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Berlin: Malandragem da Capoeira 2013

Prezados Capoeiras,

Nos dias 11 a 13 de Outubro terá lugar o Malandragem da Capoeira 2013 em Berlim, no qual todos são bem-vindos.

O Malandragem da Capoeira é um encontro internacional de capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s do grupo Preservação da Mandinga em Berlim.

O Grupo de Capoeira Preservação da Mandinga está este ano celebrando os seus 10 anos de existência, e a edição deste ano do Malandragem da Capoeira insere-se nestas celebrações.

O encontro deste ano contará com muitos treinos de movimentação e roda, aulas de música e samba de roda, muitas rodas de capoeira e uma oficina de construção de berimbau ministrada pelo próprio Mestre Ulisses. Devido ao elevado número de Instrutores participantes no evento, este ano haverá um treino avançado dirigido aos instrutores.

Como passo importante no trabalho do grupo em Berlim decorrerá também o batizado das crianças, e o batizado e troca de graduação d@s adult@s.

A não perder será a inevitável Malandragem Party, este ano com Roda de Samba ao vivo e projecção de vídeos de Capoeira.

Os Professores, Contra-Mestres e Mestres de outros grupos que queiram nos visitar e contribuir para o evento serão nossos convidados e bem-vindos em nossa humilde casa.

Informação para os participantes:
– A oficina de construção de berimbaus tem vagas limitadas, restrita aos participantes com inscrição completa, por ordem de inscrição.
– Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Até breve, Axé!

Professor Ganso
Preservação da Mandinga

CONVIDADOS (em actualização):
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Saulo (Capoeira IUNA, Alemanha)
Professor Dacor (Grupo de Capoeira União, Inglaterra)
Professor Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)
Professor Cacheado (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professora Boneca (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Professor Curinga (Preservação da Mandinga, Portugal)
e mais…

PROGRAMA (em actualização):
Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 19:00 Treino
19:00 – 22:00 Batizado e troca de graduação d@s adult@s e Rodas

Sábado
10:00 – 12:00 Treinos
12:00 – 13:00 Rodas
14:30 – 15:30 Aula de música / Samba-de-roda
15:30 – 17:30 Treinos
18:00 – 19:30 Rodas

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY

Domingo
12:00 – 14:00 Treinos
14:00 – 15:00 Rodas
16:00 – 17:00 Batizado das crianças
17:00 – 18:30 Roda de despedida

10:00 – 13:00 Oficina de construção de berimbaus

CONTRIBUIÇÕES:
3 dias 70 €
1 dia 35 €
Roda de 6a-feira 15 €
Construção de berimbaus +30 € (material incluído)

LOCAL (em actualização):
GymWelt
Ohlauer Strasse 24
10999 Berlin-Kreuzberg

CONTACTOS:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Professor Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Instrutora Girassol)

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos

Festival Cultural da Melhor Idade reunirá cerca de 300 idosos no próximo dia 08 de dezembro, que farão apresentações de puxada de rede, samba de roda e capoeira

O projeto de Capoeira adaptada, fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, avança e proporciona novidades para seus alunos da terceira idade

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

 

Cabe. Hoje, três anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

 

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia.

 

Da capoeira para o interesse a práticas da cultura afro descendente, foi uma questão de tempo. No próximo dia 08 de dezembro, o grupo fará apresentações de bate latas, dança do coco, puxada de rede, teatro focando a temática da escravidão, samba de roda e maculelê. Após as apresentações haverá um campeonato de capoeira com premiação para os primeiros três colocados. “Os resultados desse trabalho são gratificantes. Não somente em termos de qualidade de vida, mas pelas lições, pela vivacidade que eu presencio no convívio diário” – afirma Cibele Moura, capoeirista há 17 anos e professora da turma, que tem seu aluno mais novo com 60 anos e, o mais velho, 94.

 

 

Sobre o evento

 

I Festival Cultural da Melhor Idade

 

 

Organização Grupo Capoeira Mandinga – ONG Juntos

Dia 08 de dezembro às 10h

Local: Sede da ONG Juntos – Rua Cânfora, 90 – Jardim Brasília.

O evento será aberto ao público e contará com a presença do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

 

“É o terceiro evento que realizamos para essa turma tão especial. No entanto, para essa edição, colocamos mais atividades culturais, uma vez que os alunos foram inseridos na capoeira, que é uma prática mantenedora das culturas regionais brasileiras que serão apresentadas.” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Baobá Comunicação erika.balbino@baobacomunicacao.com

380 idosos são batizados na capoeira e recebem graduação no próximo dia 07 de julho

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, dois anos depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 63 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 380 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 16 anos e professora da turma.

 

Batizado

O primeiro batizado da turma de idosos aconteceu no dia 30 de abril de 2011, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, reunindo um total de 360 alunos.

Esse ano o evento acontecerá no dia 07 de julho, das 9h às 12h, no SESC Itaquera. Serão batizados 180 alunos com a segunda graduação, corda amarela; e 200 alunos com a primeira graduação de cor verde.

O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, a frente do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

“Nosso primeiro evento ocorreu em um espaço público e agora estamos dentro de uma instituição que prima pelo respeito aos idosos, pela prática de esportes e pela manutenção e fomento da cultura tradicional. Só posso estar feliz” – sinaliza Mestre Maurão.

 

Batizado dos 380 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

 

Data: Dia 07 de julho

Horário: das 09h às 12h00

Local: Sesc Itaquera – Avenida Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 100

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

Religiosidade na Capoeira

Dentre os vários aspectos expressos pela capoeira, o componente mítico-religioso sempre foi para mim, um dos que mais suscitou curiosidade. Debates, opiniões e muitas histórias contadas e recontadas através da tradição oral presente na cultura popular, são a motivação para a minha pesquisa nesse universo.

O aspecto mágico e misterioso, conhecido no universo da capoeiragem como “mandinga”, por exemplo, é um dos elementos importantes para uma compreensão mais aprofundada sobre essas questões. O substantivo “mandinga” se refere possivelmente à região Mandinga, na África ocidental, banhada pelos rios Níger, Senegal e Gâmbia. Entre os africanos trazidos para o Brasil, havia a crença de que nessa região habitavam muitos feiticeiros. Daí podemos compreender melhor o sentido que esse termo acabou ganhando na capoeira

O grande mestre Valdemar da Liberdade disse uma vez que os mestres de antigamente “…tinham muita mandinga, viravam folha, viravam bicho. Aquilo era próprio para barulho. Besouro era um grande capoeirista, mas tudo debaixo de oração”. Cobrinha Verde se dizia católico, mas não deixava de recorrer também às tradições religiosas africanas para o “fechamento de seu corpo” no sentido de se proteger dos inimigos “desse mundo e do outro”, dizia ele.

Os depoimentos dos capoeiras mais antigos evidenciam a mandinga enquanto componente fundamental da capoeira. O termo mandinga pode designar a malícia do capoeirista durante o jogo, fazendo fintas, fingindo golpes e iludindo o adversário. Mas pode referir-se também a uma certa dimensão sagrada, um vínculo que muitos praticantes de capoeira possuem com os preceitos de algumas religiões afro-brasileiras. Em geral, boa parte das manifestações de origem africana no Brasil, de uma forma ou de outra, trazem algum aspecto que evidencia uma aproximação maior ou menor com as religiões afro-brasileiras.

Mas dizer que a capoeira possui aspectos de religiosidade, não significa dizer que ela está diretamente ligada a essa ou àquela religião em particular, pois existem praticantes de capoeira de todas as religiões. Na capoeira não se pergunta qual a religião do capoeirista antes do jogo: simplesmente se convida para jogar.

A capoeira tem religiosidade, mas não tem religião !!!

A religiosidade da capoeira se manifesta através dos seus rituais, dos cânticos, da celebração, da memória dos seus ancestrais, da sua ligação com esse passado de luta e sofrimento. A dimensão do “sagrado” na capoeira se mostra através desses aspectos, e por isso podemos dizer que a religiosidade é um componente importante da capoeira, sobretudo da capoeira angola, embora muitos grupos de capoeira regional também valorizem essa dimensão.

Esses saberes populares que determinam a religiosidade presente na capoeira expressam um vasto campo de significados e de suas ligações com o “sagrado”, assim como muitas outras manifestações e tradições presentes no universo da cultura popular no Brasil. A dimensão do sagrado, tem para o povo simples de nosso país, um sentido muito especial e profundo e que determina suas crenças, seus modos de vida, seus sonhos, suas lutas, suas vitórias e suas derrotas.

 

 

O Sabor do Saber Ancestral 2011

O Sabor do Saber Ancestral 2011 – Sob o olhar da mandinga

O Sabor do Saber Ancestral surgiu a partir de uma feijoada de obrigação religiosa, consagrada anualmente a Ogum. Realizada desde os primórdios do grupo, a feijoada gradualmente transformou-se em um evento que abrange uma semana de oficinas, rodas, palestras, exibição filmes e vivências, tendo como fio condutor a relação entre a ancestralidade, a cultura, as lutas e valores civilizatórios de matriz africana.

Este ano, o tema do evento será “Sob o olhar da mandinga”. A palavra mandinga é uma herança dos mandinka, povo africano islamizado descendente do Império Mali, conhecido no Brasil por suas práticas místicas/religiosas (o uso de versos do alcorão em bolsinhas amarradas ao peito originou os atuais patuás). O termo passou a significar popularmente, feitiço, magia. Na capoeira, mandinga não significa apenas a malícia, o engodo, a capacidade de ludibriar o camarada com o corpo, mas remete ao lado oculto da capoeiragem. Ao segredo, aos cuidados e preceitos para com o corpo, à ligação com as religiões de matriz africana, à capacidade sutil de manipular energias. Sob o olhar da mandinga é um convite à vivência e reflexão desse místico universo cultural afro-brasileiro, uma degustação d’O Sabor do Saber Ancestral.

 

O Sabor do Saber Ancestral 2011 Sob o olhar da mandinga

ACANNE: 25 anos de resistência!

Esse evento é também um marco de comemoração dos 25 anos da Acanne, um dos grupos de capoeira angola mais antigos da Bahia. A Acanne foi fundada em 1986, na Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, pelo Mestre Renê Bitencourt. Discípulo do saudoso Mestre Paulo dos Anjos, herdeiro da linhagem de Canjiquinha e Aberrê, Renê destacou-se como um dos protagonistas na articulação política da capoeira angola nas décadas de 80 e 90, ajudando a conceber e organizar os históricos Encontros Mestre Paulo dos Anjos, em Mar Grande, Itaparica, além do movimento Capoeira Solidária, em Salvador.

A Acanne foi responsável pela criação de uma coluna semanal de capoeira no jornal A Tarde, entre 1987 e 1993, que divulgava eventos da capoeiragem de toda a cidade. Em 1987, liderou o processo de criação da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola, e a partir da década de 90 organizou os lendários Encontros dos Guardiões da Capoeira Angola da Bahia, reunindo a velha-guarda dessa rica manifestação cultural afro-brasileira.

Por volta de 2000 o grupo mudou-se para a atual sede no Largo 2 de Julho, mantendo uma base na Fazenda Grande, onde realiza atividades de arte-educação com crianças e adolescentes. A Acanne também mantém núcleos em Porto Alegre, Erexim e Passo Fundo (RS); Poços de Caldas (MG); Tunapuna (Trinidad e Tobago); Phoenix (EUA) e Paris (França). Em Salvador, o grupo realiza anualmente dois eventos principais: O Sabor do Saber Ancestral e o Pra Contar Certo Tem Que Ver de Perto, um ciclo de vivências, palestras e oficinas que acontecem no mês de Julho visando trazer capoeiristas de todo o mundo pra conhecer os mestres antigos em seu ambiente cultural, incentivando a permanência destes na Bahia.

 

 

“QUANDO A CAPOEIRA NÃO PERDE RAIZ ELA INTROJETA LIÇÕES, FAZ MESTRES E DEIXA LEGADO”

MESTRE RENÊ BITENCOURT

360 idosos são batizados na capoeira dentro do parque do Ibirapuera

 

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94.

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, um ano depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 62 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 360 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 15 anos e professora da turma.

 

Batizado no Ibirapuera

 

No dia 30 de abril, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, todos os 360 alunos serão batizados na capoeira. O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, líder do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

A iniciativa de batizar os alunos no parque do Ibirapuera veio do próprio Mestre Maurão. “A capoeira é um instrumento catalisador de socialização. Dessa forma, nada mais justo que praticá-la e divulgá-la num parque, ao ar livre, com a interação dos visitantes. Acredito, inclusive, que não temos registro em São Paulo de um evento com essa proporção”, conclui.

 

Batizado dos 360 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

Apoio: Administração Pública do Parque do Ibirapuera e CRAS/Itaquera

Data: Dia 30 de abril de 11 (sábado)

Horário: das 10h às

Local: Parque do Ibirapuera – em frente à arena de eventos do Museu Afro

Portões 10 e 12 do parque do Ibirapuera

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – o Mestre Maurão

Mauro Porto da Rocha – o Mestre MaurãoMestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

 

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

 

Na década de 1990 morou na Inglaterra, onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo, foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

 

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um importante propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

 

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

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Sebastianense conquista primeiro lugar em Campeonato Mundial de Capoeira

No início deste mês, a sebastianense Yasmim Rocha conquistou o primeiro lugar no Campeonato Mundial de Capoeira realizado em Londrina, no Paraná, que registrou a participação de mais de 200 capoeiristas.

A competição contou com nove atletas do Grupo Mandinga, desenvolvido em Maresias, na Costa Sul de São Sebastião, pelo professor Gustavo Simba. Os alunos tiveram o apoio da Prefeitura por meio das Secretarias de Esportes (Seesp) e de Cultura e Turismo (Sectur).

Para Yasmim, o torneio foi uma grande oportunidade. “Achei o máximo, pois pude competir e conhecer pessoas de outros países”, conta ela, ao participar pela primeira vez de uma disputa internacional. A capoeirista venceu na categoria iniciante, também com a sebastianense Amanda Cristina Figueiredo em terceiro lugar.

Uma semana antes do mundial, a vencedora ganhou o melhor solo no Campeonato Mandinga, realizado em Maresias. Yasmim também já conseguiu o segundo lugar no evento Ginga Criança, realizado em São Paulo.

Outro destaque da competição em Londrina foi a performance do atleta Cleber Almeida. Após competir com 20 capoeiristas na categoria graduado, o atleta ficou com a terceira posição. “A experiência que adquirimos com pessoas de várias partes do mundo é muito importante para melhorar o desempenho”, analisa Almeida, que pretende participar do próximo evento internacional a ser realizado em Orlando (EUA), em 2011.

O professor Gustavo Simba agradece o apoio da Prefeitura em conceder o transporte dos capoeiristas até Londrina, além de ajudar no trabalho do Projeto Mandinga em Maresias. Em outubro, um grupo de alunos participará do Ginga Criança, competição a ser realizada em Guarulhos (SP).

(RS/CF)

Fonte: Depto de Comunicação – http://www.saosebastiao.sp.gov.br

Lançamento: Mestre Gigante – O Canto do Berimbauman

No dia 19, uma terça-feira, Mestre Gigante estará lançando novo CD: O Canto do Berimbauman, na Casa da Mandinga, em Salvador.

O trabalho intitulado O Canto do Berimbauman, foi produzido com apoio do Projeto Capoeira Viva, que tem o objetivo de fomentar políticas públicas para a valorização e a promoção da Capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de lançamento está marcada para as 10h e será seguida de feijoada e roda de capoeira.

A Casa da Mandinga fica na Rua Comendador José Alves Ferreira, 160, Garcia.

 

O CD de Mestre Gigante estará a venda no local a R$ 20,00

Lisboa: Palestra com Carlos Eugênio Libano Soares

De passagem pela cidade de Lisboa para pesquisas relacionadas ao tráfico Negreiro do séc. XVIII nos arquivos e acervos Lisboetas, Carlos Eugénio, convidado e hóspede do Grupo de Capoeira Alto Astral, irá realizar uma palestra para a comunidade capoeirística interessada em ampliar seus conhecimentos com um dos maiores nomes ligados a pesquisa da escravidão no Brasil e consequentemente da história da capoeira. É professor pelo departamento de História da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e grande parceiro de nomes como Fred Abreu e António Liberac no universo Histórico da capoeira.

Autor do grande Clássico premiado A negragada 1850-1890 (os capoeiras na corte imperial) e A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850), participou ainda de documentários de grande tais como: Mandinga em Mahatan, Mestre Bimba a Capoeira Iluminada e Pastinha, uma vida pela capoeira.

 

No dia 1 de Agosto de 2009, estará realizando uma palestra sobre a origem da capoeira e tráfico escravo, pelas 16hs da tarde no SLB (Sport Lisboa Benfica) – Porta nº 3 do complexo das piscinas.

 

Valor: 5€

Bahia: Mandinga dos Capoeiras é tema de pesquisa

O curso “Conversando com sua História” contou na tarde de terça-feira (07/08/07) com a presença de Adriana Albert Dias, debatendo o tema “A Malandragem da Mandinga – o cotidiano dos capoeiras em Salvador na República Velha”. Fruto de seu recente livro “Mandinga, Manha e Malícia: uma história sobre os capoeiras na capital da Bahia (1910-1925), 2006.
 
A pesquisadora retratou o cotidiano dos capoeiras na cidade de Salvador, no período que o jogo da capoeira sofria repressão por parte da elite baiana e dos policiais. “Os capoeiristas nesta época eram chamados de vadios e vagabundos, a repressão policial que sofriam era tão grande, que por muitas vezes eles acabavam sendo presos por jogarem capoeira”, afirmou Adriana Albert.
 
Analisando o contexto histórico da época, a pesquisadora mostrou como a “desordem”, característica dos capoeiras e a “ordem” dos policias, passava como uma controvérsia para a repressão policial sofrida pelos capoeiristas. “Como a maioria dos capoeiras eram pobres e negros, exerciam ocupações como pedreiro, estivador, alguns chegavam a ser policiais”, completou a pesquisadora.
 
“A mandinga, a arte da malevolência aparecia constantemente nas rodas de capoeira devido a ser uma alternativa de sobrevivência dos capoeiras, até hoje é possível encontrar ‘mandingueiros’ nas rodas de capoeira de Salvador, pois são testemunhos das rodas de antigamente”, concluiu.
 
A próxima palestra será no dia 14 (terça-feira) às 17h, com o doutor em História Rinaldo César Nascimento Leite, com o tema “A Rainha Destronada: grandezas e infortúnios da Bahia nas primeiras décadas republicanas”. A palestra é aberta ao público.
 
Mais informações:
ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676
Centro de Memória: (71) 31166930
http://www.fpc.ba.gov.br
ascom@fpc.ba.gov.br