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Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Publicação foi traduzida para o Guarani e será lançada, hoje, no Mato Grosso do Sul

Será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de julho, o lançamento da primeira Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha, cuja ilustração foi produzida a partir de um concurso, aberto à participação dos países do Mercosul e realizado dentro do projeto cultural Ava Marandu – Os Guarani convidam, foi editada em guarani, português e espanhol.  O Projeto Ava foi realizado de janeiro a junho deste ano e teve a participação direta de sete aldeias Guarani do Mato Grosso do Sul.

Além do lançamento da Cartilha, a cerimônia, que será realizada na sede do Pontão Guaicuru, terá ainda a premiação dos vencedores dos concursos de Redação, Poesia, História em Quadrinhos e Desenho – Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, também realizados no âmbito do Projeto Ava Marandu, e do vencedor do Concurso de Ilustração da Cartilha da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha foi traduzida para o Guarani pela equipe de professores da aldeia Te’ýikue formada por Eliel Benites, Edson Alencar, Cajetano Vera e Lídio Cavanha Ramires.

“Além de contribuir significativamente para a divulgação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, esta publicação, também na língua Guarani, oferece ao povo desta etnia uma ferramenta que poderá ser utilizada nas escolas indígenas, permitindo a apropriação do conteúdo da declaração, e contribuindo para o fortalecimento desta que é uma das línguas mais faladas no Brasil, e uma das línguas oficiais do Mercosul”, afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ao comentar a importância da publicação do documento.

O Pontão Cultural Guaicuru justifica no texto de apresentação da Cartilha que “a primeira tradução do texto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas para a língua Guarani kaiowá é uma conquista do Projeto Ava Marandu e ajudará crianças, jovens, adultos e idosos da etnia a conhecer e lutar para fazer valer os direitos humanos e o respeito ao universo indígena”.

A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas foi adotada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007. De acordo com o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC), Giancarlo Summa, ela é um instrumento para ser usado na luta dos povos indígenas do mundo inteiro pela afirmação de seus direitos. “É importante que a Declaração se torne cada vez mais conhecida e difundida e seja traduzida no maior número possível de línguas indígenas”, lembrou Summa.

“Conhecer nossos direitos, na nossa própria língua, é o primeiro passo para que esses direitos sejam efetivamente respeitados. A tradução para o Guarani da Declaração, realizada no âmbito do projeto Ava Marandu, é de extrema relevância, prática e simbólica, e merece o reconhecimento, e o agradecimento, de todos”, completou o diretor do UNIC.

Pontão de Cultura Guaicuru fica na Rua Treze de Maio, 727, Vila Santa Dorothéia, em Campo Grande – MS.

(Heli Espíndola/Comunicação/SID)

 

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Portugal/Polonia: “Roda das Nações”

Nosso camarada Cangaceiro, que desenvolve um trabalho aqui em Portugal, acaba de lançar o seu 1º livro sobre Capoeira e a internacionalização e intercambios dentro da “Roda das Nações”, título do livro, idealizado por Ricardo Nascimento.

“Roda das Nações” é o título de um livro que reflecte o resultado de dois anos de encontros de jovens de toda a Europa, na Polónia, onde a capoeira foi uma das actividades principais desta iniciativa, apoiada pela Fundação Rodowo. A ideia para a realização deste livro partiu de Ricardo Nascimento, responsável pela secção de capoeira da Associação Estamos Juntos, que tem marcado presença nestes eventos com alguns dos seus elementos, e com o qual admite que se pretendeu “deixar uma semente, resultado do trabalho desenvolvido nestes últimos dois anos”. Abordando a modalidade como uma ferramenta e um método nos intercâmbios internacionais de jovens, Ricardo Nascimento esclarece, no entanto, que os encontros não visavam a prática da capoeira, mas sim discutir os problemas que os adolescentes europeus têm. “Poderia ter sido um livro de qualquer outra modalidade, mas foi sobre esta porque é à qual eu estou ligado”, refere o responsável que admite que a ideia para este projecto já tem alguns anos, mas que vinha sendo adiada devido á falta de recursos.

Traduzido em quatro línguas (português, inglês, russo e polaco), este livro pretende contribuir para uma melhor informação sobre a modalidade essencialmente nos países de leste participantes que têm o russo como língua materna, uma vez que, segundo Ricardo Nascimento, não têm grandes publicações relativamente à capoeira. “A maioria dos professores são provenientes do próprio país, onde não existem muitos brasileiros ligados à modalidade. Com a criação deste livro pretende-se criar assim um recurso para as aulas que qualquer instrutor pode utilizar.

O livro irá estar á venda apenas nos encontros de capoeira e é o resultado de um trabalho colectivo e de carolice, tendo sido a revisão gramatical nas diversas línguas a parte mais difícil da sua concretização, de acordo com o responsável.

Para uma primeira experiência Ricardo Nascimento considera que o balanço é “extremamente positivo”, da idealização á concepção do projecto. “Tudo o que foi proposto foi alcançado, e o livro é exemplo disso. Apesar de ser pequeno é didáctico e simples pelo que conseguiu alcançar um nível mais amplo dado os temas que abrange”, refere Ricardo Nascimento que admite, contudo, que inicialmente a ideia foi recebida com alguma renitência.

A “Roda das Nações”

Apesar de inicialmente estar previsto chamar-se Capoeira 4 All o título do livro acabou por ser “Roda das Nações” uma vez que simboliza a roda da capoeira composta por diversos país e culturas diferentes. A ideia da integração da capoeira neste encontro, que teve em 2007 a sua última edição na Polónia, era mostrar como a modalidade pode ser uma ferramenta e um método para encontros internacionais de jovens para tratar qualquer tipo de assunto.

Por: Nuno Santos Ferreira – http://www.labor.pt

Capoeira sitiada: consulado mexicano nega visto a mestres brasileiros

 

A capoeira cruzou o Pacífico, o Atlântico e o Índico. A beleza dessa luta-dança-arte brasileira cruzou os quatro cantos do planeta e hoje é praticada por todos os povos, raças, credos e etnias. Mas talvez alguns circuitos diplomáticos se esqueçam de que ela é afro-brasileira e que a sua internacionalização só foi possível devido ao trabalho perseverante de milhares de capoeiristas que deixaram o Brasil para ensiná-la no exterior. É o que parece estar ocorrendo com o consulado do México em São Paulo.

Convidado pelos instrutores de capoeira mexicanos do grupo que coordeno, programei uma viagem para o México, a fim de participar de evento de intercâmbio em janeiro de 2008. Assim o fiz nos últimos anos, uma vez que temos núcleos no Brasil, México, Estados Unidos e França. No México, em particular, já estive quatro vezes anteriormente. Desta feita, integraria uma comitiva formada pelos camaradas Mestre Plínio (Angoleiro Sim Sinhô), Mestre Cigano (Liberdade dos Palmares, EUA), Contramestre Monise (Capoeira Berim Brasil) e Professor Busca Longe (Muzenza, SP).

No entanto, muitos de nós estamos impedidos de entrar no território mexicano, pois não dispomos de cartão de crédito internacional com limite alto e imóvel registrado em nome próprio, como exigem as autoridades de imigração daquela nação latino-americana. Somos arte-educadores de Capoeira, que no Brasil ainda não tem, infelizmente, o reconhecimento devido. Por isso, a maioria de nossos mestres, proletarizados, não têm propriedades em Cancun, onde possam gozar as férias, tampouco reservas cambiais para entrarem em outros países como cobiçados turistas.

Embora sejamos profissionais com ampla experiência internacional, isso não foi suficiente para obtermos o visto de entrada neste país, mesmo que na condição de convidados de cidadãos mexicanos. Episódio estranho esse, pois a capoeira foi tão bem acolhida por “nuestros hermanos”. Embora respeitemos o soberano direito das nações controlarem a imigração ilegal, lamentamos a inflexibilidade destes procedimentos de obtenção de visto que ora nos impede de exercer o tão saudável e importante intercâmbio cultural entre duas nações que nutrem relações políticas, comerciais e culturais de larga envergadura.

Resta, a nós, evocar a sensibilidade das autoridades mexicanas em nosso país para rever procedimento tão ortodoxo. E ao Itamaraty para que convença seus pares no mundo diplomático, de que a Volta do Mundo da Capoeira é irreversível.

Saludos cordiales!

 

 

 

Wellington Nelson Fernandes

Cidadão Brasileiro, nascido em 1969, mestre de Capoeira e arte-educador
Presidente do grupo de capoeira Berim Brasil Internacional

Dia Internacional da Mulher Capoeira

com base no artigo do Dr. André Freire, Portugal –
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 63 – de 05 a 11/Mar de 2006


"Muitas mulheres ainda relutam,  com toda razão,  sobre essa linda e justa homenagem: O DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Desconfiadas perguntam: e quanto aos demais dias?
Perguntam ainda: e quanto ao Dia Local, Municipal, Regional e Nacional da Mulher?
Muito falta, realmente, a ser feito para que a mulher veja seus direitos plenamente reconhecidos. Nas legislações e nas culturas do mundo.
Por outro lado, não se pode negar, a mulher de hoje já apresenta avanços,  ocupa posições acadêmico-profissionais absolutamente inimagináveis no começo do século passado.
Para que esse processo continue progredindo  faz sentido, sim, a criação de um DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Até porque, vivemos num mundo cada vez mais dominado pelo marqueting, sendo assim, o Dia da Mulher, na pior das hipóteses terá o mérito de chamar atenção do mundo para o óbvio. Ou seja, a importância eterna e diuturna da presença da Mulher na Vida e no Mundo.
De parabéns, portanto, a Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) que, em 1975  decretou o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher.
E por que escolheram o dia 8 de março?
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UNIÃO, ESPORTE E AMOR UNIVERSAL

Bendito seja o africano!
… da cadência dos soluços do degredo e da escravidão…
fez surgir a dança da liberdade, da igualdade e da fraternidade!
… que há de unir velhos e meninos…
… homens e mulheres…
… mestres e alunos…
… de todas cores e nações…
… nos cânticos dos "Salmos de São Salomão"!