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São Paulo: Megan Fox se entusiasma com capoeira na favela de Heliópolis

A atriz Megan Fox (“Transformers”) desembarcou em São Paulo acompanhada do marido, o ator Brian Austin Green (série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”), e do filho Noah. E aproveitou a tarde para visitar a favela de Heliopólis.

A atriz foi conhecer os projetos sociais do local e assistiu entusiasmada a uma apresentação de capoeira, ao lado do marido.

Megan esteve no Brasil para acompanhar o Carnaval e gravar num comercial para uma marca de cerveja.

A Atriz e seu marido ficaram deslumbrados com a plasticidade e harmonia da capoeira.

Mil palavras

Quem disse que uma imagem fala mais que mil palavras não estava mentindo.
Recebi recentemente via e-mail, o cartaz de um evento, Capoeira Angola Women Power Conference 2010, que será realizado em março pela Fundação Internacional de Capoeira Angola, em Estocolmo, na Suécia.

Mas não é sobre o evento que eu quero falar. É sobre a imagem apresentada no cartaz: uma menina muçulmana, como indica o lenço, tocando berimbau.

Embora a condição da mulher muçulmana dependa muito mais do país de origem do que da religião, ainda assim a imagem chama atenção, impressiona e desperta a reflexão, as mil palavras.
Não conheço a menina, não sei qual seu país, qual a realidade dentro de sua casa, mas sei que não é preciso ser muçulmana para viver sob regras rígidas, limitações e proibições.
A garota muçulmana está tocando seu berimbau, enquanto ainda existem mulheres que vivem sob a moderna “cultura ocidental” mas que deixam a capoeira por proibição dos pais, namorado ou marido.
Questões como diferenças culturais, religiosas e sociais, preconceito racial e de gênero, repressão e liberdade são muito mais complexas do que se aprende na escola ou se vê na televisão.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Baiana defende título mundial

“Vai ser uma grande responsabilidade defender o título dentro de casa. Este ano vou estar com uma torcida muito grande”, diz a instrutora Moema Lúcia Ribas Duarte, campeã feminina dos Jogos Mundiais de Capoeira de 2005, única mulher a se classificar entre os 64 melhores capoeiristas da última edição do evento. Pelo regulamento da competição, homens e mulheres competem juntos.

Baiana, 34 anos e formada em educação física, ela contará com o apoio de seus mais de 100 alunos das rodas que orienta no Parque Júlio César, na Pituba, e na Baixa do Tubo, no Vale do Matatu. Torcida que, no entanto, estará desfalcada de seu maior incentivador: Muralha, marido e também instrutor da Abadá, partiu há seis meses para Palma de Mallorca, na Espanha, em busca de melhores condições de trabalho. “Aqui a nossa arte não é valorizada”, lamenta Moema, que ganha pouco mais de R$ 2 mil por uma jornada de 40 horas semanais de aulas em academias e escolas. Em dezembro, ela e a filha de 12 anos do casal devem partir para a Europa e juntar-se ao marido.

A decisão foi tomada justamente em função do dilema que vive entre a família e o trabalho. As poucas horas que tem para ver a filha, à noite, Moema divide com os treinamentos. Além de Moema, outra esperança baiana para o mundial na categoria adulto é Tijolinho, atual campeão do Norte-Nordeste.

Fonte: A Tarde Online – http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=779468

Puxada de Rede

PUXADA DE REDE


O teatro folclórico que retrata a puxada de rede, conta a história de um pescador que ao sair para o mar em plena noite para fazer o sustento da família, despede-se de sua mulher que, em mau pressentimento, preocupa-se com a partida do marido e o assusta dizendo dos perigos de sair à noite, mas o pescador sai e deixa-a a chorar, e os filhos assustados.


O pescador sai para o mar e leva consigo uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, seus companheiros de pesca e a bênção de Deus.


Muito antes do horário previsto para a volta dos pescadores, que seria às cinco horas da manhã, a mulher do pescador, que ficou na praia esperando a hora do arrasto, teve uma visão um tanto quanto estranha. Ela vê o barco voltando com todos à bordo muito tristes e alguns até chorando. Quando os pescadores desembarcam, ela dá pela falta do marido e os pescadores dizem a ela que ele caiu no mar por conta de um descuido e que devido à escuridão da noite, não foi possível encontrá-lo, ficando ele perdido na imensidão das águas.


Ao amanhecer, quando foram fazer o arrasto da rede que ficara no mar, os pescadores notaram que por ter sido aquela uma noite de pouca pesca, a rede estava pesada demais. Ao chegar todo o arrasto à praia, já com dia claro, todos viram no meio dos poucos peixes que vieram, o corpo do pescador desaparecido. A tristeza foi instantânea e o desepero tomou conta de todos alí presentes.


Prossegue-se então os rituais fúnebres do pescador sendo levado à sua morada eterna pelos amigos que estavam com ele no mar, sendo seu corpo carreagado nos ombros, pois a situação financeira não comportaria a compra de uma urna, o cortejo segue pela praia.





O ritual “Puxada de Rede”, executado artisticamente por diversos grupos de capoeira do Brasil, retrata e sintetiza a pesca com rede, do peixe conhecido como xaréu (peixe de carne escurecida abundante nas costas do Nordeste Brasileiro).

Trata-se de um episódio de trabalho árduo, de canseira, mas, como todo trabalho dos negros baianos, é temperado com muita poesia, religiosidade, música e festa. Todos os anos, a puxada de rede se repete com os mesmos cerimoniais, com os mesmos rituais dos tempos de outrora.

Uma tradição que não morre, mesmo porque dela depende a subsistência de centenas de famílias. Força, poder e vitalidade de corpos vão se mostrando com toda pujança no trabalho árduo da pescaria.

No entanto, o mesmo é embalado pelo canto, às vezes alegre, às vezes triste, que evocam entidades protetoras. Ritual também embalado pelas batidas dos atabaques, pelos corpos que, como num bailado, movimentam-se sincronicamente, realizando mais uma tarefa gratificante que mistura sacrifício, festa e prazer.

Mais Informações e Videos:

 

Trecho do filme “Barravento”, de Glauber Rocha (1962).

Os pescadores de uma comunidade da praia de Buraquinho (Itapoan, Salvador, Bahia) realizam a puxada de rede do xaréu.

 

 

Carolina Soares – Puxada De Rede