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CENTENÁRIO DO MESTRE JOÃO PEQUENO

CENTENÁRIO DO MESTRE JOÃO PEQUENO – DEZEMBRO DE JOÃO 2017

CONVITE

Salvador –Bahia Dezembro de 2017.

Prezados (as) Mestres (as) O Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha tem a honra de convida-lo para participar das homenagens ao centenário de nascimento do Mestre João Pequeno de Pastinha que serão realizadas entre os dias 09,15,21, 26 e 27 de Dezembro de 2017, desde já agradecemos a sua atenção e manifestamos o ansejo pela sua presença.

Segue abaixo a programação do referido evento.

Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha, Matriz Forte Santo Antonio Além do Carmo (Forte da Capoeira)

Centenário de nascimento do Mestre João Pequeno de Pastinha.

CENTENÁRIO DO MESTRE JOÃO PEQUENO Capoeira Eventos - Agenda Portal Capoeira 2

DEZEMBRO DE JOÃO CRONOGRAMA DO CENTENARIO EM SALVADOR

PROGRAMAÇÃO

01/12– ABERTURA DO DEZEMBRO DE JOÃO ABERTURA : FALA DE ABERTURA -UMA MOSTRA DE VIDEO SOBRE O EVENTO – APRESENTAÇÃO DO GRUPO IMPORTUNO POÉTICO- PERFORMANCE-MESA DE CONVERSA COM CONVIDADOS: PARA FALAR SOBRE VIVENCIA E IMPORTÂNCIA DO MESTRE JOÃO PEQUENO

CONVIDADOS: *LUCÍLIA DOS SANTOS *JOÃO EVANGELHO DOS SANTO *EDELZUITA ROSA ( DONA MÃEZINHA) *PROFª E PESQUISADORA NILDES SENA * PROFª SELICK TRINDADE -UM VÍDEO CELEBRANDO O MESTRE JOÃO -INTERVENÇÃO DE HOMENAGEM MUSICAL COM MESTRE CIRO.

09/12 :19:30 – RODA EM MEMORIA A PASSAGEM DO MESTRE JOÃO PEQUENO (CONVIDADA PROFª VANDA MACHADO E MESTRE MORAES)

10/12: 15HS – RODA (SALÃO NOBRE DA CAPOEIRA ANGOLA JOÃO PEQUENO) EM PERNANBUÉS COM O MESTRE CIRO

15/12 : 18HS – HOMENAGEM AO TITULO DE DOUTOR HONORES CAUSA DO DR MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA (SALÃO NOBRE DA REITORIA DA UFBA )

21/12 19HS INTERVENÇÃO NA PRAÇA DO SANTO ANTÔNIO ALÉM DO CARMO -MOSTRA DO VIDEO: O VELHO CAPOEIRISTA (PEDRO ABIB) -RODA NA PRAÇA DO SANTO ANTÔNIO ALÉM DO CARMO

26/12: 19HS –TRADICIONAL RODA DO MESTRE JOÃO PEQUENO – COM ABERTURA DO SEMEANDO “ MESTRE JOGO DE DENTRO” 21HS – CONFRATERNIZAÇÃO

27/12 9HS – OFICINA DE CAPOEIRA ANGOLA MESTRE ARANHA 15HS – OFICINA DE CAPOEIRA ANGOLA (PROF NANI DE JOÃO PEQUENO) -17h HOMENAGENS AO MESTRE JOÃO PEQUENO EM MEMORIA AO SEUS 100 ANOS 18HS – RODA EM MEMORIA AOS 100 ANOS DO MESTRE JOÃO PEQUENO 20:30 HS – CONFRATERNIZAÇÃO COM A TRADICIONAL MESA DE FRUTAS

CENTENÁRIO DO MESTRE JOÃO PEQUENO Capoeira Eventos - Agenda Portal Capoeira

INFORME PRINCIPAL PARA PARTICIPAR DAS ATIVIDADES: TODOS QUE QUEIRAM PARTICIPAR DAS ATIVIDADES DE RODA E OFICINA DEVERAM ESTAR DEVIDAMENTE FARDADOS, CALÇADOS E COM A CAMISA DO CENTENÁRIO QUE ESTARÁ A VENDA NO LOCAL.

Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia do Mestre João Pequeno de Pastinha, Matriz Forte Santo Antonio Além do Carmo (Forte da Capoeira) Centenário de nascimento do Mestre João Pequeno de Pastinha. Atenciosamente

Nani João Pequeno

INFORMAÇÕES 71 33230708 71 988331469 71 987466141

Pags do Facebook: Ceca-Ajpp Matriz-Salvador

 

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O menino que virou mestre de capoeira Pastinha

O livro, escrito por um jornalista, narra a história de mestre Pastinha (1889-1981), contextualizando-a no interior do contexto histórico da época. Fartamente ilustrado, além do texto escrito, o cenário do período também é reconstituído por meio de belas e elucidativas ilustrações.

A narrativa é lúdica, de fácil compreensão e muito fiel à biografia de Pastinha, como, por exemplo, quando descreve como o negro alforriado africano Benedito lhe ensinou a capoeira, o que mudaria para sempre a vida do menino Pastinha. Ele aprendeu que “na capoeira, a surpresa é um fundamento”. (p.16)

Ao final da obra, há o texto “A capoeira Angola”, aliás bastante didático, onde são mostrados os principais fundamentos da capoeira Angola, quais sejam: a ginga, a bateria de instrumentos, a importância do berimbau e sua origem, o ritual da roda, bem como os golpes e contragolpes.

Por fim, são apresentados os principais golpes desse jogo/luta/dança, como, por exemplo, a cabeçada e o rabo de arraia.

Como dizia mestre Pastinha: “Capoeirista é mesmo muito disfarçado, contra a força só isso mesmo”.

 

 

Barreto, José de Jesus. O menino que virou mestre de capoeira Pastinha; Cau Gomez, ilustrações. Salvador, BA: Solisluna Design Editora, 2011.

 

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

 

A Herança de Mestre Pastinha

Titulo do livro: A herança de Pastinha.
Autor: Angelo A. Decanio Filho.
Copyright by Angelo A. Decanio Filho.
Editoração electrônica do texto; revisão; criação e arte final da capa:
Angelo A. Decanio Filho.
2a Edição:  com dicionário dialetal, 1997
Endereço para correspondência:
Angelo A. Decanio Filho
Rua Eduardo Dotto, s/n – Vivenda Iemanjá
Praia de Tubarão – Paripe
Salvador – Bahia – Brasil
CEP 40801-970

Capoeira Angola por Mestre Pastinha

O livro: “Capoeira Angola“, com prefácio de Jorge Amado foi originalmente lançado em 1964, pela Gráfica Loreto. A edição disponivel para download é datada de 1988, já em sua 3ª edição. Capa: Carybé

“É muito raro sair acidentado algum capoeirista em conseqüência da prática da Capoeira em demonstrações esportivas, porém, tratando-se de enfrentar um inimigo, a Capoeira não é dotada somente de grande poder agressivo, mas possui uma qualidade que a torna mais perigosa – é extremamente “maliciosa”.

O capoeirista lança mão de inúmeros artifícios para enganar e distrair o adversário: Finge que se retira e volta rapidamente; deita-se e levanta-se; avança e recua; finge que não está vendo o adversário para atraí-lo; gira para todos os lados e se contorce numa “ginga” maliciosa e desconcertante.

Não tem pressa em aplicar o golpe, ele será desferido quando as probabilidades de falhar sejam as mínimas possíveis.

O capoeirista sabe aproveitar de tudo o que o ambiente lhe pode proporcionar”.

  • fonte:texto extraído do livro “Capoeira Angola”, de Mestre Pastinha

 

Agradecimentos:

Bruno Sousa – Teimosia

Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha

Entre os dias 31 de março e 6 de abril, a Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha, um dos principais mestres de Capoeira da história, com uma semana de diversas atividades.

Na programação da semana está uma exposição de fotos retratando um pouco da vida do Mestre Pastinha, a exibição do filme “Mestre Pastinha, Uma vida pela capoeira”,  roda de conversa, aula aberta de Capoeira Angola com professores, além de muita roda de capoeira.

As atividades acontecem em diferentes locais da cidade de Campinas e também em Hortolândia. Haverá rodas de capoeira na Praça Rui Barbosa, na Lagoa do Taquaral, na Estação Cultura, onde fica a sede da escola em Campinas, e nos núcleos de Hortolândia, Pirassununga e Barão Geraldo.

Mais informações em nosso site: www.escolaresistencia.com.br

A Capoeira Angola segundo Mestre Pastinha

Vicente Joaquim Ferreira Pastinha, conhecido como Mestre Pastinha, nasceu em 1889, em Salvador, aprendeu a lutar com um negro de nome Benedito, que, ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe os golpes, guardas e malícias da Angola.

Mestre Pastinha começou a ensinar capoeira em 1910, depois de um período de oito anos na Marinha de Guerra do Brasil. Seu primeiro discípulo foi Raimundo Aberê, que, por sua vez, se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda a Bahia.

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Vídeo de 1991, comemorativo dos Dez Anos de Atividades do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho do Rio de Janeiro, realizado por Antonio Carlos Muricy. 
Editado a partir de uma seleção de vídeos VHS dos arquivos do grupo, reúne grandes bambas, grandes angoleiros, cariocas ou não, como os Mestres Moraes, Neco Pelourinho, Zé Carlos, Braga, Marco Aurélio, Armandinho, Angolinha, Lumumba, Rogério, Valmir, Brinco, Manoel, entre outros.

Apesar da precária qualidade técnica, retrata momentos extraordinários da Capoeira Angola carioca, e inclusive jogos raros, como o “Jogo do Dinheiro”, aqui registrado em dois grandes momentos, um o jogo de Mestre Neco Pelourinho com Mestre Braga, e o outro um jogo entre o Mestre Armandinho e Mestre Zé Carlos.

Traz também um momento raro de violência em uma roda de Angola, quando Mestre Rogério aplica um rabo de arraia em Mestre Lumumba e o atinge em cheio. É extraordinária a calma e serenidade de Lumumba, em se recuperar e responder no jogo, na Capoeira, a Rogério.

Traz reflexões de Mestre Pastinha, o Guardião da Capoeira Angola, e uma pequena história da Capoeira, narrados por Mestre Brinco e Mestre Neco Pelourinho.
Memória da Capoeira Angola carioca, ouro puro.

Manuscritos de Mestre Pastinha trazem a Sabedoria dos Velhos Mestres da Capoeira

MANUSCRITOS DE MESTRE PASTINHA TRAZEM A SABEDORIA DOS VELHOS MESTRES DA CAPOEIRA

Mestre Pastinha deixou manuscritos onde reflete sobre questões relacionadas não só a capoeira, mas também sobre a vida. A série manuscritos, organizado pelo historiador Frede Abreu traz dois livros: Improviso de PastinhaMestre Pastinha: Como eu penso? Despeitados?, este último realizado junto com Greg Downey. Os dois livros têm tradução em inglês, levando a sabedoria do mestre pelo mundo a fora.

O nome Improviso de Pastinha foi escolhido pelo próprio mestre ao receber do discípulo João Grande uma caderneta para escrever ladainhas e corridas. Segundo João Grande esses escritos foram feitos nas décadas de 50 e 60. No verão de 2007, o Instituto Jair Moreira recebeu a autorização de João Grande para publicação dos improvisos do Mestre Pastinha, “um acervo artístico muito rico para quem deseja conhecer coisas temporais e atemporais da capoeira”, escreve Frede Abreu na apresentação. O livro traz os improvisos originais, com a letra do mestre.

Tendo como origem documentos guardados por Emília Biancardi, Mestre Pastinha: Como eu Penso? Despeitados? traz depoimento inédito do Mestre Pastinha. Mais uma vez, a sabedoria do velho mestre é mostrada para o mundo da capoeira com esse manuscrito, que está no livro com o texto original, sem “correção”. O livro também traz os comentários de Frede Abreu, que destaca alguns pontos presentes nas reflexões do mestre como religiosidade, desabafos, e conceitos, lições, precauções e bons exemplos sobre a capoeira.

Os livros são uma realização do Acervo Frede Abreu de Capoeira e apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Mais informações no e-mail elzinhadeabreu@gmail.com.

Sobre o autor – Frede Abreu foi um estudioso da capoeira, criando um acervo com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de jornais, revistas, CDs, fotos e vídeos sobre capoeira e a cultura afrobrasileira. Também foi fundador do Instituto Jair Moura, membro fundador da Academia de Capoeira Angola de João Pequeno de Pastinha, e da Fundação Mestre Bimba.

Nota de Falecimento: Frede Abreu

Morreu hoje o Professor Frede Abreu, aos 66 anos, em Salvador, vítima de Hepatite C

Considerado por muitos o maior estudioso de capoeira do mundo, morreu ontem o pesquisador Frederico José de Abreu, 66 anos, que faria aniversário amanhã, faleceu hoje no Hospital Portugês. Autor dos principais livros sobre capoeira do país.

A memória dos principais mestres de capoeira da Bahia deve a ele, que nas últimas décadas se tornou referência internacional. Fundador do Instituto Jair Moura, Frede tinha um acervo com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de jornais, revistas, CDs, fotos e vídeos. A partir de documentos e jornais antigos, Frede construiu obras obras importantes como Capoeiras: Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: capoeira no ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, o Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão… Mesmo doente nos últimos meses, Frede não parou de produzir. Tinha pelo menos três livros editados para ser lançado:  Manuscritos do Mestre Pastinha, Como Eu Penso (Livro de poesias de Pastinha), além de Mestre Najé, o capoeirista que Lutou até a Morte.

Trabalhou no projeto Axé, ajudou financeiramente e intelectualmente mestre João Pequeno, Fundação Mestre Bimba, Projeto Mandinga e diversos outros grupos…

Frede foi consultor do inventário que tombou a capoeira como patrimônio cultural do Brasil, em 2008.

Ultimamente, trabalhava na biblioteca do Instituto Mauá, no Pelourinho… Frede lutava havia um ano contra uma hepatite C. Ontem, não resistiu a uma infecção generalizada.

O corpo será cremado amanhã (sexta) no Cemitério Jardim da Saudade, as 13hs.

 

O Legado e a Obra de um dos mais carismaticos personagens da nossa capoeiragem... Mestre Frede

Compilação da Imagem: Vinícius Heime

Amigos lamentam a morte de Fred Abreu

  • Hélio, morador do Rio Vermelho:

“A Capoeira perde um grande capoeirista, o amigo Fred Abreu. Um capoeirista pertencente a todos os grupos e a elite da grande roda das idéias. Um pesquisador, escritor, amigo, orientador, detentor de um grande acervo de Capoeira, sempre de bom humor e acolhendo com seu dialogo amigo brasileiros e estrangeiros. Fred entre tantas homenagens pertence ao QUADRO DE HONRA DA FUNDAÇÃO MESTRE BIMBA, homenagem recebida no último dia 7/7/2013. Mas, a grande homenagem é pertencer ao coração de cada capoeirista por ser um homem de bem. Uma perda imensurável para a Capoeira.”

 

 

  • Vinicius Heime, Professor e Discipulo de Gladson

 

Fez sua passagem hoje o Mestre Frede Abreu, um dos mais atuantes ativistas, pesquisador, estudioso e escritor da Capoeira. Autor de uma vasta obra sobre temas diversos relacionados à Capoeira, todas escritas com muita competência e dedicação! Idealizador e gestor do maior acervo (com mais de 40 mil títulos) em livros, jornais, revistas e documentos relacionados à Capoeira. 

Entre suas obras estão os livros Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: Capoeira no Ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, O Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão, entre outros. Participou de diversos projetos relacionados à Capoeira! 

O seu legado estará sempre vivo como exemplo de dedicação, de valorização, de zelo e de amor pela Capoeira, sua história e seus atores! Que Mestre Bimba, Pastinha, Canjiquinha, Ezequiel e tantos outros lhe recebam de braços abertos numa grande Roda lá no céu! Axé e Luz!

 

  • Luciano Milani, Editor do Portal Capoeira:

Pesquisador incansável, e confesso, um dos pilares motores do meu trabalho, Frede nunca irá deixar de estar presente em todas as rodas, encontros e onde quer que a nossa capoeira se fizer presente…

Frede era uma destas pessoas que fazia tanta pela nossa capoeiragem… fazia sem olhar a quem… fazia pelo simples e mais lindo dos motivos… fazia apenas por que tinha um coração enorme de capoeirista… repleto de vontade de compartilhar suas preciosidades… era capaz de abrir as portas de sua casa de forma apaixonada podia passar horas falando sobre a nossa cultura, nossa arte…

Foi assim que conheci Frede e me deslumbrei com o seu acervo, sua generosidade, a sua paixão e pluralidade por todas as manifestações da cultura popular….

 

  • Pedro Abib, Professor, Pesquisador e Colunista do Portal Capoeira:

O grande FREDE ABREU nos deixou na tarde de ontem. Tristeza enorme !!!

Um dos maiores conhecedores da nobre arte da capoeiragem…mas acima de tudo, um homem generoso, que a todos acolhia e ajudava. Minha dívida com ele é enorme !!!

Um ser humano daqueles que deixam marcas que não se apagarão jamais na sua passagem pela terra. Fique em paz, aí nas terras de Aruanda !!!!

 

Nós do Portal Capoeira prestamos a nossa homenagem assim como as mais sinceras condolências a todos os amigos e principalmente a família Abreu…. por esta perda.

O Fenomemo da Exportação – Onda 1

Turismo e Grupos Parafolclóricos

Dentro do contexto e da dinâmica da Exportação da capoeira é possível estabelecer um paralelo entre as “ondas do desenvolvimento humano” – que Alvin Toffler* nos colocou em seu Best-seller A Terceira Onda e as “quatro ondas de projeção” internacional da capoeira, cronologicamente encadeadas em analogia as “Ondas de Toffler”. Este paralelo foi o que norteou e alimentou um delicioso estudo e pesquisa direcionada que culminou em uma Importante Palestra ministrada na Europa pelos Professores e pesquisadores Acúrsio Esteves e Luciano Milani, ambos integrantes da equipe do Portal Capoeira. O caminho da capoeiragem das senzalas às universidades pode ser entendido e até enumerado dentro deste contexto sob o prisma das Ondas de Projeção que podem e certamente acabarão por ser mais do que quatro… pois estas ondas assim como escreveu Toffler, são dinâmicas, difusas e vivas…

 

As Ondas de Projeção

  1. Turismo e Grupos Parafolclóricos
  2. Academias e Boa Forma (Febre das Academias)
  3. Pesquisa e Produção Academica/Cientifica (Entidades de Ensino, Mestrados, Livros…)
  4. TIC´s – Web – Games – Mídia (Toda a rede digital e suas ramificações em função da divulgação e dissiminação da capoeira**)

Nesta primeira abordagem iremos tratar apenas da primeira onda: Turismo e Grupos Parafolclóricos. Em tempo, iremos também abordar, as restantes ondas de projeção internacional da capoeira (Onda 2, 3 e 4).

 

Uma Semente Africana…

“A capoeira, tem origens e raízes africanas…seu ventre, sua mãe… é conhecida como cultura negra… seu pai a liberdade… mas nasceu e foi criada no brasil, algures no recôncavo Baiano… cercada de malandragem e brasilidade… quando jovem foi rebelde, mal vista, perseguida… na adolescência se desenvolveu, cresceu… ganhou o mundo e respeito… tirou o seu passaporte…
Hoje, mais madura esta presente em todos os lugares… nos quatro cantos do mundo e tem o orgulho de dizer SOU BRASILEIRA.“
Luciano Milani

 

Uma História recente…

A capoeira, nasceu a cerca de 500 anos, foi criada em solo Brasileiro, tem origens e semente africana, cultivada e adubada pela magia da miscigenação e do pluralismo de saberes de culturas e raças… “Excluida e Criminalizada” no Governo Mal. Deodoro da Fonseca (Infração prevista no Código Penal – Artigo 402  de  1890), sua essência libertária, resistência e riqueza cultural fomentam ainda mais a suas quase infinitas possibilidades.

Bimba e Pastinha, ícones contemporâneos, influenciaram a forma como praticamos e vivenciamos a capoeira. Ambos os mestres tiveram um papel fundamental principalmente na década de trinta com a criação da Luta Regional Baiana e da Capoeira Angola… Impulsionados pelo cenário “politico/social/economico da época”, assim como outros importantes nomes dos mais diversos setores tiveram e continuam tendo um peso enorme neste emaranhado tão complexo e multi cultural turbilhão chamado capoeira

“A capoeira é um organismo vivo, ela evolui de acordo com as suas necessidades…”
Mestre Camisa

Fazendo uma analise ao cenário politico/social/economico da época (Governo Populista de Getúlio Vargas e o processo de Legalização da Capoeira), temos uma maior participação da classe média e dos universitários (classe academica) da Bahia, em maior sintonia com a “Capoeira Regional” de Manuel dos Reis Machado, cujo o legado e o método, revolucionaram a forma de praticar capoeira (Lazer, Esporte e Folclore  em Ambientes Fechados / Metodologia de Ensino) e uma maior aproximação da Esquerda e da classe artística/cultural (Jorge Amado, Pierre Verger, Caribé) com a “Capoeira Angola” de Vicente Ferreira Pastinha, que usou com maior enfase a vertente da Filosofia, Cultura e Ancestralidade.

Não devemos esquecer outras importantes frentes da dinâmica de disseminação e expansão da capoeira em outros estados como por exemplo a forte presença marcial da capoeiragem Carioca e Pernambucana e porque não citar a “Capoeira Utilitária” do Paulista-Carioca mestre Sinhozinho e até mesmo a Tiririca Paulista… todo bom estudioso da cultura popular sabe que as manifestações raramente ocorrem em regiões de forma isolada geográfica e temporalmente. Tanto é que Edison Carneiro, excelente folclorista, fez questão de deixar bem claro no título de um de seus livros (Dinâmica do Folclore), que tudo acontece dinamicamente. Em alguns casos manifestações se fundem, resultando em novas manifestações… correlatas e interligadas… com a proibição da capoeira em Pernambuco, aliado a questões político-social da época, nasce o Frevo!!! O bom capoeira sabe perceber que a “malícia” do bom “frevista” está ligado à ginga de um bom capoeira. E é isto que eram no passado: capoeiras. No Rio de Janeiro, a perseguição à capoeiragem (que, funcional e socialmente não é o mesmo que capoeira) resultou na Pernada Carioca. Digamos que era a “capoeira que não se chamava capoeira”, mas que tinha a eficiência da mesma, tanto enquanto luta, como também como lazer.

 Bimba e Getúlio Vargas

Segundo Liberac em sua analise sobre o surgimento da capoeira moderna baiana: “O Rio de Janeiro foi um ponto alto no que concerne à difusão de idéias sobre formas de aproveitamento da capoeira como esporte nacional e que foi a base política ao movimento em direção às academias (Onda 2 ) . Este cenário mostra o afastamento total da capoeira com o corpo cultural exibe um campo fértil para a transformação em luta marcial, diferentemente do contexto que a capoeira baiana moderna é construída.”

 

Apenas na segunda metade do século XX (década de 60/70),  já com a capoeira “reorganizada sob a nova otica da Angola e Regional” que a nossa vasta e “multifacetada arte”  tirou o seu passaporte. Este processo teve início de forma ímpar e quase que inconsciente… Foi através dos grupos parafolcloricos e do turismo que a capoeira ganhou o mundo… Então vamos “surfar na onda 1…”

Onda 1

Emília Biancardi, uma das principais fagulhas da “Exportação da Capoeira”, folclorista, professora, pesquisadora, escritora e responsável pelo magnifico trabalho do Grupo Folclórico Viva Bahia,criado em 1962, reuniu importantes representantes das manifestações culturais afro-brasileiras para integrar a equipe de base do “VIVA BAHIA”.  Entre os professores estavam Mestre Pastinha e João Grande (capoeira), Mestre Popó do Maculelê (foi com o grupo parafolclórico que pela primeira vez o Maculelê foi apresentado para o grande público e divulgado no exterior,  Emília escreveu a obra prima do Maculelê – Olê lê Maculelê), Neuza Saad (dança), D. Coleta de Omolu (Candomblé), Sr. Negão de Doni (Candomblé) e Mestre Canapun (puxada de rede). Muitos outros mestres de capoeira passaram pelo grupo. Consagrado internacionalmente, serviu de inspiração e incentivo para a formação de outros grupos de prestígio no Brasil e exterior, inclusive para o Balé Folclórico da Bahia, cujo criador foi discípulo da professora Emília Biancardi.

O “VIVA BAHIA”, foi sem dúvida alguma, um dos principais responsáveis pela internacionalização e exportação da capoeira e suas manifestações correlatas. Muitos mestres que viajaram com o grupo não retornaram das viagens. Amém ficou na Califórnia, Jelon e Loremil introduziram a capoeira em Nova York, nos anos 1970.

Somente em 1966 que a “capoeira fez seu primeiro voo transatlântico”, convidados pelo Ministério das Relações Exteriores que reuniu uma comitiva de capoeiristas, dentre eles mestres Pastinha, João Grande, Gato, Gildo Alfinete, Roberto Satanás e Camafeu de Oxossi, para representar a cultura popular afro-brasileira no I Festival Mundial de Artes Negras – África – Dakar.***

mestres Pastinha, João Grande, Gato, Gildo Alfinete, Roberto Satanás e Camafeu de Oxossi, para representar a cultura popular afro-brasileira no I Festival Mundial de Artes Negras - África – Dakar.

A participação de Vicente Ferreira Pastinha nesta celebração da cultura afrodescendente é e sempre será lembrada pois está gravada em versos na memória musical da capoeira
“… Pastinha já foi à África, pra mostrar capoeira do Brasil…”.

Para a comunidade capoeirística este fato representa o momento de encontro muito especial entre o mestre e os irmãos africanos,  evocando encontros também acontecidos na diáspora da população africana, que no Brasil enriqueceu de forma bastante evidente os campos artístico, cultural e econômico. Mesmo já estando cego, mestre Pastinha conseguiu a realização do sonho de conhecer a África…

 

Do Brasil para o Mundo

O crescimento da capoeira a nível mundial tem sido um fenômeno importantíssimo de divulgação e valorização dessa arte-luta que durante muito tempo sofreu uma perseguição, por vezes “velada”, porém implacável no brasil. Contudo essa “globalização” da capoeira traz também consequências negativas.

“O capitalismo e a política sabem muito bem como se apropriar dos bens produzidos pela sociedade – sejam eles materiais ou imateriais – para adequá-los às suas lógicas perversas.”
Acúrsio Esteves

Percebemos assim, uma tendência global que vem crescendo nos últimos anos, de transformação da capoeira em mais uma mercadoria na prateleira dos “shopping centers das culturas globalizadas”.

Se por um lado, isso garante a disseminação e divulgação dessa manifestação para um público cada vez maior, por outro faz com que ela perca muito dos seus traços identitários que a caracterizam como cultura popular, tradicional, libertária e de resistência.

“A capoeira não tem credo, não tem cor, não tem bandeira, ela é do povo, vai correr o mundo”.
Mestre Canjiquinha


* Alvin Toffler (3 de Outubro de 1928) é um escritor e futurista norte-americano doutorado em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus escritos sobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica.

** A Roda em Rede – Mariana Marchesi  (http://portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/a-roda-em-rede-a-capoeira-em-ambientes-digitais)

*** Video do Festival Mundial de Arte Negra – Dakar – 1966 http://www.youtube.com/watch?v=YVZJwvzt8dY

Salvador: Homenagem aos 95 anos do Mestre João Pequeno

HOMENAGEM AO MESTRE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA AOS 95 ANOS – DIA 27/12

PROGRAMAÇÃO

  • Oficina de Capoeira Angola 16h  “Profª Nani de João pequeno”
  • Vídeos 17h … PAZ NO MUNDO CAMARÁ: A CAPOEIRA ANGOLA E A VOLTA QUE O MUNDO DÁ, de Carem Abreu (2012).
  • VÍDEO HOMENAGEM (2012) “Ao Mestre João Pequeno”
  • *Abertura das Apresentações 18h – Fala Representativa Sobre o Mestre “Nani de João Pequeno”
  • Apresentação de Dança “Arilma Soares”
  • Teatro de Boneco – “Revisitando o Cordel da Vida do Mestre João Pequeno de Pastinha” Nildes Sena, Alice di Sanayá e Jaciara Ferreira
  • Tradicional Roda do Mestre João Pequeno de Pastinha (19:30hs)

 

contato: 71 33230708

ORIENTAÇÃO MAPA

Contatos JPP:

Dica do Editor:

Não deixem de visitar o site deste baluarte da capoeira, nosso querido Mestre João Pequeno de Pastinha