravos vindos dos rios da Guiné para o Maranhão e Pará. Entre 1788 e 1801, ainda foram embarcados 17.691 escravos de Cacheu e Bissau para esses dois destinos.( Carreira, Os portuguêses, p. 37, 67.) Esses números referem-se aos escravos embarcados, não aos que chegaram vivos no Brasil. A mortalidade era significativa tanto nos barracões, onde os escravos esperavam seu embarque, na África, quanto na própria travessia. É provável que o número de escravos embarcados na Guiné tenha caído muito depois de 1815, devido à proibição inglesa de tráfico de escravos ao Norte do Equador, acatada por Portugal.
 
Várias conclusões provisórias podem ser tiradas desses dados tão incompletos. Primeiro, que a contribuição dos escravos da Guiné à população escrava do Maranhão deve ter sido importante. Esse tema tem sido pouco explorado, apesar da origem étnica aparecer em vários tipos de fontes, como inventários e livros de óbitos. Octávio da Costa Eduardo levantou informação a esse respeito em 100 inventários de São Luís e Codó, contendo informação sobre a origem de 1.011 escravos, agrupados por quatro regiões.( Eduardo, Octávio da Costa. The Negro in Northern Brazil. A Study in Acculturation. Seattle and London: University of Washington Press, 1966, p. 7. Do total de 457 escravos nascidos na África, 70 foram registrados apenas como africanos e não foram considerados nessas percentagens.) O grupo mais importante dos 387 africanos com procedência indicada provinha da região de Angola/Congo (48 %). O segundo grupo maior provinha dos rios de Guiné (36 %). Apenas 13 % eram originários da Baia do Benin (Mina, Nagô e Calabar). Os Moçambique e Camunda representavam os 3 % restantes. Quais eram as procedências específicas mais importantes? 30 % dos africanos foram registrados como Angola, 14 % como Mandinga, 11 % como Mina, 10 % como Cacheu e 7 % Bijagó.
 
Instrumentos Ancestrais de MandinkaEssa preponderância dos escravos Angola e a significativa presença dos Mandinga são confirmadas pelo livro de óbitos da freguesia do Itapecuru-mirim, uma das principais áreas de plantation. O livro cobre a primeira metade do século XIX e menciona uma quinzena de "nações" de escravos negros falecidos. Ao lado dos escravos Mina, Angola, Benguela, Congo e Cabinda, aparecem especificamente sete etnias da Guiné: Mandinga, Papel, Bijagó, Fula, Balanta, Cassange e Nalu. Os Mandinga são, de longe, os mais freqüentemente mencionados (20), junto com os escravos denominados Angola (21).( "Livro de Óbitos da Freguesia de Nossa Senhora das Dores do Itapecuru-mirim, 1807-1849", Arquivo da Arquidiocese, São Luís, Maranhão. Infelizmente um grande número de entradas não especifica a "nação" do falecido, contentando-se em assinalar que se tratava de um "preto" ou de uma "preta" escrava.)
 
Apesar da diminuição do tráfico proveniente da Guiné depois de 1810, os Mandinga continuaram a constituir um dos grupos étnicos mais significativos ao largo do século XIX. Numa partilha de bens de um fazendeiro de Guimarães, proprietário de 112 escravos, em 1844, os Angola constituem o grupo mais importante com 19, seguidos dos Mandinga, com sete escravos.( Ver a partilha amigável dos bens do Tenente Coronel Manoel Coelho de Souza, do 1.4.1844, in: Projeto Vida de Negro. Frechal, Terra de Preto. Quilombo reconhecido como reserva extrativista. São Luís: Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos, Centro de Cultura Negra do Maranhão, Associação de Moradores do Quilombo Frechal, 1996, p. 165-174.) Essas três fontes apontam para importância dos Mandinga, ao lado dos escravos Angola, na escravatura maranhense.
Mandinga (ou mandinka) refere-se a uma língua, uma região e um legado cultural. Hoje, vários dialetos Mandinga são falados por quase um milhão de pessoas na Guiné-Bisssau, no Senegal e na Gâmbia. A herança cultural remonta ao Império do Mali, um dos mais antigos grandes Estados no Ocidente Africano, que existiu entre aproximadamente 1200 e 1465. O Império do Mali controlava as rotas comerciais que atravessavam o Saara ocidental, negociando com ouro, cobre, escravos, sal e tecidos de algodão. Os seus soberanos, chamados "mansas", eram reputados por sua opulência e acabaram adotando o islã. O mais famoso, Mansa Musa, fez até uma peregrinação a Meca, em 1324, levando uma caravana de escravos e ouro. Os Mandinga são reputados por sua rica tradição musical e sobretudo por seus contadores de história e guardiões das tradições, os "griots". A contribuição desse grupo étnico e, mais geralmente, dos escravos provenientes dos rios da Guiné à cultura popular maranhense ainda não foi objeto de estudo, mas os dados apresentados aqui sugerem que deve ter sido muito mais importante do que geralmente se tem admitido. Seria importante levantar um léxico das palavras de origem africana usadas, ainda hoje, no Maranhão, para apurar a importância dos empréstimos de cada língua africana. Outra área onde existe um possível legado Mandinga é a culinária. O prato regional maranhense conhecido como arroz de cuxá é, provavelmente, de origem Mandinga, como sugeriu Antônio Carreira. Kutxá designa, nesse idioma, o quiabo-de-Angola ou vinagreira (Hibiscus sabdariffa, Lin.), cujas folhas verdes são usadas para um prato "de sabor acidulado, muito apreciado por quase todos os povos da Guiné".( Carreira, As Companhias Pombalinas, p. 103. Segundo Cascudo, Luís da Câmara, História da Alimentação no Brasil, Belo Horizonte, Itatiaia, 1983, II, p. 856 e 871, usavam-se duas variedades de quiabo no Brasil, ambos de origem africana: o hibiscus esculentus (chamado okra, na Nigéria, e quingombó, em Angola e algumas regiões da América) e o hibiscus sabdariffa, chamada vinagreira ou quiabo-de-Angola no Brasil. ) Isso contrasta com a etimologia dada pelo Aurélio, que deriva cuxá da língua Tupi, dos vocábulos ku (o que conserva) e xai (azedo). Atualmente, esse prato típico do Maranhão, ainda preparado à base de vinagreira, tornou-se o "carro chefe de sua opulenta cozinha".( Castro e Lima, Zelinda Machado de, Pecados da Gula, Comeres e beberes das gentes do Maranhão. Receitas, São Luís, Centro Brasileiro de Produção Cultural, 1998, p. 22.) Ou seja, o prato que veio a ser símbolo do Estado é possivelmente de origem Mandinga sem que essa procedência seja reconhecida. Por essa razão, me parece importante resgatar o Maranhão como terra Mandinga.
COMISSÃO MARANHENSE DE FOLCLORE – CMF
 
DIRETORIA:
Presidente: Sérgio Figueiredo Ferretti
Vice-presidente: Carlos Orlando de Lima
Secretária: Izaurina Maria de Azevedo Nunes
Tesoureira: Maria Michol Pinho de Carvalho
 
CORRESPONDÊNCIA:
CENTRO DE CULTURA POPULAR DOMINGOS VIEIRA FILHO
Rua do Giz (28 de Julho), 205/221 – Praia Grande.
CEP 65.075–680 – São Luís – Maranhão
Fone: (098) 231-1557 / 231 9361
As opiniões publicadas em artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores, não comprometendo a CMF.
 
CONSELHO EDITORIAL:
Sérgio Figueiredo Ferretti
Carlos Orlando de Lima
Izaurina Maria de Azevedo Nunes
Maria Michol Pinho de Carvalho
Mundicarmo Maria Rocha Ferretti
Zelinda de Castro Lima
Roza Santos
EDIÇÃO:
Izaurina Maria de Azevedo Nunes
 
VERSÃO PARA A INTERNET:
Oscar Adelino Costa Neto
ENDEREÇO ELETRÔNICO:
E-MAIL:

Promoção de Aniversário Portal Capoeira – Sorteio do CD do Jogo Capoeira Fighter 2

Lista dos Membros do Portal Capoeira que estão concorendo ao sorteio de um CD do Jogo "Capoeira Fighter 2 – Brazilian Batizado", desenvolvido por: Spiritonin Media, sucesso na Internet e entre os capoeiristas.
 
O sorteio será feito através do número do usuário, tendo como fonte do sorteio, a centena final do 1º premio da Loteria Federal da Caixa, Extração nº: 04067
 
* Caso a centena sorteada no 1º premio da Loteria Federal da Caixa, Extração nº: 04067 não estiver contemplada entre os 336 participantes, a mesma sera invalidada e a centena seguinte passará a vigorar (2º premio, 3º, 4º, 5º e assim sucessivamente até  o premio puder ser validado)
 
Luciano Milanipcapoeira
Wellington Fernandesrabodearraia
003RSrscapoeira
004Pequena e mAu/mAupequena_maumau
005Ricardo Moraisricardomorais
Luciano Milanilmilani
007Rodrigo Felix Bovecabeludo
008Andrew Rebouças Pereiraandrewcapoeira
009Valdemir Nunesestagiário Gato Preto
010Jose Lauro Ribeiromestre bigodinho
011Emerson SouzaMadimbu
012Luis Carlosgradluis
013Instrutor ToureiroGrupo Ginga USA
014Gilvan Soares MarcolinoGRAD. GILVAN
015leonardoléo bombeiro
016Carlosdinho
017Francisco Alexandre Silva de Almeidaxandaocdoacre
018valmir santos mauriciovalmir.mauricio
019Tony Roberto PereiraGrilo2005
020Renan Pereirarenan_ccp
021franciscochiquinho
022PAULA CRISTINA FARIAS BOAVENTURApaulacfb
023Tairone Walzer Sant Anagigante
024Alexandre Dutra de Mouraalexandredmoura
025Nhatash FonsecaCarioca
026Mauríciomauriicio
027AndersonFormigao
028Joaquin Rebollojoaco
029Paulo Grandepaulogrande
030Kallekalle
031Vanessavavasl
032Douradodourado
033Daniel Maffiolettidmaffioletti
034Diego Ribeiro NegraoCelsinho CAMAFEU
035FábioBaqueta
036Offer J. Mosquera Cordobacapoeiratigre
037ChrisVerminoso
038Júlio Pedro Duarte dos Santos Ribeiropiupiu
039RICARDO LUIS THEODOROTHEODORO
040MESTRE- PITÚCAMS.PITUCA
041Wilson Vieira FilhoVieira
042Anderson Fetterafetter
043André Luis de OliveiraAndré
044KELLY OLIVEIRA DE SOUZAkellynago
045João Andrade AlmeidaJoão Andrade
046SucoSuco
047Tulio Tubarãotulio
048Pedro Manuel Rodrigues CardosoPedroCardoso
049Cíntia Pires Lopesthinty
050Lindinalvo NatividadeLindi
051Heldervaldez79
052giovane leal de souza silvasamambaia
053giovanegiovanesamambaia
054victor gomesvictor
055Élerson Krebsky BispoLobão
056Angelo Augusto Decanio Filhoadecan
057Rui TakegumaRui Takeguma
058FlaviaDendê
059Rosilene AlvesRosi
060CátiaIshtar
061Marco NascimentoGulu
062EDUARDO SANCNHEZMESTRE CHILENO
063LUCIMAR CESARIO DA SILVAGIRAFFA
064BRUNO CASTRObruno_luanda
065dannermaia
066Isabela Puig de MouraBRANCA
067Tingting
068LorenaLorena
069Eulálio Cohim Hereda de FreitasCruzeiro
070Andreia Mariana Rodrigues CardosoKanguru
071Fabiano FerrariFabiano Brasil
072marcelo andré da cunha grajaúcaniço capoeira
073SalvadorSombra
074Luiz Fernando Goulartlgoulart
075PatriciaPatypira
076Beatriz Moura da MattaGUERREIRA
077Renato LeaoLeao
078João Filipe LourençoCarangua
079Mauricoi Ferreira Da LuzDede Capoeira
080Fernando Oliveiranandocapoeira
081Contramestre MacacoContramestre Macaco
082Willian Jonasdouradoiecapoeira
083DADÁ LHPdinha_lhp
084Alexandre RamosSiri
085Ginés RosagroPeixe Aranha
086Vanuska Torresnuska
087Guilherme PaixãoMontanha
088Charles RogerArrepio
089Alexandre Limaalesthags
090Adriano MedeirosAdriano Medeiros_18
091André Radesca PuccaPiau Fonte do Gravatá
092lua crescentelua crescente
093RIVALDO SOUZArilu71
094Wilson Vieiranosliw
095alcides alves araujom.narizinho
096DANIELA ROSA DA SILVADANNY STYLE
097Michela SoldatiLela
098oziel alvesoziel
099Raylana SilvaRaylana
100Ângela PereiraAngela
101George NazarethGeorgeHON
102Giselle MachadoGisajornalista
103Juliana VasconcellosJuliana Vasconcellos
104Roosevelt Cunhasauva
105Marcelo Correia da Silvamarc_editor
106marcelo santosmorcego
107anabela pachecoricardo
108Mauricio Pradaberiba
109jorge silvakill
110Diogo FerrariDiogo
111John Souzajohnws1
112Jardel Oliveirajardel
113Eurico ViannaContraMestreEurico
114Raphael DorigattiLobao_regional
115Juliana Lacerdajucapoeira
116robson costarobson do carmo da costa
117Gilliard Rochagilcrocha
118helton amauri laxes aquino aquinohelton
119Diana GomesDigomes
120Jose CoelhoJaC
121ROBERTO ANDRADEBETO02
122Naraiana SerranoNaraiana
123Marcos SantosMarcos Capoeira
124Genival soaresdefreitasravengar
125ARMANDO JOSE MOLINAARMANDOSE
126Marcos BarbosaPerna Longa
127jean lourençogabriel
128Wevergton L. HermsdorffSmirnoff
129Grupo Muzenzainternetico
130massimiliano salacaramelo
131marcio limatatu
132Gerson EstevesBerereu
133Roberto Marcos VidottoRoberto Marcos
134Rosana Teixeirarosanateixeira
135Eduardo Peixotoligerinho
136Estevão MateusEstevão
137Michele MartinsMichele
138Jean PangolinJean Pangolin
139johnson silvajohnson carlos florentino
140Osvaldo Paz Landim Juniorjrpazlandim
141samuel rodriguessamuel
142Marcus Flávio Santos Alvesmalmal
143Henry Rincontobi82
144EDILSON LUIZ BECKERGRALHA AZUL
145Ednaldo Ferreira da SilvaTwister
146euda santoseuda
147Mariana PandoMariana_Margarita
148danelson pessoamestre pessoa
149washington silvawashington bahia silva
150Dim LykPublic
151juliana melojuli
152Alisson LimaAlisson
153cristian oliveiramulouco
154josé corrÊajaraujos
155Andres MaciasPreto
156Clarice chiancaclara
157Mario Luongo JuniorMarioCMJ
158Weriton MachadoTom
159Idylio Matheus Martins Santosidylio
160silvio luis de souza barbozajim
161Igor AlbuquerqueIgor Yuri
162tarciano ferreiramandingueiro
163origem negraorigem negra
164origem negraorigem negra
165BRUNO VEIGAFARMACIA
166BRUNO VEIGAFARMACIA
167darlene bragabbcapoeira
168angel cuitlahuac anguiano urreafranginho
169David SilvaDavid Alexandre
170Cledson Ferreira da SilvaCledson
171Marcone FilhoShion
172MAYNAS AGUILARCARLOSMAGNO
173samuel ferreirasamuca
174alex torquatoaleftoledo
175Cigana TeixeiraCigana
176DEJANIRA MACHADOALEMOA
177Raphael CegoCego
178Paulo Henrique Feitosa dos Santospaulofeitosa
179ivo marquesgrim
180Cátia PintoIshtarUnicar
181Joselmo Fagundesboca08
182León Felipe Arellano Lunaweiz
183Luciana GonçalvesLuciana.mundial
184Capo ErêCapoerê
185mizael malachiasmizael santana malachias
186dila-ho hodilaho
187jorge santosbenson
188andy cientistacapoeirascience
189Ada luz DuqueAda luz
190Alexandra Domingosmiau
191Caco AfroDom Afro
192Giclei Andrade DiasGiclei Andrade Dias
193jefferson pereirajefferson da silva pereir
194ivan alejandrorockeirista
195celson juniormarimbondo
196jorge lopeskill_kill
197Melany SchneiderMely
198Gleydson Braga CavalcanteCavera
199rafael mendesaue
200WISLEY SOUZAMESTRANDO WISLEY
201Dandara MunizDandara
202ALEXANDER BARRERAEXECUTIVO
203Marcio Vieirambilo
204Miguel Pereirabudbooster
205Gláucia TorresMorena
206André FonsecaAndré Fonseca
207JUNIELLE SILVALOIRA
208perez perezcristiancastanha
209ivano verreschilobocamporista
210William Netowilliam
211Sebastião Oliveiramultfacial
212Jorge JuniorJorge Apolinario dos Sant
213muryel santosmuryel
214Steven Saborío BadillaPekeno
215Fabiano Fernando F. dos SantosChakal
216David FernandesMUNDOBLACK
217Roberto-Carlo Ruiz-Moralescafole
218Rosinha Bastos (Cigana)Ciganinha
219GILVAN CAVALCANTEBELLCAPOEIRAGNC
220thomas costacabelinho_capoeira
221FERNANDA ANDRADEFERNANDA
222kety costaketynursing
223nelma neli sacramento dos santosnelma
224Pedro FernandesMorcego_beribazu
225dalila alvesdalila
226Felipe NoblatNoblat
227Alexandre Rodriguesatrodrigues
228Jhones Augusto dos SantosAbobrao
229Dyego Resquiva
230luciano costapicapau
231samuel antoniosamuelbsi
232Rosa NaçaoROSA
233Wagner SilvaWagner Ricardo Padilha Da
234ana carolina santos da motacarol157
235mario eugenio ferreiramariobv
236Marcelo SilvaSagui
237Maxwel Lucas FreitasMestre Maxwel
238deykson cavalcantedeykson bruno cavalcante
239ibson freitasibson freitas
240Pedro KracikPedro Henrique
241CLEVERTON CHIMANSKEprof_teto_pr
242Welllington FigueredoNatividade
243Lúcio Sekilucioseki
244David CanassaDavid
245Alcione QuadrosAlcione Quadros
246Sandra Ayumi Oshirosandra.ayumi
247renato siqueiracaco
248André Santosandrecapoeira
249jon francapoeira8
250Mestre AnunciacaoRapaz
251alef toledoalef007
252Wilham BotelhoPastozinho
253adriano valenteadrianovalente
254josé correiazetopazio
255Fernando Formigafern4ndinh0
256Cledson FrancoCSF
257Adilson Bonaadilson_capoeira
258priscila moreirapriscila paiva
259Ana Carolina Coelhocarol
260Filipe Vascofilipevas
261Nego Capoeiranegocapoeira
262Bruno Benattibrunobenatti
263lidemar silvacabelo
264Alexandre GomesParanpa
265douglas oliveiradouglascantador
266Herinck de SouzaHerinck
267Plínio Alexandrinoplini0
268Miriam Sekimiriam seki
269Lígia Sekiligianozomi
270Layla Paraizolayla.paraizo
271alan barretoalan roots
272beto pandabeto panda
273Alex Souza GomesAlexPR
274Marilene Soares dos SantosMary
275igor juniorcaiman
276Paulo CostaFarol
277Gel MeloGel
278Thiago GuedesDonck
279Luiz Lobãocapoeiraaberre
280luiz felipe mendesxulipa
281TATIANE ALMEIDAtaty_ligerinha
282Luis Colonlcolli5
283juan galvezxmozhox
284Rodrigo AntunesPépe Antunes
285Marcia AbrahãoMarcia
286Neomar Santosneogrilo@cap.com.br
287Mario AlvesChocolate
288Fabiano Britesfabiano
289cezar santanacezar augusto gomes de sa
290karen borgeskaren tpm
291Renata SantosRaposa
292Andreia ValdigemAndreia
293Renato VieiraBarney
294KEILA PIGNATAKEILA
295bruno Nascimentobruno.costa@otis.com
296Heber santosHeber
297Fernando Sousapezincapoeiragerais
298Isabella Baptistaisabellavb
299carlos robertobeto
300alexander limaAlexander
301Helio Nelson FernandesHelio Nelson
302Isabel Cristina F. Beirigoibeirigo
303Hamilton Santos Jr.Hamilton
304Edu MarquesEducapoeira
305Gerlaine Karina SilvaGerla
306moises ferreiramoises
307Eduardo Sousamano_azc
308nuno gomesapressado
309Renata Reisrreis
310Adriano Carneironano
311Fernanda Aranha Lealfernanda_memoria
312sandro pintosandro luis pinto
313Luiz Fernando Goulart Goulartlfgoulart
314Cleiton BarbosaCleitinho
315Edemário JesusEdemário
316Rogerio Schumacherrogerioschumacher
317rafael curcio netorafael
318rato irmao capoeirarato
319Neomar Almeidaneoncapoeira@axé.com.br
320Steven Sierrabizoru
321maina karenjuktaniam
322franciele nascimentofranciele
323Jorge Britokpoerista
324vamir limavalmir ferreira lima
325Le gall Gillesbankal
326Emerson Freitasmilonga
327NAIR MARIA MARCARININANA
328Osvaldo WateVava
329alessandro jesusalessandro
330GIL MARLON BRANDAOgildende
331Rodrigo OliveiraFarofacapoeira
332Samantha HADJIguana
333Eva Maria SouzaEvinha
334Michel Brazmalhadobraz
335Andreia CardosoAndreia_Kanguru
336paulio santos da silva silvapaulosantos da silva

São Luís – MA: Professor de capoeira e alunos massacram músico no Reviver

Nem só de boas notícias, eventos e documentos de valor histórico é feito o Portal Capoeira. Como todo e qualquer meio de comunicação disposto a informar de forma séria e coerente os seus leitores e visitantes, não podemos e não iremos fechar os olhos para os fatores negativos que acontecem dentro ou fora da grande roda…
Ao ler a matéria abaixo, publicado no Jornal Pequeno de São Luís – MA, fiquei terrivelmente aborrecido e triste em ver a "nossa capoeira" envolvida em um ato de pura ignorância e desrespeito à CAPOEIRA.
 
Fica aqui o canal aberto para reflexões sobre a violência dentro e fora da capoeira…
 Luciano Milani

Jornal Pequeno – São Luís – MA
Data de Publicação: 30 de julho de 2006
Agressão ocorreu em frente ao Bar do Porto, na Praia Grande
Na madrugada de sexta-feira (28), por volta das 3h da madrugada, no Bar do Porto, localizado na Praia Grande, o compositor e músico Chico Nô foi violentamente espancado, de forma brutal e desumana, pelo professor de capoeira da Academia “Acapuz”, conhecido como Luís Senzala, alguns amigos seus e um aluno gringo que estaria de visita à cidade.
Violência revoltante – Depois de uma rápida discussão por motivo banal, segundo testemunhas, os dois partiram para a agressão covarde contra o artista, atingindo-o a socos e pontapés jogando-o ao chão com violência e, posteriormente, estando o mesmo indefeso, pisaram em sua clavícula, fraturando-a gravemente. A crueldade foi presenciada por várias pessoas que estavam no local, que no exato momento da agressão, não contava com a presença de nenhum policial.
Desfalecido, o músico foi levado por amigos para a emergência do Hospital Djalma Marques (Socorrão I), onde foi atendido e medicado, tendo sido constatados vários hematomas, contusões e escoriações pelo corpo e cabeça. Chico Nô teve ainda a clavícula fraturada e terá de passar por intervenção cirúrgica.
As pessoas que assistiram a cena de selvageria comentaram que “é vergonhoso para o universo da capoeira, que tal instrutor use de suas habilidades para tamanho ato de agressão e covardia". As providências policiais e judiciais estão sendo tomadas pelos familiares e amigos, para que os agressores sejam devidamente punidos na forma da lei”, informou um grupo de artistas.