Blog

mim

Vendo Artigos etiquetados em: mim

Afoxé Asè Omo Odé abre caminho para o Carnaval dos Tambores

Criado na década de 1990 por Pai João de Abuque (o mais antigo babalorixá e o primeiro ancestral do candomblé goiano), o Afoxé Asè Omo Odé trouxe ao carnaval dos anos de 1990 a 1993 a riqueza das expressões artísticas da tradição afro-brasileira, para a construção da tradição afro-goiana.

No ano de 2008, por iniciativa da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba e do terreiro Ilè Ibá Ibó Mim, o Afoxé sob direção do ogã Mestre Luizinho, herdeiro de Mestre Bimba; retomou suas atividades festivas nas ruas de Goiânia, em rememoração ao dia 13 de maio.

Desde então, realiza anualmente cortejos pelas ruas do Setor Pedro Ludovico em homenagem a importantes mestres da tradição afro-brasileira como: Pai João de Abuque; Mestre Bimba – criador da capoeira regional; Mestre Pastinha – ícone da capoeira angola; e em 2010 reverenciou os mestres da Congada de Goiânia.

Em 2009 e 2010, o Afoxé abriu o carnaval de rua de Goiânia na Avenida Araguaia, e em 2011 abre os caminhos para “O CARNAVAL DOS TAMBORES” no Setor Pedro Ludovico com o som percussivo dos atabaques, agogôs e xequerês, a beleza dos cantos e das danças, a força das cores e dos ritos do Candomblé em um grande cortejo que destaca a riqueza rítmica e estética de Ogum, orixá dono dos caminhos e da tecnologia; de Oxóssi (patrono desse afoxé), protetor dos caçadores e das matas, e a exuberância de Oxum com o seu ritmo ijexá.

 

Serviço

Atabaque, cavaco, tamborim: o Carnaval dos Tambores”

Data: 05 de março

Horário: a partir das 17 horas

Local: Alameda João Elias da Silva Caldas – Setor Pedro Ludovico

Concentração: Rua 1059, n.1059, qd.134, lote 03 (em frente ao Ilè Ibá Ibó Mim, Casa do Pai João de Abuque), em direção a Alameda João Elias da Silva Caldas

Mais Informações: Ceiça Ferreira (62) 8191-2122 / Clécia Santana (62) 9310-6395 / Janaína Soldera (62) 9975-7363

Produção Executiva: Canela di Ema Produções. Fone: 3645-6138

Acompanhe também pelo blog: colofe.blogspot.com

Protagonista de BESOURO pensou que não conseguiria fazer filme

Capoeirista Ailton Carmo, de 22 anos, estreia sua carreira como ator em filme de João Daniel Tikhomiroff

Com o jeito simples de quem não sabe que está prestes a ser conhecido na rua a cada esquina, Ailton Carmo – protagonista do filme “Besouro” – confessa que depois de ter passado no teste, pensou em desistir. Antes de cogitar estar no primeiro longa de João Daniel Tikhomiroff, ele era “apenas” um grande lutador de capoeira, além de guia turístico na cidade de Lençóis, na Bahia.

“Para mim foi uma experiência nova (estar em um filme). Eu nunca havia sonhado com isso. Depois de passar no teste e ser informado de que seria o protagonista, cheguei para a Fátima (Toledo, preparadora de elenco) e disse que não ia dar para fazer. Ela só me respondeu que seria difícil, mas não impossível”, contou, ressaltando que ficou alegre e nervoso ao mesmo tempo. “Ela estava confiando em mim.”

Capoeira e efeitos especiais podem fazer de Besouro o novo heroi brasileiro 

Após as aulas de interpretação e coreografias com o chinês Dee Dee ( “Kill Bill”), ele ainda não sabe se quer seguir a carreira adiante. Ele, que já deu aulas de capoeira na Bélgica, agora tenta oportunidade de viajar para a Polônia. “Penso em me desenvolver como ator, mas precisarei estudar muito.”

Segundo Ailton, de todos os esportes que já fez, a capoeira é o único que não larga. “Nela, você não tem apenas o esporte, também há o instrumento, a música, a dança… Até mesmo com o pé quebrado você pode participar. Quero ver você lutar boxe com o pé quebrado.”

Atores não decoraram textos

Para todos os atores participantes de “Besouro”, um dos grandes desafios foi trabalhar com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Ela e o diretor fizeram com que nenhum dos intérpretes tivessem textos. “A Fátima trabalha a partir do ator vivendo a história. Não há um texto. Quando eu me dei conta, já estava me comportando como os meninos. Eles até falavam `fecha essas pernas!”, diverte-se Jéssica Barbosa, que faz a personagem Dinorá e Iansã no longa.

Quem também participou dessa preparação foram os atores Flávio Rocha (Coronel Venâncio) e Irandhir Santos (Noca de Antônia), ambos integrantes da minissérie “A Pedra do Reino” (Globo). “Para mim, o desafio foi não enxergar as belezas da capoeira. Me distanciava do grupo deles. Tinha que encontrar meu lado mau nos palavrões, no cuspe, no vômito…”, revela Irandhir.

“Passei por má pessoa para alguns colegas de elenco. Isso porque passava boa parte do tempo guardando energias ruins para o personagem. Outra coisa que fiz foi andar com um punhal e furar tudo que via pela frente. Precisei encarar meu inimigo na vida real”, completou Flávio.

Paris: Lançamento Europeu do DVD “Mestre Bimba a Capoeira Iluminada”

O LANÇAMENTO EUROPEU DO DVD DE "MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA" NO FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE PARIS .

Foram 3 sessões lotadas, no CINEMA LATINO de PARIS. De diversas cidades francesas chegaram capoeiras para ver o filme. Além disso, o público presente à décima edição do festival, brasileiros e simpatizantes franceses da cultura brasileira, já havia assistido a documentários como "OPERAÇÃO CONDOR", "SIMONAL, NINGUÉM IMAGINA O QUE EU PASSEI" "GINGA"e tantos outros. Para mim, era um momento que sempre esperei, de colocar um filme sobre capoeira em uma sessão oficial de um festival internacional, mostrando-o principalmente a pessoas que pouco sabem da nossa capoeira. Um sentimento de passar para os outros a mesma emoção que tive, há apenas 5 anos, ao entrar em contato com essa maravilhosa arte brasileira mas que se torna universal. Foi um grande prazer apresentar meu filme a esse público e um prazer maior ainda quando me perguntavam onde poderiam ver mais e aprender capoeira em Paris. É, eu pensava, mais um que o virus da capoeira pegou. Do palco, onde apresentava o filme, pude ver alguns amigos que fiz na estrada da capoeira, entre eles estava a IGUANA, uma capoeirista francesa, que veio de GRENOBLE especialmente para a sessão do filme e já tinha feito o mesmo se deslocando até o Rio de Janeiro, em um gesto que muito me comoveu e aumentou a minha crença em uma capoeira espalhada pelo mundo todo, sem qualquer distinção de credo, cor, origem étnica ou qualquer outra forma de diferenciação da raça humana. Uma PANGEA CAPOEIRA, onde o único elo de ligação se faz através dos sentimentos que são comuns a toda a humanidade.

Bem, pensava isso enquanto procurava usar o meu fraco francês para me fazer entender. Após a sessão, tivemos um pequeno coquetel, com caipirinhas e pão de queijo e fomos. Foi boa a festa, principalmente porque serviu também para que fosse anunciado o lançamento do DVD do filme em toda a Europa, a começar pela França, ainda nesse mês de junho. Tive reuniões com o pessoal da DG DIFUSION, que se responsabilizará pelo lançamento na França, em versão francesa e da Exportacion-DISCMEDI, de Barcelona, que comandará a operação Europa, para a colocação do DVD nos países europeus. Uma operação especial está sendo tramada para ocuparmos espaços no verão da Grécia, com exibições do filme ao ar livre, seguidas de muita capoeira, nas ilhas gregas. Outras ações estão sendo pensadas, o que me deixa bastante animado quanto à meta de fazer pelo menos 1 milhão de pessoas descobrirem a capoeira através do filme, em todo o mundo. Se a operação verão europeu der certo, partiremos para outros continentes.

Em Paris houve ainda uma sessão para estudantes do primeiro grau que, entre todos os filmes do Festival, escolheram o MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA para ver. Foi mais uma sessão lotada, com um público entre 10 e 12 anos, dos quais a maioria não conhecia mas já ouvira algum amigo falar. Uns poucos praticam ou já praticaram a capoeira, segundo uma pesquisa que me mandaram. Foi outro momento inesquecível para mim, ver o interesse deles, principalmente dos que estavam ali descobrindo essa magia sensacional da arte da nossa gente. Um grupo de portugueses, onde apenas uma menina fazia capoeira, também estava entre os mais animados. Foram quase meia hora de fotos com eles. Tenho certeza que muitos, depois do filme, irão procurar aulas de capoeira. Se isso acontecer, tudo terá valido a pena.

Luiz Fernando Goulart

Crônica: Quem é você que vem de lá?

Dizem que cheguei aqui em condições precárias, e sem saber quem eu era. Que passei dias de fome, sede e frio. Não sei se é verdade, mas a verdade que tenho dentro de mim é que sou fruto do encontro de três raças.

Sou mandinga, malícia e jogo, porque sei ganhar e perder.
Sou homo, porque não tenho sexo definido, ou seja, sou homem, menino e mulher.
Sou inodoro, porque não tenho cheiro.

Dizem que tenho minhas origens na pele preta, mas acredito que sou incolor, pois não tenho cor e sou de todos.

Sou fera, porque deixo o meu rastro por onde passo.
Sou fruto daqui desta terra.
Sou sua, e você é meu.

Sou vida porque vivo dentro de você, então você sou eu.
Sou pagã, derradeira e escudeira.
Sou a exclusão de uma sociedade e sou aceita pela mesma.
Sou uma escória. Por que me rotularam assim? Não importa,
sou a história deste povo.

Dizem que me libertaram em 1930, mas acho que sempre fui livre, sou dona de mim, por isso sou assim, ágil, lenta, rasteira, malandra, adulta e infantil, eu sou brasileira.

Sou cúmplice daqueles que me querem.
Tenho a minha própria sina, pois sou gentil e amorosa.
Sou cortês, acho que tenho que ser sempre assim, afinal a "cortesia é contagiosa".
Sou irreverente e equilibrada.
Assim sou eu, altamente minuciosa.

Transpassei o transcurso do meu tempo e acredito que viverei eternamente porque sou passada de boca em boca, de geração à geração.

Assumo que tive meus dias de repressão, mas me fiz vitoriosa, tenho meus fundamentos baseados na minha própria tradição, fiz a minha própria lei.

Sou luta, pois estive na guerra. Guerreei junto com o meu povo.
Sou arte porque sou bela e talvez a mais bela de todas elas.
Sou dança porque me mecho mediante a música e me solto no compasso da minha ginga.
Sou cultura, sou a estrutura de um povo.

Peço a você que me identifique,
Você me dirá como quer me pintar.
Com licença, permita que me apresente.
Meu nome é capoeira.
Sim, sou eu, sou eu camará.

Agora lembre-se sempre que sou daqui desta terra.
Estive na colheita do café, cortei cana nos canaviais.
Estive amordaçada nas senzalas e violada por maus feitores, mas rodei minha baiana e dei a volta por cima.
Me tornei a coqueluche daqueles que diziam ser meus senhores.

Sou eu, sou eu camará.
Eu sou capoeira.

Sou o brilho e o ofuscar das nuvens escuras que sobrevoavam sobre mim naqueles tempos, tempos de tristeza, maldade e desasossêgo. Como? Remordimento? Nunca!

Fui acorrentada, e por mim muitos foram sacrificados.
Reconheço o esforço de todos.
Mas o que passou, passou e esse tempo já é passado.

Hoje sou plena e agradecida, mas para chegar a esse ponto tive que viver na noite, na esbórnia, na boemia e na malandragem. Nesse tempo todo mundo já me conhecia e nele eu dei cabeçadas e rasteiras.

Vaguei pelos becos, tive minha morada no gueto, me transformei em cineasta, hoje deleito de uma vida vasta.

Sou eu, sou eu camará.
Sou eu capoeira.
Sim, sou agradecida e rebelde, pois estive um período à merce da delinquência.

Mas, me informei, me graduei e no meu diploma queriam que contasse que fui vadia por ter me refugiado na alegria das ruas. Sim, é verdade! Queriam também que contasse o perfil de uma das profissões mais antigas do mundo.

Lembre-se, vivi nas ruas, rodei dentro de grandes círculos e centros, dei a volta ao mundo, mas não sou vagabunda.

Meu nome é capoeira
Sou eu, sou eu camará.
Sou a digestão de "tudo o que a boca come".
Sou aquilo que você quiser.

Mas lembre-se, que eu bato com a mão, a cabeça e o pé.

Sou anjo e criatura, porque fui a própria desordem, e hoje eu sou camará, a ordem e progresso do meu povo.

Para concluir deixe-me resumir toda uma vida de persistência e experiência.

"Desde a noite que me envolve, negra como um poço escuro de polo a polo, agradeço aos deuses, quaisquer que sejam, por minha alma indomável. Nas garras dos ferozes das circunstâncias, não me entreguei, nem gritei com voz alta, de baixo dos açoites injustos. Tenho a cabeça ensanguentada, não inclinada. Para mim não importa que a porta seja estreita ou que eu tenha um pergaminho carregado de condenas. Eu sou a dona da minha sorte, eu sou a capitã do barco em que navega o meu espírito". Eu sou capoeira.

 

Texto de:
Wellington de O. Siqueira.
Mestrando CINZENTO.
Tel: 600072978
cinzentocapoeira@hotmail.com
www.aluacapoeira.com

Nota de Falecimento: Mestre Mão de Ouro de Sobradinho, cidade satélite de Brasília

Mestre Umoi, Grupo União na Capoeira, que se criou na capoeiragem em Sobradinho faz homenagem postuma a mestre Mão de Ouro, uma das referências da velha guarda da capoeiragem de Brasília.
 
Ele visitava muito meu primeiro mestre (mestre Cordeiro) no início dos meus caminhos na capoeira em 1974 e uma vez por semana nos dava formação de capoeira angola.
 
É uma das referências da capoeiragem antiga de Sobradinho e consequentemente de Brasília.
 
Elevo minhas orações ao Mestre Mão de Ouro, pedindo à capoeiragem da Roda Virtual, do Portal Capoeira e do mundo  que acredite em mim quando declaro aqui que um grande capoeira se foi e Sobradinho não esquecerá um dos seus ícones da capoeira.
 
Falo isso firmando um compromisso em honra e carinho ao mestre.
 
Que Deus o tenha e o coloque junto aos outros mestres que já se foram antes dele. Ele, certamente, merece…
 
Com profundo pesar e lamento,
Umoi

MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA JÁ ESTÁ NOS CINEMAS DO BRASIL.

As festas foram muito bonitas e emocionantes para todos que participaram delas. Em Brasília, onde o caminho do filme começou, foi organizada pelo Ministério da Cultura uma linda pré-estréia, no CINE ACADEMIA, que contou com a presença de muitos mestres, dos produtores do filme, representantes do Ministério e de outros órgãos federais. O cinema estava completamente cheio, com poltronas e chão totalmente ocupados.

Depois de uma pequena palestra, presidida pelo Presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, ex-capoeirista da capoeira angola e durante muitos anos presidente do OLODUM. Para nós, que fizemos o filme, a emoção era muito forte pois seria a primeira vez que o Mestre Luizinho veria o filme sobre o seu pai.

 

Na época das filmagens pelo fato do Mestre Luizinho estar morando em Goiânia deixamos sua participação para o final. Acabamos ficando sem dinheiro e tivemos, infelizmente, que voltar para o Rio. Na minha cabeça ficou morando essa frustração e eu queria muito que o Mestre visse finalmente o filme, o que aconteceu na pré-estréia de Brasília. Foi um dos grandes momentos que vivi naquele dia. O outro foi ver, com um grande sorriso e muita felicidade no rosto, a chegada do queridíssimo Mestre Skisyto, recém saído de um grave problema de saúde, mais um jogo que ele soube vencer com muita categoria.

Fotos LFG

Já chegou de longe mesmo falando em capoeira. Depois, foi um papo sem fim, após a sessão do filme, no coquetel com que o Ministério homenageou a capoeira de Brasília ali presente. Há muito tempo eu não participava de uma roda de PAOEIRA tão interessante, que terminou com a necessidade de fechamento da academia de tênis, já tarde da noite. Foi um papo extremamente técnico onde os Mestres Luizinho, Skisyto, Camisa, Gilvan e tantos outros davam uma aula de técnica de ensino e de desenvolvimento de esquivas e golpes, muitas vezes exemplificados com movimentos e tudo, além de muita conversa sobre toques, ladainhas e perguntas dos que não tiveram a felicidade de compartilhar os ensinamentos do Mestre Bimba. A cada resposta, Mestre Camisa se certificava com Mestre Luizinho sobre o que estava respondendo, com o Mestre Luizinho fazendo o mesmo. Para mim, e para todos que ouviam, foi uma fantástica aula de capoeira, que não queríamos que terminasse nunca.

 

Imaginei que aquele seria o mundo da capoeira em que todos nós gostaríamos de viver, sem brigas, mágoas e rancores. Ao fundo o som e a roda de Mestre Gilvan e seu grupo de capoterapia ajudavam a dar mais "clima" ao ambiente.

Ao final, fomos todos nos despedir do Mestre Luizinho que, amante das estradas e da sua vida "Easy Rider" voltaria naquela hora mesmo para a sua Goiânia, a bordo de um possante triciclo, capaz de atingir, com muito orgulho, diz ele, os 120 kms. Por hora.

Fotos LFG

 
Para mim ficou a lembrança de uma noite inesquecível, sem saber ainda do me esperava no Rio.
 

A SESSÃO ESPECIAL DE "MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA", NO RIO, PARA MAIS DE 700 CRIANÇAS E MESTRES DE PROJETOS SOCIAIS.

No dia seguinte de Brasília, tudo recomeçava para mim, no Rio de Janeiro, minha cidade querida e tão sofrida. Nós da produção tínhamos tomado a decisão, apoiada pela PETROBRAS, de fazer no Rio uma pré-estréia diferente das que normalmente se fazem. Pensei muito em Bimba e propus que a sessão fosse de manhã, em um fim de semana e totalmente dedicada às crianças de projetos sociais da capoeira, que viriam acompanhadas por seus mestres e responsáveis e alí não só poderiam conhecer uma sala de cinema, onde a maioria entrava pela primeira vez, como conhecer a história de Mestre Bimba e ainda participar de uma grande roda, após a sessão, com quase todos os grandes Mestres da VELHA GUARDA DA CAPOEIRA CARIOCA.

Fotos LFG

 

No palco, subiram mais de 20 mestres, de quase todos os grupos do Grande Rio. Muitas crianças, para ali chegarem às 10:30 da manhã, tinham madrugado e pouco dormido. Mas o clima de felicidade era geral. Antes do início formaram-se torcidas e OLAS, cada um gritando o nome do seu Mestre mais alto do que os outros. Um clima de harmonia, felicidade e respeito que chegou a balançar meu coração, confesso. Muitos vestiam camisetas feitas por eles próprios, com o nome e a marca do filme, retiradas do site, na internet. O Mestre Renato Baiano me presenteou com uma, feita por ele, que logo passei a vestir.

Fotos LFG

 

Um dos momentos mais emocionantes para mim foi quando eu pude chamar ao palco, representando todos os alunos de capoeira que ali estavam, o CABELEIRA, do grupo do Mestre Arerê, que devidamente uniformizado, havia sido escolhido para representar a capoeira na condução da tocha olímpica do PARA PAN 2007, em Copacabana, que seria pouco depois do término da sessão. Todos aplaudiram de pé.

Mestre Joel Marques conseguia não parar de fotografar um só instante.

Fotos LFG

 

Após a sessão, a Praça em frente ao CINE ODEON na Cinelândia, foi totalmente ocupada pela roda dos Mestres da VELHA GUARDA DA CAPOEIRA CARIOCA, que jogavam com as crianças para felicidade de todos que alí estavam ou apenas passavam.

Fotos LFG

 

Bem, estou seguindo o meu caminho de lutar para transformar o filme em um sucesso de público e colocar a capoeira em todas as mídias. A VOLTA AO MUNDO não pára e a próxima festa será em SALVADOR, a terra do MESTRE BIMBA. Viajo dentro de duas horas para lá e deixo aqui, umas fotos do que aconteceu em Brasília e no Rio.

Luiz Fernando Goulart
MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA

Confira a programação completa e as salas onde será exibido o filme

Crônica: FILOSOFIA DA CAPOEIRA – Mestre Chiquinho Correa

A Capoeira é cultura,  é a união das caracteristicas humanas: atitudes,
costumes, modo de agir, instituições e valores espirituais e matériais de um
grupo social, de um povo que se cria e se preserva, através da comunicação e
da cooperação entre individuos.
As raízes principais da capoeira são:
 
1 – Dos africanos, herdamos movimentos, rituais, fundamentos e a
religiosidade ( dos Deuses Iorubá vem o ritmo Ijexá e o refrão tonal a cada
tres batidas; e do povo bantu provem o berimbau.).
 
2 – Dos portugueses herdamos o improviso da dança popular chula, o pandeiro
e a viola.
 
3 – Dos nativos brasileiros, temos a nomeclatura dos movimentos, os titulos
dos cantos, os rituais e métodos de ensinamento.
 
La capoeira é la ricerca dell´universo, dello sviluppo fisico, mentale e
spirituale.
 
A capoeira é  o desenvolvimento fisico, mental e espiritual.
 
A  capoeira muda o modo de viver, harmonizando e equilibrado o ser, ligando
o homem com o céu e a terra, através da fantasia, da música, do jogo da
criatividade e da socialização.
 
Nessa forma de cooperação, não existe vencedores, nem perdedores.
 
É uma forma mutua de respeito.
 
Respeito e a sensibilidade que cada aluno deve ter pelo seu mestre, pelo
ritual da roda , pelos instrumentos, pelos cantos e pela espiritualidade da
capoeira.
 
O respeito é um valor que não se pode ver nem tocar, mas que se sente e que
sabemos que é necessário.
 
O Mestre deve comunicar-se para transformar o aluno em um discipulo.
 
O aluno deve ser sincero para que suas técnicas sejam verdadeiras.
 
Através do conhecimento o aluno com o tempo será um discipulo e depois um
mestre.
 
O verdadeiro capoeirista é aquele que pergunta ao mestre os fundamentos da
arte e que caminha com o mestre até o fim.
 
Assim, juntos, eles alcançam  o equilibrio fisico, mental e emocional:
 
Da união destes valores os movimentos  ganham vida, e a técnica a magia, e
tudo isso se transforma em energia pura e criativa que sustenta outros
valores.
 
Principalmente o valor do amor, que transforma o veneno, em agua cristalina.
 
Por isso se faz necessário,  manter o uso da sabedoria tradicional, para
fazer com que a nossa prática atual seja iluminada.
 
1 – O aluno que " pratica " só por curiosidade essa disciplina
interessando -se somente pela atividade fisica não permanecerá por muito
tempo na academia.
 
2 – O discipulo tem respeito pelo seu mestre e deve saber que a sua tarefa
será  prosseguir os seus ensinamentos, por isso ele aprende evolui e espera
com serenidade o seu tempo o seu momento.
 
E quem decide quando um discipulo será um mestre?
 
As cordas, cordeis, cinturas, conquistadas nos anos tem o significado
simbolico do tempo e da continuidade do caminho percorrido e não do tempo
para ser um mestre, isso vem estabelecido da humildade, da sabedoria e da
sensibilidade conquistada.
 
3 – O " Esperto " através da ambição, inveja, odio, ciumes, não respeira o
seu momento, depois de pouco tempo se convence de ter aprendido tudo e esse
convencimento lhe faz esquecer o respeito que tinha pelo seu mestre, que com
paixão e dedicação mestreza tramanda os ensinamentos a sua cultura
tradicional.
 
Não tem dignidade, honestidade, humildade, mas uma determinação egoista.
 
Não tendo profissionalidade, organiza cursos a um preço inferior as outras
escolas, procura criar discordia falando de um modo não verdadeiro do seu
mestre para impor suas falsas convicções.
 
O Individuo não é um mestre graças a ele mesmo:
 
O imediatista nao é aluno, nem discipulo. O que que ele é?
 
O imediatista não è um aluno, nem um discipulo, O que ele è? E simplesmente um
rapaz, geralmente individualista, e ligado materialmente as coisas.
 
Pode acontece que por férias ou para preparar uma tese universitária, vai a
Salvador,  ao Rio,  a São Paulo, ou a qualquer, outra, cidade do Brasil, a
curiosidade em certos casos  e a falta de honestidade faz com que ele venha
errar e a encontrar um falso mestre, a quem mostra a sua capacidade, sem
mais mencionar o nome do seu mestre que com paixão seguiu seus passos na sua
estrada do aprendimento. Por sua vez o falso mestre por pouco dinheiro
alimenta essa convicção do " Esperto " elogiando – o por sua capacidade
fisica e aconselhando o direito de desenvolver o seu grupo com o titulo de
professor sem nenhum reconhecimento, com o único vinculo de depositar ao
falso mestre um percetual anual da suas entradas.
 
Em virtude do que apenas foi escrito,  as escolas de capoeira se
proliferaram em pouco tempo, mas somente algumas transmitem realmente a
verdadeira cultura
 
Infelizmente, nem todas as academias tem como objetivo a cultura, algumas se
interessam somente pela atividade fisica e pensam somente na luta e não no
jogo, no egoismo e no excessivo desenvolvimento muscular, outras que se
interessam apenas pelo  discurso tradicionalista, tem como finalidade o
aspecto material da capoeira.
 
Não temos como controlar, nem mesmo através das federações mundiais. No
entanto,vamos procurar dar maior espaço  àqueles que realmente são ligados
as raizes e desejam criar um único mundo, ao menos, no que se  refere  a "
Capoeira ".
 
A Capoeira, è uma arte nobre, e è a raiz de um povo, que sofreu e que sofre,
e por esse motivo que deve ser respeitada.
 
A Capoeira tem como sinal o simbolo da união entre todos os mestres que
estao divulgando essa cultura em todo o mundo de maniera pura e sincera,
mantendo os seus principios e sem segundos fins.
A Capoeira, do presente somos nos e nossos alunos: Devemos trabalhar unidos
para o seu futuro.
 
Por esse motivo escrevo a " Filosofia da capoeira ". Mestre Chiquinho Correa
 
NÃO SOU ANGOLEIRO NÃO SOU REGIONAL
JOGO CAPOEIRA PRÁ MIM É LEGAL             2v
 
Alguns pode cantar assim:
 
Eu sou angoleiro não sou regional
Jogo capoeira pra mim é legal
 
Outros:
 
Eu não sou angoleiro Eu sou regional
Jogo capoeira pra mim é legal
 
Aqueles que sao inteligentes devem cantar desse modo:
 
NÃO SOU ANGOLEIRO NÃO SOU REGIONAL
JOGO CAPOEIRA PRÁ MIM É LEGAL             2v
 

Francisco Levino Correa da Silva in arte Mestre Chiquinho Correa; è um brasileiro poliedrico Professor de Estudos Sociais, compositor, interprete, musico, pesquisador , dançarino, coreografo, mestre de capoeira angola do  Grupo olo+xum = ( A energia com o amor ) aluno de Mestre Brasilia – www.oloxum.com,  mestre de samba, forró, salsa etc.., vive em Bolonha -Italia; desde 1990;
 
Tem  uma coluna sobre a capoeira e o samba na web: http://musibrasil.net/
 
Criador do CD e DVD didattico Samba Capoeira Agosto/2006
 
Autor da Musica TIM TIM TIM BERIMBAU  que sairà dia 23 de novembro como homenagem a capoeira e ao samba na Rede de TeleviSao Italiana RAI UNO no programa musical infantil  " Zecchino de Ouro "
 
www.oloxum.com – e.mail: cchiquinho@capoeirabologna.it – Tel + 39 3334924237

Entrevista Especial: Mestre Ananias

O Portal Capoeira, através do camarada Minhoca, Uirapuru Assessoria Cultural e a Associação Cultural Cachuera , tem o enorme prazer de trazer esta entrevista especial com o Mestre Ananias, e convida-lo para a gravação de seu CD vol II com seu grupo de Samba de Roda "Garoa do Recôncavo". A gravação será realizada ao vivo, em duas apresentações e com venda de ingressos limitados, uma vez que se trata de um registro. Pretende-se manter a autenticidade do samba de roda portanto a participação da comunidade é fundamental. Todos são convidados especiais para esse momento importante da cultura afro-baiana na capital paulistana.

Para maiores detalhes sobre o Projeto Documental de Mestre Ananias, clique aqui.

Mestre Ananias é um dos icones da Capoeira em São Paulo, com seus 81 anos, Mestre Ananias é a síntese da herança africana do povo brasileiro. Vive a Capoeira, o Samba e o Candomblé sem dissociá-los, esclarecendo no seu comportamento questões sobre a ancestralidade do nosso povo. Nascido no ano de 1924, em São Félix, região do Recôncavo Baiano cuja fertilidade cultural merece estudo aprofundado. Absorve o contexto no qual está imerso e na metade do século XX vem para São Paulo a convite de produtores do teatro paulistano. Trabalha com Plínio Marcos, Solano Trindade e outras personalidades, em todos os teatros da cidade. Em 1953, ano de sua chegada, Mestre Ananias funda a roda de capoeira mais tradicional de São Paulo, a Roda da Praça da República. Essa ganha força com a chegada de seus conterrâneos e nesse ínterim a capoeira exerce de fato um dos seus principais fundamentos, integrar à sociedade, classes desfavorecidas frente às imposições e preconceitos raciais e sociais.

 
Nome (completo): Ananias Ferreira
Data de nascimento: 01/12/1924
– O que é capoeira, mestre?
 
Capoeira pra mim é saúde, um esporte pra home, no modo de fala!! tem que ter coragem, se comportar, aceitá um beliscão, não é só bate, porque hoje é assim… Nós temos saúde de ferro, tem nego que fala que é dança, pra mim é a dança da morte, a capoeira mata sorrindo, um cumprimento é gorpe, rapaz!!! É tudo na minha vida, se não fosse a capoeira eu não estava com a idade que estou.
 
– Como o senhor começou (e quando) com capoeira (sua história)?

Desde os 14 anos, é a idade pra sentir a capoeira na pele, antes disso não tem noção de nada, não entende “patavida”, essa é a idade que dá pra começar contar história, que comecei a ficar esperto. To no meio disso desde pequenininho, sou de São Félix / Cachoeira
 
– O que o senhor pode dizer sobre quem que te ensinou?

Juvêncio estivador, ele era o mestre, fazia capoeira na beira do cais de São Félix, no Varre Estrada, nas festas da Igreja de São Deus Menino e Senhor São Félix. A roda era formada com João de Zazá, os irmãos Toy e Roxinho, Alvelino e Santos dois irmãos também de Muritiba, Caial, Estevão capoeira perversa, esse era vigia da fábrica de charuto (“Letialvi”) e tanta gente que… Traíra e Café de Cachoeira… Ninguém ensinava, mas o mestre mesmo era o Juvêncio, todo mundo se reunia e pronto, não tinha esse negócio de procurar um mestre. Depois, quando fui pra Salvador, lá sim, cheguei na roda do Pastinha em 1940 mais ou menos. Eu morava na Liberdade, na rua XIII e nos domingos ia assistir a roda do Mestre Waldemar e comecei a freqüentar. Nas 4ª feiras tinha treino e domingo era a roda para apresentar para o povo, os americanos que iam lá ver nosso trabalho. Formava com o Dorival (irmão do Mestre Waldemar) Maré, Caiçara, Zacaria, Bom Cabelo, Nagé, Onça Preta, Bugalho e Mucunge tocador de berimbau. Na capital comecei melhorar meu berimbau e jogo com o falecido Waldemar, com o tempo recebi o posto de Contra Mestre do Waldemar, um teste rigoroso com os mestres.
Canjica foi grande capoeirista, sambista, cantador, ritmista, o home era completo, fiz show com ele aqui em São Paulo, conheci ele na Bahia e depois aqui, joguei capoeira junto dele sempre fora, fazendo show, não na academia não, e peguei meu diploma com ele, na época antiga não tinha esse negócio de diploma não.
 
– Quem eram seus exemplos quando o senhor começou praticar capoeira?

Nagé e Onça Preta era bonito, jogo bailado, dando risada, fazendo macaquice, muito bonito… já os outros era mais duro. Maré e Traíra também tinha jogo muito bonito, Bom Cabelo e Zacarias, agora o Waldemar era o Mestre né, bom demais, era bom em tudo. Caiçara, Caiçara era endiabrado e Dorival, quando se encontravam, hum!! Eram inimigos dentro da roda, o jogo era brabo, já fora não sei…
 
– O que o senhor acha mais importante para ser um bom capoeirista?

Tem que se dedicar para saber de tudo na capoeira, dos instrumentos ao jogo e sabe ensina também, tem muita coisa pra frente, não é só também bate um instrumento não, tem muita coisa…
 
– O que e o diferença entre o capoeira antigamente e a capoeira agora?

Muita diferença… quer comparar a capoeira da antiga com a descarada de hoje em dia…hum! Hoje nessa vagareza, vamu por um pouco mais de lenha, sentando no chão… por isso desclassificam a capoeira de angola, tem que ser em cima e em baixo, jogo vivo. E mais viu… Tão inventando moda, a capoeira é do mundo, ela é do mundo não tem dono não, querem ganhar dinheiro em cima dos trouxas. O ritmo era vivo, as notas explicadinhas, hoje em dia é uma tristeza, não dá pra entende viu.
 
– E o samba Mestre, com quem o senhor aprendeu!?

Lá com os velhos na Bahia, nos candomblés, nas rodas de samba, fazia a capoeira e depois o samba particularmente. Meu pai principalmente, fazia qualquer negócio, era o home do samba junto dos seus cumpadres violeiros, com pandeiro junto, e eu tava no meio aí aprendi.
 
– E o grupo “Garoa do Recôncavo”, onde surgiu!?

Ta muito bom, formei entre eu e meus alunos, primeiro veio a capoeira, depois juntei com os meninos aí pegou no breu, todo mundo ta aplaudindo e daqui pra melhor, tem que melhorar né e agente chega lá. Esse samba que agente faz é antigo, eu era menino quando aprendi, é o samba duro lá do Recôncavo… E o Cd, com as graças de Deus vai ser bom, ta ficando bom

 
– O que o senhor quer ensinar aos seus discípulos?

Tudo o que está dentro de mim, para ensinar aos meus alunos, depende da boa vontade deles né, mas ninguém quer nada com nada e eu quero meu cantinho de volta, é a casa de todos nós, onde todo mundo vem e gosta, mas até agora… tá todo mundo cobrando nosso espaço de volta
 
– Onde estará a capoeira em 20 anos?

Depende dos mestres né, por que do jeito que vai, essa anarquia, principalmente em praça pública, só pensam em valentia, vamu pensar melhor, ó o futuro aí…
 
– O senhor tem uma cantiga da Capoeira que o senhor prefere ou gosto muito de cantar?

Todas elas, são iguais, todas boas

 
– O que o senhor gosta de fazer fora da capoeira?

Candomblé, como ogâ das entidades, so pintado, raspado e catulado, à disposição dos orixás, mas… também ta tudo modificado, até as entidades estão modificadas, os cantos…
 
-Talvez o senhor possa nos contar mais sobre o seu grupo

Nosso grupo tá ótimo, o que falta é um espaço né, mas dependo de vocês, uma andorinha só não faz verão, vamos se junta, muita ciumera em cima de mim, um diz isso, outro aquilo, é um “disse-me disse miseravi”.

Mais informações no fone 11 5072 65 79

 

Outras Matérias relacionadas ao Mestre:
 

Decanio, aluno de Bimba

Decanio, aluno de Bimba, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA:
 
"Pra mim, só tem lugar no meu altar, dois mestres : Jesus e Bimba.
Eu sou o que sou, graças a ele . Se Bimba não tivesse existido, eu era outra coisa."


Música: Você vai ter que trabalhar…

Você vai ter que trabalhar….
Marcelo Lampache
Capuraginga – SP

Ritmo: Benguela
Eh, no mundo que tem traição você tem que se cuidar, pois colega não é amigo e a inveja pode matar…muitos falam mal de mim, muitos de mim querem falar, mas usando de falsidade nunca vão conseguir chegar…pois uma coisa eu te digo, escute o que vou falar que pra chegar aonde eu cheguei….vc vai ter que trabalhar..
 
coro: mas pra chegar aonde eu cheguei..vc vai ter que trabalhar….
 
Capoeira é minha estrela, é ela quem me ilumina… Me livrando de todo mal com muita força e energia…Me ensinando a ser hulmide, Me ensinando a ser sincero, Me ensinado a trabalhar, Me ensino a ser honesto….pois uma coisa eu te digo……
 
escute o que vou falar…que pra chegar aonde eu cheguei: Vc vai ter que trabalhar….mas pra chegar aonde eu cheguei…vc vai ter que trabalhar…
Cada um tem a sua estrela, cada um tem a sua carisma….Procure trabalhar sério e ser um bom capoeirista, não use de falsidade e nem tente ser traíra, pois se vc acreditar o seu espaço vc conquista…pois uma coisa eu te digo..escute o que vou falar….que pra chegar aonde eu cheguei..vc vai te trabalhar..