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Mulheres – Vale a pena conhecer

Mais um  Dia Internacional da Mulher está chegando. Comemorado, este ano, na mesma data do Carnaval, tem mais chances de ser lembrado: por escolas de samba, blocos, em trios elétricos ou outras festividades.

Por outro lado, a data também tem mais chances de ser esquecida, sendo ofuscada pelas festividades carnavalescas.

Cabe a cada um de nós escolher entre celebrar a data ou deixá-la passar em branco. Lembrando que, celebrá-la pode ser muito simples.

Basta olhar ao redor e observar cada mulher que circunda sua vida. Observar seu trabalho, sua força, sua paciência e persistência. Com certeza não vai faltar o que ser admirado, elogiado e homenageado. Então admire, elogie e homenageie.

Esse é um exercício muito simples e positivo que pode ser colocado em prática pelos homens e pelas próprias mulheres, que também têm muito o que aprender umas com as outras. Em casa, no trabalho, no grupo.

Você conhece as alunas do seu grupo? Sabe de suas batalhas e de suas dificuldades? Pois este é um ótimo momento para conhecer e incentivar os demais a fazer o mesmo.

 

Neila Vasconcelos – Venusianacapoeiradevenus.blogspot.com

Fotógrafo paranaense expõe na França imagens da Festa de Iemanjá

O fotógrafo e jornalista André Zielonka abre na próxima terça-feira (10/11) a exposição “Festa de Iemanjá”, na Maison de L’Amérique Latine de Rhône-Alpes, em Lyon, sudeste da França. As imagens documentais apresentam a celebração à Iemanjá da comunidade de Arembepe, na Bahia. A exposição é parte da programação do Festival Zoom Brasil, organizado pelas associações francesas Grupo de Capoeira Angola Cabula (GCAC France) e Casamarela. O evento pretende valorizar a pluralidade da cultura brasileira por meio de uma programação que inclui artes plásticas, cinema, dança, teatro, música e fotografia. “As 17 imagens que vou expor são parte de uma documentação maior que venho desenvolvendo há 10 anos sobre a Capoeira Angola. Estou feliz com o convite e a oportunidade de apresentá-las fora do Brasil e espero que o trabalho seja bem aceito pelo público francês”, afirma Zielonka.

As fotos que serão expostas, segundo Zielonka, fazem uma narrativa cronológica da celebração à Iemanjá que ocorre em Arembepe, comunidade com cerca de 4 mil habitantes localizada a 45 km de Salvador. A festa acontece todos os anos no dia 2 de fevereiro e os preparativos envolvem centenas de moradores que desde a madrugada preparam as oferendas que serão levadas para o mar ao amanhecer. Iemanjá, a rainha dos oceanos, é uma divindade cultuada pelas religiões afro-brasileiras, mãe de todos os orixás e protetora dos lares e das famílias. Nossa Senhora dos Navegantes é sua representação católica. De acordo com o fotógrafo, ao contrário da festa em Salvador, na praia de Rio Vermelho, que atrai uma multidão de turistas, em Arembepe o ritual ainda conserva características muito antigas e tradicionais.  “É totalmente organizado pelos moradores e algumas pessoas participam da celebração há mais de 40 anos”, relata.

As imagens captadas por Zielonka documentam a festa nos anos de 2002 a 2006. “A maioria das fotos que levarei para a França já foi apresentada em exposição em Arembepe. Os quadros foram depois presenteados às pessoas da comunidade”, lembra. “Estabeleci uma relação de respeito e confiança com os moradores, que me convidaram para acompanhar o cortejo de barcos que levam as oferendas para o alto-mar,” ressalta. Como presente, Iemanjá recebe flores, perfumes, alfazema, colares, sabonetes, pentes, espelhos, bijuterias, entre outras oferendas. “A comunidade de Arembepe se prepara o ano todo para essa celebração. Tive o privilégio de ter o aval para documentar um ritual com tantos significados para a vida dessas pessoas”, conclui Zielonka.

Serviço:
A exposição acontecerá na Maison de L’amerique Latine
De 10 a 22 de novembro
Lyon – Rhône Alpes
France

Sobre André Zielonka:

Natural de Curitiba, André F. Zielonka é fotógrafo profissional há dez anos. Jornalista, trabalhou em jornais e revistas e, em 1999, mudou-se para os Estados Unidos em busca de estudo e de novas experiências fotográficas. Ao retornar para o Brasil, estabeleceu-se como fotógrafo profissional independente. É professor da Escola de Fotografia Omicron e da PUC-PR desde 2001. Durante esses anos, além de suas atividades como fotógrafo e professor, desenvolve os projetos Roda de Angola e a Mostra Caixola – projeções audiofotográficas.

Site/Blog do Fotógrafo: http://andrezielonka.blogspot.com

Fonte: http://www.paranashop.com.br/

FSM aborda impactos e disputas no território quilombola

“A política para os negros no Brasil e no mundo e os impactos causados no território quilombola” foi o tema de uma palestra ontem (29), na Universidade Rural do Pará (UFRA). A atividade reuniu entidades negras de todo o país, como a Associação das comunidades negras rurais quilombolas do Maranhão (Aconeruc-MA) e o Quilombo de Jambuaçú, do município paraense de Mojú.

Durante o evento o professor Kabemgele Munanga, que nasceu na República Democrática do Congo e que há 35 anos vive no Brasil e ministra as disciplinas de Antropologia e Relações Raciais na Universidade de São Paulo falou sobre a demarcação do território quilombola e das leis que legitimam a posse dessas terras, ressaltando que a questão é polêmica.

“Entre a lei e o cumprimento existe um abismo, apesar de em alguns estados as famílias já terem a titulação. Mas, existem cerca de 2000 comunidades quilombolas no Brasil e menos de 10% tem o registro das terras. Ter o registro da terra não resolve muita coisa porque faltam escolas, saneamento básico, energia elétrica e muitos já foram expulsos por falsos donos e vivem sob ameaças de empresários”, conta.

De acordo com Benedito Cunha, coordenador da Aconeruc-MA, nos anos 80 o governo federal desapropriou do município de Alcântara terras de 300 famílias de 10 comunidades, para a implantação de um centro espacial. Atualmente, existem 22 mil habitantes distribuídos em 162 comunidades quilombolas nas imediações do centro, que lutam para receberem o título das terras, já que existe o projeto para a construção de uma base para lançamentos de foguetes no local.

Benedito Cunha, Coordenador da Aconeruc, falou sobre a luta pelas terras das comunidades quilombolas do Maranhão:

“Várias famílias foram deslocadas para propriedades menores e inférteis e sem terem emprego tiveram que ir para a capital morar em bairros periféricos. Interditamos as obras da base, tirando as máquinas e o Incra já fez o levantamento e nos deu a possa das terras, mas nosso medo é que tenhamos que sair por causa dos impactos, já que o centro fica praticamente nos nossos quintais”, esclarece.

Benedito Cunha ressalta ainda que “a empresa responsável pelas obras da base culpa as comunidades quilombolas, dizendo que elas atrasam o desenvolvimento do país”. “O Roberto Amaral, que é dono da empresa binacional ACS, que surgiu por causa de uma acordo firmado entre o Brasil e a Ucrânia tem espaço na mídia para dizer que somos culpados pelo atraso nas obras, mas queremos apenas nossos direitos”, destaca.
 
 
Texto e Fotos: Emanuelle Oliveira
Jornalista e integrante da Cojira-AL

Fonte:  www.cojira-al.blogspot.com

Várzea Grande: Portadores de necessidades especiais jogam capoeira na Olimpíada Inclusiva

Durante a disputa da III Olimpíada Inclusiva, iniciada nesta terça-feira (21.08) em Várzea Grande, o público terá a oportunidade de presenciar que limitação física e mental é superada com muito esforço e dedicação. Inserida no projeto do governo Federal, o ‘Esporte e Lazer da Cidade’, a capoeira vem sendo utilizada como mecanismo de combate ao ócio em portadores de necessidades especiais, principalmente para quem tem síndrome de Down.
 
Na Olimpíada Inclusiva, evento realizado pela secretaria municipal de Educação e Cultura, os alunos da Escola Municipal “Antônio Salústio Areias”, localizada no bairro 15 de Maio, vão competir jogando capoeira. Responsável por esse novo método de inserção social e de atividade física aos deficientes de Várzea Grande, o mestre Masca comemora os resultados surgidos em pouco tempo de aula.
 
“Tem aluno que chegou com muita dificuldade de locomoção, agora, quase dois meses de aula pós-adesão à capoeira, já tem apresentado melhora em seu andar. É algo recompensador e que me motiva ainda mais a trabalhar nesse projeto. Eu vejo a capoeira não só como uma cultura afro-brasileira, mas como instrumento para a saúde física de milhares de pessoas”, ressalta o mestre.
 
O mestre Masca está gostando tanto de dar aula a um público especial que decidiu ampliar as aulas. Agora, além da Escola “Antônio Salústio Areias”, ele desenvolve também aula de capoeira para 37 alunos deficientes físicos no Centro de Habilitação Profissional (CHP) “Professora Célia Rodrigues”, localizado próximo ao cemitério municipal de Várzea Grande.
 
O coordenador do projeto ‘Esporte e Lazer da Cidade’ do núcleo Centro de Várzea Grande, Márcio Roberto, frisa que a procura pelas aulas de capoeiras aos deficientes têm sido grande e bem aceita pelas famílias dos alunos. De acordo com ele, o projeto do governo Federal em parceria com a prefeitura de Várzea Grande foi criado justamente como instrumento de inserção social, por meio de atividades desportivas em municípios e bairros carentes Brasil afora.
 
Fonte: O Documento – Várzea Grande, MT – http://www.odocumento.com.br

Capoeira Angola & Meio Século de Mestre Jaime

Homenagem Portal Capoeira aos 51 anos de Mestre Jaime de Mar Grande
 
A Capoeira do Vale do Paraíba tem duas grandes vertentes. Uma delas tem sua raiz no Cordão de Ouro de Mestre Suassuna, e chegou à São José pelas mãos do então jovem Everaldo Bispo – Mestre Lobão. A “outra capoeira” que chegou em nossa região veio para cá pelas mãos do Sergipano Paulo dos Anjos, carinhosamente chamado de Mestre Paulo. Como fruto de seu trabalho em São Paulo, mestre Paulo deixou diversos “anjinhos de angola” semeados pelo Vale, dentre eles os Mestres Jequié, o saudoso Josias, o Alcapone, Raimundinho, Vital e Reinaldo. Mestre Jequié, por sua vez, formou Mestre Dominguinhos, hoje um expoente angoleiro paulista que anda ensinando sua arte pela europa (França, Inglaterra & Alemanha).
 
Na Bahia, Mestre Paulo preparou diversos mestres, sendo um deles o Mestre Jaime de Mar Grande (que neste mês comemorou 51 anos). Sobre mestre Jaime, quem o conhece saberá que estou fazendo uma descrição completa. Pessoa simples no viver e sábio no conhecimento. Sempre viveu a Capoeira Raiz (Angola Mãe) dentro dos fundamentos que seu mestre lhe ensinou, sem se entregar aos modismos e sem se entregar ao mercantilismo como fizeram outros detentores dos saberes de nossa angola. Quando todos dizem que capoeira angola só tem uma forma de ser vivenciada e entendida, mestre Jaime é sincero em dizer que a Capoeira é de todos e para todos, não tem um único dono e não é “escrava” de ninguém. Mestre Jaime participou de uma oficina de Angola promovida por Mestre Marrom (Grupo Irmãos Guerreiros – Taboão da Serra – SP). O que aprendi em pouco mais de uma hora de oficina com Mestre Jaime, levaria anos, talvez décadas para aprender em “outras escolas”. Até porque, infelizmente, o que se percebe, pelo menos em São Paulo, é que as faces da Angola que nos foi ensinada principalmente no final das décadas dos 80 e início dos 90 (que acabou influenciando diversos grupos), foi de acordo com a conveniência de quem as ensinou. Temos em São Paulo excelentes trabalhos de angola, capoeiras “funcionais”.
 
Capoeira Angola & Meio Século de Mestre Jaime
 
Mestre Jaime, para a felicidade dos capoeiras paulistas e paulistanos, está há bom tempo na Terra da Garoa, e por aqui deverá ficar por pelo menos mais uma década. Acredito que será o tempo suficiente para ele semear muitos conhecimentos e sedimentar bons exemplos a serem seguidos. Mestre Jaime, que nossos Orixás estejam sempre em sintonia, e que tua permanência entre nós ultrapasse Mais Meio Século.
 
Miltinho Astronauta
Capoeira Angola NGOLO – São José dos Campos

Acre: Uma proposta social de capoeira

Manifestação da cultura afro-brasileira como instrumento para a inclusão social e para uma vida saudável
 
Contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o projeto “Uma Proposta Social de Capoeira”, realizado pelo Mestre Xandão, propõe a acesso a uma vida mais saudável e produtiva por meio da prática da capoeira. O projeto acontece a 15 anos, com uma história bem próxima à história da capoeira no Acre, construído em função de comunidades carentes, envolvendo principalmente adolescentes, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social. A Proposta Social de Capoeira consiste na promoção de aulas de capoeira, cursos, encontros e outros meios de formação a fim de difundir manifestações da cultura afro-brasileira e proporcionar aos envolvidos a capacitação para geração de renda a partir da cultura.
Segundo o realizador, o projeto exerce o papel de manter os atendidos longe da violência e dos perigos gerados pelo uso e/ou tráfico de drogas, livres do risco de contração de doenças geradas pelas condições sociais e econômicas desfavoráveis. “Prova disso é o fato que 15 dos instrutores que trabalham hoje na sede e nos núcleos existentes na cidade tiveram seu primeiro contato com a capoeira através dos projetos como esse”, explica Xandão.
 
Hoje, o espaço da Associação Cultural e Desportiva Cordão de Ouro – Acre / CDO-AC é uma referência para comunidades de baixíssima renda – a maioria absoluta de alunos é não-pagante. “Com isso buscamos continuamente meios para garantir o atendimento desse público cada vez mais crescente e que já se apropriou do lugar. A Lei Municipal de Incentivo à Cultura é uma alternativa para fortalecer o projeto”, diz.
 
Valorizando e preservando a cultura
 
O Mestre salienta que a capoeira e outras manifestações da cultura afro-brasileira, como os folguedos (maculelê, samba de roda, puxada de rede), as danças e os cantos, são cada vez mais usados como ferramentas sócio-educativas, para correção de males sociais perversos provocados pelas desigualdades, males esses que geram o preconceito, a intolerância, a violência, a exclusão. “A importância de nosso trabalho cresce por ter como eixo a promoção de ações que visam não só a inclusão social e o sucesso dos nossos alunos – desfavorecidos socialmente e em situação de vulnerabilidade social, mas também a preservação e a manutenção de bens materiais e imateriais da cultura afro-brasileira, cuidando para preservar suas características ideológicas, históricas e culturais por meio do uso do aprendizado e da valorização”.
 
As aulas e os ensaios acontecem nas terças e quintas-feiras, das 17h30 às 20horas e aos sábados, das 14h às 19horas, no espaço da Cordão de Ouro, localizado na Rua José de Melo, 448, no Bairro Bosque. Mais informações pelo telefone: 99780818.
 

Japão: Liga Japão de Capoeira

  • Informativo do Japão
     
    Foram Realizados as Primeiras Reuniões da Liga Japão de Capoeira 
Muito prazer meu nome e Renato Leão sou Prof. do Grupo Corrente Negra aqui no Japão e gostaria de informar no Brasil que ja tivemos duas reunioes estabelecidas uma no dia 02 /01/2006 na Região de Aichi Ken Nagoiya do qual foi estabelecida o Nascimento Da Liga Japão de Capoeira com Direcao de Paulo Rogerio Marques de Oliveira o Prof. Paulão do Grupo Mandinga e Vice Presidente o Prof. Renato Leão do Grupo Corrente Negra.
 
Estavam presentes na votacao os seguintes Dirigentes de Grupos : Mestre Vitor Do Grupo Wakonda, Contra Mestre Sílvio do Grupo Cais do Mar, Contra Mestre Moleza do Grupo Gaviões do Morro, Prof. Negao do Grupo Barauna, Prof. Alemao e Josef do Grupo Meninos da Bahia,rnProf. Eder e Felipe do Grupo Muzenza, Prof. Kenji do Grupo Garras de Ouro, Prof. Calunga do Grupo Guerreiros da Senzala, Prof. Trator do Grupo Marília Brasil,  Gilson, Panga entre outros presentes em seguida tivemos a segunda reunião que foi no dia 29 /01 /2006 na Região de Kansai e naquele presente momento foram discutidas pautas como:
 
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Mais um ano, mais uma volta ao mundo…

Mais um ano… mais um ciclo, nesta RODA… Roda da Vida… Roda Viva!!!
 
Um ano que passou e que sem dúvida irá deixar saudades…
Novos Amigos, novas experiências… novos desafios e novas conquistas… novas batalhas…
Um ano onde a "Capoeira" esteve sob as luzes do Holofote… com a produção de Mestre Bimba A Capoeira Iluminada.
Um ano onde a "Capoeira-informação" esteve mais do que nunca democratizada e difundida através das novas tecnologias e da internet.
Um ano onde a "Capoeira" chorou por perdas tão ilustres e queridas.
Um ano onde a "Capoeira" brilhou… e continuou a contagiar o mundo…
Um ano onde a "Mulher Capoeira" ganhou ainda mais espaço.
Um ano de Resgate… Parcerias… e Muito trabalho em prol da nossa arte!
Um ano de crescimento, de alegria, de interatividade, de aprendizagem, de troca e de paz…
 
E é neste contexto que agradeço!!!
 
todos os Amigos
   todos os Parceiros
       todos os Camaradas
   
… todos os envolvidos direta ou indiretamente para que a Capoeira tenha chegado aonde chegou…
 
aos que chegaram…
    aos que partiram…
        aos que ainda virão…
 
… todos os amantes desta nossa capoeiragem, praticantes ou não…
 
… Agradeço de coração aos Velhos Mestres!!!
         Sabedoria, experiência e muitas voltas ao mundo…
 
Agradeço em especial:
Mestre Decanio, um ídolo, um "Velho Mestre" e o grande responsável pelo qual norteio o meu trabalho.
Mestre Pinatti, pelas conversas… pela monumental simpatia e sabedoria.
Mestre Jaime de Mar Grande, pela amizade, pela confiança e pela responsabilidade.
Mestre Bola Sete, pela confiança, paciência e pela forma que trabalha pela Capoeira de Angola.
Mestre Pernalonga, um novo amigo, um "Jovem Mestre", consciente e coerente, que tive o prazer de conhecer e partilhar experiências.
Mestre Umoi, pelas conversas virtuais… e amizade.
Mestre Jeronimo, pela luta, pela Rod@ Virtual e pela amizade.
Miltinho Astronauta, pessoa impar, um amigo e parceiro na luta e no jogo da informação.
Maíra Hora, e a sua "Capoeira Mulheres"
Anderson Fetter "Coelho", pelas conversas, pela confiança e parceria
Mestre Wellington, camarada 100%, ligeiro, amigo e parceiro no Projeto
www.capoeirista.com.br
Mestre Squisito, pela amizade, trabalho e dedicação a capoeira
Contra Mestre Pernalonga, pela amizade e  pela forma acolhedora e carinhosa como o Grupo me acolheu no Cazuá.
Marcelo Lampanche, pelo jogo, pela amizade e companheirismo.
Gigante e Mestre Gavião, pela confiança e pela parceria no Portal Capoeira.
Pitter Deboian e Brandão, artesãos, camaradas e parceiros.
Mestre Gilvan, pela forma como vem abordando e encontrando novas vertentes para a capoeira e a 3ª idade.
Dorado e seus alunos, pela simpatia e camaradagem.
Bruno Souza "Teimosia", pelo trabalho e parceria em prol da capoeira.
Ratão e todo Grupo Negaça, pelas trocas… amizade e parceria.
Eulálio Cohin, amigo e camarada, responsável maior pela entrevista do Mestre Bola Sete ao nosso site.
Luizão, pela amizade, pelo convite e pela simpatia.
Tulio "Tubarão", pela parceria e pela forma como vem se posicionando e estudando a capoeiragem
Marta Salles, pela amizade e hospitalidade
Luiz Fernando Goulart, pela amizade, parceria e confiança
 
Ao Pessoal do Irmãos Guerreiros, em especial para o Cazuá
Ao pessoal do Angoleiro Sim Sinhô
Ao pessoal do Semente do Jogo de Angola
Ao pessoal do Berim Brasil, em especial pra Monise, Wandola e Furkilha.
Ao pessoal da Topazio, em especial ao Prof. Iram e Hudson.
Ao pessoal da FUMEB
Ao pessoal da Lumen Produções (Mestre Bimba A Capoeira Iluminada)
Ao pessoal da CDO, em especial ao Mestre Flavinho Tucano.
Ao pessoal do Abada, em especial pro Mestrendo Morcego, Peixe Crú e Tucano Preto.
Ao pessoal da Capoeira Nação, em especial para o Grande.
Ao pessoal do Munzenza
Ao pessoal do Senzala, em especial meus amigos CM Flavio e CM Ulisses.
Ao Pessoal do Tendal da Lapa, em especial ao Somaterapeuta e capoeirista Rui Takeguma.
 
Um agradecimento todo especial a minha mulher Gisele e ao meu filho Lucca, pela paciência e compreensão, pelo tempo que não partilhei ao lado deles para poder estar ao lado da capoeira.
 
Aos meus alunos, pela dedicação, amizade e pela vontade de apreender e compreender a capoeira
Feliz Natal e um excelente novo ano, repleto de paz e capoeiragem!!!
Muito axé!
Luciano Milani

“A CAPOEIRA COMO ELEMENTO DE CULTURA”

A compreensão da condição histórica do povo brasileiro, em toda sua plenitude, vincula-se ao entendimento dos sistemas econômico-sociais que caracterizaram e caracterizam o Brasil. Os porquês básicos desta condição referida, a trajetória e os grandes momentos da própria constituição do povo brasileiro perpassa pela questão cultural.

Esse assunto é aparentemente óbvio, mas, na realidade constitui verdadeiro bulício, por ocupar uma enorme dimensão. É portanto, uma questão que exige problematização com busca de pressupostos teóricos e explicativos para que não se fixe no senso comum e se depare com conceitos destituídos de conteúdo.

A dificuldade em analisar a cultura no Brasil começa com as divergências de vários estudiosos do tema sobre o que esta expressão abarca especificamente, tornando-se inevitável sua delimitação conceitual.

Segundo o linguista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira:

" Cultura é o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidas coletivamente, e típicas de uma sociedade. É um conjunto de conhecimentos adquiridos em determinado campo." ( FERREIRA, 1.997: 156 )

A perspectiva marxista trata a cultura homogeneamente como ideologia. Já a concepção gramsciana de ideologia tem uma abordagem flexível do fenômeno da cultura, uma vez que não reduz todo o imaginário das classes à subserviência ou alienação.

Na perspectiva gramsciana Marilena Chauí em " Conformismo e Resistência" (1.986) apresenta um conceito de cultura que se incorpora a oposição da subserviência às estratégias de contra-poder:

"…expressão dos dominados, buscando as formas pelas quais a cultura dominante é aceita, interiorizada, reproduzida e transformada, tanto quanto as formas pelas quais é recusada, negada e afastada implicitamente ou explicitamente, pelos dominados. Procuraremos abordá-lo como manifestação diferenciada que se realiza no interior de uma sociedade que é a mesma para todos, mas dotada de sentidos e finalidades diferentes para cada uma das classes sociais. Consideraremos os processos em que as diferentes classes sociais se constituem como tais pela elaboração prática e teórica, explícita ou implícita, de suas divergências, de seus antagonismos e de suas contradições" ( CHAUÍ, 1.986:24 ).

Assim, a cultura popular deve ser percebida como um complexo que atua dentro de uma cultura maior ( dominante ), mesmo que seja enquanto resistência cultural.

Na prática cotidiana podemos perceber a cultura pelas seguintes formas:

" A cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de culturas diferentes usam lentes diferentes e, portanto, têm visões desencontradas das coisas" ( LARAIA,1.983:50 ).

Ou seja,

" Todos os homens são dotados do mesmo equipamento anatômico, mas a utilização do mesmo ao invés de ser determinada geneticamente depende de um aprendizado que consiste na cópia de padrões que fazem parte da herança cultural do grupo" ( LARAIA,1.983:54 )

Nesse sentido, a cultura condiciona a visão de mundo do homem.

A cultura pode interferir no aparato anatômico, como exemplo podemos mencionar a valorização de um comportamento individual em detrimento de um coletivo, ou a satisfação de necessidades básicas.

Todas as culturas possuem divisões de tarefas de acordo com a situação do indivíduo: sexo, idade, raça, condição social, etc., isso caracteriza a participação dos indivíduos diferentemente de sua cultura. Para exemplificar não poderíamos deixar de mencionar os " ritos de passagem" que são cerimônias que marcam diversas passagens na vida social, inclusive a que ocorre da infância para a vida adulta.

Cada cultura possui uma lógica própria, que deve ser buscada por quem a observa.

A cultura é dinâmica:

" Cada sistema cultural está sempre em mudança. Entender essa dinâmica é importante para atenuar o choque entre gerações e evitar comportamentos preconceituosos. Da mesma forma que é fundamental para a humanidade a compreensão das diferenças entre os povos de culturas diferentes, é necessário saber entender as diferenças que ocorrem dentro do nosso sistema. Este é o único procedimento que prepara o homem para enfrentar serenamente este constante e admirável mundo novo do porvir" ( LARAIA,1.983:80 )

Nesse contexto surge a Capoeira, enquanto cultura de resistência, uma dança-luta que foi sistematizada e incorporada por padrões formais didáticos e pedagógicos, é ensinada em academias como uma apropriação formal e descentralizadora da resistência enquanto cultura.

 

" O escravo se mostrava evidentemente superior na luta corpo a corpo na capoeira, explicavam os da escolta, que diziam saber aplicar um jogo estranho de braços, pernas, cabeça e tronco, com tal agilidade e tanta violência, capazes de lhe dar superioridade estupenda. Espalhou-se, então, a fama do "jogo do capoeira", que ficou sendo a capoeiragem "( MARINHO, 1.980:66 )

 

" Comumente, o surgimento da Capoeira Regional tem sido identificado com o processo de descaracterização das tradições populares, na dinâmica de sua apropriação pelas classes dominantes. Assim, a Capoeira Regional já foi interpretada como uma adaptação "(…) que permitia uma melhor participação do branco, menos flexível (…) e portanto com mais dificuldade para a execução dos movimentos que são exigidos no jogo Angola" ( TAVARES,1.984.104 ). Outros mais enfáticos, afirmando que o processo de inserção da capoeira nos estratos sociais superiores, iniciado com Mestre Bimba e reforçado pela folclorização da prática pelos órgãos de turismo de Salvador, teria produzido uma capoeira que em certas situações se apresenta " totalmente prostituída " ( REGO, 1.968:362 ). Assim, interpretações dessa natureza tendem a considerar, de uma perspectiva nostálgica, a trajetória histórica da capoeira como um " embranquecimento " ( VIEIRA, 1.995:13-14 ).

 

No Brasil as concepções historiográficas da Revolução de 30 e os processos sociais que engendrou fizeram surgir as classes médias urbanas, também agentes sociais, produtores de ideologia que interferiram na formação da cultura, caracterizada pelo pensamento político enquanto expressão de um ideário de legitimação de uma cultura imposta, a sociedade é permeável à legitimação do Estado.

Deu-se a reestruturação dos valores, dos padrões de cultura, à partir daí afloraram variados níveis de expressão do imaginário popular que passaram a atuar como elementos da cultura organizada socialmente.

O Brasil conta com a influência de ameríndios, europeus e africanos em todos os setores de suas manifestações culturais, desde o vestuário, linguagem, músicas, danças, vida familiar e trabalho, alimentação e até mesmo a forma mística de ver o mundo.

A capoeira é também fruto dessa influência africana, trazida pelos negros africanos e hoje está associada aos valores consensuais da sociedade, emergente do pluralismo cultural brasileiro.

Esse estudo fica então caracterizado pela reflexão e resgate da memória cultural do nosso povo, repensando a capoeira enquanto elemento folclórico e cultural originado da fusão de diversas culturas.

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORNHEIM, Gerd. O Conceito de tradição .in Cultura Brasileira: tradição/contradição. FUNARTE. Rio de Janeiro. 1.987.

CHAUÍ, Marilena. Conformismo e Resistência. Aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo , Brasiliense, 1.986.

FERREIRA, Aurelio . Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1.997.

LARAIA , Roque. Cultura. Um Conceito Antropológico. Rio de Janeiro. Zahar, 1.995.

LOPES, Helena. Negro e Cultura no Brasil. Rio de Janeiro. Unesco.1.987

LOPES, Nei. Bantos, Malês e identidade Negra. Rio de Janeiro. Forense. 1.988.

MARINHO, Inezil. Introdução ao Estudo do Folclore Brasileiro.Brasília: Horizonte, 1.980.

VIEIRA, Luiz Renato. O Jogo da Capoeira. Rio de janeiro. Sprint. 1.995

http://bahia.port5.com/terreiro/

O PAPEL DA LUTA REGIONAL BAIANA

Em lugar do "Cinturão de Campeão"… o título de Doutor!

Durante a terceira década deste século, isto é, em torno dos 7 anos de idade, comecei a tomar conhecimento das dificuldades encontradas pelas atividades culturais africanas em Salvador.
Apesar da mestiçagem da minha origem sangüínea (indígena, africana, portuguesa e italiana) a linhagem cultural era nitidamente branca e pude perceber a repulsa sutil dos mais velhos aos costumes populares afro-brasileiros.

Os baianos aceitavam de bom grado a presença dos quitutes africanos na dieta e o trabalho humilde dos descendentes dos africanos, porém olhavam enviesado as suas manifestações culturais.
A proscrição à prática dos costumes e religiões africanas era evidente no samba, considerado como prática de malandros, marginais e desocupados e, sobretudo, na perseguição feroz ao candomblé e à capoeira.
Na revolução de 30 tomei conhecimento da fuga do temido Pedro Gordilho, feito temeroso pelo seu afastamento de cargo de Chefe de Polícia pelos revolucionários e pela consciência da injusta e desumana perseguição aos populares de Salvador e às suas manifestações culturais.

O fato foi mais notável aos meus olhos porque ouvi os fuxicos de haver o Comando da Região Militar encarregado meu pai da guarda, proteção e remoção do assustado ex-algoz do alcance da justa represália almejada pelas vítimas dos seus abusos de poder.
As referências desairosas Lídio, por ser tocador de pandeiro e sambador do largo da Saúde e a outros "malandros, desordeiros e desocupados", boêmios.

E as restrições se estendiam ao genial Dorival Caymi, cuja paixão pela música do nosso povo, à falta de transporte mais cômodo, o conduzia à pé para Itapoan a fim de cantar e tocar com os pescadores, donde surgiram suas maravilhosas criações de tonalidade iorubana, que era considerado companhia inconveniente ("mau exemplo", capaz de desencaminhar os mais jovens…) até para seu irmão mais moço Osvaldo, meu vizinho e companheiro de infância, em face da boêmia e intimidade com os costumes afro-brasileiros.
Ainda hoje oiço a vendedora apregoando, "mercando" dizíamos então, pontualmente às dez horas da noite pelas ruas da Saúde e do Godinho, seu canto de venda "Iê-êêê… acarajé…" com seu sotaque iorubano…

Este contraste entre a aceitação da culinária e recusa das manifestações culturais africanas modificou-se após a revolução de 30, graça à chegada a Salvador de dois cearenses, transformados em admiradores dos costumes africanos graças à capoeira e ao carisma de Manoel dos Reis Machado, Bimba.
Cisnando Lima, apaixonado pelas artes marciais, veio para Salvador a fim de estudar medicina, trazendo o desejo de aprender capoeira, cantada em verso e prosa nas lendas em sua terra natal. Aqui chegando permaneceu na vizinhança do Interventor Ten. Juracy Montenegro Magalhães, a quem devemos a grande revolução social que reconheceu a cultura africana como legítima em todas as suas manifestações, especialmente a capoeira e candomblé.

Cisnando que privava da intimidade do Interventor Juracy Magalhães, de cuja guarda pessoal tomava parte, propiciou uma demonstração privada de capoeira de Bimba e seus alunos ("brancos" , os acadêmicos e "do mato") que provocou a admiração, o respeito e a consideração da autoridade máxima do nosso estado pelo nosso Mestre e pela Capoeira, abrindo o caminho para a demonstração posterior para o Pres. Getúlio Vargas, a qual iniciou a fase final da integração da cultura africana em nosso país.
Assim é que Bimba, através Cisnando chegou a Juracy, que conduziu Bimba e seus alunos a Getúlio, que legalizou a capoeira, reconhecendo-a como a luta nacional brasileira, oficializando posteriormente a sua prática através o Ministério da Educação.
A aceitação da capoeira como prática legal deve-se portanto ao trabalho e ao carisma de Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba, o instrumento que iniciou a derrubada dos preceitos e preconceitos contra as manifestações culturais negras.

E pela entrada aberta pelo nosso Mestre com a ferramenta social da capoeira saíram da ilegalidade todas as demais práticas festivas, religiosas, profanas e desportivas afro-brasileiras. Inicialmente a liberação, mediante permissão da autoridade policial das manifestações culturais festivas e religiosas, ainda com limitação de horário (encerramento até às 22:00 horas) para o candomblé sob pretexto da perturbação do silêncio, sendo incluídas nesta mesma categoria todas as demais atividades similares.
Um passo importante na implantação da democracia em nosso país. Desde que a verdadeira democracia é baseada na igualdade de direitos e deveres entre homens unidos pelo respeito mútuo e amor fraterno.
Deste modo Bimba é um marco histórico tão importante quanto o Zumbi dos Palmares na evolução social da cultura negra na sociedade brasileira e da modernização da sociedade brasileira iniciada com a revolução de 1930.
Estes importantes fatos sofreram modernamente uma multiplicação pela atividade dos mestres contemporâneos que levaram a todos os recantos do nosso país e ao resto do mundo a mensagem libertadora e democratizante da capoeira.

É importante enfatizar que a despeito da evolução da dinâmica da "regional", acompanhada lenta e progressivamente pela turma de angoleiros, ao lado da modificação do conteúdo literofilosófico dos cânticos pela adaptação aos meios culturais em que foi implantada, à própria personalidade dos mestres contemporâneos e ao momento histórico atual do país e do mundo, o toque de berimbau mantém constante o axé da capoeira fazendo de cada capoeirista uma unidade no conjunto harmonioso da Capoeira.
Deste modo cada canto de capoeira é um hino de liberdade, de igualdade e de fraternidade, diriam os revolucionários franceses.

Salve Bimba!
Paladino da raça negra!
Libertador da cultura africana!