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Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Fábio Sá e Silva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que não é tarefa simples conseguir novas vagas para detentos no Brasil. Além do alto custo, é necessário enfrentar a rejeição da sociedade. “As cidades não querem receber presídios. Elas se mobilizam contra, os cidadãos pedem audiências públicas para rejeitar o projeto, o Ministério Público entra com Ação Civil para que não seja construído o presídio”. De acordo com Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrir uma vaga no sistema prisional custa em torno de R$ 40 mil.

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos. No Paraná, por exemplo, as delegacias abrigam 10.600 pessoas em  4.400 vagas. Curiosamente, sobram cerca de mil vagas nos presídios do estado.

Uma das sugestões para desafogar os presídios é rever a punição de alguns crimes como, por exemplo, o uso de drogas. A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, defende essa alternativa. “Todo mundo pratica crimes, mesmo pequenos, em algum momento da vida. Ninguém pode dizer ‘eu nunca cometi’ alguma coisa que, lá no Código Penal, não conste como crime ou tenha constado. Um exemplo é o adultério, que estava no Código algum tempo atrás”.

Atualmente, a remissão da pena é uma das formas de tirar o preso da cadeia antes do tempo. Condenados trabalham ou estudam enquanto reduzem dias de suas penas. “O colégio está me fornecendo remissão de pena. É como se eu fosse estudar dois dias e ganhar um. Um dia fora desse lugar é muito bom”, diz um detento do presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife.

Já o ex-dançarino Marcelo Andrade aprendeu a jogar capoeira na prisão e hoje dá aula para outros detentos. “Esses presos aqui poderiam estar trocando faca, fazendo rebelião, tentativa de fuga, matando outro, se destruindo nas drogas. Mas hoje estão aqui comigo, jogando capoeira”.

Amanhã (26), a série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques vai mostrar outros problemas que provocam a superlotação dos presídios, bem como as alternativas usadas para diminuir o problema. A série vai ao ar no Repórter Brasil, às 21h.

FCP realiza oficinas de capacitação para o Prêmio Culturas Populares

Os cursos são uma iniciativa do MinC, com apoio da Fundação Cultural Palmares, e vão preparar produtores culturais negros do Estado para participarem da premiação

Valorizar a cultura e a arte afro brasileira e capacitar os produtores culturais negros para incluí-los nos editais de fomento a cultura. São os objetivos das oficinas de capacitação para o Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura (MinC), propostas pela Fundação Cultural Palmares, que ocorrem de 8 a 29 de maio, em São Paulo/SP.

Para a premiação, o MinC oferecerá, em todo estado de São Paulo, 13 oficinas. Dessas, cinco serão organizadas pela FCP por meio de sua representação no estado, com o objetivo de mobilizar os agentes culturais negros para que desenvolvam propostas de acordo com o edital. As atividades vão prepará-los para preencher os roteiros de inscrição, cadastrar as ações, utilizar as ferramentas do Sistema MinC, entre outros. As oficinas serão realizadas em parceria com organizações do movimento negro paulista.

Poderão participar grupos negros de umbanda, candomblé, escolas de samba, quilombos, congada, maracatu, rituais e festas populares, arte popular, mitos, histórias e outras narrativas orais, processos populares de transmissão de conhecimentos, medicina popular, culinária popular, pinturas, desenhos, grafismos, artesanato e expressão plástica, escritos, danças dramáticas, audiovisual, entre outros.

Prêmio Culturas Populares – Desenvolvido pelo Ministério da Cultura por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), o prêmio tem como objetivo reconhecer a atuação de mestres, grupos e comunidades responsáveis por iniciativas exemplares que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras. O edital, que tem inscrições abertas até 5 de julho, receberá propostas de projetos que desenvolvam atividades de difusão e práticas de expressões populares em processo de esquecimento.

A edição de 2013 homenageará o ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, nascido em São Paulo em 9 de abril de 1912. Serão premiados 350 participantes, divididos em 170 na categoria Mestres, 170 nas categorias Grupo/comunidade formal e informal e 10 para “Mestres In Memoriam”, como reconhecimento ao legado de valorização da arte e da cultura brasileira.

 

Informações para a imprensa

Mara Karina Silva

Assessora de Comunicação da Fundação Cultural Palmares

mara.silva@palmares.gov.br

Tel: (61) 3424.0165/9831.0215

 

 

 

Cultura e Acessibilidade

Cultura e Acessibilidade – 1º Encontro Baiano sobre acessibilidade – Dias 24 e 25 de outubro – Entrada Franca | Palestra – Dia 22/10

1º Encontro Baiano para espaços museais e instituições socioculturais na perspectiva da acessibilidade.
Dias 24 e 25 de outubro de 2012 no Museu Carlos Costa Pinto – Entrada FrancaInscrição através do e-mail: cultural@museucostapinto.com.br – Vagas Limitadas | Será fornecido certificado
Realização – Museu Carlos Costa Pinto | Apoio Financeiro – Fundo de Cultura, Secretaria da Cultura e Fazenda, Governo do Estado da Bahia.Apoio Institucional – Arcca e Prefeitura Municipal de Salvador, Dimus, Ipac.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24/10

8 às 9h00 – Credenciamento9 às 10h00 – Mesa de abertura – 1 representante da Secretaria de Justiça, Bárbara Carvalho dos Santos (MCCP), Profa. Maria Célia T. Moura Santos (DIMUS), 1 representante SETAD, Ednilson Sacramento (Conselho Municipal da pessoa com deficiência) e Dra. Nidalva Brito (Ministério Público)10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h30 – Mesa Acessibilidade em ambientes culturais: experiências locais, com instituições culturais do Corredor da Vitória. Mediador: Moari Castro12h30 às 14h00 – Intervalo para almoço14h às 15h00 – Mesa sobre Legislação e cidadania – Dra. Nidalva Brito (Ministério Público), Dr. Manoel Jorge Silva Neto (Ministério Público do Trabalho) e mediador: Lívia (Ednilson)15h00 às 15h30 – Intervalo15h30 às 17h00 – Mesa sobre Recursos de Acessibilidade – Humberto Pires, Eliana Franco,  mediador: Ednilson

Dia 25/10

8h30 às 10h00 – Mesa sobre barreiras físicas – Islândia (VIDA BRASIL), Raimundo Nonato (Fundação Mário Leal Ferreira), mediação: Ninfa Cunha10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h00 – Mesa sobre barreiras atitudinais – Mariene Maciel; Silvia Regina Costa Martins (COMPED), Diego Almeida (Revista EXISTO), mediação: Antonio Carlos Barbosa12h00 às 14h00 – Intervalo almoço14h00 – 16h00 – Grupos de trabalho setoriais para formulação de ações16h00 às 18h00 – Apresentação das propostas e ações

LOCAL: MUSEU CARLOS COSTA PINTO – AUDITÓRIO

Av. Sete de Setembro, 2490 – Corredor da Vitória – Salvador – Ba

 

Museu Carlos Costa Pinto museuccp@gmail.com

FCP promove a exposição “Arte e Cultura Africana”

Com abertura agendada para a próxima segunda-feira (27), às 17h30, a exposição Arte e Cultura Africana traz 130 peças, entre artefatos, quadros, móveis e esculturas do acervo de 19 embaixadas do Continente Africano no Brasil. A mostra, que também marca o 24º aniversário da FCP, é um dos eventos da instituição na preparação da Década dos Povos Afrodescendentes, que terá início em dezembro deste ano, conforme Resolução Organização das Nações Unidas (ONU). Até o dia 6 de setembro, as obras podem ser vistas no Salão Negro do Ministério da Justiça.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, a mostra consegue reunir o encanto e a criatividade da cultura africana. “A exposição fará com que a distância física imposta pelo Atlântico seja superada, aproximando assim as identidades que valorizam as culturas brasileira e africana”, afirma, “Com certeza, os visitantes vão ficar maravilhados”, garante.

O curador da exposição, Carlos Eduardo Trindade, explica que a exposição levará o público a um passeio panorâmico sobre as bases constitutivas da vida comunitária, do trabalho, do lazer, das relações familiares, da religiosidade e do cotidiano dos vários povos que formam a África. “A heterogeneidade das práticas culturais existentes em solo africano é marcante e, talvez, a principal contribuição ofertada pelos seus habitantes à humanidade”, conta.

A exposição Arte e Cultura Africana foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Palmares e contará com peças que retratam a cultura de África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Burkina Faso, Botsuana, Cabo Verde, Cameroun, Etiópia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Sudão, Zâmbia e Zimbábue.

Arte africana – A arte africana reproduz os usos e costumes dos povos africanos. Nas pinturas, como nas esculturas, a caracterização da figura humana mostra uma preocupação com os valores morais e religiosos. A escultura, forma de arte muito usada pelos artistas africanos, utiliza-se de ouro, bronze e marfim como matérias primas. As máscaras são as mais conhecidas da plástica africana e constituem uma síntese dos vários elementos simbólicos. São confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira.

 

Serviço

Exposição Arte e Cultura Africana

Onde: Salão Negro do Ministério da Justiça – Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Edifício Sede

Quando: De 27 de agosto a 6 de setembro de 2012

Visitação: Segunda à sexta-feira, das 9h às 18h – Entrada franca

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

FCP coordenará programa de cooperação internacional Conexão Brasil-África

A Fundação Cultural Palmares (FCP) é o órgão do governo federal que coordenará a construção de uma proposta de Programa de Cooperação Internacional voltada para a cultura africana denominada Conexão Brasil-África.

A proposta contemplará ações do Plano Plurianual como capacitação, pesquisa e educação, ciência e tecnologia, difusão cultural e formação profissional de agentes culturais.

O Plano Plurianual – previsto no artigo 165 da Constituição Federal estabelece as medidas, gastos e objetivos a serem seguidos pelo Governo Federal, Estadual ou Municipal ao longo de um período de quatro anos.

Para Daniel Brasil, da Assessoria Internacional da FCP, a iniciativa servirá para fomentar o potencial estratégico de base africana e afrodescendente como forma de apoiar processos de desenvolvimento nos países africanos, latino-americanos e Brasil por meio da cooperação internacional. “A ação certamente apoiará a capacitação de agentes culturais a partir do intercâmbio com base na experiência brasileira e sua diversidade.”

A iniciativa faz parte de uma ação prioritária do Ministério da Cultura. A previsão é que até o final de 2012 o trabalho final seja apresentado à presidenta Dilma Rousseff e as atividades iniciadas em 2013.

 

Criada em 1988, a Fundação Cultural Palmares é uma instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura que tem a finalidade de promover e preservar a cultura afro-brasileira. Preocupada com a igualdade racial e com a valorização das manifestações de matriz africana, a Palmares formula e implanta políticas públicas que potencializam a participação da população negra brasileira nos processos de desenvolvimento do País.

Fruto do movimento negro brasileiro, a Fundação Cultural Palmares foi o primeiro órgão federal criado para promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra. Em seu planejamento estratégico, a instituição reconhece como valores fundamentais:

COMPROMETIMENTO com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura negra;
CIDADANIA no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais;
DIVERSIDADE, no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro.

 

http://www.palmares.gov.br

Artistas baianos levam capoeira e chorinho ao Himalaia

Seis artistas baianos estão levando expressões da mais autêntica cultura brasileira para o Himalaia.

O grupo formado pelo músico e integrante do Madrigal da UFBA Lula Gazineo (violonista do grupo Mandaia), pela bailarina e coreógrafa Isabela Saffe e pelos capoeiristas Mestre Santa Rosa e Glauber Santos vai apresentar o espetáculo “Capoeira Chorada” no Festival de Dussehra e em outras quatro cidades do Himachal Pradesh, ao norte da Índia.

A primeira apresentação no domingo, dia 9, foi em Naggar, durante evento do International Roerich Memorial Trust – IRMT celebrando o aniversário de nascimento do artista e filósofo russo Nicholas Roerich, que deixou um valioso legado cultural. A turnê segue dia 11, com uma apresentação no Festival de Dussehra, um dos mais importantes da região e que reúne cerca de seis mil pessoas.

O espetáculo integra o Projeto de Intercâmbio Cultural “Brasil: muitas raízes, um legado de Paz”, proposto pelo Instituto Roerich da Paz e da Cultura do Brasil (com sede em Salvador) e selecionado pelo Edital de Intercâmbio Cultural do Ministério da Cultura. ‘Esta será a primeira vez que a cultura brasileira vai àquela parte do mundo’, diz Raimundo Santos, presidente do Instituto Roerich da Paz e da Cultura do Brasil.

Andréa Ruf, assessora de Relações Internacionais da mesma instituição lembra que a presença da cultura brasileira no Himachal Pradesh tem características singualres: “Com um ar quase que profético, Nicholas Roerich, no início do século passado, já dizia: as artes unirão a humanidade. No Vale dos Deuses, assim como é chamado o Vale de Kullu, Naggar, nas escrituras Tibetanas e Hindus, a herança ancestral dos Mahatmas se encontrara com a Velha Bahia, tão rica e bela. Será’ o casamento de um povo em comunhão com o sagrado com outro povo também em comunhão com o sagrado”.

Capoeira Chorada

Ao som do violão, flauta, berimbau, voz, palma e pandeiro, o Projeto de Intercambio Cultural – Brasil, várias raízes, um legado de Paz achará o ponto de convergência dessa união. Capoeira de Angola é’ a certeza do golpe com o bailar. O corpo inteiro esta presente desenvolvendo a sua performance em todos os níveis . Um acordo entre os capoeiristas em comunhão com o toque do instrumento. O Choro nasceu entre os ritmos europeus e africanos no solo musical brasileiro, cuja diversidade e’ a característica predominante. “Capoeira Chorada” reúne essas expressões através da Arte e da Cultura. Também integra o grupo patrocinado pelo Ministério da Cultura os músicos Luis Codes (flauta) e Átila Coutinho (percussão).

SID – Planos Setoriais de Cultura

SID/MinC divulga Planos Setoriais para as culturas populares e indígenas

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), divulgou nesta terça-feira, 28 de dezembro, o Plano Setorial para as Culturas Populares e o Plano Setorial para as Culturas Indígenas. Os instrumentos integram o primeiro Plano Nacional de Cultura, sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2 de dezembro de 2010.

“Estes Planos são frutos da decisão do Ministério da Cultura de valorizar as culturas populares e indígenas brasileiras como pilares para a formação da identidade e diversidade cultural do país”, declarou o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula.

Para Américo, o Plano Setorial para as Culturas Indígenas estabelece uma política de Estado decenal que contribuirá para a “proteção e promoção das culturas indígenas, por meio de programas, entre outras ações, que permitam fomentar a transmissão de saberes, a manutenção da cultura e a difusão para a sociedade”.

Já o Plano Setorial para as Culturas Populares trará, segundo o secretário da SID, as diretrizes priorizadas e sistematizadas nestas duas gestões do governo Lula. “Mapear as manifestações, cadeias produtivas das festas, fomentar a manutenção das manifestações e incluir os mestres da tradição nos processos de ensino formais e informais”.

Os Planos Setoriais são resultado de compromissos pactuados com estes dois segmentos em diversos momentos de diálogo com o Ministério da Cultura, como os dois Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares (2005 e 2006) e as duas Conferências Nacionais de Cultura (2005 e 2010).

O Ministério da Cultura trabalhou com a dimensão cidadã da cultura – além das dimensões simbólica e econômica – e chamou para si uma tarefa que vai além do simples reconhecimento dos direitos cidadãos dos mestres, mestras e demais praticantes de culturas populares, bem como dos povos indígenas. Promoveu o protagonismo destes setores no que diz respeito à discussão, elaboração e acompanhamento das políticas públicas de cultura, permitindo a organização e amadurecimento dos segmentos.

Atualmente, representantes dos povos indígenas e das culturas populares possuem lugar no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e um Colegiado Setorial específico, encarregado de subsidiar a participação dos segmentos no Conselho, bem como de elaborar e acompanhar a implementação destes Planos Setoriais.

Plano Nacional de Cultura

O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.

As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas. Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Pelo projeto, o governo federal terá 180 dias para definir metas para atingir esses objetivos, que serão medidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), já em implantação no Ministério da Cultura.

Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão um ano para elaborar seu respectivo plano decenal, a partir da data de adesão voluntária ao PNC. Para isso poderão contar com assistência do MinC.

Nos links abaixo é possível acessar, na íntegra, os planos:

Plano Setorial para as Culturas Populares

Plano Setorial para as Culturas Indígenas

Os arquivos podem ser vistos, ainda, em iPaper na página eletrônica da SID/MinC.

http://www.cultura.gov.br

(Texto: Sheila Rezende, SID/MinC)
(Fotos: Juvenal Pereira e Rafael Cavalcante)

Esclarecimentos: Programa Pró-Capoeira – IPHAN

Em resposta ao e-mail recebido de Natália Brayner, Técnica do Departamento do Patimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN:

Prezados,

O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira, coordenado por este Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN, solicita espaço de resposta ao texto “Uma Lei Orgânica para a Capoeira“, publicado portal da capoeira em 13 de outubro de 2010, pois o IPHAN e o Ministério da Cultura foram mencionados no referido artigo com relação à condução do Programa Pró-Capoeira ao qual atribuiram-se diretrizes de atuação que não correspondem à proposta do programa.  Enviamos um  esclarecimentos sobre o Programa Pró-Capoeira e sobre os resultados do encontro realizado em Recife entre os dia 8 e 9 de setembro de 2010.

Atenciosamente,

Natália Brayner
Técnica
Departamento do Patimônio Imaterial
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN

 

Prezados Capoeiras,

O Iphan esclarece ao público que o Programa Pró-Capoeira, ao contrário do que é afirmado, equivocadamente, em alguns fóruns de discussão, não é orientado pela “bandeira da capoeira como processo exclusivamente desporto-competitivo-olímpico” , tal como mencionado Prezados,

Cabe ao Iphan informar que o tema foi apresentado por um dos vários segmentos do universo da capoeira em um encontro promovido pelo Programa Pró-Capoeira; e foi divulgado pelo Iphan como uma sugestão a ser discutida pelos vários segmentos no processo de mobilização social promovido pelo Programa. O fato de o tema ter sido levantado e apresentado não significa que será encaminhado enquanto política do Estado, pois ainda há muito que discutir e debater.

Nesse sentido cabe também esclarecer o que vem a ser o Programa Pró-Capoeira:

A possibilidade de fazer política pública em prol da capoeira no Instituto do Patrimônio HIstórico e Artístico Nacional (Iphan) é muito recente; só começou efetivamente em 2008, quando a roda e o ofício dos mestres de capoeira foram registrados como patrimônio cultural do Brasil. Desde então, se faz necessária uma política de salvaguarda para estes bens culturais que seja mobilizadora, participativa e inclusiva.

Desde que as tradições da roda e o ofício dos mestres foram registrados como patrimônio cultural do país, a capoeira passou a ser interesse de política de patrimônio de Estado, e não apenas objeto de políticas de governos, as quais, usualmente, constituem-se por programas e ações passageiros e pontuais Assim, de agora em diante pode haver vários programas de governos diferentes, com nomes diferentes, mas que deverão ser pautados por diretrizes estratégicas comuns que visem a continuidade da ação do Estado em prol da capoeira, em especial no que se refere à salvaguarda dos aspectos tradicionais da capoeira reconhecidos e registrados como patrimônio cultural nacional.

Para estabelecer as bases para uma política participativa neste campo, o Ministério da Cultura criou o Programa Pró-Capoeira e instituiu o Grupo de Trabalho Pró-Capoeira (GTPC) para implementá-lo.

A primeira providência, por parte do GTPC, foi observar as demandas apontadas nas recomendações de salvaguarda levantadas durante o processo de registro e buscar os encaminhamentos, como a interlocução com o Ministério da Previdência, da Educação, e outras providências. Também foram avaliadas criticamente as experiências de políticas na área com vistas ao aperfeiçoamento. E foi observada a necessidade de conhecer mais e promover a mobilização e organização da demanda dessa base social tão diversa e complexa como é a da capoeira.

Assim, num primeiro momento, foi implementado e amplamente divulgado o Cadastro Nacional da Capoeira (CNC) para coleta e atualização de dados relativos à capoeira. Estas e outras fontes de verificação, como cadastros de pontos de cultura, pesquisas acadêmicas, cadastros de editais do MinC foram utilizadas para identificação das referências deste universo cultural. Em seguida, foram idealizados os encontros Pró-capoeira como uma forma de proporcionar aos mestres de capoeira de todas as regiões do país um espaço de fala sobre as recomendações de salvaguarda apontadas durante o processo de registro da roda e do ofício dos mestres como patrimônio cultural e sobre outras demandas importantes do campo, sempre na perspectiva de construção de uma política pública de Estado para a salvaguarda destas tradições culturais. Com os contingenciamentos orçamentários, contudo, só foi possível planejar para este ano de 2010 três encontros regionais condensados. Ficando indicado e planejado um encontro nacional para o próximo ano.

Com as dimensões continentais de nosso país, milhares de capoeiras praticando neste território e para além dele e com as diversas tendências, correntes e segmentos deste universo, a implementação das bases de uma política participativa é bastante complexa. Necessariamente terá acertos e problemas, levando algum tempo para alcançar o consenso fundamental necessário ao seu bom funcionamento. A participação presencial de todos os mestres de capoeira do país nestes encontros mostrou-se tarefa irrealizável frente ao tempo e os recursos disponíveis para a condução deste processo.

Um dos encaminhamentos dados para o enfrentamento destes desafios passou pela realização de uma chamada pública de currículos para especialistas em capoeira de todas as regiões do país com vistas a ajudarem na identificação dos os mestres e mestras que são referenciais importantes para diversidade de tendências da capoeira; na organização dos encontros mediando os grupos de trabalho, sistematizando resultados, elaborando relatórios e outras providências. Um dos critérios importantes nesta seleção foi a necessidade de curso superior, já que estes consultores estão encarregados de elaborar textos referenciais, sistematizar os resultados e produzir os relatórios de cada encontro, com conhecimento do campo, de forma a orientar o GTPC na escolha dos convidados dos encontros. Convém atentar para o fato de que é vedada por lei a contratação de servidores públicos, o que impediu a seleção de capoeiras professores e pesquisadores de universidades públicas ou que exercem outras funções no poder público.

Os critérios de seleção para definição dos mestres e mestras convidados participar de cada encontro foram elaborados a partir dos resultados da sistematização de dados obtidos nos cadastros realizados pelo Ministério da Cultura no âmbito do Capoeira Viva, do Programa dos Pontos de Cultura e do próprio Pró-Capoeira. Esta sistematização também incorporou dados de pesquisas acadêmicas e da pesquisa realizada para registro da roda e do ofício de mestre de capoeira como patrimônio cultural do Brasil. Mais uma vez, ressaltamos que seria inviável, convidar todos os mestres de capoeira do país, e os critérios de representação para participação nos encontros são baseados na importância tácita e inquestionável da pessoa convidada, no tempo de atuação, no reconhecimento coletivo, na importância como formadora e transmissora de saberes e, ainda, no seu gênero. Também se procurou a garantir a representatividade dos vários segmentos praticantes da capoeira.

O primeiro encontro foi realizado em Recife no período de 8 a 9 de setembro deste ano. Além da divulgação das diretrizes conceituais do Programa através de palestras iniciais, os mestres e mestras presentes estiveram reunidos em grupos de trabalho com o objetivo de identificar situações-problema enfrentadas pelos capoeiristas em diferentes áreas temáticas e discutir possíveis sugestões de solução para as questões identificadas. Em todos os grupos estiveram em diálogo os pensamentos e posicionamentos de várias correntes e tendências ali representadas. A questão da capoeira como desporto olímpico surgiu no GT que tratou do tema Capoeira e Esporte, como uma situação-problema a ser enfrentada pelos capoeiristas e que precisa ser melhor debatida a partir de posicionamentos melhor informados sobre o assunto. O GT apresentou algumas sugestões para o enfrentamento desta questão, dentre outras, por exemplo, foi aventada a possibilidade de a capoeira agregar especializações como acontece em outras áreas e esportes: capoeira desportiva, capoeira cultural, etc. Além disso, ainda com relação a questões mais amplas relativas ao tema Capoeira e Esporte, foi reforçada a importância da presença de técnicos do Ministério dos Esportes nos encontros do Pró-Capoeira. Ressaltamos que todas e quaisquer sugestões dadas por segmentos do universo da capoeira nos encontros não se tornam automaticamente diretrizes do Programa. Significa apenas que demandas foram mapeadas e que serão postas em discussão nos encontros posteriores e no Encontro Nacional, previsto para 2011, em Salvador. Os temas e proposições levantados nos encontros de certo mostrarão a diversidade de tendências e interesses do campo da capoeira, alguns em maior ou menor grau de consenso ou conflito.

Este trabalho está começando e esperamos poder contar com a participação construtiva de todos os segmentos deste universo. Entendemos a enorme expectativa dos capoeiras, mas é preciso que todos entendam que uma política pública dessas dimensões só pode ser implementada com cautela, espírito crítico sim, mas com a perspectiva concreta de entendimento entre os segmentos envolvidos e o Estado. Além disto, estas iniciativas não invalidam outras que já estejam em andamento no que se refere à construção de uma legislação específica voltada ao campo da capoeira. Entendemos inclusive que os resultados dos encontro nacional do Pró-Capoeira podem e devem ser encaminhados à Frente Parlamentar da Capoeira e que articulações com este e outros grupos, pessoas e instituições que atuam em prol da capoeira serão necessárias e importantes para a consolidação de políticas de Estado. O universo em questão é vasto e o objetivo do Ministério da Cultura é chegar a todas as pessoas e a todos os espaços onde a capoeira é praticada.

 

Brasília, 19/10/2010

 

Grupo de Trabalho do Pró-Capoeira-GTPC

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN

Aconteceu: Seminário Regional de Capoeira na Casa da Cultura da Baixada

Também foi lançada uma revista que conta a história da capoeira na Baixada

A organização não-governamental Casa da Cultura da Baixada promove nos dias 11 e 12 de setembro, das 9h às 14h, o primeiro Seminário Regional de Capoeira da Baixada Fluminense.

O evento que conta com o apoio da ActionAid Brasil e da Fundação Cultural Palmares, pretende resgatar e fortalecer a prática da capoeira, e fomentar o debate sobre a importância de investimentos do poder público no setor, além da utilização da luta nas políticas públicas de cultura e educação.

Na ocasião, estarão presentes mestres de capoeira, representantes do Ministério da Cultura, da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria Estadual de Cultura, das Secretarias Municipais de Cultura da Baixada, e da Federação de Capoeira do Estado do Rio.

Publicação relembra trajetória da capoeira

No sábado, além do seminário, a ong vai lançar a “Revista Capoeira – Resistência da Cultura Afro-Brasileira na Baixada Fluminense”, que conta a história social da capoeira na região da Baixada Fluminense. A intenção é dar voz aos mestres, relembrando histórias, cantigas, mitos, lendas e verdades sobre essa importante manifestação cultural do povo negro. A capoeira tem uma história riquíssima, passando por várias fases: resistência, perseguições, manifestação cultural, celebrações, esporte, dança e luta.

A Casa da Cultura fica na Rua Machado de Assis, 12 – Praça da Bandeira, São João de Meriti. Informações podem ser obtidas através dos telefones 2751-8112 / 2751-5825.

Serviço:

Seminário Regional de Capoeira Angola

Dias: 11 e 12 de setembro

Horário: Das 9h às 14h

Local: Rua Machado de Assis, 12 – Praça da Bandeira, São João de Meriti

Informações: 2751-8112 / 2751-5825

Programação:

Sábado, 11 de setembro.

9h – Mesa de abertura

Apresentação do Balé Afro Contemporâneo

Sandro Matos – Prefeito de São João de Meriti

Antônio Carlos Titinho – Presidente da Câmara de Vereadores de São João de Meriti

Adair Rocha – Representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro

Zulu Araújo – Presidente da Fundação Cultural Palmares

Mestre Ninguém – Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro

Lançamento da Revista Capoeira – Resistência da Cultura Afro-Brasileira na Baixada Fluminense

10h – Mesa: A capoeira nas políticas públicas de cultura e educação

Ecio Salles – Secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu

Jonathas Bragança Quintanilha – Secretário de Cultura de Queimados

Alcemir Tebaldi Junior – Secretário de Cultura, Esporte e Lazer de São João de Meriti

Augusto Vargas – Secretário de Cultura e Turismo de Nilópolis

Adair Rocha – Representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro

Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Mestre Magal – Capoeirista

12h30 – Almoço

14h – Exibição do filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff

Domingo, 12 de setembro.

9h – Mesa: A difusão da capoeira na Baixada Fluminense

Ligas de capoeira

Federação de Capoeira da Baixada

10h30 – Homenagem da Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Direitos Humanos

Homenagem aos mestres e contra-mestres de capoeira

11h30 – Roda de capoeira

Fonte: http://noticias.sitedabaixada.com.br/

Pró Capoeira – Programa Nacional de Salvaguar e Incentivo à Capoeira do Ministério da Cultura

Os trabalhos pelo fortalecimento das práticas da capoeira como um bem cultural brasileiro, desenvolvidos pelo GTPC (Grupo de Trabalho Pró-Capoeira), chegam a uma nova etapa com a confirmação de três encontros.

As inscrições para o primeiro encontro, realizado em Recife de 08 a 10 de setembro, já estão abertas e vão até 31 de agosto no site Encontros Pró-Capoeira.

Dentre os inscritos serão selecionados 150 participantes e 100 observadores. Os nomes dos selecionados serão divulgados em 02 de setembro.

Também já estão marcados encontros em Brasília, de 28 a 30 de setembro, e no Rio de Janeiro, de 27 a 29 de outubro.

Os encontros deverão reunir representantes do poder público e de vários segmentos sociais do universo da capoeira com o objetivo de discutir e organizar as demandas e ações a serem consideradas na formulação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira, o Pró-Capoeira.

O GTPC, responsável pelos encontros, é coordenado pelo IPHAN e formado por representantes da Fundação Palmares e pelas Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.

A programação do encontro e mais informações podem ser consultadas no site Encontros Pró-Capoeira.

Convite Encontro em Recife PRO-CAPOEIRA

Prezados,

É com satisfação que informamos que o Pró Capoeira – Programa Nacional de Salvaguar e Incentivo à Capoeira do Ministério da Cultura estará realizando dos dias 8 a 10 de setembro de 2010, na cidade de Recife, um encontro regional para promover um debate construtivo acerca de relevantes temas envolvendo a capoeira.

Assim sendo, encaminho em anexo, convite  a Vossa Senhoria pois sua presença é muito importante.

Att,

Gisela Pelegrinelli
INTERCULT

 

Fontes: http://capoeiradevenus.blogspot.com/ – http://www.encontrosprocapoeira.org.br