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Fundação Cultural ILE: Projeto “Mestras de Capoeira”

Fundação Cultural ILE: Projeto “Mestras de Capoeira”

Salve meus amigos!

Somos a Fundação Cultural ILE,  uma organização sem fins lucrativos com sede em País de Gales no Reino Unido.

Trabalhamos para a preservação e difusão da Capoeira, seus fundamentos e tradições. Fazemos isso através de livros, CDs, documentários, festivais e outros. Nosso carro chefe é o Projeto Tributo ao Mestres, cujo principal objetivo é contribuir com os Mestres que estão em situações de risco sejam elas sociais, financeiras, emocionais, médicas ou afins. Todos os nossos esforços são para angariar fundos ou gerar fundos para esse fim.

Em 2016, lançamos nosso primeiro livro de Ilustrações, o tributo aos Mestres artbook que foi um sucesso.

Hoje temos a grande alegria de convidar todos a participar deste momento histórico na capoeira, onde honraremos as Mestras da nossa arte!

Faremos um livro com 30 ilustrações e com um texto para cada  ilustração contando um pouco sobre cada uma das homenagiadas.

Um momento mágico e histórico e você pode participar de várias formas desta homenagem.

Você pode fazer uma doação para que o projeto aconteça, ou você pode fazer contribuições e receber recompensas por isso.

Você pode inclusive fazer campanha dentro do seu grupo e participar como patrocinador recebendo e compartilhando as recompensas com o grupo todo.

Este é um trabalho histórico o primeiro em seu formato e o primeiro em homenagem as Mestras de Capoeira!

E a sua participação é fundamental

 

Fundação Cultural ILE: Projeto "Mestras de Capoeira" Notícias - Atualidades Portal Capoeira

CLIQUE NA IMAGEM PARA VISITAR A PÁGINA DO PROJETO

 

Hi Guys!

We are the ILE Cultural Foundation; a registered charity based in Wales.

We work for the preservation and diffusion of Capoeira, its foundations and traditions. We do this through books, CDs, documentaries, festivals and others. Our flagship project is the Tribute to Masters Project, whose main objective is to contribute to the Masters who are in risk situations whether they are social, financial, emotional, medical or otherwise. All our efforts are to raise funds or generate funds for this purpose.

In 2016, we launched our first book of Illustrations, the Tribute to the Masters art book, which was a success.

Today we have the great joy of inviting everyone to participate in this historic moment in capoeira. This is a vibrant, adventurous and compassionate project where we will raise funds to develop and publish a fresh, innovative and empowering illustration book that will, for the first time, show the face of our Mestras.  

It will be 30 illustrations with 30 texts telling a little story about each one.

A magical and historical moment and you can take part of it in different forms, making  a donation or you can make contributions and receive rewards.

You can campaign in your group and participate as a sponsor, sharing the rewards within the whole group.

This will be an historic book, the first in its format, and the first in honour of the Female Masters of Capoeira!

And your participation is fundamental!

 

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Aconteceu: III Congresso de Mulheres Capoeiristas: Protagonismo da mulher

Na perspectiva de promover a integração das mulheres de capoeira do Ceará de estados vizinhos, será realizado de 24 a 26 de maio o III Congresso de Mulheres Capoeiristas: Protagonismo da mulher. O evento que tem apoio da Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria de Esporte e Lazer (Secel), é uma promoção da Associação Zumbi de Capoeira e do Grupo Cordão de Ouro.


Durante três dias, serão realizadas palestras, feiras da cadeia produtiva da capoeira e oficinas ministradas por mestras e contramestras na área. No evento, haverá também espaço para recreação infantil, garantindo às mães a participação integral nas atividades do congresso. Toda a programação busca chamar a atenção da sociedade para a atuação das mulheres na valorização da cultura afrodescendente e discutir o espaço já conquistado por elas.

A abertura acontecerá no Cuca Che Guevara (Av. Presidente Castelo Branco, 6417) na quinta-feira (24), às 19h, com acolhida de instrutoras e professoras de grupos de capoeira de Fortaleza. Haverá ainda a formação de rodas abertas de capoeira e de samba. Na sexta-feira (25), também às 19h, no ginásio Paulo Sarasate (Rua Ildefonso Albano, 2050), será realizada a palestra “Protagonismo da Mulher”, que discutirá a evolução feminina na capoeira. A exposição será feita pela mestra Janja, de Salvador, pela professora Tina, da Paraíba, e pelas mestras Carla e Paulinha, ambas de Fortaleza. 

As oficinas, ministradas por mestras e contramestras, acontecerão no sábado (26), das 9h às 12h e das 14 às 17h, no Armazém da Capoeira (Av. José Bastos, 287). No final da tarde, haverá o encerramento com danças populares, como a ciranda, e com a apresentação do Movimento Feminino, que realiza rodas itinerantes em vários pontos de Fortaleza. A abertura e a palestra são gratuitas e abertas ao público. Já as oficinas terão investimento de R$ 20,00 e as inscrições serão feitas durante o congresso, nos locais das atividades. 

Serviço

III Congresso de Mulheres Capoeiristas

Data: De 24 a 26 de maio
Local: Cuca Che Guevara (quinta), ginásio Paulo Sarasate (sexta) e Armazém da Capoeira (Sábado)
Horário: 19h (quinta e sexta-feira) e das 9h às 17(sábado)
Contato: Mestra Carla – Coordenadora do Congresso (3105.1351) 

Fonte: Secel

3ª Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afro-brasileira ressalta a força das matriarcas negras


Afoxé Asè Omo Odé, casas de Candomblé e Umbanda de Goiás, grupos de Capoeira e Congada reverenciam três importantes mestres: Pai João de Abuque, Mestre Bimba e Mestre Pastinha; destacam a história do capoeirista Manoel Pio de Sales (Mestre Sabu) e reconhecem a luta e a coragem de duas matriarcas negras de Goiás: Maria Dalva Mendonça e Maria José Alves, em uma grande caminhada no dia 17 de setembro, a partir das 15h, no Setor Pedro Ludovico

Nas culturas e religiosidades de matriz africana, os anciãos e as anciãs ensinam o tempo todo. Em situações do cotidiano, transmitem aos mais novos seus saberes e valores, e assim esse aprendizado é assimilado, principalmente por que alguns detalhes só se aprendem com a prática coletiva. Com o objetivo de reconhecer e valorizar a atuação desses mestres e mestras é que a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba realiza no próximo dia 17 de setembro (sábado), a partir das 15h, a terceira edição da Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afro-brasileira.

A atividade é aberta ao público e reúne membros do Afoxé Asè Omo Odé, casas de Candomblé e Umbanda de Goiás, grupos de Capoeira e Congada Ilé Ibá Ibomim (Casa de Pai João de Abuque, na rua 1059, quadra 134, lote 04), que de lá saem em cortejo pelas principais ruas do Setor Pedro Ludovico (rua 1064 e Avenida Circular), relembrando e celebrando música e dança a história de mestres e mestras.

O cortejo retorna à Rua 1059, e em frente à Casa de Pai João de Abuque será realizado o encerramento do evento, com uma programação cultural que inclui o show “Divas Negras”, com as cantoras Clécia Santana, Henusa Mendonça e Janaína Soldera; shows das bandas “Visual Ilê” e a “A trilha” e apresentações de capoeira e samba de roda.

 

GUARDIÕES DA CULTURA

Por meio da tradição oral, mestres e mestras transmitem suas orientações sobre a vida, ensinam a importância de relembrar os antepassados, homens e mulheres que são as raízes nas quais a população negra busca a força para dar continuidade a sua história de luta e resistência. Por sua sabedoria, sua experiência de vida, e as memórias que carregam e partilham, é que são considerados guardiões e guardiãs do saber, dessa herança que trazem dentro si.

Como ocorre já pelo terceiro ano consecutivo, a Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afrobrasileira resgata a história de Pai João de Abuque (mais antigo babalorixá e primeiro ancestral do candomblé goiano); Mestre Bimba (o criador da capoeira regional) e Mestre Pastinha (um dos ícones da capoeira angola). Este ano também reverência Manoel Pio Sales – Mestre Sabu (pioneiro da capoeira angola no Estado), e destaca a história de vida e luta de duas mulheres negras, como Maria Dalva Mendonça (matriarca do Movimento Negro em Goiás e fundadora da Comunidade Visual Ilê) e Maria José Alves (em memória – uma das matriarcas das congadas de Goiás).

“Homenagear nossos ancestrais, e este ano em especial as mulheres significa reverenciar a própria cultura afro-brasileira em Goiás. Precisamos falar desses mestres e mestras, pois sem eles não estaríamos aqui hoje. E sem dúvida, a atuação de Dona Dalva e Dona Maria José revelam a coragem e a resistência das mulheres negras”, enfatiza Luis Lopes Machado (Mestre Luizinho), filho de Mestre Bimba e organizador da caminhada.

 

MESTRES E MESTRAS DA TRADIÇÃO AFRO-BRASILEIRA

Maria Dalva Mendonça

Nascida em Pires do Rio. Ela fala com orgulho de suas origens africanas (Angolana) e indígenas (Tapuia). Fundadora da Comunidade Visual Ilê e da Escola de Samba Flora do Vale, Dona Dalva, como é conhecida, é figura importante do movimento negro e de mulheres, do samba, das congadas e das religiões de matriz africana no Estado.

Dona Maria José Alves (em memória)

Natural de Catalão/GO, um das matriarcas das congadas de Goiás, teve uma atuação significativa em vários movimentos sociais (de mulheres, negros, idosos e trabalhadores). Foi também uma das fundadoras da Pastoral do Negro e assumiu diversas funções de liderança na Vila João Vaz, onde estava especialmente à frente da Festa do Rosário e da Congada.

Manoel Pio de Sales (Mestre Sabu)

Nasceu na Cidade de Goiás, viveu por 20 anos em Salvador e foi o pioneiro da Capoeira Angola no Estado. Sempre imponente em seu terno branco, Mestre Sabu é sem dúvida a figura de um valente, daquele que usa da mandinga para superar com dignidade os desafios que surgem em seu caminho.

Pai João de Abuque

Em sua casa de candomblé foram iniciados muitos filhos-de-santo, tantos que nem lembrava mais quantos. E são esses filhos e filhas que hoje dão continuidade à herança deixada por esse mestre, mantém o Ilè Iba Ibomim e também o Afoxé Asè Omo Odé, bloco criado na década de 1990 que levou a tradição afro-brasileira para os carnavais d Goiânia. E ainda hoje, persiste em levar às ruas e palcos as bênçãos dessa religiosidade e a história de seus antepassados, em especial Pai João de Abuque, que em setembro de 2006, tornou-se o primeiro ancestral do candomblé goiano.

Mestre Bimba

Foi um homem a frente do seu tempo. Imaginava e acreditava na expansão da capoeira. E se hoje outros mestres estão pelo mundo afora ensinando essa filosofia de vida, eles devem muito a luta de Manoel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, que nos anos de 1930 defendeu o reconhecimento da capoeira regional e da tradição de matriz africana. Faleceu em fevereiro de 1974, em Goiânia. Mas permanece vivo na memória e na continuidade que seus discípulos e filhos, entre eles Luiz Lopes Machado (Mestre Luizinho) dão ao seu exemplo de vida e luta.

Mestre Pastinha

Considerado o guardião da capoeira tradicional, Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Mestre Pastinha) considerava a capoeira não apenas uma luta, mas uma forma específica de ser e estar no mundo. Por isso, destacou o aspecto esportivo e lúdico da capoeira, definindo as regras, os cantos, a utilização dos instrumentos e a hierarquia dentro do jogo. Falecido em novembro de 1981, seus ensinamentos continuam nas rodas de capoeira e na atuação de novos mestres que mantém essa importante expressão cultural afro-brasileira.

 

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

A 3ª Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição representa o desejo e o empenho em manter vivas as tradições de matriz africana, e principalmente, o exemplo de resistência de mestres e antepassados. E exatamente com esse objetivo é que em 1999, Luiz Lopes Machado (Mestre Luizinho, filho caçula de Mestre Bimba) criou a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba, e desde então desenvolve atividades e projetos que promovam e divulguem a cultura e religiosidade afrobrasileira em Goiás.

Mestre Luizinho destaca ainda que a Caminhada é realizada  “em memória e em reverência a esses mestres e mestras de ontem e de hoje, que pelo som dos atabaques, pelas expressões corporais, pelos ritmos, pelos signos e valores de nossa religiosidade, pelas cores e estampas que o Afoxé Asè Omo Odé e várias expressões culturais e religiosas afro-brasileiras levarão para as ruas de Goiânia a beleza e a força da ancestralidade negra”.

Para realização desta terceira caminhada, a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba tem como parceiros: Pontão de Cultura República do Cerrado, Belcar Caminhões, Secretaria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), Assessoria Especial de Políticas Públicas para a Igualdade Racial da Prefeitura de Goiânia (Asppir), Canela di Ema Produções, OlhO Comunicação Estratégica, Grupo Calunga de Capoeira Angola, Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL), Grupo de Capoeira Angola Barravento, DJ Claudinho, Sindicato dos Docentes da UFG (Adufg) e Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG (Facomb).

 

Serviço:

3ª Caminhada em homenagem aos mestres da tradição afrobrasileira

Data: 17 de setembro

Horário: 15 horas

Percurso: Saída do Ilè Ibá Ibomim (Casa de Pai João de Abuque)

Rua 1059, quadra. 134, lote 04, St. Pedro Ludovico

Mais Informações: Janaína Gomes (62) 8522-2792/ Ceiça Ferreira (62) 8191-2122

Anexo fotos de 2010 (Crédito: Ana Rita Vidica, José Jair Bazán e Gabriel Moreira Paiva).

Assessoria de Imprensa: OlhO Comunicação Estratégica Fone: (62) 3541-5960 Celular: (62) 8445-2741Site: www.olhocomunica.com.brTwitter: twitter/OlhOComunica

Aposentadoria para os “Velhos Mestres”

Pastinha morreu na miséria. Bimba em situação precária. Bobó, Gato, Cobrinha Verde, Waldemar, Caiçara e mais recentemente Bigodinho, todos passaram seus últimos dias de vida sem um amparo digno que a condição de “guardiões da capoeira” deveria lhes proporcionar. E assim como eles, quantos e quantos mestres das tradições populares vivem e morrem no mais completo abandono, sem qualquer auxílio por parte das autoridades nesse país.

O que seria da nossa cultura popular sem esses personagens ?? Quem é que tem a incumbência de transmitir para as gerações futuras, esses saberes e tradições acumulados durante séculos  ???  Os mestres e mestras de capoeira, do maracatu, do samba, das congadas, dos reisados, das marujadas, das religiões afro-brasileiras e de tantas outras manifestações espalhadas por esse Brasil afora, são peças fundamentais para a preservação e valorização dessas tradições que tanto enriquecem o patrimônio cultural do nosso país.

Por isso deveriam ser tratados com mais respeito !!!!

É preciso que se diga, é bem verdade, que algumas ações nesse sentido começam a ser implementadas por políticas públicas no âmbito da cultura. Uma nova concepção de gestão de políticas culturais ainda embrionária, começa a dar sinais de amadurecimento em vários órgãos públicos desse país.

Mas isso ainda é pouco ! É preciso uma maior conscientização por parte da sociedade, no sentido de exigir que essas políticas públicas sejam mais efetivas, que possam garantir mudanças mais substanciais na forma de valorizar, incentivar e apoiar as iniciativas provenientes da cultura popular, favorecendo o reconhecimento desses saberes ancestrais, como vitais para a construção de uma sociedade brasileira mais humana, justa e solidária. Os valores e princípios presentes no universo das culturas populares muito tem a nos ensinar !

E isso passa pela valorização dos mestres, guardiões desses saberes ancestrais. É preciso que medidas concretas de proteção social e valorização desses sujeitos, sejam tomadas urgentemente no sentido de garantir a esses mestres e mestras, um mínimo de condições para exercerem suas atividades, e mais do que isso, de VIVEREM com a dignidade que merecem.

No último dia 27 de abril, foi apresentado um projeto de lei na Câmara Federal em Brasília, de autoria do deputado Edson Santos – PT/RJ, que institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares.

 

Vamos ficar atentos e acompanhar esse processo !!!

SID/MinC: Aprendizados do Encontro de Saberes

Alunos da disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais apresentaram na manhã desta quarta-feira, 19 de janeiro, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), o que aprenderam com os mestres e mestras da Cultura Popular brasileira ao longo do segundo semestre de 2010 pelo projeto Encontro de Saberes. Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) participou e interagiu com os estudantes durante o evento.

O objetivo desta iniciativa do MinC foi promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais, populares e indígenas, além de contribuir para o processo de reconhecimento de mestres de artes e ofícios como docentes no ensino superior.

Para a apresentação de hoje, – haverá outras turmas na sexta-feira (21) – os alunos representaram todos os mestres e mestras com que conviveram na disciplina. Mostraram o lhes foi ensinado como o cuidado com as plantas e a importância dos valores que as culturas populares trouxeram para suas vidas. Eles dançaram e serviram um delicioso chá aos presentes. Os alunos do projeto Encontro de Saberes estão fazendo suas apresentações finais. Eles tiveram liberdade para escolher o formato de suas apresentações, sendo assim, alguns estão realizando performance, outros fizeram um filme ou artigos.

“Obter um conhecimento desses dentro da universidade, no meio acadêmico, está sendo uma experiência maravilhosa. Vou levar comigo para sempre porque são saberes para a vida”, afirmou a estudante de Artes Cênicas da UnB, Camila Paula. Para a aluna, aprender a cuidar das plantas e de sua saúde por meio da natureza figura uma nova maneira de ver o universo. “Hoje olho para uma planta e vejo que ali tem vida e muito a oferecer.”

Sobre a convivência com os mestres e mestras da Cultura Popular do país, Camila garante que a humildade e o prazer em ensinar fez toda a diferença no compartilhamento de saberes: “Isso é maravilhoso porque a gente vive em um mundo onde algumas pessoas querem guardar o conhecimento para si, ou outros professores que humilham alunos por julgar saberem mais.”

A disciplina Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais fez parte da grade regular de graduação do segundo semestre de 2010 da UnB e esteve acessível a estudantes de todos os cursos. O Encontro de Saberes é realização da SID/MinC em parceria com a UnB e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, órgão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Saiba mais sobre o projeto Encontro de Saberes

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Marina Ofugi, ASCOM/MinC)

Encontro Europeu de Angoleiras

O primeiro "Encontro Europeu de Angoleiras" será realizado na pasco de 2006, na Cidade de Colônia, a Alemanha 
 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 52 – de 4/dez a 10/dez de 2005


Cresce no mundo todo, dia a dia,  o fascínio pela Capoeira, especialmente pela chamada Capoeira Angola, cada vez mais entendida e admirada, em grande parte pelo  excelente trabalho que as "angoleiras" vem realizando pelo mundo afora.
 
Não por coincidência, portanto, vem crescendo também os movimentos e as organizações comandadas por mulheres  capoeirísticas. Mais uma comprovação que a Capoeira, embora fascinante, está dentro da sociedade, pois, não apenas dentro da capoeira a mulher, pouco a pouco, vai assumindo posições de comando.
 
A história registra a presença de mulheres guerreiras na capoeira. Sem muita precisão mais registra. Mas, o que mais registra é a presença da mulher em posições subalternas, por exemplo, ajudando no coro das cantorias. Na maioria das vezes, entretanto, imperando apenas na cozinha…
 
A situação atual, como todos podem facilmente verificar, está bem diferente, com a mulher assumindo postos de comando, dentro e fora da capoeiragem. Na maioria dos casos com grande eficiência, como já se pode comprovar dentro do Mundo da Capoeira.
 
Isto é muito bom, não fazendo nenhum sentido negar esta nova realidade do mundo.
 
Ombreada ao homem, a mulher capoeira passou a militar também, impondo-se no cenário, nas rodas e nas discussões dos  temas nucleares dessa Arte Afro-Brasileira.
 
Até bem pouco tempo isto era inconcebível.
 
Aliás, a bem da verdade, esta inclusão feminina em si, tornou-se um dos principais temas nucleares das discussões capoeirísticas. Especialmente fora do Brasil,  onde as discussões são mais livres, menos preconceituosas, menos dogmáticas, bairristas  ou mercantis.
 
Um bom exemplo de organização da mulher capoeirista é o trabalho heróico do Grupo Nzinga que tem à frente as jovens mestras Janja & Paulinha, bem assessoradas pelo também jovem mestre Poloca. Fruto da participação totalmente ativista destas mestras foi criada há algum tempo a Rede Angoleira de Mulheres-RAM. Volto a ressaltar, mulheres são de RAM – read access memory – e homens são de ROM – read only memory –  assim aprendi em minha pós-graduação em Ciência da Computação!

V Congresso de MULHERES CAPOEIRÍSTAS

Pessoal segue em anexo o convite para o nosso V Congresso de Mulheres Capoeirístas, caso alguem se interesse favor entrar em contatoto pelos fones: (83) 88231996 / 32083158 / 32417695.
Um abraço e conto com a presença de todas e todos.
 
Contra-Mestre Rafael Magnata.   AXÉ!!!
 

João Pessoa, 25 de Outubro, 2005.

 

À Mestras, Mestres, Contra- Mestras(es), Alunas(os) e Simpatizantes.

 

Convite

A participação feminina na capoeira é um fato em constante desenvolvimento. A mulher conquistou, definitivamente, seu espaço nesta arte brasileira. Hoje já contamos com diversas mestras, contra-mestras, professoras e  alunas. Isto prova o que dizia Mestre Pastinha, “capoeira é pra homem, menino e mulher”.

Diante disto, o Núcleo Menina Pérola, da ONG Pérola Negra, por intermédio de suas alunas, estará realizando nos dias 25, 26 e 27 de março do corrente ano, no Parque Zoológico Arruda Câmara (BICA) em João Pessoa, a partir das 08:00 horas, o V Congresso de Mulheres Capoeiristas, que tem como principal objetivo à integração das capoeiristas e o fortalecimento da prática da capoeira.

A inscrição para participar do evento, tem o investimento no valor de R$ 15,00, com direito a alimentação e ao kit (camisa, certificado, crachá, e toda programação). Para as pessoas de outro estado, estará incluso o alojamento.

O congresso se propõe, além de integrar, conscientizar as praticantes desta nossa arte, sobre questões relevantes de nosso cotidiano, tais como: saúde, o papel da mulher na sociedade, as novas tendências na prática da capoeira, as questões de gêneros entre outras.

Certos de que a participação de suas alunas é de fundamental importância, contamos com o vosso apoio e incentivo.

 

Agradecemos desde já,

Atenciosamente,

 

 


À Coordenação.

DESAPARECIMENTO DA CAPOEIRA ANGOLA NA DÉCADA DE 70

Maya, atendendo seu e-mail:

"Ouvi que duranta a decada 1970 a capoeira Angola quaze desapareceu. Voce lembra isso? Pode esplicar para mim porque? Voce acha que eu posso perguntar mestres de capoeira Angola essa pergunta?",

aproveito para divulgar a resposta na Caponline.
Em momento algum observei o desaparecimento do jogo de capoeira da Bahia ou, como costumam dizer atualmente, capoeira angola, que é praticada de modo espontâneo e natural pelo nosso povo, de cuja alma parece brotar em fluxo permanente.
Ocorreram processos simultaneos, o crescimento do espaço ocupado pela regional no noticiário do jornais, a migração, para outros estados e países dos novos mestres e o desaparecimento dos velhos mestres, deixando um vazio, que só tempo voltaria a cobrir. Cumpre realçar o papel destacado dos dois "Joãos de Pastinha’, o "Grande" e o "Pequeno" e dos "capoeiristas de rua", especialmente o "Grupo do Mercado Modelo", colunas mestras de nossas tradições, enquanto as novas gerações de capoeiristas e mestres se reproduziam no anonimato para aflorarem, incontáveis, na década dos 90 e renovarem os valores de nossa arte-e-manha.
Sem esquecer os numerosos mestres mais modestos e humildes, nem por isto de menores méritos e habilidades que enxameavam em rodas espalhadas pela nossa "Soterópolis" e que ainda pontificam em nosso meio, alguns verdadeiramente geniais.
Acredito que os mestres da capoeira angola seriam honrados com sua pergunta em português arrevesado de haifazeana.