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Bahia: Revolta dos Búzios é inspiração de CD de capoeira

Na ocasião, o cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria, presidente da Associação Sociocultural, agradeceu a possibilidade de mostrar ao povo baiano e brasileiro como a Capoeira foi fundamental na luta pela igualdade racial e pela independência do Brasil. O evento contou ainda com uma peça de teatro encenada por crianças sobre a Revolta dos Búzios, apresentações de dança e o afoxé dos Filhos do Congo.

Com o intuito de fortalecer a memória da Revolta dos Búzios, que completou 215 anos no último dia 12 de agosto, a Associação Sociocultural de Capoeira Mangangá lançou o CD Capoeira das Antigas no Eco da Revolta dos Búzios, durante um evento na semana passada no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. O produto é fruto do edital Agosto da Igualdade, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia.

O lançamento do CD integrou a programação do XIII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, do Projeto Artes em Movimento, desenvolvido pela Associação. O encontro busca promover a socialização e o intercâmbio entre adeptos, estudantes e praticantes de capoeira, através de atividades socioculturais, educacionais, musicais, esportivas e de cunho turístico.

O projeto conta com a presença de renomados capoeiristas do cenário local, nacional e internacional, além de profissionais de diversos segmentos, e recebe em torno de 1.500 participantes.

Estiveram presentes no lançamento do CD a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Olívia Santana, o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, o representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia, Fábio Santana, entre outros.

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A Associação Sociocultural de Capoeira Mangangá lançou, na sexta-feira (16), o CD “Capoeira das Antigas no Eco da Revolta dos Búzios”, durante evento no Forte da Capoeira, no Santo Antônio Além do Carmo.

O produto é fruto do edital Agosto da Igualdade, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial com o objetivo de fortalecer a memória da Revolta dos Búzios, que completou 215 anos no dia 12 de agosto deste ano.
O cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria, presidente da Associação Sociocultural, abriu o evento agradecendo a possibilidade de mostrar ao povo baiano e brasileiro como a Capoeira foi fundamental na luta pela igualdade racial e pela independência do Brasil.

Estiveram presentes no lançamento do cd o secretário de Promoção da Igualdade Racial Elias Sampaio; Fábio Santana, representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia; a secretária municipal da Reparação, Ivete Sacramento; Olívia Santana, chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), além do presidente da Comissão da Igualdade Racial da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bira Coroa (PT), de mestres, representantes de rodas de capoeira e convidados.

A festa teve peça de teatro encenada por crianças sobre a Revolta dos Búzios, apresentações de dança e o afoxé dos Filhos do Congo. O secretário Elias Sampaio ressaltou a importância do Agosto da Igualdade e convocou os presentes a participarem da III Conferência De Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (COnepir), que acontece de 28 a 30 de agosto.
Com o CD em mãos, Sampaio lembrou que parte da população não leva em conta a importância da Revolta dos Búzios. “Além do nosso compromisso institucional para lembrar a Revolta, temos agora, com esse CD, também um registro histórico. Nossos heróis ficarão agora na Bahia, registrados”.

Projeto Artes em Movimento – O lançamento do CD integrou a programação do XIII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, do Projeto Artes em Movimento, desenvolvido pela Associação.
O III encontro busca promover a socialização e o intercâmbio entre adeptos, estudantes e praticantes de capoeira, através de atividades socioculturais, educacionais, musicais, esportivas e de cunho turístico.

O projeto conta com a presença de renomados capoeiristas do cenário local, nacional e internacional, além de profissionais de diversos segmentos, e recebe em torno de 1.500 participantes

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

A CAPOEIRA se fez presente e vencedora no tradicional e respeitado PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA que em sua 22a edição premiou o cd “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro como vencedor das duas categorias a que concorreu: Melhor Álbum Regional e Melhor Projeto Visual.

A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 6 de julho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde Paulo Cesar Pinheiro recebeu os troféus ao lado de Zeca Pagodinho, Monarco, Mauro Diniz, Emílio Santiago, Alcione, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Roberta Sá, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros vencedores das demais categorias.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” produzido por Luciana Rabello, é uma homenagem a Besouro Mangangá, à capoeira, à Bahia, ao Brasil. Nada mais natural e bonito que tenha sido abraçado e apresentado ao mundo através do olhar e das bênçãos de Maria Bethânia – legítima e fiel filha de Santo Amaro da Purificação, que lançou o cd através de seu selo/gravadora QUITANDA.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” contou com a participação dos capoeiristas Victor Lobisomem e Mestre Camisa que tocaram os berimbaus ao lado dos renomados músicos Maurício Carrilho(violão), Celsinho Silva(pandeiro), Paulino Dias(atabaque e percussão) e Luciana Rabello(cavaquinho).

A carreira de Paulo Cesar Pinheiro teve inicio com Besouro, quando o poeta em parceria com Baden Powell venceu a Bienal do Samba com “Lapinha” – samba imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão recolhido em rodas de capoeira:

“Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.”

Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulo adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos da CAPOEIRA e de Besouro Mangangá.

Em 2006, foi montado o musical “Besouro Cordão de Ouro”. As músicas do cd foram feitas originalmente para esta peça que também Recebeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Música e Direção Musical! E o Besouro continua seu voo.

A comunidade da CAPOEIRA agradece a PAULO CESAR PINHEIRO a oportunidade de levar nossos BERIMBAUS e a música da nossa arte a mais um reconhecimento de nosso valor através do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA !

Carnaval na Bahia: Mestre Tonho Matéria em dose dupla

Tonho Matéria em dose dupla na segunda-feira: Cantor sai às 12h30 no Campo Grande e à noite no Movimento Afropop Brasileiro, como convidado de Margareth Menezes

Após começar o Carnaval com o bloco da Capoeira, no circuito Osmar (Campo Grande), Tonho Matéria se prepara jornada dupla na segunda-feira. Depois de fazer um show em Correntina (BA) no sábado, primeiro o cantor vai puxar um trio independente no Campo Grande, ao meio dia e meia. Às 20h30 ele participa do Movimento Afropop Brasileiro, bloco sem cordas de Margareth Menezes no circuito Dodô (Barra-Ondina). “Vai ser ótimo sair num horário tão legal, num trio sem cordas. Vai ter muito samba-reggae, ijexá e músicas ligadas a capoeira!”, diz Tonho sobre o desfile no Campo Grande.

O Bloco da Capoeira saiu, em seu quarto ano, às 21h da quinta-feira (03), com o tema meio ambiente e com sete alas: água, fogo, terra, ar, fauna, flora e vida. Cerca de duas mil pessoas – entre capoeiristas, percussionistas , dançarinos e foliões – participaram do desfile, que serviu de base para captação de imagens para o DVD de Tonho Matéria, com previsão de lançamento esse ano. O figurino de Matéria e das alas foi todo feito com material reciclado, pelos alunos da associação cultural Capoeira Mangangá, que o artista mantém no bairro de sete de abril.

Tonho Matéria:

Foi vocalista do Ara Ketu, Olodum e, entre bandas e carreira solo, já lançou sete álbuns. Compositor, tem mais de 600 músicas registradas – várias gravadas por nomes como Daniela Mercury (Olha o Gandhy aíVulcão da Liberdade), Ivete Sangalo (Pra abalarTimbaleiro) e Chiclete com Banana (Se me chamar eu vouMenina me dá seu amor), Asa de Águia, Beth Carvalho, Margareth Menezes, Olodum e Banda Eva.

Mestre capoeirista, Tonho mantém, desde 2001, a Associação Cultural de Capoeira Mangangá, que proporciona gratuitamente a jovens de comunidades aulas de capoeira, percussão, dança afro e curso pré-vestibular. O nome Mangangá é homenagem ao mestre de capoeira Manoel Henrique Pereira, o Besouro Mangangá.

 

Victor Villarpando 
71 8867.6107 | 71 7813.8814

BLOCO DA CAPOEIRA: CARNAVAL 2010 – A CAPOEIRA E O CANGAÇO

Prezado (a) foliões,

O Bloco Afro Mangangá Capoeira, no seu terceiro ano, homenageará a Capoeira e o Cangaço.

O DESFILE:

O desfile acontecerá no dia 11/02/2010 na quinta-feira de carnaval no circuito Campo Grande a partir das 19h, sendo dividido em diversas alas e você desfilando, estará aceitando as normas e condições gerais para participar do bloco.

Alguns itens importantes para o desfile acontecer de acordo o contrato com os órgãos que fiscalizam a festa.

– O inicio do desfile dependerá da liberação da coordenação do carnaval, ficando cientificado que é comum por parte da organização do carnaval, haver atrasos;

– Não será permitida a permanência de folião que não estiver trajando a fantasia das alas ou abadas de capoeira;

É PERMITIDO:

– A utilização de adereços que remetam ao tema;

– Uso de abadá ou farda dos grupos de capoeira;

– Uso de estandartes dos grupos de capoeira e/ou culturais;

– Uso de instrumentos de capoeira;

– recomendamos às mulheres que venham com roupas típicas ao cangaço e a capoeira e que usem um legging por baixo da saio ou vestido;

ABAIXO ALGUMAS ORIENTAÇÕES MUITO IMPORTANTES PARA VOCÊ BRINCAR SEU CARNAVAL COM BASTANTE SEGURANÇA:

– Os foliões ficam cientes e autorizam previamente o Bloco da Capoeira ou a Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá a exibir, por qualquer meio de comunicação ou em locais públicos, as imagens e/ou fotografias do (s) bloco e/ou Associação, inclusive a (s) suas em qualquer época mesmo não sendo no período do carnaval;

– Leve pouco dinheiro e documentos de identidade (cópia autenticada);

– Vá de calçado confortável, principalmente um que combine com o tema do Bloco;

– Evite sair do Bloco durante o percurso;

– Cuidado com os alimentos, beba bastante água, suco e de isotônicos;

– Não abuse das bebidas alcoólicas;

– Não use drogas;

– Não brigue, carnaval não combina com violência. Portanto, se alguém pisar no seu pé, se esbarrar, desconsidere e siga em frente;

– Namore e beije muito… Mais não deixe de usar a camisinha.

Bloco da Capoeira – 32569806 – 33517333 – 81269333

tmmanganga@hotmail.com – blocoafromanganga@hotmail.com

Capoeirista questiona exclusão de Curitiba na rota de exibição do filme Besouro

Um dos mais famosos capoeiristas do Brasil, o baiano Manuel Henrique Pereira, conhecido como Besouro Mangangá inspirou o longa-metragem dirigido por João Daniel Tikhmiroff, nome premiado em comerciais na América Latina. Em seu primeiro final de semana de exibição, Besouro – O Filme teve mais de 130 mil expectadores em todo Brasil, que o credenciam a ser um dos líderes em bilheteria no país este ano.

Diante do sucesso e da importância desta produção na valorização da cultura negra, expectadores da região Sul fazem um apelo para que Curitiba seja incluída na rota de exibição do filme. “Apenas Porto Alegre está exibindo o filme aqui na região Sul, uma situação lamentável e que nos envergonha porque esta era uma estréia muito aguardada não apenas pelos praticantes da capoeira, mas também por aqueles que acreditam na imensa contribuição que a população negra trouxe para o nosso estado”, disse Mestre Déa, fundador da Associação de Capoeira Kauande.

Mestre Déa destaca que o filme conta, inclusive, com a participação de uma paranaense em seu elenco. A londrinense Geisa Costa, radicada em Curitiba desde 1993, interpreta Zulmira, mentora espiritual de Besouro. “Era grande a expectativa para a estréia aqui em nosso estado. Temos uma das maiores populações negras da região sul e milhares de adeptos da capoeira em nosso território. Gostaríamos de entender o porque de não podermos prestigiar nas nossas telas do cinema este filme”, questiona o capoeirista.

Indignado, o capoeirista lembra que o filme seria grande contribuição para aplicação da Lei 10.639, que determina o ensino da história e cultura africana nas escolas brasileiras. “Este filme destaca a capoeira e história do negro em nossa sociedade e certamente, vai ser bem melhor recebido no exterior do que aqui”, destaca Mestre Déa. Para ele, que é mestre e educador da capoeira, arte que mais divulga nossa história e a língua portuguesa no mundo, a situação é um desrespeito. “Lamento profundamente em nome de todos os capoeiristas paranaenses que o estado sequer tenha previsão para exibição do filme, o que por outro lado incentiva a pirataria”, questiona Mestre Déa.

BESOURO – O FILME

Manoel Henrique Pereira viveu entre 1897 e 1924 na região de Santo Amaro, na Bahia. Conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, ele era trabalhador nas usinas e tinha um comportamento rebelde, pois não aceitava os maus tratos dos patrões. Ficou famoso por causa de sua habilidade como capoeirista. Com as pernas ou com objetos e facas, sempre conseguia sair vivo nos confrontos com a polícia e os jagunços. Diversas lendas atribuem poderes sobrenaturais ao herói, que era abençoado por orixás e teria o corpo fechado e a habilidade de voar como um inseto.

Sua história é contada no livro Feijoada no Paraíso: A saga de Besouro, o capoeira, de Marco Carvalho, e também foi adaptada para o teatro, em um musical com texto de Paulo César Pinheiro e direção de João das Neves. O personagem também aparece em livros como Mar morto, de Jorge Amado. Manoel Henrique ainda era músico, autor dos versos do Canto do besouro, cuja letra foi aproveitada em duas canções dos compositores Noel Rosa e Paulo César Pinheiro (Quando eu morrer/ Não quero choro nem vela/ Quero uma fita amarela/ Gravada com o nome dela).

 

Fontes:

http://www.paranashop.com.br

novoconceito.ass@gmail.com

Cinema: Mestre chinês faz herói baiano voar

Besouro atravessa a tela, de uma extremidade a outra, voando. Parece um filme chinês de artes marciais, como O Tigre e o Dragão. Não é mera coincidência que o diretor João Daniel Tikhomiroff tenha importado para o Brasil o talento de Dee Dee, o especialista chinês que fez voar o elenco do filme de Ang Lee. Besouro tem a vocação assumida de ser o primeiro filme brasileiro de artes marciais, tratando a capoeira como tal.

João Daniel Tikhomiroff poderá receber críticas por isso, mas está preparado. Ele se preparou a vida inteira para fazer esse filme. Menino, ele via todo tipo de filme nas cabines da Universal, empresa norte-americana da qual seu pai foi um dos dirigentes no Brasil. Nos anos 1970, aos 19 anos, começou seu primeiro longa, que ficou inacabado. César Charlone, o diretor de fotografia de Fernando Meirelles e coautor do premiado O Banheiro do Papa, começou com ele. Desde então, João Paulo queria voltar ao cinema. Foi fazer publicidade, é um dos sócios da produtora Mixer. Muitos anos depois, ei-lo à frente de Besouro.

O roteiro do longa é de Patrícia Andrade (de 2 Filhos de Francisco), a música-tema foi composta por Gilberto Gil, o diretor de arte é Cláudio Amaral Peixoto, e o fotógrafo é o equatoriano Enrique Chediak, que a Variety, Bíblia do show biz, listou como um dos 10 mais do mundo. Todas essas colaborações foram valiosas para João Daniel, mas o filme é produto de uma parceria com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Ailton Carmo, que faz Besouro, é um ator amador.

– A Fátima deixa o ator num estado de emoção à flor da pele que permite ao diretor ir fundo nessa emoção. As melhores cenas de Besouro valem-se desse emoção sem terem sido ensaiadas – diz o diretor.

Se você ainda não é um dos mais de 300 mil internautas que já viajaram no trailer, vá ao YouTube. Depois disso, você ficará contando os dias até a estreia de Besouro

 

Mais Informações

 

Mais Informações:

Depois do enorme sucesso de Mestre Bimba a Capoeira Iluminada (Luiz Fernando Goulart), agora é a vez de Manoel Henrique, Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro , um lendário capoeirista da região de Santo Amaro, Bahia aparecer na grande tela…

Os fãs de cinema em geral – e de capoeira em particular – podem começar a especular. Já caíram na internet, através do site You Tube, as primeiras imagens oficiais do filme “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff, cotado para ser a maior produção do cinema nacional em 2009 e uma das maiores de todos os tempos.

Trata-se da primeira peça promocional do filme – uma co-produção da Mixer, da Globo Filmes e da Buena Vista inspirada na vida de Besouro Mangangá, o maior capoeirista de todos os tempos. O vídeo, de dois minutos, revela um pouco da mirabolante coreografia de lutas do filme, em que os personagens literalmente voam em cena, sustentados por cabos, guindastes e outras técnicas inéditas no cinema brasileiro.

 

VII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá

VII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá de 01 a 20 de agosto 2008

LOCAL DO EVENTO: SALVADOR – SIMÕES FILHO – SAUÍPE – CACHOEIRA – SÃO ROQUE DO PARAGUAÇU – JUAZEIRO

O evento será em parceria com diversos grupos e mestres internacionais dos países: Estados Unidos, Singapura, Moçambique, Austrália, Itália, Espanha, Grécia, México, Alemanha, Argentina e Brasil.

Ações

1 – A abertura do evento será com a Semana Cultural de Cinema e Teatro Em diversas comunidades;

2- Palestras no Forte da Capoeira, Auditório e academias diversas (tendo como idéia para palestras) Mestre Máximo, Olívia Santana, Billy Arquimimo, Jaime Sodré, Arani Santana, Aline Najara.

Feira de Arte e Cultura no Largo do Abaeté

Com o apoio da UCI (União de Capoeira de Itapoã), Casa da Música – Comunidade local – (FECABA) Federação de Capoeira da Bahia).

3- Sauípe (à confirmar)

4- Passeio Turístico com big sambão

Para a cidade de Cachoeira no Recôncavo aproveitando a semana da Irmandade da Boa Morte que será de 13 a 15 de agosto. Com o apoio da Coordenação do Turismo Étnico-Afro e Secretaria de Turismo do Estado da Bahia;

5- Batizado da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em Simões Filho;

6- Batizado da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em São Roque do Paraguaçu;

7- Encontro da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em Juazeiro; ( à confirmar)

8- Oficinas e Cursos

De berimbau, dança afro e de capoeira angola e regional com diversos mestres (tendo como idéia) Monza Calabar e os mestres: Boa Gente, Pelé da Bomba, Boca Rica, King Kong, Já Morreu, Bamba, Dedé, etc. ( à confirmar).

9- Encontro de Capoeira Infantil

Com o apoio do Instituto Sol e do grupo Abolição em água de menino

10- Show Big Coquetel (à confirmar) com a presença das autoridades e da mídia local, além de renomados mestres de capoeira.

Local: Praça Teresa Batista no Pelourinho

Apoio do Bloco da Capoeira, Banda de Percussão, Fecaba, UCI, Capoeira de Saia e diversos grupos de capoeira e Orquestras de Berimbau (à Confirmar).

11- Batizado e Troca de Corda da Associação Cultural de Capoeira Mangangá

Local: Teatro da Escola Parque – Bairro Caixa D’água

Carnaval 2008: Bloco da Capoeira leva diversidade cultural para a avenida

O MESTRE TONHO MATÉRIA NO COMANDO DO BLOCO DA CAPOEIRA LEVA DIVERSIDADE CULTURAL PARA A AVENIDA

Bloco temático com participação da comunidade abriu o desfile de 2008

“Dança da malandragem, com muitos rituais. Brincadeira de movimentos com malícia. Na dança negra de pés no chão a agilidade da esquiva e a esperteza da fuga. E de repente, ante os olhos surpresos do adversário, o gesto rápido. O ataque fulminante. Então, prostrado, o inimigo se dá conta de que foi vítima da mandinga”. Isto é o que chamamos de capoeira, essa luta de resistência criada no recôncavo baiano pelos negros Bantos de Angola e que foi perseguida por muito e muito anos e hoje é tratada como patrimônio imaterial do Brasil e porque não dizer da Bahia. A capoeira foi proibida pela república e essa mesma república em uma outra estância lhe transforma em diversos pontos de cultura espalhados no país. Hoje, universidades, empresas particulares, academias, Industrias, canais de comunicação, etc. Vêem a capoeira como elemento de transformação social.

Duas semanas antes do carnaval, na cidade de Salvador, só se ouviam os burburinhos em todos os cantos, eram os amantes e praticantes de capoeira de varias partes do planeta que esperavam ansiosos para ver e participar do desfile do Bloco Afro Mangangá Capoeira, que saiu com o tema Capoeira e suas Culturas Aparentadas, sugerido pelo ex-superintendente do Forte da Capoeira Dr. Leal.

Para contar essa história e tantas outras, o Bloco Afro Mangangá Capoeira pilotado por Tonho Matéria, que vestido com um figurino nas cores azul e prata simbolizando Ogum criado pela figurinista Diana Moreira, apresentou uma diversidade cultural na avenida e contou com diversas alas. Com a parceria de grandes amigos como Negra Jhô que trouxe as alas das baianas com uma big fantasia com papel de café, orixás e dança afro com pinturas no corpo que foi coreografado por Liu Arrison (Ator do Filme Ó Pai Ó) e supervisionado pelo mestre de capoeira e dançarino Flecha, além do Dançarino e Coreógrafo Monza Calabar que touxe da Argentina uma saia de Iemanjá de 14 metros de diâmetro onde a rainha das águas salgadas representada pela coreógrafa e dançarina Marcela de Souza, deu a luz a todos os orixás na passarela.

A atriz Sue Ribeiro coordenou uma ala com terno de reis e folguedos nordestinos como maracatu, a burrinha, frevo e bumba meu boi que derão uma diversidade e um colorido maravilhoso ao bloco e ao desfile. Mestre Pelé do Tonel com sua indumentária luxuosíssima e com tanta exuberância, provou que a sua energia não tem limites quando se fala em malabarismo com seu tonel. A Companhia de Dança e Ritmos da Bahia do mestre João de Barro também brilhou ao levar uma ala de capoeira show.

Maculelê, puxada de rede, bonecos gigantes, além dos Ogans Paulo Tré, Tatá e Alex, do terreiro Ilê Axé Odê Tolá, do Samba de Chula do contra mestre Boca e das orquestras de berimbaus do Grupo de Capoeira Abolição sobre a regência do contramestre Bobô e do Pólo de Capoeira do Município de Lauro de Freitas sobre a regência dos mestres Saci, Regi, Boca e Coveiro com 200 pessoas tocando berimbau e uma banda percussiva com 70 homens ao comando do maestro Bira Jackson que veio vestido com um figurino simbolizando Exu, também criado por Diana Moreira. O Trio elétrico decorado por André Cunha foi coberto de palhas de mareô, ferramentas de Ogum, TVs de Plasma, laser e um canhão de chuva de confete na cor de prata.

O bloco desfilou na quinta-feira, às 20h, no Circuito Campo Grande, fazendo uma homenagem ao lendário Besouro Mangangá, ou Manoel Henrique Pereira, soldado do Exército nascido no século XIX, em Santo Amaro da Purificação, e capoeirista conhecido que, segundo a lenda, tinha poderes sobrenaturais. Na passagem do bloco no corredor da folia, o Governador da Bahia Jaques Wagner, o Secretário da Cultura Marcio Meirelles, o Secretário do Turismo Domingos Leonelli, o Coordenador do Turismo Étnico Billy Arquimimo, a Vereadora Olívia Santana, o Subsecretário para Assuntos de Descentralização Regional Ailton Ferreira, a Coordenadora de Articulação Institucional Ubiraci Matildes, a Prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, o empresário Mario Nelson e Edson da União. Todos, acompanhados do Rei Momo Clarindo Silva e da musa do carnaval não resistiram e caíram na folia. No dia 2 de fevereiro no carnaval para Iemanjá, o bloco promoveu um belíssimo arrastão junto com Carlinhos Brown e o Cortejo Afro e na quarta-feira de cinzas mais de 2 mil capoeiristas acompanharam o Arrastão da Timbalada.

O sonho de colocar a Capoeira aconteceu quando em 2002 o Carnaval homenageava as raízes e heranças africanas. Daí então o publicitário, cantor, compositor e mestre de capoeira Tonho Matéria começou a falar da capoeira como tema do Carnaval, o que só se concretizou depois de seis anos de tentativas. "Contei com a parceria do jornalista e produtor cultural Badá, do nosso Rei Momo Clarindo Silva e do ilustríssimo mestre Boa Gente, que não só ajudou pra que a capoeira fosse o tema do carnaval, como criou uma ala de dança afro para o bloco com seus alunos do Vale das Pedrinhas e com diversos estrangeiros dos países Argentina, Holanda, Canadá, Estados Unidos, Angola, Moçambique, Portugal, Itália e Espanha. A escolha do tema também contou com a parceria de vários capoeiristas que votaram pela Internet" revelou Matéria, que idealizou um megadesfile.

O Bloco da Capoeira não foi comercializado. "Os capoeiristas usaram suas próprias roupas e cada ala desenvolveu suas indumentárias", explica Matéria. "Cada Mestre ficou responsável por inscrever sua associação, que podia vir com quantos alunos quisesse", complementou.

Diversos grupos e associações de capoeira compareceram ao desfile do bloco como parceiros, são eles: Mangangá, Abolição, Topázio, Jalará, Kilombolas, Raízes da Bahia, Centro Cultural de Capoeira Angola Bonfim, Zumbi, Associação de Capoeira Mestre Bimba, Stela Mares, Esquiva, Associação de Capoeira Cobra Can, Bahia Capoeira, Alegria do Mestre Canjiquinha, Grupo de Capoeira Expressão Corporal, Filhos de Oxossi Guerreiro, Academia Regional de Itinga, Unicar, Capoeira Guerreiros, Iúna, Palmares, Kirubê, Educarte, Vadiação, Maré, Calabar, Associação de Capoeira Mestre Boa Gente, Sete Quedas, Engenho, Camugerê, Raça, Ginga Nativa Capoeira, Mundo Capoeira, Vivendo e Aprendendo, Liberdade do Negro, Barro Vermelho, Corpo e Movimento, Porto da Barra, Guerreiros da Bahia, Solares, Associação de Capoeira Pai e Filho, Pé Pro Ar, Nação Capoeira, Filhos de Oxalá, Mandela, Ganga Zumba, Centro de Cultura da Capoeira Tradicional Bahiana (Mestre Bola Sete), Grupo Cultural de Capoeira Angola Moçambique (Neco) e mestre Flecha. Além das participações especiais dos artistas Lucas Di Fiori (Olodum), Dado Brazawilly (Ex- Ara Ketu), Paulinho Feijão (Ex- Ilê Aiyê), Gal Borges (Ex- Afreketê), da Ialorixá Edenice Sant`Ana e dos mestres de capoeira Máximo, Marcos Gytauna, Nego Gato, Já Morreu, Pelé da Bomba, Boa Gente, Angola, Pele do Tonel, Zambi, Dinho, Jones, Atabaque, Rizadinha, Grandão, Raymundo Kilombolas, Dedé, Daltro, Coentro, King Kong, Lazaro, China e muito outros.

O Bloco contou com o apoio cultural do Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Secretaria do Turismo, Bahiatursa, Ministério do Turismo, Prefeitura Municipal de Salvador, Emtursa, Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, Pólo de Capoeira de Lauro de Freitas, Instituto Sol e Sol Embalagem, Guia Salvador Eventos, Revista Carnafolia, Jornal O Capoeira, Forte da Capoeira, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Edson da União, Olívia Santana, Bahia Gás, Zoom Imagens, Maria Comunicação, União da Capoeira de Itapoã e Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba).

Contatos: 71- 81269333 – 32569806 site http://www.capoeiramanganga.com.br

tmmanganga@hotmail.com tonhomateria@hotmail.com

Crônica: A capoeira em roda de besouro

Há pouco mais de um mês estive na casa de João das Neves e da cantora Titane em Lagoa Santa, Minas Gerais. Naquela agradável noite a conversa só não foi mais esticada porque ele estava de saída para fazer um trabalho no Vale do Jequitinhonha. Ele me contou da satisfação de estar fazendo a direção do musical Besouro Cordão de Ouro, de Paulo César Pinheiro, com um grande elenco e coordenação de capoeira dos mestres Casquinha e Camisa. Adiantou-me que talvez viesse ao Ceará com o espetáculo. Fiquei na expectativa de que tudo desse certo. Afinal, tratava-se da história de um lendário capoeira levada para o teatro por dois admiráveis artistas brasileiros.

De Confins a Fortaleza uma música não me saia da cabeça. Era ´Pesadelo´, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós. Há anos que não há escuto, mas durante uma boa fase da minha vida essa composição foi uma grande companheira das minhas reflexões. Ainda hoje guardo o álbum duplo ´O Banquete dos Mendigos´ feito pelo compositor Jards Macalé e o disco ´Passarinho Urbano´, da cantora Joyce, ambos lançados na década de 1970 e que têm em seus repertórios essa bela canção de Paulo César Pinheiro a falar de muros que separam e pontes que unem, em pleno ocaso da ditadura militar.

O trecho da canção que insistia na minha lembrança dizia assim: ´Você nem me agarra / alguém vem me solta / Você vai na marra / Ela um dia volta / E se a força é tua / Ela um dia é nossa´. Uma canção que nem faz parte da peça, pois, tirando ´Lapinha´ todas as músicas do espetáculo foram preparadas especialmente para esse musical de sublimação da capoeira. O que aquela canção talvez estivesse me dizendo era como faz bem olhar as movimentações da vida no jogo do tempo. Besouro Cordão de Ouro, ou Besouro Mangangá, era em seu tempo um marginal e, hoje, uma curiosa figura da nossa galeria cultural.

Quando dei por mim o musical estava no Centro Dragão do Mar, dentro da programação do Circuito Cultural Banco do Brasil. Foram duas apresentações, feitas no sábado e no domingo passados. João das Neves montou uma inusitada instalação na área de baixo do planetário, com lonas e caixotes de madeira e um túnel com teto de pequenos cataventos ligando o palco ao saguão improvisado como entrada, por onde o público passava sugestivamente pelo velório do Besouro Mangangá. A configuração se completava com grandes painéis de citações musicais contornando o espaço da roda de capoeira.

O caixão do defunto, revestido com imagens de santos e fundo de espelho, mostrava a cara de Besouro que há em cada um de nós. O itinerário ritualizava a acolhida, reconstituindo referenciais sem dar o tom de coisa do passado. A história ia sendo contada naturalmente pelo excelente elenco de atores, dançarinos, músicos e cantores, enquanto vivenciávamos o acontecido. Todos éramos atores e platéia, sentados em círculo nas almofadas soltas, dentro de cestos e em cadeiras cobertas de preto. O teatro de João das Neves permite que o palco seja de todos.

Estávamos na mesma cumbuca, na mesma roda, no mesmo jogo animado com berimbau, pandeiro, tambores, cavaquinho e violão. Alanzinho, Anna Paula, Cridemar, Gilberto (Labório), Iléa, Letícia, Raphael, Sérgio Pererê, Victor (Lobisomem), William e Wilson contaram e cantaram os feitos de Besouro. Na apresentação de Fortaleza Maurício Tizumba, do grupo Tambo-le-lê, foi substituído pelo próprio João das Neves. A dinâmica desse teatro facilita a alternância de contadores, embora João, na simplicidade dos grandes, tenha comentado para mim logo depois: ´Você precisava ter visto essa parte feita pelo Tizumba´.

João das Neves vem do teatro de rua do Centro Popular de Cultura da UNE e do teatro de protesto praticado nos anos 1960 pelo Grupo Opinião, do qual foi um dos fundadores. É um diretor que cruza décadas sem arredar pé do compromisso de dar dignidade à arte brasileira. Com o espetáculo Besouro Cordão de Ouro ele contribui para pôr a capoeira na roda, seguindo a sina de produzir reflexões sobre as contradições da sociedade brasileira. A capoeira é uma expressão original de interpenetração cultural da porção de brasilidade que veio das gentes africanas.

A palavra capoeira significa espaço da mata que foi queimado para cultivo da terra. Foi em descampados assim que negros, caboclos, cafuzos e mulatos desenvolveram os golpes de defesa disfarçados de dança que, genialmente simplificados, conseguiram ser transmitidos por gerações e, mesmo ainda muito aquém do seu potencial, já fazem parte da paisagem mental brasileira. Reconhecida por ser uma manifestação marcial com ginga diretamente associada à pegada rítmica do berimbau e por ser um sofisticado diálogo de corpos, a capoeira é uma arte de convivência, na qual os participantes se revezam no jogo, com respeito e senso de reciprocidade.

Trabalhos como esse de Paulo César Pinheiro e João das Neves dão maior importância à capoeira por contribuírem para reforçar sua inscrição no que somos e temos de valores comuns. O musical Besouro Cordão de Ouro põe na roda a oportunidade de usufruirmos da capoeira como usufruímos da feijoada. Não se trata de uma expressão que representa outra, nem de representação do que passou, mas da expressão em si e sua confirmação como dimensão poética, ritual, coreográfica e marcial do cotidiano, na interlocução com a memória e a história do Brasil.

Besouro Mangangá nasceu em Santo Amaro, na Bahia das últimas décadas do século XIX, e morreu nas primeiras décadas do século XX, quando a capoeira ainda era proibida. Suas façanhas estão citadas na literatura, na música e, sobretudo, na cultura oral. Chegou ao mundo poucos anos antes da abolição da escravidão e viveu exatamente no período em que a elite colonial resistia à integração dos escravos à sociedade. O apelido de besouro foi uma atribuição do imaginário popular ao fato de Manoel Henrique Pereira ter o dom de desaparecer, de sair voando, quando a encrenca ameaçava seu corpo fechado para facas e balas. Mas não era um besouro qualquer, era Besouro Mangangá, o temido marimbondo de picada venenosa e dolorida.

Muitas histórias são atribuídas a Besouro, especialmente aquelas que exaltam a importância da capoeira como uma manifestação que veio da sobrevivência. A peça conta que ele era um grande escuneiro, conhecedor dos ventos e das marés. Foi assassinado covardemente pelas costas num ataque de faca da palmeira Ticum. Ele teria chegado a colocar as tripas para dentro do bucho e navegar até um pronto-socorro, mas acabou morrendo. Parece que só tinha 24 anos, ninguém sabe ao certo. Tomava partido dos fracos contra os donos de engenhos e batia nos policiais que prendiam seus amigos.

As tiradas de sambas e chulas de Mangangá misturaram-se ao cancioneiro nacional. Sucessos carnavalescos como Fita Amarela, de Noel Rosa (1910 – 1980) teriam sido inspirados em um tema de batucada sugerido por Almirante (1908 – 1980) e que dizia mais ou menos assim: ´Quando eu morrer / não quero choro nem nada / só quero ouvir o samba / rompendo a madrugada´. Esses versos, atribuídos a Besouro, também serviram de base para a composição de Lapinha, música de Paulo César Pinheiro e Baden Powell que dá o tom da peça dirigida por João das Neves.

Besouro Cordão de Ouro é uma obra com muitas teses. Por alguns instantes, durante o espetáculo, cheguei a recordar da música que me acompanhara no avião: ´O muro caiu olha a ponte da liberdade guardiã´. Se ela veio à minha memória sem ser chamada, com a intenção de me ajudar a sentir o musical, acho que fez muito bem.

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Aconteceu: Encontro lança Bloco Afro Capoeira nesta sexta

Tonho Matéria é um exímio capoeirista, com mais de 30 anos dedicados à arte. E, como mestre, há muito tempo vem alimentando o sonho de criar o primeiro bloco sobre o tema do mundo.
Amanhã, esse desejo começa a se tornar realidade com o lançamento do Bloco Afro Capoeira, que abrirá o Carnaval baiano de 2008.
O evento será realizado no Forte da Capoeira (Largo de Santo Antônio Além do Carmo), a partir das 14h.

“Há quatro anos venho tentando colocar a capoeira como tema do Carnaval. Contei com a parceria do (jornalista e produtor cultural) Badá, de Clarindo Silva, e do mestre Boa Gente, que ajudaram muito a conquistar esse espaço”, revela Matéria, que idealiza um megadesfile. “Se juntarmos todos os capoeiristas, cada um com sua própria fantasia colorindo a avenida, teremos 500 mil pessoas nos acompanhando. Só em Salvador são 50 mil praticantes catalogados pela Federação de Capoeira da Bahia (Fecaba)”, conta.

 
Nesta sexta-feira, 7, será lançado o Bloco Afro Capoeira, que abrirá o Carnaval de 2008. O evento acontecerá em um coquetel dentro da programação do VI Encontro Cultural & Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá, no Forte da Capoeira (Largo de Santo Antonio Além do Carmo), a partir das 14h. O encontro não acontece apenas entre capoeiristas, ele é aberto ao público.
 
Farão parte da apresentação: o Afoxé Filhos de Gandhy, tocando clarins; o Coral da Unimed, executando músicas de capoeira, com o maestro Carlinhos; palestra sobre a importância do Forte da Capoeira; show da Orquestra Percussiva do Pelô com o mestre Bira Jackson; do Samba de Viola do Mestre Pelé da Bomba, com participação especial das Ganhadeiras de Itapuã; e de Tonho Matéria, que vai interpretar canções sobre a capoeira, como Paranaê, Ôsimsimsim e Vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou.
 
O jornalista paulista Mano Lima, colunista do Portal Capoeira e editor da revista Capoeira em Evidência, estará presente no coquetel, lançando o Dicionário de Capoeira (3a. edição revista e ampliada) e o livro infantil Eu, você e a capoeira. A equipe de Negra Jhô será responsável pelo receptivo do evento.
 
Ainda na sexta-feira, foi montada uma programação especial de capoeiristas. Dois ônibus só com mulheres praticantes da arte seguirão para a Costa do Sauípe às 17h, onde participaram de palestras, workshops, roda livre feminina e apresentação de Maculelê/Puxada de Rede com as Contra-Mestras Bia e Kaká.
 
No sábado, 8, o evento continua em Sauípe, com samba e aulão na Praia da Oca com os Mestres Val Boa Morte e Marcos Gytauna, às 11h. Pela tarde, a programação continua com o Workshop de Berimbau com Mestre Reginaldo (16h), palestra com o Mestre Máximo sobre Capoeira e os Zuavos (18h), Roda Livre com todos os Mestres, Contra-Mestres e professores organizada pelos Mestres Tonho Matéria e Boa Gente (19h) e show com a banda Olodum, às 21h30.

O encontro será encerrado no domingo, 9, às 9h, na Escola Linces (Jardim das Margaridas – Itinga), com o batizado e troca de cordas coordenados pela Associação de Capoeira Toques de Berimbaus (Mestre Reginaldo) e Associação Cultural de Capoeira Mangangá (Mestre Tonho Matéria), com roda de Mestres, Contra-Mestres, Professores e Formados, roda de alunos, apresentação de Maculelê, Puxada de Rede e capoeira-show.

 
Carnaval – Com o tema “Capoeira e suas Culturas Aparentadas” escolhido para o carnaval de 2008, o Bloco da Capoeira desfilará na quinta-feira, fazendo uma homenagem ao Bezouro Mangangá, ou Manoel Henrique Pereira, soldado do Exército nascido no século XIX, em Santo Amaro da Purificação, e capoeirista conhecido que, segundo a lenda, tinha poderes sobrenaturais. Para contar essa história e tantas outras, o Bloco da Capoeira trará diversas alas, dentre elas a das baianas, Zuavos, ciclistas (para lembrar daqueles que não têm dinheiro e vão para aula de bicicleta), Maculelê, Puxada de Rede, Caboclo e Orixás.
 
O Bloco da Capoeira não será comercializado. As inscrições começam no dia 7, com o lançamento do projeto, e poderão ser feitas através do site www.capoeiramanganga.com.br, ou do e-mail mmanganga@hotmail.com . Mais informações através dos telefones: 9919-7093 e 3256-9806.