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Vagas para Shows na Tailândia

A Ritmo Tropical Produções & Eventos, esta selecionando profissional para realização de Shows na Tailândia, PERÍODO: 12 meses


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Obrigado e boa sorte a todos(as ).

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Ritmos Brasileiros & Internacionais – Capoeira – Pirofagia
 – Afro – Pernas de Pau – Malabarismo – Animações e Coreografo(a).

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Gerontocapoeira: Conhecendo as vivências

Uma abordagem da Educação Física Gerontologica no município de Tabatinga-Am.

 

Nos últimos anos, profissionais de diversas áreas da ciência interessam pela Gerontologia. Na Educação Física, estudar e entender o idoso com qualidade e respeito é uma “nova tendência”. Na Capoeira temos muitos praticantes com mais de 60 anos de pratica e outros que estão apenas iniciando no mundo da Capoeira, agora na terceira idade. A novidade agora é que os da idade tardia podem iniciar a arte da Capoeira de acordo com as suas qualidade física e habilidades, aqui considerados Gerontocapoeiristas.

A contribuição relevante a este tema, foi a minha observância quanto praticante desta modalidade desportivo-cultural, a capoeira, por mais de 24 anos de pratica no ano de 2009, onde dos 24, há 14 anos ensinando a arte da capoeira, nesta caminhada tive vários alunos idosos, mesmo empiricamente mantive todos os cuidados necessários e não tive problemas com nenhum deles. Agora há uma necessidade de ampliar há mais idosos interessados, já com uma visão cientifica na área de Educação Física enquanto acadêmico (LIBEF/UEA 2008-2011) e abrir vagas para aqueles que não tiveram a oportunidade de aprender e conhecer profundamente a arte da Capoeira.

Segundo Puga Barbosa (2003, p. 21), “como conceito total de gerontologia temos o estudo do envelhecimento em toda e qualquer enfoque. É necessário bojo que temos subdivisões a Educação Física, desta feita adaptada a pessoa em fase de envelhecimento”.

Ao observar um Mestre de Capoeira de vanguarda jogar capoeira é admirável, encanta e assusta, devido a grande saúde corporal mostrado por ele. Temos como exemplo o Mestre de Capoeira Angola João Pequeno de Pastinha, com 92 anos de idade (uma criança de 92 anos), deixa muitos jovens para trás e no chão. Suas histórias e experiências fazem e dão vontade de promover a gerontocapoeira como uma alternativa para aqueles que muitas vezes tem obstáculos sociais e familiares. Mestre João Pequeno tem uma vasta experiência e é um grande exemplo de vida para muitos praticantes de Capoeira.

Para Puga Barbosa (2000) apud Puga Barbosa (2003, p. 21):

educar para o envelhecimento, e a da base da educação física gerontologica, preocupa-se em adequar a seus clientes, cada vez mais individuais em suas características heterogêneas, os conteúdos da profilaxia e das questões sociais do envelhecimento se aliando a dança, ginástica, jogo, recreação e esporte, acatando os princípios pedagógicos e biopsicossociais.

Há uma preocupação muito grande com os gerontocapoeiristas, por isso é necessário antes de tudo observar o acompanhamento médico para prevenir qualquer situação e uma integração de vários profissionais que trabalham com os idosos. Como exigência, o exame de saúde e o acompanhamento médico se fazem necessário, pois assim, poderemos verificar o tipo de atividade capoeirística e as limitações para cada indivíduo.

Já Moreira (2001, p. 17) afirma que,

o envelhecimento e a expectativa de vida, em todas as populações do mundo, constituem um problema emergente nos vários segmentos sociais. O ritmo de crescimento na população idosa, segundo Passarelli (1997, p. 208), relaciona-se diretamente com a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade infantil, a melhoria no tratamento das doenças infecciosas e condições de saneamento básico, e o acesso aos serviços de saúde para um número maior de indivíduos.

Toda segurança possível é necessário. Por isso, qualquer atividade deve ser planejada e observada as restrições. O aquecimento – alongamento antes do treino é sempre necessário, essas aulas de gerontocapoeira devem sempre esta ligada as áreas abertas de boa circulação de ar, com uma preocupação planejada de exercícios físicos antes, durante e depois do treino (aula de gerontocapoeira). O lugar onde é feito os movimentos (chão) deve ser acolchoado ou um lugar com grama macia.

No projeto de pesquisa antes da aplicação da gerontocapoeira em 2008, na cidade de Tabatinga, Estado do Amazonas, com o apoio da Associação de Capoeira Ave Branca e de Estudantes do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física da Universidade do Estado do Amazonas, o objetivo maior foi entender quais os níveis de flexibilidade que dependem da articulação para a pratica da gerontocapoeira, sem lesões aos ligamentos dos tendões, músculos e pele.

Observamos também, a mobilidade articular e a elasticidade muscular durante a pratica da capoeira para a terceira idade; a realidade de cada indivíduo; se os requisitos práticos da capoeira poderiam ou não prejudicar o iniciante; verificamos até que idade cada idoso poderia realizar determinado movimento e a sua motricidade do idoso. Foi assim observamos as vontades, as evoluções de cada praticante e que tudo depende da individualidade biológica para cada idade.

Como metodologia, tivemos o desenvolvimento do projeto inicialmente por meio de reconhecimento ao espaço físico e primeiro contato com os idosos. Depois construímos uma seleção de movimentos de capoeira de maneira gradual e com bastante observação na execução de cada movimento de acordo com a motricidade de cada indivíduo e foi uma grande experiência.

Apresentamos aqui nosso programa de Gerontocapoeira está fixado nas seguintes situações: Fundamentos; Técnicas e Exercícios de respiração; Relaxamento; Alongamento e Etc.

O objetivo da Gerontocapoeira é a valorização da idade tardia, onde todos participam integralmente, integradamente e gradualmente das técnicas de estimulação no jogo de capoeira (gerontocapoeira), a percepção de si próprio e a relação interpessoal, com base nos fundamentos apresentados.

 

Fundamento teórico biológico:

– Sistema muscular;

– Sistema ósseo;

– Sistema nervoso;

– Sistema cardiorrespiratório (freqüência máxima e mínima);

– Sistema circulatório;

– Degeneração articular;

– Prevenção de acidentes na Capoeira (na Gerontocapoeira).

 

Fundamento teórico social:

– Conceituação;

– Fatos da diminuição das costelas sociais;

– Independência social;

– Expectativa da sociedade.

 

Fundamentos teóricos capoeirísticos:

– Conceituação;

– O que é Gerontocapoeira;

– História da Capoeira;

– Grandes nomes da Capoeira;

– Musicalidade da Capoeira (Cânticos e instrumentos musicais da capoeira);

– Estilos de Capoeira (Angola e Regional);

– Roda.

 

Técnicas individuais e interpessoais:

– Avaliação do seu EU;

– Dificuldades em relação ao quadril, joelho e tendões;

– A importância do trabalho de flexibilidade, habilidade e força;

– Situação físico-motor;

– Níveis de flexibilidade que depende da articulação para a pratica da gerontocapoeira sem lesões aos ligamentos dos tendões, músculos e pele;

– Ginga; golpes, esquivas e movimentos capoeirísticos.

Os itens expostos acima devem ser indicados com base em exames médicos e acompanhamento por um profissional da educação física.

Portanto, para entender melhor o tema é necessário fazer uma vivencia pratica com os anciãos, onde proponho a pesquisa e a implementação nos Programas da Terceira Idade em todo o Brasil, como exemplo da cidade de Tabatinga. È necessário essa aplicação para que mais pessoas possam ter um envelhecimento saudável através da pratica da capoeira, mais precisamente da gerontocapoeira.

As entidades capoeirísticas também podem adotar este sistema de ensino de capoeira (gerontocapoeira) para a terceira idade em seus estabelecimentos, não esquecendo de buscar integrar outros profissionais, como médicos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, nutricionistas, mestres de capoeira e outros que poderão contribuir com os nossos anciãos.

 

Referencias

CAPOEIRA, Dedão. Gerontocapoeira: Capoeira para a terceira idade. Tabatinga: Associação de Capoeira Ave Branca, 2008.

PUGA BARBOSA, Rita Maria dos Santos (Org.). Educação Física Gerontologica: Construção sistematicamente vivenciados e desenvolvidos. Manaus: EDUA, 2003.

MOREIRA, Carlos Alberto. Atividade Física na Maturidade: avaliação e prescrição de exercícios. Rio de Janeiro: Shape, 2001.

 

* Edney da Cunha Samias, é Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas; é Pesquisador amazonólogo pelo Núcleo de Estudos Estratégicos Pan-Amazônicos; é estudante de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física na Universidade do Estado do Amazonas; é Mestre de Capoeira pela Associação de Capoeira Ave Branca do Distrito Federal do Mestre Kall; conhecido no mundo da Capoeira como Mestre Dedão; E reconhecido por muitos Mestres de capoeira como Pai da Gerontocapoeira. Atua na cidade de Tabatinga-Amazonas e faz supervisão nas filiais da Associação de Capoeira Ave Branca na Colômbia e no Peru.

Contato: Celular: (97)9153-4944       E-mail: edney_cunha@hotmail.com

Web: http://www.avebrancacolombia.es.tl

http://avebranca.esporteblog.com.br

Endereço para correspondência:

Beco Marechal Rondon, 5, Portobras, CEP 69640-000, Tabatinga-Am.

Artigo apresentado a Associação de Capoeira Ave Branca, 2010.

A capoeira como ferramenta par a preparação física e treinamento do futebol

A prática do futebol esteve e está no cotidiano da maioria da população brasileiro, desde a infância, sendo na escola ou em praças, condomínios e clubes esta prática esta contida em nossa realidade. Por sermos o único país penta-campeão mundial, o desenvolvimento deste esporte vem sendo difundido com muita ênfase. Jogar bola tem sido a maior diversão da infância brasileira, principalmente para os meninos. Para fazer um programa de atividade física, é necessário, inicialmente, definir a linha de trabalho, ou seja, a abordagem que será seguida.

Dentre as várias abordagens possíveis em educação física, optou-se pela abordagem desenvolvimentista. A justificativa dessa escolha deve-se ao fato de que essa abordagem tem priorizado, e sua fundamentação teórica , os aspectos referentes aos processos de crescimento e desenvolvimento. O pressuposto básico é de que existe uma seqüência normal nos processos de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem motora, significando que os indivíduos necessitam ser orientados de acordo com essas características (Tani, Manoel, Kokubun & Proença, 1998), tendo como principal foco o movimento.

O processo de desenvolvimento motor caracteriza-se por transições de comportamentos motores desordenados para comportamentos motores ordenados, de simples para complexos. Para que o futebol aborde um nível de excelência o embasamento científico e a tendências em propostas alternativas de treinamento desportivo vem de encontro a política de sucesso em jogos e formação de novos atletas e cidadãos, com maior controle corporal cinestésico e demais benefícios.

Uma das vantagens em que a população pode contar é a “ginga” contida no ritmo desenvolvido nas tradições sócio-culturais de nosso país.  Desde o “carnaval”, o “reizado”, a “puxada de rede”, o “maculelê”, o “bumba-meu-boi”, entre outras destaca-se a “capoeira”, uma mescla de dança, esporte e luta, que desenvolve vários benefícios psicomotores, e poderá ser uma ferramenta poderosa aos preparadores físicos e professores de futebol.

Como já vimos muitas são as qualidades, tanto físicas como técnicas e até mesmo psicológicas necessárias para um bom goleiro de futsal. Uma destas qualidades básicas, diz respeito a capacidade de reação, que deve ser a mais rápida possível, através da realização de movimentos técnicos de defesa, frente as ações ofensivas dos adversários, normalmente arremates ao gol em forma de chutes e cabeceios.

É primordial que o goleiro responda rapidamente e conscientemente a este estímulo, estando a sua produtividade diretamente relacionada com esta capacidade. Para obter este intento, um bom tempo de reação é necessário.

Utilizando inicialmente o termo Velocidade de Reação, surge o conceito de VIANA (1995) para quem “ velocidade de reação é o tempo mínimo necessário para ser dar uma resposta motora a um estímulo sensitivo”.

Isso vem de encontro com várias situações de jogo, que além do goleiro, as demais posições também se utilizam destas funções, como: passe, rebote, lançamento, antecipação, entre outros.

Na capoeira, os ataques são esquivados pelo oponente, por exemplo: quando um jogador executa um chute denominado “benção”, o oponente se esquiva no movimento “queda de quatro”, ou quando o oponente defere uma “meia-lua de compasso”, o jogador se esquiva na “cocorinha”.

Alguns técnicos de futebol já utilizam a capoeira como ferramenta. O colunista esportista da Folha de São Paulo, Jose Geraldo Couto, comentando a atuação do Técnico Parreira à frente da Seleção Brasileira de Futebol, e de Zico à frente da Seleção Japonesa de Futebol nos deu uma informação interessante sobra a Capoeira.

O artigo em si é interessante: o problema do Parreira, homem tático, cartesiano radical, é lidar com os craques brasileiros, especialistas em driblar formas geométricas, em procurar a beleza da jogada, a improvisação ; o gol virá naturalmente (quem ainda se lembra do “radical” Denis da Portuguesa que dizia  – mais ou menos isso – que preferia executar uma bela jogada a marcar um gol feio).

O problema que Zico tinha na época que treinava times no Japão era o  oposto: o jogador japonês é absolutamente obediente taticamente; tem bom preparo físico, mas não sabe “gingar”, não improvisa e fica escravo da rigidez tática. Zico tentou de tudo para passar para os seus pupilos alguma coisa da ginga do jogador brasileiro e, indo fundo no seu intento, contratou um professor de capoeira para ensinar essa dança/luta para os japoneses, na esperança de que  eles adquiram algum tipo de jogo de cintura, que os brasileiros têm de sobra, e possam melhorar o seu futebol.
Mais uma nuança de muitas que a capoeira possui, quem sabe podemos colaborar mais ainda com nosso futebol!

Referências bibliográficas

VIANA, Adalberto. Treinamento do Goleiro de Futebol. 1ª edição. Imprensa Universitária. 1995. Viçosa.
Tani, G.; Manoel, E.J.; KOKUBUN, E.; PROENÇA, J.E. Educação Física Escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista. São Paulo: EPU/ EDUSP, 1998.

 

Márcio R. dos Santos

Pós Graduado em Treinamento Desportivo e Individualizado; Coordenador do Projeto Capoeira Escola da Secretaria Municipal de Governo-Sede Regional do Centro Histórico-Mercado Municipal da Secretaria Municipal de Educação de Santos e Faculdade de Educação Física de Santos-Fefis-Unimes; Faculdade de Educação Física -UNIP-Santos; professor da Escola de Educação Infantil-Ensino Fundamental e Médio “Verde que te quero verde” e da Escola de Educação Especial “30 de Julho”

 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br

Menina quem foi sua mestra

Menina quem foi sua mestra: O evento tem como finalidade reunir mulheres (e homens!) capoeiristas e mulheres não capoeiristas para debater não apenas as questões relacionadas as violências contras as mulheres (física, moral, psicológica, patrimonial, etc) mas também colaborar na defes e divulgação da Lei Maria da Penha. buscamos atuar na construção de redes de prevenção e enfrentamento a este fenômeno inaceitável, inserindo aqui também a luta contra a exploração sexual de meninas e mulheres e contra o turismo sexual que alimenta o tráfico de mulheres. Neste caso, especialmente, a capoeira pode dar uma importante colaboração, e em nível mundial, não apenas problematizando a apreensão, as percepções sobre o corpo em diferentes contextos culturais e políticos, mas também cumprindo importantes papeis sociais na promoção de sociedades mais justas, com liberdade e eqüidade.

Também é um evento que busca chamar a atenção para a necessidade das mulheres, capoeiristas e não capoeiristas, atuarem politicamente, pensando inclusive os espaços de poder e decisões.

Estas ações estão presentes no Plano Nacional de Política para as Mulheres e, juntas, podem promover a formação de novas gerações de capoieiristas em condições de repudiarem o racismo, o sexismo  e a homofobia/lesbofobia.

Plano Nacional de Políticas para as Mulheres/PNPM, focando:

1. formação para o enfrentamento à todas as formas de violência contra as mulheres, incluindo àquelas que dificultam seu aprendizado e promoção nos espaços da capoeiragem (eixo 4 do PNPL);
2. formação para a participação das mulheres nos epaços de poder e decisão (eixo 5 do PNPM)
3. formação para o enfrentamento ao racismo, sexismo e lesbofobia (eixo 9 do PNPM))

Assim, é preciso entender a capoeira como um espaço politico com potencial de transformações muito grande. E é por isto mesmo que também torna-se necessário, como capoeiristas, sabermos decodificar na propria capoiragem a reprodução destas práticas de subordinação, para desmascará-las, e enfrentá-las, e seguirmos contruindo uma capoeira mais plural e em condições de valorizar as diferenças como entendimento necessário à promoção dos Direitos Humanos e da justiça social.

Do ponto de vista da capoeira é necessário também debater as importantes construções que as mulheres trazem,  pensando que este novo cenário, plural, implica  também em mudanças significativas para eliminar – simbolica e concretamente – valores e práticas de violência, percebendo que estes é que não são socialmente aceitas.

Queremos ver a capoeira dentro de um contexto social mais amplo como também entender como este contexto social mais amplo atua na reprodução das suas forças ideológicas também dentro da capoeira. Aqui, a Pequena Roda e a Grande Roda se fundem permanentemente, impondo a permanência numa cadeia de transmissão de conhecimento que se fez sobrevivente exatente por estar atrelada à defesa da vida e da liberdade humana.

Ninguém se faz capoeirista por contemplação. Nossas práticas são traduzidas pelas falas com as quais nos posicionamos no mundo.

A mulher na capoeira será sempre uma mulher! Dentro da capoeira ela vivencia esta experiência histórica de ser mulher, aprendendo inclusive que ali existem dispositivos que atuam contra ela, e de diversas formas.

Menina quem foi sua mestra se propõe a debater esta “sujeita” coletiva chamada mulher capoeirista, aponatando aqui a necessidade de reconhecermos os lugares ocupados por outras mulheres em nossa formação, sendo estas também as nossas mestras do cotidiano.

Para tal, alem das mestras Janja e Paulinha ( e do mestre Poloca!), do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, e das prestimosas  parcerias com o Mandinga de Mulher – Coletivo de Capoeiristas e da Fundação Pierre Verger (Ponto de Cultural/Minc), contaremos com algumas importantes convidadas, realizando oficinas de movimentos, cantos e toques, palestras, rodas de conversa e de capoeira:

  • Mestra Cristina (Rio de Janeiro)
  • Mestra Elma (Santa Catarina)
  • Mestra Brisa (Salvador)
  • Treinel Manô (São Paulo)
  • Sonia Santos (Rio de Janeiro)
  • Nane Pequeno (Salvador).
  • Cristine Zonzom (Salvador)
  • Francineide Marques (Salvador)
  • Ligia Vilas Boas (Salvador)

As inscrições são limitadas e as pessoas interessadas podem entrar em contato através dos seguintes contatos:

(71) 9999-9230 | E-mail: meninaquemfoisuamestra@gmail.com

Capoeirista & superação do recorde “Amador com Maior Salto Mortal de Costas”

RankBrasil, sob os olhos atentos do auditor Cadari, registra novamente a superação do recorde “Amador com Maior Salto Mortal de Costas”.

Após apresentar a superação de Rogério Marques dos Santos de sua própria marca no recorde de “Amador com Maior Salto Mortal de Costas”, ao passar do salto de 1,60m para o de 1,70m, o RankBrasil e o programa Tudo é Possível, da rede Record, apresentam um novo recordista na categoria, Marcos Vinícius Farias. O recorde de Marcos, 2m, foi registrado pelo auditor, Luciano Cadari e a apresentadora Eliana.

Aos 21 anos, casado e trabalhando como metalúrgico este paulista de Piracicaba, interior do Estado, não conquistou o recorde por acaso, uma vez que é necessário treinamento, agilidade e certa resistência física para os saltos. “Jogo capoeira desde os quatro anos de idade e faço parte do grupo ‘Estilo Acrobático Capoeira’”, relata o recordista.

Redação: Keyla Barros

MENINO QUEM É TEU MESTRE ?

Segundo o dicionário do folclore brasileiro de Luiz da Câmara Cascudo, mestre é todo exímio trabalhador manual / aquele que ensina ou título dado a membros de uma comunidade que exercem profunda relação com algum saber, em forma de respeito.  Na capoeira o título de mestre é dado a todo aquele que a partir do reconhecimento público de serviços prestados a uma comunidade consegue se firmar como tal. 
 
Nossa reflexão começa a partir destas definições acima, pois se faz necessário, mais do que nunca, tentarmos desmistificar a figura do mestre de capoeira, pois só assim conseguiremos modificar grandes equívocos que ocorrem no processo de formação de cada discípulo. Vale a pena ressaltar que este artigo não pretende de maneira nenhuma esgotar o assunto nem se firmar como verdade absoluta, mas sim servir de base para estimular algumas reflexões sobre a arte capoeira e seus “condutores”.
 
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A Capoeira e os conflitos da Intervenção Pedagógica

A capoeira atualmente está enfrentando uma de suas maiores crises de identidade, principalmente no âmbito de atuação escolar, pois pela sua recente inserção e pelos conflitos gerados a partir de um confronto de ideologias que apontam, na maioria das vezes,  toda repressão e sectarismo na estruturação do sistema de ensino brasileiro adotado em nossas escolas.
Vale a pena ressaltar que não podemos perder de vista que a instituição escolar surge para atender uma necessidade da burguesia, reservando-se, na maioria dos casos,  o papel para a mesma de ferramenta mantenedora da estruturação social vigente, que se firmou ao longo dos anos através de símbolos condicionadores para um perfil social forjado para atender os interesses das classes dominantes.
 
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MENTIRAS QUE PAREDEM VERDADES – ALGUNS SOFISMAS SOBRE CAPOEIRA

A violência é um traço característico da sociedade contemporânea. Manifesta-se de diferentes formas em nosso cotidiano: na televisão, no cinema, nos videogames, nos diversos esportes, na política e nas várias esferas do comportamento humano. Em termos globais, o item que mais consome os orçamentos dos diversos países do mundo são os gastos com guerras. Este cenário se agrava ainda mais em países como o Brasil, marcado pelas desigualdades sociais, A violência, então, passa a fazer parte do nosso cotidiano e as pessoas são obrigadas a conviver com ela de diferentes formas.

A capoeira, sendo uma modalidade de luta, está particularmente sujeita a influenciar-se pelo ambiente de agressividade presente em nossa sociedade. Cabe, então, refletir sobre o problema e compreender de que maneira parte significativa dos praticantes da arte-luta brasileira pretende justificar atitudes que muitas vezes ainda que procurando apoiar-se nas tradições da capoeira ferem os mais elementares princípios éticos que devem nortear nossa vida social.

Sem dúvida, a superação do estado atual em que se encontra a capoeira passa pela análise dos argumentos mais utilizados por aqueles que imaginam ter o poder de decidir sobre os padrões sobre os quais a luta brasileira se apoia ou, segundo tais pessoas , deveria se apoiar.
Nestes breves comentários pretendemos destacar alguns pontos do discursos que, em nome das tradições da capoeira, termina por transformá-la numa prática violenta e anti-pedagógica.

Embora desconhecedores da história de conflitos e resistências da arte-luta brasileira, os arautos desta suposta tradição têm elaborado toda uma argumentação para justificar a introdução à exaustão, de técnicas alheias á capoeira e envolvê-la num espirito profundamente destrutivo. Acreditamos ser possível desvendar o caráter mistificador desta argumentação contribuindo assim, ainda que dentro do estrito limite daqueles capoeiristas abertos à reflexão sobre a prática que desenvolvem , para evitar que a capoeira continue nesta paradoxal trajetória de progredir tecnicamente e regredir eticamente. Afinal, enquanto a sociedade está na era do computador, muitos capoeiristas ainda se encontram na era da navalha.

Portanto, propomo-nos enumerar alguns sofismas que estão na base de certas concepções de capoeira veiculadas por diversos grupos de praticantes por todo o país. Sofismas são formas de raciocínio falsas com aparência de verdadeira, e é aí que reside sua capacidade de produzir conceitos falseados. Sabemos que uma meia-verdade mente mais do que uma mentira, justamente porque sua metade verdadeira lhe empresta uma aparência de justiça. Passemos, pois, ao que nos interessa mais diretamente.

PRIMEIRO SOFISMA

A capoeira foi criada pelos escravos na luta pela libertação, logo ela uma luta essencialmente violenta, uma vez que o escravo não podia medir esforços ara obter a liberdade. Portanto, a violência é um aspecto sem o qual a capoeira perde a sua identidade.
Este talvez seja o argumento mais citado por aqueles que pretendem fazer da capoeira uma espécie de "arte marcial completa", envolvendo desde os golpes traumáticos com pés e mãos, até projeções, torções e luta de chão, atingindo indistintamente todas as partes do corpo do adversário, sem qualquer tipo de proteção.

O primeiro sofisma é um bom exemplo de nossa explicação anterior: parte de um fato verdadeiro para uma conclusão falas. É verdade indiscutível o fato de que a luta pela liberdade impunha ao escravo uma extrema agressividade, na forma de resistência a um sistema opressor. Mesmo porque estava em jogo o maior bem de que dispõe o homem, sem o qual é mesmo de se questionar se a vida vale a pena, isto é, a liberdade. Porém, o equívoco parece estar em transportar o fato para os tempos presentes e imaginar que, em função desta realidade histórica, a capoeira jamais poderá ser praticada sobre outras bases, mais adequada aos nossos tempos, que exigem não mais a luta pela liberdade do corpo, mas uma intensa capacidade de reagir criticamente aos processos de massificação que cada vez mais uniformizam a sociedade enclausuram as consciências dos homens.

É claro que, sendo uma modalidade de luta, a capoeira deve trabalhar a agressividade de seus praticantes, visando atingir elevado nível de preparação física em seus golpes. No entanto , sendo também uma prática desportiva institucionalizada, é necessário que o principio do respeito à integridade física e moral de seus praticantes estejam acima de tudo. Para isso, é preciso, em alguns casos, estabelecer regras e limites, sem os quais a capoeira se confunde com o vale-tudo, que, como se sabe, é um tipo de competição, e não uma modalidade esportiva.

SEGUNDO SOFISMA

A capoeira até há muito pouco tempo, foi uma luta praticada exclusivamente por indivíduos das classes marginalizadas, que não dispunham de espaços apropriados para o desenvolvimento de suas manifestações culturais. Assim a capoeira nasceu se desenvolveu nas ruas. Portanto, a rua é um local que, segundo as tradições da capoeira, dever ser utilizado para a sua pratica nos tempos de hoje.Mais uma vez pode-se verificar o apelo às tradições para justificar toda sorte de atitudes e também, novamente, temos um raciocínio que não considera a mudança histórica na nossa sociedade e muito menos a transformação do papel da capoeira nesta mesma sociedade. É verdade que a capoeira [e fruto da resistência heróica das amadas sociais subalternas brasileiras, onde nasceu e se desenvolveu até a década de trinta deste século, quando Mestre Bimba procedeu à sua inserção junto às camadas sociais médias e superiores. Sem dúvida a rua foi – continua sendo – um verdadeiro "espaço cultural" para as classes oprimidas por um sistema social excludente. No entanto, é preciso perceber que as transformações sociais e aquelas ocorridas no âmbito da própria capoeira impõem uma reinterpretarção de sua prática nas ruas.

Inicialmente, convém observar que apenas em pouquíssimas situações a capoeira ainda é praticada nas ruas por falta dum espaço mais adequado. Além disso, uma vez que uma das principais bandeiras dos capoeiristas da atualidade consiste em retirar a capoeira de sua condição de marginalidade elevá-la ao plano de esporte e tradição cultural reconhecida respeitada, faz-se necessário lutar para que as instituições, cada vez mais ofereçam condições necessárias para que a luta brasileira conquiste espaços culturais mais dignos de sua história de resistência. Uma análise mais pormenorizada deste problema nos obrigaria também a detalhar o fato de que a sua, enquanto espaço de produção cultural, tem mudado significativamente seu papel na sociedade brasileira nas últimas décadas. Referimo-nos , principalmente, ao fenômeno da violência que, como sabemos, assume configurações completamente diferentes da malandragem de outrora.

TERCEIRO SOFISMA

Mais uma vez , temos uma afirmação que não considera a inserção atual da capoeira na sociedade brasileira. Afinal, a partir do momento em que os capoeiristas se propõem a conviver com instituições mais ou menos formalizadas na sociedade, isto é, ensinar e praticar a luta em clubes, escolas, universidades ou associações de qualquer tipo, faz-se necessário reconhecer como necessárias as regras de conduta e convívio social vigentes nestas instituições. Além disso, o recurso à alegação de que a cultura brasileira tem como característica o "jeitinho" e a "malandragem" é profundamente questionável, na medida em que a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática passa pela superação de certos traços supostamente identificadores da cultura nacional. Em outras palavras, quando afirmamos que no Brasil as coisas funcionam à base do improviso – reconhecendo como grande qualidade a nossa suposta capacidade de improvisar e burlar as regras – podemos estar defendendo certas atitudes que desrespeitem os direitos mais elementares das pessoas. No caso duma luta, r exemplo, a liberdade de burlar regras ou propor que não existam pode significar a colocação de vidas em risco.

QUARTO SOFISMA

O capoeirista, sendo um lutador, não deve, sob qualquer argumento, recusar-se a jogar com outro capoeirista quando estiver em uma roda ou outro evento, uma vez que assim agiria covardemente e feriria os princípios da própria capoeira, uma luta caracterizada pelo seu poder de combate.
Como nos outros sofismas, temos mais uma afirmação que não percebe as novas determinações a que está sujeita a capoeira. Não faz sentido exigirmos que o capoeirista hoje se procure se pautar por uma espécie de "ética do guerreiro", uma vez que, cada vez mais, a capoeira precisa conviver com um amplo universo de outras atividades presentes na vida do indivíduo. Ora, haveria algum sentido em se impor aos praticantes do caratê ou arte marcial uma conduta semelhante à dos antigos samurais do Oriente, sem adaptações ao mundo moderno? É claro que não, assim como o capoeirista de hoje não pode ser associado à figura do escravo que combatia pela sua liberdade. Desta maneira, faz-se necessário que o jogador de capoeira tenha o bom senso de exigir que seja respeitada a sua opção de praticá-la como uma luta que enriquece a sua vida, e não como um combate desesperado em que a coloca em perigo. Afinal a libertação maior que a capoeira pode nos permitir no mundo de hoje é livrar-nos das castrações que a sociedade no impõe cotidianamente. A alforria que os tempos atuais exigem deve romper com os grilhões que prendem não s nossas pernas ou braços, mas que impedem nossos pensamentos no rumo do desenvolvimento das capacidades criativas e da expressão de nossas verdadeiras identidades.

O escravo, quando fugia para aquilombar-se, ou mesmo chegava a matar para obter sua liberdade, agia movido pelos instintos de vida, de preservação de seu bem maior, a liberdade. Por maiores que fossem seus sofrimentos, esse negro era, como todos os homens que lutam pela liberdade, a corporificação da luta pela sobrevivência. Seus golpes eram pela igualdade em relação à liberdade que gozava o senhor.

Alguns capoeiristas de hoje, quando transcendem os princípios de nossa arte-luta e mesmo valores éticos básicos, estão movidos por que tipos de instintos? Que busca de liberdade há por trás de suas atitudes, muitas vezes violentas? Ao contrário da liberdade há uma tentativa de dominar o outro, de impedir-lhe a liberdade de movimentação, de ferir-lhe moral e fisicamente. Essa forma de se fazer a capoeira busca a destruição do outro e produz a autodestruição do indivíduo que a pratica. Essa capoeira, se vier a predominar sobre a outra, significará o fracasso de um projeto iniciado ainda na África, quando o negro era aprisionado e já começava a pensa em estratégias de libertação.

 

Luis Renato Vieira "Carioquinha" – Brasília/DF