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Boas Festas: Mestre Gladson e alunos da Projete Liberdade Capoeira

Queridos amigos Mestres, Contra-Mestres, Professores, alunos e demais entusiastas da nossa CAPOEIRA,

“Desejamos a todos, um findar de ano, onde possamos, de olhos cerrados, olhar para dentro e, fazer um retrospecto de tudo que nos foi oferecido de bom e necessário para o nosso crescimento físico, espiritual e material e, do muito, que pudemos externar aos nossos companheiros desta jornada terrena. Tomara que, na contabilidade divina, não tenhamos débito nos nossos cartões de Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Caridade. E, se assim for, tenhamos em 2014, mais um ano repleto de LUZ DIVINA, onde o DEUS de cada um, nos mostrará sempre, que, não existe pobre tão pobre, que não tenha nada para DOAR e, rico tão rico, que não tenha nada para PEDIR. Portanto, que nos seja dada a possibilidade de olhar ao nosso entorno e, podermos CREDITAR a todos os nossos Irmãos, as benesses iluminadas, que sempre estão ao nosso dispor e, as vezes não conseguimos enxergar. Digo no mais alto brado: Tudo que precisamos enxergar, para a realização do especificado, está no contexto de uma RODA DE CAPOEIRA, onde o ditar do ritmo de nosso Mestre Maior, sempre nos mostram o que é: PAZ, AMOR, CARIDADE, DIGNIDADE, AFETO, RESPEITO, HONESTIDADE, HARMONIA, COMPREENSÃO e, outros quesitos mais, que nos ajudarão a melhorar a Qualidade de Vida do Universo como um todo. ACREDITEMOS.”

Um Feliz Ano Novo, extensivo a todos os seus Familiares,

Grande Abraço e Beijos a todos,

Gladson e alunos da Projete Liberdade Capoeira

 

* Dica do editor:

Visite: http://projeteliberdadecapoeira.com.br/

Mulher e a Capoeira foi tema de evento no Centro de Criatividade

Neste sábado, dia 02 de junho, o Centro de Criatividade abrigou o evento ‘Aúa Ananã – Mulher na Roda é Pra Jogar’. A programação teve início às 15h e contou com palestra, apresentações artísticas, oficinas (capoeira angola, capoeira regional, maculelê, samba de roda e percussão), sorteios de brindes e desfile da capoeirista mais bela do Estado.

O evento, que conta com apoio da Secretaria do Estado da Cultura (Secult), pretende reunir mulheres, crianças e idosos em uma tarde de muitas atividades. Segundo uma das organizadoras, Nagile Gama, o objetivo do evento é despertar o olhar para o papel da mulher na sociedade tendo como viés a capoeira.

“A partir desse evento nós pretendemos montar um grupo só de mulheres para mostrar a força que a mulher tem na sociedade. E pretendemos usar a capoeira como um meio, e não como um fim. Esse será o pontapé inicial para uma luta maior”, explica Nagile.

A participação de mulheres e crianças no evento será gratuita, já os homens terão que pagar uma taxa simbólica de R$ 5. Mais informações pelos telefones (79) 9955-4664 e o 8863-7943.

Ascom Secult

O Sabor do Saber Ancestral 2011

O Sabor do Saber Ancestral 2011 – Sob o olhar da mandinga

O Sabor do Saber Ancestral surgiu a partir de uma feijoada de obrigação religiosa, consagrada anualmente a Ogum. Realizada desde os primórdios do grupo, a feijoada gradualmente transformou-se em um evento que abrange uma semana de oficinas, rodas, palestras, exibição filmes e vivências, tendo como fio condutor a relação entre a ancestralidade, a cultura, as lutas e valores civilizatórios de matriz africana.

Este ano, o tema do evento será “Sob o olhar da mandinga”. A palavra mandinga é uma herança dos mandinka, povo africano islamizado descendente do Império Mali, conhecido no Brasil por suas práticas místicas/religiosas (o uso de versos do alcorão em bolsinhas amarradas ao peito originou os atuais patuás). O termo passou a significar popularmente, feitiço, magia. Na capoeira, mandinga não significa apenas a malícia, o engodo, a capacidade de ludibriar o camarada com o corpo, mas remete ao lado oculto da capoeiragem. Ao segredo, aos cuidados e preceitos para com o corpo, à ligação com as religiões de matriz africana, à capacidade sutil de manipular energias. Sob o olhar da mandinga é um convite à vivência e reflexão desse místico universo cultural afro-brasileiro, uma degustação d’O Sabor do Saber Ancestral.

 

O Sabor do Saber Ancestral 2011 Sob o olhar da mandinga

ACANNE: 25 anos de resistência!

Esse evento é também um marco de comemoração dos 25 anos da Acanne, um dos grupos de capoeira angola mais antigos da Bahia. A Acanne foi fundada em 1986, na Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, pelo Mestre Renê Bitencourt. Discípulo do saudoso Mestre Paulo dos Anjos, herdeiro da linhagem de Canjiquinha e Aberrê, Renê destacou-se como um dos protagonistas na articulação política da capoeira angola nas décadas de 80 e 90, ajudando a conceber e organizar os históricos Encontros Mestre Paulo dos Anjos, em Mar Grande, Itaparica, além do movimento Capoeira Solidária, em Salvador.

A Acanne foi responsável pela criação de uma coluna semanal de capoeira no jornal A Tarde, entre 1987 e 1993, que divulgava eventos da capoeiragem de toda a cidade. Em 1987, liderou o processo de criação da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola, e a partir da década de 90 organizou os lendários Encontros dos Guardiões da Capoeira Angola da Bahia, reunindo a velha-guarda dessa rica manifestação cultural afro-brasileira.

Por volta de 2000 o grupo mudou-se para a atual sede no Largo 2 de Julho, mantendo uma base na Fazenda Grande, onde realiza atividades de arte-educação com crianças e adolescentes. A Acanne também mantém núcleos em Porto Alegre, Erexim e Passo Fundo (RS); Poços de Caldas (MG); Tunapuna (Trinidad e Tobago); Phoenix (EUA) e Paris (França). Em Salvador, o grupo realiza anualmente dois eventos principais: O Sabor do Saber Ancestral e o Pra Contar Certo Tem Que Ver de Perto, um ciclo de vivências, palestras e oficinas que acontecem no mês de Julho visando trazer capoeiristas de todo o mundo pra conhecer os mestres antigos em seu ambiente cultural, incentivando a permanência destes na Bahia.

 

 

“QUANDO A CAPOEIRA NÃO PERDE RAIZ ELA INTROJETA LIÇÕES, FAZ MESTRES E DEIXA LEGADO”

MESTRE RENÊ BITENCOURT

Lançamento do Livro O corpo na capoeira

Livro escrito pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão) analisa movimentos da capoeira.
Foi lançado na sexta-feira (20/11), no Centro Coreográfico do Rio, a coleção de livros O corpo na capoeira, escritos pelo professor Eusébio Lôbo (Mestre Pavão), do Departamento de Artes Corporais da Unicamp.
Nos quatro volumes, o autor lança um olhar sobre os golpes da capoeira levando em conta características espaciais e cinéticas do movimento do corpo.
Fonte: idanca.net

 

TV: Mestre Leopoldina, a fina flor da malandragem

TVE BRASIL – 23h (informações do site www.tvebrasil.com.br)
 
26/02/06 – Mestre Leopoldina, a fina flor da malandragem
Origem: Rio de Janeiro
A malandragem através das músicas, das histórias e da pessoa de Mestre Leopoldina, mestre de capoeira reverenciado mundialmente.
Direção
Rose La Creta
Co-produção
Rose La Creta / Olhar Feminino / TVE Brasil / Fundação Padre Anchieta – TV Cultura
 
MESTRE LEOPOLDINA, A FINA FLOR DA MALANDRAGEM
 
Relação da Capoeira com o Arquétipo do Malandro no Rio de Janeiro.
O Documentário MESTRE LEOPOLDINA – a fina flor da malandragem será narrado através da lendária figura viva de Mestre Leopoldina, sua vida, suas histórias e sua importância para o universo da Capoeira.
Seu arquivo pessoal de fotos, jornais e vídeos que ilustram momentos de sua trajetória profissional como exímio capoeirista, músico, compositor , cantor de músicas de capoeira , showman, participando ainda de espetáculos de teatro, documentários para tv e de escolas de samba no Brasil no mundo.
Mestre Leo narra sua história na primeira pessoa, de modo a trazer para o espectador a emoção e a reflexão de sua filosofia de vida.
Através de seu relato, o documentário nos revela que a Capoeira, prática pertinente à identidade cultural dos afro-descendentes e brasileiros em geral, tem uma filosofia própria e vem ganhando um significado e uma importância que ainda não foram devidamente valorizados, apesar de sua crescente popularidade, especialmente entre os jovens – calcula-se 500 mil praticantes de capoeira espalhados hoje por todo o Brasil e mais 50 mil pelo mundo, principalmente Europa e EUA.
O filme tem como referência o modelo de comportamento do "Malandro Carioca", "herdeiro solitário e destronado das maltas de antigamente" em seu processo de evolução até o "malandro redimido" . O filme destaca a importância deste arquétipo, constatando que ele povoa o imaginário brasileiro, a ponto de surgir na religião da Umbanda, uma "linha de malandros" dirigidos pelo sr. Zé Pelintra, que vem dar conselhos aos vivos.
A cidade do Rio de Janeiro é pano de fundo para o relato de Mestre Leopoldina e sua correspondência gestual com o arquétipo do malandro sr Zé Pelintra, no Centro de Umbanda, pelas ruas e na cidade de Deus, onde Leopoldina mora há mais de 20 anos.
 
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O OLHAR DO CAPOEIRISTA

"No acto da lucta, toda a atenção se concentrava no olhar dos contendores; pois que, um golpe imprevisto, um avanço em falso, uma retirada negativa, poderiam dar ganho de causa a um dos dois."

Querino, Manoel – "A Capoeira" in "Costumes Africanos no Brasil", Biblioteca de Divulgação Scientifica, vol. xv, pág. 272. Civilização Brasileira, S.A. – Editora. Rio de Janeiro,1928.

"No ato da luta, a atenção se concentrava no olhar dos contendores pois que, um golpe imprevisto, um avanço em falso, uma retirada negativa poderiam dar ganho de causa a um dos dois."

Querino, Manoel – A Capoeira"in "A Bahia de Outrora", "editorado por Frederico Edelweiss". Livraria Progresso – Editora, Praça da Sé, 26,l955, Salvador, Bahia, pág.73.

Introdução

Quando iniciei a prática da regional fui advertido pelo Mestre Bimba para manter o "adversário" sob o controle visual, procurando evitar encarar diretamente os seus olhos ou alguma outra região em particular, observando sempre disfarçadamente, de soslaio, evitando deste modo que o objetivo do movimento de ataque fosse denunciado pela direção do olhar.
Em linguagem acadêmica, fui aconselhado a usar a visão periférica, única capaz de abranger o parceiro como um todo e o ambiente imediatamente vizinho.
A compreensão e a aplicação dos princípios acima enunciados exige noções básicas sobre visão e seus mecanismos.

Campo visual

Campo visual é todo o espaço visível pelo olho em um dado momento.
Determinamos o limite horizontal do campo visual por meio de manobra simples:

  • fixando o olhar diretamente para a frente, focalizando um ponto imaginário no infinito;
  • colocando um dedo diretamente ante o olho, com o braço estendido, deslocamos o dedo lateralmente na horizontal até o desaparecimento do mesmo no limite exterior do campo visual;
  • a repetição da manobra do lado oposto determina o ângulo abrangido pelos dois olhos.

Visão central e periférica

A atenção do observador pode ser focalizada na área central do campo visual ou procurar abranger o campo em sua totalidade.
A fixação da visão numa determinada área acarreta aumento da nitidez da mesma e redução evidente da percepção do espaço restante.
Controlando a tendência natural de fixação do olhar em algum objeto, principalmente luminoso, é possível manter a percepção de todo o campo visual periférico e deixar operar os reflexos de acompanhamento dos objetos em movimento selecionados inconscientemente por um ordem da vontade (a postura mental do jogador ou lutador), apesar da redução aparente da nitidez dos objetos.
Esta seleção, inconsciente, dos objetos em movimento no campo visual periférico é fruto da atitude mental do capoeirista, que deve ser defensiva ou de esquiva para usar as oportunidades de contra-ataque durante os ataques frustados do adversário.
A visão periférica é usada pelos espiritualistas e parapsicólogos no treinamento para visualização da aura energética que envolve todos os seres, vivos e inanimados.
A possibilidade de antever a intenção do adversário é uma vantagem adicional do uso da visão periférica, uma vez que os fenômenos mentais acarretam modificações da aura, que podem deste modo serem percebidos inconscientemente pelo capoeirista, desencadeando instantaneamente os movimentos de esquiva, defesa ou contra-ataques.
A concentração voluntária da visão no campo central dificulta os reflexos de acompanhamento dos objetos que se deslocam no campo visual periférico.
O olhar manhoso do capoeirista, esguelhado, de soslaio, de través, de lado, oblíquo, que evita olhar diretamente para o objeto interessado (visão central) é a aplicação prática da visão periférica na capoeira.

Movimentos oculares

Pelo interesse para os capoeiristas, destacamos entre os movimentos oculares aqueles que permitem a fixação do olhar, voluntária ou involuntariamente, em determinada área do campo visual.
Os pontos luminosos atraem involuntariamente a visão focal (central), o que dificulta bastante a visão da estrada no cruzamento de veículos à noite.
O objetos em movimento no campo visual, sobretudo os luminosos, provocam "movimentos de perseguição" que acompanham automaticamente o trajeto dos mesmos.
Estes movimentos de perseguição inconsciente de objetos em movimento no campo visual periférico permitem o verdadeiro olhar do capoeirista… desconfiado… manhoso… suspeitoso… oblíquo… de través… de soslaio… porém alerta, pronto para esquiva ou contra-ataque!
A expectativa de esquiva, predominanteno comportamento dos capoeiristas, predispõe à instalação de reflexos defensivos, de esquiva ou fuga, ante movimentos capazes de ameaçar sua estabilidade ou integridade física, complementados por contra-ataques, adequados à abertura na defesa do adversário.
Daí a importância fundamental da esquiva no jogo de capoeira, contrariamente à predisposição belicosa que atribui relevância aos movimentos e golpes de ataque.
No jogo em atitude de esquiva o contra-ataque é natural, inconsciente e instantâneo, sem que necessitemos escolher o alvo, infalível.

Considerações técnicas e táticas finais

Durante o jogo de capoeira devemos obedecer à recomendação de Pantajali aos praticantes de Ioga: manter os olhos desfocado e dirigidos diretamente para o infinito.
Os corredores também adotam olhar semelhante para manter a passada larga, desde que o olhar focalizado no solo em ponto muito próxima acarreta um passo muito curto. O ideal é mirar o infinito com o olhar paralelo ao horizonte.
Fitar um ponto imediatamente adiante do capô ao dirigir um veículo prejudica os reflexos de adaptação ao rumo.
O capoeirista precisa ter noção do adversário como um todo, desde que os ataques poderão partir de qualquer segmento corpóreo, em qualquer movimento ou atitude e qualquer momento.
A focalização da visão em um determinada região, mesmo que seja nos olhos do oponente, impede a visão global (periférica), única capaz de perceber simultaneamente o corpo inteiro do adversário, seu deslocamento, os movimentos dos seus vários segmentos e o espaço circunvizinho.
A concentração da atenção num ponto fixo desencadeia um reflexo de imobilização do pescoço na direção do objeto mirado, incompatível com a mobilidade permanente do capoeirista, retardando o desenvolvimento dos movimentos de esquiva e contra-ataque, além de prejudicar a espontaneidade dos movimentos e manobras inconscientes que ocorrem e embelezam o jogo de capoeira.
Um capoeirista mais experiente pode enganar um parceiro simulando, com o olhar, interesse num determinado ponto (alvo falso) para desviar a atenção do verdadeiro objetivo (alvo verdadeiro) em mente.
A área central da retina é responsável pela "visão tubular" e a permanência no seu emprego acarreta o bloqueio dos reflexos de perseguição dos objetos em movimento no campo visual do observador.
A prática quotidiana, contínua, em ritmo lento, dos movimentos de capoeira desenvolve complexas manobras reflexas de esquiva, defesa, contra-ataque, iniciadas pela captação inconsciente dos deslocamentos de membros ou do corpo do adversário no campo visual do atleta. Manobras que formam a estrutura fundamental, o esqueleto digamos, da defesa pessoal do capoeirista e só ocorrem em ausência da fixação permanente e voluntária da atenção em ponto fixo.
O exercício da capoeira evidentemente aumenta o trânsito de influxos pelas vias de conexões intraencefálicas e logicamente melhora as funções do cérebro como um todo, vez quefacilitando a transmissão de informações como efeito do treinamento a capoeira melhora obviamente o rendimento cerebral.
A observação dos treinamentos nos ensina que a repetição freqüente dos gestos facilita da execução dos movimentos, tornando-os ágeis, leves e elegantes, aumentando a velocidade da resposta reflexa e da execução do movimento propriamente dito.
Um fenômeno corriqueiro e que freqüentemente passa desapercebido, de modo semelhante ao amaciamento dos motores, que no inicio é meio emperrado e subitamente alcança o rendimento pleno.
A capoeira transforma-se assim num instrumento de aperfeiçoamento das funções cerebrais que fazem do Homem a mais bela criação de Deus em nosso mundo animal!

"Num mundo que Deus queria que fosse belo !"
diria nosso Mestre Pastinha…

As considerações acima comprovam sobejamente as vantagens do uso do jogo de capoeira no tratamento dos excepcionais, podendo se estender ao preparo físico dos pilotos para melhor acompanhamento dos enormes e complexos painéis de controle dos modernos aviões, como preconiza o Ten. Esdra Magalhães , "Mestre Damião", aeronauta por conveniência e capoeirista por vocação…
Aliás, durante a segunda grande guerra mundial, os pilotos dos aviões "North America" sediados na Base Aérea de Salvador usaram a prática da regional como terapia contra o estresse e recuperação física.
Nesta ocasião auxiliei, como contra-mestre do nosso Mestre Bimba, o treinamento dos aviadores brasileiros que patrulhavam o nosso litoral, no terraço do Edífício Oceania, onde se hospedavam.