Blog

passou

Vendo Artigos etiquetados em: passou

Capoeirista Alagoana é selecionada pela Escola Nacional de Circo

A alagoana, Carla Danielle Santos de Albuquerque, moradora do Complexo Habitacional Benedito Bentes, foi selecionada pelo edital Bolsa Funarte para Formação em Artes Circenses 2012 e vai para o Rio de Janeiro estudar circo durante 10 meses com direito a uma bolsa para custear sua estadia.

No dia 24 de setembro, ela irá refazer os exercícios que apresentou em DVD à comissão de análise do edital e, no dia 8 de outubro, inicia as aulas na Escola Nacional de Circo.

A trajetória de Carla Albuquerque começou aos 07 anos com o Grupo de Capoeira Muzenza. Aos 09 anos conquistou o seu primeiro titulo foi 1º lugar na 1ª Copa do Grupo Muzenza de Capoeira na categoria Masculina, naquela época não existia a categoria feminina para a disputa.

Aos 14 anos ficou em 2º lugar no 2º Encontro de Capoeira Alagoana do Grupo Muzenza, desta fez competindo na categoria mista (feminino e masculina). E seus títulos não param de crescer aos 17 anos foi 1º lugar no 3º Muzenza Yá na categoria feminina.

Aos 18 conquistou o 1º lugar na 3º Copa de Capoeira. E aos 20 anos trouxe para Alagoas o título de 3º Lugar na categoria feminina na 2ª Copa Norte/Nortedeste realizado no Estado de Recife. Desde de 2010 passou a fazer aulas de circo no Ponto de Cultura Centro Cultural Armazém do Circo se especializando em acrobacia de solo.

Segundo Carla, no início foi difícil, pois a acrobacia da capoeira é muito diferente da acrobacia de circo exige muita ponta de pé e corpo esticado, mas hoje consigo distinguir bem, na capoeira faço o AU que inicia de lado e as pernas ficam curvadas, já no circo faço a pantana que é de frente, com as pernas esticadas e tem abrir bem a escala. Em 2011 passou a integrar a trupe da Cia Orquídeas de Fogo que é a ONG que criou e gerencia o Armazém do Circo.

Em 2012, a Cia Orquídeas de Fogo montou o espetáculo “Nem tudo são flores” que é o primeiro espetáculo alagoano de circo contemporâneo. Carla Albuquerque faz um número de extrema complexidade com pernas de pau e tira suspiros da plateia. A sua última apresentação como parte da trupe foi na quarta passada, 19 de setembro na praça Deodoro como parte do projeto Aldeia SESC.

 

TH – http://www.tribunahoje.com

Capoeira que vence a deficiência

Morador do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Sebastião Silva Gabriel, de 30 anos, conhecido por todos como Tião, acaba de entrar para o elenco oficial do Unicirco Marcos Frota, que se apresenta até dezembro na Quinta da Boa Vista. O artista, que tem paralisia cerebral e cadeirante, faz parte do grupo de capoeiristas acrobáticos do circo.

O convite veio após Marcos Frota ver Tião jogando capoeira. O próprio ator e empresário o chamou. Vencer as limitações impostas pela deficiência é a especialidade de Tião. Ele estudou em escola comum, terminou o ensino médio e chegou a prestar vestibular. Como não passou, está fazendo curso para tentar a prova novamente:

— Quero cursar Serviço Social, mas não sei como ficam as coisas agora que integro a equipe do circo. Tenho que ver minha agenda.

Ciente de que é um exemplo de vitória e inclusão social da pessoa com deficiência, Tião explica de maneira simples como conseguiu vencer na vida.

— O segredo é não pensar, só viver. Se pensar na dificuldade, a pessoa não consegue nada — afirma.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/

Mestre Amaro: 30 anos da Academia Marinheiro em Suzano

Mestre Amaro, comemora este mes, 30 anos de atividades da Academia Marinheiro, fundada por ele em 1980.

“Na verdade é uma conjunção de duas celebrações. São três décadas de trabalho na capoeira no Alto Tietê, mais especificamente em Suzano, e muito mais de prática desta modalidade que tem me ajudado no aspecto disciplinar, físico, mental e social”, afirmou Mestre Amaro.
Sua história na verdade se confunde com o advento da capoeira em Suzano. Vim para São Paulo entre 1974 e 1976. Visitei uma série de academias de capoeira. Depois fui para Mogi onde passei a trabalhar com o mestre José Pereira, mais conhecido como mestre Pantera Negra, que teve formação com o mestre Canjiquinha da Bahia. Aprendi muito neste período”.

 

História:

Amaro Caetano de Souza, “MESTRE AMARO” de família baiana, em função de uma viagem de emergência à São Paulo, acabou por nascer prematuro de sete meses em São Paulo, em 1962. Voltou à Bahia, onde morou até os 12 anos. Em meados de 1967, tendo familiares capoeiristas, passou a tomar gosto pela arte, e assim sendo, nunca mais parou sua trajetória, no mundo da capoeira.

Por volta de 1974, volta à São Paulo, com a família, e conhece inúmeros capoeiristas, mais em particular o Mestre José Pereira, mais conhecido no mundo da capoeira como “Mestre Pantera Negra”, formado pelo famoso capoeirista Mestre Canjiquinha da Bahia. Com o qual passou a treinar até o ano de 1980, quando se formou. Passou a monitorar um trabalho paralelo ao do seu Mestre, por um período de seis meses, como filial da academia do mesmo. Mas ainda no ano 1980, em comum acordo com seu Mestre, funda a ACADEMIA MARINHEIRO, na cidade de Suzano/SP, com metodologia de ensino, totalmente voltada em não formar simplesmente um lutador, mas um cidadão de bem, para com a vida, e seus semelhantes.

Em verdade o Mestre Amaro, costuma dizer: “A Academia Marinheiro, não é somente uma academia, e sim uma extensão dos familiares dos alunos, que fazem parte do corpo presente da mesma. Hoje em nossa academia,procuro passar para os alunos conhecimento de vida, e até como se portar no seu dia-a-dia, e como se sair em uma possível entrevista de trabalho, pois haja visto que trabalhei na área de recursos humanos, comércio exterior, custos e controle empresarial, por mais de 12 anos. Assim procuro estar na melhor forma possível, ao lado de meus alunos. A Academia Marinheiro, hoje conta com inúmeros capoeiristas, com competência substâncial, para correr o mundo, e assim sendo temos projetos para se instalar em outros continentes. Do qual estaremos exportando toda nossa experiência capoeirista”.

Hoje após uma constante batalha, a Academia Marinheiro é destaque, e é considerada uma das melhores academias

de capoeira do Brasil. Em função de constantes pesquisas, realizadas pelas autoridades competentes e meios jornalísticos, o Mestre Amaro, constantemente é convidado a ministrar inúmeras palestras motivacionais, em empresas, universidades, escolas estaduais e municipais, além de ministrar cursos para outras academias, em todo o Brasil.

Está preparando-se para expor também seu trabalho por todo o mundo, como já ocorrido na década de 90, onde esteve na Argentina representando o Brasil, em um encontro mundial de artes marciais, do qual foi reconhecidamente aplaudido pelos presentes, durante sua apresentação.

O Mestre Amaro tem como meta, estar viajando por todos os continentes, onde estará fazendo contatos comerciais, para as instalações de franquias, pelo mundo.

e-mails: mestreamaro.marinheiro@gmail.com
e-mails:amaro@academiamarinheiro.com.br

A Academia Marinheiro, localizada na rua General Francisco Glicério, 354, 3º andar, sala 342, no centro de Suzano.

Mestre Guerreiro e a Capoeira em uma vida inteira em “guerra” pela paz

Mestre Guerreiro podia muito bem ilustrar um daqueles quadros de Rugendas, mas há mais de cinco décadas tem a Capoeira como religião, como profissão e como missão de vida.

Ele nasceu Mário Alves dos Santos em 18 de junho de 1950 na sergipana Simão Dias. A infância vivida em Salvador fez conhecer a Capoeira. Foi paixão ao primeiro olhar. Na adolescência por obrigação do pai foi parar na construção civil. Na fuga do cimento, Mário, o “guerreiro” ganhou o mundo.

Passou a viajar por vários estados brasileiros até chegar em Mato Grosso do Sul. Como Mestre Guerreiro, Mário passou a ensinar Capoeira para as crianças e adolescentes. Depois de ficar por dois anos em Ivinhema, Guerreiro aportou em Dourados onde está há quase trinta anos onde fincou raízes.

Reconhecido por sua trabalho social na Associação de Capoeira Bahiana, Mestre Guerreiro já ensinou capoeira para quase dez mil alunos. Atualmente está orientando crianças de projetos sociais no Ubiratan, na Ação Familiar Cristã e também nos municípios de Caracol e Bela Bista. Guerreiro diariamente atende crianças que moram nas regiões mais pobres da cidade onde a violência, os crimes e a falta de esperança imperam.

“A minha guerra é pela paz”, disse o mestre que antes de conhecer a capoeira era um sujeito nervoso, briguento e intolerante. “Hoje ensino para as crianças através da capoeira que existe uma maneira melhor para encarar os problemas, viver com dignidade e de bem com tudo e com todos”, ensina Guerreiro.

Mário sentiu que a capoeira era o caminho que devia seguir. Deixou as brigas de lado, centrou seus pensamentos e colocou sua vida a caminhar por estradas calçadas pela compreensão, pelo amor e pelo respeito mutuo.

“Acredito que Deus é a força maior para quem quer fazer o que é certo”, exorta Guerreiro que passou a ensinar as crianças uma cultura de paz.

Ao chegar em Dourados o “Deus” da Capoeira era o Pedrão. Nao se sabe onde foi parar Pedrão. Mestre Guerreiro comprou várias brigas até que conseguiu fundar a Associação de Capoeira Baiana, uma organização não-governamental que há mais de duas décadas leva a capoeira para as crianças pobres. As ricas também participam.

Guerreiro, um homem de paz. Popular e querido tentou a vida pública. Foi candidato a vereador. Na primeira disputa obteve 480 votos. Na segunda tentativa apenas 379 pessoas queriam que ele fosse para a Câmara Municipal. Guerreiro não é político. Ficou no seu lugar. Com o berimbau nas mãos e com a garganta afiada canta para o jogo da capoeira continuar.
Nicanor Coelho

O reconhecimento: Recebeu o título de Cidadão Douradense, a mais importante honraria dada pelo Poder Legislativo àqueles que mesmo não tendo nascido na terra de Marcelino Pires, deram o sangue por ela. Para o Mestre, o reconhecimento mesmo vem das ruas, dos pais de família, das crianças e de todos aqueles que amam a capoeira e vê beleza nas roupas brancas e nos cordões coloridos e nos pés descalçados dos afrodescendentes e todos os afros possíveis e impossíveis.

A roda está formada. Entre que o Mestre Guerreiro está sorrindo. A vida continua no lamento dos negros que miscigenados estão espalhados por todo o Brasil enquanto a Capoeira continua negra. Tão negra quando a pele de Mestre Guerreiro.

Fonte: http://www.midiamax.com

Rio Preto: Velhice com ginga e saúde

Idosos provam pela capoeira que faltam limites para o corpo humano de quem exercita a mente; prática reduz consumo de medicamentos e incidência de doenças

Com uma rasteira, os sintomas das mais variadas doenças caíram por chão. Ao aplicar uma tesoura, eles cortaram o consumo de remédios em até quatro vezes. Num rabo-de-arraia, eles mostram que elasticidade pode fazer parte da vida de pessoas de todas as idades.

Os idosos que participam do projeto Capoeira Sem Limites dão show de simpatia e alegria, além, claro, de ginga e dança. Não à toa, pois todos sentem efeitos benéficos no tratamento de problemas como diabetes, derrame, dores nas costas, insônia ou cirurgia no coração.

A aposentada Vera Pires, 57 anos, já teve quatro derrames. Ela chegou a consumir 17 comprimidos por turno do dia, ou seja, 51.

Depois que virou capoeirista, ela reduziu a quantidade de remédios para quatro por turno. “Também já emagreci 12 quilos e estou me sentindo uma gatinha”, revela Vera, mostrando também os benefícios para o corpo.

O professor Antônio Marcos da Silva, o Ceará, conta que o projeto segue o modelo Lian Gong, um tipo de ginástica terapêutica chinesa. Além de dar mais confiança aos participantes, os exercícios aumentam a elasticidade, mesmo daqueles que nunca fizeram alongamento na vida.

É o caso do ex-trabalhador braçal José Batista da Costa, 62. Quando entrou na capoeira, ele mal conseguia levantar o braço. Após um ano e meio, Batista faz coisas que até então considerava impossíveis.

“Agora minha mulher não precisa nem mesmo lavar as minhas costas”, conta em tom de brincadeira.

O grupo de 11 pessoas que treina na Policlínica Santo Antônio em Rio Preto tem idade entre 44 e 74 anos. A mais “vovó” da turma, Maria Lopes, 74, já passou por cirurgia da carótida, teve derrame e passou 15 dias em coma. Logo depois que se recuperou, ela entrou no projeto e hoje é uma das mais alegres participantes.

De mudança para Campinas, dona Maria não se vê mais fora de uma roda. “Terei de procurar algum lugar para praticar capoeira por lá também”, decreta.

O projeto também contribui com a resolução de outro problema da terceira idade: a socialização depois da aposentadoria. “Às vezes cuidamos só dos netos e não de nós mesmos. Aqui, somos amigos até demais, como em uma segunda família”, conta dona Maria.

Projeto da prefeitura existe há dois anos
O projeto Capoeira Sem Limites faz parte do programa Saúde em Movimento, desenvolvido pela Prefeitura de Rio Preto desde 2000. O objetivo é controlar doenças na terceira idade pela atividade física.

Segundo o coordenador do programa, Antônio Caldeira, são mais de 50 grupos na cidade, que buscam reduzir o consumo de medicamentos através de tipos de ginática terapêutica.

Ele conta que outras prefeituras estão desenvolvendo a mesma experiência. “Temos de envolver usuários do SUS para que se responsabilizem pela própria saúde. Quem depende só do médico não se aplica.”

‘A capoeira mudou minha vida’

• Isaura Pereira, 52
Isaura Pereira conviveu com a epilepsia por cinco anos. Nos piores momentos, ela chegou a ter 15 crises por dia, quase uma por hora em que passava acordada. Sem encontrar solução, Isaura chegou a entrar em depressão. Desde que entrou na capoeira, ela não toma mais remédios ou sofre alguma crise

• Marlene Miranda, 44

A mais nova do grupo da Policlínica do Santo Antônio sofreu a vida toda com insônia. Sem conseguir solução em qualquer outra terapia, Marlene entrou na capoeira e em outros grupos do tipo Lian Gong, os quais pratica quatro vezes por semana. Hoje ela dorme melhor e mais rapidamente

• Vera Pires, 57
Vera Pires já sofreu quatro derrames, problema que a obrigou a tomar 17 comprimidos em cada turno do dia. Dos 51 que tomava, ela passou a consumir apenas 12 após entrar no projeto Capoeira Sem Limites. A auto-estima de Vera também aumentou, já que ela perdeu 12 quilos

• Dalva da Silva, 45
Dalva da Silva sofreu com dores nas costas e pressão baixa por oito anos. Ela tentou acupuntura e fisioterapia, sem sucesso. Ao entrar na capoeira, a dor passou. Ela parou e a dor voltou. Hoje, ela está no grupo e não pretende sair

Fonte: Bom Dia Rio Preto – http://www.bomdiariopreto.com.br

Olímpia – SP: 43º Festival do Folclore

O tabuleiro de Olímpia tem…
Diferenças culturais do Brasil dão charme e alegria ao Festival do Folclore de Olímpia em sua 43ª edição
Tradição, oralidade, anonimato e aceitação coletiva são características que unificam as diferenças da cultura brasileira.
 
Não é exagero dizer que a pequena Olímpia, com 48 mil habitantes, comporta as peculiaridades de um país inteiro durante o Festival do Folclore. Realizado há 43 anos, o tradicional evento atrai lendas vivas e muitas histórias para “boi dormir”.
 
 

Confira o panorama do evento realizado pela reportagem do BOM DIA nesta terça-feira.

 

 
Boi maranhense

O Grupo Sociedade Junina Bumba Meu Boi da Liberdade nasceu em São Luiz, no Maranhão, em 1956 e atualmente envolve mais de 160 pessoas.
 
Os bricantes reúnem-se para celebrar a imagem de seu padroeiro: São João Batista. A vestimenta do brincante é uma atração à parte. Ricamente coloridas, apresentam belos desenhos feitos com canutilho e miçanga. As imagens de santos são os temas mais presentes nas roupas.
 
Misto de maracatu rural, boi e congo, a performance do Bumba Meu Boi da Liberdade é repleta de personagens do imaginário nordestino: as índias tapuias, os vaqueiros e os sertanejos.
 
Pela primeira vez no Festival do Folclore de Olímpia, o grupo do Maranhão foi representado por 54 integrantes. Outro destaque são os chápéus de tia – grande sombreiros revestidos de fitas coloridas que ampliam os movimentos do brincante.
 
Folia paulista

Os anfitriões também mostraram seu talento nos palcos. A cia. de Reis “Os Visitantes de Belém”, de Olímpia (SP), por exemplo, contagiou o público pela animação dos instrumentistas e dos palhaços.
 
De acordo com o mestre Geraldo dos Santos, 60 anos, o grupo foi formado há pouco mais de dois anos, mas todos têm a “Folia de Reis” no sangue.
 
Ele conta que os palhaços representam os soldados do rei Heródes.
 
“As fantasias e máscaras serviram para despistá-lo enquanto os reis magos visitavam o Menino Jesus, em Belém”, comenta.
 
Folguedo catarinense

Florianópolis (SC) é representada pelo Grupo Folclórico Boi de Mamão Frankolino, da “E.B.M. Luiz Cândido da Luz”. Esta é a primeira vez que saem do Estado de origem para se apresentar no Festival do Folclore de Olímpia e em unidades paulistas do Sesc.
 
O projeto foi criado há cerca de três anos com o objetivo de resgatar o folguedo do Boi de Mamão – dança com similares em outras regiões. Além do personagem central, compõem a história o cavalinho, a Bernúncia – imitação de dragão chinês – e a Maricota.
 
“Representamos a luta entre o bem e o mal”, afirma o produtor cultural Ari Nunes. Ele explica que o nome original da brincadeira era Boi de Pano e há duas versões para a mudança. Não se sabe se, por falta de tempo, as crianças usaram uma fruta para construir a cabeça do animal ou se os dançarinos bebiam demais.
 
Congo capixaba

A banda de congo Panela de Barro, do distrito de Goiabeiras Velha, em Vitória (ES), é exemplo de que as tradições continuam vivas. O grupo existe há mais de 70 anos e faz questão de passar seus conhecimentos a crianças da comunidade com uma cia. mirim.
 
Com casacas, tambores, triângulos, chocalhos e cuicas, os folcloristas fazem referências a São Benedito e Nossa Senhora da Conceição por todo o Brasil.
 
A maioria das pessoas pertence a famílias de paneleiros. Esta, aliás, é a marca registrada da região. Segundo o chaveiro e tocador de casaca Lauro de Lima Silva, 45 anos, a legítima panela de barro é feita de uma argila especial, encontrada somente no Vale de Mulembá, no bairro de Joana D’Arc, zona oeste de Vitória. As peças são tingidas com tanino – produto obtido da casca da árvore do mangue – e utilizadas para o preparo de pratos como a moqueca e a torta capixaba.
 
Reisado sergipano

A companhia de reisado do vilarejo de Marimbondo, em Pirambu, Sergipe, é retrato da genealogia da família de Antonio dos Santos, 60 anos, o mestre Sabá.
 
A tradição vem de 1805, quando seus bisavós começaram a reunir familiares no Natal para celebrar a chegada do Menino Jesus. “Da minha bisavó passou para o meu avô, que passou para minha mãe, que passou para mim”, conta mestre Sabá, cujo o riso revela a persistência e a força do povo do sertão nordestino.
 
Hoje o reisado envolve cerca de 30 pessoas, todas elas ligadas à família Santos. Oito são filhos de mestre Sabá. “Se duvida, eu mostro o documento”, brinca. Genros, noras, sobrinhos e netos completam a lista.
 

A manifestação do reisado de mestre Sabá é uma profusão de ritmos que dominam a musicalidade nordestina. O mestre se arma de roupa colorida, relembrando o palhaço da típica Folia de Reis do sertão paulista. O coro feminino que o acompanha se reveste de verde e fitas coloridas para cantar a adoração ao Deus Menino.

 

 
Festival do Folclore viaja pelo artesanato de Minas

A força do artesanato de Minas Gerais é evidenciada no 43º Festival do Folclore de Olímpia. O pavilhão principal da Praça de Atividades Folclóricas reúne trabalhos de diversas regiões do Estado homenageado, que podem ser conferidos pelo público até sábado.
 
No vilarejo de Planalto de Minas, em Diamantina, a palha de milho dá vida a bonecas de todas as formas, inspiradas na personagem de Xica da Silva.
 
Conforme a artesã Maria Luzia de Paula, a confecção das bonecas é feita há 13 anos por 33 artesãos, que receberam apoio de vários órgãos técnicos como Embrapa para aprimoramento da produção. “Hoje usamos uma espécie de milho selecionado pela Embrapa cuja palha é mais resistente e permite fazer o corpo e a saia rodada da boneca”, conta.
 
Flor típica do serrado mineiro, a “sempre-viva” é matéria-prima dos artesãos de Galheiros, outro distrito de Diamantina. Seca e com longos cabos, é ideal para a confecção de arranjos e luminárias. Cerca de 30 famílias sobrevivem deste tipo de artesanato.
 
“Todos colhiam as flores para vender, mas, com o risco de extinção, recebemos apoio de várias entidades para iniciar a produção do artesanato de forma sustentável”, explica José Borges, integrante da comunidade de Galheiros.
 
Quem não dispensa bom gosto na escolha de esculturas vai se deliciar com os bustos feitos de barro pelo artista Paulo Avelar, de Sete Lagoas. Inspirado nas senhoras com lenços na cabeça e vestidos de chita que habitaram sua infância, ele recria figuras humanas e situações tipicamente caipiras como o vendedor de frangos e o fogão à lenha.
 
Também encantam os olhos de crianças e adultos as rosas criadas a partir de folhas naturais desidratadas, feitas pela artista Maria Tarraga, de Lambari.
 
“Colhemos a planta, cozinhamos para tirar a clorofila, tingimos e montamos a flor”, diz.
 
 
 
Fonte: Harlen Félix e Daniela Fenti – Bom Dia Rio Preto – http://www.bomdiariopreto.com.br

O Elo Perdido – Parte 1

"Porque o mundo ainda é uma grande senzala"
 
O Elo Perdido!
 

Há alguns anos (agosto de 1977) chegou em um Orfanato em Florianópolis, um capoeirista. Não tinha projetos escritos, estilo definido, desprovido de estatutos e graduações. Portava um berimbau, um lindo dobrão dourado e espírito… Ainda me lembro! Nos ensinava para além capoeira física. Nos tratava como filhos, nos respeitava. Foram singulares, imprescindíveis seus ensinamentos. Naturalmente chamávamos de Mestre.
 
Tive esse privilégio! Ensinou-me o suficiente, dando-me base para que seguisse com minha busca, que já é de natureza pessoal. Mesmo inconsciente, passou-me espírito e uma causa. Éramos um grupo de crianças carentes em um orfanato. Sentia, que éramos todos importantes. Nos treinos havia autoridade, mas não autoritarismo. O grupo existia em função das pessoas, e não o inverso.
 
Após uns quatro anos, tudo mudou. Já não éramos tão importantes. Os treinos passaram a ser autoritários. Passamos a ter projetos, regras, estilo, estatutos, linhas de frente, regimento interno… Sem nos consultar, o Mestre havia feito uma escolha. Mudou radicalmente sua forma de ensinar, perdendo sua identidade, e afastando o espírito. Nessa nova vertente não havia espaço para o questionamento.
 
A capoeira passou a ser algo alienante, onde já aprendíamos por métodos e sequências pré-estabelecidas. Mudou radicalmente o objetivo do trabalho. Não se forjou mais guerreiros livres, pensadores, andarilhos, tocadores, resistentes, e sim soldados sem causa. A instituição passou a ser mais importante do que as pessoas. Passou a ser uma empresa, com projeto de expansão. Formando professores da noite para o dia, com cerimônias de batismo, outorgando graduações aos precoces professores sem o mínimo conteúdo. Fazendo um desserviço à vida das pessoas, e o que é pior, usando o nome da capoeira. Sendo a capoeira uma arte de sociabilização, onde o objetivo é que as pessoas interajam, se comuniquem, independente de rótulos, grupos, encontrando no camarada aquilo que nos falta ou sobra, as diferenças se completam. Nessa nova vertente, os outros grupos eram tidos como inimigos.
 
Fomentou-se uma guerra física e cultural contra os supostos rivais, desencadeando uma série de inimizades gratuitas sem precedente. Sendo que essa guerra era para ser travada contra os reais inimigos. Para que os "soldados" estivessem mais preparados fisicamente, somente fisicamente, foram enxertadas dentro da capoeira outras lutas, descaracterizando completamente o jogo da capoeira na roda, e os objetivos culturais para vida. Onde a maldade substituiu a malícia, a brutalidade substituiu a arte, o barulho e a gritaria substituíram o canto, shows circenses substituíram jogo, a massificação substituiu a lucidez. Verdadeiro assassinato da cultura, e uma desconsideração total dos nossos velhos mestres, que muito lutaram, doaram- se para que essa força chegasse até nós. Um atalho que está sendo muito difícil reverter, pois essa vertente é a reprodução fiel do sistema social escravista.
"…(Portugal 13/07/2002 – Caro Mestre Pop… Venho através desta, dizer-lhe que sinto muito que tenhamos nos afastado por longo tempo. Estou no mesmo caminho e com o mesmo propósito. Por onde passo deixo boas pegadas e teu nome. Não posso, jamais neguei a tua importância, que talvez para ti não tenha tanta relevância o fato. Mestre, eu não esqueço o Orfanato. Lá sim, foi a raiz do teu trabalho. Sei também que eras muito novo e imaturo para perceberes o que hoje deve estar muito claro. Não esqueço de todas as nossas esperanças, as pessoas que influenciaram negativamente, os reais objetivos do teu trabalho, o compromisso da existência, a lealdade da missão, o resgate da esperança, o respeito à capoeira, a paciência com as pessoas, a valorização do ser humano!!! Volta e meia tento te resgatar para minha vida, já tentei com palavras e atitudes. Mas também sei que a fruta só dá no tempo. Não irei desistir, que Deus te proteja e ilumine. Quero também agradecer por teres aparecido no momento certo, e ter-me feito acreditar em algo que não mais exercitas, mas sei que ainda acreditas. Um abraço do discípulo Pinóquio.)…"
Felizmente, Mestre Pop retornou à vertente, dando grande contribuição à capoeira, dada sua grande experiência. Seja bem-vindo Mestre… a capoeira agradece e eu também! Atualmente atua com crianças carentes no mesmo Orfanato que eu o conheci. Integrante da Associação Cultural Quilombola.
 
Temos que perceber que a escravidão não acabou, somos todos escravos do sistema (anti) social, que teve início com a invasão do Brasil pelos portugueses há 500 anos. O sistema social do Brasil é escravista, dêem o nome que quiserem. Porém há hoje uma escravidão moderna. Temos que entender que somos uma mistura do negro. Hereditariamente, somos os escravos que vieram nos porões dos navios negreiros, porém miscigenados. O tempo não tira férias, tudo vai passando para frente. Não estamos mais nos porões dos navios negreiros, mas estamos nos porões da sociedade. Os burgueses de hoje, hereditariamente são os donos dos navios negreiros, que são os donos de tudo hoje, como foram seus pais no passado, e nós, os escravos de hoje, como foram nossos pais no passado.
 
Os capitães-do-mato estão por aí, porém de gravata, trocaram a chibata pela caneta, nos ofertando falsos sorrisos e falsas oportunidades. As senzalas, são as favelas. Os campos de cultivo de cana e café do passado, são as fábricas, as indústrias. Os grilhões são a nossa ignorância. Enquanto os filhos dos senhores vão para as universidades estudar e se prepararem para assumir o poder dos seus pais, os nossos filhos vão ser os próximos a carregá-los nas costas, e assim sucessivamente. A capoeira surgiu da necessidade de ser e ter dignidade, qualquer ato de desigualdade faz aflorar a capoeira. Foi forjada de todas essas covardias, todas as desigualdades cometidas. Esse espírito que chamamos de Capoeira, surgiu não se sabe de onde, mas sabe-se o porquê. Hoje está sendo instrumento dos poderosos, com a conivência de capoeiristas, que por ignorância ou conveniência se renderam ao sistema.
 
A moda atual é ser formado em educação física para se legitimar como profesor de Capoeira, como se a Capoeira precisasse da educação física. A escola da Capoeira é dinâmica, no dia-a-dia, na rua, em cada jogo, em cada rasteira, em cada viagem, em cada toque de berimbau… o Mestre ratificando com exemplos, seus ensinamentos, preparando o aluno para a roda/vida! Depois de muitos anos de vivência é que um capoeirista torna-se um Mestre. Não podemos confundir Capoeira com Educação Física, cada atividade com seu valor, porém têm objetivos diferentes. A Capoeira está para além da atividade física, está simultaneamente ligada à política humana, à luta de classes e ao embate às desigualdades socias. É incrível e triste saber que aqueles indivíduos que mais contribuem para descaracterizar a Capoeira são os mesmos que têm acesso à cultura acadêmica, confundem Capoeira com simples atividades físicas. O fato de terem status acadêmico, acreditam serem especialistas e fazem o que querem com a cultura popular, passando por cima de tudo e de todos, sendo que tratam-se de duas atividades completamente distintas. Muitos destes Mestres deveriam dar oportunidade a eles mesmos, matriculando-se em uma escola de Capoeira para a aprenderem, de fato. Irem visitar rodas de rua… não "rodas na rua". Talvez assim muitos deixassem de utilizar seu status de doutor para camuflar sua incompetência enquanto professores de Capoeira.
 
Capoeira….??? Falamos tanto que a capoeira é nossa filosofia de vida. Que filosofia? Será que não estamos perdidos dentro do que pensamos ser, e por não saber estamos contribuindo cada vez mais para a total descaracterização dos reais valores e objetivos? Será que não está nos faltando uma causa mais nobre do que simplesmente exprimirmos nossas vaidades pessoais? Ou transformá-la simplesmente em atividade esportiva? Ou ganharmos dinheiro?
Ou usarmos as rodas de capoeira pura e simplesmente para transferirmos para o outro as nossas angústias e revoltas? Será que o camarada que está conosco na mesma roda, na mesma pobreza é o nosso real inimigo? Não será ele tão vítima quanto nós?
 
Precisamos identificar nossos reais inimigos. Toda essa ignorância, essa falta gravíssima de não conhecermos hoje a fundo a capoeira, foi e é, meticulosamente propositada pelos nossos reais inimigos, que são os poderosos donos de tudo, para que realmente perdêssemos o elo da capoeira física à resistência cultural dos escravos. É como escutar uma música em uma língua que não conhecemos, balançamos o corpo para lá e para cá, mas a mensagem vai para o espaço. É óbvio, pois não entendemos a língua. Então a música não alcança em nós todo o objetivo e ficamos nos movimentando sem saber qual é a mensagem, como fantoches. É exatamente isso que fizemos hoje na capoeira. Estamos reduzidos a somente movimentos corporais, como um corpo sem vida, em decomposição. Sendo que é a vida que justifica o corpo. Portanto, a vida da capoeira é sem duvida a luta por melhores condições de vida dos oprimidos, de toda a classe operária. Sem esse objetivo não há vida, não tem o porquê da luta. Toda expressão física; a dança, o canto, o berimbau, a malandragem, o jogo; deveria ser conscientemente a materialização de nossas angústias, transformada e direcionada em protestos.
 
Assim é que faziam os capoeiristas do passado, eles não se reuniam somente para trocar pancadas uns com os outros, muito pelo contrário, as pancadas eram no real inimigo. A capoeira era o sindicato, linha de frente da classe, que reivindicava seus direitos através de suas rebeldias e que muito trabalho deu aos governantes. Infelizmente, a maioria dos Mestres de grupos (ou mega-grupos), conduz seus alunos como se fossem generais, com mão-de-ferro, esquecendo dos valores historicamente inerentes à Capoeira.
 
Mestre Pinóquio
Leia Também: O ELO PERDIDO PARTE 2
 
CENTRAL CATARINENSE DE CAPOEIRA
Fundada em 29 de julho de 1998
CAÁ-PUÊRA
EDIÇÃO ESPECIAL:
O ELO PERDIDO – PARTE 1
POR MESTRE PINÓQUIO
MARÇO DE 2007

Federação Riograndense de Capoeira – Ata de Fundação

ATA DE FUNDAÇÃO
 
Ao dia Vinte e Três do mês Setembro do ano de Dois mil e seis, às Dezoito horas e Trinta Minutos, na Usina do Gasômetro, na cidade de Porto Alegre, reuniram-se com o objetivo de fundar a Federação Riograndense de Capoeira e participar de Assembléia Geral, para indicação e aprovação do Estatuto e nomeação dos membros da Diretoria e do Conselho Administrativo. Passada a palavra ao Presidente, Vitor Hugo Narciso, o mesmo deu boas vindas e agradeceu a presença de todos e deu por aberta Assembléia Geral, em seguida informou aos presentes os nomes das pessoas que irão compor a Diretoria e o Conselho Administrativo. Enfatizou os objetivos da Federação Riograndense de Capoeira, metas para o ano de Dois mil e sete, questões problemáticas para realização da Semana da Capoeira em Porto Alegre, explicado a todos a intenção de encaminhar para a Prefeitura de Porto Alegre novo Projetos relacionados a Capoeira. Após, foi passada a palavra ao convidado presente, Vereador da Cidade de Porto Alegre, Raul Carrion que expressou sua opinião aos problemas dos capoeiristas de todo estado, da Semana da Capoeira e sobre a possibilidade do aumento do orçamento destinado a Capoeira. para o ano de Dois Mil e Sete. Incluir o aumento do orçamento na Lei de Diretrizes Orçamentárias de Porto Alegre, foi a proposta do Vereador Raul Carrion. Ainda com a palavra, Raul Carrion falou da necessidade de concretizar um Projeto antigo em Porto Alegre, o Camelódromo no Brick da Redenção, local este que serviria como ponto de encontro e referência da Capoeira na cidade. Agradeceu o convite recebido, e se despediu. Voltando a palavra para Vitor Hugo Narciso, o mesmo relatou aos presentes alguns problemas que estão sendo vivenciados em Porto Alegre, como a falta de critérios adotada na contratação de profissionais da Capoeira, a necessidade de uma regularização junto ao governo do município e do estado para que haja uma padronização e fiscalização nesse sentido.
 
Ainda, relatou questões burocráticas no Projeto da Semana da Consciência Negra junto ao Departamento de Direitos Humanos da Prefeitura de Poro Alegre, enfatizou as conquistas obtidas durante o tempo em que esteve a frente da Liga Regional de Capoeira do estado do Rio Grande do Sul, e, abriu para os presentes fazerem questionamentos. Foi passada palavra ao Mestre Ivonei que fez seus questionamentos. Após responder aos questionamentos, Vitor Hugo Narciso, passou a palavra para ao Mestre Nino Alves que também fez algumas perguntas e falou dos problemas da Capoeira e da necessidade de uma organização séria e competente. Devolvida a palavra, Vitor Hugo Narciso, passou a palavra ao Mestre Bartelemi que relatou os problemas que vinha tendo e fez questionamentos sobre questões de ordem organizacional da Federação Riograndense. Vitor Hugo Narciso, após responder as dúvidas, passou a palavra para Adélia Kervalt Costa que enfatizou a prioridade dos capoeiristas deveria ser a união. Vitor Hugo Narciso, falou do funcionamento do estatuto e papel do Conselho Administrativo. Passou a palavra para Ricardo Atti que expôs sua opinião referente aos critérios adotados pela Prefeitura de Porto Alegre na contratação dos profissionais da Capoeira. Vitor Hugo agradeceu a contribuição de Ricardo Atti e passou a palavra ao Mestre Klaity que expressou seu apoio a fundação da Federação Riograndense, em seguida, Mestre Kaká também expressou seu apoio. Vitor Hugo novamente passou a palavra a Mestre Ivonei, em seguida passou a palavra a Mestre Nino Alves que deixou a sugestão que todos devessem trazer para a próxima Assembléia, Projetos a serem analisados.
 
Ao final Mestre Gavião agradeceu a presença de todos: Liga Regional de Capoeira do estado do Rio Grande do Sul, Grupo de Capoeira Cativeiro Ltda., LBV de Porto Alegre, Associação Cultural de Capoeira Iê da Volta ao Mundo, Associação de Capoeira Oxósse, Associação de Capoeira Esquiva de Oxossi, Associação Desportiva e Cultural Norte Sul Capoeria Oxossi, Projeto Surfar Capoeira, Associação Cultural da Arte Brasileira, Associação de Capoeira Dança do Matagal, Associação de Capoeira Esporte Nacional, Associação de Capoeira Camboatá, Grupo de Capoeira Pesquisa e Fundamento, Grupo de Capoeira Liberdade, Grupo Muzenza, Associação de Capoeira Mocambo, Sizal Capoeira; marcou nova Assembléia Geral para o dia Quatorze do mês Outubro do ano Dois mil e seis, e deu por encerrada a Assembléia Geral para Fundação da Federação Riograndense de Capoeira as Dezenove Horas e Quarenta e Cinco minutos, ficando a Diretoria e o Conselho Administrativo compostos da seguinte maneira:
 
Presidente:  Vitor Hugo Narciso
Vice-Presidente:  Ari Fontoura Filho
Secretário:  Tairone Walzer Sant Ana
Tesoureiro:  
Conselho Administrativo: 
    
    
Porto Alegre 23 de Setembro de 2006.

Mestra Cigana: Ladainha em Homenagem a Dona Ivone

Muitas vezes nesta vida
Muitas vezes nesta vida
Só se enxerga o que se quer
mais por traz de grande mestre
tem sempre grande mulher
vou falar de uma delas
voces vão saber quem é
ela é seu braço direito
em tudo que ele fizer
na saude ou na doença
está do lado esta mulher
chorando quando ele chora
sorrindo se ele quizer
desde os tempos de menina
ela lhe jurou amor
hoje depois de alguns anos
parece que começou
namorar o grande mestre
todo o tempo não passou, ah! ah!
Iê! Viva o amor
Iê! desta mulher
Iê! vou falar seu nome
Ela é DONA IVONE
Ele é CANJIQUINHA
Paraná, paraná
Paraná, paô
Canjiquinha sofreu, dona Ivone "segurou"
Paraná Paraná, Paraná Paô
Mas quando ele sorriu ela já participou…
 
Iê!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
 
Fatima Colombiano – Mestra Cigana