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Capoeira e Suas Gravações Sonoras Históricas

Capoeira e Suas Gravações Sonoras Históricas

Regional, São Bento Grande de Angola e Reco-Reco

O fenômeno da capoeiragem é algo fascinante. Enquanto a parte da musicalidade avança cavalarmente, com novas roupagens rítmicas e cantadas – nem a Capoeira Angola escapa– vamos deixando para trás muitos registros sonoros históricos inexplorados. Na região de Rio Claro (SP), os amigos Prof. Pelicano e Prof. Guerreiro (Luis Lima), ambos do Grupo Muzenza, iniciam uma importante conversa em torno de uma dessas preciosidades sonoras: a gravação de Lorenzo Dow Turner [1]: “Então, São Bento Grande de Angola faz parte da Regional ou não?”. Segundo matéria do Portal Capoeira do camarada, de autoria do camarada Teimosia [2], além de Lorenzo Dow Turner, Franklin Frazier também foi responsável pelas gravações. Os registros foram feitos por volta de 1940, quando, em tese, a Luta Regional Baiana já estava “formatada”. Abem da verdade, meu primeiro contato com esses registros foi em 2006, quando a Dra. Leticia Vidor e colaboradores organizaram um curso de Extensão Universitária “A Capoeira na Academia”. Foi um curso fantástico, onde semanalmente vários temas eram exaustivamente debatidos por mestres e simpatizantes da capoeiragem em geral. Participaram Mestres Kenura, Alcides, Eli Pimenta, Janja, Emilio Careca, Cm Cenorinha, o saudoso Mestre Ananias, Mestre Marrom de Taboão da Serra, além de diversos representantes da “academia”. Até o Brincante Antonio Nobrega nos brindou com uma excelente palestra teórico-prática sobre a manifestação cultural “Cavalo Marinho”, e sua rica musicalidade e gestualidade. Foi emocionante ver como representantes de nossa cultura e arte podem alavancar toda uma trajetória cultural. Sem exaurir a lista de participantes, tivemos uma excelente aula de musicalidade com Mestre Dinho Nascimento, o Berimbau Blues do Morro do Querosene, região do Butantã, São Paulo.

Pois bem, retornando ao tema central dessa crônica, as gravações de Lorenzo e Franklin trazem reflexões interessantes. Para começar, tal registro apresenta Mestre Bimba e sua charanga cantando a Capoeira Regional, mas também conta com a participação do Mestre Cabecinha do grupo Estrela Capoeira Angola. Talvez uma das primeiras vezes em que Angola e Regional compartilham – de forma harmoniosa – um mesmo palco nos tempos antigos. Tempos em que a Regional buscava se firmar como uma nova forma de se praticar a capoeira da Bahia. Quando digo da Bahia é porque considero que também aconteceram outras Capoeiras, como a Capoeira-Luta de Sinhosinho no Rio Antigo, a de Pernambuco, que acabou enveredando para o Frevo, a Tiririca de Geraldo Filme, Toniquinho Batuqueiro, Pato Nagua em São Paulo, e outras que devemos tê-las perdido ao longo do tempo antes mesmo de ter a chance de conhece-las melhor.

Mestre Bimba e seu conjunto contribuiu com 4 faixas registradas no documentário e Mestre Cabecinha completou adicionando outras 6 contribuições, num total de 10 faixas.

 

A charanga da Regional sendo lapidada

Algo que também chamou a atenção é que, na época, as 4 faixas de Mestre Bimba utilizaram o São Bento Grande de Angola como base principal de ritmo. Inexplicavelmente, mais tarde – principalmente em seus 2 discos (1962 e 1969) – este toque deixaria de fazer parte do cardápio de Mestre Bimba, quando o mesmo introduz seus “7 toques da Regioná”. O amigo Prof. Verga (Ederson Renato), exímio pesquisador e responsável pelo grupo Capoeira Fundamento Ancestral de São Pedro (SP) avaliou minuciosamente os registros, e também concluiu que a base das gravações de M. Bimba foi SBG de Angola. Aliás, Prof. Verga tem algumas teorias interessantes sobre o que pode ter acontecido na época. Sugiro aos amigos da região convidá-lo para uma Surra de Arame, e ouvi-lo a respeito.

Sobre as gravações, a própria charanga de Mestre Bimba tem uma peculiaridade. Diferentemente do que hoje se vende como “Charanga da Capoeira Regional”, os instrumentos não se limitavam a 2 pandeiros e um berimbau. Tanto é que um dos instrumentos marcantes nas gravações é o reco-reco, que pode ser observado nitidamente em todas as faixas. Confirmando como a cultura é algo sempre em transformação, e no caso da “Regioná”, a mesma ainda estava em “formatação” por volta dos 1940.

Um outro ponto interessante é velocidade da charanga. Observando a faixa 1 da gravação é possível contar pelo menos 63 marcações completas do “tá tum tá” do pandeiro por minuto. Já nas gravações dos 2 discos de Mestre Bimba, os ritmos são bem mais cadenciados (por exemplo, o São Bento Grande do disco de 1969 tem 48 batidas de “tá tum tá” do pandeiro por minuto, sugerindo que ao longo do temo a Regional pode ter curiosamente “desacelerado”, adotando um ritmo mais manhoso e cadenciado. O que contraria muitos discursos de jovens mestres que advogam que a Regional veio para subir o ritmo porque a Angola era muito lenta.

Mas Mestre Bimba dá uma lição para não ser esquecida. Lá pela faixa 4, assim fala o narrador:

Ao som do Pandeiro, e do Berimbau e do Caxixi, cantará Bimba e seu conjunto, interpretando Angola, num momento em que relembra seus antepassados.

O mestre sabia muito bem suas origens, e não teria porque negar a importância da capoeira angola na base fundamental de sua luta regional baiana. Boa parte das próprias “quadras” e “corridos” entoados por Mestre Bimba nessa gravação, e mesmo suas “louvações”, se confunde com a musicalidade corrente da época – ver os registros de Mestre Cabecinha e do Mestre Juvenal.

 

O que chama ainda mais a atenção é que, se compararmos a musicalidade, cadência, e a forma de “louvação” que Bimba utiliza na gravação, Mestre Cabecinha vai na mesma toada, demonstrando o quanto aquelas capoeiras ainda não estavam tão dissociadas.

É hora de mergulharmos em águas mais profundas da história da capoeiragem. E é com alegria que vejo localmente os Capoeiras se reunindo para debater o universo de nossa arte, o que deve ser feito de forma tranquila e aberta, sem amarras e despidos de pré-conceitos (pré no sentido de conceito a priori). Vai daí que iniciativas como esta da Confraria Rioclarense de Capoeira pode ser um ótimo palco para tais conversas. Com certeza os Mestres da região de Rio Claro estão pensando nas principais temáticas a serem discutidos. E a musicalidade está, sem dúvidas, no cardápio. Parabéns Prof. Guerreiro, Mestre Cuica (Wilson Santana), Prof. Maxi, Prof. Milton Soares e demais “confrários” pela iniciativa. Todos ganharão muito com esta iniciativa.

Capoeira e Suas Gravações Sonoras Históricas Capoeira Portal Capoeira 1

Aproveitando o “adeus adeus” desta crônica, se preparem que logo o Prof. Pelicano, de Santa Gertrudes-SP, vai nos brindar com um novo livro. O tema não é outro senão possíveis origens indígenas de algumas vertentes de nossa arte. Com certeza, uma obra para ler na reguinha. E claro, tudo que é novo amplia debates e suscita novas discussões. Prof. Pelicano, estamos no aguardo do lançamento do livro. Tanto a Confraria Rioclarense, quanto o Vadiando Entre Amigos serão palcos para os primeiros eventos de lançamento do livro.

 

Sobre as gravações sonoras históricas, logo voltamos ao assunto. Tem muito tempero neste guisado para ser apreciado.

 

Referências:
[1] https://www.youtube.com/watch?v=65SGEOFow7I
[2] http://portalcapoeira.com/tag/lorenzo

Brasileiros revelam como é viver no Havaí e mostram suas atividades

Brasileiros revelam como é viver no Havaí e mostram suas atividades

O que dizer da batucada no Havaí? São alunos de capoeira do paulista Leonardo Naito, que vive no Havaí há 15 anos.

Bem vindos a Waikiki! Conhecida no mundo todo, a praia de Honolulu é também a mais moderna, elegante e cosmopolita do Havaí.

Com mar calmo, hotéis de luxo e inúmeras lojas de grife, Waikiki é sonho de consumo para turistas do mundo todo.

Especialmente os japoneses que estão quase à mesma distância do arquipélago que os americanos do continente.

O que é a bandeira do Brasil está fazendo na areia da praia? A canga foi comprada no Brasil, mas os amigos Maitê e Enos são espanhóis.

E o que dizer, então, da batucada? Agora sim estamos falando português. Mas, entre tantos brasileiros, tem americano no samba.

São alunos de capoeira do paulista Leonardo Naito, que vive no Havaí há 15 anos. Todo fim de semana, chova ou faça sol, o grupo se reúne para treinar.

Edward, o periquito, começou a fazer capoeira a convite de um amigo. Shalina buscava uma atividade para aliviar o estresse das provas da faculdade. Os dois se apaixonaram. E não foi só pela capoeira. Durante os treinos, o casal se reveza para cuidar do filhinho de 11 meses.

Hoje, Leonardo está casado com Patrícia, que nasceu nas Filipinas. E quem vê não imagina. Uma das maiores dificuldades que ela teve na capoeira foi vencer a timidez.

Para Leonardo, mais do que deixar os alunos em forma, a capoeira serve para ensinar um novo estilo de vida.

Uma vez por semana, a rádio estatal do Havaí abre espaço para a música popular brasileira.

Apesar do jeitão e do português perfeito, Sandy não é brasileira. É havaiana. A paixão pelo Brasil começou na infância quando ela ouviu pela primeira vez a música garota de Ipanema.

Depois da faculdade, Sandy foi adiante. Morou três anos no Brasil, quando se casou com o ritmista Carlinhos Pandeiro de Ouro e chegou a cantar nas noites do Rio de Janeiro.

Sandy retornou aos Estados Unidos e não voltou mais a pisar em solo brasileiro. Mas nunca mais perdeu os laços com o Brasil e a paixão pela nossa cultura.

 

Fonte: http://g1.globo.com/

Aconteceu: UFFS e Prefeitura convidam população para Noite Cultural em Realeza

A Universidade Federal da Fonteira Sul (UFFS) – Campus Realeza e a Prefeitura Municipal de Realeza convidam toda a comunidade para a “Noite Cultural”.

O evento é gratuito e foi realizado na noite de sábado (22), na Casa da Cultura. Estão programadas apresentações musicais, teatrais e outras manifestações culturais.

A abertura está marcada para as 19h, em seguida a Orquestra da UFFS – Campus Laranjeiras do Sul traz um repertório de música popular e erudita. Formada 2013, a partir do Projeto Cultural Educação Musical, coordenado pelo professor Martinho Machado Junio, a Orquestra conta com 25 integrantes, sendo acadêmicos, professores, técnicos-administrativos em educação e pessoas da comunidade de Laranjeiras do Sul.

Já no horário das 20h30min, é a vez do Grupo Teatral La Broma e do Projeto Cultural “Joaninha ou o que é”, do Campus Realeza, subir ao palco com a peça “Caos Universitários”. A apresentação é uma construção coletiva a partir de jogos de expressão corporal, vocal e de improvisação. A performance faz uma imersão no esteriótipo do mundo universitário no ponto de vista de estudantes de graduação da UFFS e brinca com diferentes possibilidades de concepção de uma universidade.

O encerramento, previsto para as 21h, será feito pelos integrantes do Projeto Viva Capoeira, do Campus Realeza, em conjunto com o Grupo de Capoeira Arte e Manha, da cidade de Dois Vizinhos. Os grupos trazem as manifestações culturais da roda de capoeira – considerada Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira – do maculelê – simulação de uma luta africana com bastões, acompanhada de música – e do samba de roda.

 

Fonte: http://www.jornalnovotempo.com.br/

Qual é a sensação de jogar capoeira?

A grande sensação de jogar capoeira é saber que, em geral, todos os integrantes da roda são admiradores da serenidade, da confiança, do conhecimento, da cortesia, dos bons valores morais, do valor, da saúde, da bondade, da atenção, do falar, da beleza e da intensidade de um jogo pausado. Portanto, todos nós que somos jogadores de capoeira, sabemos que isso pode ser emitido pelo gingar do vai e vem do nosso jogar.

É prazerosa a sensação de saber que no jogo da capoeira habitam dois ícones em uma mistura de curiosidade, destreza e confiança, que exploram a experiência com dificuldade em um caminho feito por um jogo duvidoso, onde reina o perder e o ganhar.

Neste jogo que imita a vida, além de termos um coração que pode sentir a música, é primordial termos uma mente e um olho que saiba evoluir de oitiva para absorver as informações de um círculo mágico chamado roda. Uma alma que saiba cultivar as emoções e mãos que possam tocar um instrumento com discernimento e sabedoria para impulsar o jogo dos camaradas com motivação.

Nesta mistura intrigante entre dois corpos, é primordial termos também, uma mente que possa indagar e que saiba compreender as nuances de um simples jogo que alberga o ataque e contra-ataque surpresa de um verdadeiro jogador de capoeira.

Visto assim, podemos simplificar tudo isso dentro de uma alma que possa elevar-se dentro do próprio jogo. A alma de um corpo que sabe reagir com o tum marcado pelo atabaque. Uma alma que diz que estarmos dentro desse processo de jogar capoeira, pode ser simplesmente, conhecer a alegria e a tristeza em um mesmo segundo. Uma fração de um instante, onde se mantém a esperança de que tudo pode acontecer. De que tudo é válido e válido para melhor. Da mesma forma, diremos que dentro do jogo da capoeira é possível conhecer a desilusão de um jogo não realizado, assim como é possível a conquista por tê-lo realizado.

Com firmeza e definição em nossas palavras, expressamos que além da frustração, da desgraça, da satisfação, da impaciência, da expectativa, da apreensão, da música, do som, da arte e da harmonia, somos todos realmente conhecedores dos fracassos, das emoções, dos erros, do apreciar, do vislumbrar-se das maravilhas e da admiração por um sábio jogador de capoeira. Portanto, reconhecemos que, saber que tudo isso pode ocorrer a um jogador de capoeira é uma coisa, mas admitir que isso ocorre em nós é muito mais.

Por isso, a grande satisfação de jogar capoeira, é o grande desejo de saber que vale apena sonhar com um jogador que nos estimula a jogar e que compartilha os mesmos desejos.

É um sentimento positivo que surge quando um jogador experimenta uma atenuação em seu estado de mal-estar. É a sensação de ter atingido o objetivo ou a meta traçada.

Em resumo, a satisfação de jogar capoeira tem uma duração breve, ainda que ocasionalmente, pode ser como um estado de prazer intenso, de agradabilidade, satisfação, realização, motivação, maior tolerância à frustração, elevação da auto-estima, agilidade do processo cognitivo e de ajudar ao menos capacitado para realizar um jogo de capoeira.

 

Wellington de Oliveira Siqueira – Mestrando Cinzento – Valencia (Espanha).

www.aluacapoeira.com

SP: Capoeira leva opção a morador da Zona Leste

Mais da metade dos alunos são crianças de baixa renda e, por isso, fazem as aulas gratuitamente

A roda de capoeira na Zona Leste agita a noite dos moradores do Jardim São Nicolau. Regados de muita música e  dança ao som dos instrumentos de percussão e  palmas, crianças, jovens e adultos participam do projeto social Identidade

A educadora explica que a maioria dos integrantes são crianças moradoras de áreas de risco e não possuem estrutura familiar adequada.Cultural. Encabeçado pela professora de Educação Física Viviane Gonçalves Rodrigues, a proposta possui o intuito de levar, através do esporte, novas perspectivas para a população de baixa renda do bairro periférico.

Cinco anos se passaram desde a primeira roda do grupo. Atualmente cerca de 50 pessoas fazem parte da iniciativa.  Viviane  fala entusiasmada dos rumos que o esporte deu na vida de alguns participantes. “Existem universidades que dão bolsa para capoeiristas por conta dos campeonatos universitários. Tem uma aluna que começou aqui conosco e hoje  é bolsista de relações públicas em uma universidade”, diz ela.

Outros esportistas que possuem as suas origens fincadas no esporte também contribuem com o trabalho social. É o caso de Carlos Eduardo Viscovini Herrera. O advogado cuida da parte burocrática do projeto e também é orientador das crianças que dão os primeiros passos na capoeira. Ele fala da importância de disseminar o esporte. “A capoeira está ligada à evolução histórica brasileira e também é importante passar isso para as crianças nas rodas”.

Instrumentos de percussão como berimbau, atabaque, pandeiro e agogô abrilhantam as reuniões do grupo. A estudante Agatha Francisco dos Santos diz que quando ouve os sons e a música fica incentivada a “jogar”. “A música me atrai bastante. O instrumento que eu mais gosto é o atabaque”, completa.

Os alunos de baixa renda não contribuem financeiramente. Nas turmas de adolescentes e adultos alguns pagam uma taxa de R$ 20 para manter o espaço, instrumentos e vestimentas.

Os interessados em participar devem comparecer pessoalmente na Rua Georg Riemann, 88.

Mais

Falta de dinheiro desanima o grupo

Associado ao  Capoeira V.I.P., de Cuiabá, o projeto  Identidade Cultura consegue manter mais de 50 participantes através do apoio da associação.  A mensalidade paga por cerca de 20 alunos também ajuda. Um desafio do grupo é a falta de ajuda dos órgãos públicos.

Questionada se existe alguma forma de ajuda financeiro ao grupo , a Secretaria Municipal de Cultura não se manifestou até ontem à tarde.

 

http://diariosp.com.br

Alemanha: Malandragem da Capoeira 2012

Benvind@s ao Malandragem da Capoeira 2012!

O Malandragem da Capoeira é um encontro de Capoeira, organisado pelo Professor Ganso e alun@s, do grupo Preservação da Mandinga em Berlim. Em anos anteriores contou com a presença dos Mestres Ulisses, Nilson, Maclau, Bailarino e Saulo, do Contra-mestre Caracú e dos Professores Dacor, Macaúba e Izol.

Este ano, para além dos habituais treinos, aulas de música e rodas, o Malandragem da Capoeira incluirá também um workshop de construção de berimbaus opcional: por 30 € adicionais, 10 de nós construiremos o nosso próprio berimbau sob a orientação do Mestre Ulisses!

As inscrições efectuadas até o dia 7 de Setembro (“Early Bird”) beneficiam de um preço especial.

O workshop de construção de berimbaus é limitado aos primeiros interesssad@s, e com inscrição completa.

Se possível trazer instrumento para a aula de música.

Alojamento disponível mediante contacto até ao dia 21 de Setembro (trazer saco-cama).

Esperamos ver-vos em Berlim para mais um Malandragem, axé!

Convidados:
Mestre Ulisses (Preservação da Mandinga, Portugal)
Mestre Maclau (Grupo União na Capoeira, Noruega)
Mestre Bailarino (International Capoeira Raíz, Alemanha)
Mestre Borracha (Capoeira Pau Brasil, Brasil)
Mestre Pim-Pim (Iê Ação Cultural, Alemanha)
CM Caracú (Capoeira Senzala, Alemanha)
Prof Grilo (Grupo União na Capoeira, Portugal)
Prof Bruno Baião (Capoeira Gerais, Alemanha)

Programa:


Sexta-feira
16:30 – 17:00 Boas-vindas e inscrições
17:00 – 22:00 Treino e roda
Sábado
10:00 – 19:00 Treinos, aula de música e rodas
22:00 – 03:00 MALANDRAGEM PARTY
Domingo
10:00 – 18:30 Treinos, rodas e construção de berimbaus

Contribuições:
“Early Bird” 3 dias 50 €
3 dias 60 €
1 dia 30 €
Roda de 6a-feira 10 €
Workshop de construção de berimbaus +30 € (material incluído)

Local:
Mime Centrum Berlin
Estudio 2
Künstquartier Bethanien
Mariannenplatz 2, 2º andar
10997 Berlim

Contactos:
gansocapoeira @preservacaodamandinga.org
+49 – (0)176 – 67346900 (Ganso)
+49 – (0)176 – 76077684 (Girassol)

Bahia: Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

Margareth Menezes coloca Cordão Cultural AfroPop nas ruas, promove encontros e recebe homenagens

O circuito Barra-Ondina, em Salvador, assistiu a uma verdadeira celebração pelos 25 anos de carreira da cantora Margareth Menezes. A artista, que chegou no domingo, vinda de uma série de shows em Pernambuco, colocou o seu Cordão Cultural AfroPop nas ruas em plena segunda de Carnaval com diversos convidados, promoveu encontros e recebeu homenagens. Para abrir o desfile, a artista cantou sua nova música de trabalho, Bonapá.

Vestida de Tieta, Margareth dividiu os vocais ao longo do percurso com Márcia Short, ex-cantora da Banda Mel, e o sertanejo carioca João Gabriel. Com eles, Margareth cantou sucessos seus, como Dandalunda, Toté de Maianga, Selei (Saudação ao Caboclo) e Elegibô, além de canções da Banda Mel, como Crença e Fé, e canções sertanejas como Tem Que Ser Você e Borboletas. No trio, estiveram a atriz Cris Viana (a Deusa, de Fina Estampa), o ator Paulinho Serra (humorista do Quinta Categoria, da MTV) e o estilista Fause Haten. O Cordão Cutlural também recebeu o axé de uma ala de baianas e a presença de componentes do Zambiã, grupo afro de Lauro de Freitas.

Quarteto – O primeiro dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop foi marcado por um encontro mágico em frente ao camarote Expresso 2222. Magareth, que trouxe em seu trio Diego Figueiredo, considerado um dos melhores guitarristas da atualidade, foi recebida por Gilberto Gil, ainda vestido com os trajes de Gandhy, e a cantora Márcia Castro, que se apresentava na Varanda Elétrica. “Existem muitas cantoras na Bahia, cada uma com sua qualidade, mas eu posso dizer que eletrizante deste jeito, só tem uma. Margareth, você é eletrizante”, disse Gil do camarote. Contente, Margareth comandou o quarteto nas músicas Toda Menina Baiana, Samba da Minha Terra e O que é o que é. 

Já em Ondina, a artista falou sobre a importância de combater a violência doméstica, campanha que abraçou neste carnaval. Recado dado, ela embalou lambadas, marchinhas de Carnaval e fez uma homenagem ao Rio de Janeiro cantando Aquele Abraço. Próximo ao final do circuito, ao passar por um estúdio de televisão, a cantora assistiu a um vídeo sobre seus 25 anos de carreira. A homenagem surpresa, com depoimentos de artistas e familiares, a levou às lágrimas. Para delírio geral, a artista agradeceu cantando Faraó, música que a projetou internacionalmente em 1987. Já na dispersão, a cantora deu adeus aos foliões com Banho de Cheiro e Andança. Nesta terça-feira (21), segundo dia de desfile do Cordão Cultural AfroPop, o grande homenageado será Jorge Amado. Margareth vem vestida de Gabriela Cravo e Canela, ao lado de Sandra de Sá e Targino Gondim, a partir das 19h30, no circuito Barra-Ondina.

Margareth Menezes Especial 25 anos de carreira

Margareth lança clipe da música Bonapá no AfroPop Especial 25 anos de carreira

Margareth Menezes lançará o clipe da música Bonapá, composição de Carlinhos Brown e aposta musical da cantora para o verão baiano, neste domingo que antecede o Carnaval, dia 12 de fevereiro, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, durante o AfroPop Especial 25 Anos de Carreira.
As filmagens contaram com as participações do ator e apresentador Jackson Costa, do DJ Ruy Santana, além das sambadeiras de São Brás. Já o set de gravação teve detalhes bastante especiais, como o espelho d’água e as esculturas do artista plástico Bel Borba. “Explorei as sensações que o som me causou. Foram elas que me deram o ponto de partida para criação do clipe. Estou sempre perseguindo desafios estéticos no meu trabalho e essa música foi mais que inspiradora”, contou Pico Garcez, diretor do clipe.
Através de telões instalados na Concha Acústica, o público irá assistir em primeira mão ao clipe. O lançamento na web ocorre na mesma noite, através das redes sociais e site da artista.
AfroPop Especial 25 Anos de Carreira encerra a temporada dos ensaios de verão e comemora as bodas de prata da trajetória profissional de Margareth.
Na ocasião, ela recebe as participações musicais de Gilberto Gil, Elba Ramalho, Daniela Mercury, Paula Lima e dos principais blocos afros baianos.

Projeto “Cantando e Contando a História do Samba” é realizado em Belo Horizonte

A Fundação Cultural Palmares realizou na quinta-feira (01) e na sexta-feira (02), o primeiro seminário do projeto “Cantando e Contando a História do Samba”, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No próximo ano, serão promovidos mais nove seminários em dez estados brasileiros, que abordarão a História e a Cultura Afro-brasileira por meio da centralidade da cultura: a dança, a música, a religião, a arte, os ritos, as tradições.

Os seminários terão a duração de dois dias e serão compostos por palestras, debates, mini-cursos com abordagem das temáticas relativas às leis, relato de experiências exitosas apresentadas pelo público e apresentações culturais.

Embasada na Lei 10.639/2003, a Fundação Palmares pretende que os seminários atuem como instrumento teórico e metodológico dirigidos a professores, educadores, pesquisadores, estudantes universitários, gestores públicos, acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins.

Além da Lei 10.639/2003, os seminários contribuirão para a implementação da Lei 11.769/2008 – que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica – buscando a inclusão da questão racial na escola por meio da música. O projeto conta e valoriza a história do samba, gênero musical de raízes africanas surgido no Brasil, considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, como produto da resistência da cultura negra.

O projeto “Cantando e Contando a História do Samba”, de autoria da Associação Musical Artística e Cultural (AMAC), foi desenvolvido para professores das diversas áreas do conhecimento, de escolas da rede pública e particular, para oferecer a estes profissionais estratégias de intervenção pedagógica que favoreçam a construção de atividades lúdicas com base na musicalidade rítmica do samba, e abrange o conhecimento sobre a história da África e a importância da cultura afro-brasileira para a afirmação da identidade étnica-racial.

A realização do “Cantando e Contando a História do Samba” faz parte de uma série de atividades propostas pelo Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares, com objetivo de ampliar o diálogo com a sociedade civil e demais órgãos dos Governos Estadual e Federal, que reconheçam e promovam os direitos humanos, os valores éticos, o reconhecimento da diversidade de manifestações culturais de matriz africana, a inclusão e a cidadania cultural.

 

Serviço

O quê: Seminário do projeto “Cantando e Contando a História do Samba”

Onde: Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte

Quando: 01 e 02 de dezembro

Mais informações: http://www.cantandoahistoriadosamba.com.br/

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Dia da Cultura será comemorado com atividades no Centro da cidade

Em comemoração ao Dia Nacional da Cultura (5 de novembro), a Fundação de Cultura de Barra Mansa promove amanhã (5) uma série de manifestações artísticas na Praça da Matriz de São Sebastião, no Centro. As atividades começam às 9h e seguem até 12h30.

A programação conta com mostras de folia de reis, com a Associação de Folias de Reis e São Sebastião de Barra Mansa; música sertaneja, coordenada pela Associação de Sertanejos de Barra Mansa e região; tae-kwon-do (Academia Dragões do Tae-Kwon-Do de Barra Mansa); roda de capoeira, com o grupo Abadá Capoeira; teatro, apresentando esquete com a Cia. de Teatro Vietra de Barra Mansa; e música, com a Banda Marcial do projeto “Música nas Escolas”.

– É uma programação intensa. A Associação de Sertanejos se apresentará da mesma maneira que fez durante o espetáculo “Nasce uma Cidade”. Foi uma apresentação muito bonita e por isso pedi que eles fizessem novamente. O Abadá Capoeira é sempre um show, não é só a capoeira, eles cantam, contam histórias e têm toda uma apresentação muito lúdica

– comentou o superintendente de Cultura, Luiz Augusto Mury, acrescentando que, além de comemorar a data, o evento visa dar visibilidade às manifestações artísticas que existem em Barra Mansa.

– O teatro, por exemplo, é algo que vem crescendo na cidade. Temos o grupo Sala Preta, a Cia. Vietra e outros que se manifestam pelo teatro. Tivemos no “Nasce uma cidade” mais de 300 pessoas ligadas à arte participando e todos são ligados à Fundação de Cultura. A capoeira e as artes marciais foram escolhidas por se encaixarem melhor em apresentações ao ar livre – disse.

O encerramento fica por conta da Banda Marcial de Barra Mansa, que iniciará sua apresentação na Avenida Domingos Mariano, na altura do Restaurante Cidadão, e seguirá pela via, passando pela Avenida Joaquim Leite, até a Praça da Matriz.

Não é a primeira vez que a data é comemorada com ações no município.

 

– Antes, essa comemoração acontecia com faixas e demonstrações na Feira da Preguiça. Este ano resolvemos incrementar. Teremos a manhã toda tomada por esses eventos culturais – falou Mury.

 

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br