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O Berimbau

A Lenda do Berimbau

Uma menina saiu a passeio. Ao atravessar um córrego abaixou-se e tomou a água no côncavo das mãos. No momento em que, sofregamente, saciava a sede, um homem deu-lhe uma forte pancada na nuca. Ao morrer, transformou-se imediatamente num arco musical: seu corpo se converteu no madeiro, seus membros na corda, sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música dolene e sentimental.

(Conto existente no leste e no norte africano)
(Texto retirado da Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia) nº 80 de 1956.

Origem:

A introdução deste instrumento no Brasil foi feita com a chegada dos negros Bantos, mais precisamente pelos Angolanos, cuja a cultura é uma das mais antigas de África.

No entanto, vale a pena salientar que, apesar do Arco Musical ter chegado ao Brasil por intermédio dos negros africanos, isto não implica que tenha sido criado por estes.

Emília Biancardi, na obra Raízes Musicais da Bahia, diz acreditar-se que o arco musical já estava em uso há 15.000 anos antes de Cristo, porquanto aparece em pinturas rupestres da época, como a que foi encontrada na caverna Les Trois Frèmes, no sudeste da França. Albano Marinho de Oliveira, em pesquisa publicada na revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia de 1956, diz que, de entre os instrumentos de corda conhecidos no mundo, os mais antigos são a harpa, o Alaúde e a Cítara.

Estes Instrumentos existem há cerca de 4.000 anos antes de Cristo e foram encontradas gravuras em pinturas e relevos do antigo Egipto. Todos estes três instrumentos retratados, tiveram a sua origem num arco musical, que tinha como característica, uma corda fixada nas suas extremidades e tendo como amplificador de som, uma caixa de ressonância, podendo até mesmo ser um buraco no chão.

O arco musical foi, com toda a certeza, o ponto de origem da Harpa, opinião dominante entre os musicólogos. Hugo Riemann, na sua obra História La Música – 1930, diz acreditar que o som produzido pelo arco de caçador ao disparar a flecha foi, sem dúvida, segundo a lenda, a causa da invenção do arco musical. Teoria esta, contestada por Curt Sachs, na obra História Universal de Los Instrumentos Musicales.
De qualquer forma, torna-se impossível fixar o ponto e época exacta do seu aparecimento, pois a extensão geográfica da sua expansão dificulta certezas. Curt Sachs, anota a sua existência no México, na Califórnia, na Rodésia, no Norte e no Este Africanos, na ilha de Pentecostes, e na Índia; Carlos Vega, entre Índios da parte mais meridional da América do Sul e Ortiz, na ilha de Cuba.

Albano de Oliveira resume que:
“dos instrumentos de corda primitivos, a harpa provém de um arco, semelhante ao de caçador. E como referências antigas dão como a arpa originária do Egito, lítcito é se adimitir que o arco musical dalí partiu, espalhando-se a princípio pelo Oriente Próximo, Sul da Índia, onde Curt Sachs acredita existir a forma mais primitiva do arco musical, Indostão, Oceania, Continente Africano e somente nos tempos modernos, Europa e América.”

O Nome:

Hoje em dia não nos é possível definir com exactidão a origem do vocábulo Berimbau, nem tão pouco sabermos quando este arco musical perdeu o nome de origem e herdou o termo conhecido actualmente.

A ideia mais aceite, é a de que o nome Berimbau venha do termo vindo do quibundo m`birimbau, existem ainda os que defendam sua origem vinda do termo Balimbano, de origem mandinga, ambos os termos estão registados no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado. De outra forma, acredita-se que seja um termo vindo da palavra de origem Ibérica Birimbau, que, no Dicionário da Real Academia Espanhola, é definido como sendo um pequeno instrumento, composto de arame ou madeira, com uma lâmina fina fixa ao meio.
Segundo Albano de Oliveira, em pesquisa na obra “Viagem Pitoresca e Histórica do Brasil” de Jean Baptiste Debret, artista Francês que morou no Brasil de 1816 até 1831, o nome de origem do nosso conhecido arco musical, o berimbau, era Urucungo, termo angolano, comprovando assim a origem angolana do instrumento.

De outra forma, encontramos vários outros termos que definem o berimbau de barriga, são estes Uricundo, Urucungo (este último também registrado por Edson Carneiro, como já referido, sendo de origem Angolana), Orucungo, Oricungo, Lucungo, Gobo, Rucungo (registrados por Arthur Ramos), Bucumba, Macungo, Matungo e Rucumbo, bem como outros termos ainda não conhecidos.

O emprego do Arco Musical:

Segundo a ordem cronológica da história dos instrumentos, os de percussão surgiram primeiro, sendo utilizados pelos povos guerreiros, seguidos dos de cordas e posteriormente, os de sopro.

O arco musical teria nascido no Egipto, ou segundo Curt Sachs, no sul da Índia, em épocas muito remotas, e atravessou tempo e fronteiras, sendo conhecido em todos os continentes. O seu uso deveria ser apenas para a satisfação humana nas horas de lazer, ou ainda para manifestações religiosas, pois segundo consta, toda a história da música, está retratada em registros e documentos religiosos, como as gravuras tumulares egípcias, onde os instrumentos aparecem como forma de reverência aos Deuses, ao que o arco musical não seria excepção.

Provando isso, Curt Sachs, em pesquisa sobre o arco musical, encontrou povos em ainda estágios primitivos de civilização, no qual o arco musical está ligado a religião, misticismo ou lenda, como, por exemplo, a dos povos do Norte e Este Africano, que narram a história da menina que bebia água num córrego, retratada no início desta pesquisa. Povos do México, como os Covas, utilizam um arco musical com uma caixa de ressonância separada. Esta caixa é na verdade o símbolo da deusa da Lua e da Terra, e entre algumas tribos deste mesmo povo, só as mulheres podem tocá-lo. Na Rodésia, o arco musical é tocado na iniciação das meninas. Já os Washam Balás, do Leste Africano, acreditam que o homem não poderá casar se, quando estiver fabricando o instrumento, se partir a corda, pois trata-se de um instrumento sagrado.

O emprego do arco musical com característica religiosa, tende a diminuir entre os povos com níveis diferentes de cultura, é o que acredita Albano de Oliveira. No Tongo, o arco musical é tocado pelos velhos anciãos nativos apenas como forma de recordarem os tempos áureos da juventude. É o que faziam, segundo relato de Alfredo Brandão, quando os negros de alagoas, tocados pelos sentimentos de saudade e tristeza, aproveitavam a calada da noite nas senzalas para tocarem o berimbau.

No Brasil, o berimbau não esteve, nem está ligado, a religiosidade, no entanto, sabemos do emprego do mesmo em missas, ou momentos que relembrem velhos mestres, sendo esta uma prática particular dos capoeiristas. Na bahia, durante as festas de largos em dias santificados, era costume aparecerem tocadores de berimbaus.

Retratado ainda pelos viajantes Rugendas e Debret como instrumento utilizado para atrair fregueses, ou mesmo, como forma de um cego pedir auxílio, o berimbau exercia várias funções.

Hoje em dia, no Brasil, o berimbau é encontrado especialmente nos grupos de capoeira, onde exerce um papel importantíssimo na manutenção do jogo. É ainda usado por músicos e grupos de danças como instrumento de percussão.

A introdução na Capoeira:

Como sempre, esbarrando na carência de documentos que comprovem com exactidão o uso do berimbau na capoeira, pesquisadores e historiadores, baseiam-se em gravuras, desenhos, pinturas, crónicas, anotações e narrativas da época, sendo estas as únicas fontes existentes para a pesquisa, que por si só, não nos garantem certezas.

Sabendo que a capoeira nasceu primeiramente como luta, podemos deduzir que o berimbau não tenha tido, nesta época, relação com a mesma, cabendo este papel aos batuques e atabaques, que possuem uma identificação maior com as lutas e rituais afros, é o que prova a gravura intitulada “Kriegsspiel” (Brincadeira de Guerra), registrada na obra “Viagem Pitoresca Através do Brasil”, livro lançado em 1763, de Jean Maurice Rugendas. Nesta gravura, não se verificou a presença do berimbau, e sim de um pequeno atabaque, e em volta dos lutadores, pessoas animando e a baterem palmas, num local, que, segundo Albano de Oliveira, é provavelmente o trecho onde é hoje Monte Serrate, na Bahia. Outra obra publicada entre 1834 e 1839, do francês Jean Baptiste Debrete, intitulada “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, retrata um arco musical nas mãos de um cego. Temos ainda a ilustração de Joachim C. Guillobel (1787 – 1859), que registra a presença de um berimbau a ser tocado por um vendedor ambulante, como forma de atrair os fregueses, não vinculando assim o instrumento com a capoeira.

Sabemos ainda que as maltas de capoeiras no Rio de Janeiro foram perseguidas, sendo, desta forma, extinta a capoeiragem na antiga capital, e que, no Rio, se desconhecia a presença deste arco musical. Na Bahia, segundo Emília Biancarde, na segunda metade do século XIX, o berimbau foi introduzido na arte, pois a capoeira só se perpetuou graças ao seu uso, e ao dos demais instrumentos, pois, quando alguém estranho ao grupo se aproximava, era fácil transformar o jogo em dança, como por exemplo, o samba de roda. Com o passar do tempo, o berimbau passou a comandar a roda, sendo até hoje indispensável o seu uso. Emília Biancardi diz ainda que, segundo Mestre Pastinha, na década de 40, se costumava ver a presença de uma viola de doze cordas nas rodas, e que a presença do berimbau já se fazia sentir.

Existem, no entanto, aqueles que acreditam que o Berimbau já era usado na arte capoeira desde a época colonial, dentro das senzalas, segundo alguns relatos, como o que Rosangela Peta descreve na matéria sobre capoeira, na revista Super Interesante, lançada no mês de Maio de 96. Henry Koster (Inglês que se radicou em Pernambuco, virou senhor de engenho e passou a ser chamado Henrique Costa), escreveu nas suas anotações de 1816 que, de vez em quando, os escravos pediam licença para dançar em frente as senzalas, e divertiam-se ao som de objectos rudes. Um deles era o atabaque, outro “um grande arco com uma corda, tendo uma meia quenga de coco no meio ou uma pequena cabaça amarrada”, trazendo assim, a utilização do berimbau nos momentos em que os escravos, supostamente, estariam treinando a capoeiragem, em meio a festa.

Os tipos de Berimbaus na capoeira:

Na capoeira, são conhecidos três tipos de berimbaus, que possuem individualmente funções diferentes na bateria, que têm de ser bem executadas de forma a criar uma perfeita harmonia na roda. Na Bateria da capoeira angola usam-se três berimbaus, na charanga da regional, apenas um, sendo este acompanhado pela marcação dos pandeiros.

O Gunga:

É o berimbau que possui o som mais grave, tem como característica possuir uma cabaça (caixa de ressonância) grande. Alguns autores acreditam que o seu vocábulo venha da palavra angolana hungu. É também conhecido por muitos como berra boi. Este tipo de berimbau é mais utilizado no estilo de capoeira angola, onde é normalmente tocado pelo mestre ou capoeirista responsável em manter o ritmo da roda, pois é o gunga quem comanda a base do ritmo, ditando o toque e a cadência a serem executados.

O Médio:

Como o próprio nome refere, é o que possui uma cabaça com tamanho intermediário aos outros dois, tendo no som a mesma característica, tem como função acompanhar a base do toque do berimbau gunga, podendo no entanto, pontualmente, executar algumas variações. É o tipo de berimbau mais utilizado na formação dos instrumentos da Capoeira Regional, porém, é também parte integrante da bateria da Capoeira Angola.

O Viola:

Conhecido também como violinha, é responsável pelo improviso, dando o chamado “molho” ao ritmo. Quando um bom tocador está a manuseá-lo, seu som agudo, é de uma vibração inigualável, fazendo com que a assistência escute o lamento ou mesmo uma saudação alegre e feliz, através de sua música. É dos três tipos o que possui a menor das cabaças.

A constituição do Berimbau:

Um instrumento monocórdio, constituído por uma verga arqueada, um arame estendido, uma cabaça, que tem o papel de caixa de ressonância, uma baqueta de percussão, um dobrão ou seixo, e ainda é acompanhado pelo uso do caxixi.

A Verga:

A madeira que deve ser usada para a confecção do berimbau tem de ser flexível e resistente, a mais usada e conhecida é a Biriba, que deve ser cortada no mato, na lua quarto minguante. Em viagem pela Bahia, perguntei ao Mestre Marinheiro, residente em Feira de Santana, artesão e vendedor de berimbau e caxixi, que se encontrava na capital baiana, se, com tanta extracção de Biriba, ela não correria o risco de se extinguir, ao que ele respondeu que, normalmente quando extraída da mata, passados dois a três anos ela renasce do mesmo ramo cortado.
Alguns artesãos cozinham a biriba, como forma de torná-la mais resistente. O Berimbau ainda pode ser feito com outros tipos de madeiras, tais como o cunduru, o pau d´darco, o pau pombo, a tapioca, o bambu e outras. Em Portugal, como forma de suprir a carência de espécies encontradas somente na Mata Atlântica, usa-se o eucalipto, ou o pau de lodo, sendo este último utilizado no tradicional Jogo do Pau Português. No caso do eucalipto, este deve ser tirado quando ainda está pequeno e verde, e antes de o cortar, deve-se primeiro vergá-lo a fim de não proceder a um corte desnecessário, ficando a verga inutilizável e sem uso. Depois de verificada a resistência e feito o corte, deve-se retirar a casca, quando esta ainda se encontra verde e húmida, logo depois deixa-se secar à sombra durante cerca de uma semana e meia, e só depois se poderá proceder ao trabalho de acabamento.

A Corda:

Em tempos remotos, eram usados como fio para este instrumento, sipó ou vísceras de animais, só muito tempo depois se introduziu o uso do arame comum (recozido), para só depois então, com a chegada dos primeiros automóveis importados a Salvador, segundo mestre Pastinha em relato a Emília Biancarde, os tocadores, que na sua maioria trabalhavam como estivadores nas docas de salvador, descobrirem que o arame temperado existente nos pneus dos carros produziam um som melhor que o sipó-timbó ou arame comum, e passaram a utilizá-lo.

A Cabaça:

(Cucurbita Lagenaria, Lineu) É uma planta rampante. De uso múltiplo e secular entre os utensílios domésticos, herdados da indiaria. Deve ser utilizada quando bem seca, cortada no caule, lixada por dentro a fim de limpá-la das sementes e vestígios de fibras encontrados no seu interior, para depois serem feitos dois furos, onde passará um cordão a fim de fixá-la na verga, esta terá a função de ampliar o som do arame percutido. Mestre João Pequeno, quando do término de sua roda na academia João Pequeno de Pastinha, localizada no Forte Santo António, utiliza-se da cabaça como forma de ampliar a sua voz, para proferir a sua palavras aos capoeiristas e público presente na sua academia.

O Dobrão:

Segundo relato de Mestre Pastinha, nos primitivos berimbaus, os músicos utilizavam as unhas do dedo polegar, como forma de obter efeito sonoro, colocando-a próxima ou distante da corda. O nome dobrão, tão caro ao Mestre Noronha, é tomado da moeda de 40 reis, sendo essa uma peça de cobre com cerca de 5 centímetros. No entanto, muitos capoeiras preferem o uso dos seixos como forma de modular as notas e, segundo Dr. Decânio, os africanos costumam utilizar-se desta mesma pedra. Em Portugal os seixos são encontrados em abundância, nas margens das suas praias com características rochosas, moldados pelo mar, tomando uma forma cilíndrica quase que perfeita, óptima para o manuseio.

A Baqueta:

medindo cerca de 40 centímetros, é utilizada para percutir no arame montado na verga e, dependendo do gosto do tocador, ela pode ser leve ou pesada, tem de ser feita com material resistente, como ticum, lasca de bambu, ou até mesmo eucalipto.

As partes do Berimbau:

Em visita a Associação de capoeira Mestre Bimba, presidida e orientada pelo Mestre Bamba, tive o prazer de conversar com o já citado Mestre Marinheiro, que definiu os nomes das partes do berimbau como sendo:

Birro:

acabamento na parte inferior da verga, onde o arame é fixado, alguns capoeiristas chamam-no de “casa”. Existem diferenças na forma como são encontrados os Birros, na Capoeira Regional, pode ser pontiagudo, e na angola, feito com uma saliência.

Argola:

Extremidade da parte inferior do arame, onde será fixo no birro.

Presilha:

É na verdade, o cordão que serve para prender a cabaça na verga e no arame.

Couraça de protecção ou couro:

É um pequeno disco de cabedal grosso, fixo na extremidade superior da verga, como forma de evitar que o arame penetre na verga inutilizando-a.

Ponteira:

extremidade superior da corda (arame), onde este se encontra moldado como uma argola, e onde é preso um cordão de algodão ou sisal, que irá tencionar o fio de arame, e fixá-lo na verga.

Outras partes do Berimbau:

Verga, cabaça, baqueta, dobrão ou seixo, arame de aço, e ainda como complemento o caxixi.

 

Fonte: Blog Capoeira Alto astral

“MUSICAPOEIRA” – consciência musical para capoeiristas

O que é?

Capoeira é Musica em Movimento. O curso de MUSICAPOEIRA se baseia nessa premissa e cria condições para o desenvolvimento da consciência musical para capoeiristas, possibilitando assim o aumento da conexão ritmo-jogo.
A partir de exercicios e dinâmicas corporais em grupo, o curso de Musicapoeira fornece ferramentas para que cada um consiga reconhecer e superar suas dificuldades, mensurar seus conhecimentos e aprimorar sua performance assim como as rodas em que participa, construindo um instrumental prático e teórico para aprendizagem autônoma.

Como?

A partir de exercicios de canto,  toque e jogo que necessitam de pouquíssima experiênica musical, democratizando o conhecimento e permitindo a evolução invdividualizada, tanto de principiantes quanto de professores. O estudo de discos e videos clássicos de Mestres como Pastinha, Bimba e Caiçara é feito em profundidade, utilizando como suporte teórico as notações corporais e escritas do renomado método de educação musical “O Passo”.

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Quem?

Ferradura é capoeirista formado pela Escola de Capoeira Angola do Mestre Marrom e desenvolve o Projeto Brincadeira de Angola, referência em Educação Infantil. O curso de Musicapoeira foi criado a partir da experiência do autor com o circo-teatro, a dança e a música.

Bulindo no Formigueiro

Documentário biográfico do mestre percussionista Dinho Nascimento, autor do premiado “Berimbau Blues” produzido para TV Cultura.

“Bulindo no Formigueiro” é uma provocação, é movimento. Esta é a proposta de Dinho Nascimento, inquieto, sempre buscando novas sonoridades, arranjos e formas.

Dinho Nascimento continua mexendo em seu repertório. Algumas composições, da época de Berimbau Blues, ainda inéditas, ganharam força e vieram à tona, como é o caso do blues “Branco Oxalá” que já gostava de interpretar com o Arembepe, seu grupo musical dos idos anos 70. Outras são bem recentes, caso da brejeira “Mangaba da Boa”, “Ouroxum” e “Abraço Cura no Ato”. Mas não deixará de tocar aquelas já conhecidas, gravadas em seus Cds.

Roteiro: Janderson Angelim

Imagens: Fabio Massa e Filipe Augusto

Montagem e Finalização: Fabio Massa

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

CD “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro vence 2 categorias no Prêmio da Música Brasileira

A CAPOEIRA se fez presente e vencedora no tradicional e respeitado PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA que em sua 22a edição premiou o cd “CAPOEIRA DE BESOURO” de Paulo Cesar Pinheiro como vencedor das duas categorias a que concorreu: Melhor Álbum Regional e Melhor Projeto Visual.

A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 6 de julho no Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde Paulo Cesar Pinheiro recebeu os troféus ao lado de Zeca Pagodinho, Monarco, Mauro Diniz, Emílio Santiago, Alcione, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Roberta Sá, Zezé Di Camargo e Luciano entre outros vencedores das demais categorias.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” produzido por Luciana Rabello, é uma homenagem a Besouro Mangangá, à capoeira, à Bahia, ao Brasil. Nada mais natural e bonito que tenha sido abraçado e apresentado ao mundo através do olhar e das bênçãos de Maria Bethânia – legítima e fiel filha de Santo Amaro da Purificação, que lançou o cd através de seu selo/gravadora QUITANDA.

O cd “CAPOEIRA DE BESOURO” contou com a participação dos capoeiristas Victor Lobisomem e Mestre Camisa que tocaram os berimbaus ao lado dos renomados músicos Maurício Carrilho(violão), Celsinho Silva(pandeiro), Paulino Dias(atabaque e percussão) e Luciana Rabello(cavaquinho).

A carreira de Paulo Cesar Pinheiro teve inicio com Besouro, quando o poeta em parceria com Baden Powell venceu a Bienal do Samba com “Lapinha” – samba imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão recolhido em rodas de capoeira:

“Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha.”

Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulo adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos da CAPOEIRA e de Besouro Mangangá.

Em 2006, foi montado o musical “Besouro Cordão de Ouro”. As músicas do cd foram feitas originalmente para esta peça que também Recebeu o Prêmio Shell de Teatro na categoria Melhor Música e Direção Musical! E o Besouro continua seu voo.

A comunidade da CAPOEIRA agradece a PAULO CESAR PINHEIRO a oportunidade de levar nossos BERIMBAUS e a música da nossa arte a mais um reconhecimento de nosso valor através do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA !

São Paulo: ManiFestAção em Defesa da Fonte no Morro do Querosene

Dia 10/04/2011 – DOMINGO – das 10 às 22H – na Travessa da Fonte – Morro do Querosene – EVENTO GRATUITO

O Morro do Querosene possui uma área de quase 40.000 m² com resquícios de Mata Atlântica abandonada e 3 nascentes, uma delas a Fonte que jorra água pura e mineral que escorre para o bueiro. A comunidade do Morro do Querosene e Butantã vem há 10 anos se mobilizando para preservar este espaço conhecido pelos moradores como Chácara da Fonte. Hoje, a velha Rua da Fonte está interditada por um muro que nos impede de chegar à Fonte.

Esta área também guarda uma interessante história: aqui se encontravam vários caminhos que constituíam a lendária trilha indígena do Peabiru, mais tarde utilizada pelos bandeirantes, jesuítas e tropeiros. A efervescência cultural do Morro do Querosene deve vir desta época, quando aqueles que utilizavam esses caminhos paravam na Bica e na Fonte para descansar,  matar a sede e realizar suas cantorias e danças.

Hoje, com tantas atividades culturais e artísticas, não temos no Morro um espaço adequado para nossas manifestações. A Chácara da Fonte tem a vocação de Parque Cultural e Ambiental necessário à nossa cidade. Pensando nisso, na criação do Parque da Fonte e na importância de cuidar do meio ambiente, decidimos participar do Fórum Social de São Paulo realizando uma atividade autogestionada denominada “ManifestAção em defesa da Fonte”.

O evento será realizado dia 10 de abril, das 10h às 22h, e contará com apresentações musicais intercaladas com performances e intervenções poéticas, ambientais e urbanas. Entre os músicos que já confirmaram presença estão: Peixelétrico, Planta&Raiz, Nasi, Dinho Nascimento, Tião Carvalho, Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, Treme Terra (MC Gaspar Z´África Brasil), Ambulantes, Isca de Polícia, Poesia Maloqueirista, Henrique Menezes (Banda Bom que Dói), Grupo Cupuaçu, Manos Urbanos, Frente 3 de Fevereiro, Emerson Boy, Marquinho Mendonça e Malungo.

 

Serviço:

Domingo, dia 10 de março, a partir das 10h – Evento Gratuito (programação abaixo)

Local: Rua da Fonte, s/n°, Jardim Pirajuçara (Morro do Querosene) – Butantã – São Paulo

Ruas interditadas: Travessa da Fonte e Rua Padre Justino (nas imediações da Travessa da Fonte que fica a 100 metros da Av. Corifeu de Azevedo Marques). Acesso: pela Av. Corifeu de Azevedo Marques ou pela Rodovia Raposo Tavares, 1ª travessa a direita (Rua Afonso Vaz que vai encontrar a Rua Padre Justino à esquerda).

Realização: Associação Cultural Morro do Querosene, FEMA e Prefeitura de São Paulo.

Apoio: SVMA-PMSP, CET, SABESP, Ecos do Meio, PEABIRU e O AUTOR NA PRAÇA.

 

Programação:

10h20 – Orquestra de Berimbaus (palco) roda de capoeira/samba de roda (chão)

11h10 – Samba da Casa (chão)

11h50 – Henrique Menezes e Banda Bom que Doí (palco)

12h20 – Poesia Maloqueirista Intervenção (chão)

12h35 – Malungo (intervenção musical) (palco)

12h50 – Grupo Cupuaçu (chão)

13h30 – Ambulantes (palco)

14h10 – Manos Urbanos (palco)

14h45 – Hugo Paz (intervenção poética) (palco)

15h00 – Emerson Boy (intervenção musical) (palco)

15h15 – Marquinho Mendonça (intervenção musical) (palco)

15h25 – Treme Terra e Gaspar (Z’Africa Brasil) (palco)

16h00 – Poesia Maloqueirista (intervenção) (chão)

16h25 – Isca de Polícia (palco)

17h00 – Grupo de Teatro do Peabiru (intervenção) (chão)

17h25 – Planta e Raiz (palco)

18h05 – Frente 03 de Fevereiro (palco)

18h45 – Tião Carvalho (palco)

19h20 – Poesia Maloqueirista (intervenção) (chão)

19h45 – Dinho Nascimento (palco)

20h25 – Nasi (Palco)

21h05 – Peixe Elétrico (palco)

IV FESTIVAL BATUQUEIRA

OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI – A CONSTRUÇÃO ECOLÓGICA DE UM INSTRUMENTO MUSICAL

CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE COIMBRA: 26 DE MARÇO DE 2011

O Festival Batuqueira, é um pequeno evento anual, que serve de agente de promoção a cultura Lusófona, em especial, da cultura brasileira e dos países africanos de língua oficial portuguesa.

Na 4ª edição deste evento propomos a Oficina do Berimbau e do Caixixi – A Construção Ecológica dum instrumento musical. Com esta proposta incentivamos a curiosidade cultural, social e musical dos participantes aos instrumentos da Capoeira. Esta proposta é dirigida aos praticantes de Capoeira, aos estudiosos da música e ao público em geral, interessados em descobrir a musicalidade e o desporto a que se associa o Berimbau. Por outro lado, aproveitamos a ocasião para sensibilizar o público as questões ecológicas e ao uso criativo de materiais recicláveis.

Aprenda a tocar Berimbau!

Depois do sucesso da 1ª edição da Oficina do Berimbau em que oferecemos um workshop de construção ecológica do Berimbau, propomos em 2011 o ensino dos toques mais comuns da Capoeira.

Caixixi; A Construção Ecológica dum instrumento musical
É uma oportunidade única aos participantes de aprenderem a forma como se constrói um instrumento musical.
O Caxixi é um pequeno chocalho de cesta que é conhecido por ser tocado a acompanhar o Berimbau.

ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO DO PROJECTO:

Proposta: OFICINA DO BERIMBAU E DO CAIXIXI: A Construção Ecológica dum Instrumento Musical

Data e local de realização: 26 de Março, no Conservatório de Música de Coimbra (Escola Quinta das Flores por detrás do Coimbra Shopping)

Valor de pagamento:
Opção 1 – 10€ / atribuído a concretização do curso
Opção 2 – 60€ / opção de compra de berimbau com direito ao curso (O participante que adquirir um Berimbau junto da equipa do Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
fica com direito a participação gratuita na Oficina de Berimbau e do Caixixi)

Público a quem se dirige: Atletas de Capoeira; Músicos (amadores ou profissionais); público em geral (actividades para crianças a partir dos 6 anos)

Actividades:
10h – 13h » Início á construção manual do Caxixi. Apresentação dos materiais usados na sua confecção.
15h -18h » O Berimbau e a Capoeira – A importância do Berimbau no desenvolvimento da modalidade;
» Análise aos vários tipos de Berimbau e iniciação rítmica
» Jogos Didácticos – Desafio colocado aos participantes.

Professor Convidado:
Márcio Cruz Damião “Pena” Professor do Grupo Muzenza de Capoeira (Algarve)

Organização a cargo:
Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Associação Mandinga de Iúna – Associação Desportiva e Cultural de Capoeira

Parcerias:
Conservatório de Música de Coimbra
Instituto Português da Juventude
Câmara Municipal de Coimbra

Contactos:
Tel. (+351) 918 182 024 / 963 412 090
Email: associacao.mandinga.iuna@gmail.com


Grupo Muzenza de Capoeira – Coimbra
Mandinga de Iuna – Associacao Desportiva e Cultural de Capoeira

Quinta D. João Lt11, 3º Esq.
3030-020 Coimbra
Tlm: 918182024 / 963412090

Fala Tambor: Genuíno Samba de Roda em BH

O grupo Fala Tambor é o primeiro grupo de samba de roda da cidade de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais. Está registrado como Associação Cultural Fala Tambor. Também foi o primeiro movimento cultural tombado como bem cultural imaterial afro brasileiro da cidade de Belo Horizonte, no Inventário Tradições Afro Brasileiras, realizado pela Fundação Municipal de Cultura. 

Criado em 2000, em Belo Horizonte , por Carlinhos de Oxossi, ogan, percussionista, cantor e compositor, o grupo Fala Tambor é formado por um corpo cênico-vocal, produz suas leituras, criações e recriações contemporâneas, a partir da influência da cultura de matriz africana. Todo trabalho desenvolvido foi feito a partir de pesquisas de ritmos e danças provenientes dessa matriz durante os sete anos de existência do Grupo. Atualmente possui um acervo de 80 composições próprias, nas expressões musicais de samba-de-roda, congo-frevo e afoxés. 

O Fala Tambor coloca em cena o genuíno samba de roda, de forma interativa e inovadora. Durante os espetáculos apresentamos, nossas cantigas e ritmos resgatam de forma peculiar a trajetória do povo africano e toda sua herança musical que influencia o Brasil. Ritmos variados, como o quebra-cabloco, cabula, monjolo, congo, arrebate, rebate e barra-vento integram o repertório musical do Grupo. 

Cantores, percussionistas e bailarinas desta trupe dão vida a esta musicalidade, estabelecendo com o público uma parceria lúdica e poética na interpretação de sua obra autoral, que reúne musica, canto e dança afro-brasileira. 

“Reverenciamos” o povo Bantu, com a musicalidade afro descendente, por meio da leitura corporal das bailarinas e sua interatividade com o jogo cênico e diversidade rítmica das canções musicadas para tambores, que retomam o diálogo com os batuques das senzalas e quilombos. Bate com a mão e sapateia com o pé, isto é Sambangolê”, explica o diretor musical Carlinhos de Oxossi. 

Além do trabalho de pesquisa musical, criação e apresentação de espetáculos musicais de Samba de Roda, o Fala Tambor também realiza um trabalho de formação, através de palestras, cursos e oficinas, contribuindo para a preservação e difusão do conhecimento sobre os bens e patrimônio cultural de matriz africana radicada no Brasil. 

Um exemplo é o projeto social voluntário feito junto a crianças e adolescentes da Escola Municipal São Rafael, na comunidade do São Rafael/Pompéia, viabilizando danças, oficinas de percussão e leitura rítmica do samba de roda. O grupo também possibilita a participação da comunidade e público interessado, através de ensaios abertos, que acontecem na Praça da Igreja Nossa Senhora do Rosário do bairro Pompéia, todo domingo na Escola Municipal São Rafael, e na Universidade da Luz, rua Ouro Branco, do Bairro Pompéia, toda Sexta-feira de 20:00 às 21:30. 

Atualmente, O Fala Tambor tem a seguinte formação: Carlinhos de Oxossi (cantor, compositor e diretor musical), Bruno Nigri, Aurélio Marques, Cristian Douglas , Wladimir Alves, Bomfim e Evandro Ramos (percussionistas), Cynthia Diniz, Izabela Miranda , Eli Rosane e Júnia Bertolino, (bailarinas e coro), Sandro Queiroz (agente cultural) e Telma Gomes (assistente de produção). 

Os Tambores de Minas Gerais, nunca calarão… 

Fala Tambor !


Aconteceu: FALA TAMBOR comemora seus 10 anos com show no FIT

O grupo o fará gravação AO VIVO de seu primeiro DVD “Bate com a mão e sapateia com o pé: isto é Sambagolê”, com o melhor do SAMBA de RODA de BH.

HOJE, segunda, dia 9 de agosto, às 23h30, o FALA TAMBOR, o primeiro grupo de SAMBA DE RODA DE BELO HORIZONTE E DE MG, Fará show especial no Espaço Cultural 104 (Praça Ruy Barbosa, em frente à Praça da Estação), dentro da programação “Mostra Movimentos Urbanos”, da 10ª edição do FIT (Festival Internacional de Teatro Palco e Rua). No show serão comemorados os 10 anos de (r)existência do FALA TAMBOR e acontecerá a gravação, ao vivo, do primeiro DVD do grupo, intitulado “Bate com a mão e sapateia com o pé: isto é Sambagolê”.Nesse show, composto por 10 músicas de autoria própria, os cantores, percussionistas e bailarinas da trupe darão vida ao genuíno SAMBA DE RODA, estabelecendo com o público uma parceria lúdica e poética na interpretação de sua obra autoral, que reúne música, canto e dança afro-brasileira.

O QUE é FALA TAMBOR: Criado em 2000 pelo músico, compositor, percussionista belohorizontino Carlinhos de Oxossi, o FALA TAMBOR é composto por um corpo cênico, vocal e percussivo de 12 pessoas, responsáveis por leituras, criações e recriações contemporâneas dos ritmos afro a partir da influência da cultura Bantu, de matriz africana. A “Reverencia” ao povo Bantu se dá na musicalidade afro descendente, por meio da leitura corporal do corpo de baile, sua interatividade com o jogo cênico e diversidade rítmica das canções musicadas exclusivamente para tambores, retomam o diálogo com os batuques das senzalas e quilombos. Ritmos variados, como o quebra-cabloco, cabula, monjolo, congo, arrebate, rebate e barra-vento integram o repertório musical do grupo. Através de cantigas e ritmos percussivos acontece um resgate cultural da trajetória do povo africano e toda sua herança musical que influencia o Brasil. Em seus 10 anos de atuação, o FALA TAMBOR criou um acervo de mais de 90 composições próprias, “recebidas” por Carlinhos de Oxossi – que é ogan de camdomblé (responsável pelos tambores dos rituais religiosos)- através de intuições espirituais. O grupo produz o mais genuíno SAMBA DE RODA DAS MINAS GERAIS, DE FORMA INTERATIVA E INOVADORA, POR ISSO, FORAM REGISTRADOS EM 2004, PELA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA, COMO “BEM CULTURAL IMATERIAL AFRO-BRASILEIRO”. FORMAÇÃO: CARLINHOS DE OXOSSI (CANTOR, COMPOSITOR E DIRETOR MUSICAL), BETO ROCO, BRUNO NIGRI, BONFIM BAHIA, CÉLIO GIBI (PERCUSSIONISTAS), ÁGATHA FLORA, CIDADE, IZABELA MIRANDA E RITA SILVA (BAILARINAS E CORO) E TELMA GOMES (PRODUÇÃO).

GRAVAÇÃO DO DVD “BATE COM A MÃO E SAPATEIA COM O PÉ: ISTO É SAMBAGOLÊ”: A produção desse DVD está sendo realizada através de parceria cultural com as produtoras ATOS Central de Imagens e AFIRMA Criação Audiovisual. A proposta principal desse produto cultural é registrar, preservar valorizar e difundir a história do genuíno SAMBA DE RODA em MG, pois, apesar de fazer grande sucesso com seu público cativo, ainda é pouco conhecido/difundido pela grande mídia.

 

SERVIÇO: EVENTO: Show de 10 anos do grupo FALA TAMBOR /Gravação DVD – AO VIVO

programação FIT 2010 INFORMAÇÕES:http://www.fitbh.com.br/2010/movimento-detalhe.php?id=61

(31) 9862-0675/8826-0541 (Telma); falatambor@yahoo.com.br

A ausência de vozes femininas na capoeira

No mundo da capoeira a mulher está chegando, jogando e conquistando seu espaço. No mundo da música, está lado à lado com o homem, cantando, tocando, se destacando e fazendo muito sucesso. Mas porque será que, quando se trata da música na capoeira, a situação é tão diferente? 

Sim, na roda a mulher canta, a mulher toca pandeiro, atabaque e berimbau, mas quando você vai a uma loja especializada, ou mesmo quando procura na Internet, quantos CD’s de capoeira de mulher você já encontrou? Na melhor das hipóteses uns três ou quatro, todos da Carolina Soares, certo? 

Exitem também músicas interpretadas por mulheres em CD’s de grupos e coletâneas, mas a participação ainda é muito modesta. 

Por que isso acontece? Não tenho resposta para esta pergunta, mas trouxe algumas hipóteses para a reflexão: 

* Falta de interesse – Obviamente não é todo capoeirista que sonha em gravar um CD. Será que o número de mulheres capoeiras com este objetivo é simplesmente inexpressivo? Acho difícil acreditar nesta hipótese. 

* Preconceito – Se a mulher sofria e ainda sofre preconceito ao entrar na roda, na bateria a resistência masculina sempre foi ainda mais rígida. Afinal é o berimbau que comanda a roda, e em muitos lugares, por muito tempo, era inadmissível uma mulher tocando o gunga. Será que esta postura “atrasou” a inclusão da mulher no campo musical da capoeira?

* Dificuldades diversas – A dificuldade em conciliar a capoeira com os cuidados com os filhos, com a casa e o trabalho fora também é uma hipótese válida. Com a vida atribulada a mulher pensa duas vezes antes de assumir mais uma tarefa, chegando até mesmo a abrir mão de um grande desejo. 

É interessante pensar na questão, descobrir outras hipóteses, colocar o assunto em pauta. É possível que existam sonhos sendo sufocados e talentos desperdiçados. 

E que Carolina Soares seja exemplo e inspiração para que a mulher capoeirista ultrapasse mais esta barreira.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Banda de Belo Horizonte se apresenta em Hartford

O Berimbrown promete agitar o público no Trynity College.

A banda mineira Berimbrown está nos Estados Unidos para uma série de apresentações em Connecticut e Massachusetts. O último show acontece no sábado (8), das 12pm às 4pm, durante o Fourth Annual Samba Fest no Trinity College em Hartford. Produzido pelo Professor de Música Eric Galm, o evento traz outras atrações brasileiras.

Participam também o Trinity Samba Ensemble, tendo como convidado especial o cantor José Paulo, e o Ginga Brasileira, grupo de capoeira de New Haven. A festa conta ainda com o Tierra Mestiza, com músicas do México, América do Sul e América Central, além de ter atividades infantis.

Em entrevista por e-mail ao Comunidade News, o fundador do Berimbrown, Mestre Negoativo, disse que os Estados Unidos são uma referência musical para o grupo. Para o Samba Fest, o grupo preparou um repertório que mescla capoeira ao reggae, soul, samba e rock, com composições próprias e versões de músicos famosos. “A expectativa é de muita positividade, e é sempre bom dividir o palco com outros artistas”, disse ele.

Para o músico, é fundamental trazer as culturas mineira e afro-brasileira para o país. “Mostrarmos e falarmos de nossa cultura, nossa realidade e de nossa proposta musical”. Além disso, os músicos estarão em contato com americanos de ascendência africana e de outras raças. “E os brasileiros que contribuirão com a gente para fazermos um ‘carnaval berimbrownzado’”.

Mistura brasileira que conquista

Nascido de um projeto sócio-cultural na Comunidade Maria Goretti, o Berimbrown mistura samba, soul, reggae e tambores com instrumentos de sopro, baixo e bateria, criando um groove dançante. A banda é composta por Berico, Adriano George, Mestre Negoativo, Ronilson, Marconi, DJ A Coisa, Toninho Trombone, Marcinho Monteiro, BomBom e Warley.

Nas 5 turnês realizadas na Europa, o grupo conseguiu contagiar o público. Segundo Negoativo, o Velho Continente é muito aberto a conhecer novas culturas. “Nossa música e a cultura são diversificadas”. Na opinião dele, o Brasil é privilegiado não só pelo conjunto das raças, mas também pelo clima e natureza.

A entrada para o Samba Fest é franca. A única contribuição que o Trinity College solicita são alimentos não perecíveis para uma organização que doa alimentos aos necessitados. O Trinity College fica no 300 Summit College. Informações adicionais pelo telefone (860) 297-2199 ou pelo website www.trincoll.edu/artsattrinity.

 

Da redação do ComunidadeNews.com

Teatro: Homenagem ao Capoeirista e Herói Popular Besouro Cordão de Ouro

Depois de ler ‘Mar Morto’, livro de Jorge Amado, Paulo César Pinheiro se apaixonou pela história de Besouro, um dos maiores capoeiristas de todos os tempos.
O músico, que já compôs várias canções sobre o mito, como ‘Lapinha’, eternizada na voz de Elis Regina, estréia como autor teatral no dia 15, no Centro Cultural Banco do Brasil, com o musical ‘Besouro Cordão-de-Ouro’. “É um personagem riquíssimo, e acho interessante recuperar a história de um ícone tão brasileiro”, conta Paulo César.

BESOURO CORDÃO-DE-OURO

Espetáculo musical em homenagem ao capoeirista e herói popular Besouro Cordão-de-Ouro, que viveu e construiu sua legenda em terras baianas no final do século XIX e início do século XX. O palco se transforma numa roda de atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis, uma valorização da cultura negra.

Autoria de Paulo César Pinheiro.

Ana Paula Black
Cridemar Aquino
Maurício Tizumba
Raphael Sil
Sérgio Pererê
William de Paula
Wilson Rabelo
Gilberto Santos da Silva “Laborio”
Letícia Soares
Marcelo Capobiango
Valéria Monã
Victor Alvim “Lobisomem”
Alanzinho Rocha
Iléa Ferraz

Direção:João das Neves
Direção musical: Luciana Rabello
Coordençaõ de capoeira: MESTRE CAMISA

5/março a 25/abril/2010
6a a domingo, 20h.

R$ 4 (comerciários), R$ 8 (estudantes, idosos), R$ 16. [livre]

Sesc Tijuca

Endereço
Rua Barão de Mesquita, 539

Telefone
(21) 3238-2100/Fax: (21) 2570-4178