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ONG ensina capoeira a jovens árabes refugiados

A organização inglesa ‘Bidna Capoeira’ leva o esporte brasileiro a crianças e jovens de 07 a 22 anos na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Síria. Desde 2007, mais de 15 mil pessoas já participaram do projeto.

São Paulo – Apaixonado por capoeira, Tarek Alsaleh, alemão de ascendência síria formado em Ciência do Esporte, se mudou para Damasco em 2007. Lá, começou a ensinar o esporte brasileiro para crianças nas ruas da cidade. O interesse dos jovens pela atividade foi crescendo e a prática foi levada também para prisões e hospitais. Com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Alsaleh começou a ensinar o esporte também no campo de refugiados de Al Tanf, na fronteira entre Síria e Iraque. Daí nasceu a organização ‘Bidna Capoeira’ (Queremos Capoeira, em árabe), que utiliza a mistura de luta e dança para melhorar a vida dos jovens refugiados.

Atualmente, o projeto atua na Síria, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com participantes de 07 a 22 anos. Além da prática da capoeira, os alunos também aprendem a história e cultura do esporte. “Os paralelos que a capoeira oferece para os jovens em situações vulneráveis são extremamente valiosos em ajudá-los a lidar com as situações difíceis pelas quais eles passam”, conta Ummul Choudhury, co-fundadora e diretora da ONG.

Ela lembra que os campos de refugiados são lugares superpovoados, pobres e que a violência física faz parte do dia a dia dos jovens. Com poucos lugares para brincar, diz, muitas crianças apresentam problemas de comportamento, como agressividade, depressão e hiperatividade.

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“O Bidna Capoeira usa a forma de arte única e não competitiva da capoeira para quebrar ciclos de violência, isolamento e melhorar a saúde psicossocial de jovens desesperadamente vulneráveis”, afirma Choudhury.

Parte dos professores é brasileira, mas o projeto também trabalha treinando novos instrutores locais. “Nosso programa na Síria é gerido por pessoas locais que começaram como estudantes conosco e evoluíram, tornando-se instrutores. Trabalhamos para institucionalizar o valor social que a capoeira pode trazer para jovens traumatizados e vulneráveis e para poder espalhar esta mensagem”, destaca a diretora.

Do Brasil, também vai a língua das músicas cantadas nas rodas. “As canções da capoeira são ensinadas em português, junto com o significado e a história narrativa da capoeira. Nós também trabalhamos com nossos alunos para criar canções em árabe adaptadas do estilo original em português”, diz Choudhury.

A diretora revela ainda que a ONG tem planos de expandir seu trabalho. “Vamos começar projetos na Jordânia em 2014. Esperamos conectar, inspirar e acessar a comunidade mundial da capoeira por meio de nossos projetos”, completou.

O orçamento atual da ONG é de 320 mil libras esterlinas, cerca de R$ 1,242 milhões. Segundo Choudhury, a organização conta com a ajuda do governo brasileiro no desenvolvimento dos projetos.

Quem quiser conhecer o Bidna Capoeira pode acessar o site www.bidnacapoeira.org ou a página do projeto no Facebookwww.facebook.com/BidnaCapoeira.

 

Fonte: http://www.anba.com.br

Frede Abreu: O Grande pesquisador da Capoeira

Todos aqueles que amam a capoeira e se interessam em conhecê-la mais a fundo, suas histórias, seus personagens, os fatos importantes, enfim, todos aqueles que buscam compreender melhor essa rica manifestação da cultura afro-brasileira, devem muito àquele que foi um dos maiores, senão o maior pesquisador da capoeira de todos os tempos: Frederico José de Abreu, ou simplesmente Frede Abreu, como era conhecido no meio.

Frede Abreu não está mais entre nós, partiu pras “terras de Aruanda” em julho de 2013, mas deixou como legado uma obra importantíssima, através dos muitos livros, artigos, crônicas e textos que escreveu, além de um enorme e rico acervo organizado por ele composto de documentos, livros, fotografias, filmes, revistas, jornais, etc., que pode ser considerado o maior acervo sobre capoeira existente.

Mas o mais importante, é que Frede sempre foi um sujeito muito generoso. Ele sempre abriu as portas de sua casa – onde todo esse acervo era guardado – pra qualquer um que desejasse pesquisar e se aprofundar no conhecimento sobre a capoeira. Ele sempre acolheu de forma muito amável todos que o procuravam: pesquisadores, estudantes, capoeiristas, historiadores, e contribuiu de forma efetiva para a maior parte de toda a pesquisa produzida sobre capoeira no Brasil e também no exterior. É muito difícil encontrar algum livro, artigo, documentário, tese de mestrado ou doutorado sobre capoeira no qual ele não seja citado ou não tenha colaborado de alguma forma.

Frede viajou por todo o Brasil e também para o exterior, onde sempre era convidado a participar de eventos, conferências, seminários, palestras ou simples “bate-papos” sobre capoeira. E fazia isso sempre com muita boa vontade, prazer, simpatia e bom humor que caracterizavam esse baiano que nunca se recusou a dividir o seu amplo conhecimento sobre a nobre arte da capoeiragem, quando era requisitado, por quem quer que fosse.

Mas a contribuição de Frede Abreu para a capoeira vai ainda mais além: ele foi um dos responsáveis pelo retorno do mestre João Pequeno à capoeira. João tinha se afastado  da capoeira no início da década de 1980, depois da morte de Pastinha, e se dedicava a vender legumes e verduras numa barraca na Feira de São Joaquim, junto com sua esposa, a querida  “Mãezinha” como é conhecida por todos. Frede então articulou a volta de João, e foi o responsável pela organização da sua academia, que foi instalada no Forte Santo Antonio além Carmo, e se constituiu como o centro de todo o movimento de recuperação da capoeira angola, que nessa época passava por um momento difícil, num processo de franca decadência. Pela academia e sob a liderança de João Pequeno, passaram todos os mestres que foram importantes para o movimento de renovação e revigoramento da capoeira angola, desse período histórico em diante.

Há alguns anos, Frede conseguiu apoio do governo federal para enfim organizar o seu vasto acervo, criando o Instituto Jair Moura que durante algum tempo funcionou no bairro do Garcia em Salvador. Mas esse apoio não teve continuidade e todo o acervo voltou para a sua casa, num quarto onde tudo continua a ser guardado com muito zelo pela sua família.

Esperamos que as autoridades se sensibilizem com a importância da preservação e organização desse verdadeiro tesouro sobre a memória da capoeira que Frede reuniu com  tanto carinho e dedicação, durante tantos anos, e está ameaçado de se degradar pela falta de um local adequado sob a orientação de profissionais especializados.

Frede se foi, mas seu sorriso franco, seu fino senso de humor, sua disponibilidade e generosidade, seu carisma como ser humano e seus inestimáveis serviços prestados à capoeira ficarão eternizados entre todos aqueles que valorizam a memória social de um país que sofre de “esquecimento crônico”, como é o caso do Brasil.

Um axé meu amigo, onde quer que você esteja !

Évora: o Nosso Reencontro 2013

Nosso Reencontro

Évora 2013

Oficina Internacional de Capoeira
Local: Piscinas Municipais de Évora
Data: 12, 13, 14 e 15 de Setembro de 2013

 

 

 

Nosso Reencontro – Carta de Apresentação

Caros companheiros, mestres, contramestres, professores, alunos,
em 2009 fechamos um ciclo de dez anos do Nosso Encontro na linda cidade portuguesa de Évora.
Durante 2010 e 2011 a equipe organizadora esteve fazendo uma reflexão de como poderíamos manter o Nosso Encontro face as duras realidades patrocinadas pela crise econômica mundial.

Bom, em 2012 chegamos a conclusão de que poderíamos voltar a realizar o Nosso Encontro se adaptássemos um pouco certos detalhes importantes para a organização… O Nosso Reencontro foi mais uma vez um sucesso!!!

Então, com um “cheiro” de desafio no ar, convidamos a todos os participantes que estiveram conosco durante onze anos, a nos reencontrar, mais uma vez, em Évora numa edição especial do Nosso Reencontro 2013.

O evento vem de encontro ao desejo de muitos capoeiras que, independente da escola, estilo ou “bandeiras”, fizeram das oficinas internacionais de capoeira em Évora um local onde se praticou a boa capoeiragem, norteada por uma camaradagem flagrante e onde muitos começaram adolescentes e concluíram os onze anos como adultos.

Muitos que iam como alunos participantes foram nos últimos encontros, já portando suas graduações e estatutos de professores. Muitos se encontraram durante o evento e constituíram família e hoje já tem filhos, os quais, também convidamos para estar presentes.

Nos onze anos do nosso encontro, se praticou, acima de tudo, o resgate da capoeiragem antiga que não necessitava de rótulos e logótipos. Se produziu momentos que nos transportaram a tempos remotos onde o bom capoeira se apresentava através da sua expressão de jogo e através da sua interação com a própria roda, demonstrando sua competência pela ação e não pela fantasia de um uniforme.

A organização, sempre incógnita pela ausência dos seus nomes em cartazes e camisetas, chama mais uma vez todos vocês que, efetivamente, produziram o Nosso Encontro para realizar, em Setembro próximo, o Nosso Reencontro de Évora.

As informações pertinentes ao evento poderão ser encontradas nos seguintes sites:

http://portalcapoeira.com
http://nossoreencontro.portalcapoeira.com
http://www.facebook.com/groups/441609419187571/

Vamos fazer desse Reencontro um momento de exautação a nossa arte capoeira.
Nos vemos por la,
Forte axé pra todos,

Mestre Umoi.

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Depoimentos

“Encontros como esse, permitem um interessante diálogo e uma rica convivência entre os participantes, e mais do que isso, permite uma conscientização cada vez maior sobre a importância de se conhecer a capoeira com mais profundidade, de se respeitar sua diversidade, de compreender e valorizar as tradições dessa arte, sem ignorar as transformações pelas quais a capoeira também passa, pois capoeira é cultura e como tudo que é cultura, é dinâmico e se transforma constantemente. Por isso vale aqui lembrar novamente as sábias palavras de Saramago: “…defender o lugar do passado, sem negar o presente“.”

(Pedro Abib)


“A meu ver este encontro foi direcionado àqueles que realmente sempre acreditaram neste evento, que em 4 dias vê-se a União entre grupos como nunca se vê… e àqueles que se tornam curiosos de tanto ouvirem bem do “Nosso Encontro”. Este evento foi realmente mágico porque se viu bons capoeiras, com sorrisos e abraços, bons jogos, muito conhecimento e…Não há encontro como este. Palavras para quê? Posso dizer isto de boca cheia porque sou a aluna que nunca faltou a um evento de Évora desde 2000.”

(Iara Tiago)

“A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que se transformava durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”
Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita capoeira!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO””

(Luciano Milani)

Evento reúne mestres de capoeira em Groaíras

Participantes de todo o País estão em Groaíras para enaltecer uma dança presente no Brasil desde a época colonial

Groaíras Neste fim de semana, o Grupo Cordão de Ouro de Capoeira de Groaíras comemora 14 anos com o 3º Mandinga na Ribeira, que traz mestres de todo o País. O evento está ocorrendo no Galpão dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais até amanhã e é aberto ao público. O projeto conta com apoio do Governo Federal e Coelce.

Dentre os presentes, estarão os mestres Suassana, de São Paulo, e Cobra Mansa, de Salvador, dentre outros nomes de destaque da Capoeira Nacional. Iniciado em abril, o evento está tendo se encerramento, tendo um público de mais de quatro mil pessoas nesta edição, de acordo com a organização do evento.

O coordenador do projeto, José Jones Rufino Cruz, mais conhecido como Pretinho Jones, explica que foi um dos fundadores do Grupo Cordão de Ouro de Groaíras, em 1998, e que hoje já conta com mais de 50 praticantes somente na sede do Município. “Os praticantes vão desde crianças de 6 anos até idosos”.

Ele diz que esse grupo da terceira idade é um grupo especial, com atividades desenvolvidas especialmente para esse objetivo. “É uma terapia ocupacional com idosos, com atividades bem mais leves e voltadas para eles”.

Segundo Jones, o sucesso da capoeira se dá devido à peculiaridade do jogo, que mistura dança e luta. “Essa é a sedução inicial da modalidade. Quem joga capoeira às vezes dança, às vezes luta. A ocasião faz a definição. Além disso, está presente no País desde a época do Brasil Colonial, contando a história”.

Durante os meses de evento, a organização afirma que a receptividade foi intensa, principalmente por parte das famílias de crianças e adolescentes. Jones diz que os benefícios são reconhecidos por todos. “Não é preciso muito preparo físico e a prática beneficia a autoestima, senso de respeito e ao lidar com os instrumentos musicais facilita-se a coordenação motora fina, trazendo benefícios na escrita, leitura e percepção”, enumera.

O estudante Marcos Alves esteve em umas das rodas de capoeira que ocorreu dentro do evento. Segundo ele, apenas para observar. “É interessante, principalmente, para a manutenção da cultura local. Eles têm uma filosofia que trabalha valores como o respeito tanto a si mesmo quanto ao próximo”, disse.

 

Além desses pontos, Jones destaca também que não há aumento na agressividade. “Muito pelo contrário, todos os praticantes acabam aprendendo mais sobre controle e humildade, pois a primeira ´rasteira´ que ele deve dar é em si mesmo”.

O comerciante Isaac Bento endossa a afirmação, dizendo que sua vida era diferente na época da capoeira. “Quando era mais novo, pratiquei muito, era uma pessoa mais calma e saudável, devido aos benefícios que o exercício traz consigo. Hoje sinto falta, mas não tenho mais tempo. Sempre procuro ver os meninos jogando capoeira em Sobral e fico contente em saber que há um incentivo desses tão perto daqui”, finaliza.

Conforme a coordenação, as outras edições do evento, em 2008 e 2010, contaram com um total de participantes de 500 pessoas e público estimado de mais de 10 mil. Dentre as atividades, oficinas de capoeira e danças folclóricas, palestras e seminários e apresentações culturais em espaços públicos da cidade.

O projeto também buscou abrir espaços para questionamentos de cunho social, como a preservação do meio ambiente e manutenção de culturas afro-indígenas da região.

 

Mais informações

 

Grupo de Capoeira Cordão de Ouro de Groairas

Rua Fco. Ximenes Melo, 85

Bairro José Cassiano, Groaíras

(88) 8814.9756

Mestre Decânio: O Doutor da Capoeira

Um dos grandes nomes da capoeira, que ficará eternamente registrado na história dessa arte-luta brasileira, sem dúvida nenhuma, é Ângelo Augusto Decânio Filho, ou “Doutor Decânio” como ficou conhecido no meio da capoeiragem.

Um dos principais e mais antigos discípulos do mestre Bimba, Decânio teve papel importante na constituição da Capoeira Regional, sendo um dos pilares juntamente com Sisnando – outro importante discípulo, nos quais Bimba se apoiou para a criação desse estilo de capoeira, bem como na definição das estratégias de obtenção de reconhecimento da capoeira junto à sociedade baiana, num período em que essa manifestação ainda era muito discriminada e vítima de preconceitos e ações violentas por parte do poder vigente.

Formado em medicina, foi ainda nos tempos de faculdade, em 1938, que Decânio conheceu mestre Bimba e logo se juntou a ele, exercendo papel fundamental na organização de sua academia, sendo responsável – ao lado de outros acadêmicos que também participaram dessa fase inicial de criação da Capoeira Regional – por ajudar Bimba a dar uma nova roupagem à capoeira que até então era praticada somente nas ruas, a partir da criação de um método de ensino baseado em sequências de golpes de ataque e defesa, bem como a estruturação do funcionamento da academia, que passava pela utilização de fardamentos, horário de treinos, organização de eventos, batizados, rodas de exibição, cursos de especialização entre outras atividades.

Decânio acompanhou Bimba durante muitos anos, mas sempre exercendo paralelamente as atividades como médico, o que muitas vezes não era tarefa fácil, mas ambas sempre exercidas com muito amor e dedicação. Mestre Decânio foi responsável por publicações importantes como os manuscritos do Mestre Pastinha entre outras obras de sua autoria, editadas pela Coleção São Salomão, por ele próprio criada.

Mestre Decânio formulou ainda uma teoria que é muito citada em trabalhos acadêmicos sobre capoeira – a teoria do “Transe Capoeirano” que segundo ele, trata-se de um estado físico-psíquico que o capoeirista atinge durante o jogo, em virtude de estímulos que vêm da musicalidade, do ritmo dos atabaques e agogôs, e da atmosfera propiciada pelo ritual da roda de capoeira, tudo isso explicado a partir de princípios científicos.

Era o mais antigo discípulo vivo de Bimba e, durante muitos anos, a maior referência da Capoeira Regional. Sujeito amável a sempre disponível, seja para uma conversa despretensiosa na varanda de sua casa de frente para o mar de Paripe, seja para colaborar com algum estudo ou pesquisa sobre capoeira, através de seus ricos depoimentos ou do vasto material de arquivo que o mestre foi juntando ao longo de tantos anos de vivência nesse universo.

O mestre Decânio nos deixou no último dia 01 de fevereiro de 2012, véspera da Festa de Yemanjá , prestes a completar 89 anos de idade. Deve estar agora ao lado de João Pequeno, seu vizinho e amigo inseparável, assim como de seu companheiro Sisnando, e finalmente reencontrando seu mestre Bimba, com quem deve estar agora proseando…. e olhando por todos nós aqui na terra !

 

Dica do Editor:


Não deixe de visitar o site Capoeira da Bahia, criado pelo ímpar Mestre Decânio, uma obra prima da capoeiragem…

Luanda: JMPLA realiza exposição da arte de capoeira na Samba

Luanda – Uma exposição sobre a arte da capoeira decorre desde sábado no calçadão da Samba, em Luanda, no âmbito dos cinco anos da legião em Angola, numa promoção da JMPLA.

De acordo com o primeiro secretário municipal da JMPLA, Job Vasconcelos, que falava hoje, segunda-feira, à Angop, o acto que visa sensibilizar a juventude daquela circunscrição para a prática desportiva, será marcado pela demonstração de aulas ao vivo de capoeiras, entrega de certificados e outros.

Para o responsável, proporcionar momentos de lazer e desportivos a juventude é uma das acções daquela organização juvenil, no âmbito do programa de combate à delinquência e à prostituição.

Outro propósito deste evento é aproveitar de maneira correcta, as infra-estruturas que o governo vem proporcionando em prol do bem-estar da sociedade angolana.

http://www.portalangop.co.ao

Biblioteca Alceu Amoroso Lima & O Autor na Praça: Centenário de nascimento de Maria Bonita.

Biblioteca Alceu Amoroso Lima & O Autor na Praça celebram o Dia Internacional de Lutas das Mulheres e o centenário de nascimento de Maria Bonita.

Maria Gomes de Oliveira nasceu no dia 8 de março de 1911 na Fazenda Malhada da Caiçara, na divisa dos municípios de Glória e Jeremoabo, na Bahia, recentemente a casa onde nasceu foi restaurada, pertence ao município de Paulo Afonso e recebe visitas de pessoas interessadas na história do Cangaço. Em 1929, aos 18 anos conheceu Lampião que visitava a Fazenda de seu pai, em 1930 ela é a primeira mulher a entrar no cangaço acompanhando o grupo de Lampião, tempos depois passa a ser conhecida popularmente como Maria Bonita. Para celebrar o centenário de seu nascimento e o Dia Internacional da Mulher, vamos realizar várias atividades no auditório da Biblioteca. Mais informações abaixo.

PROGRAMAÇÃO

19h00 – Exibição de vídeos documentários sobre as Mulheres e suas lutas

20h00 – Leitura dramática de um texto sobre Maria Bonita pela atriz Soraya Aguillera.

20h10 – Bate papo sobre Maria Bonita e o Dia Internacional da Mulher com Nalu Faria, psicóloga, integrante da SOF – Sempreviva Organização Feminista e membro da Coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil e Antonio Amaury Correa de Araújo, pesquisador sobre Lampião e o cangaço, com 14 livros publicados sobre o assunto em 62 anos de pesquisa.

21h10 – Leitura de texto sobre Dia Internacional de Lutas das Mulheres

21h20 – Apresentações musicais com a Priscila Amorim acompanhada de violão e percusssão, com performances de dança por Fabíola Camargo e Ricardo Silva.

Durante o evento haverá exposição de livros sobre o tema, mostra de telas da artista plástica Leila Monsegur e do cartunista Junior Lopes e o artista plástico Jorge dos Anjos produzirá um quadro com o tema Maria Bonita e Dia Internacional da Mulher.

Serviço:

Dia Internacional de Luta das Mulheres e Centenário de nascimento de Maria Bonita

Dia 11 de março de 2011, segunda-feira, a partir das 19h.

Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima

Av. Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros – São Paulo (SP) – Tel. 3082 5023 / 3063 3064

Produção: O Autor na Praça, SOF e o poeta Ricardo Carneiro e Silva.

Assessoria de Imprensa: Edson Lima – 9586 5577 – edsonlima@oautornapraca.com.br.

Apoio: Biblioteca Alceu Amoroso Lima / Secretaria Municipal de Cultura / Prefeitura do Município de São Paulo / SOF – Sempreviva Organização Feminista / AEUSP – Associação dos Educadores da USP / ARTVER.

 

A artista plástica Leila Monsegur participa do evento com apresentação de uma tela sobre Maria Bonita e no dia seguinte (12/03) abre sua exposição “Feminino, força da natureza”, com Pinturas e desenhos, onde o feminino é tanto imagem simbólica quanto força expressiva, força criativa e movimento, partindo das múltiplas facetas que encobrem/descobrem os arquétipos. Na abertura da exposição será realizado o encontro de leitura “Eléia leu”, sobre textos das escritoras Hilda Hilst, Pagu, Simone de Beauvoir e Clarice Lispector. De 12 março a 08 de abril – BP Alceu Amoroso Lima – 2ª a 6ª feira – das 8h às 17h / Sábados – das 9h às 16h. Saiba mais:http://www.leilamonsegur.wordpress.com

 

Dia Internacional de Luta das Mulheres também será celebrado com ato no dia 12 no centro de São Paulo – Em luta por autonomia e igualdade, contra o machismo e o capitalismo, milhares de feministas sairão às ruas de São Paulo mais uma vez para celebrar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Como este ano a data oficial caiu em pleno carnaval, o ato foi transferido para o dia 12 de março. A concentração terá início às 9h30 no Centro Informação Mulher, na Praça Roosevelt (R.Consolação, 605). De lá, as mulheres caminharão pelo centro da cidade, encerrando o ato na Praça da Sé. No próprio dia 8 de março, o bloco “Adeus, Amélia!” levará a mensagem das feministas à população paulista. A concentração terá início às 14h, no final do elevado Presidente Artur da Costa e Silva, o Minhocão (próximo à Avenida Francisco Matarazzo). Informações para a imprensa: Comissão de Comunicação do 8 de Março
Bia Barbosa (8151-0046); Camila Furchi (76655537 e 38193876) e Luka Franca (8752-2369) Saiba mais: www.sof.org.br.

 

Sobre Maria Bonita – Nasceu no dia 8 de março de 1911, no sítio Malhada da Caiçara, propriedade de seu pai, na divisa dos municípios Glória e Jeremoabo na Bahia, recentemente a casa onde nasceu foi restaurada, situa-se no município de Paulo Afonso e recebe visitas de pessoas interessadas na história do Cangaço. Depois de um casamento frustrado, Em 1929, aos 18 anos conheceu Lampião que visitava a Fazenda de seu pai, em 1930 ela deixa a casa de seus pais e se torna a primeira mulher a entrar para o cangaço acompanhando o grupo de Lampião, tempos depois passa a ser conhecida popularmente como Maria Bonita. Com Lampião, Maria Bonita teve uma filha de nome Expedita Ferreira Nunes e os gêmeos Arlindo e Ananias Gomes de Oliveira, assim como nasceram mais dois filhos, sendo natimortos. Morreu em 28 de julho de 1938, quando foi degolada ainda viva pela polícia armada oficial (conhecida como “volante”), assim como Lampião e outros nove cangaceiros no que ficou conhecido como “Massacre de Angico”.

 

Sobre Nalu Faria – É psicóloga, com especialização em Psicodrama Pedagógico (Getep) e em Psicologia Institucional (Sedes Sapienties). Atua na SOF desde 1986, onde desenvolve atividades de assessoria e formação feminista com grupos de mulheres, ONGs e gestores públicos. Coordenou várias publicações da SOF, como o boletim Mulher e Saúde (1993 a 2002), a Coleção Cadernos Sempreviva (dez livros desde 1997) e o boletim Folha Feminista (desde 1999). Com Sonia Alvarez e Miriam Nobre, organizou o dossiê “Feminismos no Fórum Social Mundial” para a Revista Estudos Feministas, publicada em 2003. É autora de vários artigos sobre o movimento de mulheres, entre eles “O feminismo latino-americano e caribenho: perspectivas diante do neoliberalismo”. Foi integrante do Conselho Diretor da Fundação Perseu Abramo de 1996 a 2004. É integrante da coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

 

Sobre Antonio Amaury Correa de Araujo – Grande pesuisador sobre a história de Lampião e o Cangaço, já entrevistou em torno de 40 ex-cangaceiros, membros das forças policiais, pessoas da sociedade da época e familiares remanescentes sendo que a maioria dos depoimentos foram gravados que resultou em mais de 250 horas de registros. Teve como hóspedes em sua casacangaceiro, pelos mais diversos motivos: além da colaboração com depoimentos alguns aproveitaram a hospitalidade do mestre para tratamento de saúde, entre eles Dadá, mulher de Corisco, Zé Sereno, Balão, Criança Marinheiro, Dona Sila. Também esteve em sua casa por 23 dias o irmão de Lampião João Ferreira, que não entrou para o Cangaço. É bom destacar sua amizade com Maria Ferreira, Dona Mocinha, irmão de Lampião, que em 2010 completou 100 anos. Amaury é consultado, com freqüência por jornalistas, cineastas, professores universitários, alunos e estudiosos do cangaço do Brasil e outros países de uma forma geral. Na sua incansável busca de informações sobre o assunto, realizou mais de 7.000 entrevistas, por mais de 60 anos. É consultor sobre o assunto para várias Universidades do Brasil e do exterior. Em 1969, foi roteirista do grande clássico do cinema brasileiro “Corisco, o diabo loiro” em co-autoria com o diretor do filme Carlos Coimbra. Nos anos 70, tornou-se conhecido em todo o Brasil ao participar do “Programa 8 ou 800”, da TV Globo, respondendo sobre o assunto. Foi consultor e colaborou com a primeira edição do programa Globo Repórter em 1975, que tinha como tema o último dia da Vida de Lampião. Tem vários livros publicados, entre eles: “Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço”“Assim Morreu Lampião”;“Lampião: As Mulheres e o Cangaço”“Gente de Lampião: Dadá e Corisco”“Gente de Lampião: Sila e Zé Sereno”“De Virgolino a Lampião”“O Espinho do Quipá”; “De Virgolino a Lampião – 2ª edição” (estes três últimos em co-autoria com Vera Ferreira, neta de Lampião); “Lampião e Maria Fumaça”; “Lampião e as Cabeças Cortadas”, (ambos em co-autoria com Luiz Ruben F. de A. Bonfim, de Paulo Afonso – BA); “A Medicina e o Cangaço” (co-autoria com Leandro Cardoso Fernandes, de Teresina – PI); e o mais recente “Lampião – Herói ou bandido”, em co-autoria com Carlos Elydio Corrêa de Araújo. Amaury é sócio-fundador da União Nacional de Estudos Históricos e Sociais – UNEHS. Antonio Amaury em agosto estará participando em agosto do 2º Semninário do Cariri Cangaço em Joazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha e Aurora, no estado do Ceará. Veja entrevista e comentários: http://lampiaoaceso.blogspot.com/2009/10/o-mestre-antonio-amaury.html.

 

Sobre Priscila Amorim – Apaixonada por música, especialmente pela música brasileira, no ano de 2002, decide buscar seu espaço e mostrar a singularidade da sua voz nos bares e espaços culturais de São Paulo. Através de amigos e fãs conhece o Clube Etílico Musical, espaço famoso por divulgar a mpb, onde absorve e intensifica sua afinidade com o samba e outros ritmos brasileiros. Filha de músico, autodidata por necessidade e natureza, sem receio de dividir seu dom, participou de shows memoráveis com personalidades do meio musical como Paulo Muniz, Carmem Queiroz, Oswaldinho da Cuíca, Alessandro Penezzi entre outros. Com muito entusiasmo e simpatia, fazendo da sua profissão o seu lazer, atualmente apresenta-se na noite paulistana cantando samba-raiz e mpb onde já recebeu para maravilhosas canjas a cantora Teresa Cristina, Adriana Moreira e também Teresa Gama do Clube do Balanço, abrindo também o show de Monarco da Portela, pelo Circiuto Original. Eventualmente participa de projetos paralelos para a prefeitura de São Paulo no Centro Cultural Vergueiro e para a prefeitura de Santana de Parnaíba em inesquecíveis shows dominicais. Gravou em 2006 uma faixa do show “Recado de Lá” produzido e arranjado por Oswaldinho do Acordeon. Em 2007 no seu próprio show “Cada lugar na sua coisa” convida o público a uma viagem pela música na sua essência, onde cada ritmo é explorado e expressado sem misturas, com arranjos bem elaborados mostrando toda sensibilidade e versatilidade da sua alma e de sua voz. Em 2009, fez uma temporada de shows no Bar Brahma e participou do carnaval paulista, compondo o coro, cantando samba enredo da escola Pérola Negra no Anhembi e em projetos “ Quartas Musicais” no Boteco Seu Zé, onde se apresenta semanalmente, cantando ao lado de Aloísio Machado, D Ivone Lara e Tia Surica. Agora, trabalha para gravar composições inéditas, interpretando composições de Fábio Henrique, Kiko Dinuci, Wesley Noog e também algumas releituras de D. Ivone Lara, Paulinho da Viola, Roque Ferreira, Ney Lopes e claro fazer muitas pessoas sambarem, até, quem bom sujeito não é.

 

Sobre Soraya Aguillera – Atriz formada no Teatro Escola Macunaíma em 1986, completa este ano 25 anos de carreira. Atuou em mais de 30 espetáculos,  alguns trabalhos premiados e de grande sucesso, como  A Vida na Praça Roosevelt de Dea Loher, A Mancha Roxa de Plínio Marcos, O Pranto de Maria Parda de Gil Vicente ou  Um lugar que Nunca Tive de João Fábio Cabral, entre tantos. Como atriz, conquistou elogios da crítica teatral em todos espetáculos que atuou. É também, Assessora de Imprensa e Arte Educadora em teatro.

 

Sobre Fabíola Camargo – Atualmente integra a Cia Corpos Nômades como bailarina. Participou do Grupo Minik Mondó da Coreógrafa Maria Mommenson em 2009. Foi Professora de Dança no Projeto Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no ano de 2009. Estuda Ciências Políticas na Escola de Sociologia e Política.

 

Sobre Ricardo Carneiro e Silva – É poeta e dançarino. Nasceu na cidade de São Paulo em 1979, ano do Carneiro no horóscopo chinês, na Vila Joaniza (Zona Sul). De família nordestina (Rio Grande do Norte e Bahia) e árvore genealógica dos Carneiros da Silva (avós maternos), Ricardo Aparecido Silva trabalhou em Cartório de 1996 à 2001, em 1999 conheceu a Soma – Uma Terapia Anarquista; onde o tesão de fazer poesia desabrochou, o tesão de jogar capoeira nasceu e a possibilidade de dançar plantou. Aclarou-se a intuição, o cartório para a minha vida seria uma contramão. Então a capoeira de angola passou  integrar o seu  viver de forma completa no Grupo de Capoeira Angola Omoayê até o fim de 2006. Trabalhou e ainda é um colaborador do projeto O Autor na Praça, onde organizou intervenções poéticas e urbanas, produziu e agitou no espaço Plínio Marcos. Hoje integra a Cia Corpos Nômades como dançarino e assistente de produção.

 

Sobre a SOF – Sempreviva Organização Feminista – É uma organização não-governamental, fundada em 1963 com atuação nacional. Contribui para consolidar um movimento feminista forjado nas lutas populares, que atua na conjuntura, gerando e alimentando alternativas à ordem neoliberal. A SOF realiza atividades de formação, de construção do conhecimento, de fortalecimento de articulações, além de publicações. Apóia e assessora organizações de mulheres, movimentos sociais, ONGs e órgãos de governo. E também faz parte do movimento de mulheres, no Brasil, e da REMTE (Rede Latino-americana Mulheres Transformando a Economia) e da Marcha Mundial das Mulheres, no âmbito internacional. Saiba mais: www.sof.org.br.

 

Sobre o livro “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”. – Para marcar este um século de organização e mobilização das mulheres, a SOF juntamente com a editora Expressão Popular publicam o livro “As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres”, de Ana Isabel Álvarez González, traduzido do espanhol. Sinopse do livro: Diversas são as histórias que tentam contar a origem do Dia Internacional das Mulheres, comemorado no dia 8 de março ao redor do mundo. Conhecer as motivações e desvendar os mitos e os fatos que deram origem ao 8 de março é o que nos traz o livro de Ana Isabel Álvarez González, agora traduzido para o português. A pesquisa realizada pela autora vai a fundo conhecer a história do movimento de mulheres socialistas do final do século 19 e início do século 20. Revela embates e contradições dentro do movimento socialista quanto ao reconhecimento da importância da igualdade entre os sexos e da libertação das mulheres. A luta das mulheres reivindicava o direito ao voto, ao reconhecimento como portadoras de bens e direitos, o acesso ao trabalho e ao espaço público. Ao se completar um século desde que as mulheres socialistas reunidas em Copenhague aprovaram a proposta do Dia Internacional das Mulheres, a recuperação do significado dessa data é uma contribuição importante para a reflexão sobre os desafios, as formas de organização e as reivindicações que mobilizam a luta das mulheres ainda hoje. A autora relata também os acontecimentos do trágico e marcante incêndio em uma fábrica nos Estados Unidos, onde mais de cem operárias foram mortas. Tal evento foi de suma importância para o desenvolvimento do movimento operário estadunidense, no entanto, a autora desconstrói o mito que o vincula à criação do Dia Internacional das Mulheres. O livro “As origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres” será lançado dia 13 de Março em Várzea Paulista (Av. Projetada ao lado do Espaço Cidadania e da Prefeitura) durante a 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres.

De Ana Isabel Álvarez González.

Editora Expressão Popular – SOF – Sempreviva Organização Feminista, 2010. 208p., R$ 15,00

Saiba mais sobre o Dia Internacional das Mulheres: http://www.sof.org.br/publica/Dia_Internacional_da_Mulher-SOF-Em_busca_da_memoria_perdida-ATUALIZACAO2010.pdf

Congresso Mundial de Educação Física FIEP 2011 – Curso de Capoeira Pedagógica

Curso de Capoeira Pedagógica, que iremos ministrar em Janeiro no Congresso Mundial de Educação Física FIEP 2011.

O curso é destinado à profissionais de Educação Física, e de Capoeira, que trabalham ou estão buscando trabalhar com a Capoeira em nível pedagógico, tem a chancela da FIEP – Federação Internacional de Educação Física, e é um grande avanço da nossa Capoeira dentro da Educação, mais especificamente dentro da Educação Física, uma vez que este é o maior congresso de Educação Física da América Latina, e um dos maiores do mundo!

Maiores informações:

O link para acesso à página do evento é o seguinte:

http://www.congressofiep.com/cursos.asp?a=cursosfiep&link=capoeira-pedagogica

EMAIL: castilhafabio@hotmail.com
SITE: www.capoeirapedagogica.com.br

PROF. MS. FÁBIO ANDRÉ CASTILHA
CREF. 8600 – G/PR
INSTRUTOR DE CAPOEIRA DO GRUPO MUZENZA

DOCENTE: Prof. Ms. FÁBIO A. CASTILHA/PR – CREF 008600-G/PR

CURRÍCULO: – Mestre em ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco (2008); Graduado em Educação Física pelo Centro Universitário Diocesano do Sudoeste do Paraná (2004); Professor de Capoeira Certificado, filiado à Superliga Brasileira de Capoeira e ao Grupo Muzenza de Capoeira, grupo fundado no Rio de Janeiro em 1972 e atualmente esta em todos os Estados do Brasil e em mais de 20 paises; Professor de Educação Física em diversas escolas no Rio de Janeiro (2006/2010 e na cidade de Foz do Iguaçu (2010) nas Séries Iniciais; Coordenador de estágios Internacionais – organização inglesa Travelquest Limited, Delegado Adjunto da FIEP no Paraná. Possui vários anos de experiências no Ensino da Capoeira, em Escolas, Clubes e Academias.

OBJETIVOS:

Apresentar uma proposta de Capoeira Pedagógica, à ser instituída dentro da Educação Regular, que vise o aprimoramento de diversas condutas nos alunos, utilizando a arte da Capoeira como uma ferramenta afim de supri as carências biofísicas, biosociais e biopsíquicas dos alunos.
– Visem o desenvolvimento da Capoeira dentro do contexto escolar, fomentando a interdisciplinariedade, e a interrelação entre instituição “Escola” e arte “Capoeira”
– Apresentar subsídios para o ensino da Capoeira, desde os primeiros níveis, até níveis mais elaborados, para diferentes grupos etários.
– Apresentar e discutir estratégias de trabalho com a Capoeira como oficina extra-curricular, ou como disciplina inserida dentro da proposta pedagógica da escola, ou como mais uma ferramenta para a Educação corporal.

CONTEÚDOS:

1) Capoeira Pedagógica – um breve histórico;
2) Capoeira como educação;
3) Subsídios para implantação de um projeto de Capoeira Pedagógica dentro de instituições e privadas;
4) Estratégias de trabalho: preparação, elaboração e utilização de material didático;
5) Metodologia e planejamento de aulas: propostas de educativos para exercícios gerais e expecíficos em diferentes níveis – teoria e prática; planejamento semanal, bimestral, semestral e anual;
6) A musicalidade dentro da escola – teoria e prática;
7) Organização de eventos de cunho capoeirístico e pedagógico: rodas infantil, apresentações intra e extra escolares, organização de campeonatos, festivais, cerimônias de troca de graduação, etc;
8) O marketing da capoeira – relação professor x aluno x pais.

SITE DE INTERESSE: www.capoeirapedagogica.com.br

A capoeira, o poder público e o fantasma dos maus capoeiras…

A cada nova experiência que vivenciamos em nossas tratativas de interface com o poder público, vemos sempre a capoeira ser testada em sua mais emotiva visão: a de se fazer representar perante tais poderes e não buscar evidenciar suas limitações, reais ou imaginárias, enquanto comunidade organizada que é um pressuposto nesse tipo de relação.

Essas inúmeras vezes em que vimos esse diálogo acontecer, ficou patente que temos sempre um problema que vagueia o subconsciente coletivo dos capoeiristas, que é a existência constante de uma referência e da busca da punição, controle ou simples extirpação desse contexto dos maus capoeiristas…

Esses personagens consomem uma energia incrível de nossos esforços na busca de dialogar com os órgãos públicos e representam o nosso mais inevitável e lamentável subconsciente coletivo, que é para onde sempre enviamos ou resgatamos esse personagem, produto principalmente de nossas limitações enquanto organização ou instituição capoeiristica.

É óbvio que em qualquer grupo humano existem os bons e os maus profissionais.

Não se trata de negar isso.

O que temos que perceber é o quanto nos custa essa luta constante com eles, aliás, sempre ausentes nesses debates… por razões óbvias também sabemos porque eles estão sempre ausentes:

  • primeiramente porque, caso estejam presentes irão, obviamente, se identificar como parte dos que são do bem
  • também por ser muito difícil fazer uma acusação frontal, do tipo: você é do grupo dos maus capoeiras… obviamente se isso acontecer iremos ter um outro tipo complicado de situação, que será de um desequilibrado bate-boca entre os participantes de qualquer reunião;
  • devemos e precisamos perceber que enquanto não houver um esclarecimento público a respeito da ética capoeiristica, ficará sempre muito difícil decidir quais serão os bons e os maus… por exemplo, os capoeiristas mais tradicionais e conseqüentemente menos violentos ou agressivos em seus estilos de jogo e didática, são hoje taxados de sarobeiros, que na verdade é algo de significado impreciso, provavelmente servindo antes para discriminar estilos e condutas menos performáticas;
  • se detivéssemos a clareza suficiente para identificar quais seriam os maus capoeiras, estaríamos aí diante de um outro dilema: quais os elementos para se fazer um julgamento deles…? ou seja, se estiverem incorrendo em alguma forma de crime, como assédio sexual, exploração sexual de menores, lesões corporais, etc., eles

estarão devidamente enquadrados como criminosos, passivos de punição pela legislação penal… a comunidade da capoeira não tem que substituir esses códigos e essas leis para resolver esses problemas, obviamente isso seria uma inocente tentativa de fazer justiça com as próprias mãos;

  • supondo que se chegue a conclusão de que se trata, enfim, de um mau capoeirista, segundo critérios mais clássicos de se avaliar as condutas tradicionais da capoeira, como questões de auto-graduação; sistemas de treinamento; tratamento agressivo com alunos ou capoeiristas de outros grupos (diversas formas de incentivo à xenofobia relativamente comum dentro dos grupos de capoeira). formas presunçosas de se auto proclamar detentor deste ou daquele mérito; uso indevido de conhecimentos e patentes de movimentos, toques, músicas, técnicas, etc.; ou mesmo o incitamento de alunos ao estilo de jogo mais agressivo ou violento… quem, na representatividade da capoeira irá julgar esses casos?? Segundo que critérios?? Quem pode se dizer detentor dessa verdade e dessa norma??
  • Em caso de admitirmos que não podemos julgar esses eventos dentro da capoeira, por que levar esses dilemas para um foro envolvendo terceiros? no caso o poder público nada pode fazer quando nós mesmos temos dúvidas sobre o que é legitimo e o que não é.
  • Há um outro aspecto que fica muito patente nessas discussões que é quanto ao desgaste que as reuniões sofrem por causa desse tema… é incrível como os capoeiristas deixam que esses fantasmas roubem nossa energia quando estamos diante de uma oportunidade inédita (como nos fóruns do pró-capoeira, nos congressos realizados pelo Ministério do Esporte, entre outros). Vale nesse caso a sabedoria de grandes mestres que sempre disseram: não fale do diabo porque ele aparece… em outras palavras nós os valorizamos quando permitimos que ocupem nosso tempo dentro de tão raras oportunidades.

Fica claro para nossos interlocutores do poder público que a capoeira tem um grande problema por causa de seus maus representantes e, no entanto, sabemos que isso representa uma minoria que sequer deveria ser tão considerada, senão vejamos:

  • Sabemos que a estatística de problemas graves envolvendo a capoeira é muito menor do que muitos outros esportes;
  • Sabemos que mesmo os ditos maus são tantas vezes responsáveis por grandes projetos dentro da capoeira e tantas vezes produzem grandes atletas, os quais acabam por perceber que estão no lugar errado e buscam outros espaços para seu aprendizado e crescimento, ou mudam de atitude por seus próprios critérios;
  • Sabemos ainda que estamos hoje diante de uma série de estímulos do mercado de lutas, que levam muitos mestres e professores a buscarem a marcialidade da capoeira como seu principal interesse… muitas vezes exclusivamente por uma questão de sobrevivência econômica e financeira… quem pode, de sã consciência, punir por isso ou condená-los? Temos que ter em conta a liberdade de escolha de estilo e de prioridade de foco de cada um;
  • Quanto aos sistemas de graduação que possam parecer a alguns sem mérito ou sem sentido, não cabe a nenhum de nós questionar, a menos que seja dentro de fóruns íntimos da própria capoeira, onde esse assunto possa ser discutido, de preferência dentro da mesma entidade a que pertençam os atores da discussão, sempre lembrando que isso é uma das mais históricas polêmicas dentro da capoeira e que ninguém pode se considerar o detentor da verdade ou da razão inquestionável, pois se trata de um tema delicado e impreciso, já conhecido de todos nós, cuja solução é, além de muito difícil, um eterno pomo da discórdia entre pessoas que muitas vezes partilham visões e interesses comuns, imagine num sentido mais amplo como cheguei a ver durante uma reunião do Pró-Capoeira do Ministério da Cultura, um dos grupos temáticos incluiu que o governo devia “implantar um sistema de graduação unificado”… será que estamos pedindo ao governo para nos impor algo assim?
  • Vale lembrar que não faz diferença praticamente nenhuma para uma questão cultural que envolva a capoeira a  questão da “graduação”, esse conceito foi introduzido pelo Mestre Bimba em um determinado contexto histórico e isso nos foi legado por ele como uma recurso de organização de nossa instituição capoeirista, seja por razões administrativa, econômica ou mesmo hierárquica, isso jamais deveria ter se tornado um cavalo de batalha onde tanta energia já se perdeu, a livre manifestação cultural da capoeira é uma de suas premissas, e direitos;
  • Vista sob a ótica desportivizante, a graduação tampouco é uma exigência de nenhum comitê olímpico ou marcial, onde são considerados, apenas, categorias compostas de idade e peso… no máximo estilos…  ou seja, mais uma vez sabemos que essa discussão é estéril e desnecessária… a não ser, claro, para grupos que partilhem de uma mesma organização, seja uma associação, federação, liga, escola, etc…
  • Muitos poderão entender que estejamos defendendo o caos na capoeira, perdoe-me os que assim pensam, mas estou apenas defendendo a razão no lugar de uma emoção infantil e estéril que a nada serve, mormente em locais e na presença de representantes do governo, muitas vezes interessados apenas em entender como podem ajudar a capoeira.

 

Fato é que temos que amadurecer nossa capacidade de dialogar com o poder público, seja porque temos antes de mais nada um direito de fato relacionado com essa relação entre a capoeira e ele (o poder público), seja porque muitas vezes as pessoas que estão participando de uma reunião conosco – a maioria das vezes técnicos-burocratas do governo, não possuem a mínima condição seja de resolver nossas questões históricas e muito menos de encontrar para nós os nossos fantasmas do mau…

Se não tivermos essa consciência e essa maturidade, qualquer diálogo será muito difícil e as nossas expectativas de participação no bolo do orçamento público será algo que teremos que esperar muito mais tempo até que possam se materializar como algo sólido para nós, os capoeiristas, os mestres, os professores, os estudiosos do assunto, os produtores, os patrocinadores, os alunos, os parceiros, os interessados em nosso trabalho dentro de escolas e outros espaços públicos.

Enfim a nossa maturidade profissional é um requisito para uma negociação mais racional e menos emocional com qualquer instituição ou poder público.

 

Mestre Skisyto (skisyto@gmail.com)

Bahia: Projeto “Virando o Jogo”

Jovens capoeiristas brilham no projeto virando o jogo

Orgulhosos, com medalhas no peito, jovens capoeiristas  de bairros carentes de Salvador estiveram no centro das atenções e da roda de capoeira na manhã do domingo (16), no Forte Santo Antônio Além do Carmo, também conhecido como Forte da Capoeira.

Eles proporcionaram um belo espetáculo no projeto Virando o Jogo, que é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a iniciativa privada, com organização esportiva realizada pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).

Antes da capoeira, aconteceram as disputas do futebol masculino e do atletismo, sempre com a presença de jovens atletas representantes de bairros carentes de Salvador.

A próxima disputa vai envolver atletas do futebol feminino.