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Bahia: Evento deve reunir 600 capoeiristas em Salvador

O 2° Encontro Internacional de Capoeira e 27° Troca de Graduação do Grupo Raça acontece de hoje até o dia 23 de novembro, em Salvador. Com o apoio do Lar Fabiano de Cristo e patrocínio da Capemisa, o evento reunirá na Bahia alunos, professores e mestres de sete estados e quatro países.

Entre as atividades previstas na programação estão oficinas, palestras, cursos, exames de troca de cordão e, para fechar o Encontro, um "aulão" seguido de uma grande roda no Farol da Barra, com mais de 600 capoeiristas.

Programação:

Confira abaixo a programação completa do evento:

Mestre Medicina

  • Quarta-feira (19/11)

Local: Mansão do Caminho, Pau da Lima
08h30 – Oficina de confecção de berimbau para os alunos da Mansão do Caminho, com mestre Olavo da Bahia.
10h30 – Curso de primeiros-socorros para pais e alunos.
14h30 – Recreação com movimentos de capoeira com contra mestre Batata, do Grupo raça de Maceió, Alagoas.
16h – Curso de primeiros-socorros para pais e alunos.

  • Quinta-feira (20/11)

Local: Auditório do Centro Universitário Jorge Amado, Paralela
19h – Fórum de palestras e debates
Palestrantes: Dr. Benício Boyda – professor de Medicina da UESC, Dr. Hélio Campos – mestre Xaréu, mestre Jean – professor de Educação Física, Dr. Tatiana Blandy, Márcia de Carvalho Rocha – administradora do Lar Fabiano de Cristo.
Temas: "A capoeira e a inclusão social", "Capoeira na escola e na universidade", "A capoeira e a sociedade atual" e "A capoeira como agente de superação de limites e transformação na vida de quem pratica".

 

  • Sexta-feira (20/11)Sexta-feira (20/11)

Local: Ginásio do Centro Universitário Jorge Amado, Paralela
19h – Aula com mestre Suassuna, um dos mais importantes mestres de capoeira do mundo, seguido de um bate-papo com mestre Medicina, coordenador geral do Grupo Raça.

  • Sábado (21/11)

Local: Mansão do Caminho, Pau da Lima
08h30 – Batizado e troca de cordão dos alunos do Grupo Raça. Neste dia estarão presentes todos os alunos, professores, contra mestres e mestres que fazem parte ou são amigos do Grupo Raça para uma verdadeira celebração da capoeira. São esperados capoeiristas de sete estados e quatro países.

  • Domingo (21/11)

Local: Farol da Barra
08h30 – O domingo na capital baiana vai ser de capoeira. Neste dia, mais de 600 capoeiristas, todos vestindo a tradicional roupa branca, comparecerão ao Farol da Barra para um "aulão" do mestre Medicina, seguido de uma roda que promete entrar para a história. Todos os capoeiristas e admiradores do esporte símbolo da Bahia estão convidados.

Arpa ou berimbau?

 

O Prof. André Carvalho, em resposta a infeliz notícia* protagonizada pelo prof. Antonio Dantas, 69, responsável pelo curso de medicina da UFBA, que segundo Mestre Moraes já foi destituido do cargo,nos escreveu esta bem humorada e incisiva crônica.

* "Berimbau é instrumento de quem tem poucos neurônios", diz coordenador de medicina da UFBA

Leiam e reflitam…

Arpa ou berimbau?

Por André Carvalho

Mesmo sendo baiano da gema, acabo de comprar uma harpa. Fi-lo porque qui-lo, como diria o inteligentíssimo mato-grossense Jânio Quadros. Foi complicado encontrar uma harpa à venda aqui, na bendita cidade do Salvador.

Baiano não é muito chegado a essas coisas. As poucas existentes estão em museus e, sabe-se de uma, em casa de um professor, doutor, coordenador universitário.
Minha harpa tem quarenta e seis cordas e sete pedais e seu desenho é semelhante àquele usado nas harpas dos Caldeus, em 600 a.C.. Tive alguma dificuldade em contar todas as suas cordas. Confesso, escabreado, que me confundi umas três ou quatro vezes e que foi necessária a ajuda de um amigo, o Antônio, muito mais sagaz que eu, para a consecução da tarefa.

Apesar da passagem pela Universidade Federal da Bahia, nos idos de 70, empaco em coisas que dizem respeito à aritmética. A UFBA não tem culpa alguma, pois a questão é de QI. Também pudera, acostumado ao berimbaumonocó rdio, não podia ser diferente.

Optei pela harpa na esperança de elevar meu QI a números estratosféricos, seguindo uma nova teoria evolucionista que vem sendo elaborada e desenvolvida por médicos aqui da Bahia. Nunca dantes se viu coisa igual. A tese é a seguinte: quanto mais cordas você tocar, mais inteligente você é. Portanto, violonista que toca violão de doze cordas é mais inteligente do que o bandolinista que toca em oito cordas, que por sua vez é mais inteligente do que o baixista que é tão inteligente quanto o cavaquinista, e assim sucessivamente.

Como você já percebeu, na base da pirâmide do intelecto estão os tocadores de berimbau.

O que me encanta nos estudos científicos é a profusão de novas e revolucionárias idéias. Claro, pesquisa serve mesmo para isso. Pena o Brasil ter que reformar apartamentos de reitores magníficos e sobrar pouco recurso para as pesquisas. Com mais dinheiro poderíamos estudar a influência da percussão no resultado dos vestibulares, por exemplo. Bum, bum, bum, bum, bum ajuda ou atrapalha o batuqueiro a ingressar na universidade? Se ajudar, o faz mais em medicina ou engenharia? Outra pesquisa interessante seria relacionar curso a instrumento musical. Para direito é melhor tocar um instrumento de sopro, clarinete, talvez. Quer sucesso nas ciências econômicas, então toque oboé, e assim por diante.

Comprovadas estas hipóteses, melhorar-se- ia muito o desempenho dos alunos nos exames avaliatórios, tipo ENADE e OAB.

Apenas uma coisinha me intriga quanto ao resultado de tudo isso. É que dentre os instrumentos que conheço, o mais parecido com a harpa é o berimbau. Na verdade o berimbau é uma harpa de corda única. É uma prova de inteligência dos seus inventores; substituir quarenta e cinco cordas e sete pedais por uma cabaça, uma vareta, um caxixi e uma pedra, e tirar daí, os sons necessários para uma existência feliz é fantástico. O berimbau é mais barato, mais leve, portátil, de fácil manutenção e mercadologicamente mais demandado. Tirante eu ou outro insano qualquer, ninguém compra uma harpa eleva pra casa, mas todo o mundo compra um berimbauzinho de lembrança, não é mesmo?

Tocar berimbau não é para qualquer um. Dizem que é um dom de Deus. Extrair de uma única corda a profusão de sons que os tocadores conseguem deve ser mesmo obra dos deuses. Imagino um berimbau tocando os famosos e harmônicos temas natalinos!!! Maravilha!!! Ansioso, espero o desenrolar das novas etapas da pesquisa.

Fonte: Mestre Cobra Mansa – mestrecobramansa@yahoo.com.br

Grupo Capoeira Raça: Quarenta anos de ensino do Mestre Medicina

Grupo Raça avalia fim de semana de capoeira:

Os organizadores comentaram o evento 40 anos de ensino do mestre Medicina, que aconteceu no último fim de semana, no GTC

O mestre Luís Medicina, a personalidade homenageada no evento, mora em Muritiba, mas é natural de Itabuna, já Mestre Suassuna, natural de Itabuna, mora em São Paulo mas também veio prestigiar a cidade
 
Quarenta anos de ensino do Mestre Medicina. Esse foi o nome do evento, organizado pelo Grupo Capoeira Raça, no último fim de semana (sexta e sábado), no Grapiúna Tênis Clube, em Itabuna, para homenagear Luís Rocha, mais conhecido como mestre Medicina, fundador do Grupo Raça. Ele, juntamente com outros nomes conhecidos internacionalmente, participou do evento, avaliado como excelente pelos organizadores.
 
Com 45 anos na prática da capoeira, o mestre Medicina é natural de Itabuna e hoje vive em Muritiba, no Recôncavo baiano. Reinaldo Ramos, mais conhecido como mestre Suassuna, também itabunense e que hoje mora em São Paulo, foi outro a marcar presença no evento. Entre os principais nomes da capoeira da cidade, foi sentida a ausência de Valdecir Alcântara, o mestre Magrelo, que mora na Itália e não pôde vir para a cidade.
 
O que ocorreu
 
Mestre Luís MedicinaOs contra mestres Ninja, Risadinha, Arrepiado e Vovô, coordenadores do grupo na região, ficaram à frente na organização do evento. Os dois últimos comentaram. "Na sexta-feira (21), foram batizadas 110 crianças. No sábado (22), não tenho certeza. Acho que umas 140. Sei que, no total, quase 300 crianças foram batizadas", diz o mestre Arrepiado. "Contra mestres também foram formados", salienta Vovô.
 
Ambos frisaram ainda que crianças da periferia também participaram do encontro. "Crianças dos bairros São Pedro, Califórnia, Ferradas e Urbis 4 estiveram presentes lá. Faz parte de nosso trabalho social", lembra Arrepiado, que prossegue. "Crianças com síndrome de down também participaram. Foi muito bom". 
 
Superou as expectativas
 
A empolgação dos dois organizadores que comentaram o evento passa pela parte social, de acordo com eles. "A socialização no evento foi muito forte, e muito importante para o sucesso do mesmo", afirma Arrepiado. Trabalham com núcleos, com trabalhos sociais, e é gratificante quando somos reconhecidos". Por fim, o próprio Arrepiado resumiu. "Foi muito bom, superou as expectativas".
 
Fonte: Agora – Itabuna,BA – http://www.agora-online.com.br

SÍNDROME DE DOWN – Contactos

Simone, face seu e-mail,

< Olá, Sou fisioterapeuta e gostaria de saber se vocês possuem algum material a respeito da prática da capoeira com portadores de Síndrome de Down?Realizamos um trabalho com crianças com Síndrome de Down através da prática da capoeira, avaliando o equilíbrio e a coordenação das mesmas antes e depois da prática das aulas de capoeira durante um período. Gostaríamos de mais informações sobre a capoeira para deficientes mentais ou deficientes físicos.
Agradeço antecipadamente a atenção e aguardo resposta.
Estou a inteira disposição para maiores esclarecimentos.
Simone – São Bernardo do Campo – S.Paulo >

aproveito para divulgar informações colhidas a propósito da Síndroma de Down, esperando que Vs., que fazem um trabalho muito bonito e de grande valor humano, troquem informações.

  1. Informações fornecidas por Esdras Magalhães Santo , rua Frederico Fibieg, 128 – Bosque dos Eucaliptos – São José dos Campos/SP Fone (012)3164870
    1. Mestre Ponciano Carlos Santos de Almeida, Prof. de Educação Física, Centro de Educação e Esporte Cordão de Ouro de Guaratinguetá, Rua Vigário Martiniano, 34 – Centro – Guaratinguetá/SP Fone (012)5329074 CEP12500-000
      trabalha há mais de 20 anos com atletas portadores de Síndroma de Down.
    2. Dr. Antônio Moreira, psiquiatra, Fone(012)3228556, acompanhou os trabalhos iniciais de Esdras "Damião", discípulo direto do Mestre Bimba, introdutor da Luta Regional Baiana em S. José dos Campos/SP, com excepcionais logo da fundação da Academia Mangangá, a 1a no Estado de S. Paulo e entusiasmou-se com os efeitos sobre o comportamento e atividade motora dos mesmos.

  2. Informações pessoais
    1. O "APAE" desenvolve em Salvador/BA um trabalho intenso com portadores de Síndroma de Down em vários núcleos, como Pituba, Obras Sociais Irmã Dulce, onde devemos procurar pelo Mestre Marcelo.
    2. Manoel Nascimento Machado "Nenel", (071)3457329, filho de Mestre Bimba, ocupa-se também com excepcionais, sendo notável um paraplégico que joga capoeira de modo impressionante. Conta com o auxílio de Mestre Souza, fone (071)3453155 (residência) e (071)2406342 (academia) Vale das Pedrinhas, Salvador/BA.
    3. Mestre Renê, do Retiro, Salvador/BA, dirige um grupo que também inclui portadores de Síndroma de Down
    4. Mestre Faisca, (071)3452311, do Vale das Pedrinhas, Salvador/BA, ensina a excepcionais, especialmente Síndroma de Down.
    5. Willer Miranda Guimarães "Marujo" e Márcia Célia Silva Guimarães "Tijubina", r. Castro Alves, 67 – Vila Nova- Goiânia/GO, Fone (062)2224709, CEP74640-205, desenvolvem trabalho similar.
    6. Mestre Robson, Prof. De Educ. Física, Natal/RN,(084)2364304, falar com sua filha "Menininha", também ocupa-se com a Síndroma de Down.

ADOLESCÊNCIA, DROGAS E CAPOEIRA

Apesar de nos considerarmos como um individualidade imutável, permanente, invariável, cada um de nós é um processo em evolução, algumas vezes explosiva, outras em suave transição, porém em contínua transformação.
No transcurso desta progressão surgem períodos críticos, dos quais o primeiro e talvez o mais difícil, é o nascimento, apesar de obscurecido por uma aparente inconsciência do Ser; seguido em importância pelo da adolescência, que definirá todo o futuro, por marcar a transição da segurança do lar para a incerteza do ambiente social, nem sempre benfazejo, nem hospitaleiro, no qual o jovem tem que encontrar sua própria subsistência e realizar os seus sonhos.
A adaptação do recém-chegado ao novo ambiente deve ser feita sem rotura das ligações afetivas da família, célula matriz e nutriz da sociedade, através do complexo educativo, onde adquire papel preponderante a formação do caráter, viga mestra da personalidade.
O adolescente, até então sob a proteção do amor e do carinho familiar, começa a ser protegido pelas leis que regem as relações entre individualidades pressupostamente em igualdade de direitos, liberdade e fraternidade.
Se por um lado a escola convencional oferece a formação e o arcabouço intelectual, o esporte molda o caráter, através o contato e a disputa entre colegas sob leis de estrito cavalheirismo, ética e ritual;  promovendo o desenvolvimento da parceira, da humildade individual, da integração comunitária, do respeito ao oponente, da disciplina e sobretudo, da honestidade e lisura no trato.
O esporte, além de representar uma válvula de drenagem para o excesso de energia vital, favorece a afirmação da personalidade e o desenvolvimento da autoconfiança, pela convivência pacífica e segura com situações críticas, que exigem resolução acertada, sempre sob a proteção dum ritual de segurança.
O jogo da capoeira da Bahia, por ser praticada em qualquer idade, é um esporte que aproxima a infância, a adolescência, a maturidade e os mais velhos, unindo várias gerações, integrando diferentes fases históricas da mesma cultura, gerando uma comunidade amalgamada pela alegria e pelo prazer, como podemos ver na foto do encontro das duas gerações na festa de  Benício "Golfinho" Boida de Andrade Júnior.

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Dr. Benício e seu filho "Golfinho", dialogando alegremente na linguagem dos movimentos da capoeira!

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Vovô Capoeira e os alunos do seu neto, Mestre Canelão, na harmonia da roda da capoeira

O texto seguinte, do Dr. Benício Boida de Andrade, apresenta sucinta e claramente o drama da chegada do adolescente ao novo palco em que desempenhará um papel para o qual nem sempre estará bem preparado.


ADOLESCÊNCIA

Dr. Benício Boida de Andrade
benicio@nuxnet.com.br

INTRODUÇÃO

Para ser bem compreendida, deve ser dividida em BIOLÓGICA (que é a fase da vida que vai dos 13 aos 20 anos) e PSICOLÓGICA que não tem idade definida, podemos encontrar pessoas que envelhecem apresentando características de adolescente e outras pessoas que aos 15 anos de idade não tem mais o comportamento de adolescente.
O AURÉLIO define a adolescência como o período da vida humana entre a puberdade e a virilidade (dos 14 aos 25 anos) – período que se estende da terceira infância à idade adulta, caracterizado psicologicamente por persistentes esforços de auto-afirmação. Corresponde à fase de absorção de valores sociais e elaboração de projetos que impliquem plena integração social.
PUBERDADE é o conjunto de transformações psicofisiológicas ligadas à maturação sexual, que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência.
O adolescente se caracteriza pela fase de indefinição, de dúvidas, de múltiplas interrogações. Ele não entende exatamente o que ele é pois, ao tempo em que a sociedade lhe cobra responsabilidades de adulto, seus pais lhe proíbem, por exemplo de ir a uma festa sozinho(a). Este conflito lhe traz uma especial vulnerabilidade.
Antes porém, na primeira e segunda infância o ser humano passa por pelo menos duas fases importantíssimas que prepararão sua estrutura psicológica para ser um adolescente mais ou menos vulnerável às inúmeras seduções de práticas nocivas ao ser humano, que ele estará exposto principalmente ao adolescer. Do ponto de vista didático podemos chamar estas fases de fase da esponja e fase do filtro.
Na FASE DA ESPONJA (que vai dos 0 aos 7 anos), a criança absorve tudo que os adultos lhe dizem, com uma capacidade enorme de absorver e arquivar informações, funcionando o seu cérebro como o mais complexo computador que se tem conhecimento na humanidade. Podemos dizer que o seu HD (Hard Disk – disco rígido) tem capacidade impossível de se mensurar sua configuração, assim também como a sua memória RAM é fantasticamente capaz de trabalhar acessando ao mesmo tempo milhares de informações arquivadas.
Na FASE DO FILTRO (que vai dos 7 aos 14 anos), aquele fantástico computador já seleciona as informações que recebe, elegendo ídolos que funcionam como verdadeiros padrões e cujas opiniões e informações fornecidas são tomadas sempre como verdades absolutas, estando representados sempre por pessoas que estão mais próximas como: os pais; os tios; os professores; o motorista a empregada doméstica; etc. Nestas duas fases anteriores à adolescência estará se formando a estrutura psico-emocional que o adolescente disporá para enfrentar com maior ou menor equilíbrio os conflitos naturais desta especial etapa de sua vida que o definirá como um adulto mais ou menos adequado ao mundo.
A partir dos 14 anos temos o adolescente propriamente dito, quando ele está preparado para contestar todos os valores socialmente estabelecidos. O adolescente tem necessidade de questionar valores, fazer conflito, e seu primeiro alvo é a famíliaonde ele está inserido e a autoridade presente a ser confrontada é representada pelos pais. É importante para o adolescente ter quem lhe faça oposição, pois desse conflito resulta a sua aprendizagem de ser, de definição de atitudes, que se dá nesse confronto, onde ele entende o que quer, o que o outro quer, o que pode e o que não pode, o que consegue e o que não consegue.
É através do confronto que ele vai perceber o seu tamanho, suas características, suas forças e fraquezas, suas aptidões, enfimo conhecimento mais amplo de si próprio.
O adolescente, precisa sair desse confronto razoavelmente bem sucedido, para poder crescer e tornar-se adulto. Senão ele vai ser um fracassado, aquele que perde todos os confrontos, que é oprimido, reprimido.
Em nossos valores sociais há uma espécie de consumo de sucessos e o adolescente se fascina por esse valor (jogar futebol e outros esportes, ganhar bonecas bonitas e boas, tirar boas notas na escola, ter mais namorados, etc.).
Se ele perde sempre num mundo onde se tem de ganhar ou pelo menos emparelhar, para não ser um adulto com baixa auto-estima, deslocado do mundo atual, ele terá dificuldades no seu desempenho como adulto nesta sociedade competitiva.
Se o indivíduo por exemplo tem 15 anos, trabalha numa fábrica e traz o dinheiro para casa para ajudar no sustento, ele não é um adolescente, ele é um homenzinho ou uma mulherzinha (no bom sentido) que por dificuldade econômica, queimou etapas de sua vida. Mas, se apesar de precisar trabalhar, esse jovem não para no emprego, não assume seus compromissos, então ele absorveu valores de uma classe sócio-econômica à qual ele não pertence. Ele não está ajustado.
A sociedade por seu lado ignora no adolescente o adulto recém-formado, desvaloriza a sua capacidade, teme as mudanças que ele possa postular, classifica esse indivíduo como um rebelde em potencial, limita os seus direitos, impõe normas que o enquadram nos padrões vigentes.
Os adultos tem a necessidade de preservar a sociedade, mantê-la segura mesmo com as flagrantes desigualdades econômicas e sociais em que ela está alicerçada.
Em geral quando falamos de adolescência, limitamo-nos aos jovens que integram famílias com boas condições de vida; mas a maioria dos adolescentes no Brasil pertence a famílias com problemas de base, falta-lhes habitação, instrução e alimentação adequadas, estão cuidando da sobrevivência através do trabalho em subempregos, explorados por serem menores, fazendo parte do "econômico" na sua família.
É essa maioria que na luta pela sobrevivência acaba por enveredar pela marginalização; a contravenção e o crime são muitas vezes a saída para sobreviver.
Há pouca diferença entre o adolescente e o jovem pobre, que acabam na marginalidade.
O menor de idade pobre não tem quem se responsabilize por ele, pois os pais são considerados sem condições de fazê-lo. Freqüentemente acabam em instituições que, ao invés de corrigir os problemas, servem como escola de aperfeiçoamento para o crime.
Enfim, 80% ou mais dos nossos jovens não chegam a ser problema durante a adolescência porque ainda não tem a possibilidade de ser "adolescente"; passam direto da infância à idade adulta.
Adolescente pobre só é lembrado quando torna-se notícia nas páginas policiais dos jornais. Os meninos nas contravenções e no crime, e as meninas como vítimas de crimes sexuais.
É nesse contexto que o adolescente acaba se envolvendo com tóxicos socialmente aceitos ou não, ora consumindo-os, considerado como viciado, ora difundindo-os e considerado pelas leis como traficante; em ambos os casos sujeitos mais à repressão policial do que aos cuidados médicos e orientação psicológica.

DROGAS

Em 1995 a comercialização de drogas ilícitas no mundo todo envolveu cifras da ordem de 300 bilhões de dólares ( quase três vezes a dívida externa brasileira).
O consumo de drogas em vários países do mundo atinge proporções de epidemia. Muitas pessoas se comportam como se o problema não existisse: "Não é comigo, meus filhos, meus amigos não estão envolvidos, sou contra (ou a favor); as drogas devem ser combatidas, (ou liberadas) e ponto final". – Se coloca a responsabilidade na droga.
Seria ingênuo imaginar-mos que se vai eliminar o problema, apenas combatendo-o do ponto de vista jurídico-policial.
>Como pretender acabar com uma produção e um tráfico que envolvem bilhões de dólares, grupos poderosos organizados internacionalmente, e até governos?
É claro que estas medidas devem ser tomadas.

É dever de todo cidadão cobrar das autoridades competentes o combate ao tráfico e à produção.

Mas, isso não é tudo. Não podemos falar das drogas com sensacionalismo exacerbado, de seus efeitos maléficos apenas, embora, isto seja importante.

É preciso saber que,
quem procura as drogas não está sendo movido pelos seus malefícios a médio ou longo prazo,
mas, pelo prazer imediato (ou pelo alívio imediato do desprazer).
Um prazer que não se está conseguindo encontrar nos seus relacionamentos interpessoais,
nem na sua atuação social, nem na sua realização como indivíduo!

Não podemos desconhecer esta fonte de prazere a devemos analisar colocando num prato da balança os supostos benefícios e no outro prato da mesma balança as consequências a médio e longo prazo. 

Não podemos também, culpar apenas as más companhias
(embora elas possam existir).
É preciso que haja no indivíduo uma receptividade, uma vulnerabilidade às drogas.

O tratamento dos viciados não pode ser visto como uma simples desintoxicação,
como se a droga fosse um vírus ou uma bactéria que causou uma contaminação acidental.

Os médicos podem desintoxicar um viciado, até trocando todo o seu sangue, mas, isso não muda sua estrutura mental, seus sentimentos, sua maneira de pensar e de se colocar no mundo daquela pessoa que procurou determinada droga em função de um determinado efeito.
A dependência física também é muito variável, e alguns indivíduos que usam drogas potentes como a morfina para diminuir a dor de um câncer por exemplo, apresentam o fenômeno da adaptação, mas, não ficam obrigatoriamente dependentes do ponto de vista psicológico. Os epilépticos tomam barbitúricos, drogas causadoras de uma grande adaptação, sem ficar dependentes. Fica claro então, que a dependência está relacionada e muito com a finalidade para a qual o indivíduo usa a droga.

Para entendermos melhor o problema das drogas
devemos levar em conta que elas resultam de uma tríade:
indivíduo/droga/meio sócio-cultural-familiar.

Não podemos tirar a responsabilidade
do indivíduo que a usa,
da família à qual pertence
e
da sociedade em que está inserido!

Entre nós, uma sociedade de consumo em que a televisão aconselha a ingerir uma droga ao menor sinal de dor – já que pensar na causada dor "não resolve", o negócio é fazer passar logo. Numa sociedade em que o álcool e os cigarros são anunciados e vendidos através de mensagens extremamente sedutoras e erotizadas, torna-se muito difícil combater o uso das drogas.
Para nós que fazemos parte desta sociedade e estamos preocupados com as drogas, é necessário adquirir conhecimentos mais profundos, sair da posição defensiva do contra ou a favor de um mito para pensar no significado humano do uso da droga.
Só depois de ampliado o conhecimento será possível desenvolver uma atitude pessoal em relação ao problema e aos usuários.
Essa elaboração se aplica sobretudo aos profissionais da área de saúde e educação.

Em cada escola,
por exemplo poderia haver
um núcleo,
ou uma pessoa
com
uma atitude interna elaborada e segura,
que soubesse identificar:

1) O indivíduo que experimenta por mera curiosidade.
2) O indivíduo que tem algumas experiências e para.
3) O indivíduo que busca ativamente a droga e a usa:
a) Como um estímulo de vida
b) Como dependente

É preciso sabermos que

de cada 100 pessoas que experimentam algum tipo de droga, apenas 10 se tornam dependentes,
portanto
não seria adequado prender ou internar todos aqueles que experimentaram,
mas,
há a necessidade de uma abordagem preventiva, esclarecedora, que ainda não assumimos.
Há de se ter tratamentos diferentes para diferentes níveis de envolvimento!


A RELAÇÃO DOS ADOLESCENTES COM AS DROGAS

O processo de aprofundamento é mais ou menos o mesmo em qualquer tipo de droga: cigarro; álcool; maconha; etc.
Ninguém começa fumando 2 maços de cigarro por dia ou bebendo 1 litro de aguardente por dia.
Dividimos portanto, a escala de aprofundamento em quatro fases:

a) FASE DA CURIOSIDADE:
É quando o adolescente quer se experimentar para ter noção do seu eu, para ver como reage em determinadas situações. No adolescente a curiosidade está especialmente aguçada. O primeiro cigarro é fumado sempre por curiosidade.

b) FASE DA AVENTURA:
É quando o adolescente já conhece bastante sobre o cigarro ou sobre a bebida, e sabe, portanto, o que procura. Mas, procura só quando a circunstancia a favorece e sem maiores escolhas; fuma qualquer tipo de cigarro, toma qualquer bebida. Sabe por exemplo que a bebida lhe proporciona uma certa euforia, ou desinibição. Mas, não muda por causa disso o seu ritmo de vida, seu modo de viver. Bebe quando pinta, o que pinta e pronto. 

c) FASE DA MULETA:
Nesta fase há um maior compromisso com a droga e já tem uma apetência específica por uma determinada droga. Fuma "hollywood", bebe "vodca". E costuma ter em sua casa um bom estoque de sua droga preferida, a ser consumida sempre em determinadas circunstâncias. Há uma relação definida entre o adolescente e a droga.

d) FASE DO VÍCIO:
nesta fase há uma relação de dependência. Você vai dormir, vê que está sem cigarros e fica nervoso: "e se eu acordar às 3 da manhã e quiser fumar?". É melhor levantar-se, pegar o carro e ir comprar.Você não tem mais controle no hábito que agora é vício.

O tóxico
– maconha, cocaína
– segue também este caminho
curiosidade/aventura/muleta/vício .

Agora,
o que levaria o indivíduo a passar da curiosidade ao vício?
vai depender da estrutura de personalidade de cada um, de seu ambiente familiar e social.

Quando se fala em tóxicos é preciso ter muito cuidado para não estimular a curiosidade do adolescente, naturalmente já muito aguçada. Ao se falar que um tóxico produz certo efeito de bem estar, um barato muito grande, o adolescente pode se sentir estimulado a experimentar "numa boa". Ele não precisa de reforço para experimentar, precisa de reforço para segurar um pouco sua curiosidade. É bom levar em conta que, muitas vezes ele precisa de um argumento perante a turminha que anda transando um determinado tóxico.

O adolescente precisa contar com a possibilidade de alguém francamente contra.
Na turma dele o mais provável é que todos sejam a favor.
O pai, o educador não devem se intimidar de dizer que são realmente contra,
para ser contra, é preciso:
ter argumentos,
reconhecer os efeitos dos tóxicos,
conhecer significado de certas palavras como"barato"
que é um estado de breve euforia que substitui um estado anterior de baixo astral.

Durante uma determinada fase da vida do adolescente, ele vai preferir a companhia de sua turma à companhia dos pais. É preciso entender, no entanto, que durante a adolescência o jovem tem necessidade de se desligar da família e buscar nos amigos (que vivem o mesmo problema) o apoio para isso.
A turma representa o papel intermediário entre a ruptura, normal e necessária, com o vínculo familiar e as parcerias mais definitivas que os jovens estabelecerão ao longo de sua vida.
Ao lado dos amigos eles se preparam para a vida social e para a saída do ninho.
É nesse momento que identificamos o momento de maior vulnerabilidade do adolescente, quando ele experimenta pela primeira vez sentimentos fortes como: a primeira paixão; o primeiro beijo; o primeiro orgasmo e o primeiro contato com as drogas, socialmente aceitas ou não.

Durante a fase de "barato" que falávamos acima, aparecem alterações de percepção que são freqüentes:
O jovem sai do mundo real e curte uma situação que só ele vivee que dificilmente consegue contar a outro.
Seria como contar o gosto da laranja a quem nunca chupou laranja.
A depender da profundidade de ação da droga, o adolescente pode ter ilusões; alucinações e delírios.
Viajar,também é uma expressão muito comum para quem usa drogas.Viajar num sol, numa nuvem, num copo.
Trata-se de uma hiperconcentração num detalhe, desligando-o de todo o resto.
Durante uma aula por exemplo, um aluno sob efeito da maconha pode isolar uma só frase do professor, viajar nela e esquecer todo o resto.
As drogas que dão"barato" são amaconha ( a mais acessível)e as substâncias voláteiscomo o éter; clorofórmio; benzina; cola de sapateiro; etc.
Elas contém hidrocarbonatos e, quando evaporam exalam um cheiro, às vezes bem desagradável, que absorvido pelo cérebro, pode propiciar viajem. A pessoa delira, vê coisas, alucina. Existem também vários medicamentos como os aerossóis em geral, e a cada dia aparecem novas drogas com ações semelhantes.
Essas drogasao penetrar no organismo na forma gasosa vão lesar as células nervosas, destruindo neurôniosque não regeneram e não são substituídas por outras no organismo, sua lesão deixa dano irreparávele estas células são encontradas predominantemente no cérebro.
Quando a fumaça da maconha penetra no organismo, provoca algumas reações imediatas: o coração dispara, a conjuntiva ocular fica avermelhada e a saliva seca. Pode haver alteração psíquica, como ilusão, alucinação e delírio, perda da noção do tempo e do espaço.
Os efeitos mais graves são a longo prazo pelo acúmulo do THC (delta-9-tetrahidrocarbinol) nas células gordurosas do cérebro, fígado, dos rins e do baço, necessitando de um período de até 3 meses para ser eliminado.

A maconha é 10 vezes mais cancerígena que o cigarro comum.

Fetos expostos à sua ação revelaram má formação congênita. O efeito da maconha sobre as células em desenvolvimento é catastrófico. Nas células já desenvolvidas o efeito é menor e traz atrofia cerebral a longo prazo.

Diminui a produção de hormônios, de espermatozóides e reduz o desejo sexual.
Não influi no objeto da escolha, tanto o homossexual como o heterossexual continuam na mesma.

O efeito mais sério e irreversível da maconha é a longo prazo sobre a personalidade do indivíduo, após as lesões cerebrais irreversíveis. A vítima nunca culpa a maconha de nada. O mal está sempre em outra coisa qualquer.
E assim o indivíduo vai perdendo o ELAN VITAL, A FORÇA DA VIDA, que é essa força que nos faz ficar aqui esta noite, discutindo estes problemas, depois de um dia estafante. A decisão de estar aqui bateu com alguma aspiração de vocês.
O viciado vai perdendo estas aspirações, passa a viver numa faixa muito estreita de interesses.
Prefere ficar horas sentado, sem viver ligações reais e afetivas com as pessoas, com os projetos de vida.
É a SÍNDROME AMOTIVACIONAL e ocorre justamente numa idade em que a pessoa tem tanta coisa pela frente.
O adolescente encontra-se numa fase de auto-afirmação social muito intensa. Ele não tem medo de ser rejeitado pela família, onde, supõe-se ter lugar garantido mas, tem verdadeiro pavor de ser rejeitado pela turma.
A melhor garantia para ele nesse momento é uma boa alimentação afetiva e valorização humana em casa.
Quanto mais carente se revelar, mais tenderá buscar afirmação perante os outros.

Nessa idade a pressão da turma é sempre mais forte que a familiar.
Se a turma é a favor da maconha, a regra é o adolescente fumar também,
ainda que se sinta mal por fumar.
O importante nesta hora é ter estrutura interna para decidir.
A grande infiltração dos tóxicos não vem pelos traficantes e sim pelos colegas.

Nunca existe só um culpado.
Mesmo numa família bem estruturada o jovem pode experimentar a maconha,
e a família no desespero pode tomar atitudes que mais atrapalham do que ajudam.
É preciso ter uma posição clara,
aberta ao diálogo,
sem repressão.
Repressão fecha o diálogo,
os pais serão os últimos a saber,
quando já estiver na fase do vício.

Pais que não suportam frustrações, também transmitem um modelo perigoso para os filhos.
Pessoas que não suportam ser contrariadas, por qualquer coisinha já estão apelando para remédios.
Ou fumam e bebem demais.
O excesso de cigarros, fica como um sub-vício na família, um modelo, que sem perceber, o filho pode adotar, um dia, mais à frente emmomentos difíceis.
Para que o jovem se sinta forte para enfrentar suas dificuldades e as pressões do ambiente, ele precisa de muito alimento afetivo. O alimento do diálogo franco, do amor generoso, da valorização dentro de casa. Em um espaço cada vez menor. Há muita correria para vencer na vida e os jovens terminam vítimas dela.
O pai nunca para e diz ao filho: Estou com um problema, o que você acha?
Pai que se revela incapaz de parar, conversar e pedir ajuda, passa ao filho um modelo de que cada um tem mais é que se virar sozinho.
Como vai se queixar depois de que o filho nunca sentou com ele para conversar sobre a vida? sobre tóxicos? sobre sexo? por exemplo.


ALGUNS SINAIS CARACTERÍSTICOS DO ENVOLVIMENTO COM DROGAS

OLHOS VERMELHOS:
o álcool; a maconha; a cocaína; a cola e o éter.
DEDOS AMARELOS:
provenientes do cigarro de maconha que o jovem costuma fumar até o finalzinho.
IRRITAÇÃO E AGRESSIVIDADE:
qualquer observação dos pais sobre o comportamento do jovem desencadeia nele uma crise de agressividade.
AFASTAMENTO DOS FAMILIARES E DOS VELHOS AMIGOS:
O jovem não conversa mais em casa. entra e vai direto para o quarto.
RELACIONAMENTO COM NOVOS AMIGOS:
A nova turma é composta agora de pessoas que se drogam.
VENDAS DE OBJETOS QUE SEMPRE ESTIMOU:
De repente, ele vende o tênis preferido, o casaco, um instrumento musical, o skate, para comprar droga.
MUDANÇAS DE HORÁRIO:
Chega tarde em casa, acorda também muito tarde.
DESMOTIVAÇÃO PARA O ESTUDO E O TRABALHO:
Que resulta na expulsão da escola ou na perda do emprego.
FURTOS DE PEQUENOS OBJETOS EM CASA:
Dinheiro, jóias da mãe, aparelhos eletrônicos, rádio, etc.
PRISÃO NA RUA PORTANDO DROGA:
Se a situação lhe parece familiar, converse imediatamente com seu filho. Não perca tempo e não tente se enganar.

TATUAGENS PERIGOSAS

Existe uma forma de tatuagem chamada estrela azul (Blue Star) que está sendo vendida nas escolas. É um pedaço de papel contendo uma estrela azul, tem o tamanho de uma borracha de apagar e cada estrela esta impregnado com LSD. A droga é absorvida pela pele pelo simples manuseio do papel.
Existem também algumas tatuagens em forma de selos (correio) com as seguintes figuras: * Superman * Mickey mouse * Palhaços * Personagens da Disney * Bart Simpson * Borboletas.

Todas estão impregnadas com drogas! Algumas com estriquinina!

Se alguma criança possui uma das tatuagens acima descritas, não as deixem utilizarem.
As reações são se instalam muito rapidamente.
Sintomas: * Alucinações. * Vômitos. * Crises incontroláveis de riso. * Mudança no comportamento e na temperatura do corpo.

Vamos manter estas tatuagens perigosas longe das nossas crianças!

Copie e distribua esta nota ao seu local de trabalho, aos amigos, às escolas locais, as igrejas eoutras agremiações comunitárias.

DIGA NÃO ÀS DROGAS !!!
FAÇA ESPORTE, TREINE CAPOEIRA !!!

Fonte:

  • J.O. Donnel – Danbury Hospital- Serviço de Tratamento de Pacientes Dependentes da Quimica.
  • MedicMail – Referencias da Medicina via Internet * Primeiro "site" brasileiro voltado para a area medica e da saude * Nosso dominio na Internet: * http://www.medicmail.com *   E-Mail: * medicweb@iconet.com.br*     Sao Jose dos Campos – SP – Brasil
    * Fone/Fax: + 55 (012) 341-7581
  • SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGOCIOS DA SEGURANÇA PUBLICA
    POLICIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO
    DELEGACIA SECCIONAL DE POLICIA DE CATANDUVA
    RUA CAFELANDIA, 312 – V. CELSO MOUAD – FONE: 522-5261

USO DO SOM

Como usar os sons

  • VOZTERAPIA: O condicionamento que faz as crianças engolirem o choro e calarem a boca pode se traduzir mais tarde em distúrbios psicossomáticos. Segundo a terapeuta Sônia Prazeres, que estudou na Escola de Terapia de Voz e Movimento de Londres e dá um curso de vozterapia no Conservatório Brasileiro de Música, a emissão dos sons que perturbam a mente promove o equilíbrio físico e psicológico. A técnica da vozterapia faz parte da psicofonia, metodologia terapêutica desenvolvida na Europa nos últimos 20 anos.
 
  • EXERCÍCIOS: A musicalidade floresce quando é fortalecida desde cedo. Em mentes exercitadas, a música original surge de modo natural. As crianças tendem naturalmente para o improviso e a composição. Com 4 anos, mais da metade delas pode produzir algo original, segundo Robert Jourdain, autor de "Música, cérebro e êxtase". Jourdain adverte que, embora os resultados raramente sejam mozartianos, o prazer é compensador.
 
  • CRIATIVIDADE: A criança com alguma deficiência pode ser estimulada, como qualquer outra, a sentir prazer musical, quando seu córtex auditivo reúne sons individuais. Uma nota solitária apenas de uma viola tem a capacidade de trazer felicidade para um ouvido aguçado, afirma Jourdain.

SOM E IMAGINAÇÃO

Como os sons envolvem o cérebro e a imaginação
 

O sentido da audição tem 300 milhões de anos, mas a música complexa é muito mais recente, com cerca de três mil anos. O fascínio produzido pelos sons envolve áreas como ciência, psicologia e filosofia e, como mostra Robert Jourdain nas 425 páginas do livro "Música, cérebro e êxtase" (Editora Objetiva), captura de maneira diversa a imaginação de cada ser humano.
Pianista profissional e compositor que há 20 anos trabalha com inteligência artificial, Jourdain é criador de software sintetizador de música e autor de cinco obras sobre computação. Nesse livro – cujo maior defeito, em português, é não ter índice remissivo – ele acompanha a evolução da música desde seus primórdios e examina a maneira como o cérebro processa as hierarquias de som. Além disso, conta a história de personagens fascinantes, como Mozart, que começou a tocar cravo aos 3 anos, e Ravel, que aos 58 anos tornou-se vítima de amusia, uma doença rara em que o paciente perde as habilidades musicais.
Na amusia, acontece a perda, decorrente de lesão cerebral, de uma ou mais habilidades musicais, sejam as exigidas para ouvir música (como a capacidade de ouvir intervalos harmônicos), sejam as exigidas para fazê-la (como a leitura de partituras). O problema de Ravel não era de controle físico e ele conseguia tocar qualquer escala num teclado de piano. A memória também não era deficiente. Mas suas lesões progressivas no hemisfério esquerdo varreram uma área do córtex cerebral onde os lobos temporais encontram-se com o córtex parietal e ele tornou-se incapaz de transpor para a realidade objetiva – no caso, o papel – as imagens musicais de sua mente.
Na maioria das pessoas, o lado direito do cérebro favorece a análise da harmonia e do contorno melódico e o esquerdo mostra especial talento para processar o ritmo. Os músicos profissionais costumam ser tão analíticos, em sua percepção de melodias, que ocorre neles uma dominância do cérebro esquerdo.
Mesmo assim, uma lesão no hemisfério cerebral direito pode prejudicar a vida deles. Jourdain conta como isso aconteceu com um professor de música que sofreu um derrame no lado direito do cérebro.
Com o hemisfério esquerdo intacto, manteve suas capacidades intelectuais e logo voltou a ensinar, reger e escrever livros, embora a paralisia parcial prejudicasse suas aptidões como intérprete. É claro que um paciente de amusia não pode se beneficiar muito com um tratamento baseado em vozes ou instrumentos. Mas outras doenças, como o mal de Parkinson e o autismo, usam a música como terapia auxiliar poderosa. Os sons são capazes de evocar reações estimulantes:

– A música nos tira de nossos hábitos mentais congelados e faz nossas mentes se movimentarem como habitualmente não são capazes. Quando somos envolvidos por música bem escrita, temos uma compreensão que supera a da nossa existência mundana e, em geral, está além da lembrança. Quando o som cessa, voltamos para nossas cadeiras de rodas mentais – diz o pianista.

Várias experiências científicas confirmam o poder terapêutico da música. Pacientes que acabam de ouvir Mozart se saem melhor em alguns tipos de testes de raciocínio que os que não ouviram música alguma ou ouviram música popular simples. O neurologista Oliver Sacks fala de um paciente gravemente retardado, que só era capaz de desempenhar tarefas complexas se ouvisse música. Isso acontece porque, para esse tipo de indivíduo, a música organiza o cérebro de uma forma que a experiência comum, caótica, não consegue fazer.
Outra paciente de Sacks, com mal de Parkinson, testemunhou o imenso poder da música sobre ela, comparando o seu movimento ao movimento da própria vida. Obviamente, a música não repara os neurônios defeituosos que causaram a doença, mas ajuda o parkinsoniano a vencer seus sintomas ao transportar o cérebro para um nível de integração acima do normal.  Mas a música só pode ajudar um paciente com Parkinson se for de um tipo que corresponda ao seu gosto, afirma Jourdain. Música clássica poderia fazer maravilhas, num caso, enquanto em outro só um rock teria resultado. Isso mostra, acrescenta o pianista, que a música não funciona de forma passiva como remédio, mas exige que o paciente participe, gerando um fluxo de antecipações musicais. É mais ou menos o processo que acontece com qualquer bom ouvinte.
Na ABBR, os grupos de vítimas de acidente vascular cerebral confirmam a teoria. Como no caso do engenheiro A.R., os pacientes das sessões de musicoterapia se animam quando a profissional toca ao iano alguma canção que os marcou na juventude. A partir daí, procuram atiçar a memória, articulando com crescente eficiência frases que remetem a um período anterior à doença. Isso pode não ser a cura, diz Paula, mas é um salto importante na qualidade de vida.
Embora o gosto musical seja importante no tratamento, a música não é uma panacéia universal, segundo Jourdain:

– O paciente, antes de mais nada, precisa ser musicalmente sensível e tem de estar na disposição de espírito certa, para ser dominado pela música. E a música tem de ser exatamente do tipo certo. Ritmo percussivo agudo pode fazer um paciente entrar em espasmos, como uma marionete, e canto monótono revela-se fraco demais para trazer benefício.

Jourdain vai além na comparação entre tipo de música e comportamento. Em anos recentes, conta ele, donos de lojas descobriram que transmitir música clássica para a rua afasta traficantes de drogas. E Mozart tem sido tocado em shopping centers europeus para expulsar adolescentes ociosos.

SOM E EMOÇÃO

Liberando a música no ritmo da emoção

Fã de Caetano Veloso e Marisa Monte, Isabela Rezende, de 19 anos, vivia cantando debaixo do chuveiro mas tinha vergonha de soltar a voz em público. Mal conseguia perguntar o preço de uma peça de roupa na loja favorita. Depois de dois anos de aulas de cantoterapia, a timidez foi embora, sua vida deu uma guinada e ela se prepara para estudar comunicação:

– Agora, eu canto em público e perdi a vergonha de conversar e de dizer o que sinto. Aguardo ansiosa as aulas semanais e sinto saudades nas férias.

Além de ajudar os tímidos, a cantoterapia, criada há 15 anos pela carioca Sonia Jopper, professora de violão e ex-solista de coral do Colégio Sion, vai mais longe. Pela tranqüila casa amarela da Gávea, passam de políticos que precisam aprender a respirar melhor, para melhor falar em público, a hipertensos enviados por cardiologistas. Os exercícios vocais, aliados à consciência corporal, reduzem a pressão arterial, ao mesmo tempo que aumentam a auto-estima. 
O aumento da auto-estima também faz parte dos resultados positivos conseguidos pela musicoterapeuta Paula Maria Ribeiro Carvalho, uma das seis profissionais que trabalham, na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), com adultos e crianças com problemas tão diversos como acidente vascular cerebral, artrite reumatóide infantil e paraplegia provocada por bala perdida. Segundo Paula, a percepção adquirida nas sessões pode ser a diferença entre o desânimo e a recuperação do equilíbrio ameaçado pela doença.

– Uma pessoa que trabalhava e de repente tem um acidente vascular encefálico, por exemplo, passa a viver como doente. Quando chega à instituição para se tratar, com metade do corpo paralisada, é levada a trabalhar as partes
do corpo que foram afetadas. Ou seja, reforça a visão que tem de si própria como doente, esquecendo o lado saudável. O objetivo da musicoterapia é justamente recuperar este lado.

No caso do engenheiro A. R., de 64 anos, cuja fala e movimentos ficaram prejudicados depois de um acidente ascular cerebral, um momento da musicoterapia foi essencial: ao ouvir uma canção ao piano, ele lembrou que a escutara várias vezes em companhia da primeira mulher. Foi o primeiro sinal de que começava a recuperar parte de sua memória, e com ela a capacidade de expressar emoções.
Esta capacidade é hoje uma das características de Selma Soares Marques, de 10 anos, que desde os 4 anos
sofre de artrite reumatóide, doença degenerativa ainda sem cura conhecida. Ela chegou à ABBR, há dois anos,
com o semblante fechado, incapaz de manifestar um desejo ou reclamar. Agora, adora tocar pandeiro, participa
ativamente das aulas, conversa e ri com os colegas.
A maioria das crianças que faz musicoterapia na ABBR teve paralisia cerebral ou meningite. As dificuldades de movimento devem-se a problemas no tônus muscular, que os profissionais procuram recuperar aos poucos:

– Nosso objetivo é não deixar avançar a deformidade. Com o estímulo da música, a criança que tem dificuldade de abrir a mão vai querer fazê-lo para tocar o violão ou o tambor. Não há imposições. A vontade própria é importante, assim como é importante a criança sentir que pode fazer som junto com outras pessoas, sem ter seu espaço privado invadido. Invadido por uma bala perdida que o deixou paraplégico, há dois anos e meio, o menino G., de 6 anos, começou o tratamento na ABBR bastante revoltado. Todas as músicas que criava tinham letras de final infeliz, com animais que morriam estraçalhados. As atuais já têm figuras humanas e ele diz que adora compor, sonhando com o dia em que será cantor:
– G. relutava em fazer os exercícios essenciais para a recuperação do seu equilíbrio motor. Na musicoterapia, ele exercita a postura sem sentir, ao sentar-se no teclado, por exemplo. Para ele, esse é um momento lúdico, para nós faz parte da terapia global – explica Paula Carvalho.
Selma e G. poderiam continuar a se beneficiar da musicoterapia por muito tempo. Mas ambos enfrentam um risco: na ABBR, que recebe apenas R$ 2 do Sistema Único de Saúde por cada sessão de meia hora de tratamento, há sempre novas crianças na fila porque os profissionais são em número insuficiente para atender a todos.

Não são só os problemas físicos que a musicoterapia ajuda a minorar. Autistas e psicóticos também se beneficiam dela, como atesta o psiquiatra Carlos Augusto de Araújo Jorge, diretor da Fundação Municipal Lar Escola Francisco de Paula (Funlar), da Secretaria municipal de Desenvolvimento Social, onde há atualmente 115 alunos de musicoterapia, 53 em Vila Isabel, 58 em Campo Grande. São crianças e adolescentes com diversas doenças, entre elas a síndrome de Down, o autismo e a paralisia cerebral, que provocam atraso de desenvolvimento motor e de linguagem.

Ex-diretor do Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro, Araújo Jorge relata o caso de um cliente de 13 anos, psicótico e agressivo, que só aceitou sair do carro do pai e entrar no consultório médico depois de uma abordagem pouco ortodoxa da musicoterapeuta:

– A profissional passou meses indo até o carro, levando consigo um instrumento de percussão, atabaque ou tamborim. Quando o garoto conseguiu enfim tocar o instrumento, estabelecendo uma relação com ela, pôde sair para o consultório. A música como instrumento terapêutico não é a mesma coisa que a música habitual. Usa-se a música para estabelecer uma relação de confiança com o paciente, abrindo uma canal de comunicação para, a partir daí, estabelecer relações mais saudáveis.

O trabalho da terapia se dá através de atividades cuidadosamente estruturadas, com objetivos que não incluem o desenvolvimento estético. Segundo a musicoterapeuta Mônica Isidoro da Silva, da Funlar em Vila Isabel, o canto, os instrumentos ouvidos e tocados, a composição e a dança ao som da música não pretendem desenvolver o talento musical de ninguém. O objetivo é fazer com que o desenvolvimento musical melhore o funcionamento social, psicológico e fisico.

– O som é a primeira relação com o mundo, desde o ventre materno. Abre canais de comunicação que facilitam o tratamento. Além de atingir os movimentos mais primitivos, a música atua como elemento ordenador, que organiza a pessoa internamente – afirma Araújo Jorge.

Paula Carvalho, presidente da Associação de Musicoterapia do Rio de Janeiro, que congrega 350 profissionais, lembra que a musicoterapia é um curso da área biomédica. Quem faz vestibular para o curso, no Conservatório Brasileiro de Música, deve saber tocar um instrumento. O coordenador do curso, Marco Antônio Carvalho, explicou que os alunos, além de aprenderem violão, teclado e flauta, têm aulas como artes plásticas, psicologia e anatomia.

– A música é um instrumento terapêutico valioso, um canal privilegiado para se expressar emoção. A musicoterapia estimula a motricidade e a auto-estima com mais rapidez – diz Carvalho.

A maioria dos musicoterapeutas faz questão de acentuar as origens técnicas do seu trabalho, reconhecido pela primeira vez nos Estados Unidos na década de 50. Mas há quem aposte também no lado místico da terapia, caso do musicoterapeuta Thomaz Lima, que usa o pseudônimo de Homem de Bem e já gravou sete CDs com mantras indianos. Agora, ele está lançando "Himalaia", um CD instrumental, de sua autoria, que dura uma hora e promete levar ao relaxamento:

– O CD foi milimetricamente planejado para provocar um resultado. Procuro abrir para as pessoas caminhos não verbais que levem-nas a expressar suas características positivas.

Nas aulas de Thomaz, ele mescla técnicas de relaxamento, ioga, do-in, massagem chinesa nos pés e técnicas de expressao corporal, entre outras.

FUMO E TRABALHO

Quem fuma no trabalho corre o risco de virar persona non grata.
Segundo a Associação de Defesa da Saúde dos Fumantes,
para usar o "fumódromo" o funcionário gasta em média 45 minutos diários.
Além disso,
o fumante é mais suscetível a doenças e afastamentos.
E a fumaça prejudica equipamentos de informática e de ar condicionado,
impregnando-se ainda em cortinas, tapetes e mobiliário.