Blog

museu

Vendo Artigos etiquetados em: museu

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Velho ônibus escolar roda pelo Brasil divulgando a arte marcial brasileira criada pelos escravos

Pilotado por Mestre 90, o museu itinerante tem até navalha de Cintura Fina

 
Nesta grande roda da capoeiragem… neste mundo de meu Deus… cada qual é como cada qual… assim é Mestre 90 e seu #balaiodacapoeira!!!

 

No começo dos anos 1970, época de sua fabricação, ele fazia a linha Centro-Carrefour Contagem. Na década seguinte, passou a servir ao transporte escolar e circulava pelos bairros da Região Oeste de Belo Horizonte – Grajaú, Gutierrez e Barroca. Por volta de 2003, assumiu função inusitada: virou museu, viajando para vários cantos de Minas Gerais e para fora do estado. Estamos falando de um ônibus Mercedes-Benz de 1972 – apelido “Dino”, alusão aos dinossauros. “Com mais de 40 anos, ele roda que é uma beleza. Tudo é original de fábrica. Precisa ver que maravilha é o motor”, celebra o proprietário do “balaio”, Rudney Ribeiro Carias, de 61 anos, o Mestre 90, um dos ícones da capoeira em Minas Gerais.

Capoeirista desde menino, ao longo dos anos Mestre 90 foi acumulando não só conhecimento, mas milhares de objetos relacionados à arte, que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. “A maioria de nós só se preocupava em jogar. Eu não. Jogava e guardava qualquer coisa ligada à capoeira, porque sempre fui muito organizado. Daí a ideia de criar um museu. Hoje, tenho cerca de 4 mil itens no meu acervo. O interessante é que fui criando a consciência nas pessoas de guardar coisas ligadas a essa manifestação. Muitos dos meus companheiros fornecem material para o museu”, ressalta.

O acervo conta com livros, revistas, quadros, fotos, discos, berimbaus e outros instrumentos, além de armas usadas nas rodas. Uma delas é a navalha que pertenceu ao travesti Cintura Fina, mito da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950. Ficou famoso pelas brigas, era temido pela destreza com que manejava a navalha, sempre amarrada a um cordão. “Ele foi muito valente, mas a gente não tem provas de que foi capoeirista. Porém, o Cintura faz parte da história das rodas e das lutas da cidade”, explica Mestre 90.

Depois de se aposentar como motorista, ele decidiu aproveitar o veículo escolar com o qual ganhava a vida para preservar a história da capoeira. “Já que as pessoas não vão muito a museu, decidi levar o museu até elas. Nunca ganhei nada com a capoeira. Pelo contrário: sempre gastei muito (risos). Mas não me arrependo e daí a ideia de criar esse espaço”, destaca Mestre 90, que conta com a colaboração dos mestres Gaio, Luiz Amarante (Mineiro) e Toninho Cavalieri.

Sempre que é convidado para algum evento, o capoeirista leva o ônibus. Quando o “busão” chega, vira festa. “Ele é uma grande novidade. As pessoas, sobretudo a criançada, ficam fascinadas. O comentário que mais ouço é: nossa, não sabia que a capoeira tinha tanta coisa e tanta história”, repara.

 

 

A divulgação da iniciativa tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2012, a pedido dos mestres, o historiador, documentarista e videomaker Daniel Porto elaborou o projeto Museu Itinerante Balaio da Capoeira, contemplado no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Daniel participa da Rede Catitu Cultural, associação em defesa de artistas e mestres populares voltada para conhecimentos tradicionais e étnicos.

“Recebemos recursos para fazer toda a catalogação e identificação do material, realizamos um documentário e agora aguardamos para reformar o ônibus e inaugurá-lo oficialmente junto ao Iphan. Vai deixar de ser o ônibus do 90 e se transformar num museu de verdade, com sustentabilidade. Vai sair por aí visitando escolas e instituições, cair na estrada mesmo. A expectativa é de que isso ocorra este ano”, afirma Daniel Porto. O Iphan informa que tem interesse em concretizar a iniciativa e aguarda alguns trâmites burocráticos para viabilizá-la. Porém, não há data definida.

Museu Itinerante Balaio da Capoeira Cidadania Curiosidades Portal Capoeira 1

“Mestre 90 fez algo fantástico. Se você não contar a sua própria história e a história do seu grupo, ninguém vai contá-la. Se você não se organizar para resguardar sua memória, ninguém fará isso. Daí a importância de um projeto como este”, conclui Daniel Porto.

MUSEU DA CAPOEIRA
Visitas agendadas e informações: (31) 99997-69473.

 

Jornalista lança livros de capoeira no Museu Capixaba

Uma das obras instrumentaliza a capoeira na luta contra as drogas. Outra obra conta em 4 idiomas a história da capoeira no Brasil

O jornalista e mestre em Educação Mano Lima lança no dia 22 de janeiro, a partir das dezoito horas, no Museu Capixaba, o livro SEJA UM CRAQUE SEM PEDRA (a capoeira que dá rasteira nas drogas).

O evento é uma promoção da Federação de Capoeira do Espírito Santo, com o apoio da prefeitura municipal de Vitória.

Mano Lima é historiador e autor de outros livros, como o DICIONÁRIO DE CAPOEIRA, A GINGA DOS MAIS VIVIDOS (capoeira na terceira idade) e e “EU, VOCÊ E A CAPOEIRA”, que conta a historia da escravidao no Brasil e da capoeira, e foi editado em português, inglês, francês e espanhol.

Os livros do escritor já foram lançados em três continentes (Europa, Asisa e América) e em paises como Espanha, Holanda, Alemanha, Belgica, França, Portugal, Paraguai e Cabo Verde.

Além de escritor, o autor é diretor de jornalismo da TV Portal Capoeira e colaborador no mesmo site.

 

Serviço: O escritor está à disposição de outros grupos de capoeira para dar palestras e fazer o lançamento do seu livro. Para receber o livro, via correio, ou convidar o escritor para eventos de capoeira, no Brasil, ou exterior, os interessados podem fazer contato direto com o mesmo, nos telefones (61) 8101 0915 e (61) 9190 4256, ou no e-mail dicionariocapoeira@gmail.com.

Aguardo seu contato.
MANO LIMA    Jornalista(61) 9190 4256      OI (61) 8101 0915      TIM(27)30192707

fecaes
(27)99825 0727 VIVO CABRAL
(27)98147 6343  VIVO  CABRAL
(27)99234 3490  secretaria da fecaes

Livro Jogo de Discursos é lançado em Pernambuco e Minas Gerais

O livro Jogo de Discursos: A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana, de autoria do jornalista e capoeirista Paulo Magalhães, terá dois lançamentos nacionais neste mês de maio.

No dia 18, sábado, a partir das 19:00, o lançamento será em Olinda (PE), no 1º Encontro da ACANNE Pernambuco. Realizado nos dias 17, 18 e 19 pela Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro, no Espaço Alternativo, o evento contará com oficinas do Mestre Renê Bitencourt (BA) e rodas de capoeira angola. O evento é organizado pelos capoeiristas Eduardo Ramos (Baygon) e Marco Antônio (Baixinho), e constitui um marco na articulação de mais uma linhagem angoleira no estado de Pernambuco.

No sábado seguinte, dia 25, a partir das 14:00, o lançamento ocorrerá na Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa (MG), durante X Encontro de Culturas de Raiz – Lapinha Museu Vivo. Em seguida, haverá a mesa redonda: “Cultura de Raiz e Globalização”, com a participação dos mestres Zé do Lenço (BA), Dunga (MG) e Ernestino (PI), representantes da velha guarda do samba, do reinado de N. Srª do Rosário, pesquisadores e representantes do poder público. O evento é organizado pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro, sob a direção do Mestre João Bosco, e a programação completa pode ser encontrada no endereço http://www.eusouangoleiro.org.br/.

O livro Jogo de Discursos: A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana trata da diversidade de concepções sobre a tradição na capoeira angola, a partir de mestres representantes de diferentes linhagens. As estratégias políticas de legitimação da capoeira angola e) as disputas em torno de sua organização ao longo da história são discutidas, utilizando fontes como jornais, observação direta e cerca de 20 entrevistas com mestres angoleiros renomados.

 

Maiores informações:

Paulo Magalhães: (71) 8741-1251 / 9273-7765

Eduardo Ramos (Olinda): (81) 9882-7467

Gercino Alves (Lagoa Santa): (31) 8561-5456

 

Serviço

 

Pernambuco:

O quê: Lançamento de Jogo de discursos: a disputa pela hegemonia na tradição da capoeira angola baiana no 1º Encontro da ACANNE

Quando: 18 de maio, a partir das 19h

Onde: Espaço Alternativo (Av. Guararapes, 847 – Jardim Atlântico – Olinda – PE)

Quanto: entrada gratuita

 

Minas Gerais:

O quê: Lançamento de Jogo de discursos: a disputa pela hegemonia na tradição da capoeira angola baiana no X Encontro de Culturas de Raiz – Lapinha Museu Vivo

Quando: 25 de maio, a partir das 14h

Onde: Museu da Lapinha (Gruta da Lapinha, acesso pelo km 44 da MG-010, direção Serra do Cipó – Lagoa Santa – MG)

Quanto: entrada gratuita

Ministra da Cultura do Brasil visita EUA para pesquisar implantação de museu de memória afro em Brasília

 

Em terreno cuja pedra fundamental foi colocada por Nelson Mandela, nos anos 90, surgirá um equipamento inovador, com intensa utilização de recursos multimídia

A ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, visitará oficialmente os Estados Unidos entre 14 e 19 de março. Passará por Washington e Nova York. Sexta-feira (15), às 12h30, atenderá jornalistas em coletiva de imprensa na embaixada brasileira (3006 Massachusetts Avenue NW, Washington, DC 20008).

O principal interesse da ministra, que na comitiva viaja com o novo presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, é estudar experiências norte-americanas bem-sucedidas na instalação de museus para criar em Brasília um Museu Nacional Afro-brasileiro de Cultura e Memória.

O terreno já existe; é cedido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) – área cuja pedra fundamental foi colocada por Nelson Mandela em sua visita ao Brasil, ainda nos anos 90. No final do ano passado, a ministra Marta Suplicy e o governador do DF, Agnelo Queiroz, assinaram termo que efetiva a doação do terreno, às margens do Lago Paranoá, à Fundação Cultural Palmares.

Inovador – O museu brasileiro contará com recursos tecnológicos que possibilitarão aos visitantes uma experiência diferenciada; intensa utilização de elementos de multimídia e ferramentas para uso de conteúdo virtual.
Dos encontros previstos nas duas cidades norte-americanas, surgirão propostas de colaboração e cooperação institucional.

Agenda – Logo na chegada ao país, dia 14, às 14h30, Marta Suplicy visitará o Museu do Holocausto.
Na sexta (15), tem entrevista com Cathy Trost, vice-presidente do Newseum. Ainda na pauta: conversar com Lonnie Bunch e a equipe criadora do Museu Nacional de História e Cultura Afroamericana. Mais tarde, a ministra participará da assinatura de acordo de cidades irmãs, entre Distrito Federal e Washington.
Sábado, de manhã, a ministra visita o Smithsonian Institute/National Museum of African Arts, onde tem compromisso com Francine Berkowitz, diretora do Office of International Relations.

Nova York – No início da semana que vem, entre os compromissos agendados, a ministra visitará o MoMA (The Museum of Modern Art), que se notabilizou por ser um espaço onde brota a criatividade. A ministra tem reunião com o curador de arte latino-americana do museu e da Bienal de São Paulo, Luis Henrique Pérez-Oramas, e com Jay Levenson, diretor de Programas Internacionais do museu . Também está no programa visitar o Schomburg Center, centro de pesquisa de cultura negra.

 noticias@palmares.gov.br

Cultura e Acessibilidade

Cultura e Acessibilidade – 1º Encontro Baiano sobre acessibilidade – Dias 24 e 25 de outubro – Entrada Franca | Palestra – Dia 22/10

1º Encontro Baiano para espaços museais e instituições socioculturais na perspectiva da acessibilidade.
Dias 24 e 25 de outubro de 2012 no Museu Carlos Costa Pinto – Entrada FrancaInscrição através do e-mail: cultural@museucostapinto.com.br – Vagas Limitadas | Será fornecido certificado
Realização – Museu Carlos Costa Pinto | Apoio Financeiro – Fundo de Cultura, Secretaria da Cultura e Fazenda, Governo do Estado da Bahia.Apoio Institucional – Arcca e Prefeitura Municipal de Salvador, Dimus, Ipac.

PROGRAMAÇÃO

Dia 24/10

8 às 9h00 – Credenciamento9 às 10h00 – Mesa de abertura – 1 representante da Secretaria de Justiça, Bárbara Carvalho dos Santos (MCCP), Profa. Maria Célia T. Moura Santos (DIMUS), 1 representante SETAD, Ednilson Sacramento (Conselho Municipal da pessoa com deficiência) e Dra. Nidalva Brito (Ministério Público)10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h30 – Mesa Acessibilidade em ambientes culturais: experiências locais, com instituições culturais do Corredor da Vitória. Mediador: Moari Castro12h30 às 14h00 – Intervalo para almoço14h às 15h00 – Mesa sobre Legislação e cidadania – Dra. Nidalva Brito (Ministério Público), Dr. Manoel Jorge Silva Neto (Ministério Público do Trabalho) e mediador: Lívia (Ednilson)15h00 às 15h30 – Intervalo15h30 às 17h00 – Mesa sobre Recursos de Acessibilidade – Humberto Pires, Eliana Franco,  mediador: Ednilson

Dia 25/10

8h30 às 10h00 – Mesa sobre barreiras físicas – Islândia (VIDA BRASIL), Raimundo Nonato (Fundação Mário Leal Ferreira), mediação: Ninfa Cunha10 às 10h30 – Intervalo10h30 às 12h00 – Mesa sobre barreiras atitudinais – Mariene Maciel; Silvia Regina Costa Martins (COMPED), Diego Almeida (Revista EXISTO), mediação: Antonio Carlos Barbosa12h00 às 14h00 – Intervalo almoço14h00 – 16h00 – Grupos de trabalho setoriais para formulação de ações16h00 às 18h00 – Apresentação das propostas e ações

LOCAL: MUSEU CARLOS COSTA PINTO – AUDITÓRIO

Av. Sete de Setembro, 2490 – Corredor da Vitória – Salvador – Ba

 

Museu Carlos Costa Pinto museuccp@gmail.com

Museu Carlos Costa Pinto: Exposições e Palestras

“As Exposições Provinciais do Império: a Bahia e as Exposições Universais (1866-1888)”

Palestrante: Profa. Ms. Cínthia da Silva Cunha, Mestre em História Social da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA.
Dia 29 de abril, das 17 às 18:30 horas | Auditório do Museu
ENTRADA FRANCA – Será fornecido certificado

Exposição

A Bahia tem … Nádia Taquary

Nascida em Salvador, atlântica, criou-se em Valença, beira de mar e rio. É de Peixes. Um ser de águas recôncavas. Seu pai, professor de educação física e ginástica olímpica de formação, também lidava com jóias. Era um fazedor de coisas, guardador e restaurador de objetos que saiam perfeitos de seu galpãooficina no fundo da casa. Nádia, a índia Taquary, de olho, pescando tudo.

Cursou letras, mas apaixonou-se pelas artes. Estudando, encontrou-se nos textos sobre cultura africana e descobriu as ‘joias de crioulas baianas’ no livro ‘Círculo das Contas’, do Museu Carlos Costa Pinto. A cada página abria-se um mundo de encantamentos, memóriasda infância, das peças dadas por seu pai, da identidade com aquela estética tão familiar.

A Bahia tem… é uma louvação à Bahia negra, misturada e rica, às águas como caminho que embalou o rico legado de nossa história. É o resultado de um encontro entre África, Europa e o novo mundo, onde a opulência e o requinte das ‘joias de crioula’ recriadas por Nádia Taquary nesta versão contemporânea, pretende aguçar sua lembrança de um belo tão intensamente nosso.

Período: 31/03 a 28/05/2011

Visitação: Segunda à Sábado, exceto terça-feira, das 14:30 às 19:00 horas.

 

O Museu Carlos Costa Pinto:

É uma instituição cultural particular, mantida através de convênio com o Governo do Estado da Bahia. Foi inaugurado em 05 de novembro de 1969. O acervo foi doado pela viúva Margarida de Carvalho Costa Pinto, para a concretização do sonho de seu marido. Criado para “conservar aspectos da antiga residência de Carlos Costa Pinto com objetos de arte colecionados por ele no século XX”, tem cada vez mais consolidado e expandido a sua função como casa de cultura, tornando-se ponto obrigatório de visitação. O acervo de arte decorativa do Museu é de coleção fechada, apresentando 3.175 peças divididas em 12 coleções: Cristal, Desenho, Diversos, Escultura, Gravura, Imaginária, Mobiliário, Ordens Honoríficas, Ourivesaria, Pintura, Porcelana e Prataria. São exemplares de várias partes do mundo, dos séculos XVII ao XX, que retratam o estilo de vida da sociedade baiana colonial, imperial e republicana. Av. Sete de Setembro, 2490 – Corredor da Vitória – Salvador – Bahia – Brasil Tel.: (71) 3336-6081 museuccp@gmail.com www.museucostapinto.com.br

Nádia Taquary expõe “A Bahia tem…” no Museu Costa Pinto

Mostra de colares-escultura da linha Olorum Bamim começa na quinta (31/03)

De 31/03 a 30/04, a artista plástica baiana Nádia Taquary vai expor no Museu Carlos Costa Pinto (Salvador) algumas das obras da sua linha de colares-decorativos Olorum Bamim (proteção do Deus Maior, em iorubá). Na exposição, que se chama “A Bahia tem…”, Nádia promove um diálogo entre o acervo de jóias de crioulas do museu e seus colares-escultura, que chegam a ter até 75 metros de cordas e misturam ouro, prata, cobre, madeira, contas africanas, figas e balangandans. “É uma grande alegria fazer a interface do meu trabalho com uma das fontes de inspiração dele, dentro do próprio Costa Pinto, que foi o ambiente de nascimento conceitual”, conta a artista.

O mote da mostra veio da música “O que é que a baiana tem?”, de Dorival Caymmi (gravada por Carmem Miranda), na qual se fala das jóias, balangandans e vestimentas das mulheres negras da Bahia no começo do século. A artista uniu o tema ao conceito da linha Olorum Bamim e fez as obras, que contemplam colares com formas diversas: abertos, fechados, com múltiplas pontas, balangandans e com figas.

Olorum Bamim – O nome, elaborado com sugestões do artista plástico Mestre Didi e de Adbié (alabé do terreiro de candomblé Ilê Axé Opó Afonjá e amigo de Nádia), significa proteção do Deus maior, em Iorubá. O projeto teve origem numa pesquisa de pós-graduação da artista plástica sobre as jóias que as crioulas usavam no Brasil durante o período colonial. “Fiquei fascinada com a exuberância do encontro dos três mundos (Europa, África e Brasil) e da forma como isso refletia nos adereços daquelas mulheres”, conta Nádia, que também se inspirou no livro “O círculo das contas”, da historiadora e museóloga Solange Godoy, feito para o Museu Carlos CostaPinto (BA). O livro explica como as jóias de crioulas chegaram a Salvador e ao recôncavo baiano. “Um povo que não se olha e que não se reconhece, empobrece; pois, nada do que possui é verdadeiramente seu”, arremata a artista.


Realização: Olorum Bamim. Apoio cultural: TAG Arts, Museu Carlos Costa Pinto, Solisluna Design, Xarmonix e Jornal Bahia Negócios

 

SERVIÇO:

Exposição “A Bahia tem…”

Período: 31/03 a 30/04;Local: Museu Carlos Costa Pinto (Corredor da Vitória); Visitação: segunda a sábado, exceto terça e feriado. Das 14h30 às 19h; Mais informações: 3336-7034; Realização: Olorum Bamim, com apoio cultural da TAG Arts, Museu Carlos Costa Pinto, Solisluna, Xarmonix e Jornal Bahia Negócios.

* Victor Villarpando  71 8867.6107 | 71 7813.8814

Capoeira no Acervo do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia

Caros amigos e colegas,
O museu etnográfico Helinä Rautavaara em Finlândia acabou de disponibilizar uma parte do arquivo fotográfico dele no portal do Instituto Nacional das Antiguidades da Finlândia. A coleção consiste em milhares de fotos sobre o candomblé, capoeira e a cultura afro-brasileira e brasileira em geral tiradas por a Helinä Rautavaara nos anos 1960 e 1970 em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Por décadas essas fotos se encontraram guardados no acervo do museu na Finlândia com difícil acesso ao público, então é com grande prazer que agora divulgo o link da coleção online à vocês:

As fotos se encontram em:

Capoeira

Candomblé

Infelizmente o site não se encontra em português ainda, mas o sistema de busca é bem simples. Colocando palavras de pesquisa como candomblé ou capoeira, no campo chamado “free text search” no topo da barra ao lado esquerdo, o sistema busca todas as fotos marcadas com essas palavras chaves. Outra opção boa também é buscar só com a primeira parte da palavra terminando ela com um asterisco.

Por exemplo: capoe*

Assim o sistema busca todas as fotos marcadas com palavras chaves que começam com capoe. (Em finlândes as palavras se conjugam de várias formas. Por isso muitas vezes a busca funciona melhor desse jeito).

O site continua em construção. Ao longo do tempo o museu colocará mais fotos e informação. Eles com certeza se interessariam em qualquer comentário ou pergunta que vocês teriam sobre as fotos. A pessoa responsável no museu Helinä Rautavaara sobre o projeto de digitalização dessas fotos é Katri Hirvonen-Nurmi. O email dela é: katri.hirvonen-nurmi@helinamuseo.fi

Fonte: Teimosia

LAPINHA – Museu Vivo no mês da Abolição – Encontro de Cultura de Raiz

7º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ

Entre os dias 28 e 30 de maio acontecerá a sétima edição do Encontro de Cultura de Raiz “LAPINHA – Museu  Vivo no mês da Abolição”, no município de Lagoa Santa, região metropolitana de BH. Nestes três dias o Teatro de Arena da Praça Dr. Lund, o Areão, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Gruta da Lapinha serão cenário valorização e divulgação da Capoeira Angola e das manifestações culturais populares de raiz, como o congado, o candombe, a dança-afro e o boi da manta. O “LAPINHA Museu  Vivo no mês da Abolição” é o único evento do gênero no Estado, envolvendo mais de 300 agentes culturais da região metropolitana, com um público de mais de 1,5 mil pessoas por edição. Ele foi criado para promover para a população local o acesso à uma programação diversificada de cultura de raiz. Assim, durante os três dias do encontro, crianças e jovens de escolas públicas, e a população em geral, terão aulas gratuitas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. Anualmente o evento vem provando a importância da valorização da cultura popular e regional como um grande instrumento para a formação de cidadãos socialmente comprometidos. O encontro foi idealizado e realizado pela primeira vez em 2004 e é uma realização da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa), com a coordenação geral do Mestre João Angoleiro. A produção do evento fica por conta da frente de trabalho da Acesa “Irmandade Atores da Pândega”, de Lagoa Santa, coordenada pelo treinel Gercino Alves.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS – PROGRAMAÇÃO

Com uma programação eclética com shows de reggae, rap, samba e exibição de vídeos, o “Lapinha Museu Vivo” tem um público médio de mais de duas mil pessoas por edição. Um dos destaques do evento é a valorização da tradição oral e das trocas de saberes entre os mestres populares locais e mestres convidados de outros estados. No ano passado convidamos Mestre Moraes (Grupo Capoeira Angola Pelourinho- Gcap – Salvador/BA – responsável pela difusão da capoeira angola no Brasil a partir da década de 70), Mestre Manoel (Grupo Ypiranga de Pastinha – Conglomerado da Maré- Rio de Janeiro/RJ) e Mestre Gil Velho (Grupo Senzala- RJ). Também estiveram presentes os mestres mineiros Mestre Dunga e Márcio Alexandre (precursores da capoeira em Minas Gerais) além dos Mestres do Mamg (Movimento Angoleiro de Minas Gerais), do Candombe de Dona Mercês (Comunidade do Açude – Serra do Cipó) e da Mata do Tição (Jaboticatubas), os Reinados de Congo de Nossa Senhora do Rosário (da Lapinha) e o divertido e tradicional Boi da Manta, que mexeu com toda a criançada.

Uma semana antes do Evento (18 a 22 de maio) os capoeiristas, pesquisadores e educadores da Acesa estarão realizando nas escolas públicas de Lagoa Santa diversas oficinas atendendo 1.500 alunos, essas atividades serão acompanhadas também com uma oficina voltada para   professores, supervisores e diretores das escolas discutindo a importância das manifestações culturais na Construção da Identidade do povo brasileiro, atendendo também a Lei 11.645/07 ensino da história africana e afro-brasileira e indígena nas escolas. Outro destaque está para Mostra FórumDoc.MG: 3ª mostra itinerante do filme documentário e etnográfico, traz os mais expressivos filmes produzidos sobre a temática indígena e negra.

O Lapinha museu vivo no mes da abolição – 7º Encontro de Cultura de Raiz, em breve estará divulgando pelo site www.eusouangoleiro.org.br a programação completa para esse ano de 2010.

Axé Baba

 

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

Projeto Capoeira no Museu realiza mini-curso de captação de recursos para projetos culturais

Em destaque as atividades de Novembro: Palestras sobre “Gestão e Orçamento Público de Políticas para a Capoeira” e “A Diáspora Africana e História da Capoeira no Rio de Janeiro”.

Confira abaixo os horários, locais e palestrantes convidados.

Promovido pelo Instituto Gingas de Cultura Afro-Brasileira, o Projeto Capoeira no Museu debate a preservação da história e dos personagens da capoeira no Estado do Rio de Janeiro, contemplando as diversidades de expressão desta arte, objetivando a salvaguarda de seus elementos culturais.

No dia 7, a programação conta com um micro-curso com mestre Paulão, que falará sobre “Gestão de Orçamento Público de Políticas para a Capoeira”. Este terá como objetivo orientar capoeiristas a afins sobre como pleitear verbas públicas para viabilizar projetos sócio-culturais que envolvam a capoeira como atividade.

Paulão, além de contabilista, tem vasta experiência em movimentos sociais, tendo participado de discussões sobre as Políticas Públicas de Esportes e de Promoção da Igualdade Racial para o Brasil apresentando propostas para a Conferência Nacional do Esporte e para a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial em Brasília. Além disso, integrou o Conselho Municipal de Cultura de São Gonçalo, presidiu  a Federação de Capoeira Desportiva do Estado do Rio de Janeiro (1996 a 1998) e foi um dos fundadores da Confederação Brasileira de Capoeira.

 

 

Entrada Franca

Local: Museu do Ingá – Rua Presidente Pedreira, 78, Ingá.

Horário: 14h30

Mais informações: www.gingas.org.br/projetos comunicacao@gingas.org.br

Tel.: 2719-8185 / 9896-1769 / 8321- 4452

 

Novembro – dia 21

Promovido pelo Instituto Gingas de Cultura Afro-Brasileira, o Projeto Capoeira no Museu debate a preservação da história e dos personagens da capoeira no Estado do Rio de Janeiro, contemplando as diversidades de expressão desta arte, objetivando a salvaguarda de seus elementos culturais.

No dia 21, o projeto recebe o pesquisador Júlio César de Souza Tavares, graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e doutor em Antropologia pela University of Texas at Austin. O tema do encontro será “A Diáspora Africana e História da Capoeira no Rio de Janeiro”.

Entrada Franca

Local: Museu do Ingá – Rua Presidente Pedreira, 78, Ingá.

Horário: 14h30

Mais informações: www.gingas.org.br/projetos comunicacao@gingas.org.br

Tel.: 2719-8185 / 9896-1769 / 8321- 4452

 

Fonte: http://www.gingas.org.br