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A CAPOEIRA NO “JOGO” DA APRENDIZAGEM

DIFICULDADES E PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇAO DA PESSOA COM DEFICIENCIA VISUAL

RESUMO

O presente artigo se articula com a temática que envolve o dialogo sobre praticas culturais e sociedade, focando em particular os limites e possibilidades da capoeira na formação de pessoas com deficiência visual,. Este tema tem como objetivo geral à proposição de analisar as perspectivas da ação pedagógica no campo da cultura corporal em Educação Especial. Neste sentido, buscaremos dialogar com alguns autores, apresentando alternativas a partir da pratica da capoeira, enfocando seus movimentos, sua musicalidade e o “ritual” da roda, como fontes para o desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e conseqüentemente das estratégias e métodos que permeiam as instituições formais para este publico.

PALAVRAS CHAVE – Educação, Capoeira e Deficiência Visual

Considerando a pratica pedagógica a partir da capoeira como objeto de analise, faremos um recorte sobre as possibilidades da mesma no campo da educação formal, em particular com pessoas que apresentam deficiência visual. Para tanto, ampliaremos o dialogo com alguns autores da área, no intuito de permitir uma aproximação maior entre o universo da capoeiragem, seus saberes, e as reais necessidades para um trabalho em Educação Especial. Sendo assim, iniciaremos discutindo algumas questões relativas a aprendizagem humana.
Sobre desenvolvimento e aprendizagem, antes de apresentar nossa posição teórica, podemos inicialmente dialogar com três possibilidades, que segundo Vygotsky (2003) são defendidas pelos teóricos de psicologia da Educação. A primeira delas defende a idéia de que o aprendizado sempre dependera da fase de maturação do individuo, ou seja, que o desenvolvimento sempre será fator principal, necessário e pressuposto para o aprendizado,excluindo a idéia de que o aprendizado pode ter um papel no curso do desenvolvimento ou maturação daquelas funções ativadas no decorrer do próprio processo de aprendizagem. De acordo com Vygotsky:

De forma similar, os clássicos da literatura psicológica, tais como os trabalhos de Binet e outros, admitem que o desenvolvimento é sempre um pré-requisito para o aprendizado e que, se as funções mentais de uma criança (operações intelectuais) não amadureceram a ponto de ela ser capaz de aprender um assunto particular, então nenhuma instrução se mostrara útil. Eles temem, especialmente, as instruções pré-maturas, o ensino de um assunto antes que a criança esteja pronta para ele. Todos os esforços concentram-se em encontrar o limiar inferior de uma capacidade de aprendizado, ou seja, a idade numa qual um tipo particular de aprendizado se torna possível pela primeira vez. (2003, p.104)

A segunda grande posição teórica defende que o desenvolvimento acontece simultaneamente ao aprendizado, mas reduz o aprendizado a um conjunto de ações reflexas, que vão paulatinamente superando as respostas inatas, contudo, apesar de muita semelhança com a primeira posição teórica, existe uma diferença marcante em relação ao tempo entre desenvolvimento e aprendizado, pois na primeira, o processo de aprendizado depende diretamente do desenvolvimento (maturação), que precisa sempre antecipar a aprendizagem.

Já a terceira, se baseia na combinação das outras duas, tentando superá-las, a partir da negação dos posicionamentos extremistas das anteriores. Um exemplo claro desta abordagem e a teoria de Kafka, segundo a qual o desenvolvimento se baseia em dois processos inerentemente diferentes, embora relacionados, cada um influencia o outro, estando de um lado à maturação, que depende diretamente do desenvolvimento do sistema nervoso, de outro o aprendizado, que é em si mesmo, também um processo de desenvolvimento.Sendo assim esta terceira nos apresenta três aspectos novos: A combinação das outras duas, a consideração de que tanto a maturação como o aprendizado são processos de desenvolvimento e por fim o amplo papel que ela atribui ao desenvolvimento da criança.

Mesmo tendo um posicionamento contrario as posições teóricas anteriores, foi pertinente discuti-las, pois assim poderemos avançar no dialogo sobre as questões de aprendizagem para pessoas cegas com a capoeira, a partir da referencia de Vygotsky, considerando a proposição do aprendizado na zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que consiste no processo de aprendizado daquilo que podemos fazer com o auxilio de outra pessoa, ou seja, é a diferença entre aquilo que fazemos isoladamente e o que potencialmente faríamos com o auxilio de alguém. Segundo Vygotsky:

Ela é a distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com os companheiros mais capazes.(2003, p.112)

Um outro fator relevante é que a ZDP considera o nível de saberes diferentes dos indivíduos envolvidos na ação educativa, reconhecendo o conhecimento prévio de cada um deles e seus possíveis intercâmbios, como “combustível” para o desenvolvimento e aprendizado de todos, a partir de uma intencionalidade pedagógica organizada pelo facilitador, neste sentido as diferenças em relação a maturação e aprendizagem, não se firmaram como agentes dificultadores do processo e sim como motivadores da ação pedagógica. Desta forma, a roda de capoeira para pessoas cegas poderá despertar a produção de conhecimento em diversas áreas que são necessárias para a melhoria das “condições de vida” destes indivíduos, considerando que neste espaço (roda) podemos tocar, cantar, jogar, enfim aprender com as diferenças das pessoas e dos recursos educativos presentes no meio da capoeira.

No jogo, varias situações poderão desenvolver o equilíbrio dinâmico, a noção de tempo/espaço, força, agilidade, dentre outras. Considerando que tudo isso será potencializado por uma forte relação de parceria entre as pessoas. (leia o artigo completo)

 

 

Capoeira, proposta, inovação? e Nicho de Mercado…

Em 1928, no Rio de Janeiro, Annibal Burlamaqui (Zuma) publica o livro "Ginástica Nacional (Capoeiragem) Methodizada e Regrada. Nesta obra, o autor  demonstra preocupação com o revigoramento da capoeiragem e defende que ela seja considerada um método nacional de ginástica.
Na decada de 1930 Mestre Bimba cria a "Luta Regional Bahiana" e um método de ensino, levando a capoeira para o ambiente acadêmico. Surgem, então, os conceitos de academia de capoeira, uniforme, graduação, mensalidade, etc…
Antes do leitor avançar pelas linhas d a matéria de Luiz Filipe Barboza, publicada pela versão on line do jornal O Globo , é preciso tentar entender o "nicho de mercado" apresentado no referido artigo e a potencialidade de recursos oferecidos pela capoeira. Cabe ao capoeirista responsável fazer uma leitura e uma reflexão sobre o tema e a proposta, particularmente sobre a proposta de atividade econômica apresentada aos profissionais da capoeira.
 
Qual o limite que devemos assegurar para mantermos a tradição e o respeito pela capoeira que nos foi ensinado e transmitido pelos mais antigos e pela vivência em simbiose com a oralidade, a cultura e o ritual…
 
Fica aberta a sugestão de uma reflexão para que nossos leitores debatam democraticamente o tema, utilizando a ferramenta de comentários no final da matéria.
 
Não é nossa intenção menosprezar ou desrespeitar o personal-capoeira, mas fomentar uma discussão saudável sobre o tema.
 
 
Personal-capoeira: uma boa para quem tem pouco tempo mas quer investir na saúde
 

Publicada em 30/01/2007 às 11h50m
Luiz Filipe Barboza – O Globo Online
 
RIO – Se você é do tipo que não tem tempo para nada e adoraria praticar uma atividade física regular, mas não consegue espaço na agenda para encaixar a academia e acha ginástica e musculação uma chatice, parabéns. Você não está sozinho e… seus problemas acabaram! Para os muito ocupados que não querem ficar encalhados nesta de sedentarismo e só trabalho, existe a personal-capoeira, uma opção de exercício que pode ser divertida, saudável e, claro, muito eficiente contra o estresse ( saiba mais sobre capoeira ). É isso mesmo que você entendeu, com todas as letras: aula-particular-de-capoeira ( Nós testamos !) É o "paranauê-paraná" que cabe em qualquer rotina, por mais apertada que seja: a capoeira na hora e no local de preferência do cliente. Abra os olhos para o remelexo do pandeiro e viaje no som do atabaque, porque o berimbau está chamando para jogar.
 
Jean Carlos Chaves de Ávila, 36 anos, capoeirista desde os 11 e mestre há 9, aponta outra vantagem da aula particular, que não só a da flexibilidade do horário: para os tímidos, é perfeito. Quem se sentiria inibido de arriscar os primeiros gingados numa roda cheia de gente certamente fica bem mais confortável diante apenas do professor. ( Assista ao vídeo )
 
– Às vezes a timidez é tão grande que o aluno tem medo de sair para uma roda de capoeira, de se expor, por vergonha. Aqui é só aluno e professor e eu o ajudo a vencer essa timidez – diz.
 
A engenheira Helena Duarte, de 28 anos, aluna de mestre Jean, é um exemplo.
 
– Eu tinha vergonha no início e sempre fui muito tímida, mas a capoeira vai me ajudando a me soltar. O mestre faz a gente cantar, gingar, isso ajuda bastante a ficar menos retraída – conta.
 
Os ensinamentos vão sendo passados na cadência do aluno, que não precisa ficar sem graça de exibir a cintura dura, ainda não trabalhada pela capoeira. Quem faz aula particular costuma desenvolver até mais rápido do que os demais.
 
– O aluno do personal geralmente evolui dois ou três meses na frente de quem está num grupo. Em seis ou sete meses ele pode pegar a corda de iniciante, enquanto o outro vai levar um ano – revela.
 
Ao preço de R$ 80 mensais, com uma aula por semana de uma hora a uma hora e meia, mestre Jean ensina os segredos da capoeira. No pacote está a participação, uma vez por mês, numa roda com outros capoeiristas, para que o aluno coloque em prática o que aprendeu nas aulas particulares. Além dos movimentos do jogo, mestre Jean passa informações sobre a história da capoeira no Brasil, num bate-papo enquanto o treino se desenvolve.
 
– A pessoa também aprende a tocar os instrumentos e a cantar as ladainhas – complementa o professor. 
 
Personal-CapoeiraOs primeiros 20 minutos das aulas são de aquecimento e alongamento. Mestre Jean destaca que é muito importante estar com a região da cintura bem aquecida, por se tratar de uma área do corpo muito exigida na capoeira. Por falar em corpo, se você está pensando naquelas desculpinhas tradicionais para continuar parado na inércia, o professor vai logo adiantando: para praticar capoeira não há idade ou qualquer pré-requisito. Basta consultar um médico antes e obter um atestado informando não haver problema de saúde que impeça a prática de exercícios. Para quem preferir não fazer a aula sozinho e quiser formar um grupo com amigos ou colegas de trabalho, também há pacotes, diz Jean. No mesmo esquema: os alunos escolhem a que horas e em que lugar terão as aulas.
Estou há quatro meses na capoeira. Perdi 30 quilos
 
– Tem uns que fazem para perder peso, outros porque não têm ginga, balanço, ou não conseguem andar direito. Às vezes as pessoas pensam que não têm coordenação motora, ou são muito pesadas, ou sem agilidade. Nada disso é empecilho. E é exatamente para esse pessoal que a capoeira será mais útil. As pessoas chegam à aula e com o tempo vão adquirindo tudo aquilo que imaginavam jamais serem capazes de conseguir – garante.
 
Os benefícios da capoeira para a saúde são muitos. Ela ajuda a emagrecer e a deixar o corpo no ponto. Não é à toa que a procura aumenta no verão, época de exibir as partes mais escondidas. Mestre Jean lembra, no entanto, que, para arrebentar na estação do calor, é bom começar a gingar antes, no cair das folhas do outono, no friozinho do inverno ou mesmo nos primeiros sinais das flores da primavera. E dá a dica:
 
– Depende muito da dedicação do aluno, mas, em geral, depois de dois ou três meses a pessoa começa a sentir no corpo os resultados do trabalho.
 
Com a palavra, de novo, Helena:
 
– Estou há quatro meses na capoeira. Perdi 30 kg neste período, hoje peso 60kg. Estou felicíssima. Além de me emagrecer, a capoeira é tratamento para várias coisas, até para a alma.
 
Então, está esperando o quê? Dê um rabo-de-arraia na preguiça, uma rasteira na timidez e entre na roda.
 
Mestre Jean: contato pelo telefone 9208-8552

Um poema para um poeta da arte capoeira…

Para o amigo Decanio,
 
Que esta sirva para simbolizar toda minha gratidão a DEUS por nessa existência poder desfrutar de momentos ao seu lado,sorrindo,chorando,refletindo,mas sempre aprendendo muito com esta criança que habita em você…..
 

 
Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.
 
Nossa idade – velho ou moço – pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,
a exata beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas ao redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.
 
Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos
Esta é a magia do tempo
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
 
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.
 
 
 
 
Carlos Drummond de Andrade

Que é cidadania?

Cidadania é liberdade com responsabilidade e civilidade

2.2.22 – …"construir para os infantius[1]"…
"é dever de dos construir para os infantius uma personalidade — digna de admiração, não devem faltar as regras da disciplina, civilidade, do respeito às atenções, a bôa disposição, o bôm humor, a solidariedade, a lealdade, e o amor a verdade; estes são os alicerces que darão estabilidade à estrutura moral do ser,"…

(72b,17-23;73a,1)
…é dever de todos…
…. legar aos nossos sucessores uma tradição…
… capaz de melhorar e equilibrar os homens..
… e a sociedade…

…“os alicerces…

… que darão estabilidade à estrutura moral do ser”…

… “as regras da disciplina…

… civilidade…

… do respeito às atenções…(etiqueta, boas maneiras)

… a bôa disposição… (tolerância)

… o bôm humor…

… a solidariedade…

… a lealdade…

… e o amor a verdade”…

… filosofia e poesia crioulas!

2.2.23 – …"nos deveres, como capoeirista"…

"Como penso eu nos deveres, como capoeirista é fazer cogitações, reclamar uma atitude, um gesto, a cada passo uma palavra que implique no comprimento do dever, sim, sem prejudicar, a moral do seus camaradas. e nem criar causo[2]; ninguem deve subtrair-se (furtar-se a cumprir o dever) é prejuiso, é grande a finalidade da capoeira, seja justamente essa (a obrigação) prestada ao centro, e na academia; disciplinar, é executar uma serie de obrigações, (que) fazem parte integrante do regime da propria academia; cumprir o dever é ser honesto de si mesmo (consigo): é respeitar-se a si proprio, e agir com conciencia esclarecida; todo o dever cumprido representa o resgate de uma obrigação; é um impulso para frente no sentido da evolução;"…

(73b,9-23)

…sem comentários!

2.2.24 – -…"responsabilidade"…

… "cada capoeiristas responde pelo que é do seu dever, sabendo as responsabilidade com elas o dever, aumentam o seu crescimento do seu saber: o amigo antes de associa-se,[3] não compromeita[4] a produzir, mais do que permita sua capacidade; dentro de suas possibilidades, não vacile, em prometer sem reservas, deve ser ao seu alcance fazer; dai vem a razão de ser privinido, e estar sempre vigilante, sempre alerta, sempre atento em seus deveres, sempre convicto de cumprir ao centro, academia, e ao seu negocio particula[5]."

(73b,23;74a,1-10)

… "cada capoeiristas responde pelo que é do seu dever”…

… a consciência da responsabilidade…

… e do cumprimento do dever…

… conduzem ao crescimento pessoal…

… o compromisso de cada um…

… deve corresponder à capacidade de cada um….

… na “academia”…

… na atividade particular…

2.2.52 – …"o mundo é a escola"…

"Os capoeirista tem que aprender, o mundo é a escola que nos aprendemos, é a natureza que nos dá prazer, procuramos os elementos de bôa vontade, que ofereça a lições para o bem-esta dos nosso interesse,

(80b,20-23;81a,1)

2.2.56 – … o dever é ser honesto de si mesmo””…

…” cumprir o dever é ser honesto de si mesmo, é respeitar-se a si proprio, é agir com conciencia esclarecida; todo o dever cumprido representa o resgate de uma obrigação. um impulso para frente no sentido da evolução;”…

(82a,16-21)

4.6.6 – …"é a mais amavel"…

…”A capoeira entre as lutas é a mais amavel que existe no mundo Deus designou[6] fosse puro e belo:”…

(93b,3-6)

A Escola-Parque, inaugurada em 1950, procurava oferecer à criança uma educação integral, cuidando de sua alimentação, higiene, socialização, preparação para o trabalho e para a cidadania.Nesta Escola, também as artes plásticas estavam incluídas, muitas vezes sob a orientação de artistas de renome, como, por exemplo, Caribé e Mário Cravo. Sua importância para o ideal da cidadania está resumida na frase de Anísio Teixeira:

"Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias.Essa máquina é a da escola pública"

[1] Infantis, em referência à juventude
[2] Caso, problema
[3] Associar-se
[4] Não se comprometa
[5] Particular
[6] Desejou, destinou

 


 

Texto sugerido por: Bruno Souza (Teimosia) – Semana Decanio

CAPOTERAPIA na 3ª Idade: 400 Vagas Gratuitas

A CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan. Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos.
A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio familiar lhes impõe um certo isolamento natural. A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania.
 
TURMAS ATUANTES
Segunda-Feira Centro de Saúde n.º 05 Ceilãndia norte 08:00
Segunda-Feira Clube de aguas Lindas 09:30 h
Terça-feira Paradão Ass. dos Idosos 09:30 h
Quarta-feira Centro de Saúde n.º 02 Pça do Bicalho 07:30 h
Quarta-feira Faculdade Católica Tag. Bloco G 09:00 h
Quinta-feira Corpo de Bombeiros de Ceilândia 08:00 h
Sexta-feira Bernado saião Mnorte Tag 07:30 h
 
Venha conhecer a arte que encanta o mundo com o Mestre Gilvan!
MAIORES INFORMAÇÕES: Mestre Gilvan
061 99622511 4752511
Imal: ladainha.capoeira@globo.com
http://www.flogao.com.br/ladainha

CAPOTERAPIA 400 vagas gratuitas

 Capoeira adaptada para a 3ª idade, nos Centros de Saúde de Ceilândia e Taguatinga
 
 O QUE É CAPOTERAPIA C A P O T E R A P I A

n a 3ª I d a d e  A  CAPOTERAPIA é uma terapia utilizando o lúdico da capoeira, idealizado pelo Mestre Gilvan.
Devido ao sedentarismo dos grandes centros, aliado às doenças cardiovasculares e respiratórias, ser o grande responsável pela mortalidade entre os mais vividos. Doenças como a arteriosclerose e a
artrite, entre outras, podem ser evitadas, ou mesmo tratadas, a partir da prática orientada de exercícios físicos. A prática de esportes, com ênfase nos seus aspectos terapêuticos e de estímulo à prática
socializante, tem se revelado como um poderoso instrumento para proporcionar o bem estar físico e espiritual e a própria felicidade aos idosos, num momento tão particular de suas vidas, onde o convívio
familiar lhes impõe um certo isolamento natural.

A capoeira, em particular, trabalhada na perspectiva de respeitar as condições físicas
próprias da terceira idade, pode se converter num eficaz meio de valorização da vida social dos idosos, fazendo do seu ambiente um pólo catalisador e irradiador de cidadania. […]

A RESPEITO DO AXÉ

Para discorrer a respeito da natureza e destino humanos é interessante iniciar esclarecendo o significado de axé, nome dado pelos iorubás à força vital.
Segundo Maupoil (citado por E. dos Santos, 1986) axé é a força invisível, a força mágico-sagrada de toda divindade, de todo ser animado, de toda coisa.
Não aparece espontaneamente, precisa ser transmitida.
Qualquer chance de realização na existência depende do axé que, enquanto força, obedece a algumas leis:

  1. é absorvível, desgastável, elaborável e acumulável;
  2. é transmissível através de certos elementos materiais, de certas substâncias;
  3. uma vez transferido por essas substâncias a seres e objetos, neles mantém e renova o poder de realização;
  4. pode ser aplicado a diversas finalidades;
  5. sua qualidade varia segundo a combinação de elementos que o constituem e que são, por sua vez, portadores de uma determinada carga, de uma particular energia e de um particular poder de realização. O axé dos orixás, por exemplo, é realimentado através de oferendas e de ação ritual, transmitido por intermédio da iniciação e ativado pela conduta individual e ritual;
  6. pode diminuir ou aumentar.

O axé encontra-se numa grande variedade de elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Encontra-se em elementos da água, doce e salgada e da terra.
Acha-se contido nas substâncias essenciais de seres, animados ou não.

Elbein dos Santos (1986) apresenta uma classificação do axé em categorias: sangue vermelho, sangue branco e sangue preto.
O sangue vermelho, no reino animal compreende o sangue propriamente dito, animal e humano, aí incluído o fluxo menstrual;
no reino vegetal, inclui o epo, azeite de dendê, o osun, pó vermelho extraído de pterocarpus erinacesses e o mel, sangue das flores.
O sangue branco, inclue: noreino animal, o hálito, o plasma, o sêmen, a saliva, o suor e outras secreções; no reino vegetal, a seiva, o sumo, o álcool e as bebidas brancas extraídas de palmeiras e de alguns vegetais, o ori, manteiga vegetal e oiyerosun, pó esbranquiçado extraído do irosun; no reino mineral, os sais, o giz, a prata, o chumbo, etc.
O sangue preto compreende, no reino animal, as cinzas de animais; no vegetal, o sumo escuro de certas plantas, o ilu, índigo extraído de diferentes tipos de árvores, pó azul escuro chamado waji; no reino mineral, o carvão, ferro, etc.

Para poder atuar, o axé deve ser transmitido através de uma combinação particular que contém representações materiais e simbólicas do branco, do vermelho e do preto, do aiye e do orun, competindo ao oráculo a definição da composição necessária do axé a ser implantado ou restituído.

O sangue – animal, vegetal ou mineral – é substância indispensável para a restauração da força.

Todo ritual, seja uma oferenda, um processo iniciático ou uma consagração, realiza implante da força ou revitalização.

O que vive,
 para poder realizar-se ou realizar,
precisa de axé e,
não sendo a fonte inesgotável,
a reposição se faz necessária
e é obtida através da prática ritual
 que reatualiza a força do tempo primordial,
o tempo da criação!

A importância da regularidade dos ritos reside no fato de que a presença das entidades sobrenaturais é favorecida pela atividade ritual, ocasião privilegiada da transferência e redistribuição do axé. Este, oriundo das mãos e do hálito dos mais antigos, na relação interpessoal, é recebido através do corpo e atinge níveis profundos, incluídos os da personalidade, através do sangue mineral, vegetal e animal das oferendas.

 

Ronilda Iyakemi Ribeiro