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PUC-Rio: Grupo Igualdade e Projeto “Atleta do Coração”

Vídeo: ‘Atleta do Coração’ ensina a salvar vidas

O SRZD acompanhou um treinamento do projeto “Atleta do Coração” durante uma aula de capoeira do Grupo Igualdade, na PUC-Rio, e presenciou de perto que, com o conhecimento adequado, todo cidadão é capaz de salvar uma vida.

A ação, idealizada pela empresa especializada em treinamento e simulação em saúde Simulatis, foi comandada pelo médico angiologista, Hugo Coelho Neves e compartilhada com os alunos de capoeira do Mestre Camurça.

“O Atleta do Coração é um projeto com linguagem fácil e simples para que qualquer leigo possa entender. Nosso objetivo não é explicar especificamente como um coração funciona, mas sim, levar o conhecimento dos primeiros socorros para atletas amadores e profissionais”, detalhou Dr. Hugo.

Na ocasião, com o auxílio de robôs de simulação, o médico ensinou aos capoeiristas como eles podem identificar uma parada cardiorrespiratória e, em seguida, as medidas que devem ser aplicadas baseadas nas técnicas da reanimação cardiopulmonar.

“Eu já faço capoeira há algum tempo, tive lesões e sei que é muito importante saber essas informações. Eu nunca tinha pensado em fazer um curso, mas agora fiquei interessado. A partir de hoje, me sinto capaz de tentar salvar uma vida”, afirmou Renato Mendonça, estudante de administração e capoeirista há 12 anos, após assistir ao treinamento passado pelo Dr. Hugo.

“Imagina a alegria que você sente ao poder salvar uma vida? Eu acho a ideia excepcional! Quando você tem a informação, você vai tentar fazer alguma coisa ao invés de se desesperar. É importante ter a informação correta” destacou Mestre Camurça, que tem 26 anos de prática na capoeira e 14 como Mestre.

 

Veja a entrevista na íntegra:

{youtube}REH9tWuCS0g{/youtube}

 

momentos do treinamento - Foto SRZD

Matéria sugerida por Nélia Azevedo

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/

A Tríade da Mulher Atleta

A prática excessiva e desregrada de esportes e uma alimentação inadequada podem fazer mal a qualquer pessoa. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não sabe é que a mulher tem um motivo (ou três) a mais que o homem para se preocupar com isso.

A Tríade da Mulher Atleta é um termo que surgiu na década de 80 para englobar três problemas de saúde que tendem a se apresentar em conjunto ou em sequência em mulheres que malham e se alimentam de forma desequilibrada: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O problema atinge principalmente mulheres que praticam atividades físicas nas quais é preferível ter um corpo magro, seja por motivo estético ou por melhorar o desempenho na atividade, e modalidades que estabelecem índices de peso corporal por categorias. Alguns exemplos que se enquadram nos casos acima são: ginásticas rítmicas e artística, nado sincronizado, corrida de fundo, maratona, lutas em geral e até mesmo o balé.

A tríade também atinge mulheres que praticam esportes ou frequentam academias sem acompanhamento médico, independente da modalidade, principalmente quando existe o objetivo de perder peso. Portanto é aconselhável que toda mulher conheça a tríade,

suas causas, seus sintomas e como evitar.

 

Conhecendo o inimigo

É fato que quem pratica atividade física gasta mais calorias e, portanto, precisa se alimentar bem. Mas se de forma consciente, com o objetivo de emagrecer por vontade própria ou exigência do esporte, ou por simples descuido, a atleta consome menos nutrientes do que o corpo precisa para a prática esportiva, este balanço energético negativo pode desencadear a tríade da Mulher Atleta.

O que parece um simples “erro” alimentar pode evoluir para distúrbios como anorexia e bulimia nervosa. A amenorréia (irregularidade ou ausência de menstruação) é outra conseqüência desta deficiência alimentar, pois na falta de nutrientes para a produção de energia, o corpo “desliga” a função reprodutora, desregulando a produção hormonal da mulher.

Em conjunto, o desequilíbrio hormonal e a carência alimentar desencadeiam o terceiro sintoma da tríade: a osteoporose precoce. Desse modo a atleta fica mais sujeita a fraturas que, com a atividade física, podem se tornar frequentes. A osteoporose indica que a tríade está em um estágio avançado e pode até mesmo ser irreversível.

 

Como evitar

Quem pratica esportes deve ter um acompanhamento médico regular. Este é o principal modo de evitar a tríade da mulher atleta

e também outros problemas de saúde. E se você quer emagrecer, nada de seguir a dieta que a amiga fez e deu certo. Procure um

especialista e deixe-o a par das suas atividades físicas.

Mas, se emagrecer não está nos seus planos e, mesmo assim, você percebe que está perdendo peso, infome seu médico, pois pode ser um sintoma da tríade.

Também fique atenta às irregularidades menstruais, pois, no caso de tríade, quanto mais cedo tratar, melhor.

 

Fontes:

Olhar Vital
Por dentro do 9 de Julho

 

Neila Vasconcelos – Venusiana

capoeiradevenus.blogspot.com

Capoeira vai ganhar frente parlamentar em sua defesa

Na semana em que foi divulgada através do Ministério da Cultura que os Grupos e Mestres de Capoeira serão catalogados para sabermos quem são os verdadeiros Mestres de Capoeira e Grupo existentes no Brasil, ela também ganhara um aliado ainda mais forte para sua defesa, é que em conversa com o Deputado Federal Flávio Bezerra PRB/CE, o medico e Vereador Iraguassú Teixeira pediu ao parlamentar que junto a bancada dos deputados do Ceará e aos que defende a bandeira da Capoeira na Câmara Federal, criem a Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira. Com a criação da frente parlamentar, ficará fácil para os Capoeiristas pleitearem seus direitos e buscar um dialogo melhor no tocante as políticas públicas que vem sendo implementada no governo Lula, em prol da Capoeira.

Os argumentos do medico e Vereador de Fortaleza Iraguassú Teixeira, é de que a Capoeira além de estar mundo a fora, ela tem que ser reconhecida dentro dos seus direitos e principalmente respeitada, já que é uma cultura de massa e que nos últimos tempos ela tem sido mais divulgada do que mesmo o futebol que é uma Paixão Nacional.

“Nunca se jogou tanta bola no Brasil como se joga Capoeira”, disse o Vereador Iraguassú Teixeira, que defende a Capoeira no município de Fortaleza, alocando verbas da dotação orçamentária para construção e realizações de eventos. Já o Deputado Flávio Bezerra, disse: que como nordestino brasileiro e professor de educação física, ele é sabedor de que o esporte é vida saudável e cidadania, além de afastar os nossos jovens do mundo das drogas e da violência.

O deputado Flávio lembrou que Capoeira já foi muito descriminada e que hoje já brigamos para que ela se torne esporte olímpico. “Basta, já chega da gente da valor o que é importado, valorizar o que é o estrangeiro que vem  de fora pra dentro e não valorizar o que é nosso”, Ele enfatizou ainda, ser a Capoeira um produto Brasileiro e que temos de defender o que é nosso.

Para a criação da frente parlamentar em defesa da Capoeira, na Câmara Federal, é necessário cerca de 171 assinaturas  em favor da mesma, aqui no Ceará, já temos o voto do Deputado Federal Chico Lopes PC do B/CE, que disse apoiar a iniciativa do deputado Flávio Bezerra.

Mais informação:

Mestre Gerson do Valle
Cel.: 085 9954.8989 / 8754.2803
E-mail: mestregerson@yahoo.com.br

Confira esta e outras
Blog: gersondovalleoreporter.blogspot.com

Capoeira grávida, pode?

Embora a prática de exercícios durante a gravidez seja estimulada pelos médicos, a capoeira está longe de estar na lista dos esportes recomendados por eles. Um dos motivos é que os médicos logo pensam em uma roda, com pontapés, saltos e rasteiras. Outro motivo é que não é mesmo apropriado para uma mulher que não tem o hábito de praticar esportes, começar pela capoeira logo no período gestacional.

Mas a mulher que já é capoeirista, que já possui um bom condicionamento físico, pode continuar treinando ao engravidar, desde que tenha acompanhamento médico e tome os devidos cuidados.

As vantagens são a redução de sintomas comuns na gravidez, como o cansaço, inchaços, dores lombares, constipação, má circulação do sangue e varizes. Os exercícios também melhoram a oxigenação do bebê e a liberação de nutrientes para ele, ajudam no condicionamento físico da mãe, no controle do peso, atuam no estado psicológico da mulher, reduzindo as chances de depressão, melhorando a qualidade de vida e a autoestima, além de facilitar a recuperação pós-parto.

Entretanto, a capoeirista deve estar consciente de que o período gestacional não é o momento de aprender aquele movimento desejado que exige tanto equilibrio. Saltos, inclusive, são totalmente proibidos. Mesmo que sejam executados com perfeição e a capoeirista termine de pé, o simples impacto podem trazer complicações para a gravidez, como o descolamento da placenta, por exemplo.

Outros cuidados a serem tomados se referem à postura pois, ao se exercitar, é necessário respeitar a ação abdominal e o posicionamento da coluna. Também é importante evitar treinos em dias muito quentes, usar roupas leves, e beber bastante água, para manter a hidratação.

Para entrar na roda, a atenção deve ser redobrada, pois a capoeirista tem que estar ciente que, não é apenas ela que deve conhecer e tomar todos os cuidados exigidos nesse período, mas também o companheiro de jogo. Em caso de dúvida, melhor não jogar. Além disso, é importante ficar atenta ao cansaço e não abusar. O recomendado é que a grávida esteja sempre atenta ao ritmo dos batimentos cardíacos, que não devem ultrapassar 140 por minuto.

Vale reforçar que o acompanhamento médico é fundamental, pois os cuidados a serem tomados variam não só de acordo com o estado de saúde da mulher, mas também com o período gestacional em que ela se encontra. E, ao contrário do que muita gente pensa, os três primeiros meses de gravidez é que são considerados os mais críticos.

Referências:

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Santos: Aulas de Capoeira ao ar livre no Mercado Municipal

O projeto “Capoeira Escola”, que proporciona aulas gratuitas para portadores de deficiências, crianças e adultos no Mercado Municipal, agora ocorre também ao ar livre, um sábado por mês. A próxima aula externa será no dia 23, às 17h. As outras são realizadas às quartas e sextas-feiras, das 17h às 18h, nas dependências internas do mercado.

Ainda há vagas e os interessados podem se inscrever no horário das aulas, com o professor Márcio Santos, levando um atestado médico e o RG ou Certidão de Nascimento. Este é o segundo ano do projeto, que tem o apoio da Prefeitura e objetiva auxiliar na formação física e no caráter das pessoas.

Fonte: Depto. Imprensa – Prefeitura Municipal de Santos

Senador propõe que prática de capoeira, recomendada por médico, seja deduzida do Imposto de Renda

Brasil: Papaléo propõe que prática de exercício físico recomendado por médico seja deduzida do Imposto de Renda
Despesas com aulas de natação, dança, capoeira, ioga e artes marciais poderão ser deduzidas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) caso sejam recomendadas por médico como tratamento de saúde. Essa é a proposta de projeto de lei (PLS 340/07) de autoria do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) que está pronto para ser votado em decisão terminativa na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relator é o senador Neuto de Conto (PMDB-SC), que já entregou minuta de relatório favorável ao projeto.

A proposta inclui nas deduções do Imposto de Renda os pagamentos efetuados para professores de educação física, academias de atividade físicas, desportivas, ou de natação, escolas de esportes, academias de dança, de capoeira, de ioga ou de artes marciais, mas apenas quando a atividade for indicada em laudo médico, após diagnóstico.

Na justificativa do projeto, Papaléo afirma que tais atividades físicas, ao lado da fisioterapia, vêm sendo usadas como complemento de tratamentos médicos. O senador ressalta que o objeto da proposta é "o exercício físico ministrado sobre orientação profissional por expressa recomendação médica, como terapia integrante de um tratamento claramente definido em laudo".

Atualmente, despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, hospitais, exames laboratoriais, serviços radiológicos e próteses e aparelhos ortopédicos e dentários podem ser deduzidas, bem como a maioria das despesas com educação.

Fonte: Augusto Castro / Agência Senado – http://www.senado.gov.br

Capoeira que tem sangue na veia…

Ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Ninguém está livre de sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em que a transfusão seja absolutamente indispensável.
Como não existe sangue sintético produzido em laboratórios, quem precisa de transfusão tem de contar com a boa vontade de doadores, uma vez que nada substitui o sangue verdadeiro retirado das veias de outro ser humano.
Todos sabemos que é importante doar sangue. Mas, quando chega a nossa vez, sempre encontramos uma desculpa – Hoje está frio ou não estou disposto; nesses últimos dias tenho trabalhado muito e ando cansado; será que esse sangue não me vai fazer falta… – e vamos adiando a doação que poderia salvar a vida de uma pessoa.
Sempre é bom frisar que o sangue doado não faz a menor falta para o doador. Conseqüentemente, nada justifica que as pessoas deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.
 
Essas palavras do médico Drauzio Varela ilustram o trabalho de incentivo que a Associação Cultural e Educacional de Capoeira Filhos da Princesa do Sul vai começar a realizar a partir deste sábado em Cachoeiro de Itapemirim.
Uma parceria com o hemocentro do Hospital Evangélico vai possibilitar aos praticantes e simpatizantes dessa arte brasileira a por a mão na consciência e doar sangue. Esão de parabéns os mestres Paulinho, Airton e Volmir, junto com seus professores, instrutores e alunos, por essa iniciativa. E a FOLHA não poderia ficar de fora dessa, mesmo tendo apenas o papel de divulgação.
 
As pessoas que necessitam de transfusão podem contar somente com a solidariedade de pessoas. Através de um ato de amor ao próximo, que só tem quem tem sangue nas veias.
 
Em muitos casos, a transfusão é a única esperança de vida.
 
A doação é um procedimento totalmente seguro. O volume coletado é de aproximadamente 450 ml (padrão internacional), o que representa menos de 13% do total de sangue do corpo de um adulto.
 
O doador não estará se expondo a nenhum risco de contaminação
Ao contrário do que se acredita, a doação de sangue não engorda nem emagrece, não afina nem engrossa o sangue, além de não exigir mais doações.
Doar sangue é um ato humanitário que enobrece e traz uma satisfação interior muito grande. Afinal, através desse ato, sabemos quem tem sangue nas veias.
 
Folha do Espírito Santo – http://www.folhaes.com.br

Estresse: O Assassino Silencioso

Na segunda quinzena de julho, o mundo surpreendeu-se com a notícia de que a espaçonave russa, a estação espacial Mir (paz), ficara sem energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev.

O médico, que cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou, com a maior naturalidade, que o engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas.

Formatação/Editoração modificada por AADF

E o que é estresse? Não há ainda uma definição para o mesmo nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que o estresse (em bom português) é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio).

Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que leva ao desconforto, ou as conseqüência desta agressão. É uma resposta a uma demanda, de modo certo ou errado.

O estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas, no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí torna-se um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye.

Segundo a colocação dada ao estresse por este autor, num congresso realizado em Munique, em 1988, "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". E, em se calculando que o seu aumento anual chega a 1%, e que hoje atinge cerca de 60% de executivos (veja uma pesquisa anexa), pode-se chamar de a "doença do século" ou, melhor dizendo, " "a doença do terceiro milênio". Trata-se de um sério problema social econômico, pois é uma preocupação de saúde pública, pois ceifa pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação; e é mais importante ainda no Brasil que, por ser um país ainda jovem, exclui da atividade pessoas necessárias ao seu desenvolvimento. Não se sabe exatamente a incidência no Brasil, mas nos Estados Unidos gastam-se de 50 a 75 bilhões de dólares por ano em despesas diretas e indiretas: isto dá uma despesa e 750 dólares por ano por pessoa, que trabalha.

A vulnerabilidade hereditária, mais a preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um o país que estabiliza a moeda, mas aumenta o número de desempregados, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida piora, existem os medos do envelhecimento em más condições, e do empobrecimento, além de alimentação inadequada, pouco lazer, a falta de apoio familiar adequado e um consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares, sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu conseqüente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infecções e até neoplasias.

A Universidade de Boston elaborou um teste rápido e auto-aplicável (anexo), onde você pode "medir" o nível de seu estresse.

Se você passou incólume, pare de ler o artigo.

Mas, se você se "encontrou" nos itens apontados, mesmo em nível baixo, siga cuidadosamente a exposição.

O Que Provoca o Estresse?

São os grandes problemas da nossa vida que, de modo agudo, ou crônico, nos lançam no estresse. Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge, o índice máximo na escala de estresse, até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias.

Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de estresse pós-traumático, uma verdadeira doença, pertencente ao estudo da angústia. Tornou-se bem sistematizada a partir da volta dos "viet-vets", ou veteranos da guerra do Vietnam. Esta doença ocorre com quadros agudos de angústia, grave e até invalidante, quando a ex-vítima é exposta a situações similares, tornando a desencadear todos os sintomas ansiosos severos, que conheceram durante a violência a que estiveram submetidos: são os "flash-backs", que revivenciam as situações traumatizantes.

Isto não é aplicado apenas a veteranos de guerra; vejam-se os crescentes índices de violência urbana e as suas vítimas, que vivem quadros de desespero permanente, quando não atendidos adequadamente em serviço psiquiátrico de reconhecida competência na área. Bombas, acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, seqüestros prolongados, estupros, etc. são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.

Quais São as Bases Funcionais do Estresse ?

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob efeito de ‘adrenalina’. O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina).

O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência:

A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;

Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrintestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amídala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, ereção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrintestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon;

Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróide. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteínas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.

Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.

Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nível constantemente elevado desses hormônios.

Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:

A fase aguda

Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.

A fase de resistência

Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça freqüentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:

A fase de exaustão

Esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Problemas Causados pelo Estresse

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele.

Mas, é principalmente em nível de coração, ou mais precisamente, em nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso.

Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das artérias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como diminuição do fluxo sanguíneo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.

Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

Outros sintomas

No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos ‘neuro-vegetativos’ são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.

O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açúcar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o ‘mau colesterol’.

Sintomas psíquicos

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica. Ou, pelo menos temporárias, perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.

Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.

Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.

Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.

São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.

Como Diminuir o Estresse ?

Em um excelente artigo sobre estresse, principalmente no trabalho (e a maior parte de nós trabalha), o psiquiatra Cyro Masci sugere medidas profiláticas iniciais, secundárias e terciárias. Mas, em resumo, quando possível, devemos parar para pensar; para nos darmos a liberdade de termos um tempo para refletir sobre cada um de nós e seus esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico-financeiros. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom psiquiatra pode nos ajudar nesta tarefa.

Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, geralmente através dos modernos antidepressivos serotoninérgicos (ISRS) com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.

Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante (porque não uma caminhada diária?, que faz bem a qualquer um de nós).

Mas, a principal atitude ainda é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e com as emoções que a vida nos proporciona. E aí está verdadeira e milenar sabedoria.


[1] DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo. Ex-Professor Regente de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (até 1995). Consultor do Comitê Centre for Health Economics da Organização Mundial da Saúde junto à Universidade de York. ex-presidente da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose. Médico do Trabalho (MTb – 1982) e integrantes da primeira turma de Especialistas em Medicina do Trabalho da AMB/ANAMT (janeiro de 1984). Ex-médico perito do Instituto Médico Legal de S. Paulo e perito judicial. Autor do "Primeiro Curso de Psiquiatria para o Médico Clínico" e de mais 158 trabalhos científicos. publicados.

Capoeira na Universidade de Lisboa (PT)

Capoeira na Universidade de Lisboa (PT)
 
Gabinete de Desporto da Universidade de Lisboa, Portugal oferece curso de Capoeria
 
A Capoeria é oferecida como modalidade desportiva na Universidade de Lisboa, Portugal.
Para fazer as inscrições basta providenciar os seguintes documentos:
 
* 1 Fotografia
* Cartão de Estudante
* Taxa de Inscrição e respectiva Mensalidade
* Exame médico-desportivo
 
Maiores informações acesse o site abaixo:
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Teste Par-Q

PAR-Q

1 – Seu médico já disse que você possui um problema cardíaco e recomendou atividades físicas apenas sob supervisão médica?

Sim       Não 

2 Você tem dor no peito provocada por atividades físicas?

Sim       Não 

3 – Você sentiu dor no peito no último mês?

Sim       Não 

4 Você já perdeu a consciência em alguma ocasião ou sofreu alguma queda em virtude de tontura?

Sim       Não 

5 – Você tem algum problema ósseo ou articular que poderia agravar-se com a prática de atividades físicas?

Sim       Não 

6 Algum médico já lhe prescreveu medicamento para pressão arterial ou para o coração?

Sim       Não 

7Você tem conhecimento, por informação médica ou pela própria experiência, de algum motivo que poderia impedí-lo de participar de atividades fisicas sem supervisão médica?

Sim       Não 

Se uma única resposta for "SIM" é nescessário fazer um exame Médico. 

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