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Debate na Rio +20 relembra trabalho escravo que recuperou a Floresta da Tijuca

A Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, começou oficialmente na quarta-feira (13) e todas as atenções já estão voltadas para os debates e propostas que devem definir a agenda do desenvolvimento sustentável e da proteção ao meio ambiente para as próximas décadas.

Há 151 anos, muito antes de se pensar em uma conferência dessa abrangência, o Brasil já dava exemplo com um dos casos mais bem sucedidos de ecologia e recuperação: o reflorestamento da Floresta da Tijuca, que após anos de desmatamento, principalmente devido ao plantio de café, foi reflorestada graças ao trabalho iniciado por apenas seis escravos.

Comandados pelo Major Gomes Archer, primeiro administrador da Floresta, esses homens plantaram, entre 1861 e 1872, mais de 100 mil mudas no que depois viria a se tornar o Parque Nacional da Tijuca, um território com mais de 3953 hectares – área que corresponde à cerca de 3,5% da área do município do Rio de Janeiro.

Restauração da natureza – Pensando em relembrar ao mundo esse momento da história, o Ministério da Cultura (Minc) apresentará, no próximo domingo (17), às 16h, a mesa de debate “O Reflorestamento da Floresta da Tijuca: modelo de restauração da natureza”. O evento acontece no Galpão da Cidadania, um espaço voltado para debates sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável.

Segundo Carlos Fernando Delphim, coordenador do Patrimônio Natural – IPHAN, o objetivo do evento é homenagear e relembrar os escravos que trabalharam para que a cidade do Rio de Janeiro não ficasse sem água. “Mais do que recordar a recuperação realizada na Floresta da Tijuca, nós pretendemos mostrar que seis escravos fizeram o mais lindo, mais raro e mais bem sucedido trabalho que nós já tivemos nesse segmento. A Tijuca só é lembrada pela parte bonita, da floresta artificial, mas e quem plantou todas aquelas árvores? E o valor do trabalho dessas pessoas?”, questiona o arquiteto.

O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, que também participará do debate, destaca que a recuperação da Floresta da Tijuca “foi uma iniciativa no século XIX que exemplificou a necessidade de se agir rápido para a sustentabilidade do planeta e no combate aos danos ao meio ambiente. Os negros escravos tiveram uma contribuição especial para a preservação ambiental da Floresta da Tijuca, o que demonstra a intensa participação do negro na história do Brasil e que ainda é pouco conhecida”.

Para Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, não se pode permitir que a participação da população negra na construção do Brasil fique para trás e se perca no tempo. “Quando falamos de escravidão, temos que lembrar que as grandes obras que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural nasceram das mãos de negros, como o Parque Nacional da Tijuca, que nasceu de uma paisagem natural reconstruída pelo homem negro”, afirma.

Maior floresta urbana do mundo – Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a área onde hoje fica o Parque Nacional da Tijuca foi, em sua maior parte, devastada através da extração de madeiras e da utilização em monoculturas, especialmente o café, gerando sérios problemas ambientais à cidade.

Em 1861, após uma iniciativa de conservação ordenada por D. Pedro II, comandada pelo Major Gomes Archer e executada por apenas seis escravos, um processo de reflorestamento que plantou cerca de 100 mil mudas ao longo de uma década propiciou a regeneração natural da vegetação.

Graças ao trabalho de restauração realizado no século XIX, a Floresta tornou-se, posteriormente, um Parque Nacional tombado pelo IPHAN, foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO como Reserva da Biosfera e hoje é conhecida como a maior floresta urbana do mundo.

http://www.palmares.gov.br

Capoterapia: “a ginga dos mais vividos” oferece 2.000 vagas gratuitas para o DF e entorno

Programa da Capoterapia: “a ginga dos mais vividos” oferece 2.000 vagas gratuitas para o DF e entorno

Há 14 anos, o capoeirista brasiliense Mestre Gilvan constatou que havia escassez de políticas públicas e de atividades específicas para a terceira idade. Nascia no Distrito Federal a capoterapia – capoeira adaptada para a terceira idade – como modalidade lúdica, capaz de atrair pessoas e tirá-las do sedentarismo. “O trabalho com a capoterapia, iniciado por mestre Gilvan em nossa unidade de saúde, aliado a outras atividades que oferecemos, como o tai chi chuan, a dança, as sessões de alongamento e a ‘terapia do abraço’ têm atraído muitos idosos para atividades que são fundamentais para o seu bem-estar físico e psíquico”, explica o coordenador de terapias corporais do Centro de Saúde 7 de Ceilândia, DF, Dr. Geovane Gomes da Silva.

Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos têm pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. Mas, evidentemente não há saltos, nem golpes mais contundentes, que possam expor os idosos a acidentes e lesões.

A capoterapia pode ser praticada, inclusive, por cegos, pessoas com déficit mental ou com seqüela motora (cadeirantes). Apenas pessoas com doença cardíaca grave devem evitar, pois nestes casos qualquer esforço físico mais intenso é uma ameaça a sua saúde. Como a maioria dos grupos de capoeira funciona em centros de saúde, os próprios médicos alertam os pacientes sobre a viabilidade ou não de fazer a capoterapia. E, o que é mais importante, na capoterapia há o respeito ao ritmo de cada um e ninguém é obrigado a praticar.  Somente o lhe dá vontade e prazer.

Nas dependências do campus da. Universidade Católica de Brasília em Taguatinga (DF), a prática da capoterapia tem um aliado fervoroso, um defensor entusiasta. É o professor Ronaldo Rodrigues da Silva. Doutor em Educação, ele integra o corpo docente do curso de Graduação em  Educação Física e de Pós-Graduação Lato- Sensu em Educação Física Escolar Ronaldo coordena o LAPEDEF – Laboratório de Práticas Pedagógicas do Curso de Educação. Nessa entrevista, ele fala das iniciativas de sua instituição de ensino no âmbito dos programas de atendimento ao idoso e fala sobre os resultados práticos da capoterapia.

Como o senhor avalia o programa de capoterapia desenvolvido na Católica?

De excelência, pois é reconhecida no Brasil nos programas de extensão em todas as

Universidades do País. Por isso, é uma, atividade com alto nível de procura pela clientela da terceira idade

Quais são os benefícios que a capoterapia tem trazido para o bem estar físico e mental dos idosos atendidos na Católica.

Afetividade pela união dos participantes em grupos e melhorias das qualidades físicas e. mentais. O aspecto social é um ponto forte nesse processo, o prazer, a satisfação e a alegria de poder ocupar seu devido espaço na Física sociedade.

 

As vantagens para o público da terceira idade são inúmeras. Quanto aos benefícios físicos, diminui a dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol. Provoca, ainda, a recuperação do vigor, amplia a força muscular, ocasiona a amplitude dos membros inferiores e superiores, tonicidade muscular. Entre os benefícios sociais da capoterapia estão a integração grupal e a ampliação do círculo de amizades. A “ginga dos mais vividos”, como é chamada a terapia, também é um auxiliar importante no combate à depressão e à solidão, despertando nos praticantes a recuperação da autoestima e do prazer de viver.

Na prática, as aulas de capoterapia se iniciam com uma sessão de aquecimento e alongamento, para preparar a musculatura. Em seguida, vêm as cantigas de roda, quando o grupo canta clássicos da música infantil, como “ciranda ciradinha” e da música popular, como “acorda Maria bonita, levanta vem fazer o café”. As atividades reproduzem rotinas domésticas, como lavar, passar ferro, estender a roupa no varal.

O ideal é que a capoterapia seja praticada de duas a três vezes por semana. Como a Associação Brasileira de Capoterapia ainda não dispõe de multiplicadores em número suficiente para atender a demanda, a entidade está oferecendo cursos de capacitação para formar novos agentes do programa. Além disso, os idosos são estimulados a praticar em casa, sozinhos, os exercícios para os quais são orientados nas vivências de capoterapia.

Dentro da capoterapia, ainda são realizadas algumas terapias como a “Campanha do Abraço”, onde se busca resgatar o senso de cordialidade e a descontração, estimulando as pessoas a trocarem o “calor humano”, em gestos afetivos, como instrumento de valorização do outro. Durante a “Terapia do abraço” ocorre a campanha “Você já abraçou seu filho, hoje?”

Maiores informações 061 34752511 ou 99622511 mestre Gilvan www.capoterapia.com.br

 

 

2ª feira às 08:00h – Centro de Saúde n.º 05 Ceilândia 
2ª feira às 09:00h – SESC de Ceilândia

3ª feira às 07:30h – Centro de Saúde n.º 12 QNQ Debora

3ª feira às 07:30h – Centro de Saúde n.º 07 QNO Mestre Barto
3ª e 5ª feira às 08:00h – Sede da Associação de Capoeira Ladainha 
3ª feira às 08:00h – Associação dos Idosos de Taguatinga / Paradão
4ª feira às 08:00h – Centro de Saúde n.º 02 Praça do Bicalho 
5ª feira às 09:00h – Associação dos Idosos de Taguatinga / Paradão ME
5ª feira às 15:00h – Centro de Convivência da Terceira Idade do Cruzeiro Mestre Aranha
5ª feira às 07:30h – Centro de Saúde 613 sul Mestre Risomar 61 8203-3047 
6ª feira às 08:00h – Praça da Capoterapia – Av. Hélio Prates IL
6ª feira às 09:00h – Universidade Católica de Brasília / Bloco G UnATI

2ª a 6ª feira 16 ás 18 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian

3ª e 5ª feira 08 ás 09 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian

4ª e 6ª feira 08 ás 11 h Centro olímpica parque vaquejada Ceilândia Prof Wilian
6ª feira às 15:00h – Salão da Igreja São João Bosco – N. Bandeirantes 
6ª feira às 18:00h – Taguaparque Pistão Norte (Administração)

Em breve no Parque da cidade
para sugestão Email: capoterapiabrasil@gmail.com
061 3475-2511 9962-2511 Mestre Gilvan

Morro do Querosene realiza Simpósio e Espetáculo Teatral para falar da importância do “Peabiru”

Eventos  fortalecem a luta dos moradores da região por área que abriga uma fonte milenar. Autoridades, ambientalistas e historiadores confirmam presença em simpósio organizado pela comunidade.

Há mais de dez anos os moradores do Morro do Querosene lutam por uma área que abriga uma fonte milenar. Cercada de forma irregular, o que impediu o acesso dos moradores da região a área que dá acesso a fonte, o caso ganhou destaque na mídia e desde então os moradores vêm promovendo uma série de ações para conscientizar a população da importância do local para a cidade de São Paulo. No mês de agosto, o prefeito Gilberto Kassab decretou de utilidade pública, 35 dos 39 m² do terreno onde está localizada a Fonte. Esta foi a primeira conquista dos moradores que visam transformar esta área em um parque, o já batizado “Parque da Fonte”, por onde passa o “Caminho do Peabiru”.

Uma peça teatral, escrita e produzida pelos próprios moradores, e um simpósio fazem parte das atividades do projeto “Peabiru Caminho Suave” que vem sendo realizado com apoio do FEMA – Fundo Especial do Meio Ambiente da Secretaria Municipal do Verde.

 

Sobre o Simpósio “Juntos no Peabiru”

A  comunidade do Morro do Querosene percorreu uma longa trajetória até conseguir um    Decreto de Utilidade Pública para a Chácara da Fonte.

No início, ninguém havia ouvido falar de Peabiru. As informações foram aparecendo como num jogo de quebra-cabeça. Quando começaram a pronunciar “o Peabiru passava por aqui… a Bica era parada obrigatória de quem viajava pelo importante Caminho… na Chácara da Fonte as expedições acampavam….” os ouvintes perguntavam: “e você, é historiador? Quem é você para fazer tal afirmação?”. E como a grande maioria era artista ou agente cultural, logo o interlocutor coçava o bigode como quem entende que artista inventa mesmo.

Foi assim que surgiu esta ideia de realizar um SIMPÓSIO – REUNIÃO DE CIENTISTAS E ESPECIALISTAS para discutir sobre o Peabiru e o Parque da Fonte.

Para este Simpósio “JUNTOS NO PEABIRU”, renomadas autoridades no assunto confirmaram presença:

Rossano Lopes (arqueólogo do IPHAN), Júlio Abe (Diretor do Instituto de Geografia e História de São Paulo), Benedito Prezia (antropólogo, escritor e indigenista), Luiz Galdino (escritor do livro “Os Incas no Brasil”) e Hernani Donato (escritor, historiador, jornalista e professor) estarão  das 9 às 12h30 quando serão abordadas questões relativas à história.

O período da tarde (das 13h30 às 17h) está reservado para as questões urbanísticas e ambientais com Aziz Ab’Saber (geógrafo, ambientalista e professor), Nabil Bonduki (Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano – Ministério do Meio Ambiente, redator do Plano Diretor da Cidade de São Paulo) e  Ros Mari Zenha (ambientalista).

O evento será aberto para a participação do público em geral e acontecerá no Auditório do Instituto Butantan, dia 13 de setembro de 2011, das 9h às 17h.

 

SIMPÓSIO “JUNTOS NO PEABIRU”

Local: Auditório do Instituto Butantan

Avenida Vital Brasil, 1500 – Butantã – São Paulo

Data: 13 de setembro

Horário: das 9 às 17h

Entrada Franca

mais informações www.fontedopeabiru.com.br

 

Sobre o espetáculo teatral

“Peabiru, o Caminho Suave”

O espetáculo acontece à beira do milenar Peabiru , emaranhado de trilhas que atravessavam o Continente e que eram utilizadas pelo nativos, entre eles, Incas e Guaranis, na busca por alimentos, exploração de novos espaços, intercâmbio cultural e encontros.

A montagem da peça teatral convida seus espectadores a uma reflexão sobre nossa formação cultural e étnica, a realidade e os sonhos atuais, alternativas de ver e viver o cotidiano, abordando, de forma lúdica e popular, questões ambientais e urbanísticas como o caso da polêmica existente entre a construção de um shopping center e um parque com nascentes e belezas naturais.

Alinhando mitos e fatos, em meio a novos códigos florestais, usinas de energia, desapropriação de território de tradições ancestrais, a peça relata aspectos do processo civilizatório, com foco sobre a Vila Pirajussara, outrora parada obrigatória de tropeiros, jesuítas, bandeirantes e índios, hoje Morro do Querosene, rico de manifestações culturais e uma  comunidade engajada em preservar a Chácara da Fonte. A questão não é apenas local, mas extrapola o território brasileiro.

Pai Sumé e elementos personificados, como portais dimensionais e oráculos, costuram a narrativa. Os diálogos acontecem entre mãe e filho, jesuíta, índio e bandeirante, arquiteta, encanador e outros cidadãos que se reúnem para discutir a situação do seu bairro.  No decorrer do espetáculo, outros personagens, como o Saci Pererê, as lavadeiras, escravos, capitães do mato, o cordelista e um repórter interativo, fazem intervenções, lançando um novo olhar sobre os acontecimentos.

Num momento tão violento e crucial para nossa metrópole, o espetáculo “Peabiru, o Caminho Suave” busca chegar na mítica “Terra sem Mal” preconizada pelos nossos antepassados indígenas.

 

FICHA TÉCNICA

Criação :  Peabiru  Arte Manifesto

Texto: Caco Pontes, Cláudio Laureatti e Paulo Almeida

Direção geral e executiva : Cecília Pellegrini

Coordenação e produção :    Nelson Conde

Preparação e direção cênica: Caco Pontes

Direção musical :  Dinho Nascimento

Assistente de direção : Claudio Laureatti e Paulo Almeida

Elenco :  Benê do Morro, Beto Kabelo, Caco Pontes, Claudio Laureatti, Daphne Loureiro, Edgard Max, Gabriel Eduardo, Lara Giordana Lima, Mariana Acioli, Mauro Carotta, Paulo Almeida e Tânia Seong.

Músicos :        Dinho Nascimento, Marcos Dafeira e Orates Odara

Pesquisa: Cecília Pellegrini e Roberta de Carlo Smith

Figurino :  Mariana Acioli

Cenário : Daphne Loureiro

Efeitos visuais : Leila Monsegur

Som e luz:  Ana Catarina

Fotografia : Raul Zito

Arte Gráfica:  Maurício Santana

Assessoria de imprensa :  Iara Filardi

Realização:  Associação Cultural da Comunidade do  Morro do Querosene

 

Agenda:

17/09/2011 às 17h

CEU Butantã (Teatro Carlos Zara)

Av: Engº Heitor Antônio Eiras Garcia, 1700 – Jd Esmeralda

Telefone: 3732-4560

450 lugares (sendo 2 para portadores de necessidades especiais)

 

22/09/2011 às 20h

CEU Uirapuru

Rua: Nazir Miguel, 849 – Jd João XXIII

Telefone: 3782-3143

180 lugares

 

01/10/2011 às 11h

Pateo do Collegio

Praça Páteo do Colégio, 02  –  Centro

Telefone:  3105-6899

Espaço aberto

 

07/10/2011 às 21h

Centro Cultural Rio Verde

Rua Belmiro Braga, 119  –  Vila Madalena

Telefone: 3459-5321

120 lugares

 

12/10/2011 às 17h

Rua da Fonte  –  Morro do Querosene   –   Butantã

Telefone: 3726-8406

Espaço aberto

 

Classificação:  Livre

Entrada Gratuita

 

Imprensa: Iara Filardi

55 11 2083-7268

55 11 9224-3681

55 11 9318-3805

contato@iarafilardi.com

360 idosos são batizados na capoeira dentro do parque do Ibirapuera

 

Capoeira adaptada, projeto fomentado pelo Grupo de Capoeira Mandinga e a Ong JUNTOS, batiza turma da terceira idade. O aluno mais novo tem 60 anos e, o mais velho, 94.

Dona Terezinha não perde uma aula. Sagradamente, duas vezes por semana, ela deixa de lado a rotina usual de dona de casa para praticar uma atividade um tanto inusitada para alguém com mais de 60 anos: a capoeira. Num primeiro contato, Terezinha pensou que não daria certo. Como uma atividade que pede pulos, ginga e sincronia de movimentos caberia a um idoso?

Cabe. Hoje, um ano depois, Dona Terezinha – ou Maria Terezinha do Nascimento, de 62 anos – aguarda ansiosa suas aulas de capoeira adaptada, atividade feita graças à iniciativa da ONG JUNTOS (Jardins Unidos No Trabalho de Obras Sociais) e do projeto Tempo da União, braço cultural da Associação de Capoeira Mandinga, que atua em diversas regiões com seus projetos sociais e culturais.

Terezinha faz parte de um grupo que atualmente conta com 360 idosos. Todos, segundo a própria praticante, descobriram os benefícios da terapia. “Ter a capoeira adaptada para nós, idosos, é maravilhoso. Mexer o corpo e fazer atividade é a melhor coisa que podemos buscar. Minhas articulações estão muito bem, e eu sou outra pessoa!”, diz Terezinha.

As aulas de capoeira adaptada aos idosos começaram na sede da ONG JUNTOS, situada na zona leste da capital, com cerca de 60 idosos, que até então participavam de terapias ocupacionais pouco aeróbicas, como a musicoterapia. A aceitação era pequena. “Eles não gostavam da musicoterapia e se queixavam por querer algo mais dinâmico. Inclusive, alguns idosos jogavam dominó durante a aula justamente por não gostarem dela. Agora a realidade, felizmente, é bem diferente”, afirma Cibele Moura, capoeirista há 15 anos e professora da turma.

 

Batizado no Ibirapuera

 

No dia 30 de abril, em frente à arena de eventos do Museu Afro, no parque do Ibirapuera, todos os 360 alunos serão batizados na capoeira. O evento será aberto ao público e contará com a roda de capoeira do Mestre Maurão, líder do Grupo de Capoeira Mandinga e um dos maiores nomes dessa cultura no mundo.

A iniciativa de batizar os alunos no parque do Ibirapuera veio do próprio Mestre Maurão. “A capoeira é um instrumento catalisador de socialização. Dessa forma, nada mais justo que praticá-la e divulgá-la num parque, ao ar livre, com a interação dos visitantes. Acredito, inclusive, que não temos registro em São Paulo de um evento com essa proporção”, conclui.

 

Batizado dos 360 alunos da terceira idade – Projeto Tempo de União – Grupo de Capoeira Mandinga e ONG JUNTOS

Apoio: Administração Pública do Parque do Ibirapuera e CRAS/Itaquera

Data: Dia 30 de abril de 11 (sábado)

Horário: das 10h às

Local: Parque do Ibirapuera – em frente à arena de eventos do Museu Afro

Portões 10 e 12 do parque do Ibirapuera

 

Projeto Tempo de União

O projeto Tempo de União é um braço dentro da Associação de Capoeira Mandinga destinado a crianças e adolescentes que atua em diferentes comunidades da capital paulista, e que fomenta atividades culturais e sociais com foco na Capoeira e tradições regionais.

 

Sobre Mauro Porto da Rocha – o Mestre Maurão

Mauro Porto da Rocha – o Mestre MaurãoMestre Maurão inicia na capoeira em 1979, na cidade de Santo André/SP, no Grupo Nova Luanda, liderado por Mestre Valdenor, onde se formou no ano de 1985. Na adolescência, Mestre Maurão teve contato com o lendário Mestre Caiçara (Bahia) com quem pode ter um convívio muito próximo, tendo assim conhecimento legítimo de hábitos da velha Bahia.

 

Muitos Mestres foram referência na sua trajetória, em especial estão: Mestre Valdenor dos Santos, responsável por sua formação e Mestre Canhão (Discípulo de Mestre Bimba) que o auxiliou e orientou em sua profissionalização como capoeira. Mestre Maurão participou na década de 80 de vários campeonatos onde consagrou-se Tri-Campeão Brasileiro (consecutivo), além de ter sido por 14 anos Campeão Paulista.

 

Na década de 1990 morou na Inglaterra, onde ministrou aulas de capoeira e participou de apresentações e shows sobre a cultura brasileira. Em São Paulo, foi uma das lideranças da famosa Roda da Praça da República, considerada como uma das rodas de capoeira mais tradicionais do mundo pelo fato de juntar vários capoeiras de diversas partes do Brasil.

 

Mestre Maurão adquiriu um grande respeito não só da comunidade capoeira, mas angariou o respeito e a admiração de quem acompanhou a sua estória e o seu trabalho. Vivências e fatos que o levaram a ser internacionalmente conhecido como um grande atleta da Capoeira e um importante propagador da Cultura Afro-Brasileira.

 

 

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

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Documentário de Carem Abreu: PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá MG

Ola amigos e colegas, com muita satisfação informamos que nosso curta documentario “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- Minas Gerais” iniciou sua “volta ao mundo” no circuito de mostras e festivais do Brasil.

Ele está sendo exibido hoje, quarta, dia 07/04, durante a programação da 1ª Mostra SESC de Cinema e Video Brasiliense.

Quem estiver em Brasilia poderá conferir o documentario às:

19h – Teatro Newton Rosi- SESC Ceilândia
20h – Teatro Silvio Babato- SESC Setor Comercial Sul
(Programação 1ª Mostra SESC de Cinema e Vídeo Brasiliense)

“PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG” 15′, documentário, Minas Gerais

SINOPSE: A Capoeira Angola é mais do que uma série de movimentos, do que uma luta corporal. A luta da capoeira é mais social, mais histórica, mais cultural. Nesse curta metragem vários mestres angoleiros de Belo Horizonte (MG) resgatam a recente história da capoeiragem da cidade E mais: nos convidam para uma visita as danças afro e contemprânea, ao samba, ao congado, ao camdomblê e ao teatro. O que essas expressões culturais têm haver com Capoeira Angola? Veja nesse documentário que é muito mais do que uma forte vontade de valorizar toda a africanidade incrustada no jeito brasileiro de ser.

DIRETORA:CAREM ABREU
PRODUTOR:JOÃO VALADARES e JOSIANE BRAGA
PRODUTORA EXECUTIVA:CAREM ABREU

O documentario foi produzido pelos alunos capoeiristas da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”.

“OFICINA DE PRODUÇÃO AUDIOVISUAL: DOCUMENTOS DE SI”: foram capacitados 15 angoleiros , de 14 a 35 anos, de diversas frentes de trabalho da ACESA em funções audiovisiais como roteiristas, produtores, assistente de direção, fotógrafos de cena (Still), cinegrafistas e editores. Como prática de estudo eles produziram o curta “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – Minas Gerais”, que compõe o documentário de 55 minutos acima mencionado. A Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si” aconteceu na ATOS Central de Imagens e potencializou as atividades culturais e a utilização dos equipamentos audiovisuais do recém-inaugurado Ponto de Cultura Flor do Cascalho (Morro das Pedras), da ACESA. De setembro de 2008 a abril de 2009 eles tiveram aulas e realizaram seu primeiro curta sob o olhar de quem vivencia e pratica o tema abordado: a Capoeira Angola. Neste documentário locais como a Comunidade da Pedreira Prado Lopes, Alto Vera Cruz, Saudade, Morro da Cascalho, Bairro Nacional foram abordados sob a perspectiva cultural e social, ao contrário do viés denotativo da violência e do tráfico de drogas.

CORPO DOCENTE:
Narrativas Documentais –  ATHAIDES  BRAGA
Projeto DVD Paz: importância da pesquisa histórica na construção de um documentário – CAROLINE CÉSARI
Pesquisa histórica- DIMAS DE SOUZA
Roteiro documental-  CAREM ABREU
Direção de Produção-  MARY RODRIGUES
Fotografia e Prática Still – LUIZA VIANNA
TOM AMÂNCIO – Cinegrafista (handcam Sony)
Cinegrafista (camera HVX200- profissional) – LUCAS EMOREIRA
Edição –  CELSO LEMBI e LOURENÇO VELOSO

PROFISSIONAIS
Coordenador Técnico / Mestre de Capoeira – MESTRE JOÃO ANGOLEIRO
Produtora Executiva/Roteirista / Diretora – CAREM ABREU
Direção de Fotografia/ Cinegrafistas – LUCAS EMOREIRA e  DIOGO RAMOS
Produtor Belo Horizonte –  PEDRO VALADARES
Tecnica de Som – MILAGROS VAZQUEZ
Assistente de Coordenação / Assistente de Produção – MARILENE SANTOS

ALUNOS
Assistente de Direção –  FLAVIA SOARES
Coordenação de Produção –  JOSIANE BRAGA
Assistentes de Produção – SERGIO PEREIRA DE OLIVEIRA/ DAVIDSON FELIPE DOS SANTOS RIBEIRO
Roteiristas – CLEVES HENRIQUE DE ABREU SILVA / OTAVIO AUGUSTO CHAVES
Cinegrafistas – ANGELO AUGUSTO DE OLIVEIRA SANTOS/ CLAUDINEI SILVA SANTOS
Editores –  CARLOS RENATO /JOÃO ALVARO MORAES DE MELO
Still – JOSIANE BRAGA / JACK LUCAS MACHADO DINIZ / WARLEN MOTA  –

ENTREVISTADOS: 1-Mestre Rogério- Associação Cultural Angola Dobrada – ACAD – Santa Tereza; 2- Mestre Jurandir- Fundação Internacional de Capoeira Angola- FICA  – Bairro Bonfim; 3- Mestre Primo – Grupo Iúna  de Capoeira Angola – Bairro Saudade; 4- Mestre Leo – Grupo Meninos de Palmares  – Alto Vera Cruz; 5- Mestre Dunga – Grupo Senzala Eu Bahia – Praça Sete; 5-Mestre João –  Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – Centro; 6- Treinél Ricardo Manaus – Flor Do Cascalho- Morro das Pedras; 7- Treinel Gino – Grupo ILÚ AIÊ – Bairro Nacional; 8- Contra Mestre Medonha  – Alto Vera Cruz; 9- Contra Mestre Renê – Grupo Camujerê – Parque Municipal; 10- Mestre Márcio Alexandre ( Dança Afro ) – Parque Municipal; 11- Junia Bertolino (Dançarina Afro) – Parque Municipal; 12- Marilene (Dança Afro) Parque Municipal; 13- Flavia Soares(Dançarina Afro) Parque Municipal; 14- Negoativo – Capoeirista e músico(Berimbrow) – Bairro Maria Goreti; 15- Mauricio Tizumba, ator interpretou Besouro de Mangangá – Praça de Santa Tereza; 16- Rui Moreira (Cia de Dança Será que) – Teatro Alterosa ; 17- Alexandre Partideiro (fez samba de roda com a capoeira) – Pedreira Prado Lopes; 18- Dona Elisa (velha guarda do samba de BH) Pedreira Prado Lopes; 19- Mestre Conga (Velha guarda do samba de BH) Pedreira Prado Lopes; 20- Candomblé de dona Efigenia – Floresta; 21- Congado – Reinado de dona Isabel – Bairro Concórdia

AGUARDEM: em agosto ESTREIA “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- BRASIL”

“PAZ NO MUNDO” EM NÚMEROS
Entre janeiro e março de 2009 realizamos as gravações do documentário em cinco estados: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA), Recife e  Olinda (PE) e Quilombo dos Palmares (Serra da Barriga- AL). Ao todo entrevistamos 25 mestres de capoeira angola (os mais expressivos/ importantes de cada estado);  18 mestres da cultura popular e ou agentes culturais; gravamos em 65 locações (12 BA, 25 RJ, 15 MG; 1 AL; 12 PE); Nossa equipe técnica contou com 30 profissionais e instruimos 23 alunos em nossas oficinas.


CAPOEIRA PARA ALÉM DO BESOURO

Mais do que a valorização dos golpes, da ênfase à luta, enfocada no filme “Besouro” o documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ” propõe uma reflexão da capoeira para além do movimento corporal. O movimento da capoeira angola é um movimento de revolução pessoal e social. É uma luta, mas pela valorização de nossa ancestralidade, de nossas raízes e pela liberdade, realizadas nos terreiros da cultura popular em todo o Brasil.


O QUE É “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”

Nosso projeto consiste principalmente na produção de um documentário televisivo de 55 minutos sobre os 400 anos da Capoeira Angola no Brasil. Através de uma ampla pesquisa realizada nos estados do Rio de Janeiro, Bahia (Salvador e Recôncavo Baiano), Pernambuco (Recife e Olinda), Alagoas (Parque Nacional Quilombo dos Palmares – Serra da Barriga) e Minas Gerais, buscamos compreender como a Capoeira Angola conseguiu em menos de um século, transformar- se de uma luta praticada pela “escória social”, o primeiro crime terror dos republicanos oitocentistas, em um “instrumento de inclusão social e paz no mundo” – palavras do Ministro da Cultura Gilberto Gil, proferidas em conferência na ONU/Genebra em 2004.

O documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, foi idealizado pela ATOS Central de Imagens, em 2005 e desde 2007 vem sendo realizado em parceira com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Ele ficará pronto em 2010 e será veiculado no Canal Brasil, na TV América Latina (TAL), além de TVs abertas e fechadas exibidoras desse gênero, e em mais de 60 festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo. Serão produzidas 200 cópias desse produto cultural que poderá ser utilizado como um novo material didático, criado para subsidiar a implantação da Lei nº 10.639/03 em escolas de Minas Gerais, e também distribuído para imprensa, formadores de opinião, embaixadas e patrocinadores.

TODOS OS PRODUTOS CULTURAIS do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”:
1- Revista “Angoleiro É o que Eu Sou!” – Edição 3;
2- reformulação do site www.eusounagoleiro. org.br/portal200 9;
3- Oficinas de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e de “Animação e Contação de Histórias”;
4- Exposição fotográfica;
5- curta metragem 15 min: “ PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá- MG”;
6- documentário televiso, 55 min, “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá”.

Grupo Meninos Guerreiros promove aula de capoeira ao ar livre

Será dia 23 de janeiro,  a partir das 13 horas, na Avenida Nove de Abril, em frente ao Parque Anilinas

O grupo Meninos Guerreiros de Cubatão realiza no dia 23 de janeiro de 2010, a partir das 13 horas, na Avenida Nove de Abril, em frente ao Parque Anilinas – Centro, em Cubatão, uma aula de capoeira ao ar livre. Os organizadores do evento convidam todos os grupos da Baixada Santista a participarem desse grande evento.

Segundo o professor Marivaldo Souza Matos, mestre Coelho, um dos objetivos do evento é difundir a modalidade esportiva, já que a capoeira faz parte da cultura brasileira, e promover a confraternização dos grupos da Cidade e da Baixada Santista.

Fazem parte da programação uma aula com o tema: “Aquecimento, estilo de movimentos em sequência de ataque e defesa”, ministrada por Mestre André. Em seguida, palestra com Mestre Curupira, com o tema: “Estilo de combate em dupla, como usar técnicas em movimentos no conflito pessoal”.

Encerrando o evento, Mestre Cabrito ministra uma aula com o tema: “História da Capoeira, Capoeira em Cubatão e Capoeira e seus Direitos”, finalizando com uma grande roda de capoeira.

Confraternização – Neste domingo, 20/12, a partir das 15h30, no Parque Anilinas, o Grupo Meninos Guerreiros promove a confraternização de final de ano, com bebida, comida e jogos de capoeira. Os grupos desportivos interessados em participar da aula de capoeira ou da confraternização, devem confirmar presença através do telefone (13) 8830-9533, com professor Coelho.

Texto: Ana Borges

http://www.cubatao.sp.gov.br/

20091216- Aula de Capoeira – ALSB

Cubatão: Semes realiza Grande Encontro de Capoeira

O evento será no sábado, dia 25, a partir das 14 horas, em frente ao Parque Anilinas

No próximo sábado (25/7), a partir das 14 horas, em frente ao Parque Anilinas, na Avenida Nove de Abril, s/nº, Centro, em Cubatão, acontece o 1º Encontro de Capoeira 2009, que será realizado pela Semes, juntamente com os Grupos Guerreiros Nascentes e Meninos Guerreiros.

O evento contará com a presença de vários grupos da Baixada Santista e de outros Estados. As apresentações incluem samba de roda, acrobacia, roda para mulheres e crianças, e outras modalidades. As academias já confirmadas são: Cota 200 (Mestre Bile); UME Alagoas (Professor Coelho), Vila Esperança, Ilha Bela (contra Mestre Liminha); Morro do Índio (contra Mestre Abridor); Vila São José (Mestre Capoeira); Casqueiro (Mestre Curupira), Vila Natal (Mestre Cabrito) e Humaitá (Mestre André).

Os interessados em participar devem entrar em contato com o professor Coelho pelo telefone (13) 9747-3398 ou com o mestre Curupira (13) 9757-1100. Em caso de chuva, o encontro será realizado dentro do Parque Anilinas (quadra coberta).

Contato: Ana Borges (13) 3362-6452

Postado por Departamento de Imprensa – Cubatão

Nota de Falecimento: Mestre Docinho

Transcrevo,  com tristeza, notícia da morte do amigo Mestre Docinho (Eudóxio Leunir Matos Santos Barbosa), um dos grandes baluartes da organização desportiva da Capoeira no Estado do Pará.
 
Foi professor de Capoeira durante alguns meses no Grupo Rei Zumbi de Capoeira, em  1989, no antigo DEFID, hoje DEAFI, aqui em Belém do Pará.
 
Faço minhas as palavras de despedida do meu amigo Mestre Ferro do Pé: 
 
“Bom dia Mestre Fernando,
É com tristeza (porém tenho multiplicar esta informação), que informo o falecimento de modo súbito, vítimado por ataque cardíaco, do Mestre Docinho no último domingo dia 29.03.2009, sendo que o sepultamento ocorreu no dia 30.03.2009 às 11:00h no cemitério parque das palmeiras em Marituba – Pa.
 
Momentanêamente o Berimbau se cala e o atabaque não ecoa o seu toque, mas, a alegria não pode morrer.   A vida segue seu curso apesar da dor e do lamento,  o toque de Iúna dará lugar a outros toques mais festivos e a irreverência as controvérsias e os saberes do Mestre Docinho embalararão conversas e contos, e a lembrança não morrerá jamais.
 
Axé e crescimento espiritual ao Mestre Docinho.”
 
Ferro do Pé.

Doce de encanto de um velho felino

Bimba é Bamba

Estilo àgil do capoeirista atraía multidão ao ringue armado na Praça da Sé, palco de lutas e apostas que levavam soldados, estivadores e estudantes ao Parque Odeon.

Soldados, estivadores, estudantes e operários se paertavam nos bancos emtorno do ringue armado na Praça da Sé. Um cheiro forte de suor inundava a noite de inauguração do Parque de Odeon, um verdadeiro parque de lutas e apostas, naquele 6 de Fevereiro de 1936. Cercada pelas sombras das Igrejas centenárias, chegava a hora da luta mais esperada da noite, a que valia pelo título de campoeão baiano de capoeira. Enquanto os lutadores – Manoel dos Reis Machado, o Bimba, e Henrique Bahia – subiam no tablado, a multidão gritava em êxtase: “Bimba ´é bamba”. Numa das filas, um grupo de americanos se impressionava com o jogo cadênciado, cheio de passes de agilidade e contorções felinas de Bimba, que projectou seu adversário no chão com uma benção no peito, antes mesmo do final do primeiro round.

No dia seguinte, os jornais da capital baiana noticiavam com destaque a vitória. Esses mesmo jornais, um mês antes, haviam publicado, a pedido de Bimba, um desafio dele a todos os capoeiristas baianos no ringue. E as lutas no Parque Odeon continuaram. Em Março, Bimba venceu José Custódio dos Santos, o Zeí, em uma noite que teve público recorde. O jornal O Imparcial publicou: “Bimba é o favorito em vista de sua técnica inigualácel”. No mesmo mês, enfrentou o angoleiro Vitor Lopes, o Vitor H.U., que para surpresa do público, abandonou o ringue depois de receber de Bimba, logo no começo do combate, um galopante – nome técnico para um violento murro na cara – que o fez cair e sangrar. “Assim não vale!” gritou, apavorado. Bimba respondeu: “Isto aqui é luta, não é roda”, e foi apoiado pelo juiz. Sobre as disputas no ringue, anos depois Bimba diria, com orgulho: “O que mais durou ficou um minuto e meio.”

O Parque Odeon, apesar do sucesso, durou pouco tempo e foi desactivado em Julho do mesmo ano. Já a fama de Bimba, essa apenas começava a se alastrar e já trazia consequências, como contou um dos seus mais antigos discípulo, o Mestre Atenilo, morto em 86. “Perguntavam: é discipulo de Bimba? Bimba não ensina capoeira, ensina barulho”. O grupo de alunos, aos poucos, foi sendo banido da maioria das rodas da cidade. “A gente ficava na Roça do Lobo (onde Bimba dava aula), jogando uns com os outros, não tinha mais onde jogar.” No livro O relâmpago da capoeira regional, do Metsre Itapoan, Atenilo conta que, ao contrário do que muita gente pensava, Bimba e Pastinha (o grande Mestre de capoeira angola) tinham um bom relacionamento. “Pastinha tomou muita amizade com Bimba, que ele também tinha o segredo da capoeira”.

Um segredo que Bimba relutou em passar adiante, mas começou a compartilhar quando um jovem cearense branco, chamado Sisnando, foi procurá-lo em seu depósito de carvão no Curuzu, querendo aprender capoeira. O Mestre foi logo dizendo que aquilo não era coisa para branco, mas como o jovem insistiu, Bimba lançou o desafio: “Se você resistir por três minutos a uma gravata no pescoço dada por mim, eu te ensino”. Sisnando, que lutava jiu-jítsu, aceitou e, para surpresa de Bimba, resistiu bravamente. Era o começo de uma parceria que teve papel importante na criação da capoeira regional.

Mistérios da luta

Se antes os negros tinham que passar pelo suplício do tronco levados por mãos brancas, agora um negro desafiava com a sua força o branco que quisesse aprender os mistérios da capoeira. Teriam que provar que eram “raçudos”, suportando uma gravata no pescoço. Uma vez aprovados, seguiam os padrões de uma organização negra, a comando de um mestre negro. Integrantes de famílias influentes – Sisnando, por exemplo, era amigo do interventor Juracy Magalhães – “eles contribuíram para que Bimba oficializasse a primeira academia, difundisse seu método de ensino, penetrasse nos salões, ensinasse nas escolas e nos quartéis, profissionalizasse o seu ofício, viabilizasse economicamente os serviços da capoeira, se aproximasse do poder político”, explica Frede Abreu.

Mestre BimbaMas este “branqueamneto” e elitização da capoeira fez muita gente torcer o nariz para Bimba. Um exemplo da discriminação em relação ao criador da regional foi o 2º Congresso Afrobrasileiro, que foi considerado, nos anos 30, um dos mais importantes acontecimentos relacionados com os estudos do negro brasileiro. Durante o congresso, foi prevista a fundação da União dos Capoeirístas da Bahia, que não se concretizou, e houve apresentações do que se chamou do “melhor grupo de capoeira da Bahia, chefiado por Samuel Querido de Deus”. Na época foram divulgadas pelo pesquisador Edison Carneiro e pelo jornal Estado da Bahia listas com os nomes dos principais capoeiristas baianos, mas o nome de Bimba (e de qualquer outro praticante da regional) não aparecia em nenhuma delas.

O Mestre Waldemar da Paixão, senhor do conhecido reduto de angoleiros localizado no Corta-Braço, o Barracão de Waldemar, reconhecia o valor de Bimba, mas o questionava por ter abandonado a angola. “Ele abandonou a cor dele. Mas sabe o que é? O preto, para dar uma miçanga ao mestre, é um deus-nos-acuda. Não tinha dinheiro para pagar. O branco dava boa vida a Bimba”, afirma, em um depoimento no livro O Barracão do , de Mestre Waldemar, de Frede Abreu.

O exame de admissão à força foi dando lugar, nos tempo da academia, a um outro tipo de selecção: para aprender capoeira era preciso estar estudando ou trabalhando. Foi o que aconteceu com Jair Moura, que até hoje se recorda da primeira vez que viu Bimba jogando capoeira, em uma apresentação promovida pelo grémio do colégio onde estudava, o Carneiro Ribeiri, em 1947. “Aquilo me marcou muito, fiquei impressionado com os golpes magistrais, e como a minha turma tinha rivalidade com outros meninos do bairro, a capoeira me interessava por motivos práticos”, conta. Bimba, como era de praxe, exigiu uma autorização dos pais por escrito, mas o garoto Jair sabia ser impossível a façanha de conseguir tal permissão, afinal a capoeira ainda era vista com desconfiança pela sociedade. Só alguns anos depois, em 53, é que conseguiu entrar no grupo de Bimba, e onde só saiu em 1960, quando se mudou para o Rio de Janeiro.

Assim como Jair, mais e mais pessoas apareciam para aprender a capoeiragem com Bimba, em grande medida porque ele foi o primeiro a criar um método de ensino pedagógico para a capoeira. O começo de tudo, ainda na primeira aula, era um momento inesquecível para os futuros capoeiristas: Bimba pegava na mão do iniciante para ensiná-lo a gingar. Era quando o aluno sentia em si mesmo a energia do Mestre. Essa mesma forma de passar a experiência vem sendo seguida até hoje por um de seus filhos, Mestre Nenel, em sua academia no Pelourinho, que tem as paredes cheias de fotografias de discípulos de Bimba. “Aqui vêm pessoas do mundo inteiro, chegam entrevadas e em poucos dias estão em condições de jogar”.

Mestre BimbaSe há algo em comum entre todos os ex-alunos de Bimba é que não há um deles que não tenha ficado marcado pela personalidade do Mestre. “A academia era como se fosse uma extensão da casa da gente e ele era como se fosse um paizão, o cara que dizia o que era, como era, quais as atitudes a tomar na rua, como viver em sociedade, os perigos que tinha, toda aquela coisa da malandragem”, recorda outro discípulo de Bimba, o Mestre Itapoan. Ele conta que conseguiu o dinheiro para se matricular no judô, mas foi levado por um amigo para assistir à aula do Mestre, na academia do Centro Histórico e, na mesma hora, se matriculou na capoeira. “Ele era aquela figura forte, a academia lotada e ele sozinho, com o berimbau, comandando aquilo tudo, um respeito retado. Como eu tinha perdido o meu pai, aquela figura dele me encantou realmente”.

A simples presença do Mestre impunha respeito: quando ele entrava na sala, todos se calavam e esperavam sua ordem. Outras vezes, quando os alunos estavam brincando, ele só fazia olhar, que a brincadeira cessava. “Era um negócio muito forte”, afirma Itapoan, deixando perceber nas entrelinhas que a figura de Bimba ainda hoje lhe causa um certo arrepio, um nome que soa quase como um mito. Uma imagem que corresponde à que Mestre Acordeon, outro discípulo de Bimba, que hoje dá aulas nos Estados Unidos, projectou em uma de suas músicas em homenagem a Bimba: “Ele era forte na alma, tinha uma faca no olhar, que cortava agente de cima a baixo, quando ensinava a jogar”.

Artigo da Revista "Memórias da Bahia II" – Mestre Bimba – Rei Negro

Parque Memorial Quilombo dos Palmares é inaugurado em Alagoas

Mês da Consciência Negra – 2007
"CELEBRAÇÃO DO 20 DE NOVEMBRO EM ALAGOAS"

Parque Memorial Quilombo dos Palmares é inaugurado em Alagoas
O primeiro projeto arquitetônico de inspiração africana do Brasil, construído no Platô da Serra da Barriga, terá solenidade de instalação no dia 19 de novembro

 

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares é o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana no Brasil e o único projeto afro-cultural em todas as Américas. A solenidade oficial de inauguração será realizada no dia 19 de novembro a partir das 11h, no platô da Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares (AL), há 92km da capital alagoana, com 5km de subida e 500m acima do nível do mar.

Idealizado pelo Instituto Magna Mater (IMM) o projeto homenageia guerreiros e guerreiras que lutaram por um ideal de liberdade e exalta o maior e mais importante de todos os quilombos. Foi viabilizado com recursos do Ministério do Turismo e patrocínio da Petrobrás, e entregue à Fundação Cultural Palmares no dia 24 de maio deste ano.
Na solenidade estarão presentes o Ministro da Cultura, Gilberto Gil; Zulu Araújo, Presidente da Fundação Cultural Palmares; Teotônio Vilela, Governador de Alagoas; autoridades locais; 250 quilombolas e representantes de grupos ligados ao movimento negro local.

Segundo Patrícia Mourão, Secretária Executiva do Instituto Magna Mater, "o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é a materialização de um sonho de 20 anos do movimento negro brasileiro e de todos aqueles que acreditam na liberdade, na igualdade racial e social, cujo símbolo maior na história do Brasil foi a saga do Quilombo dos Palmares", declarou.

Inauguração
Para facilitar o acesso dos visitantes até o Parque, o II Batalhão da Polícia Militar e a Equipe da Guarda Florestal estarão orientando os locais apropriados para o estacionamento e repassando as informações necessárias. No dia da inauguração, meios de transportes alternativos como vans e micro-ônibus serão disponibilizados para o translado, preferencialmente de idosos, crianças, gestantes e portadores de necessidades especiais.

A solenidade terá início com a execução do hino nacional e arranjo de abertura ao som do berimbau, seguido pelos pronunciamentos das autoridades e aposição da placa inaugural do Parque. Para finalizar o grande dia, acontecerá uma roda de capoeira especial entre renomados mestres e contra-mestres do Estado.

Parque
Construído na Serra da Barriga no então Planalto da Borborema, o local que foi a sede do Quilombo dos Palmares é considerado o templo da resistência negra, além de ser enquadrado como Patrimônio Nacional, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

O Parque possui 11 mil metros quadrados e ocupa 280 hectares, encontra-se em área tombada por meio do Decreto 95.855 de 21 de março de 1988, sob a responsabilidade e zeladoria do Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares.
Foram dois anos de intenso trabalho (idealização, pesquisa, sensibilização e construção) executado por uma equipe constituída por aproximadamente 250 pessoas, dentre: pesquisadores, consultores, historiadores, turismólogos, produtores, artistas, artesãos, engenheiros, arquitetos, arqueólogos e moradores da Serra.

Infra-estrutura
Turistas de qualquer parte do mundo poderão aprofundar o conhecimento sobre a saga do povo palmarino que resistiu por quase cem anos aos ataques portugueses e holandeses in loco e pelo site www.quilombodospalmares.org.br. O Parque encontra-se aberto ao público das 8h às 17hs, horário já estabelecido para o acesso a Serra da Barriga.

A infra-estrutura é composta pelo Restaurante Kúuku-Wáana (banquete familiar), Onjó de Farinha (casa de farinha), Casa de Apoio aos Religiosos Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Terreiro das Ervas (Oxile das Ervas), Ocas Indígenas, Espaço Batucajé (dança ao som de tambores) com espaço para roda de capoeira, loja de artesanato e posto de informações turísticas, ocas indígenas e o Muxima de Palmares (coração de Palmares), todos em formato de pau-a-pique, cobertura vegetal e madeira de eucalipto alto clavado.

Para favorecer a contemplação, existem placas de sinalização que facilitam o deslocamento dos visitantes, além de textos interpretados em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano) instalados em pontos estratégicos com um sistema inédito de áudio. Dentre os artistas nacionais consagrados que emprestaram suas vozes para a locução estão: Carlinhos Brow no Espaço Zumbi: "Palmares é resistência e luta pela liberdade"; Chica Xavier no "Espaço Acotirene: uma saudação aos orixás"; Djavan no "Espaço Caá-puêra: dançando, comendo e bebendo"; Leci Brandão no "Espaço Quilombo: a saga de palmares"; Tony Tornado no "Espaço Ganga-Zumba: Palmares é uma nação"; e no "Espaço Aqualtune: reflexão, meditação e oferendas" com música interpretada por Leila Pinheiro e arranjos do maestro Almir Medeiros.

* Jornalista (1102 – MTE/AL) e Assessora de Imprensa
Contatos: (82) 8831-3231 / helciane.angelica@gmail.com

Veja a programação completa da " Celebração do 20 de novembro em Alagoas" e outras informações no site: http://www.quilombodospalmares.org.br