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O ABC da Capoeira Angola – Os Manuscritos de Mestre Noronha

O ABC da Capoeira Angola – Os Manuscritos de Mestre Noronha

 

Um documento histórico de grande valor… Uma versão atualizada e completa com 120 páginas !!!

 

Preparamos uma nova versão, completa e atualizada, a versão que estava largamente disponibilizada em PDF na rede, do Livro: “O ABC DA CAPOEIRA ANGOLA – OS MANUSCRITOS DE MESTRE NORONHA“, continha apenas 18 paginas. Esta versão do livro nos foi enviado há cerca de 10 anos pelo incansável Mestre Decanio (em memória), uma das mais fantásticas figuras da Capoeira que defende a democratização da informação… para o mestre, boa informação é aquela que é transmitida…

 

O Livro originalmente foi enviado ao Mestre Decanio pelo escritor, historiador e pesquisador Fred Abreu que conseguiu publicar os manuscritos de Noronha, com o apoio do Governo do Distrito Federal, Programa Nacional de Capoeira/Projeto Capoeira Arte e Oficio, DEFER e CIDOCA/DF

 

Mais uma excelente novidade para toda a comunidade capoeirística!!!

 

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Fica a dica de uma ótima e importante leitura, aproveite!!!

 

Agradecimentos especias:

Fred Abreu, Angelo Augusto Decanio Filho, Bruno “Teimosia” e A Família de Daniel Coutinho o Mestre Noronha, que autorizou esta publicação.

 

Programa Nacional de Capoeira/Projeto Capoeira Arte e Oficio – DEFER – CIDOCA/DF

“É um documento emocionante por que demonstra a sede que nosso povo tem manter e propagar a tradição provando que têm consciência de um povo sem tradição é uma arvore sem raiz… qualquer abalo destrói… como venho dizendo há anos…”

Desejando muita saúde, felicidade e  axé!
Decanio

 

 

Visite a seção de “DOWNLOADS DA CAPOEIRA” e confira as novidades

Boa Nova – Bahia: Prefeitura proíbe rodas de capoeira em espaços públicos

A Prefeitura da cidade de Boa Nova-BA voltou ao tempo, mais precisamente na década de 20 quando os capoeiristas eram proibidos de praticarem sua arte por que a capoeira era considerada crime, quem a praticava era só os negros. Um ofício da Prefeitura de Boa Nova, datado de 6 de maio de 2013, “está proibindo o uso de espaços públicos (praça, ruas, avenidas, clubes, quadra poliesportiva e ECT), só será permitido mediante a autorização do Poder Executivo.” Esse ofício foi assinado pelo Secretário de Administração, Rubens Souza Andrade, encaminhado para o Mestre de Capoeira Amado de França.

A Associação de Capoeira Netos do Mestre Canjiquinha, sob a coordenação do Mestre Amado, atualmente no município de Boa Nova, há 16 anos vem desenvolvendo um trabalho social sério que através do esporte tem mudado para melhor a vida de crianças, adolescentes e jovens. A Constituição Federal diz que todos temos “o direito a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. A Prefeitura não informou os motivos da proibição. Esse crme já foi denunciado no Conselheiro Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e ao CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural) e IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural).

 

Fonte: http://giroemipiau.com.br

Paraná: Dia Estadual da Capoeira e Ofício dos Mestres

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ – Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury – PROJETO DE LEI Nº 142/2010

 

DECRETA:

Art. 1º Fica incluído no Calendário Oficial do Estado do Paraná, o Dia Estadual da Capoeira e Ofício dos Mestres.

Art. 2º A referida comemoração dar-se-á anual­mente no dia 20 de setembro de cada ano. O Poder Exe­cutivo deverá incentivar a participação das entidades representativas da Capoeira, bem como da iniciativa pri­vada, visando formar parcerias para a realização de reuni­ões, palestras e apresentações voltadas para a prática dessa cultura.

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua  aprovação, revogadas as disposições em contrário.

 

Sala das Sessões, em 05/04/10.

(a)    BETI PAVIN

 

JUSTIFICATIVA:

Em um Palácio Rio Branco cercado por aproxima­damente 20 grupos de capoeira da Bahia, do Rio e de Per­nambuco, no centro de Salvador, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN (Instituto do Patrimô­nio Histórico e Artístico Nacional) acolheu por unanimi­dade, o pedido de registro da Capoeira como Patrimônio Cultural Brasileiro, feito pelo Ministério da Cultura. É o ponto alto de uma história repleta de altos e baixos. “Não se pode esquecer que a prática foi, por muitos anos, con­siderada crime pelo Código Penal”, lembra a historiadora e capoeirista Adriana Albert Dias. “Hoje, é um símbolo nacional espalhado pelo mundo.”

Os registros mais antigos da capoeira vêm do século 18. Era praticada por escravos, sobretudo os vindo de Angola. O esporte-dança foi considerado crime até o fim da década de 1930. Só a partir de lá começou a alçar a fama, hoje estendida a cerca de 150 Países. Agora, passa a ser um dos 14 Patrimônios Culturais do País, junto com o frevo, o samba carioca e o ofício das baianas de acarajé, entre outros.

“Se hoje a manifestação é legitimada como um dos principais símbolos da cultura brasileira, foi por muito sacrifício, em especial dos mais antigos”, conta o histori­ador e pesquisador do tema Frede Abreu. “Hoje, a maio­ria deles está em má situação financeira.” Na prática, a elevação da capoeira a Patrimônio Cultural prevê, além da inscrição, como Bens Culturais de Natureza Imaterial, do Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro de Saberes e da Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão, a criação de um plano de previdência especial para os “velhos mestres”. Gente como Francisco de Assis, o mes­tre Gigante, de 84 anos. “Preciso muito dessa ajuda”, diz Assis, que já participou de rodas de capoeira com os len­dários mestres Bimba e Pastinha, ícones da expansão da atividade.

Para o presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida, o reconhecimento é um passo para que se esta­beleçam “políticas públicas concretas” para a atividade. As próximas medidas para a preservação da capoeira, além do plano especial de previdência, de acordo com ele, são o estabelecimento de um programa de incentivo da atividade do mundo e a criação de um Centro Nacio­nal de Referência da Capoeira, com sede em Salvador. “Vamos transformar a Cidade em um espécie de Meca da capoeira”, afirma. (Tiago Décimo)

A Capoeira é motivo de “orgulho nacional, prati­cada e mais de 150 Países de todos os continentes”. “Foi necessário muitos anos para que reconhecêssemos o seu valor cultural. Getúlio Vargas foi quem deu o primeiro passo ao receber pessoalmente o Mestre Bimba, criador da Capoeira como arte marcial. De lá para cá o Estado se dividiu entre a perseguição e a indiferença à Capoeira, chegando até a dizer quem poderia e quem não poderia ensinar essa arte. Mas tudo isso é passado. Estamos finalmente fazendo justiça.”

“A Capoeira dança, Capoeira luta, Capoeira artes circenses, Capoeira em todos os sentidos. Parabéns aos capoeiristas, parabéns a todos nós brasileiros, exultou o Ministro Gilberto Gil, por sua vez, ao apoiar a decisão dos conselheiros: “já era hora; muito merecida”.

Bahia: Capoeira deve se tornar patrimônio cultural brasileiro

 

Salvador – A capoeira é a próxima manifestação brasileira candidata a patrimônio cultural. O registro será votado na próxima reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 15 de julho, no Palácio Rio Branco, em Salvador. No mesmo dia, também será apreciado o tombamento do Forte Assunção, do século XVII, que deu nome à cidade de Fortaleza, capital do Ceará, além da proposta de preservação de vários edifícios de valor histórico do Bairro do Comércio, na Cidade Baixa Salvador, Bahia.

O registro de patrimônio imaterial também deverá valorizar o ofício dos mestres nesse saber que mistura luta, música e dança. Responsáveis pela divulgação desta atividade em mais de 150 países, os mestres terão sua habilidade de ensino reconhecida.

Os capoeiristas vão celebrar o registro de sua arte com um grande evento no Teatro Castro Alves, oferecido pelo Ministério da Cultura, o Iphan e o Governo do Estado. Já estão confirmados apresentação dos baianos do Recôncavo, Maria Bethânia e Roberto Mendes, dos percussionistas Naná Vasconcelos, Wilson Café e Ramiro Musotto, além do mestre capoeirista Lorimbau. A entrada será gratuita e haverá distribuição de ingressos na véspera.

Ainda no Teatro Castro Alves, será aberta a exposição Na roda da capoeira, produzida a partir do inventário realizado entre 2006 e 2007 para o registro deste bem imaterial. São pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da capoeiragem. Na ocasião, também haverá o lançamento do livro, produzido pelo Iphan, Ofício das baianas do acarajé. O material é resultado do processo de registro, em janeiro de 2005, deste outro saber característico da cultura brasileira.

 

Fonte: Jornal da Mídia – Salvador – http://www.jornaldamidia.com.br/