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Capoeira muda a vida de crianças, jovens e adultos na periferia de Petrolina

Foi a necessidade de ajudar a comunidade onde vive que incentivou Frank Torres a desenvolver um projeto social; a iniciativa tem dois meses e já atraiu mais de 20 alunos.

No Sertão pernambucano, um mestre dedica parte de seu tempo para ensinar crianças, jovens e adultos, da periferia de Petrolina, os segredos e as lições da capoeira. Foi a necessidade de ajudar a comunidade onde vive que incentivou Frank Torres a desenvolver um projeto social.

“A capoeira não é muito valorizada aqui em Petrolina e eu quero mudar isso. Ajudando o próximo, acho que todos nós nos sentimos realizados pessoalmente”, conta o mestre de capoeira. A iniciativa tem apenas dois meses e já atraiu mais de 20 alunos.

O trabalho é voluntário, mas traz um lucro imenso para quem ensina e para quem aprende.

“A capoeira é uma dança muito bonita. Ela transformou muito a minha vida. Me tirou das brigas nas ruas, de fazer maldades.

Hoje estou aqui na capoeira, fazendo muitas coisas”, conta o aluno Álvaro, de apenas 10 anos.

 

Fonte: pe360graus.com

Acre: “Eu Pratico o Melhor Esporte do Mundo: Capoeira”

Projeto existente há dez anos leva o esporte para a periferia de Rio Branco

Aconteceu nessa quarta-feira, 1, o lançamento do projeto “Eu Pratico o Melhor Esporte do Mundo: Capoeira”, na Paróquia Cristo Libertador. O projeto existe há cerca de 10 anos e possui um grande legado de capoeiristas, todos oriundos da periferia de Rio Branco. A iniciativa foi financiada pela Fundação Garibaldi Brasil e cerca de 80 alunos serão contemplados pelo projeto.

O objetivo do projeto é proporcionar aulas de capoeira três vezes por semana para jovens e adultos da comunidade, além de contribuir no processo educacional, religioso e cultural do público alvo, trabalhando valores sociais a esta prática popular, como cidadania, coletividade, solidariedade, parceria, afetividade, respeito, disciplina, organização e responsabilidade. Os alunos também serão contemplados com uniformes e incluídos no batizado.

Assim como todos os anos acontece, este ano a capoeira já iniciou seu plano de aula de 2010 na Paróquia Cristo Libertador, de forma voluntaria, já que os projetos só cobrem seis dos 11 meses de trabalho. O projeto é uma forma de garantir sua continuidade e nos últimos anos vem ganhando credibilidade por sua seriedade e importância junto à sociedade.

“Queremos também garantir um maior numero de alunos treinando na paróquia, contemplando-os com uniformes, camisas e cordas, e fazer a inclusão deles no batizado”, conta Ithamar Silva Souza, presidente da Liga Acreana de Capoeira. O batizado é uma festa promovida todos os anos de forma coletiva, tendo em vista que os grupos participam.

 

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/

Reeducação Alimentar e Qualidade de Vida

Qualidade de vida Curso é uma parceria entre a Associação Capoeira na Periferia e duas nutricionistas

A Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia fechou parceria com as nutricionistas Maria das Graças Carvalho de Souza e Flávia Granato, formadas pela Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba – para realização de cursos de reeducação alimentar, destinado a crianças, jovens e adultos.

“Reeducação alimentar é para a vida inteira e o curso tem por objetivo atingir a melhoria da saúde, proporcionando melhor qualidade de vida às pessoas que aprendem a se alimentar de maneira correta e na hora certa”, explica Maria das Graças.

A metodologia do curso vai empregar folder informativo, filme, teatro e oficinas diversas, como do uso de ervas que podem substituir o sal, o cozimento de legumes e o resgate dos chás do tempo das nossas avós. “A duração do curso será de seis meses, com sala de no máximo de 50 participantes que também poderão sugerir temas durante as aulas”, diz Flávia Granato. A nutricionista ressalta que a alimentação tem relação direta com algumas doenças, como a hipertensão e a obesidade, e a oficina vai também tratar dessa pauta.

“Em se tratando de nutrição, tudo pode, desde que se saiba dosar. Até água em excesso é prejudicial, é preciso buscar o equilíbrio, conhecer os alimentos, fraccionar as refeições”, ensina Maria das Graças. Ela observa que os casos de desnutrição em crianças, que eram tão comuns, se transformaram em um número muito elevado de obesidade, relacionado à maneira errada de se comer, à vida sedentária e outros fatores. “O que vemos hoje são doenças em crianças, como o colesterol alto, que não existia antigamente”, diz a nutricionista.

Para as profissionais, a reeducação alimentar para dar resultado e chegar a quase 100%, toda a família deve participar. “Reeducação é para todos, indiferente de quantos quilos você tem quer reduzir”.

As inscrições para o curso poderão ser feitas às segundas, quartas e sextas, a partir de segunda-feira, dia 26, no horário comercial, na sede da Associação Capoeira na Periferia, avenida 31 de Março, 2213, no Jardim Pacaembu. O telefone é 3035-3329. O coordenador da entidade, José Manoel do Nascimento, informa que o curso é gratuito para as crianças matriculadas na Associação e será cobrada uma taxa de R$ 25,00 para as demais pessoas interessadas.

OUTRAS INSCRIÇÕES.

A Associação Capoeira na Periferia, fundada em 1999, passa a contar com o trabalho do sociólogo Edy Carlos de Souza como coordenador de projetos. Atualmente estão abertas as inscrições para o curso de capoeira, em diversos horários; aulas de ginástica para adultos, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras; e aulas de hip hop, pop e black.

SERVIÇO

Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia
Avenida 31 de Março, 2213, Jardim Pacaembu
Telefones: 3035-3329 e 8116-5461

 

http://www.gazetadepiracicaba.com.br

Quinta edição do Tambor Falante discute “Censo 2010 e periferia”

Infelizmente, o racismo tem se escondido em discursos “sutis” e encontra-se presente em nosso cotidiano. É comum ouvirmos as pessoas chamarem negros de “moreninhos”, como se fosse mais “aceitável” ou menos “feio” para a pessoa. Além disso, ainda tem as piadinhas “inocentes” que só ajudam a consolidar uma cultura inconsequente e que acredita na “democracia racial”, ou seja, extremamente contrárias as ações que promovam o respeito e a garantia de direitos aos diferentes.


Os afrodescendentes (negros e pardos) são a maioria no país com 50,6% da população, mas tem muita gente espalhada por esse mundão que tem vergonha de suas origens, e o que ainda pior desconhece sua própria história. O Censo 2010 irá avaliar a realidade dos brasileiros, e em cada residência os entrevistados responderão um extenso questionário, inclusive, sobre a cor da pele, etnia, crença religiosa e opção sexual.


O Tambor Falante – ciclo de debates fortalece a reflexão crítica sobre a pesquisa demográfica que acontecerá em toda a América Latina, é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô em parceria com a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro. Desta vez, abordará o tema “Censo 2010 – Negritude e Periferia”, e o local escolhido para a quinta edição do projeto foi a comunidade que vive ao lado do lixão de Maceió.


A concentração para o evento será às 14h na sede do Ponto de Cultura Guerreiros da Vila/Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb), em seguida, os participantes seguirão em caminhada até o espaço cultural da Vila Emater II localizada no Sítio São Jorge onde serão executadas as trocas de opiniões, propostas e experiências. Mais informações sobre o evento: (82) 9119-5730 / 8893-9495 / 9999-1301.


O objetivo é ampliar a discussão junto com os diversos segmentos afros, além de garantir a conscientização sobre a importância dos dados coletados e contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que posteriormente podem servir de subsídio na elaboração de políticas públicas adequadas aos diversos segmentos sociais.


Os moradores das periferias são secularmente vítimas da marginalização, há locais que nem os agentes de endemias conseguem entrar, devido ao forte tráfico de drogas ou por puro preconceito. Será que os recenseadores conseguirão aplicar a pesquisa nesses locais? E as pessoas que moram nas tribos indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos da reforma agrária estão esclarecidas sobre o censo e serão realmente ouvidas? E os que irão aplicar os questionários estão preparados?! Continuaremos pensando sobre o assunto e buscando novos avanços. Axé!


Fonte: Coluna Axé / Tribuna Independente – 26.01.10

Capoeira, bancários e Flauta Doce em Piracicaba

Uma parceria entre o projeto Capoeira na Periferia e o Sindicato dos Bancários de Piracicaba vai levar toda a magia do Natal às agências bancárias da cidade, entre os dias 11 e 23 deste mês, por meio de apresentações musicais realizadas por um grupo de 25 crianças e jovens do curso de flauta-doce.

As apresentações, de aproximadamente 30 minutos cada, terão um repertório de 15 músicas selecionadas pelo professor do curso de flauta-doce, maestro Alexandre Menegale, que também coordena o coral do projeto, composto de 50 integrantes. Ele conta que o objetivo da atividade cultural, batizada de Um Toque de Natal, é exatamente tocar o coração das pessoas por meio da música. "O Natal mexe com as pessoas, desperta os mais nobres sentimentos", observa.

Já o coordenador do projeto Capoeira na Periferia, José Manoel do Nascimento, relata que a experiência será uma troca entre público e os músicos. "De um lado as nossas crianças, que aprendem atividades esportivas e culturais o ano todo e, agora, têm a chance de mostrar um pouco desse trabalho para as pessoas e, do outro, bancários e clientes que serão tocados pelo espírito de Natal", comenta. O coordenador também relata que o objetivo maior é sensibilizar a sociedade e provar que a música pode ser um antídoto contra ações anti-sociais. "Nosso maior sonho é conseguir doações de instrumentos para a formação de uma banda musical, e o primeiro passo para isso são essas apresentações que estão sendo viabilizadas por patrocinadores e pelo Sindicato dos Bancários".

O agendamento das apresentações foi feito pelo sindicato, que é um dos apoiadores do projeto. O presidente da entidade, José Antonio Fernandes Paiva, disse que o Capoeira na Periferia é um exemplo de ação social que merece ser reconhecida publicamente. "São várias frentes de atuação que passam por atividades esportivas, culturais e até profissionalizantes. Apesar de todas as dificuldades estruturais, consegue atender a quase 400 crianças e jovens da nossa comunidade", ressalta o sindicalista.

Um Toque de Natal irá percorrer, além das agências centrais, também os bancos instalados nos bairros da cidade. Organizações de Piracicaba e região, interessadas em apresentações especiais, podem manter contato, pelos telefones (19) 3035.3329 e 8116.5461.

Bauru: Periferia em ação – Capoeira & Cidadania

Fortunato, Jaraguá e Santa Edwirges unem forças para combater as mazelas sociais
Para lutar contra os estigmas da violência, da criminalidade e da miséria que “rotulam” a periferia de modo geral, o Núcleo Fortunato Rocha Lima, o Parque Jaraguá e o Parque Santa Edwirges, três bairros da zona norte de Bauru, resolveram unir forças.
Suas associações buscam, na ajuda mútua, a saída para os problemas socioeconômicos que atingem a população da região. Além dos programas desenvolvidos pelo poder público, o trabalho só é possível com iniciativas da própria comunidade.
 
Quem faz a diferença são pessoas como as irmãs Lidiane Silva Pereira de Oliveira, 25 anos, e Leda Maria Pereira, 26. Juntas, elas coordenam o projeto Anjos da Roda, que oferece aulas de capoeira a 36 crianças e adolescentes carentes do Fortunato Rocha Lima e de bairros vizinhos.
Lidiane (ou Diane Queixada, sua identidade como professora de capoeira), conta que a inspiração para o projeto, iniciado em maio de 2004, foi Wayslan Carlos Lopes, 16 anos. “Na época, comecei a dar aulas particulares de capoeira no bairro e o Wayslan ficava assistindo, com vontade de participar, mas não tinha condições de pagar” relembra a estudante do último ano de educação física.
 
Como outros meninos também mostraram interesse, Leda sugeriu a criação do Anjos da Roda. “Por que ficar esperando o governo quando também podemos contribuir para um futuro melhor?”, diz ela, que auxilia Diane na coordenação do Grupo de Capoeira Pau Pereira.
 
Wayslan e outros beneficiados agradecem. Há cinco anos na capoeira (e há 11 no Fortunato), ele achava que nunca iria conseguir jogar igual às outras pessoas. “Agora, consigo fazer vários movimentos bonitos. Me orgulho de ser capoeirista”, diz.
 
O desenvolvimento do adolescente, porém, vai além do esporte. “Antes, eu só bagunçava e brigava. A capoeira me ensinou a ter mais paciência e disciplina”, comenta Wayslan, que sonha em fazer faculdade de educação física e se tornar mestre de capoeira.
 
Para compartilhar esse bem-estar, Wayslan incentivou pessoas como Willian Aparecido Pereira da Silva, 14, a participar do projeto. Willian, por sua vez, levou o irmão, Lucas Vinicius Antonio, 10.
 
Para Willian, que há cinco anos vive no Fortunato, a capoeira serve como um “analgésico” para as dificuldades financeiras e emocionais de sua família – principalmente o alcoolismo dos pais. “A capoeira faz a gente esquecer um pouco os problemas. Me dá alegria e me ajuda a acreditar que o futuro pode ser melhor”, afirma. Lucas completa: “A gente fica mais esperto. Me divirto”.
 
Francine Dagmar Regina Pereira, 11 anos, também se diverte. Tanto que diz que, quando a aula acaba, às sextas-feiras, já vai embora com saudade. E ela quer levar essa alegria adiante. “Quero ser mestre de capoeira para também dar aulas a outras pessoas carentes. Penso em ser veterinária também.”
 
Para Diane Queixada, que participa de mais três projetos sociais em outros bairros de periferia, o desenvolvimento de seus alunos é a melhor gratificação. “É a paixão pela capoeira e o bem-estar desses jovens que motiva minha dedicação”, diz.
 
Para preencher as 50 vagas disponíveis, Diane e Leda estão com inscrições abertas para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos. Os interessados devem ir acompanhados dos pais à rua João Prudente Sobrinho, sem número, na quadra poliesportiva (emprestada) do projeto Girassol, às sextas-feiras, das 19h às 21h. Mais informações pelos telefones (14) 9748-9871 ou 9134-4911.
 
Agente Jovem motiva Rodrigo
 

Há dois meses, jovens dos bairros Fortunato, Jaraguá, Nove de Julho, Parque Roosevelt e Santa Fé contam com o programa Agente Jovem, desenvolvido pela Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social) em parceria com o governo federal.
 
A iniciativa, porém, partiu de Alcides Augusto Mendonça Júnior, 43 anos, presidente da creche-berçário São José, que divide espaço com o “barracão” do Agente Jovem. De segunda a sexta, pela manhã, 25 adolescentes têm aulas de pedagogia, dança, artes plásticas, educação física e biologia, além de receber bolsa de R$ 65 por mês se a freqüência for maior que 75%.
 
Para Rodrigo da Silva, 15 anos, a bolsa é mais do que um incentivo. É com o dinheiro recebido do programa, somado a alguns “bicos”, que sua família sobrevive. Ele mora no Fortunato com a mãe e uma irmã de 18 anos, mas as duas estão desempregadas. “Na última entrevista de trabalho que minha mãe fez, já estava tudo certo, mas quando ela disse que morava no Fortunato, perdeu a vaga”, conta, com lágrimas nos olhos.
 
Rodrigo vê no programa a chance de um futuro promissor. “É importante o que aprendemos aqui”, diz ele, que sonha em ser jogador de futebol e se espelha em Ronaldinho Gaúcho.
 
Futsal diminui preconceitos
 
“O futsal me ajudou a ser menos preconceituosa, a ter mais respeito pelas pessoas e a estudar melhor.” É dessa forma que a estudante Melanie Andreza da Silva, 14 anos, define a importância do projeto Criança Não Trabalha, Criança Dá Trabalho.
 
Realizado há três anos por Genival Francisco da Silva, presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges, em parceria com a Semel (Secretaria Municipal de Esportes e Lazer), o projeto visa oferecer lazer a crianças e adolescentes carentes do próprio bairro e vizinhos. “O objetivo é ocupar a criançada, principalmente durante as férias escolares, e ampliar a convivência delas com pessoas de outros bairros e classes sociais por meio dos campeonatos que realizamos”, explica Silva.
 
Segundo ele, o projeto prevê também atividades educativas e culturais. “Ainda estamos ‘engatinhando’ e, para isso, são necessários voluntários.”
 
Programa ajuda jovens no primeiro trabalho
 
Se conseguir o primeiro emprego é algo difícil para a maioria das pessoas, o desafio é ainda maior para quem vive na periferia. “Isso fecha portas. Infelizmente, quem mora em bairros periféricos enfrenta todo tipo de preconceito”, afirma Benedito Domingos da Silva, o Benê, uma espécie de relações públicas da Associação de Moradores do Parque Jaraguá.
 
Para melhorar a colocação no mercado de trabalho de jovens do Jaraguá e bairros vizinhos, a associação acaba de firmar uma parceria com o Cecape (Centro de Capacitação Profissional do Estudante), uma empresa de RH de Campinas. “Vamos trabalhar em conjunto com empresários da cidade para dar oportunidade de estágio principalmente a estudantes de comunidades carentes”, afirma Willer Moreira, gerente comercial do Cecape. Inicialmente, há 30 vagas disponíveis para jovens a partir de 16 anos – do ensino médio ao superior.
 
Uma das metas é utilizar a mão-de-obra formada pelo programa Primeiro Emprego, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Estado nas unidades do NAF (Núcleo de Apoio à Família) nos parques Jaraguá e Real.
 
Para Joice Aparecida de Oliveira, 17 anos, uma das primeiras a garantir uma vaga, o estágio na padaria Copacabana vem em boa hora. Formada no curso Primeiro Emprego no início deste ano, no Jaraguá, ela começou a trabalhar há duas semanas e comemora a possibilidade de ajudar no sustento da família – vive com a mãe, o padrasto e as duas irmãs. “Trabalhar é ter responsabilidade e lutar por uma vida melhor”, diz ela, que pretende ser pedagoga.
 
Vanderléia dos Santos Silva, 17, sequer concluiu o curso do Primeiro Emprego e já começou a trabalhar na loja PoliBrasil Modas na semana passada. “Trabalho como repositora, atendente e vendedora. Estou aprendendo bastante coisa”, conta. Com o salário, quer auxiliar nas despesas da família e guardar dinheiro para fazer faculdade de administração.
 
"Deveriam conhecer a periferia"
 
Apenas um mês após se formar no curso do Primeiro Emprego em julho do ano passado, Thiago Rafael da Silva Remoardo, 16, conseguiu uma vaga de auxiliar administrativo na editora Alto Astral. “Estou aprendendo muita coisa. É importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”, comenta.
 
Segundo ele, o trabalho o ajudou também a descobrir sua vocação: quer fazer administração de empresas. Para isso, leva a sério as aulas do 2º ano do ensino médio, na Escola Estadual Professor Ayrton Busch. “Quero me tornar um grande profissional”, diz.
 
Se vê como obstáculo o preconceito que atinge a comunidade da periferia? “O que vale não é a localização do bairro, e sim os moradores. Todo lugar tem problema. As pessoas deveriam se desarmar e conhecer melhor a periferia. Com certeza, não é tudo de ruim que dizem”, afirma.
 
Iniciativa põe comida na mesa
 
Do Parque Roosevelt até o Jaraguá, a dona-de-casa Claudinéia da Silva Messias do Santos, 27, calcula andar quase uma hora – mas compensa. A longa caminhada é em busca de alimentos, cedidos pelo projeto Dê Pão a Quem Tem Fome e Água a Quem Tem Sede, organizado pela Associação de Moradores do Jaraguá em parceria com a 5ª Igreja Presbiteriana Renovada – não há restrição religiosa ao público atendido.
 
Claudinéia vive de aluguel com os três filhos e o marido, servente de pedreiro. A família sobrevive com R$ 400. “Mal dá para pagar as contas. Há cinco meses, estamos sem energia elétrica. São esses alimentos que colocam comida na mesa para os meus filhos”, diz Claudinéia, beneficiada pelo projeto há um mês.
 
Em andamento desde dezembro do ano passado, por meio de uma parceria com o Banco de Alimentos da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o projeto acaba de ganhar o reforço das doações do supermecado Superbom. Há pouco mais de um mês, o número de famílias atendidas passou de 250 para 350. Por dia, 600 quilos de legumes, verduras e frutas são distribuídos. Cada família recebe 10 quilos de alimentos, uma vez por semana – além da sopa servida às quintas-feiras para 200 famílias.
  
Fonte: Agência BOM DIA

Contra Mestre Pernalonga, um Guerreiro…

Matéria em homenagem ao respeito, hospitalidade e principalmente a forma acolhedora e carinhosa que o grupo de Capoeira Irmãos Guerreiros, na figura do Contra Mestre Perna e de seus alunos nos receberam e nos trataram durante a semana que passamos em Bremen, na Alemanha.
Luciano Milani

Capoeira Angola BremenTer estado em Bremen, trocando informações, partilhando experiências e conhecimentos e experimentando o tempero paulista da bonita e bem fundamentada Capoeira dos Irmãos Guerreiros, sob os olhos atentos e responsáveis do Contra Mestre Pernalonga, que cativa os seus alunos e visitantes, pela maneira natural e acolhedora de sua postura, foi sem duvida alguma uma grata surpresa…
 
O Guerreiro Pernalonga é natural de São Paulo e foi criado na periferia Paulista na região do Pirajussara onde desde pequeno conviveu de perto com a riquíssima cultura nordestina. Herança esta adquirida devido ao carácter imigrante e acolhedor, típico da periferia paulistana onde um universo de miscigenação e uma infinidade de elementos, tipos e raças se fundem e em perfeita simbiose nesta panela de pressão cultural…
 
Esta eclética mistura talhou o jovem capoeirista e contribuiu positivamente para a sua formação cultural e capoeirística.
 
Capoeira Angola BremenPernalonga se emociona quando canta em homenagem a sua bisavó e fala com carinho da sua família…
Na sua vida a capoeira é o norte… seus alunos, seus amigos e parceiros vem em primeiro lugar…
No seu Cazuá, lugar sagrado e mágico, repleto de boas energias onde a capoeira se sente a vontade… e pode realmente dizer… "aqui é minha casa", o Contra Mestre ensina a Capoeira com o coração e com muito fundamento respeitando a tradição e a história mais sem fechar os olhos e o corpo para a atualidade.
 
Ainda vale destacar o carinho e a atenção para com seus alunos que retribuem da maneira mais prazeirosa possível dando um imenso orgulho ao professor… Tocam, cantam, jogam e participam de tudo… com alegria e com o coração…
 
 
Capoeira Angola Bremen"Nossa luta é de resistência… nossa batalha… Milani você não sabe como foi duro ter este espaço… ter mantido este trabalho… poder oferecer estas condições aos meus alunos… é por isso que nesta festa de aniversário do CAZUÁ onde comemoramos um ano eu celebro a nossa luta, a nossa resistência!!!"
 
Marcio Lourenco de Araujo
Contra Mestre Pernalonga
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II ENCONTRO CULTURAL DO BAIRRO DA ENGOMADEIRA

 29 de Maio (domingo) em Salvador 
 
Tema:

"Autogestão e Sustentabilidade – uma perspectiva quilombola para o século XXI"

O Encontro ocorrerá no COMOBE (Conselho de Moradores do Bairro da Engomadeira), localizado ao lado do posto municipal de saúde na Rua Direta da Engomadeira (a rua faz esquina com a UNEB). O Encontro, organizado de forma independente pelo coletivo Quilombo Cabula, visa fazer uma discussão e um resgate das histórias de resistências quilombolas, tecendo um paralelo entre as comunidades atuais de periferia com as noções de autogestão e sustentabilidade.

O objetivo final do Encontro é o fortalecimento dos laços comunitários e a criação de uma agenda local de a(tua)ção para reconquista da gestão solidária da comunidade por seus próprios moradores!

A participação é livre!

ATIVIDADES

08:00h
ABERTURA – Apresentação do Projeto Comunitário Quilombo Cabula

08:30h
PALESTRA – Projetos Autogeridos e Sustentáveis – Uma Ótica Quilombola

09:00h
VÍDEO – “Quilombos da Bahia”

DEBATE – O que eram os Quilombos?

VÍDEO – “Notícias de uma Guerra Particular”

DEBATE – O Espírito Quilombola no Século XXI

PLENÁRIA – Ações e Perspectivas de Autogestão Local (Criação de Agenda do Bairro)

13:30h
FEIJOADA DA SENZALA – Saco vazio num pára em pé, com farinha e pimenta se quisé!

INTERVENÇÃO ARTÍSTICA – Palhaços em Cena

APRESENTAÇÃO – Grupo de Dança Afro da Engomadeira

15:00h
POR UMA OUTRA FESTA POPULAR – Banda Arca do Axé (ACCEN)

ARTE DA PERIFERIA – Atitude Breack na rua e Graffiteiros nos muros

16:00h
RODA – Grupo de Capoeira Regional – Mestre Azulão

17:00h
RODA – Grupo de Capoeira Angola Cabula – Mestre Barba Branca

18:00h
ÍNDIOS NA RUA – Bloco Popular Carnavalesco Flecha Verde